Shiatsu o que é

Shiatsu: entenda a técnica japonesa de pressão digital

O que é de shiatsu?

O Shiatsu combina um movimento suave da energia do ki com os benefícios físicos de uma massagem profunda nos tecidos. Além disso, combina o conhecimento ocidental da anatomia e os fundamentos fisiológicos e filosóficos da fisiologia da  Medicina Tradicional Chinesa (MTC)  .

Como é feito e como se sente?

O Shiatsu é realizado em uma cama de massagem baixa ou, alternativamente, no chão. Ao contrário de outras terapias de massagem, nenhum óleo é aplicado para que você permaneça totalmente vestido durante todo o tratamento e, portanto, é aconselhável que você use roupas confortáveis. A terapia não é dolorosa, mas sim uma sequência rítmica contínua, usando dedos, polegares e palmas para aplicar pressão. Alguns pontos de pressão podem parecer mais suaves, mas depois você se sentirá aliviado.

 

Usando a pressão dos dedos para restaurar o fluxo de energia

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Uso da terapia por ondas de choque

Uso da terapia por ondas de choque

Uso da terapia por ondas de choque:

Uso da terapia por ondas de choque para o tratamento do linfedema associado ao câncer de mama: uma revisão sistemática

O linfedema associado ao câncer de mama é causa de prejuízo significativo da qualidade de vida deste grupo de pacientes e constitui complicação frequente das intervenções necessárias nesse tipo de câncer. Sabe-se que o tratamento utilizado no linfedema associado ao câncer de mama envolve a Terapia Física Complexa (TFC), cuja eficácia é limitada e não atua diretamente na patogênese dessa comorbidade. Conforme já demonstrado em alguns estudos, o uso da Terapia por Ondas de Choque (TOC) demonstra-se potencialmente benéfico para reduzir o linfedema pela indução de neoangiogênese e linfangiogênese. 

Objetivo: Avaliar o impacto da TOC no tratamento do linfedema associado ao câncer de mama comparado ao uso da TFC. 

Métodos: Foram utilizadas as seguintes bases de dados: PubMed/MedLine; BIREME; LILACS; The Cochrane Library e EMBASE, e através de busca manual de artigos. Adotou-se o método de pesquisa PICO e os descritoresMeshs ajustados conforme a respectiva base de dados. 

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Resultados: Foram encontrados um total de 262 artigos e selecionados por leitura do título ou resumo um total de 17 estudos. Seis foram excluídos por serem duplicatas, totalizando 11 artigos eleitos para verificação dos critérios de inclusão. Destes, nenhum artigo atendeu ao delineamento da metodologia proposta para esta revisão. Três deles se destacaram por se aproximarem mais da temática proposta e foram discutidos. 

Conclusão: É necessária a realização de estudos com qualidade metodológica adequada para avaliar o potencial benefício do uso da TOC, visando contribuir para a composição de um tratamento mais eficaz, seguro e que atue na patogênese da doença.

Uso da terapia por ondas de choque

Palavras-chave: Linfedema Relacionado a Câncer de Mama, Tratamento por Ondas de Choque Extracorpóreas, Drenagem Linfática Manual, Reabilitação

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Espectroscopia de bioimpedância melhor que fita métrica para avaliar o risco de linfedema em mulheres

Espectroscopia de bioimpedância melhor que fita métrica para avaliar o risco de linfedema em mulheres

A espectroscopia de bioimpedância (BIS) é uma tecnologia que vem ganhando destaque na avaliação do risco de linfedema em mulheres submetidas a cirurgia de câncer de mama. Diferentemente da fita métrica, que mede o volume total do braço, a BIS é capaz de detectar alterações específicas no fluido linfático, oferecendo maior sensibilidade e precisão. Essa distinção é fundamental para a intervenção precoce e a prevenção da progressão do linfedema, uma condição que afeta entre 20% e 30% das pacientes oncológicas.

O que é a espectroscopia de bioimpedância?

A espectroscopia de bioimpedância é um procedimento não invasivo e indolor que utiliza um sinal eletrônico de baixa intensidade para avaliar a composição dos tecidos corporais. A tecnologia é semelhante à empregada em monitores de composição corporal, porém muito mais refinada, permitindo distinguir entre os fluidos extracelulares e intracelulares. No contexto do linfedema, a BIS consegue identificar aumentos precoces do líquido linfático antes que o inchaço se torne visível ou mensurável por métodos tradicionais.

Limitações da fita métrica na avaliação do linfedema

A fita métrica é o método mais comumente utilizado em todo o mundo para monitorar pacientes com risco de linfedema. No entanto, essa técnica apresenta diversas limitações. Ela mede o volume total do braço, incluindo todos os tecidos, e não apenas o fluido linfático. Além disso, a precisão das medições pode variar significativamente dependendo da técnica do profissional, exigindo treinamento rigoroso para padronização. Em estudos multicêntricos, como o PREVENT, a manutenção da fidelidade do protocolo de medição com fita métrica demanda visitas anuais de supervisão a cada centro participante.

