Fisioterapia Hospitalar

Fisioterapia Hospitalar

O que é a Fisioterapia Hospitalar?

A fisioterapia atende profissionalmente a grupos populacionais variados, de todas as idades, com diversos estados de saúde durante a hospitalização. Os serviços são prestados nos vários quadros de hospitalização: em estados agudos em hospitais gerais, em departamentos de reabilitação, hospitais geriátricos e de longa permanência (cuidados de enfermagem, cuidados de enfermagem complexos, demência, ventilação prolongada e semi-aguda).

 

Hospitais Gerais – Nos hospitais gerais, a fisioterapia em todos os departamentos tem como foco a prevenção de complicações e a melhora do estado do paciente, incluindo função respiratória e mobilidade. O fisioterapeuta do hospital também realiza uma avaliação funcional inicial com o objetivo de recomendar uma estrutura apropriada para o tratamento posterior e promover a continuidade dos cuidados, incluindo a reabilitação. O serviço de fisioterapia em um hospital geral contribui para a recuperação do paciente e seu retorno à mobilidade e função na vida ativa.

Confira tambem

Pós Graduaçã em Fisioterapia Hospitalar

Objetivos da Fisioterapia Hospitalar

  • Prevenção de complicações – Tratamento, mobilização e atividade respiratória, com o objetivo de minimizar complicações decorrentes de operações, anestesia ou imobilidade. Além disso, o tratamento contribui para a prevenção da deterioração e / ou exacerbação do quadro clínico pré-hospitalização.
  • Promoção da Função e Mobilidade – Ativação, fortalecimento e mobilização do paciente para permitir a retomada da função máxima e independência, usando acessórios se necessário.
  • Avaliação funcional – Realizar uma avaliação funcional para recomendar uma estrutura apropriada para tratamento posterior e promover a continuidade dos cuidados, incluindo a reabilitação.
  • Conselhos e instruções – instruções para exercícios e atividades independentes, para encurtar a duração da recuperação e promover a saúde geral.

Hospitais de reabilitação – Em hospitais de reabilitação, a fisioterapia se concentra na melhoria do estado funcional do paciente, com ênfase em restaurar a independência funcional na medida do possível. No final do período de hospitalização reabilitadora, a avaliação funcional é repetida a fim de recomendar uma estrutura apropriada para o tratamento posterior e promover a continuidade do cuidado, na comunidade ou em um estabelecimento de saúde.

Pós Graduação em Fisioterapia Hospitalar o que é?

Hospitais Geriátricos – Nos hospitais geriátricos e nos centros médicos geriátricos, o trabalho da fisioterapia concentra-se na manutenção e melhoria do estado funcional do paciente idoso, com ênfase na manutenção da independência funcional na medida do possível.

Departamentos de internação de longa duração – Nos departamentos de internação de longa duração, o trabalho da fisioterapia concentra-se na manutenção do estado funcional do paciente, com ênfase na manutenção da independência funcional na medida do possível. O tratamento fisioterapêutico é realizado como parte do tratamento multidisciplinar, entre outros, enfermagem, psicologia, medicos entre outros
Além do diagnóstico e tratamento em todo o sistema de internação, o fisioterapeuta também orienta e instrui a equipe multidisciplinar e a família em áreas relevantes e únicas.

Artigos Completos sobre Fisioterapia Hospitalar

Artigo 1

Manejo da fisioterapia no âmbito hospitalar no paciente pediátrico com covid-19: relato de casos

Relatar as condutas fisioterapêuticas dos dois casos de pacientes pediátricos com COVID-19 internados em hospital de referência estadual em Porto Alegre para tratamento da doença. Descrição dos casos Caso 1, sexo feminino, 10 meses de idade com doença crônica preexistente, internada desde o nascimento, utilizava ventilação mecânica via traqueostomia, evoluiu com hipoxemia, necessidade de oxigenoterapia e aumento dos parâmetros ventilatórios, sendo confirmada COVID-19. 

