Teste de Yeoman

Teste de Yeoman

Teste de Yeoman para que serve?

Testes para envolvimento da articulação sacroilíaca. Mais especificamente, se a dor for na região sacroilíaca, pode estar relacionada à patologia do ligamento sacroilíaco anterior. Se for na coxa, pode estar relacionado à rigidez da musculatura do quadril ou tensão do nervo femoral e, se estiver na região lombar, pode ser devido ao envolvimento lombar [1]

Teste de Yeoman

Como realizar o Teste de Yeoman

Posicão inicial

O paciente fica deitado

Procedimento

O examinador fica do lado dolorido e flexiona o joelho do paciente a 90 ° e estende o quadril

Quando o teste de Teste de Yeoman for positivo

Dor localizada na articulação sacroilíaca indica patologia no ligamento sacroilíaco anterior

A parestesia anterior da coxa pode indicar um estiramento do nervo femoral [1] [2]


Confira tambem

Terapia manual


Provas

O teste de Teste de Yeoman ou impulso da coxa é mais sensível e o teste de distração é o mais específico. Apenas o teste de impulso de coxa atinge mais de 80% de sensibilidade e especificidade. Na ausência de centralização, se três testes provocativos forem positivos, a sensibilidade, a especificidade e a razão de verossimilhança positiva são 93%, 89% e 6,97%, respectivamente. Portanto, é praticamente suficiente fazer o teste de impulso de coxa, o teste de distração sacroilíaca e o teste FABERE para se chegar a um diagnóstico. [3] [4]

Referências

1.01.1 Konin JG, Wiksten DL, Isear Jr. JA, Brader H. Special Test for Orthopaedic Examination 3rd ed. Thorofare, NJ: SLACK incorporado; 2006.
↑ Magee, D. Avaliação física ortopédica. 4ª ed. St. Louis, Missouri: Saunders Elsevier, p.603.
↑ Laslett M, Young SB, Aprill CN, McDonald B. Diagnosticando articulações sacroilíacas dolorosas: um estudo de validade de uma avaliação de McKenzie e testes de provocação da articulação sacroilíaca. Australian Journal of Physiotherapy 2003; 49: 89–97.
↑ Mark Lasletta, Charles N. Aprill, Barry McDonald, Sharon B. Young. Diagnóstico da dor nas articulações sacroilíacas: Teste de Yeoman Validade dos testes de provocação individual e composição dos testes. Manual Therapy 10 (2005) 207–218.

Artigo completo sobre o Teste de Yeoman

Avaliação do teste ortopédico da região lombar para dor lombar inespecífica
Walsh, MJ . 
J Manipulative Physiol Ther ; 21 (4): 232-6, maio de 1998.
Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-9608377

OBJETIVO:

Para avaliar o valor de alguns testes ortopédicos comumente usados para avaliar a dor lombar inespecífica, onde não há déficits patológicos ou neurológicos demonstráveis.

PROJETO:

Análise retrospectiva de prontuários de pacientes .

CONTEXTO:

Clínica de ensino de Quiropraxia, Royal Melbourne Institute of Technology .

ASSUNTOS:

Quinhentos e sessenta e quatro prontuários de pacientes que se apresentaram à clínica acima com dor lombar inespecífica foram analisados. DADOS

ANÁLISE:

Os dados foram digitados em uma planilha, tabelas de contingência foram criadas e os dados foram analisados ​​por meio de testes de chi 2. A significância estatística foi estabelecida em p <0,05.

RESULTADOS:

Os testes de Kemp e o Teste Yeoman foram mais comumente positivos, enquanto os testes de compressão axial e de Adams de Bonnet mostraram resultados positivos relativamente baixos. Os fatores estudados que afetaram a taxa de respostas positivas foram idade, sexo , local da dor , duração e causa. O número de episódios anteriores de dor lombar não teve efeito nas taxas de teste positivo.

CONCLUSÃO:

Para os casos de inespecífica, mecânica menor dor nas ortopédica testes tem valor clínico limitado uma vez que os problemas da raiz nervosa e patologias foram descartadas. Os testes de Kemp e Yeoman foram os mais freqüentemente positivos e pareciam ser os mais úteis no diagnóstico de dores lombares inespecíficas. Ao selecionar os testes mais adequados para usar, é preciso levar em consideração o perfil e o histórico do paciente .

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Teste de Provocação da Dor Pélvica Posterior Ir para: navegação, pesquisa

Teste de Provocação da Dor Pélvica Posterior

O teste de provocação da dor pélvica posterior é um teste de provocação de dor utilizado para determinar a presença de disfunção sacroilíaca. Frequentemente aplicado em gestantes, ele auxilia na diferenciação entre dor na cintura pélvica e dor lombar.

