Vias descendentes

Sistema Modulador Descendente da Dor: Anatomia e Relevância Clínica

O que é o sistema modulador descendente da dor?

A modulação “de cima para baixo” da dor está em evidência desde os primeiros trabalhos de Sherrington [1]  mostrando que os reflexos nociceptivos foram aprimorados após a transecção da medula espinhal. Isso foi elaborado por Fields [2]  e Milan [3]  que, com base em observações na década de 1960 de que a estimulação elétrica da área da substância cinzenta periaquedutal (PAG) pode produzir analgesia, demonstrada através de estudos eletrofisiológicos e farmacológicos que a descendente influencia na nociceptiva espinhal processamento envolve o PAG e a medula ventromedial rostral (RVM).

O trabalho de Hadjipavlou et al [4]  usou estudos funcionais e anatômicos para vincular o sistema modulador descendente da dor do tronco cerebral (onde residem o PAG e o RVM) a várias áreas cerebrais de nível superior, incluindo; regiões cíngulofrontais, as amígdalas e o hipotálamo (figura 3 [5] ). Isso pode ajudar de alguma forma a explicar o papel que as emoções e a cognição têm no processamento de informações nociceptivas.

Descending-inhibitory-pathway.jpg Vias descendentes 300px Via inibitória descendente

Sustentando o sistema modulador descendente da dor está o sistema opoide endógeno [6]  e de acordo com Willer [7]  este sistema pode ser ativado por uma variedade de estados reflexos e cognitivamente desencadeados. No nível da medula espinhal (corno dorsal), o sistema opióide causa inibição da substância P da estimulação mecânica nociva periférica [8]  via liberação de noradrenalina do PAG dorsalateral (dPAG) e estímulos nociceptivos térmicos via liberação de serotonina do PAG ventrolateral (vPAG) [9] .

Por que o sistema é útil?

Evidências de mecanismos modulatórios da dor foram registradas pela primeira vez por Beecher [10] . Beecher, um médico que serviu o Exército dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial, observou que três quartos dos soldados gravemente feridos relataram nenhuma dor a apenas moderada e não precisaram de medicação para alívio da dor. De acordo com seu relatório, os homens estavam alertas e receptivos e os ferimentos não eram triviais, incluindo fraturas expostas e feridas penetrantes. Isso o levou à conclusão de que “emoções fortes” bloqueiam a dor. Isso se opõe claramente à visão cartesiana clássica, onde a dor era considerada um sistema conectado que transmitia passivamente entradas nocivas ao cérebro. Agora é geralmente aceito que a experiência da dor não depende apenas de estímulos nocivos, mas muitas variáveis ​​interagem com a experiência, incluindo memória, humor, ambiente, atenção e expectativa. Em última análise, isso significa que a dor resultante experimentada com a mesma entrada sensorial pode variar consideravelmente [11] . É trabalho do cérebro pesar todas as informações e decidir se criar dor é a resposta mais apropriada. Isso fornece uma função de sobrevivência necessária, pois permite que a experiência da dor seja alterada de acordo com a situação, em vez de a dor sempre dominar [11] .

Como isso pode ajudar os fisioterapeutas?

O conhecimento do sistema modulador descendente da dor e seus componentes pode auxiliar os fisioterapeutas de várias maneiras. Em primeiro lugar, ajuda os fisioterapeutas a explicar por que a quantidade de dor que um paciente está sentindo não está necessariamente relacionada à quantidade de dano tecidual que sofreu [10] . Os fisioterapeutas podem educar  seus pacientes sobre o papel do sistema modulador descendente da dor e como o sistema nervoso central pondera todas as informações antes de decidir se uma experiência de dor é a ação mais apropriada para a sobrevivência. A educação em neurociência tem se mostrado eficaz em vários estudos [12] [13] [14] [15] [16] [17] .

Em segundo lugar, o conhecimento da anatomia (consulte a seção “qual é o sistema modulador descendente da dor”) envolvida no sistema modulador descendente da dor pode ajudar os fisioterapeutas a utilizar estratégias de gerenciamento para acessar e ativar o sistema. Isso pode incluir adicionar distrações aos exercícios e realizar exercícios em diferentes estados emocionais e/ou em diferentes ambientes.

Em terceiro lugar, técnicas manuais como mobilizações articulares, manipulações têm sido propostas para ativar o sistema e contribuir significativamente para seus efeitos terapêuticos [18] . Estímulos nocivos podem ativar o sistema [19] [20]  e isso pode ajudar a explicar por que técnicas manuais que podem provocar alguma dor (em algum grau) podem ser úteis para reduzir a dor geral. Esse conhecimento pode auxiliar o fisioterapeuta na seleção criteriosa e no uso de técnicas com filosofia “top down” , liberando-o de selecionar intervenções baseadas apenas nas respostas teciduais locais propostas, como inibição da contração muscular reflexa, redução da pressão intra-articular e redução do nível de atividade aferente conjunta [21]

Referências

As referências serão adicionadas automaticamente aqui, consulte o tutorial de adição de referências .

