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Escala House – Brackmann

Objective

The House-Brackmann Scale is the most commonly used tool for the clinical evaluation of facial nerve function.[1] The scale is based upon functional impairment, ranging between I (normal) and VI (no movement). This classification system was first described in 1985 by Dr John W. House and Dr Derald E. Brackmann, otolaryngologists in Los Angeles.[2] 

Intended Population

The scale is used to determine the severity of facial nerve dysfunction in people with facial palsy.

It can be used irrespective of the cause of the palsy.

Method of Use

The score is determined by measuring: 

  1. the upwards movement of the midportion of the top of the eyebrow, and
  2. the outwards movement of the oral commissure

For both the eyebrow and oral commisure movement, 1 point is assigned for every 0.25 cm motion up to a maximum of 1cm. The scores for each structure are added together to give the House-Brackmann score. The maximum score obtainable is 8, if both structures move the full 1cm.[2]

For objectivity, measurements should be made on both the normal and the affected side.[3]

House-Brackmann Facial Nerve Grading system[2]
Grade Description Measurement Function % Estimated Function %
I Normal 8/8 100 100
II Slight 7/8 76 – 99 80
III Moderate 5/8 – 6/8 51 – 75 60
IV Moderately Severe 3/8 – 4/8 26 – 50 40
V Severe 1/8 – 2/8 1 – 25 20
VI Total 0/8 0 0

Evidence

The House-Brackmann grading system has been found to be of high reliability, however examination of individual grades revealed wide variations between trained observers.[4]

Usefulness in assessing results of facial physiotherapy

The H-B grading system has marked limitations: it has only 6 possible grades, and it does not provide detailed informations about specific dysfuntional areas in the face.

There is no specific evaluation of synkinesis (aberrant linking of movements which is a sequelae of moderate to severe facial nerve damage).

But its main limitation for physiotherapists is that it is not sensitive enough to detect the small changes that occur during a course of rehabilitation.

Links

References

  1. Arne Ernst, Michael Herzog, Rainer Ottis Seidl. Head and Neck Trauma: An Interdisciplinary Approach. Thieme: Germany. 2006
  2. 2.02.12.2 House JW, Brackmann DE (1985). “Facial nerve grading system”. Otolaryngol Head Neck Surg 93: 146–147.
  3. Chung How Kau, Stephen Richmond. Three-Dimensional Imaging for Orthodontics and Maxillofacial Surgery. Wiley-Blackwell: United Kingdom. 2011
  4. Coulson SE, Croxson GR, Adams RD, O’Dwyer NJ. Reliability of the “Sydney,” “Sunnybrook,” and “House Brackmann” facial grading systems to assess voluntary movement and synkinesis after facial nerve paralysis. Otolaryngol Head Neck Surg. 2005 Apr;132(4):543-9.

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Escala de Catastrofização da Dor

A Escala de Catastrofização da Dor (Pain Catastrophizing Scale – PCS) é um instrumento amplamente utilizado para medir o pensamento catastrófico relacionado à dor. A catastrofização da dor é caracterizada pela tendência de magnificar o valor de ameaça de um estímulo doloroso e sentir-se impotente na presença da dor, além de uma relativa incapacidade de prevenir ou inibir pensamentos relacionados à dor antes, durante ou após um evento doloroso. Esse fenômeno afeta diretamente a forma como os indivíduos vivenciam a dor, e sua avaliação é essencial para a prática clínica e a pesquisa em Fisioterapia.

O que é a Escala de Catastrofização da Dor

A Escala de Catastrofização da Dor foi desenvolvida para quantificar a experiência dolorosa do indivíduo, questionando como ele se sente e o que pensa quando está com dor. Diferentemente de outras formas de mensurar pensamentos relacionados à dor, este questionário é único porque o indivíduo não precisa estar sentindo dor no momento do preenchimento. A PCS é um dos instrumentos mais utilizados para medir o pensamento catastrófico relacionado à dor, sendo empregada extensivamente tanto na prática clínica quanto em pesquisas. A versão para adultos está disponível em inglês e em outros 20 idiomas.

Componentes da catastrofização

Segundo Sullivan et al. (1995), pessoas que catastrofizam tendem a apresentar três comportamentos, todos medidos por este questionário:

  • Ruminação: pensamentos repetitivos sobre a dor, como “não consigo parar de pensar no quanto dói”.
  • Magnificação: exagero da ameaça representada pela dor, como “tenho medo de que algo sério possa acontecer”.
  • Impotência: sensação de incapacidade para lidar com a dor, como “não há nada que eu possa fazer para reduzir a intensidade da minha dor”.

Esses três componentes formam a base da avaliação e são refletidos nas subescalas da PCS.

População-alvo

A PCS é destinada a adolescentes e adultos que lidam com dor decorrente de diversas patologias ou doenças. Sua aplicação é relevante em contextos de dor aguda e crônica, permitindo ao fisioterapeuta compreender melhor a dimensão psicossocial da experiência dolorosa.