Objetivo do teste

O principal objetivo do teste de provocação da dor pélvica posterior é reproduzir a dor familiar do paciente na região da articulação sacroilíaca, indicando possível disfunção nessa estrutura. A articulação sacroilíaca conecta o sacro ao ílio e é uma fonte comum de dor na cintura pélvica, especialmente durante a gravidez devido às alterações biomecânicas e hormonais. O teste é parte de um conjunto de manobras clínicas que, quando combinadas, aumentam a acurácia diagnóstica.

Nomenclaturas alternativas

Este teste é conhecido por diversos nomes na literatura e na prática clínica:

  • Teste PPPP
  • Teste P4
  • Thigh thrust test
  • Teste de cisalhamento posterior
  • Teste POSH

Técnica de aplicação

Com o paciente em decúbito dorsal, o quadril é flexionado a 90° (com o joelho fletido) para alongar as estruturas posteriores. Aplicando pressão axial ao longo do fêmur, este é utilizado como alavanca para empurrar o ílio posteriormente. Uma mão é posicionada abaixo do sacro para fixar sua posição, enquanto a outra aplica uma força descendente sobre o fêmur. Broadhurst e Bond sugerem adicionar adução do quadril em direção à linha média, enquanto Laslett e Williams recomendam evitar adução excessiva devido ao desconforto para o paciente.

O teste é considerado positivo para dor na cintura pélvica se a pressão axial provocar dor sobre a articulação sacroilíaca que seja familiar ao paciente.

Evidências científicas

O padrão-ouro para avaliar testes de provocação de dor sacroilíaca é a injeção intra-articular de anestésico local na articulação sacroilíaca, guiada por imagem radiológica. Vários estudos compararam os testes de provocação existentes e concluíram que não um único teste, mas um conjunto de testes deve ser utilizado para confirmar o diagnóstico (recomendação grau A). Há evidência de nível 1A afirmando que uma combinação de testes positivos (2 de 4, 3 de 5, etc.) produz uma alta razão de verossimilhança. Os testes mais comumente utilizados com sensibilidade e especificidade superiores a 60% incluem o teste de provocação da dor pélvica posterior.

Laslett et al. (2005) afirmam que nenhum exame adicional é necessário se tanto o teste de distração quanto o thigh thrust test provocarem dor familiar, devido à sua alta sensibilidade e especificidade individuais. Se apenas um teste ou dois outros testes forem positivos, mais testes são necessários para obter um resultado válido.

O teste de provocação da dor pélvica posterior apresenta alta confiabilidade interexaminador, com valores de kappa entre 0,64 e 0,82.

Aplicação clínica e raciocínio profissional

Na prática fisioterapêutica, o teste de provocação da dor pélvica posterior é uma ferramenta valiosa dentro da avaliação de pacientes com queixas de dor lombar baixa ou na região glútea. Sua execução simples e rápida permite ao profissional integrá-lo a outros testes ortopédicos e neurológicos para formar uma hipótese diagnóstica mais robusta. É importante ressaltar que o teste isolado não deve ser usado para diagnóstico definitivo; a combinação com outros testes de provocação sacroilíaca, como o teste de compressão, distração e Gaenslen, aumenta a precisão.

Durante a gestação, a aplicação do teste deve ser cuidadosa, respeitando o conforto da paciente e evitando manobras bruscas. A interpretação dos resultados deve considerar as alterações fisiológicas da gravidez, como a frouxidão ligamentar, que pode influenciar a resposta dolorosa.

Para aprofundar o conhecimento em avaliação e tratamento das disfunções musculoesqueléticas, o Conceito Maitland oferece uma formação completa em técnicas manuais e raciocínio clínico.

Conclusão

O teste de provocação da dor pélvica posterior é um componente importante na avaliação clínica da articulação sacroilíaca, especialmente para diferenciar dor na cintura pélvica de dor lombar. Sua confiabilidade e validade são reforçadas quando utilizado em conjunto com outros testes, conforme as evidências atuais. O domínio dessa técnica contribui para uma prática fisioterapêutica mais precisa e baseada em evidências.

Perguntas frequentes

Qual o objetivo do teste de provocação da dor pélvica posterior?

O objetivo é determinar a presença de disfunção sacroilíaca, reproduzindo a dor familiar do paciente na região da articulação sacroilíaca.

Como é realizada a técnica do teste?

Com o paciente em decúbito dorsal, o quadril é flexionado a 90° com o joelho fletido. Aplica-se pressão axial ao longo do fêmur para empurrar o ílio posteriormente, enquanto uma mão fixa o sacro.

Quando o teste é considerado positivo?

O teste é positivo se a pressão axial provocar dor sobre a articulação sacroilíaca que seja familiar ao paciente.

O teste deve ser usado isoladamente para diagnóstico?

Não. As evidências recomendam o uso de um conjunto de testes de provocação para confirmar o diagnóstico de disfunção sacroilíaca.

Qual a confiabilidade do teste?

O teste apresenta alta confiabilidade interexaminador, com valores de kappa entre 0,64 e 0,82.

