Escoliose idiopática do adolescente e dor nas costas

Escoliose idiopática do adolescente e dor nas costas

Objetivos

Fig. 1 Paciente com EIA e radiografia da coluna (Paria et al., 2015).

Este artigo tem como objetivo discutir a relação entre a escoliose idiopática do adolescente (EIA) (fig. 1) e dor nas costas, e o plano de manejo para ela.

Objetivos

  • Para introduzir AIS
  • Discutir a relação entre AIS e dor nas costas, considerando-se a respiração disfuncional
  • Discutir os possíveis tratamentos para dor nas costas em AIS

Introdução

Fig. 2 Ângulo de Cobb (Greiner, 2002)

Escoliose é onde a coluna torce e curva para o lado (National Health Service (NHS), 2017). Veja Escoliose para maiores detalhes.

A medida de resultado comum para a curvatura da escoliose é o ângulo de Cobb (fig.2) e o sinal de Risser.

Um tipo de escoliose idiopática é o AIS.

Prevalência de AIS

AIS é uma doença comum com uma prevalência global de 0,47-5,2% na literatura atual (Konieczny et al., 2013). Desenvolve-se na idade de 11-18 anos e ocupa 90% dos casos de escoliose idiopática em crianças (Konieczny et al., 2013). A razão entre mulheres e homens varia de 1,5: 1 a 3: 1 e aumenta substancialmente com a idade (Konieczny et al., 2013). Fatores genéticos também desempenham um papel (Konieczny et al., 2013).

Dor nas costas em AIS

A dor nas costas é aproximadamente duas vezes mais prevalente em pacientes com EIA em comparação com pacientes sem escoliose (Théroux et al., 2015; Sato et al., 2011; Joncas et al., 1996).

Théroux et al (2015), Sato et al (2011) e Joncas et al (1996) relataram que a dor nas costas ocorreu mais comumente na região lombar, seguida pela região torácica na EIA para ambos os sexos. Uma associação estatisticamente significativa foi encontrada entre dor torácica e escoliose torácica em pacientes com EIA também (Théroux et al, 2015). A maioria dos pacientes com EIC com dor nas costas relatou sua dor como moderada (Théroux et al., 2015; Joncas et al., 1996) à intensidade leve (Sato et al, 2011). Sato et al. (2011) também relataram que a dor nas costas na EIA durou mais e ocorreu mais freqüentemente quando comparada com pacientes sem escoliose.

Dor nas costas e ângulo de Cobb

Não foi observada relação estatisticamente significativa entre a intensidade da dor e a severidade do ângulo de Cobb (Théroux et al, 2015; Balagué et al., 2016). Rigo (2010) também sugeriu a ideia de que o ângulo de Cobb não se correlaciona com a dor nas costas. No entanto, este trabalho também sugeriu que pacientes sem dor tendem a apresentar curvas menores; e a incidência e intensidade da dor nas costas foi maior nas curvas mais severas (> 40 ° -45 °). A Scoliosis Research Society (SRS) (c2019) sugeriu que a presença de dor nas costas pode ser devida à redução da força abdominal e dorsal ou à flexibilidade dos isquiotibiais. No entanto, nenhuma evidência suporta esta afirmação.

Dor nas costas e qualidade de vida (QV) em AIS

Makino et al. (2015) relataram que a dor lombar (lombalgia) em pacientes com EIA pode causar deterioração da QV dos pacientes. Além da dor, a autoimagem do paciente, como a atitude de sua própria aparência física, também é um dos fatores contribuintes (Makino et al., 2015) da deterioração da QV.

Respiração disfuncional em AIS e dor nas costas

O padrão respiratório disfuncional e assimétrico geralmente se apresenta em pacientes com escoliose (Weiss et al., 2016). A rotação do tronco é aumentada como resultado das forças respiratórias sendo direcionadas para baixo, para a convexidade da curvatura da coluna vertebral (Weiss et al., 2016). Há também uma ligação entre respiração disfuncional e dor lombar (Chaitow, 2014; Kiesel et al., 2017) e dor no pescoço (Kiesel et al., 2017).

Tratamento

Esta seção abordará o tratamento conservador ou cirúrgico direto ou indireto para dor nas costas em AIS.

Tratamento conservador

Método de Schroth

O método de Schroth é um conjunto de exercícios especificamente projetado para pacientes com escoliose, especialmente para escoliose idiopática (Berdishevsky et al., 2016). É desenvolvido por Katharina Schroth na Alemanha (Kim et al., 2017).

O método de Schroth visa prevenir a progressão da curva antes do final do crescimento com os seguintes objetivos:

  • Correções espinais proativas para evitar a cirurgia
  • Treinamento postural para evitar ou desacelerar a progressão
  • Informações para apoiar um processo de tomada de decisão
  • Ensinar um programa de exercícios em casa
  • Suporte ajuda para auto-ajuda
  • Estratégias de prevenção e enfrentamento da dor

(Berdishevsky et al., 2016)

Evidência para a eficácia dos exercícios do método Schroth

Schreiber et al. (2015)

Schreiber et al. (2015) realizaram um estudo controlado randomizado (RCT) que sugeriu que o método de Schroth com exercícios padronizados melhorou a dor em pacientes com EIA durante uma intervenção de 6 meses. A Tabela 1 mostra o modelo de participantes, intervenção, comparação, resultados (PICO) do estudo.

