O ônibus da Fisioterapia Itinerante, projeto gratuito para pessoas de baixa renda do Grajaú e de Interlagos, em São Paulo, completou 9 anos de atuação e já atendeu 70 mil pessoas. São cerca de 50 pacientes por dia, de crianças a idosos.
Quem vê o ônibus estacionado não imagina que lá dentro existe um moderno espaço de fisioterapia. A iniciativa é da fisioterapeuta Maria de Las Gracias, de 55 anos, que também é uma das responsáveis pelos atendimentos. “Eu não vivo do projeto. Eu vivo para o projeto”, afirma.
Como funcionam os atendimentos
A jornada diária de Maria começa às 6h30 e termina às 16h. Ela atende na clínica móvel às segundas, terças e quintas-feiras. No restante da semana, atende pacientes particulares em sua casa, e o dinheiro arrecadado é quase totalmente destinado à manutenção do ônibus. Nos dias em que ela não está, outras três fisioterapeutas assumem os atendimentos.
Cada sessão de meia hora custa R$ 23. As pessoas que não têm condições de pagar são atendidas gratuitamente, ou pagam quando estiverem em melhores condições financeiras. Essa cobrança ajuda a cobrir os custos de manutenção do veículo e o pagamento das profissionais.
A história do projeto
Antes de se formar em fisioterapia, Maria era terapeuta holística e trabalhava com massagens. Durante muitos anos, viajou para países com populações em situação de risco, como Índia e Nepal, onde ajudava voluntariamente os moradores locais. “Era uma troca. Eu oferecia ajuda e tratamento ao mesmo tempo em que aquelas pessoas me ofereciam ensinamentos sobre a cultura e a realidade do país”, conta.
De volta ao Brasil, decidiu cursar fisioterapia e, desde o início da graduação, tinha a ideia de criar uma clínica na periferia. Por problemas de custo e logística, optou por um espaço itinerante. Em 2007, vendeu o carro e um terreno e investiu cerca de R$ 150 mil na compra e adaptação do ônibus.
Desafios e planos futuros
Até hoje, o projeto não recebeu propostas de patrocínio de empresas ou pessoas interessadas em investir. Em determinado momento, Maria chegou a incluir psicólogos e nutricionistas na equipe, mas não foi possível arcar com os gastos e o serviço foi encerrado. Mesmo com as dificuldades, ela pensa em ampliar a clínica no futuro, incluindo advogados para auxiliar e orientar a população.
Perguntas frequentes
Quantas pessoas o ônibus da fisioterapia já atendeu?
O projeto completou 9 anos e já atendeu 70 mil pessoas de baixa renda do Grajaú e de Interlagos, em São Paulo.
Como funciona o atendimento no ônibus da fisioterapia?
São cerca de 50 pacientes por dia, de crianças a idosos. Cada sessão de meia hora custa R$ 23, mas quem não pode pagar é atendido gratuitamente ou paga quando tiver condições.
Quem criou o ônibus da fisioterapia?
A fisioterapeuta Maria de Las Gracias criou o projeto em 2007, após vender o carro e um terreno para investir na compra e adaptação do ônibus.
O projeto recebe patrocínio?
Até hoje, o projeto não recebeu propostas de patrocínio de empresas ou pessoas interessadas em investir.
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