Dores Lombares: Causas e Fatores de Risco

Dores Lombares: Causas e Fatores de Risco

As dores lombares, também conhecidas como lombalgia, são um problema de saúde comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Essa condição pode variar em intensidade e duração, desde desconfortos leves até dores agudas e persistentes que limitam significativamente a qualidade de vida. Entender as causas e fatores de risco associados às dores lombares é essencial para a prevenção, tratamento e manejo adequado dessa condição.

Dor Lombar

  1. Má postura: A postura inadequada durante as atividades diárias, seja no trabalho, em casa ou durante a prática de exercícios físicos, é uma das principais causas de dores lombares. Permanecer sentado por longos períodos com má postura, curvar-se de forma incorreta ao levantar objetos pesados e dormir em posições inadequadas podem sobrecarregar a região lombar e causar desconforto.
  2. Sedentarismo e falta de exercícios: A falta de atividade física e o enfraquecimento dos músculos das costas e do abdômen podem levar a uma maior sobrecarga sobre a coluna lombar. A prática regular de exercícios que fortaleçam esses músculos e promovam a flexibilidade é fundamental para prevenir dores lombares.
  3. Excesso de peso: O ganho de peso excessivo coloca uma carga adicional sobre a coluna lombar, o que pode levar ao desenvolvimento de dores na região. Além disso, a obesidade está associada a processos inflamatórios crônicos que podem agravar as dores lombares.
  4. Envelhecimento: Com o avançar da idade, é comum que ocorram alterações na estrutura da coluna vertebral, como a degeneração dos discos intervertebrais e a diminuição da elasticidade dos ligamentos. Essas mudanças naturais podem ser responsáveis pelo surgimento de dores lombares em pessoas idosas.
  5. Lesões e traumatismos: Traumas e lesões na coluna lombar, como quedas, acidentes automobilísticos ou lesões esportivas, podem causar dores agudas e, em alguns casos, levar a problemas crônicos na região lombar.
  6. Hérnia de disco: A hérnia de disco ocorre quando o núcleo gelatinoso de um disco intervertebral se desloca para fora de sua posição normal, pressionando os nervos ao redor e causando dor lombar intensa, bem como irradiação da dor para os membros inferiores.
  7. Doenças e condições médicas: Certas doenças e condições médicas podem estar associadas às dores lombares. Entre elas estão a espondilose (artrose na coluna), espondilolistese (deslocamento de uma vértebra sobre outra), osteoporose (perda de massa óssea), entre outras.
  8. Estresse emocional: O estresse e a ansiedade podem levar à tensão muscular, incluindo a região lombar, o que pode causar dores e desconforto.
  9. Tabagismo: Estudos mostram que fumantes têm maior probabilidade de desenvolver dores lombares em comparação com não fumantes. Acredita-se que o tabagismo possa prejudicar o fluxo sanguíneo para a coluna vertebral e também afetar a saúde dos discos intervertebrais.
  10. Fatores ocupacionais: Certas profissões que envolvem movimentos repetitivos, levantamento de objetos pesados ou posições desconfortáveis podem aumentar o risco de dores lombares. Motoristas, trabalhadores da construção civil e pessoas que trabalham em escritórios com longas horas de trabalho sentado estão particularmente suscetíveis a esse tipo de dor.
  11. Genética: Estudos têm demonstrado que a predisposição genética pode influenciar a probabilidade de uma pessoa desenvolver dores lombares. Se houver histórico familiar de lombalgia, é importante estar atento e adotar medidas preventivas.

Em resumo, as dores lombares são uma condição complexa com diversas causas e fatores de risco envolvidos. A prevenção é essencial, e medidas como manter uma boa postura, praticar exercícios físicos regularmente, evitar o sedentarismo e cuidar do peso corporal podem ajudar a reduzir a incidência de dores lombares. Caso as dores já estejam presentes, é fundamental procurar um profissional de saúde para um diagnóstico adequado e estabelecer um plano de tratamento e manejo adequado para alívio dos sintomas e melhoria da qualidade de vida.

 

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Definition/Description

Posterior interosseous nerve syndrome is a neuropathic compression of the posterior interosseous nerve where it passes through the radial tunnel.[1] This may result in paresis or paralysis of the digital and thumb extensor muscles, resulting in an inability to extend the thumb and fingers at their metacarpophalangeal joints. The only movement patients may be able to do is the dorsoradial direction.[2]

Radial nerve.jpg

Clinically relevant anatomy

The posterior interosseous nerve is located close to shaft of the humerus and the elbow. This nerve is the deep motor branch of the radial nerve. Proximal to the supinator arch, the radial nerve is divided into a superficial branch and posterior interosseous branch.The radial nerve supplies the majority of the forearm and hand extensors. Damage to this branch of the radial nerve results in posterior interosseous nerve syndrome.