  1.  Sherrington CS. A Ação Integrativa do Sistema Nervoso. New Haven, CT: Universidade de Yale. Imprensa, 1906.
  2.  Campos HL. Modulação da dor: expectativa, analgesia opoide e dor virtual. Prog Brain Res 2000; 122:245-253;
  3.  Milan MJ. Controle descendente da dor. Prog Neurobiologia 2002; 66:355-474;
  4.  Hadjipavlou G, Dunckley P, Behrens TE, Tracey I. Determinando conectivos anatômicos entre regiões de processamento de dor cortical e do tronco cerebral em humanos: um estudo de imagem por tensor de difusão em controles saudáveis. Dor 2006; 123: 169-178
  5.  Bingel U, Tracey I. Imaging CNS Modulation of Pain in Humans. Fisiologia 2008; 23:371-380
  6.  Akil H, Watson SJ, Young E, Lewis ME, Khachaturian H, Walker JM. Opióides endógenos: biologia e função. Annu Rev Neurosci 1984; 7: 223-255
  7.  Willer JC, Dehen H, Cambier J. Analgesia induzida por estresse em humanos: opióides endógenos e depressão reversível da naloxona dos reflexos da dor. Ciência 1981; 212:689-691
  8.  Kuraishi, Y. Transmissão de informação nociceptiva mediada por neuropeptídeos e sua regulação. Novos mecanismos de analgésicos 2008; 110(10),711-772
  9.  Kuraishi Y, Harada Y, Aratani S. Envolvimento separado dos sistemas noradrenérgico e serotoninérgico espinhal na analgesia com morfina: as diferenças nos testes algésicos mecânicos e térmicos. Brain Res 1983; 273, 245-252
  10. ↑ 10,0 10,1 Beecher HK. Dor em homens feridos em batalha. Ann Surg. 1946;123(1):96-105
  11. ↑ 11,0 11,1 Bingel U, Tracey I. Imaging CNS modulação da dor em humanos. Fisiologia 2008;23:371-380
  12.  Moseley G A combinação de fisioterapia e educação é eficaz para dor lombar crônica. Jornal Australiano de Fisioterapia 2002; 48:297–302
  13.  Louw A, Louw Q, Crous LCC. Educação pré-operatória para cirurgia lombar para radiculopatia. Revista Sul-Africana de Fisioterapia. 2009;65(2):3-8.
  14.  Moseley, GL. Um estudo controlado randomizado de educação intensiva em neurofisiologia na dor lombar crônica. Clin J Pain 2002;20:324-330
  15.  Meeus MJ. A educação em fisiologia da dor melhora as crenças de dor em pacientes com síndrome da fadiga crônica em comparação com a educação de estimulação e autogerenciamento: um estudo controlado randomizado duplo-cego. Arch Phys Med Rehab 2010;91:1153-1159
  16.  Clarke CL. Educação em neurofisiologia da dor para o manejo de indivíduos com dor lombar crônica: revisão sistemática e metanálise. Terapia Manual 2011;16:544-549
  17.  Louw A. O efeito da educação em neurociência na dor e incapacidade, ansiedade e estresse na dor musculoesquelética crônica. Arquivos de Medicina Física e Reabilitação 2011;92:2041-2056
  18.  Wright A. Hipoalgesia pós-terapia manipulativa: uma revisão de um mecanismo neurofisiológico potencial. Man Ther 1995;1(1), 11-16
  19.  Yaksh TL, Elde RP. Fatores que governam a liberação de imunorreatividade semelhante à metionina encefalina do mesencéfalo e da medula espinhal do gato in vivo. J. Neurophysiol 1981;46 (5), 1056-1075
  20.  Campos HL, Basbaum AL. Mecanismos do Sistema Nervoso Central de modulação da dor, In: Wall PD, Melzack R. Textbook of pain, 4th ed.Churchill Livingstone, Edinburgh; 1999
  21.  Zusman M. Terapia manipulativa espinhal: uma revisão de alguns mecanismos propostos e uma nova hipótese. Aust J. Fisioterapia 1986;32(2),89-99

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O Exército Brasileiro, por meio do Comando da 7ª Região Militar, anunciou a abertura de três processos seletivos para credenciamento de candidatos para atuação por tempo determinado. Esses processos seletivos abrangem os Estados de Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, oferecendo oportunidades em diversas áreas, incluindo a Fisioterapia. A participação de fisioterapeutas nessas seleções representa uma porta de entrada para a carreira militar temporária, permitindo a atuação profissional em unidades do Exército.