Método de uso

Os indivíduos são solicitados a indicar o grau em que apresentam os pensamentos e sentimentos descritos quando estão sentindo dor, utilizando uma escala de 0 (nada) a 4 (o tempo todo). A pontuação total varia de 0 a 52, e também são gerados escores para as três subescalas: ruminação, magnificação e impotência. A aplicação é simples e pode ser realizada em consultório ou em ambiente de pesquisa.

Evidências psicométricas

Confiabilidade

A PCS demonstrou consistência interna adequada a excelente, com coeficientes alfa conforme descrito a seguir:

  • PCS total: 0,87 a 0,93
  • Ruminação: 0,85 a 0,91
  • Magnificação: 0,66 a 0,75
  • Impotência: 0,78 a 0,87

Esses valores indicam que o instrumento é confiável para medir o construto da catastrofização da dor.

Validade

Os escores total e das subescalas da PCS correlacionaram-se moderada e significativamente com o INTRP (Inventário de Pensamentos Negativos em Resposta à Dor). Essa correlação sustenta a validade do instrumento para avaliar pensamentos negativos relacionados à dor.

Responsividade

Um escore total de 30 na PCS representa um nível clinicamente relevante de catastrofização. Esse valor corresponde ao percentil 75 da distribuição dos escores da PCS em amostras clínicas de pacientes com dor crônica. Assim, pontuações iguais ou superiores a 30 indicam um alto grau de catastrofização que merece atenção clínica.

Diferenças de gênero

Osman et al. (1997) encontraram uma diferença significativa entre homens e mulheres. As mulheres apresentaram escores mais altos na subescala de ruminação, enquanto não foram observadas diferenças significativas nas subescalas de magnificação e impotência. Esse achado sugere que o gênero pode influenciar a forma como a catastrofização se manifesta.

Versão para cônjuge ou parceiro significativo

Cano et al. (2005) desenvolveram a versão para cônjuge/parceiro significativo da PCS, conhecida como PCS-S. Esses autores consideraram que, uma vez que a catastrofização da dor parece ter uma função social, a catastrofização por parte dos parceiros também pode influenciar os indivíduos com dor crônica. Foi constatado que a catastrofização do cônjuge estava relacionada à gravidade da dor e à interferência na vida do paciente, bem como aos sintomas depressivos de ambos. Além disso, os pacientes apresentavam maior risco de sofrimento psicológico quando ambos os cônjuges tinham níveis elevados de catastrofização. Assim, a PCS-S tem potencial para ser uma medida útil e válida da catastrofização da dor em parceiros de pessoas com dor crônica.

Compreender a catastrofização da dor é fundamental para o raciocínio clínico em Fisioterapia, especialmente no manejo de pacientes com dor persistente. Curso de Dry Needling (Agulhamento a Seco)

Aplicações clínicas e relevância para a Fisioterapia

A avaliação da catastrofização por meio da PCS permite ao fisioterapeuta identificar pacientes com maior risco de cronificação da dor, pior resposta ao tratamento e maior incapacidade. A partir dessa identificação, estratégias de educação em neurociência da dor, terapia cognitivo-comportamental e abordagens multidisciplinares podem ser integradas ao plano terapêutico. A PCS é uma ferramenta de triagem rápida que pode ser incorporada à avaliação inicial e ao monitoramento da evolução do paciente.

Conclusão

A Escala de Catastrofização da Dor é um instrumento válido, confiável e amplamente utilizado para medir o pensamento catastrófico relacionado à dor. Sua aplicação abrange contextos clínicos e de pesquisa, fornecendo informações valiosas sobre ruminação, magnificação e impotência frente à dor. A existência de uma versão para parceiros amplia sua utilidade na compreensão do impacto social da dor crônica. Profissionais de Fisioterapia podem se beneficiar do uso da PCS para orientar intervenções mais personalizadas e melhorar os desfechos clínicos.

Perguntas frequentes

O que é a Escala de Catastrofização da Dor?

É um questionário que mede o pensamento catastrófico relacionado à dor, avaliando ruminação, magnificação e impotência.

Para quem a PCS é indicada?

Para adolescentes e adultos que lidam com dor decorrente de diversas patologias ou doenças.

Como a PCS é pontuada?

O indivíduo responde em uma escala de 0 a 4, gerando um escore total de 0 a 52 e subescalas para ruminação, magnificação e impotência.

Qual a pontuação que indica catastrofização clinicamente relevante?

Um escore total de 30 ou mais, que corresponde ao percentil 75 em amostras de pacientes com dor crônica.

Existe uma versão da PCS para parceiros?

Sim, a PCS-S foi desenvolvida para avaliar a catastrofização em cônjuges ou parceiros significativos de pessoas com dor crônica.