Baby-CIMT (terapia de movimento induzido por restrição para bebês) Ir para: navegação, pesquisa

Baby-CIMT (terapia de movimento induzido por restrição para bebês)

O que é bebê-CIMT?

é uma abordagem de tratamento bem pesquisada para crianças com hemiplegia acima de 18 meses de idade. A Baby-CIMT é uma modificação da CIMT, adaptada a bebês e bebês com menos de 18 meses de idade que correm risco de desenvolverparalisia cerebral (PC) hemiplégica.

A Baby-CIMT é caracterizada pelos mesmos fatores da CIMT:

  • Restrição do braço e mão mais fortes
  • Treinamento estruturado intensivo da mão afetada envolvendo repetição
  • Atividades orientadas a tarefas desafiadoras mas realizáveis
  • Feedback positivo e incentivo para reforçar a aprendizagem motora

Seu objetivo principal é aumentar o uso da mão afetada, dando à criança inúmeras oportunidades de repetir tarefas com a mão afetada, para que seu desenvolvimento acompanhe a mão não afetada. Para conseguir isso, alguma forma de restrição para a mão não afetada é usada durante o tempo de terapia. As crianças são encorajadas e estimuladas a usar o membro superior afetado através do brincar e da exploração de seu ambiente cotidiano e brinquedos, e isso é algo que pode ser realizado pelos pais, sob a supervisão de um terapeuta.

Intervenção precoce

A intervenção precoce é importante porque a plasticidade cerebral induzida pela aprendizagem em uma idade precoce parece ter um impacto único no desenvolvimento do cérebro [1] . A Baby-CIMT tira proveito das propriedades plásticas do jovem cérebro em desenvolvimento e do nosso conhecimento sobre a reorganização cortical dependente de atividade e visa influenciar o desenvolvimento da função da mão da criança. Dois dos elementos-chave da aprendizagem motora são a repetição e o feedback positivo. Os bebês são muito sensíveis ao encorajamento e aprendem habilidades através do encorajamento e das respostas que recebem de seus pais.

Ainda não há diretrizes oficiais quanto à intensidade, dosagem e idade inicial da CIMT. No estudo mais recente [2] , recomenda-se que a EIMC do bebê inicie quando o uso assimétrico da mão é observado pela primeira vez (geralmente por volta dos 3-5 meses de idade). O treinamento deve começar quando o bebê começar a mostrar interesse por objetos ao seu redor, tentando explorá-los e compreendê-los. Eliasson afirma: “Em idade precoce, pode ser difícil saber se a função de mão assimétrica levará a CP unilateral ou desaparecerá. Entretanto, o treinamento oferecido de maneira apropriada não prejudicará o desenvolvimento de qualquer criança ” [2] .

A evidência

Atualmente, existem evidências muito limitadas sobre o efeito da EIMC-bebê. A razão para isso é que é uma forma relativamente nova de terapia para crianças jovens e ainda está sendo investigada. Alguns dos principais obstáculos para a realização de estudos de intervenção precoce com crianças incluem o diagnóstico pouco claro e a falta de ferramentas para avaliar o desenvolvimento da função da mão em uma idade tão precoce. Um estudo retrospectivo em 2015, comparando a função da mão de crianças de dois anos que receberam EIMC e crianças que não o fizeram, constatou que as crianças que receberam EIMC eram seis vezes mais propensas a ter um alto nível funcional aos dois anos de idade. , do que as crianças que não receberam o tratamento [3] . O mais recente estudo exploratório realizado em 2018 utilizou uma dose de treinamento de 36 horas no total, dividida em dois períodos de seis semanas, durante os quais os bebês tiveram uma restrição na mão não afetada por 30 minutos por dia e receberam terapia durante este período. tempo [2] . Em comparação com a massagem do bebê, as crianças que receberam a CIMT mostraram uma melhora significativa nas habilidades unissemanais no Hand Assessment for Infants (HAI) [4][5] .

Conclusão e implicações clínicas

De acordo com os resultados dos estudos CIMT em crianças mais velhas [6] , a CIMT-bebê parece ter uma influência positiva no desenvolvimento inicial da função da mão e pode até mesmo ser benéfica para o desenvolvimento posterior da função da mão [2] . A pesquisa limitada que está disponível para nós mostra que há alguma evidência de que a EIMC é eficaz, no entanto mais pesquisas são necessárias [7] . Ensaios clínicos adicionais precisam explorar a eficácia da CIMT-bebê em comparação com outras formas de terapia de intervenção precoce, a dosagem ideal, a intensidade e as idades iniciais, bem como os efeitos a longo prazo da EIMC-infantil. É importante notar que nenhum efeito adverso foi relatado em estudos realizados por terapeutas ou pais.