Tabela 1 Tabela mostrando o modelo PICO do estudo feito por Schreiber et al. (2015)
Participantes Intervenção Comparação Resultados
50 pacientes

  • AIS
  • Ângulo de Cobb 10-45 °
25 pacientes

  • Exercícios do método Schroth e cuidados padrão
  • 5 sessões iniciais de treinamento privado de 1 hora durante as primeiras 2 semanas após a medição da linha de base
  • Seguido por aulas de grupo semanais de 1 hora combinadas com 30-45 min. programa diário de exercícios em casa
25 pacientes Coletado no início do estudo, 3 e 6 meses

  • Questionário da Escoliose Research Society-22r (SRS-22r) *
  • Resistência muscular nas costas de Biering-Sorensen
  • Pontuações do questionário de aparência da coluna vertebral (SAQ)

* O SRS-22r é um questionário de QV relacionado à escoliose que avalia cinco domínios: função, dor, autoimagem, mental e satisfação com o cuidado. Cada questão é pontuada de 1 a 5, sendo 1 a pior e 5 a melhor.

Resultados

  • O grupo de intervenção tem uma melhor melhoria global em termos de pontuação de dor SRS-22r
  • SRS-22r diferença de pontuação de dor entre os dois grupos de linha de base a 3 meses não foi estatisticamente significativa: -29,16; p = 0,45
  • O grupo de Schroth apresentou melhora significativa no escore de dor da SRS-22r de 3 a 6 meses quando comparado ao grupo controle: 85,25; p = 0,02

A Tabela 2 mostra os resultados do estudo.

Tabela 2 Tabela mostrando os resultados do estudo feito por Schreiber et al. (2015)
Resultado Grupo de intervenção (n = 25) Grupo controle (n = 25) 0 a 3 meses de diferença na mudança entre o grupo 3 a 6 meses de diferença na mudança entre os grupos
Significar Erros padrão Significar Erros padrão p – valor p – valor
SRS-22r (dor): linha de base 422,84 31,53 348,63 31,36 0,45 –
SRS-22r (dor): 3 meses 460,76 32,37 415,71 32,62 0,02
SRS-22r (dor): 6 meses 525,99 33,38 395,68 32,36 –

SRS-22r = Sociedade de Pesquisa em Escoliose-22r

Fig. 3 Prescrição do exercício para cada tipo de curva (Schreiber et al., 2015)

Forças

  • Os assessores e o estatístico foram cegados quanto à alocação do tratamento
  • Tratamento padronizado através do desenvolvimento de algoritmos de classificação e prescrição de exercícios
  • Prescrição específica do exercício para cada tipo de curva (fig. 3)

Limitações

  • Apenas a dor global foi medida
  • Os terapeutas, pacientes e assessores não podiam ser cegados para os exercícios em que estavam envolvidos
  • A dor é um resultado subjetivo
  • RCT não está no topo da hierarquia de evidências

Lee et al. (2016)

Lee et al. (2016) realizou um estudo de caso que demonstrou diminuição da dor e do ângulo de Cobb em todos os sujeitos após aplicação do método de Schroth com ênfase na retenção ativa. A Tabela 3 mostra o modelo PICO do estudo e a Tabela 4 mostra os resultados do mesmo.

Tabela 3 Tabela mostrando o modelo PICO do estudo feito por Lee et al. (2016)
Participantes Intervenção Comparação Resultados
3 pacientes

  • Escoliose idiopática
  • Ângulo de Cobb ≥ 10 °
3 pacientes

  • Programa individual de exercícios do método Schroth com ênfase em holding ativa
  • Sessões de 60 min, 3 vezes por semana, durante 15 semanas
Pacientes basais antes da intervenção
  • Ângulo de Cobb
  • Dor: escore da escala visual analógica (EVA)
Tabela 4 Tabela mostrando os resultados do estudo feito por Lee et al. (2016)
Assunto no. Características do sujeito Resultados
VAS Ângulo de Cobb
Pré-teste pós-teste Pré-teste pós-teste
1
  • 21 anos de idade
  • Masculino
  • LBP
  • Síndrome do impacto iliocostal
4 0 20 ° 10,8 °
2
  • 29 anos
  • Fêmea
  • Dor de pescoço
  • Dor de cabeça
8 0 20,3 ° 4 °
3
  • 25 anos de idade
  • Fêmea
  • Dor de pescoço
  • Síndrome de Psoas
8 3 30,6 ° 18,5

LBP = lombalgia; VAS = escala visual analógica

Limitações

  • Um tamanho de amostra muito pequeno
  • O estudo de caso não é considerado como a “melhor evidência”, pois é baixo em termos de nível de evidência
  • Não há descrição detalhada sobre o programa do método de Schroth com ênfase na participação ativa
  • Os participantes apresentaram diferentes dores e condições subjacentes
  • Efeitos a longo prazo não foram medidos, os benefícios podem ser temporários
  • Não endereçando diretamente ao paciente do AIS, os pacientes eram toda sobre 18

Reeducação e exercícios de respiração

Há evidências que sugerem o uso de exercícios respiratórios como tratamento para lombalgia crônica (Anderson et al., 2017). Esta revisão incluiu 3 RCTs de qualidade média com referência à escala do Physiotherapy Evidence Database (PEDro) (Liao et al., 2018). As buscas foram realizadas em 5 bases de dados e 10 anos (2005-2015). No entanto, uma coisa a notar é que os pacientes incluídos nos estudos podem não ter escoliose e esta revisão não é específica para adolescentes.

Respiração Angular Rotacional (RAB)
Fig. 4 Antes (A) e durante (B) rotação da respiração angular (RAB). As setas representam a respiração direcional usada para preencher os pulmões colapsados ​​com ar e remodelar o tórax (B) (Berdishevsky et al., 2016).

