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Padrões capsulares e não capsulares

Descrição

Esse foi James Cyriax que, juntamente com outros autores, desenvolveu a ideia do exame de escaneamento. Essa foi a origem dos conceitos de tecido “contrátil” e “inerte”, “sensação final” e “padrões capsulares” e isso contribuiu muito para o desenvolvimento de um exame físico abrangente e sistemático das partes móveis do corpo.

De um modo geral, existem dois padrões de amplitude de movimento usados ​​na interpretação do movimento articular:

Um padrão capsular de restrição é uma limitação da dor e do movimento em uma proporção específica da articulação, que geralmente está presente na artrite ou após imobilização prolongada.

~ Um padrão de restrição não-capsular é uma limitação em uma articulação em qualquer padrão que não seja capsular, e pode indicar a presença de um desarranjo, uma restrição de uma parte da cápsula articular ou uma lesão extra-articular, que obstrui movimento articular.

Padrão capsular [1]

Como examinar o padrão capsular? Com o movimento passivo, uma ROM completa deve ser executada em todas as direções possíveis. Um movimento de médio alcance não elicia as possíveis descobertas. Ao avaliar a sensação final, o examinador deve olhar para o padrão de limitação ou restrição.

Segundo Dutton [2] , os padrões capsulares são baseados em achados clínicos e não em pesquisa; talvez seja por isso que os padrões capsulares podem ser diferentes ou inconsistentes.

Haverá uma presença de um padrão típico na articulação, se a cápsula da articulação for afetada. Esse padrão pode ser resultante da reação conjunta com espasmo muscular que leva à constrição capsular. Pode haver formação de osteófitos também como possível fator de restrição. Cada junta possui um padrão característico de limitação. O padrão capsular não pode julgar o efeito final. Apenas as articulações controladas pelos músculos exibem padrão capsular. Por exemplo, a articulação tibiofibular distal e a articulação sacroilíaca não apresentam nenhum padrão capsular. Um estudo feito por Hayes et al [3] explicou a utilidade do padrão de limitação, mas eles também apontaram que a proporção de limitação não deveria ser usada.

Padrões Não-Capsulares

Um clínico deve estar ciente da limitação da articulação que existe, mas não é de natureza capsular. Por exemplo, na articulação do ombro em caso de bursite subacromial, a abdução pode ser restrita, mas com restrição mínima no componente de rotação da articulação. Nesses casos, a reação capsular pode não ser exibida, mas outros tecidos, como os ligamentos, podem ser aderidos. Pode haver restrição em apenas um movimento ou direção com dor, onde outras direções ou movimentos permanecem livres de dor com amplitude total de movimento. Outras possibilidades de restrição articular em uma ou mais direções podem ser por causa de corpos soltos e / ou aderências articulares extras que não afetam a cápsula. Daí padrão não-capsular.

Referências

  1. Cyriax J: Textbook of orthopaedic medicine, vol. ↑ Cyriax J: livro didático de medicina ortopédica, vol. 1: diagnóstico de lesões de tecidos moles, ed 8, Londres, 1982, Balliere Tindall.
  2. Dutton M: Orthopedic examination, evaluation and intervention, New York, 2004, McGraw-Hill. ↑ Dutton M: exame ortopédico, avaliação e intervenção, New York, 2004, McGraw-Hill.
  3. Hayes KW, Petersen C, Falconer J: An examination of Cyriax’s passive motion tests with patients having osteoarthritis of the knee. ↑ Hayes KW, Petersen C, Falconer J: Um exame dos testes de movimento passivo de Cyriax com pacientes com osteoartrite do joelho. Phys Ther 74: 697-708,1994.

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Fontes consultadas

Teste de Yergason – Exame Ortopédico do Ombro

Teste de Yergason – Exame Ortopédico do Ombro

O teste de Yergason é um exame ortopédico do ombro amplamente utilizado na prática clínica para investigar possíveis alterações no tendão do bíceps braquial. Trata-se de uma manobra provocativa que avalia a estabilidade e a integridade das estruturas anteriores do ombro, auxiliando o fisioterapeuta no raciocínio diagnóstico diferencial.

Estruturas anatômicas envolvidas no teste de Yergason

Durante a execução do teste, as principais estruturas solicitadas são:

  • Tendão do bíceps braquial (porção longa), que percorre o sulco intertubercular e é estabilizado pelo ligamento transverso do úmero.
  • Ligamento glenoumeral, especialmente o ligamento glenoumeral superior, que contribui para a contenção anterior da articulação.
  • Ligamento transverso do úmero, responsável por manter o tendão do bíceps no interior do sulco bicipital.