Referências e leitura adicional

  1. Basu, AP, Pearse, J., Kelly, S., Wisher, V., & Kisler, J. (2015). ↑ Basu, AP, Pearse, J., Kelly, S., Wisher, V., e Kisler, J. (2015). Intervenção precoce para melhorar a função da mão na paralisia cerebral hemiplégica. Fronteiras em neurologia, 5, 281.
  2. Eliasson, AC, Nordstrand, L., Ek, L., Lennartsson, F., Sjöstrand, L., Tedroff, K., & Krumlinde-Sundholm, L. (2018). ↑ 2,02,12,22,3 Eliasson, AC, Nordstrand, L., Ek, L., Lennartsson, F., Sjöstrand, L., Tedroff, K., e Krumlinde-Sundholm, L. (2018). A eficácia da Baby-CIMT em lactentes menores de 12 meses com sinais clínicos de paralisia cerebral unilateral; um estudo exploratório com delineamento inteiramente casualizado. Pesquisa em deficiências do desenvolvimento, 72, 191-201.
  3. Nordstrand, L., Holmefur, M., Kits, A., & Eliasson, AC (2015). ↑ Nordstrand, L., Holmefur, M., Kits, A. e Eliasson, AC (2015). Melhorias na função bimanual da mão após o bebê CIMT em crianças de dois anos de idade com paralisia cerebral unilateral: Um estudo retrospectivo. Pesquisa em deficiências do desenvolvimento, 41, 86-93.
  4. Krumlinde‐Sundholm, L., Ek, L., & Eliasson, AC (2015). ↑ Krumlinde ‐ Sundholm, L., Ek, L. e Eliasson, AC (2015). Quais avaliações avaliam o uso de mãos em bebês? Uma revisão de literatura. Medicina do Desenvolvimento e Neurologia Infantil, 57 (s2), 37-41.
  5. Krumlinde‐Sundholm, L., Ek, L., Sicola, E., Sjöstrand, L., Guzzetta, A., Sgandurra, G., & Eliasson, AC (2017). ↑ Krumlinde-Sundholm, L., Ek, L., Sicola, E., Sjöstrand, L., Guzzetta, A., Sgandurra, G. e Eliasson, AC (2017). Desenvolvimento da Avaliação da Mão para Crianças: evidências de validade interna da escala. Medicina do Desenvolvimento e Neurologia Infantil, 59 (12), 1276-1283.
  6. Chiu, HC, & Ada, L. (2016). ↑ Chiu, HC e Ada, L. (2016). A terapia por movimentos induzidos por restrição melhora a atividade dos membros superiores e a participação na paralisia cerebral hemiplégica: uma revisão sistemática. Journal of physiotherapy, 62 (3), 130-137.
  7. Eliasson, AC, Krumlinde‐Sundholm, L., Gordon, AM, Feys, H., Klingels, K., Aarts, P., & Hoare, B. (2014). ↑ Eliasson, AC, Krumlinde-Sundholm, L., Gordon, AM, Feys, H., Klingels, K., Aarts, P., & Hoare, B. (2014). Diretrizes para pesquisas futuras em terapia de movimento induzida por restrição para crianças com paralisia cerebral unilateral: um consenso de especialistas. Medicina do Desenvolvimento e Neurologia Infantil, 56 (2), 125-137.

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Fontes consultadas

Teste de Allen e Teste de Allen Modificado

Teste de Allen e Teste de Allen Modificado

O Teste de Allen e o Teste de Allen Modificado são procedimentos clínicos utilizados para avaliar o fluxo sanguíneo arterial para a mão. Esses testes são fundamentais na prática fisioterapêutica, especialmente antes de intervenções que envolvam punção arterial ou em avaliações de síndromes compressivas. O Teste de Allen avalia a permeabilidade das artérias radial e ulnar, enquanto a versão modificada é frequentemente empregada para verificar a circulação colateral antes da canulação da artéria radial.

Objetivo do Teste de Allen

O objetivo principal do Teste de Allen é avaliar o fluxo sanguíneo arterial para a mão, verificando a integridade das artérias radial e ulnar. Ele é útil para identificar possíveis obstruções ou insuficiências vasculares que possam comprometer a irrigação da mão.

Posição de Teste

O paciente deve estar sentado, com o antebraço apoiado e a mão em posição neutra. O examinador posiciona-se à frente do paciente para realizar a palpação e a aplicação de pressão sobre as artérias no punho.

Realização do Teste de Allen

O examinador palpa e aplica pressão sobre as artérias radial e ulnar no punho, usando três dedos em cada artéria. Isso oclui o fluxo de sangue para a mão. Em seguida, solicita-se que o paciente faça um punho apertado e depois abra a mão 10 vezes, terminando com a mão aberta. A hiperextensão dos dedos e do pulso deve ser evitada, pois a tensão nos tecidos moles pode causar palidez e levar a um falso positivo. A palma da mão deve então aparecer branca ou pálida. O examinador remove a pressão de uma das artérias. Um teste positivo ocorre quando leva mais de 5 segundos para a cor (sangue) retornar à palma da mão. Repete-se o processo, removendo a pressão da outra artéria, para avaliar a artéria não testada.