O método de Schroth é considerado mais eficaz do que os tratamentos manuais devido à sua natureza tridimensional e ao seu componente de respiração angular rotacional (RAB) (Kim et al., 2017). Isso ajuda na correção das veias vertebrais e nas costelas e no aumento da capacidade vital ”(Berdishevsky et al., 2016).

O RAB ajuda a expandir a caixa torácica empurrando as costelas para os lados e para trás e ajuda a retornar as vértebras para mais perto de sua posição normal, sem torção (Berdishevsky et al., 2016) (fig. 4) (veja o vídeo abaixo).

Equipamentos como barras de parede e elásticos também podem ser usados ​​com RAB como parte dos exercícios de Schroth. Pode ser feito em posições diferentes, como inclinação para a frente, sentado e deitado de lado (veja os vídeos abaixo).

Exercícios Musculares Respiratórios

O ECR feito por Kim et al. (2017) mostrou que o fortalecimento muscular respiratório pode melhorar tanto o ângulo de Cobb quanto a função respiratória (Kim et al., 2017). A Tabela 5 mostra o modelo PICO do estudo e a tabela 6 mostra os resultados do mesmo.

Tabela 5 Tabela mostrando o modelo PICO do estudo feito por Kim et al. (2017)
Participantes Intervenção Comparação Resultados
15 pacientes

  • Coréia
  • Ângulo de Cobb ≥ 10 °
8 pacientes

  • Aquecer (5 minutos)
  • Exercícios musculares respiratórios (10 minutos)
    • SpiroTiger (respiração profunda e rápida com resistência) (veja o vídeo abaixo)
  • Exercícios de Schroth (40 min)
  • Esfriar (5 minutos)
7 pacientes

  • Aquecer (5 minutos)
  • Corrigido exercícios de bicicleta (10 minutos)
  • Exercícios de Schroth (40 min)
  • Esfriar (5 minutos)
  • Ângulo de Cobb
  • Pontuação de movimento funcional
  • Função pulmonar
Tabela 6 Tabela mostrando os resultados do estudo feito por Kim et al. (2017)
Ângulo de Cobb (°) Grupo de intervenção (n = 8) Grupo controlado (n = 7) Teste t independente
Pré-teste (média ± SD) 24,49 ± 8,32 27,16 ± 12,44 -0,495
Pós-teste (média ± DP) 20,23 ± 7,54 24,47 ± 12,45 -0,810
Diferença (média ± DP) (valor p) 4,26 ± 1,36 (p <0,05) 2,69 ± 1,11 (p <0,05) 2,415 (p <0,05)

DP = diferença estatística

Força

  • Escala PEDro: 7/10 (alta qualidade (Liao et al., 2018))

Limitações

  • Validade externa desconhecida e significado clínico
    • Diferença importante minimamente desconhecida para o ângulo de Cobb
  • Alto risco de erro tipo 2
  • Validade interna questionável
    • Condições de ocultação desconhecidas
  • Falta de evidências para usar SpiroTiger como exercícios musculares respiratórios
  • Relação incerta entre o ângulo de Cobb e a dor, embora exercícios respiratórios tenham sido usados ​​para tratar a lombalgia em outros estudos (Anderson et al., 2017)

Suspensórios

Negrini et al., 2015 fizeram uma revisão sistemática sobre o uso de órteses para dor nas costas em EIA. Dos sete estudos, há apenas um que mediu a dor nas costas e sugeriu que o uso de órtese não afetou a dor nas costas em longo prazo (Negrini et al., 2015). No entanto, as evidências incluídas nesta revisão são de qualidade muito baixa (Negrini et al., 2015).

Outra revisão sistemática feita por Balagué et al. (2016) sugeriram que o contraventamento não tem influência na dor nas costas quando comparado ao grupo de observação. No entanto, evidências conflitantes foram relatadas nesta revisão (Balagué et al., 2016).

Manipulação osteopática

Atualmente, não há evidências que apoiem a manipulação osteopática como tratamento para EIA (Balagué et al., 2016).

Taping

Atici et al. (2017) sugeriu que o Kinesio Taping diminui a dor nas costas e aumenta a qualidade de vida em pacientes com EIA tipo 1, segundo a classificação de escoliose de Lenke. Este é um RCT e o único estudo sobre Kinesio Taping para AIS. Portanto, não há provas suficientes.

Tratamento cirúrgico para AIS

A cirurgia pode ser recomendada se a escoliose estiver piorando e outros tratamentos forem ineficazes, ou a escoliose for grave e o adolescente parar de crescer (NHS, 2017).

Em geral, os tratamentos cirúrgicos são indicados quando o ângulo de Cobb (grau de curvatura da coluna) é maior que 45 a 50 graus (Maruyama et al., 2009).

A fusão posterior com instrumentação é geralmente realizada para escoliose idiopática (Maruyama et al., 2009).

Conclusão

Dor nas costas é muito comum no AIS, o que pode afetar a qualidade de vida dos pacientes. Há muitos fatores que contribuem para a presença de dor nas costas no EIA, incluindo anatomia alterada e padrão respiratório. Evidências atuais sugerem principalmente o uso do método de Schroth com RAB como tratamento para dor nas costas em AIS.

Referências

alanaInformFitness. 2011. Demo do SpiroTiger com o Lachlan Davey_0001.wmv . [Conectados]. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=EvqzAPqh6HE . [Acessado em 23 de maio de 2019].