Teste de Gillet

Teste de Gillet

O Teste de Gillet é um procedimento clínico utilizado para avaliar o movimento anormal da articulação sacroilíaca. Esse teste é uma ferramenta importante na prática fisioterapêutica, especialmente na área de Terapia Manual, pois auxilia na identificação de hipomobilidade articular, contribuindo para um diagnóstico funcional mais preciso.

Objetivo do Teste de Gillet

O principal objetivo do Teste de Gillet é verificar a mobilidade da articulação sacroilíaca durante o movimento de flexão do quadril. Em condições normais, espera-se que a pelve realize uma rotação posterior no lado que está sendo testado, resultando em um deslocamento inferior da espinha ilíaca posterior superior (PSIS). A ausência ou redução desse movimento pode indicar uma disfunção articular.

Como é realizado o Teste de Gillet

O Teste de Gillet, também conhecido como Teste de Fixação Sacral, Teste de Rotação Posterior Ipsilateral, Teste de Marcha ou Teste Cinético de Flexão Ipsilateral, apresenta algumas variações descritas na literatura. A técnica padrão envolve os seguintes passos:

  • O paciente permanece em pé, enquanto o examinador posiciona um polegar sobre a espinha ilíaca posterior superior (PSIS) e o outro polegar sobre o sacro, em um nível paralelo ao primeiro.
  • O paciente é instruído a ficar em uma perna só, enquanto flexiona o quadril do lado que está sendo palpado em 90° ou mais.
  • O examinador observa e palpa o movimento da PSIS em relação ao sacro.
  • O teste é repetido no lado oposto e os resultados são comparados bilateralmente, avaliando a qualidade e a amplitude do movimento.

Em uma pelve com funcionamento normal, a PSIS do lado testado deve se mover inferiormente, indicando rotação posterior do ilíaco. Um teste positivo é caracterizado pela ausência ou mínima movimentação inferior da PSIS, sugerindo hipomobilidade da articulação sacroilíaca.

Interpretação dos resultados

A interpretação do Teste de Gillet baseia-se na comparação bilateral do movimento. O examinador deve estar atento à simetria e à amplitude do deslocamento da PSIS. Um teste positivo unilateral pode indicar restrição de mobilidade na articulação sacroilíaca daquele lado, enquanto um teste negativo sugere mobilidade preservada. É importante considerar que o teste avalia apenas o componente de movimento e deve ser integrado a outros achados clínicos.

Evidências sobre o Teste de Gillet

Estudos sobre a acurácia diagnóstica do Teste de Gillet apresentam resultados variados. De acordo com dados disponíveis, a confiabilidade do teste foi relatada como 0,22 em um estudo de Dreyfuss. A sensibilidade e a especificidade também variam conforme a fonte: Dreyfuss encontrou sensibilidade de 43% e especificidade de 69%, com razão de verossimilhança positiva (LR+) de 1,34 e negativa (LR-) de 0,84. Já Levangie relatou sensibilidade de 8% e especificidade de 93%, com LR+ de 1,07 e LR- de 0,99. Esses números indicam que o teste isolado pode ter limitações, sendo mais útil quando combinado com outros testes clínicos.

Aplicações clínicas do Teste de Gillet

O Teste de Gillet é frequentemente utilizado por fisioterapeutas que atuam com disfunções da coluna lombar, pelve e quadril. Ele pode ser integrado a uma avaliação mais ampla da articulação sacroilíaca, juntamente com testes de provocação de dor e outros testes de mobilidade. A identificação de hipomobilidade pode direcionar intervenções de terapia manual, como mobilizações articulares e técnicas de energia muscular. Para aprofundar o conhecimento em avaliação e tratamento manual, Conceito Maitland oferece formação específica em técnicas de terapia manual.

Considerações finais

O Teste de Gillet é um recurso clínico acessível e de rápida execução para avaliação da mobilidade sacroilíaca. Embora suas propriedades diagnósticas isoladas possam ser limitadas, ele contribui para o raciocínio clínico quando associado a outros testes e à história do paciente. Profissionais que desejam aprimorar suas habilidades em avaliação musculoesquelética podem se beneficiar de cursos que abordem a prática baseada em evidências e o treinamento supervisionado.

Perguntas frequentes

Para que serve o Teste de Gillet?

O Teste de Gillet serve para avaliar o movimento anormal da articulação sacroilíaca, identificando possíveis hipomobilidades.

Como é feito o Teste de Gillet?

O paciente fica em pé, o examinador palpa a espinha ilíaca posterior superior e o sacro, e o paciente flexiona o quadril a 90° ou mais. Observa-se o movimento da PSIS.

O que significa um Teste de Gillet positivo?

Um teste positivo ocorre quando a PSIS não se move ou se move minimamente para baixo, indicando hipomobilidade da articulação sacroilíaca.

Qual a confiabilidade do Teste de Gillet?

A confiabilidade relatada em um estudo foi de 0,22, e a sensibilidade e especificidade variam conforme a pesquisa, sendo recomendado usá-lo em conjunto com outros testes.