Cliquei aqui para ver esse artigo completo

Artigo 2

Tomada de decisão: intervenção do fisioterapeuta para pacientes com COVID-19 em um ambiente geriátrico 

Em meio ao surto global do vírus da síndrome respiratória aguda grave coronavírus 2 (COVID-19) em março de 2020, houve um aumento significativo no número de pessoas diagnosticadas com COVID-19 em Israel, incluindo um grande número na população idosa. No final de março de 2020, o número de residentes israelenses com diagnóstico de coronavírus se aproximava de 6.000, dos quais quase 20% tinham 60 anos ou mais.

Clique aqui para ver esse artigo completo

Artigo 3

Gerenciamento de fisioterapeutas domiciliares e comunitários de adultos com síndrome de cuidado pós-intensivo

Mais de 4 milhões de adultos sobrevivem a uma estadia na unidade de terapia intensiva a cada ano, com muitos experimentando uma deficiência física nova ou piora, problemas de saúde mental e / ou deficiências cognitivas, conhecidas como síndrome de terapia intensiva (PICS). Dada a prevalência e magnitude de deficiências físicas após doença crítica, muitos sobreviventes, incluindo aqueles em recuperação de COVID-19, poderiam se beneficiar de serviços de fisioterapia após a alta hospitalar. No entanto, devido ao reconhecimento e caracterização relativamente recentes do PICS, pode haver conhecimento e compreensão limitados do PICS entre os fisioterapeutas que atuam em cuidados de saúde domiciliares e em ambientes comunitários. 

Cliquei aqui para abaixar esse artigo completo

Conteúdos relacionados

Escala da dor da abadia Ir para: navegação, pesquisa

Escala da dor da abadia

A avaliação da dor em pessoas com demência avançada representa um desafio clínico significativo, especialmente quando a comunicação verbal está comprometida. A Escala de Dor da Abadia (Abbey Pain Scale – APS) surge como uma ferramenta prática para auxiliar cuidadores e profissionais de saúde a identificar e quantificar a dor nessa população vulnerável. Desenvolvida para ser simples e rápida, a escala permite uma avaliação observacional baseada em comportamentos, contribuindo para um manejo mais humanizado e eficaz da dor em cuidados paliativos e contextos de longa permanência.

Objetivo da Escala de Dor da Abadia

O principal objetivo da Escala de Dor da Abadia é fornecer um meio estruturado para que cuidadores possam avaliar a experiência dolorosa de pessoas com demência terminal que se encontram em estado não verbal. A ferramenta foi concebida para preencher a lacuna deixada pela impossibilidade de autorrelato, permitindo que a observação de sinais indiretos de dor seja transformada em uma pontuação objetiva e comparável ao longo do tempo.

Contexto e relevância clínica

A dor é uma experiência frequente e subnotificada em indivíduos com demência, sobretudo nos estágios finais da doença. Na ausência de comunicação verbal, cuidadores e clínicos precisam confiar em sua capacidade de observação e no conhecimento prévio dos comportamentos habituais do paciente. A APS foi projetada exatamente para esse cenário, oferecendo um protocolo simples que não exige treinamento extenso e pode ser aplicado durante as atividades de cuidado diário.

Embora as evidências sobre a APS ainda sejam limitadas — provavelmente devido à complexidade da população-alvo —, a escala foi incorporada às diretrizes australianas de dor e é recomendada por pesquisadores da área. Sua facilidade de uso e acessibilidade (disponível gratuitamente online) a tornam uma opção viável para instituições e cuidadores que buscam uma avaliação formal da dor nesse grupo complexo.

População pretendida

A Escala de Dor da Abadia é destinada a indivíduos com demência em estágio avançado, que perderam a capacidade de verbalizar suas queixas álgicas. Seus principais usuários são cuidadores formais e informais, bem como profissionais de saúde que atuam em instituições de longa permanência, hospitais e serviços de cuidados paliativos.