Alinhar Terapia. 2018. O que são os exercícios do método Schroth para escoliose? . [Conectados]. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=cmWYhpT6Qfk . [Acessado em 23 de maio de 2019].

Anderson, BE e Bliven, KCH (2017). O uso de exercícios respiratórios no tratamento da lombalgia crônica inespecífica. Jornal de Reabilitação Desportiva . 26 (5), pp. 452-458.

Atici, Y., Aydin, C., Atici, A., Buyukkuscu, M., Arikan, Y. e Balioglu, M. (2017). O efeito do Kinesio taping em dor nas costas em pacientes com escoliose idiopática adolescente Lenke Tipo 1: Um estudo controlado randomizado. Acta Orthopaedica e Traumatologica Turcica . 51 (3), pp.191-196.

Balagué, F. e Pellisé, F. (2016). Escoliose idiopática do adolescente e dor nas costas. Escoliose e distúrbios da coluna vertebral . 11 (1), pp. 27.

Berdishevsky, H., Lebel, VA, Bettany-Saltikov, J., Rigo, M., Lebel, A., Hennes, A., Romano, M., Białek, M., M’hango, A., Betts, T., de Mauroy, JC e Durmala, J. (2016). Exercícios específicos de escoliose em fisioterapia – uma revisão abrangente de sete escolas principais. Escoliose e distúrbios da coluna vertebral. 11 (20), [sem paginação].

Chaitow, L. (2004). Distúrbios do padrão respiratório, controle motor e lombalgia. Jornal de Medicina Osteopática . 7 (1), páginas 33-40.

Greiner, KA 2002. Escoliose Idiopática do Adolescente: Tomada de Decisão Radiológica. Médico da Família Americana . 65 (9), páginas 1817-1823.

Joncas, J., Labelle, H., Poitras, B., Duhaime, M., Rivard, C. e Le Blanc, R. (1996). Dor dorso-lombar e escoliose idiopática na adolescência. Annales de Chirurgie . 50 (8), pp. 637-640.

Kiesel, K. Rhodes, T., Mueller, J., Waninger, A. e Butler, R. (2017). Desenvolvimento de um protocolo de triagem para identificar indivíduos com respiração disfuncional. Revista Internacional de Fisioterapia Esportiva . 12 (5), páginas 774-786.

Kim, M. e Park, D. (2017). O efeito dos exercícios tridimensionais de Schroth em combinação com o exercício muscular respiratório no ângulo de Cobb e a função pulmonar em pacientes com escoliose idiopática. Ciência da reabilitação fisioterapêutica . 6 (3), págs. 113-119.

Konieczny, M., Senyurt, H. e Krauspe, R. 2013. Epidemiologia da escoliose idiopática adolescente. Revista de Ortopedia Infantil . 7 (1), pp. 3-9.

Lee, H., Seong, H., Bae, Y., Jang, H., Chae, S., Kim, K. e Lee, S. (2016). Efeito do método de Schroth de ênfase da fixação ativa no ângulo de Cobb em pacientes com escoliose: relato de caso. Journal of Physical Therapy Science . 28 (10), pp. 2975-2978.

Liao, C., Xie, G., Tsauo, J., Chen, H. e Liou, T. (2018). Eficácia da terapia extracorpórea por ondas de choque para tendinopatias do joelho e outras doenças dos tecidos moles: uma meta-análise de ensaios clínicos randomizados. Distúrbios Musculoesqueléticos do BMC . 19 (278), [sem paginação].

Makino, T., Kaito, T., Kashii, M., Iwasaki, M. e Yoshikawa, H. (2015). Lombalgia e resultados de QV relatados pelo paciente em pacientes com escoliose idiopática do adolescente sem cirurgia corretiva. SpringerPlus . 4 (1), pp. 397.

Maruyama, T. e Takeshita K. 2009. Cirurgia para escoliose idiopática: Técnicas atualmente aplicadas. Medicina Clínica: Pediatria . 3 (2009), pp. 39-44.

Negrini, S., Minozzi, S., Bettany-Saltikov, J., Chockalingam, N., Grivas, T., Kotwicki, T., Maruyama, T., Romano, M. e Zaina, F. (2015). Chaves para escoliose idiopática em adolescentes. Base de Dados Cochrane de Revisões Sistemáticas . [Conectados]. Questão 6, art. no: CD006850. Disponível em: https://doi.org/10.1002/14651858.CD006850.pub3 . [Acessado em 23 de maio 2019].

NHS. (2017). Escoliose . [Conectados]. Disponível em: https://www.nhs.uk/conditions/scoliosis/ . [Acessado em 22 de maio de 2019].

NHS. (2017). Tratamento em crianças – escoliose . [Conectados]. Disponível em: https://www.nhs.uk/conditions/scoliosis/treatment-in-children/ . [Acessado em 22 de maio de 2019].

Paria, N. e Wise, CA 2015. Genética da escoliose idiopática do adolescente. Seminários em Cirurgia de Coluna . 27 (1), pp. 9-15.

Rigo, M. (2010). Diagnóstico diferencial de dor nas costas em escoliose em adultos (pacientes não operados). Escoliose . 5 (S1), pp. O44.

Sato, T., Hirano, T., Ito, T., Morita, O., Kikuchi, R., Endo, N. e Tanabe, N. (2010). Dor nas costas em adolescentes com escoliose idiopática: estudo epidemiológico para 43.630 alunos na cidade de Niigata, Japão. Revista Europeia Spine . 20 (2), pp. 274-279.