The radial tunnel is a space that extends 5cm from the radial head to the distal margin of the supinator. This tunnel is attached laterally to the brachioradialis, extensor carpi radialis longus and extensor carpi radialis brevis and medially to the biceps tendon and brachialis. The floor is formed by the deep head of the supinator and the capsule of the radiocapitellar joint, while the roof is formed by the superficial head of the supinator and the radial recurrent vessels.[3]

At the level of the lateral epicondyle, between the brachioradialis and brachialis muscles, the radial nerve, which has its origin in the brachial plexus, divides into its 2 terminal branches: the superficial radial nerve and the posterior interosseous nerve.[4] The superficial radial nerve ends proximal to the radial tunnel. The posterior interosseous nerve is much longer and enters the radial tunnel underneath a musculotendinous arch, the arcade of Frohse. The arcade of Frohse, which is the most common point of compression, is a connection between the deep and superficial heads of the supinator and is fibrotendinous in 30% of the population. The posterior interosseous nerve continues in the radial tunnel through the supinator, as it goes from the anterior to the posterior surface of the forearm.

The posterior interosseous nerve is a motor nerve and sequentially innervates supinator, extensor carpi radialis brevis, extensor digitorum communis, extensor digiti minimi, extensor carpi ulnaris, abductor pollicis, extensor pollicis brevis, extensor pollicis longus, and extensor indicis.[3][5]

Epidemiology/Etiology

Epidemiology

Posterior interosseous nerve syndrome is more common in males, manual laborours and bodybuilders, with an incidence of 3 per 100 000.[6] With a humeral shaft fracture, there is a 12% chance of associated with radial nerve paralysis.[7]

Etiology

Posterior interosseous nerve syndrome can be caused by a traumatic injury, tumors, inflammation and an anatomic injury. With repeated pronation and supination a dynamic compression of the nerve in the proximal part of the forearm can be created.[8]

Posterior interosseous nerve syndrome usually develops spontaneously[1] and is caused by compression injuries to the upper extremity, mostly in the arcade of Frohse[9]. It is the area where the nerve enters the supinator muscle[10] and is the most common place for a compression of the nerve. However, it can also occur following trauma, such as a blow to the proximal dorsal region of the forearm. Impingement of the radial nerve results in posterior interosseous nerve syndrome.[7] Compression of the posterior interosseous nerve is associated with repetitive activities that involve wrist supination and pronation, with a component of wrist extension.[11]

Posterior interosseous nerve syndrome can be iatrogenic following reduction of radial fracture, transposition of the ulnar nerve or release of the extensor origin for lateral epicondylitis.[1] The causes of posterior interosseous nerve syndrome include intrinsic nerve abnormalities and extrinsic compression.[2]

Characteristics/Clinical presentation

Most nerve entrapments occurs due to an osseoligamentous tunnel narrowing. In the case of a posterior interosseous nerve entrapment, the compression occurs within the musculo-tendinous radial tunnel. In 69.4%, the nerve is compressed by the fibrous arcade of Frohse.[12]

There is a very slow development of the symptoms. The duration of symptoms averaged 2-3 years before a definitive diagnosis could be made.[8] Symptoms of nerve entrapment syndromes are generally involving pain, sensory and motor changes, sensations of popping, paresthesias, and paresis.

Posterior interosseous nerve syndrome is characterized by motor deficits in the distribution of the posterior interosseous nerve.[12] While the posterior interosseous nerve does have afferent fibres that transmit pain signals from the wrist, it does not carry any cutaneous sensory information that can help distinguish a posterior interosseous nerve palsy from Differential diagnosis

Posterior interosseous nerve syndrome is one of the pathologies that can cause lateral elbow pain. The other pathologies that are associated with lateral elbow pain are:

  • [1]
  • Lateral epicondylitis[4]
  • Radial nerve injury/palsy[4]
  • Cervical radiculopathy[4]
  • Extensor carpi radialis brevis tendinosis[5]
  • Cervical spine C5-C7[5]
  • Extensor tendon rupture[13]
  • [14]
  • Supinator syndrome[14]
  • Brachialis neuritis[14]
  • Artirits/artrose of the radiohumeral joint
  • Meniscus of the radiohumeral joint
  • [13]

Diagnostic procedures

Careful clinical and electrophysiological examination is important and essential for a reliable diagnosis.[10]

Physical examination

  • History
  • Functional limitations or deficits
  • Palpation: Abnormal tenderness is expected over the arcade of Frohse and eventually over the lateral epicondyle
  • Neural tension test
  • Muscle testing (with resistance):[3][15] There a partial or complete paralysis of the wrist extensors:
    • The patient is unable to extend the thumb and other fingers of the affected side at the metacarpophalangeal joints
    • Wrist extension is possible, but only with a dorso-radial direction, due to the weakened extensor carpi ulnaris
    • Resisted supination and pronation of the forearm can produce pain, as well as resisted extension of the middle finger
    • The brachioradialis, extensor carpi radialis longus and extensor capri radialis brevis are innervated by more proximal branches of the radial nerve, so may be spared

Special investigations

The following special investigations are used to assist in making the diagnosis.[1] It further aids to establish the topography of the lesion and the severity of the muscular denervation.[10]

  • Electromyography: Identify level of compression
  • Nerve conduction velocity
  • MRI: Not commonly used:
    • To determine specific area of compression
    • Assist in surgical planning

Outcome measures

Medical management

There are several medical ways to treat the posterior interosseous nerve syndrome.