Método de aplicação da Escala de Dor da Abadia

A aplicação da APS baseia-se na observação direta do paciente durante a realização de movimentos ou cuidados diários, como vestir-se, higienizar-se ou mudar de posição. A Australian Pain Society recomenda que a avaliação seja feita preferencialmente durante o movimento, pois a dor pode se tornar mais evidente do que em repouso.

Após qualquer intervenção para alívio da dor, a escala deve ser reaplicada cerca de uma hora depois. Caso a dor persista, é indicada uma avaliação abrangente para identificar as causas subjacentes e os tratamentos correspondentes. Se a dor continuar além de 24 horas, deve-se buscar ajuda médica.

A APS avalia seis itens comportamentais e fisiológicos, cada um classificado em uma escala de 0 (ausente) a 3 (grave):

  • Vocalização
  • Expressão facial
  • Mudança na linguagem corporal
  • Mudança comportamental
  • Mudança fisiológica
  • Mudanças físicas

A soma dos escores gera uma pontuação total que é interpretada da seguinte forma:

  • 0 a 2: sem dor
  • 3 a 7: dor leve
  • 8 a 13: dor moderada
  • 14 ou mais: dor severa

Essa classificação permite uma comunicação mais clara entre a equipe e auxilia na tomada de decisão sobre intervenções analgésicas. Para profissionais que desejam aprofundar seus conhecimentos em avaliação e manejo da dor, o Curso de Dry Needling (Agulhamento a Seco) oferece uma formação completa e atualizada.

Versões disponíveis

A Escala de Dor da Abadia conta com versões adaptadas e validadas em diferentes idiomas, ampliando seu alcance e aplicabilidade internacional. Entre as versões existentes, destacam-se:

  • Sueco
  • Dinamarquês
  • Japonês

Essas adaptações passaram por processos de tradução e validação psicométrica, contribuindo para a disseminação da ferramenta em contextos culturais diversos.

Evidências psicométricas

Confiabilidade

Os autores originais da APS relataram confiabilidade satisfatória. Estudos posteriores com a versão dinamarquesa demonstraram boa confiabilidade entre avaliadores, e a versão japonesa também apresentou boa confiabilidade em suas análises.

Validade

Quanto à validade discriminante, foram observadas diferenças significativas nos escores antes e após o tratamento da dor, tanto no estudo original quanto na versão dinamarquesa. No entanto, a Australian Pain Society ressalta que a APS não discrimina entre dor e angústia, sendo necessária uma observação cuidadosa mesmo após intervenções de alívio da dor para garantir a correta interpretação dos resultados.

Considerações finais

A Escala de Dor da Abadia é um recurso valioso para a avaliação da dor em pacientes com demência avançada e não verbais. Sua simplicidade, rapidez e base observacional a tornam adequada para uso por cuidadores e profissionais de saúde em diversos cenários. Embora as evidências ainda estejam em construção, a ferramenta é respaldada por diretrizes internacionais e oferece uma abordagem estruturada para um problema clínico complexo. A aplicação correta da APS pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes, reduzir o sofrimento e orientar intervenções mais precisas.

Perguntas frequentes

Qual é o objetivo da Escala de Dor da Abadia?

Auxiliar cuidadores a avaliar a experiência de dor de pessoas com demência terminal que são não verbais.

Para quem a Escala de Dor da Abadia é indicada?

Indivíduos com demência avançada que não conseguem verbalizar a dor, e seus cuidadores.

Como a Escala de Dor da Abadia é aplicada?

O cuidador observa o paciente durante movimentos ou cuidados diários e pontua seis itens: vocalização, expressão facial, mudança na linguagem corporal, mudança comportamental, mudança fisiológica e mudanças físicas.

Quais são as pontuações e classificações da Escala de Dor da Abadia?

0-2: sem dor; 3-7: dor leve; 8-13: dor moderada; 14 ou mais: dor severa.

A Escala de Dor da Abadia é confiável?

Sim, os autores originais relataram confiabilidade satisfatória, e versões em dinamarquês e japonês também mostraram boa confiabilidade.