Compreender essas relações anatômicas é essencial para interpretar corretamente os achados do teste e direcionar a avaliação fisioterapêutica.

Posição inicial para o teste de Yergason

O teste é geralmente realizado com o paciente sentado ou em pé, de forma confortável. O examinador posiciona-se ao lado do membro a ser testado e palpa o sulco bicipital com uma das mãos. O braço do paciente permanece relaxado junto ao corpo, com o cotovelo fletido a 90 graus e o antebraço em posição neutra ou em pronação. Essa postura inicial permite isolar a ação do bíceps e tensionar as estruturas anteriores do ombro.

Execução do movimento de teste

Com a mão que não está palpando o sulco, o examinador aplica uma pressão descendente sobre o antebraço do paciente, como se tentasse estender o cotovelo. Simultaneamente, tenta mover o antebraço para uma pronação adicional. O paciente é instruído a resistir vigorosamente a esses dois movimentos, realizando uma contração isométrica de flexão do cotovelo e supinação do antebraço. Essa contração ativa o bíceps braquial e tensiona suas inserções e estabilizadores.

Interpretação do teste de Yergason positivo

O teste é considerado positivo para tenopatia bicipital quando o paciente relata dor localizada na região do sulco bicipital durante a manobra. Já a presença de um estalo ou ressalto do tendão do bíceps sugere insuficiência ou lesão do ligamento transverso do úmero, permitindo a subluxação do tendão para fora do sulco. Esses sinais orientam o clínico para a necessidade de uma avaliação mais detalhada e, se necessário, exames complementares.

Precisão diagnóstica e limitações do teste de Yergason

A acurácia do teste de Yergason é questionável na literatura, pois a dor provocada pode ter origem em múltiplas estruturas além do tendão bicipital. Lesões do manguito rotador, por exemplo, podem gerar dor anterior no ombro e confundir o resultado. Além disso, o teste pode ser positivo em casos de lesão do ligamento glenoumeral, como nas lesões SLAP (lesão do lábio superior da glenoide, de anterior para posterior). Portanto, o teste deve ser interpretado dentro de um contexto clínico mais amplo, associado a outros testes especiais e à história do paciente.

Na prática fisioterapêutica, o teste de Yergason é frequentemente combinado com outras manobras, como o teste de Speed e o teste de O’Brien, para aumentar a especificidade do diagnóstico. O raciocínio clínico integrado é fundamental para a tomada de decisão terapêutica. Para aprofundar seus conhecimentos em avaliação e tratamento das disfunções do ombro, considere explorar formações específicas em terapia manual. Curso de Fisioterapia na ATM

Aplicações clínicas e objetivos do teste

O principal objetivo do teste de Yergason é auxiliar na identificação de tendinopatias do bíceps e instabilidades do tendão no sulco bicipital. Ele é útil em quadros de dor anterior no ombro, comum em atletas de arremesso, nadadores e trabalhadores que realizam movimentos repetitivos acima da cabeça. A correta execução e interpretação permitem ao fisioterapeuta planejar intervenções direcionadas, como fortalecimento excêntrico, terapia manual e reeducação postural.

Conclusão

O teste de Yergason é uma ferramenta valiosa no exame ortopédico do ombro, especialmente para investigar a integridade do tendão do bíceps e do ligamento transverso. Apesar de suas limitações de especificidade, quando integrado a uma avaliação completa, contribui significativamente para o diagnóstico fisioterapêutico. O domínio dessas técnicas de avaliação é essencial para o profissional que busca excelência no tratamento das disfunções musculoesqueléticas.

Perguntas frequentes

O que é o teste de Yergason?

O teste de Yergason é um exame ortopédico do ombro utilizado para avaliar a integridade do tendão do bíceps e do ligamento transverso do úmero.

Quais estruturas são avaliadas no teste de Yergason?

As principais estruturas avaliadas são o tendão do bíceps, o ligamento glenoumeral e o ligamento transverso do úmero.

Como é realizada a manobra do teste de Yergason?

Com o paciente sentado, cotovelo fletido a 90 graus e antebraço pronado, o examinador aplica pressão para baixo no antebraço enquanto o paciente resiste à extensão do cotovelo e à pronação.

O que significa um teste de Yergason positivo?

Dor no sulco bicipital indica tenopatia bicipital; um estalo do tendão sugere lesão do ligamento transverso do úmero.

O teste de Yergason é preciso para diagnosticar lesões do ombro?

A precisão é questionável, pois a dor pode ser causada por outras estruturas, como o manguito rotador ou lesões SLAP.