Conservative management

  • Reduction of local inflammation and swelling around the nerve:[16]
    • Wrist and/or elbow splints
      • The arm can be put in an above-elbow cast for ten days with the elbow flexed at 90°, the forearm supinated and the wrist in neutral position[17]
    • NSAID’s
    • Activity modification to reduce local inflammation and swelling around the nerve
  • Corticosteroid injections[17]
  • Therapeutic ultrasound[17]
  • Physiotherapy[17]
  • Reduction of synovitis:[18]
    • Heat
    • Rest
    • Mild range of motion

Surgery

  • Indication:
    • No improvement with conservative management
    • Pain present after 12 weeks
  • Aim: To obtain full recovery
  • Surgery: Depends on how and where impingement is present[18][19]
    • Arcade of Frohse release
    • Resection of lesions
    • Posterior interosseous nerve release

Physiotherapy management

Conservative management

3-6 months of physiotherapy with regular re-assessment of signs and symptoms is recommended. If there is no response to therapy, evidence of denervation, or persistent paralysis, surgical decompression should be considered.[12]

Physiotherapy should include a multimodal approach. The following can be considered based on the patient presentation:

  • Cryotherapy: Increase extensibility and reduce tone of local muscles
  • Ultrasound
  • TENS
  • Deep tissue massage and stretching exercises: Improve extensibility of the muscles who surround the brachial plexus and radial nerve
  • Dry needling: Increase extensibility and reduce tone of local muscles
  • Neural mobilizations:[20]
    • Reduce mechanical extra and intra-neural adhesion
    • Assist the neuromodulation of symptoms
  • Manual therapy[7]: Regain elbow mobility
  • Strengthening[12] and range of motion exercises
  • Stretching exercises:
    • Focus on supinator
    • Passive wrist extensions stretches:
      • Place hand on table and move upper body over wrist
      • Prayer stretch

Post-surgical rehabilitation

  • Commence active range of motion from day 3-5
    • Incorporate stretching of extensors
  • Commence strengthening from week 3-4

Patients can return to light duty work between week 2 and 3 post-operatively, while return to baseline function can take between 6 and 12 weeks.

[21]

Clinical bottom line

The posterior interosseous nerve is the deep branch stemming off the radial nerve. Compression can be caused by trauma, repetitive strain and inflammation. This is then known as posterior interosseous nerve syndrome, which may result in paresis or paralysis of the digital and thumb extensor muscles, resulting in an inability to extend the thumb and fingers at their metacarpophalangeal joints. Conservative management includes splinting, NSAID’s and physiotherapy, and symptoms normally resolve within 3-6 months. Failed conservative management is an indication for surgery, where nerve releases are the most common surgical intervention. Physiotherapy also plays a big part in the post-operative management, and rehabilitation generally lasts between 6 and 12 weeks.

References

  1. ↑ 1.01.11.21.31.4 Vrieling C, Robinson PH, Geertzen JH. ↑ 2.02.1 Chien AJ, Jamadar DA, Jacobson JA, Hayes CW, Louis DS. ↑ 3.03.13.2 Cha J, York B, Tawfik J. Posterior interosseous nerve compression. Eplasty 2014;14.
  2. ↑ 4.04.14.24.3 Bevelaqua AC, Hayter CL, Feinberg JH, Rodeo SA. ↑ 5.05.15.2 Ekstrom RA, Holden K. ↑ Ortho Bullets. PIN Compression Syndrome. Available from: ↑ 7.07.17.2 Quignon R, Marteau E, Penaud A, Corcia P, Laulan J. ↑ 8.08.1 Molina AP, Bour C, Oberlin C, Nzeusseu A, Vanwijck R. ↑ Andreisek G, Crook DW, Burg D, Marincek B, Weishaupt D. ↑ 10.010.110.2 Huisstede BM, Miedema HS, Van Opstal T, De Ronde MT, Kuiper JI, Verhaar JA, Koes BW. ↑ Rosenbaum R. Disputed radial tunnel syndrome. Muscle & Nerve: Official Journal of the American Association of Electrodiagnostic Medicine 1999;22(7):960-7.
  3. ↑ 12.012.112.212.3 Saratsiotis J, Myriokefalitakis E. ↑ 13.013.1 Millender LH, Nalebuff EA, Holdsworth DE. ↑ 14.014.114.2 Kaswan S, Deigni O, Tadisina KK, Totten M, Kraemer BA. Radial tunnel syndrome complicated by lateral epicondylitis in a middle-aged female. Eplasty 2014;14.
  4. ↑ Singh VA, Michael RE, Dinh DB, Bloom S, Cooper M. ↑ Mansuripur PK, Deren ME, Kamal RO. ↑ 17.017.117.217.3 Maffulli N, Maffulli F. ↑ 18.018.1 Chang LW, Gowans JD, Granger CV, Millender LH. ↑ Hashizume H, Nishida K, Nanba Y, Shigeyama Y, Inoue H, Morito Y. ↑ 20.020.1 Molloy J, Neville V, Woods I, Speedy D. ↑ The Student Physical Therapist. Posterior interosseous nerve syndrome. Available from:

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Efeitos da quiropraxia em pacientes com cervicalgia

Efeitos da quiropraxia em pacientes com cervicalgia

Artigo sobre os Efeitos da quiropraxia em pacientes com cervicalgia:

RESUMO

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A dor cervical é ocasionada na maioria das vezes por alterações mecânicos-posturais. Dentre diferentes técnicas terapêuticas realizadas por fisioterapeutas a quiropraxia têm se tornado comum no Brasil. O objetivo deste estudo foi rever na literatura, com fontes secundárias e terciárias, utilizando-se as bases de dados Pubmed/Medline e PEdro. 


CONTEÚDO: Foram encontrados apenas 6 ensaios clínicos controlados e aleatórios, investigando os efeitos da quiropraxia na dor cervical. Na maioria dos estudos as técnicas de manipulação promoveram o alívio de dor de maneira mais rápida e mais prolongada nos pacientes. A dor foi avaliada por meio do Índice Funcional de Oswestry, do Questionário de Dor McGill e da Escala Analógica Visual da Dor. 


CONCLUSÃO: É necessária a realização de maior número de ensaios clínicos controlados e aleatórios envolvendo a quiropraxia, bem como a utilização de métodos de avaliação mais fidedignos, a fim de comprovar os seus reais efeitos no tratamento da cervicalgia.

Descritores: Cervicalgia, Ensaio clínico controlado aleatório, Manipulação ortopédica, Modalidades de fisioterapia, Quiropraxia.


INTRODUÇÃO

A cervicalgia é uma síndrome dolorosa aguda ou crônica que acomete a região da coluna cervical, podendo ter diversas etiologias, tais como alterações mecânicos-posturais, artroses, hérnias e protusões discais, artrites, espondilites ou espasmos musculares, causando repercussões ortopédicas, reumatológicas ou até neurológicas1.

As cervicalgias são comuns em diversas faixas etárias de ambos os sexos, possuindo elevada predominância nas síndromes dolorosas corporais, sendo a segunda maior causa de dor na coluna vertebral, perdendo apenas para a dor lombar. A cervicalgia acomete um número considerável de indivíduos, com média de 12% a 34% da população adulta em alguma fase da vida, com maior incidência no sexo feminino, trazendo prejuízos nas suas atividades de vida diária. Esta doença raramente se inicia de maneira súbita, em geral pode estar relacionada com movimentos bruscos, longa permanência em posição forçada, esforço ou trauma. As cervicalgias podem ser agudas ou crônicas e estão relacionadas a desordens biomecânicas e musculares, resultando quadros de algias, inflamações e perda de amplitude de movimento2. A quiropraxia baseia-se em técnicas de ajustes quiropráxicos, que devolvem os movimentos artrocinemáticos, micromovimentos normais à coluna vertebral, reduzindo a compressão neural responsável pela sintomatologia dolorosa daquele determinado dermatómo3.

Efeitos da quiropraxia em pacientes com cervicalgia

Embora muito se tenha pesquisado, não existe consenso na literatura com relação à melhor alternativa para o tratamento das dores na região cervical, existindo forte discordância entre os recursos a serem utilizados, tendo surgido ultimamente prática baseada em terapias manipulativas como a quiropraxia.

Foram pesquisadas as bases de dados Medline/Pubmed e PEdro. As palavras-chaves utilizadas na pesquisa foram: Randomized controlled trial of chiropractic in neck pain, chiropractic treatment of pain e Manual Therapies. Foram incluídos apenas artigos cuja metodologia foi ensaio clínico controlado e aleatório, publicados entre 2002 e 2010.

O objetivo deste estudo foi analisar por meio de revisão da literatura a ação da quiropraxia no tratamento das cervicalgias.

CONTEÚDO

Foram identificados 35 artigos, porém apenas 6 estudos do tipo ensaio clínico aleatório e controlado para avaliação dos efeitos das técnicas de quiropraxia no tratamento da dor cervical, atendiam os critérios deste estudo.