Schreiber, S., Parent, E., Moez, E., Hedden, D., Hill, D., Moreau, M., Lou, E., Watkins, E. e Southon, S. (2015). O efeito de exercícios de Schroth adicionado ao padrão de cuidados sobre a qualidade de vida e resistência muscular em adolescentes com escoliose idiopática – um avaliador e estudo randomizado controlado estatístico cego: “SOSORT 2015 Award Winner”. Escoliose , 10 (1), pp.24

Scoli-Fit NYC Scoliosis Systems LLP. 2015. Banda Respiratória Direcional . [Conectados]. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=xGUojrDPkP4 . [Acessado em 23 de maio de 2019].

Escoliose Care Centers. 2010. Teste de Adams e Exercício Respiratório de Schroth para o Tratamento da Escoliose . [Conectados]. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=dyNrxq-PKmQ . [Acessado em 23 de maio de 2019].

Sociedade de Pesquisa em Escoliose. (c2019). Escoliose Idiopática do Adolescente . [Conectados]. Disponível em: https://www.srs.org/patients-and-families/conditions-and-treatments/parents/scoliosis/adolescent-idiopathic-scoliosis . [Acessado em 21 de maio de 2019].

Théroux, J., Le May, S., Fortin, C. e Labelle, H. (2015). Prevalência e Manejo da Dor Lombar em Pacientes com Escoliose Idiopática do Adolescente: Um Estudo Retrospectivo. Pesquisa e gerenciamento da dor . 20 (3), pp. 153-157.

Weiss, H., Moramarco, MM, Borysov, M., Ng, SY, Lee, SG, Nan, X. e Moramarco, KA (2016). Reabilitação Postural para Escoliose Idiopática do Adolescente durante o Crescimento. Jornal asiático da espinha . 10 (3), páginas 570-581.

Conteúdos relacionados

Fontes consultadas

Saiba tudo sobre o curso de Medicina da Unifran

Saiba tudo sobre o curso de Medicina da Unifran

Saiba tudo sobre o curso de Medicina da Unifran

Pensando em fazer Medicina? Veja como funciona o curso da Unifran o que se estuda quanto custa e como garantir uma vaga!

Medicina Unifran

Medicina é uma das graduações mais concorridas em vestibulares de todas as regiões do País. Na maioria das universidades é o curso que apresenta a maior relação de candidatos por vaga.

Toda esta procura não é à toa. A carreira em Medicina é uma das mais bem pagas do Brasil e ainda tem alta empregabilidade no mercado de trabalho. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) cerca de 97% dos médicos estão empregados.

Uma boa notícia para quem mora na região de Franca é que a Universidade de Franca (UNIFRAN) oferece a graduação em Medicina na cidade. Uma oportunidade e tanto para quem busca iniciar a carreira com ensino de qualidade.

A Unifran tem mais de 45 anos de tradição e é uma das instituições privadas mais bem conceituadas do estado de São Paulo.

A constante preocupação em oferecer uma infraestrutura moderna e metodologias de ensino atuais colocou a Unifran em destaque nas listas de melhores universidades do Brasil como o Guia do Estudante e o Ranking Universitário Folha (RUF).

Quer saber mais? Então veja a seguir o guia que preparamos com tudo sobre o curso de Medicina da Unifran: como funciona o que se estuda quanto custa e até como conseguir bolsas de estudo!

Como é o curso de Medicina da Unifran

Para que um curso de graduação tenha autorização do MEC para funcionar é preciso seguir algumas diretrizes em relação a conteúdos abordados carga horária mínima grau de formação dos professores obrigatoriedade ou não de estágio entre outros.

O principal objetivo do curso é formar médicos generalistas (clínicos gerais) com capacidade de atuar em diferentes níveis de atenção à Saúde.

A Unifran proporciona uma formação voltada aos fundamentos científicos e capacidades técnicas que um médico deve ter além de valores humanísticos envolvendo a prática da profissão.

A duração do curso de Medicina da Unifran é de seis anos e as aulas acontecem em período integral. A carga horária é intensa e é preciso muita dedicação aos estudos para acompanhar as aulas.

Os dois últimos anos são inteiramente dedicados ao estágio (ou internato médico).

O curso é do tipo bacharelado e é oferecido apenas na modalidade de ensino presencial.

O que se estuda no curso de Medicina da Unifran

A carga horária do curso de Medicina é intensa. O futuro profissional precisa entender como funciona todo o organismo humano desde as células que formam os tecidos até estruturas mais complexas como o sistema nervoso.

Para dar conta destes conhecimentos a Unifran oferece as seguintes disciplinas:

  • Concepção e Formação do Ser Humano
  • Funções Biológicas
  • Introdução ao Estudo da Medicina
  • Locomoção e Apreensão
  • Mecanismos de Agressão e Defesa
  • Metabolismo
  • Nascimento Crescimento e Desenvolvimento
  • Processo de Envelhecimento
  • Proliferação Celular

Além de entender o funcionamento do nosso corpo quando está saudável os futuros médicos devem conhecer quais doenças nos afetam e como devem ser tratadas. O estudo dessas patologias e condições acontece nas seguintes matérias:

  • Desordens Nutricionais e Metabólicas
  • Diarreia
  • Dispneia
  • Distúrbios Sensoriais
  • Doenças Resultantes da Agressão ao Meio Ambiente
  • Dor
  • Dor Abdominal
  • Dor Torácica e Edemas
  • Fadiga
  • Febre
  • Inflamação e Infecção
  • Manifestações Externas das Doenças e Latrogenias
  • Perda de Peso e Anemias
  • Perda de Sangue
  • Problemas Mentais e de Comportamento
  • Saúde da Mulher
  • Sexualidade Humana e Planejamento Familiar
  • Vômitos e Icterícia