Precisão Diagnóstica

De acordo com o texto original, o Teste de Allen apresenta sensibilidade de 0,758 e especificidade de 0,817, referindo-se ao “teste de Allen de três dígitos”. Esses valores indicam uma capacidade moderada de detectar alterações no fluxo sanguíneo.

Importância do Teste de Allen

Este teste é relevante para avaliar o fluxo sanguíneo, pois quando a pressão é aplicada em ambas as artérias, o sangue é limitado na sua capacidade de entrar na mão. Com a abertura e o fechamento repetitivos da mão, o sangue é empurrado para fora, explicando a cor pálida. Quando o examinador remove a pressão de uma artéria, o único caminho para o sangue entrar na mão é essa artéria; assim, qualquer retorno de cor indica um bom fluxo sanguíneo naquela artéria.

Teste de Allen Modificado

O Teste de Allen Modificado é uma variação frequentemente utilizada para avaliar a circulação colateral da mão, especialmente antes de procedimentos como a canulação da artéria radial. O procedimento é descrito a seguir.

Procedimento do Teste de Allen Modificado

  1. Instrua o paciente a apertar o punho; se o paciente não conseguir, o examinador pode fechar a mão com força.
  2. Usando os dedos, aplique pressão oclusiva nas artérias ulnar e radial. Essa manobra obstrui o fluxo de sangue para a mão.
  3. Ao aplicar pressão oclusiva em ambas as artérias, peça ao paciente que relaxe a mão. O branqueamento da palma e dos dedos deve ocorrer. Se não ocorrer, as artérias não foram completamente ocluídas.
  4. Libere a pressão oclusiva sobre a artéria ulnar. Deve-se notar um rubor na mão dentro de 5 a 15 segundos. Isso denota que a artéria ulnar está patente e tem bom fluxo sanguíneo. Esse rubor normal é considerado um teste de Allen modificado positivo. Um teste negativo é aquele em que a mão não apresenta rubor dentro do período especificado, indicando que a circulação ulnar é inadequada ou inexistente. Nesse caso, a artéria radial que fornece sangue arterial para aquela mão não deve ser puncionada.

Aplicações Clínicas e Contexto Profissional

Na prática fisioterapêutica, o Teste de Allen e sua versão modificada são ferramentas valiosas na avaliação vascular do membro superior. Eles podem ser utilizados em contextos como pré-operatório de cirurgias da mão, suspeita de síndrome do túnel do carpo com componente vascular, ou antes de técnicas invasivas como punção arterial para gasometria. A interpretação correta desses testes auxilia o profissional a identificar riscos de isquemia e a planejar condutas seguras.

É importante que o fisioterapeuta domine a técnica para evitar falsos positivos, como a hiperextensão dos dedos, e saiba correlacionar os achados com outros sinais clínicos. A precisão diagnóstica moderada sugere que o teste deve ser parte de uma avaliação mais ampla, e não um indicador isolado. Conceito Maitland

Conclusão

O Teste de Allen e o Teste de Allen Modificado são procedimentos simples, não invasivos e de grande utilidade na avaliação do fluxo arterial da mão. Seu conhecimento é essencial para fisioterapeutas que atuam em áreas como terapia manual, traumato-ortopedia e reabilitação do membro superior. A aplicação correta e a interpretação criteriosa contribuem para a segurança do paciente e para a eficácia do plano terapêutico.

Perguntas frequentes

Qual o objetivo do Teste de Allen?

Avaliar o fluxo sanguíneo arterial para a mão, verificando a permeabilidade das artérias radial e ulnar.

Como é realizado o Teste de Allen?

O examinador aplica pressão sobre as artérias radial e ulnar no punho, o paciente abre e fecha a mão 10 vezes, e então a pressão de uma artéria é liberada para observar o retorno da cor.

O que significa um Teste de Allen positivo?

Um teste positivo ocorre quando leva mais de 5 segundos para a cor retornar à palma da mão após a liberação da pressão de uma artéria.

Qual a diferença entre o Teste de Allen e o Teste de Allen Modificado?

O Teste de Allen Modificado é uma variação que avalia especificamente a circulação colateral, sendo frequentemente usado antes da canulação da artéria radial. O procedimento envolve oclusão de ambas as artérias e liberação apenas da ulnar para verificar o rubor.

Qual a precisão diagnóstica do Teste de Allen?

Segundo o texto, o Teste de Allen apresenta sensibilidade de 0,758 e especificidade de 0,817, referindo-se ao 'teste de Allen de três dígitos'.