Os artigos foram caracterizados quanto à forma de tratamento e resultados (Tabela 1) e ao método de avaliação, tempo de tratamento e acompanhamento (Tabela 2).

Estudo que avaliou 366 pacientes que apresentavam dor na região cervical, cuja origem não era artrose, hérnia de disco ou fratura das vértebras, foram separados aleatoriamente em 3 grupos, nos quais foi realizada manipulação cervical, mobilização articular e fisioterapia convencional. A dor foi avaliada pelos questionários de Oswestry Adaptado e de Dor de McGill. Foi evidenciada diferença significante entre os grupos que realizaram mobilização e manipulação cervical3.

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Outro estudo observou a dose resposta do tratamento manipulativo na coluna cervical, ao avaliar os efeitos da quiropraxia com 8 e 16 semanas, quando comparado ao grupo que apenas realizou massagem. O tratamento manipulativo apresentou resultado superior ao grupo massagem, após a avaliação com um questionário específico, constatando-se que a janela de tempo de 8 a 16 semanas foi eficaz no tratamento de desordens dolorosas da região cervical4.

Estudo que comparou os efeitos da manipulação cervical comparado ao tratamento com manipulação na fase aguda e subaguda, que incluiu 182 pacientes, divididos em dois grupos, recebendo 4 sessões por duas semanas, constatou que os indivíduos que realizaram manipulação apresentaram melhora clínica mais significativa5.

De acordo com estudo que incluiu 80 pacientes divididos em dois grupos de 40, sendo o primeiro submetido ao tratamento conservador para cervicalgia, e o segundo grupo submetido ao tratamento de quiropraxia, sendo aplicadas oito distintas. Houve melhora clínica do quadro álgico desses pacientes, bem como redução da incapacidade funcional6.

Outro estudo evidenciou melhora clínica ocasionada pela manipulação e demais técnicas quiropráticas e osteopáticas, na cervicalgia subaguda. No entanto, devido ao pequeno tamanho da amostra (47 pacientes), os resultados precisam de confirmação com a realização de ensaios com populações maiores7.

Autores que realizaram ensaio clínico controlado com 182 pacientes, divididos em dois grupos: manipulação e mobilização. A manipulação da região cervical demonstrou-se eficaz no tratamento da dor cervical; no entanto não apresentou diferença significativa em relação ao grupo que foi submetido à mobilização8.

A maioria dos estudos analisados utilizou o Índice Funcional de Oswestry adaptado para cervicalgias, porém o questionário de dor McGill e a escala analógica visual também foram utilizadas.

Esta revisão evidencia a necessidade da realização de novos ensaios clínicos controlados e aleatórios em diferentes tipos de pacientes para melhor fundamentar a utilização das técnicas de quiropraxia no tratamento da dor cervical, fornecer maiores subsídios para a prática clínica, favorecendo a promoção da saúde da população.

Efeitos da quiropraxia em pacientes com cervicalgia – CONCLUSÃO

É necessária a realização de maior número de ensaios clínicos controlados e aleatórios envolvendo a quiropraxia, bem como a utilização de métodos de avaliação mais fidedignos, a fim de comprovar os seus reais efeitos no tratamento da cervicalgia.

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Osteoartrite Atlantoaxial

A osteoartrite atlantoaxial é um processo dinâmico e metabolicamente ativo que envolve todos os tecidos articulares, como cartilagem, sinóvia, cápsula, ligamentos e músculos. Trata-se de uma síndrome clínica de dor articular acompanhada por vários graus de limitação funcional e redução da qualidade de vida. Essa condição pode ser dividida em idiopática, degenerativa e pós-traumática. Em idosos, a osteoartrite atlantoaxial é mais frequentemente resultado de um distúrbio degenerativo, enquanto em pacientes mais jovens está associada a traumas. A articulação atlantoaxial, assim como outras articulações do corpo, é propensa à artrite, mas a artrite degenerativa dessa articulação é uma patologia incomum.

A osteoartrite idiopática ocorre em idosos, enquanto a forma pós-traumática é mais comum na população mais jovem. A prevalência da condição varia entre 4% e 8%, e apenas uma minoria dos pacientes se torna sintomática. Entre os sintomáticos, a maioria é do sexo feminino (74%) e apresenta osteoartrite unilateral, tipicamente desencadeada pela rotação da cabeça, com dor que pode ascender ao occipital e à região frontal. Estudos mostram que a taxa de osteoartrose aumenta com a idade: 16% na faixa de 18 a 25 anos, 23% entre 25 e 30 anos, 33% entre 30 e 40 anos, 54% entre 40 e 50 anos, 70% entre 50 e 60 anos, 87% entre 60 e 70 anos e 93% acima de 70 anos. A gravidade da osteoartrite também aumenta com a idade, mas a presença ou gravidade da osteoartrite da articulação atlanto-odontoide não depende do sexo.