Tudo que um médico precisa saber para cuidar de um paciente é visto durante a faculdade. Algumas disciplinas tratam especificamente de como o profissional deve lidar com as pessoas quais as perguntas certas a serem feitas como identificar sintomas e até como proceder em situações de emergência. Veja uns exemplos:

  • Abrangência das Ações de Saúde
  • Emergências
  • Cuidado em Saúde da Criança – Pediatria Geral e Neonatologia
  • Cuidado em Saúde do Adulto – Clínica e Cirurgia
  • Cuidado em Saúde da Mulher – Ginecologia e Obstetrícia
  • Cuidado em Saúde Mental e do Idoso
  • Cuidados na Atenção Básica – Vigilância
  • Urgências/Emergências no Adulto e Criança – Pronto Socorro

Além de aulas teóricas o curso conta com atividades práticas desde os primeiros semestres. O grau de complexidade destas atividades vai aumentando ao longo da graduação.

A Unifran tem convênio com a rede pública de saúde o que permite aos estudantes desenvolverem atividades práticas. Além disso oferece uma infraestrutura interna com centro cirúrgico e laboratórios de:

  • Anatomia
  • Biologia
  • Bioquímica
  • Farmácia
  • Histologia
  • Patologia
  • Práticas Integradas
  • Simulação Avançada

Durante os primeiros anos de curso parte da carga horária de cada semestre é dedicada à disciplina de Habilidades Médicas. É quando o estudante aprende técnicas importantes para a prática clínica como por exemplo:

  • Aferição de sinais vitais
  • Atendimento de urgência-emergência
  • Elaboração de diagnósticos
  • Execução de exames físicos (palpação inspeção ausculta etc.)
  • Preparo e administração de medicamentos
  • Técnicas cirúrgicas
  • Técnicas de coleta de sangue
  • Técnicas de comunicação com o paciente

Nos dois últimos anos o estudante deve realizar o estágio (ou internato médico). Durante este período atua em diferentes especialidades médicas atendendo pacientes de todas as idades.

Onde encontrar o curso de Medicina da Unifran

É importante lembrar que para atender pacientes prescrever medicamentos e realizar outras atividades os médicos devem ter registro profissional junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM). Esse registro só é concedido a quem tem diploma de bacharelado em Medicina em curso reconhecido pelo MEC.

A Unifran tem autorização do MEC para oferecer o curso de Medicina na cidade de Franca.

Confira o endereço:

Av. Dr. Armando Salles Oliveira 201 – Parque Universitário

Telefone: 0800 721 5844

Quanto custa estudar Medicina na Unifran

Além de ser muito procurado o curso de Medicina tem as mensalidades mais altas dentre todas as graduações.

Na Unifran o investimento inicial pode ficar em torno de R$ 6.600 ao mês. Este valor pode variar um pouco conforme a carga horária em que o estudante está matriculado naquele semestre.

Para saber quanto será investido ao longo de todo o curso entre em contato com o setor financeiro da Unifran.

Bolsas descontos e financiamento oferecidos pela Unifran

Se os custos para estudar Medicina não cabem no seu orçamento não desanime! Na Unifran existem algumas formas de economizar ou conseguir financiamentos para pagar o curso em parcelas menores e prazos mais longos.

Conheça as principais facilidades oferecidas pela Unifran:

ProUni – a Unifran participa do maior programa de bolsas de estudo do Brasil o ProUni. Todos os semestres são ofertadas bolsas integrais (100%) e parciais (50%) para diversos cursos inclusive Medicina. Para se inscrever é preciso ter feito a prova mais recente do Enem. O desempenho mínimo exigido é de 450 pontos na média das provas e nota maior que zero na redação. O ProUni tem também requisitos de escolaridade e renda.

FIES – O FIES é a linha de crédito estudantil do Governo Federal. Com esse programa é possível financiar o curso a juros baixos e começar a pagar a dívida só depois da formatura. O FIES exige que o candidato tenha feito qualquer edição do Enem a partir de 2010 e obtido um desempenho mínimo para participar além de cumprir requisitos de renda.

Como ingressar na Unifran

Existem alguns caminhos para conseguir uma vaga na Unifran. Confira:

Vestibular tradicional e agendado – as inscrições podem ser feitas pela internet e é preciso pagar uma taxa. No vestibular tradicional o candidato realiza a prova na data determinada pela universidade. Caso opte pelo agendado é o estudante quem escolhe o melhor dia local e horário para fazer o exame.

Transferência – A Unifran aceita estudantes já matriculados no curso de Medicina de outras instituições. Se este é o seu caso fique atento aos prazos de inscrição e à oferta de vagas para aquele semestre.

Para saber mais detalhes sobre o curso de Medicina acesse o site da Unifran.

Conteúdos relacionados

Síndrome da costela escorregadia Ir para: navegação, pesquisa

Síndrome da costela escorregadia

A síndrome da costela escorregadia, também conhecida como síndrome de Cyriax, é uma causa infrequente de dor intermitente na região torácica e abdominal superior. Acredita-se que essa condição surja da hipermobilidade da cartilagem costal das costelas falsas e flutuantes, que são as mais envolvidas nessa síndrome. Essa hipermobilidade pode causar uma ruptura e permitir que as pontas da cartilagem costal subluxem, irritando os nervos intercostais. Trata-se de uma condição frequentemente subdiagnosticada ou diagnosticada erroneamente, podendo resultar em meses ou até anos de dor não resolvida.