Processos seletivos na 7ª Região Militar

O primeiro edital é destinado à seleção de Estagiários de Serviço Técnico (EST), Básico de Sargento Temporário (EBST) e Básico de Cabo Temporário (EBCT), exigindo formação de níveis fundamental, médio/técnico ou superior. As vagas contemplam diversas funções, com incorporação prevista para as cidades de Recife (PE), São Bento do Una (PE), Garanhuns (PE), Petrolina (PE), João Pessoa (PB), Campina Grande (PB), Natal (RN), Caicó (RN) e Maceió (AL).

Funções para oficiais técnicos temporários

Para o cargo de Aspirante a Oficial/Oficial Técnico Temporário, são exigidas formações de nível superior em áreas como Administração, Arquitetura, Direito, Enfermagem, Engenharias, Fisioterapia, Nutrição, Psicologia, entre outras. A inclusão da Fisioterapia nesse rol demonstra o reconhecimento da importância do profissional fisioterapeuta no contexto militar, podendo atuar na reabilitação de militares, prevenção de lesões e promoção da saúde.

Funções para sargentos técnicos temporários

Para 3º Sargento Técnico Temporário, as oportunidades são para candidatos com formação técnica em áreas como Enfermagem, Radiologia, Informática, Edificações, entre outras. Esses profissionais desempenham atividades de suporte técnico essenciais para o funcionamento das unidades militares.

Funções para cabos especialistas temporários

O cargo de Cabo Especialista Temporário exige formação de nível fundamental ou médio, com funções como Motorista, Cozinheiro, Pedreiro, Operador de Máquinas, entre outras. Essas vagas são fundamentais para a manutenção da infraestrutura e logística das organizações militares.

Estágios para estudantes da área da saúde

O segundo e o terceiro processos seletivos são voltados para o cadastramento de estudantes das áreas de Medicina, Farmácia, Odontologia e Medicina Veterinária, para estágios obrigatório e voluntário. As designações podem ocorrer em cidades da Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte. Para participar, é necessário estar matriculado no último semestre do curso ou ter concluído a graduação no primeiro período do ano. Os aprovados serão incorporados como Guarda-Marinha, Aspirante a Oficial, 2º Tenente Temporário ou Aspirante Temporário.

Inscrições e etapas de classificação

As inscrições para o processo seletivo de Oficial Técnico Temporário, 3º Sargento Técnico Temporário ou Cabo Especialista Temporário devem ser realizadas pelo site www.7rm7de.eb.mil.br, entre os dias 16 de agosto de 2015 e 5 de setembro de 2015. Para o estágio voluntário, as inscrições ocorrem de 16 a 31 de agosto de 2015, também pelo site da 7ª RM. Já para o estágio obrigatório, as inscrições devem ser efetuadas de 8 de setembro de 2015 a 14 de outubro de 2015, conforme datas definidas para cada guarnição. Os detalhes podem ser conferidos nos editais disponíveis no site.

As etapas de classificação incluem Avaliação Curricular, Entrevista, Inspeção de Saúde e Exame de Aptidão Física. Essas fases são comuns em processos seletivos militares e visam selecionar candidatos com perfil adequado para o serviço temporário. Para o fisioterapeuta interessado, é importante preparar a documentação comprobatória da formação e experiência profissional, além de manter a condição física adequada para o exame de aptidão.

A atuação como fisioterapeuta no Exército pode envolver a reabilitação de lesões musculoesqueléticas, a prevenção de distúrbios relacionados à atividade militar e a promoção da saúde dos militares. Embora o conteúdo original não detalhe as atribuições específicas, a presença da Fisioterapia entre as áreas de nível superior indica a demanda por esse profissional. Curso de Crochetagem Para se preparar para essa oportunidade, é recomendável que o fisioterapeuta busque atualização em áreas como terapia manual e reabilitação traumato-ortopédica, comuns no contexto militar.

Em resumo, os processos seletivos da 7ª Região Militar representam uma oportunidade para profissionais de diversas áreas, incluindo a Fisioterapia, ingressarem temporariamente no Exército Brasileiro. A leitura atenta dos editais e o cumprimento dos prazos são essenciais para a participação.

Perguntas frequentes

Quais áreas de nível superior são contempladas no processo seletivo para Oficial Técnico Temporário?

O edital lista diversas áreas, incluindo Administração, Arquitetura, Direito, Enfermagem, Engenharias, Fisioterapia, Nutrição, Psicologia, entre outras.

Quais são as etapas de classificação dos processos seletivos?

As etapas incluem Avaliação Curricular, Entrevista, Inspeção de Saúde e Exame de Aptidão Física.

Em quais cidades há oportunidades de incorporação?

As vagas são para Recife, São Bento do Una, Garanhuns, Petrolina (PE); João Pessoa, Campina Grande (PB); Natal, Caicó (RN); e Maceió (AL).

Quais os requisitos para participar dos estágios em saúde?

É necessário estar matriculado no último semestre do curso ou ter concluído a graduação no primeiro período do ano, nas áreas de Medicina, Farmácia, Odontologia ou Medicina Veterinária.