A incidência de degeneração atlanto-odontoide é muito alta em pacientes que tiveram fratura de odontoide, embora as articulações laterais atlantoaxiais sejam relativamente poupadas. O carregamento da cabeça também é uma causa conhecida de degeneração que afeta a região occipito-cervical.

Apresentação clínica da osteoartrite atlantoaxial

O sintoma mais característico da osteoartrite atlantoaxial é a dor occipitocervical unilateral, agravada pela rotação da cabeça. A dor sobe unilateralmente ao occipital, ao crânio parietal e, em alguns casos, até ao olho. As alterações degenerativas das articulações atlantodens e das articulações faciais atlanto-axiais podem contribuir para a dor e as limitações sensoriais e de movimento, que aumentam exponencialmente com a idade. A apresentação clínica inclui:

  • Dor cervical unilateral que ocorre com a menor rotação da cabeça, irradiando-se para o occipital, crânio parietal e, às vezes, para o olho.
  • Problemas visuais, muitas vezes levando a investigações oftalmológicas.
  • Crepitação dolorosa audível com a rotação da cabeça.
  • Espasmos nos músculos circundantes e limitação da amplitude de movimento do pescoço, especialmente no plano de rotação axial de C1-C2.

A gravidade dos sintomas não parece corresponder à gravidade da osteoartrite atlantoaxial. Em um estudo, não houve associação estatisticamente significativa entre alterações radiológicas e sintomas em portadores masculinos. A degeneração está associada a fraturas de odontoide, portanto radiografias da coluna cervical devem ser avaliadas para alterações nas articulações atlantodens e facetas atlanto-axiais.

Diagnóstico e avaliação

O diagnóstico da osteoartrite atlantoaxial é essencialmente clínico, baseado na história do paciente e no exame físico. A avaliação clínica inclui a história médica detalhada (tipo, início, localização e duração dos sintomas, função articular, condições médicas, medicações, tratamentos prévios, história familiar, fatores agravantes e bandeiras vermelhas) e o exame físico, que abrange testes de amplitude de movimento, avaliação das articulações da coluna vertebral, testes neurológicos (força motora, sensibilidade, reflexos), marcha, coordenação e função. Questionários e escalas visuais analógicas podem ser úteis para quantificar o impacto nas atividades de vida diária.

A radiologia pode auxiliar na confirmação do diagnóstico e na exclusão de outras patologias, identificando degeneração articular, traumas e distúrbios ósseos. No entanto, os achados radiológicos não se correlacionam com a gravidade dos sintomas. A tomografia computadorizada convencional ou com múltiplos detectores, assim como a ressonância magnética, podem ser utilizadas para examinar a presença de osteoartrite atlantoaxial quando o diagnóstico é incerto. Exames de sangue e laboratoriais podem descartar outras condições, como artrite reumatoide, fraturas, tumores ou infecções. A tomografia computadorizada também é útil para determinar a extensão da formação de osteófitos e para planejamento cirúrgico. Recomenda-se a confirmação da origem da dor por meio de bloqueios intra-articulares C1-C2.

O diagnóstico radiológico é feito principalmente na visão atlas padrão, mostrando estreitamento do espaço articular C1-C2. A cintilografia óssea com aumento da captação pode ajudar, mas não é obrigatória. Os diagnósticos clínico e radiológico devem ser confirmados por bloqueios intra-articulares C1-C2.

Devido à raridade da condição, a osteoartrite atlantoaxial pode ser confundida com outras patologias, como fibrose reumatoide, tumores e hérnia de disco migrada. É importante considerar a osteoartrite da articulação atlantoaxial no diagnóstico diferencial de pacientes idosos com dor cervical, com ou sem quadriparesia progressiva. A identificação de massa degenerativa ligamentar periodontoide sugere instabilidade da articulação atlantoaxial.

Intervenções médicas

Entre as intervenções médicas para osteoartrite atlantoaxial, a injeção de glicocorticoide nas articulações laterais atlantoaxiais é uma alternativa de tratamento válida para pacientes que não respondem à terapia conservadora não invasiva. A gabapentina pode ser útil no tratamento sintomático devido à neuralgia occipital. Na ausência de subluxação ou causas cirúrgicas, a gabapentina pode ser uma terapia oral de segunda escolha antes de procedimentos invasivos. Outros medicamentos orais sugeridos incluem altas doses de anti-inflamatórios não esteroides, relaxantes musculares, antidepressivos tricíclicos, prednisona e agentes narcóticos de curta duração.

Se todo o tratamento conservador falhar, a cirurgia de fusão espinhal C1-2 é uma opção. Nesse procedimento, os corpos vertebrais de C1 e C2 são fundidos com parafusos para recuperar a estabilidade. Uma meta-análise indica que a fusão posterior C1-2 é segura e eficaz para pacientes com osteoartrite atlantoaxial lateral combinada com dor no pescoço. Um estudo retrospectivo mostrou que 89% dos pacientes ficaram sem dor ou tiveram diminuição significativa da dor, com apenas 11% de complicações menores, e 85% repetiriam a cirurgia. O sistema de haste-parafuso poliaxial é uma das possibilidades eficazes, permitindo fixação temporária sem danos às articulações e redução após a inserção dos parafusos.