Anatomia e mecanismo da síndrome da costela escorregadia

A caixa torácica é composta por diferentes tipos de costelas: as verdadeiras (1ª a 7ª), que se ligam diretamente ao esterno; as falsas (8ª a 10ª), conectadas entre si por uma banda cartilaginosa ou fibrosa mais fraca; e as flutuantes (11ª e 12ª), que não se fixam ao esterno nem entre si. Na maioria dos casos, a síndrome da costela escorregadia afeta as costelas falsas, principalmente a 10ª, e ocasionalmente a 8ª ou 9ª. Devido à sua conexão mais frágil, há maior mobilidade e suscetibilidade a traumas.

A fraqueza de alguns ligamentos também pode levar à subluxação. Entre eles estão o ligamento esternocostal, o costocondral, os costovertebrais ou radiados e o costotransversal. A hipermobilidade anterior da costela também pode causar problemas na região torácica posterior, pois o sistema é fechado. A costela subluxante pode irritar diversas estruturas, como os músculos intercostais, a cartilagem costal inferior, vasos intercostais e os nervos intercostais. Além disso, podem ocorrer inflamação local e espasmos dos músculos multífidos, rotadores e levantadores das costelas.

Epidemiologia e fatores de risco

A síndrome da costela escorregadia afeta de 20% a 40% da população geral em algum momento da vida. Parece ser uma síndrome de dor crônica relativamente comum e subdiagnosticada. A hipermobilidade da cartilagem costal é considerada a causa primária, podendo ser resultado de trauma torácico ou abdominal (que pode ser negligenciado ou esquecido), mas nem sempre está presente. Outras causas incluem posturas forçadas e cirurgia abdominal prévia. Pessoas que praticam esportes com maior risco de impacto na parede torácica, como rugby, hóquei e futebol, têm maior probabilidade de desenvolver a síndrome. A condição pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum em adultos de meia-idade e é uma causa reconhecida de dor recorrente no tórax inferior e/ou abdome superior em adolescentes. Parece ser menos comum em crianças pequenas devido à flexibilidade do tórax. Não há diferença de prevalência entre homens e mulheres.

Apresentação clínica

A síndrome da costela escorregadia apresenta-se com as seguintes características:

  • Dor intensa no tórax inferior ou abdome superior acima da margem costal, principalmente na altura da 8ª, 9ª e 10ª costelas.
  • Ponto doloroso na margem costal.
  • Reprodução da dor ao pressionar o ponto doloroso ou por influências externas.
  • Sinais e sintomas geralmente unilaterais, embora haja casos de dor bilateral.

A dor intensa é geralmente descrita como uma pontada aguda intermitente seguida de dor constante e monótona, que pode durar de várias horas a muitas semanas. A gravidade varia de um incômodo menor a interferir nas atividades diárias. A dor pode irradiar da área costocondral para o tórax ou para o mesmo nível nas costas. É exacerbada por certas posturas e movimentos: deitar ou virar na cama, levantar de uma cadeira, dirigir, alongar, alcançar, levantar, dobrar, torcer o tronco, tossir, caminhar ou carregar pesos. Assim, a condição pode afetar atividades esportivas que envolvem movimentos do tronco e respiração profunda, como corrida, equitação, abdução do braço ou natação. A dor pode ser intensa o suficiente para fazer o paciente interromper a prática esportiva.

O deslizamento ou movimento da costela pode levar à irritação do nervo intercostal, estiramento dos músculos intercostais, entorse da cartilagem costal inferior ou inflamação geral na área afetada. Os pacientes podem descrever uma sensação de deslizamento, estalo ou falseio. Devido à convergência da inervação visceral nos mesmos níveis medulares das costelas escorregadias e nervos intercostais, a síndrome também pode causar queixas somáticas e viscerais, como cólica biliar ou renal.

Diagnóstico e avaliação fisioterapêutica

O diagnóstico da síndrome da costela escorregadia é de exclusão, sendo necessário descartar doenças abdominais ou torácicas. Pode ser diagnosticada por ultrassonografia e exame físico. Muitas vezes é negligenciada devido à falta de procedimentos paraclínicos disponíveis e porque as tomografias computadorizadas quase substituíram um exame clínico completo em pacientes com dor no flanco.

A ultrassonografia com sonda linear de alta frequência mostra com precisão a luxação da costela cartilaginosa, que pode ser desencadeada por manobras de Valsalva. Também é usada para excluir outras causas de dor torácica, como fraturas de costela, síndrome de Tietze, abscessos, metástases, rupturas musculares, pleurite e doenças abdominais.

No exame físico, a palpação da costela afetada revela um ponto doloroso na margem costal e reproduz a dor específica. A manobra de gancho (hooking maneuver), descrita pela primeira vez em 1977, é um teste clínico relativamente simples para diagnosticar a síndrome. O paciente deita-se sobre o lado não afetado, enquanto o terapeuta coloca os dedos sob a margem costal inferior e traciona anteriormente. Um teste positivo reproduz exatamente a dor do paciente e pode causar um som de clique. A condição é quase sempre unilateral, portanto, realizar a manobra no lado contralateral serve como controle. A manobra de Valsalva também pode ser utilizada: durante a expiração forçada contra a via aérea fechada, o examinador pode palpar o deslizamento da costela. Curso de Bandagem Funcional

O fisioterapeuta pode reproduzir a dor torácica pela palpação das costelas e da parede torácica. Também pode observar restrição costal pela falta de simetria dos movimentos da parede torácica posterior durante a respiração profunda. Instrumentos como a Escala Funcional Específica do Paciente (PSFS) e a Escala Global de Mudança (GROC) podem ser utilizados para avaliar a função e a melhora subjetiva.