Evidências do estudo PREVENT

O estudo PREVENT, liderado pela pesquisadora Sheila Ridner, comparou a eficácia da BIS e da fita métrica na identificação de mulheres que deveriam receber intervenção precoce com mangas e manoplas de compressão. A análise interina, publicada em 2019, envolveu 508 participantes monitoradas por pelo menos 12 meses. Os resultados demonstraram que a vigilância com BIS reduziu as taxas de progressão para linfedema que exigiam terapia complexa descongestiva (CDP) em aproximadamente 10%, uma melhoria clinicamente significativa.

Curiosamente, o grupo monitorado com fita métrica desencadeou intervenções com mais frequência e mais precocemente. O tempo médio para acionar uma intervenção foi de 2,8 meses no grupo da fita métrica, contra 9,5 meses no grupo BIS. Isso sugere que a fita métrica pode identificar alterações de volume que não são necessariamente causadas por acúmulo de fluido linfático, como respostas inflamatórias pós-cirúrgicas generalizadas.

Vantagens da espectroscopia de bioimpedância

A principal vantagem da BIS é sua capacidade de detectar alterações precoces e específicas no fluido linfático. Enquanto a fita métrica mede tudo, a BIS é mais sensível a essas mudanças, permitindo intervenções mais direcionadas. Além disso, a tecnologia reduz a probabilidade de intervenções desnecessárias, que podem gerar custos e desconforto psicológico para as pacientes. A pesquisadora Sheila Ridner destacou que, ao contrário do que se temia, a BIS não gerou um número excessivo de falsos positivos em sua experiência de mais de 15 anos com a tecnologia.

Implicações para a prática clínica

A adoção da espectroscopia de bioimpedância na rotina de monitoramento de pacientes pós-cirurgia de câncer de mama pode representar um avanço significativo na prevenção do linfedema. A intervenção precoce com mangas de compressão, quando indicada com base em alterações detectadas pela BIS, pode evitar a progressão para estágios mais graves que exigem fisioterapia complexa descongestiva. Esta última é um recurso intensivo, dispendioso e nem sempre acessível, especialmente em áreas distantes de grandes centros urbanos.

Para fisioterapeutas que atuam na área de dermatofuncional, o conhecimento sobre métodos precisos de avaliação do linfedema é essencial. A capacitação em técnicas como a drenagem linfática manual e o uso de tecnologias complementares pode potencializar os resultados clínicos. Curso de Drenagem Linfática

Considerações sobre o estudo

O estudo PREVENT é um ensaio controlado randomizado de grande porte, com 1.201 participantes inscritas, das quais 325 eram pacientes do Vanderbilt Breast Center. A análise interina incluiu os primeiros 500 indivíduos com 12 meses ou mais de acompanhamento. O estudo estava previsto para continuar até dezembro de 2020, e análises futuras deveriam avaliar os fatores associados ao desencadeamento de intervenções em ambos os grupos. A pesquisa envolveu múltiplos centros internacionais, como Mayo Clinic, MD Anderson Cancer Center e Universidade Macquarie, na Austrália.

Conclusão

A espectroscopia de bioimpedância demonstrou ser superior à fita métrica na avaliação do risco de linfedema em mulheres após cirurgia de câncer de mama, proporcionando detecção mais precoce e específica do acúmulo de fluido linfático. Essa tecnologia pode reduzir a necessidade de terapias complexas e melhorar a qualidade de vida das pacientes. Profissionais de saúde envolvidos no cuidado oncológico devem considerar a incorporação da BIS em seus protocolos de vigilância, sempre com base em evidências científicas atualizadas.

Perguntas frequentes

O que é espectroscopia de bioimpedância?

É um procedimento não invasivo que utiliza um sinal eletrônico para medir o fluido linfático, sendo mais sensível que a fita métrica para detectar alterações precoces.

Por que a fita métrica é menos precisa para avaliar linfedema?

A fita métrica mede o volume total do braço, incluindo todos os tecidos, e sua precisão pode variar conforme a técnica do profissional, exigindo treinamento rigoroso.

Quais os benefícios da BIS na prevenção do linfedema?

A BIS reduz as taxas de progressão para linfedema que requerem terapia complexa descongestiva em aproximadamente 10%, permitindo intervenção mais direcionada e precoce.

O estudo PREVENT mostrou que a BIS gera muitos falsos positivos?

Não. A pesquisadora relatou que, em sua experiência de mais de 15 anos, a BIS não gerou um número excessivo de falsos positivos, ao contrário do que se temia.