Fisioterapia na osteoartrite atlantoaxial

A fisioterapia para osteoartrite atlantoaxial inclui uma combinação de diferentes tratamentos, como programas de exercícios de suporte para o pescoço, manipulação em combinação com mobilização articular, terapia a laser de baixa potência, terapia eletromagnética pulsada, estimulação infravermelha de pontos-gatilho locais, compressas quentes, tração intermitente e terapia por ondas curtas. Inicialmente, o paciente deve ser incentivado a ter repouso no leito nas primeiras 48 horas após o diagnóstico de osteoartrite aguda.

Programas de exercícios

Os exercícios de suporte do pescoço são mais eficientes para distúrbios mecânicos do pescoço, com ou sem dor de cabeça. As terapias manuais devem ser combinadas com exercícios para melhorar a dor e a satisfação do paciente. Evidências apoiam a eficácia de exercícios proprioceptivos e de resistência dinâmica da musculatura pescoço-ombro para distúrbios crônicos do pescoço. A dor no pescoço frequentemente envolve o músculo trapézio superior (mialgia do trapézio), e programas de exercícios podem ter como alvo esse músculo com equipamentos simples. Os exercícios devem ser dinâmicos, com movimentos controlados, usando um peso que permita 8 repetições (80% de 1 RM).

Exercícios de fortalecimento e endurance para a região cérvico-escapulotorácica e ombro podem ser benéficos na redução da dor e melhora da função. Não se espera efeito benéfico de exercícios de alongamento isolados. Um bom programa consiste em pelo menos duas séries de 3 repetições (total de 6 repetições) com descanso de 2 minutos entre as séries, usando o peso mais pesado para 8 repetições (8-RM).

Exemplos de exercícios para diminuir a tensão do trapézio superior incluem: encolhimento de ombros (elevar os ombros segurando halteres), remada unilateral (puxar o haltere em direção à costela inferior ipsilateral com o tronco inclinado), remada vertical (levantar halteres em direção ao peito com cotovelos flexionados e ombros abduzidos), crucifixo reverso (deitado em decúbito ventral, elevar halteres até a horizontal com cotovelos levemente flexionados) e elevação lateral (abduzir os ombros até a horizontal com cotovelos levemente flexionados).

Terapia manual – manipulações e mobilizações

Há fortes evidências de que a terapia manual não é significativamente superior a outras intervenções, como exercícios, fisioterapia, medicação e diatermia por ondas curtas, para alívio da dor no pescoço. No entanto, pacientes que recebem terapia manual relatam maior satisfação com o cuidado. A combinação de terapia manual com exercícios tende a levar a maiores melhorias na dor, incapacidade e recuperação percebida do que a terapia manual isolada. A mobilização e/ou manipulação combinadas com exercícios são benéficas para distúrbios mecânicos persistentes do pescoço, com ou sem cefaleia, com diferença significativa na redução da dor, melhora da função e efeito global percebido. Como tratamento isolado, mobilização e/ou manipulação não foram benéficas.

Uma série de casos sugere que os sintomas da osteoartrite atlantoaxial podem ser melhorados pela manipulação cervical superior combinada com mobilização usando um dispositivo mecânico (ajustador SMART). Esse dispositivo transmite um impulso de força de até 20 lb/pol² através de um sensor piezoelétrico para mobilizar as articulações. A frequência e intensidade das manipulações são estabelecidas caso a caso, dependendo da tolerância do paciente, idade, causa, duração e curso da artrite. A manipulação espinhal pode mobilizar as facetas articulares e aumentar o espaço articular, aliviando a dor, restaurando a mobilidade e diminuindo o processo degenerativo. É importante que a manipulação quiroprática seja fornecida apenas a pacientes sem déficits neurovasculares e sem lesão aguda. Após a manipulação cervical alta, os pacientes recebem mobilizações suplementares da região cervical superior.

Terapia a laser de baixa potência

A terapia a laser de baixa potência pode ter efeito benéfico sobre a dor e a função. Estudos mostram melhora significativa na dor, espasmo muscular paravertebral, ângulo de lordose, amplitude de movimento e função do pescoço. Um estudo com 60 pacientes comparou laser placebo e laser de baixa potência, encontrando melhora significativa no grupo tratado e nenhuma melhora no placebo. A terapia a laser parece ter sucesso no alívio da dor e na melhora da função em doenças osteoartríticas. Outro estudo encontrou melhora não significativa da dor após 20 dias, mas diferença significativa na espessura da camada de tecido mole subcutâneo sobre os trapézios superiores.