Diagnóstico diferencial

O diagnóstico diferencial da síndrome da costela escorregadia inclui várias condições, como colecistite, esofagite, úlcera gástrica, anormalidades hepatoesplênicas, fratura de costela, inflamação da cartilagem condral e dor torácica pleurítica. Outros diferenciais incluem fratura por estresse, pleurite, pneumonia, radiculite, herpes zoster, aneurisma de aorta, síndrome de Tietze (que tipicamente afeta uma articulação e está associada a edema), costocondrite (pode afetar várias articulações costocondrais sem edema), abscessos, metástases ósseas, rupturas musculares e doenças abdominais.

Tratamento e manejo fisioterapêutico

O tratamento da síndrome da costela escorregadia é possível por meio de uma abordagem multidisciplinar, envolvendo cirurgiões, especialistas em dor, radiologistas, psiquiatras e fisioterapeutas. No manejo conservador, o reconhecimento da condição e a educação do paciente são fundamentais. O paciente pode ser ensinado a evitar movimentos e posições que provoquem a dor. A aplicação de calor ou frio, ultrassom e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) pode ajudar a aliviar a dor por períodos intermitentes. A terapia manual, como a manipulação da articulação costovertebral, pode auxiliar no controle da dor, mas provavelmente não proporciona alívio a longo prazo.

Em casos de dor moderada, recomenda-se o uso de bandagem elástica ao redor do tórax por 1 a 2 semanas, associada ao tratamento da dor e suporte psicológico. A bandagem funcional pode oferecer alívio temporário. Para decidir a localização e direção da bandagem, aplica-se uma compressão manual superior na face posterolateral da caixa torácica e solicita-se ao paciente que inspire profundamente ou gire o tronco. Se houver melhora significativa, a bandagem é aplicada nesse nível.

O treinamento muscular dos pequenos músculos locais, como multífidos, rotadores e levantadores das costelas, pode ser realizado na tentativa de estabilizar as articulações costovertebrais e costotransversais. A mobilização costal com movimento (MWM), conforme proposta por Brian Mulligan, também pode ser empregada: aplica-se um deslizamento cranial sobre a face lateral da costela acima da região dolorosa enquanto o paciente realiza o movimento ativo. Se houver redução da dor, a técnica é repetida 10 vezes. Um programa domiciliar de auto-MWM pode ser fornecido, instruindo o paciente a elevar a costela com a mão e girar ativamente na direção dolorosa.

Quando o alívio da dor é de curta duração, procedimentos mais invasivos podem ser considerados, como bloqueios de nervos intercostais, termocoagulação por radiofrequência do gânglio da raiz dorsal e, raramente, excisão da costela. A fiação da costela escorregadia através da junção costocondral foi descrita, mas raramente é necessária.

Conclusão

A síndrome da costela escorregadia é uma condição frequentemente subdiagnosticada, para a qual, por vezes, é realizada uma avaliação diagnóstica abrangente. O conhecimento dessa síndrome pode levar a um diagnóstico rápido e simples, prevenindo meses ou anos de queixas crônicas. O impacto pode causar dor intensa e constante, além de sensação de deslizamento provocada por diversos movimentos. A hipermobilidade das extremidades anteriores das cartilagens costais das costelas falsas, muitas vezes relacionada a traumas, é o mecanismo central. O tratamento da dor deve ser o primeiro passo, seja por medicação ou bloqueio nervoso. Se isso não for conclusivo, a ressecção parcial da costela pode ser realizada. Sobre o manejo fisioterapêutico, não há muitas evidências, mas a educação do paciente, o uso de calor e ultrassom, a bandagem elástica e o suporte psicológico são estratégias recomendadas. Abordagens utilizadas em condições semelhantes, como a síndrome da parede torácica e a costela subluxada, podem orientar o tratamento fisioterapêutico.

Perguntas frequentes

O que é a síndrome da costela escorregadia?

É uma condição causada pela hipermobilidade da cartilagem das costelas falsas e flutuantes, permitindo que as pontas da cartilagem subluxem e irritem os nervos intercostais, causando dor torácica e abdominal superior.

Quais são os sintomas da síndrome da costela escorregadia?

Dor intensa no tórax inferior ou abdome superior, ponto doloroso na margem costal, reprodução da dor ao pressionar o local, e sensação de deslizamento ou estalo. A dor pode ser exacerbada por movimentos como torcer o tronco, tossir ou levantar objetos.

Como é feito o diagnóstico da síndrome da costela escorregadia?

O diagnóstico é clínico, baseado na história e no exame físico, especialmente a manobra de gancho (hooking maneuver). A ultrassonografia pode auxiliar na visualização da luxação da cartilagem e na exclusão de outras causas.

Qual o tratamento fisioterapêutico para a síndrome da costela escorregadia?

Inclui educação do paciente para evitar movimentos dolorosos, uso de calor ou frio, bandagem elástica, treinamento muscular local, mobilização costal com movimento e orientações posturais. Em casos persistentes, podem ser considerados bloqueios nervosos ou cirurgia.

A síndrome da costela escorregadia é comum?

Estima-se que afete 20% a 40% da população em algum momento da vida, mas é frequentemente subdiagnosticada. Pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais comum em adultos de meia-idade e adolescentes.