Campos eletromagnéticos pulsados

O tratamento com campos eletromagnéticos pulsados (PEMF) produz um campo eletromagnético pulsante que pode promover a formação de colágeno e condrócitos humanos. Em um estudo, pacientes com osteoartrite cervical foram tratados em uma esteira por 30 minutos, duas vezes ao dia, por 3 semanas, com intensidade média de 40 µT e faixa de frequência de 0,1 a 64 Hz. Essa terapia teve influência positiva nos níveis de dor, amplitude de flexão e extensão e espasmo muscular paravertebral. Outro estudo mostrou benefícios dos PEMF na osteoartrite dolorosa da coluna cervical, com melhores resultados em dor, dor ao movimento e sensibilidade no grupo experimental em comparação ao placebo, tanto ao final do tratamento quanto um mês depois.

Estimulação infravermelha de pontos-gatilho locais

O calor local parece ser particularmente útil no tratamento da dor da osteoartrite. A estimulação infravermelha causa alívio da dor a curto prazo, sendo aplicada nas áreas de maior tensão, os pontos-gatilho. Uma revisão sistemática analisou ensaios clínicos randomizados e encontrou efeitos positivos significativos em quatro de cinco estudos que utilizaram comprimentos de onda infravermelhos (780, 810-830, 904, 1064 nm). A heterogeneidade nos desfechos e parâmetros impediu a meta-análise formal, mas os autores concluíram que efeitos positivos estão presentes, embora mais estudos sejam necessários para definir parâmetros ideais.

Massagem

A massagem é frequentemente usada na prática clínica para tratar pacientes com problemas cervicais, apesar de evidências escassas sobre sua eficácia clínica. Quando resultados positivos são encontrados, são principalmente a curto ou médio prazo. Uma revisão de 19 estudos não permitiu recomendações para a prática devido a resultados inconclusivos. Outra revisão com 15 estudos também não pôde fazer recomendações pela eficácia incerta, mas a massagem como tratamento isolado proporcionou eficácia imediata ou a curto prazo na dor e sensibilidade. Estudos futuros devem caracterizar melhor a intervenção (frequência, duração, número de sessões e técnica) e avaliar efeitos a longo prazo.

Resultados a curto prazo da fisioterapia

Um estudo mostrou resultados significativos da fisioterapia como terapia conservadora inicial de doenças degenerativas da coluna, com melhora em atividades como dormir, ler/escrever, trabalhar e carregar coisas pesadas. As modalidades terapêuticas incluíram mobilização articular, bolsa seca, tração intermitente, terapia por ondas curtas e estimulação elétrica interferencial.

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Em resumo, a osteoartrite atlantoaxial é uma condição que pode ser degenerativa, idiopática ou pós-traumática, com prevalência aumentando com a idade e sem dependência de sexo. Apenas uma minoria dos pacientes se torna sintomática, e os achados radiológicos não se correlacionam com a gravidade dos sintomas. A fisioterapia oferece diversas modalidades com efeitos benéficos na recuperação, incluindo exercícios, terapia manual, laser, campos eletromagnéticos, infravermelho e outras. Embora a terapia manual não seja superior a outras intervenções isoladamente, sua combinação com exercícios tende a produzir melhores resultados. Mais pesquisas são necessárias para comparar a eficácia das diferentes terapias e estabelecer protocolos otimizados para essa lesão.

Perguntas frequentes

O que é osteoartrite atlantoaxial?

É um processo dinâmico que envolve todos os tecidos articulares da articulação atlantoaxial, como cartilagem, sinóvia, cápsula, ligamentos e músculos, caracterizando-se por dor articular e limitação funcional.

Quais são os sintomas da osteoartrite atlantoaxial?

O sintoma mais comum é dor occipitocervical unilateral agravada pela rotação da cabeça, podendo irradiar para o occipital, crânio parietal e olho. Também podem ocorrer crepitação dolorosa, espasmos musculares e limitação da amplitude de movimento.

Como é feito o diagnóstico da osteoartrite atlantoaxial?

O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história e exame físico. Exames de imagem como radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética podem auxiliar na confirmação e exclusão de outras patologias, mas os achados radiológicos não se correlacionam com a gravidade dos sintomas.

Quais são as opções de tratamento fisioterapêutico para osteoartrite atlantoaxial?

A fisioterapia inclui programas de exercícios de suporte para o pescoço, terapia manual (manipulação e mobilização), laser de baixa potência, campos eletromagnéticos pulsados, estimulação infravermelha de pontos-gatilho, compressas quentes, tração intermitente e terapia por ondas curtas.

A terapia manual é eficaz no tratamento da osteoartrite atlantoaxial?

Evidências mostram que a terapia manual não é significativamente superior a outras intervenções isoladamente, mas sua combinação com exercícios tende a produzir melhores resultados na redução da dor, incapacidade e recuperação percebida pelo paciente.