Técnicas de Mobilização Articular

Técnicas de Mobilização Articular

Saiba mais sobre as Técnicas de Mobilização Articular

Mobilização Articular

Alívio da Dor Articular versus Rigidez Articular

Os dois principais problemas comuns são:

  • Dor nas articulações
  • Rigidez articular

Estes dois sintomas podem ocorrer isoladamente ou podem ocorrer simultaneamente, o que significa que você pode ter rigidez e dor articulares.

mobilização articular

Quanto o movimento comum é normal?

Para um movimento cheio e sem dor, suas articulações precisam se mover livremente em todas as direções para as quais foram projetadas. Se eles ficam trancados ou restritos em qualquer direção particular, você pode sofrer dor e / ou rigidez.

Felizmente, com a ajuda de um fisioterapeuta habilidoso que entende suas articulações, você pode recuperar rápida e facilmente a amplitude total das articulações e o movimento livre de dor. Para conseguir isso, seu fisioterapeuta irá avaliar qual das suas articulações são:

 

  • Dolorosas (mas movimenta normal)
  • rígidas
  • Dolorosa e rígida
  • Hipermóvel
  • Dolorosa e hipermóvel

O tratamento de mobilização articular varia dependendo da rigidez articular / hipermobilidade e da dor associada ao movimento da articulação. Seu fisioterapeuta especializado é o profissional de saúde ideal treinado para avaliar e tratar sua disfunção articular de forma eficaz.

Quais são técnicas de mobilização articular?

As técnicas de mobilização articular se concentram na obtenção de uma amplitude normal do movimento das articulações sem dor. Quase todas as restrições de movimento podem ser recuperadas por uma técnica articular específica realizada por um fisioterapeuta musculoesquelético experiente. E a boa notícia é … as técnicas de mobilização articular certamente melhoraram ao longo dos anos.


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Por que as articulações se estriam ou bloqueiam?

A rigidez articular ou uma articulação bloqueada podem ser associadas a lesões articulares, musculares, tendíneas e ligamentares. Além disso, as articulações podem bloquear e ficar presas em uma posição aberta ou fechada. Muito parecido com uma porta que não se abre nem se fecha completamente, ela corre em algo e torna-se rígida e / ou dolorosa.

Normalmente, um problema de alinhamento ou controle simples fez com que a articulação se movesse em uma direção estranha e não natural. Como resultado, o método de tratamento conjunto usado para corrigir as articulações trancadas variará de acordo com o diagnóstico do fisioterapeuta.

Após uma avaliação diligente, seu fisioterapeuta irá discutir com você quais técnicas seriam as mais eficazes, seguras e sem dor. Então, eles rapidamente começarão a corrigir seu problema.

Exemplos comuns de técnicas de mobilização articular e alívio da dor podem incluir:

  • Técnicas de Mobilização Articulares (por exemplo, Maitland, Mulligan, técnicas de Kaltenborn)
  • Exercícios de mobilidade (por exemplo, exercícios McKenzie)
  • Técnicas de Energia Mínima (técnicas de reposicionamento de articulação ativa baseadas em osteopáticos)
  • Manipulação Conjunta
  • Técnicas de Tração / Distracção

Confira esse vídeo sobre a Mobilização Articular 

 

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Pontuação de Beighton Ir para: navegação, pesquisa

Pontuação de Beighton

A pontuação de Beighton é uma ferramenta de triagem amplamente utilizada para identificar hipermobilidade articular generalizada. Trata-se de uma escala de nove pontos que avalia cinco manobras específicas, sendo quatro delas realizadas passivamente de forma bilateral e uma ativamente de forma unilateral. Originalmente desenvolvida para estudos epidemiológicos, a escala se destaca pela simplicidade e rapidez de aplicação, permitindo a avaliação de grandes grupos populacionais.

O que é a pontuação de Beighton?

A pontuação de Beighton é uma modificação do sistema de Carter e Wilkinson, proposto em 1964. A principal alteração foi a substituição da extensão passiva de todos os dedos pela extensão passiva apenas do dedo mínimo acima de 90°, com o antebraço apoiado sobre uma mesa. Essa adaptação tornou o teste menos severo e mais específico para rastrear frouxidão ligamentar.

O método avalia um conjunto limitado de articulações: polegares, dedos mínimos, cotovelos, joelhos e tronco. Cada manobra bilateral recebe um ponto por lado, e a flexão do tronco recebe um ponto único, totalizando um máximo de 9 pontos. A interpretação mais comum considera que escores de 0 a 3 são normais, enquanto valores de 4 a 9 indicam frouxidão ligamentar generalizada. Contudo, não há consenso universal sobre o ponto de corte ideal, com estudos utilizando limiares que variam de 3 a 6 pontos.

Componentes da escala de Beighton

A avaliação é composta pelos seguintes itens, pontuados para os lados esquerdo e direito:

  • Dorsiflexão passiva e hiperextensão da quinta articulação metacarpofalângica além de 90°.
  • Aposição passiva do polegar ao aspecto flexor do antebraço.
  • Hiperextensão passiva do cotovelo além de 10°.
  • Hiperextensão passiva do joelho além de 10°.
  • Flexão ativa do tronco com joelhos estendidos, de modo que as palmas das mãos toquem o chão.

Os quatro primeiros itens podem somar até 2 pontos cada (um por lado), enquanto o último item contribui com 0 ou 1 ponto. Uma pontuação máxima de 9 indica hiperlassidão, enquanto zero representa rigidez articular. É importante notar que o critério de flexão do tronco avalia também a flexibilidade dos isquiotibiais e proporções anatômicas, não apenas a frouxidão ligamentar.

Vantagens e limitações da pontuação de Beighton

A principal vantagem da escala é sua aplicabilidade rápida e simples, o que a torna útil em triagens populacionais. No entanto, ela apresenta desvantagens significativas. Por examinar apenas um pequeno número de articulações, pode deixar de identificar hipermobilidade em outras regiões corporais. Além disso, é um teste do tipo “tudo ou nada”, que não quantifica o grau de hipermobilidade, apenas indica sua distribuição generalizada.

Como alternativa, o critério Del Mar (Barcelona), com 10 pontos, oferece uma avaliação mais abrangente, incluindo ombro, quadril, patela, tornozelo, pé e dedos. Essa escala pode ser considerada quando se deseja uma visão mais completa da frouxidão articular.

Confiabilidade da escala

Estudos indicam que a pontuação de Beighton apresenta boa confiabilidade. Remvig et al. relataram altos valores de kappa, com concordância intraobservador de 0,75 e interobservador de 0,78. Boyle et al., investigando mulheres de 15 a 45 anos, encontraram confiabilidade intra e interexaminador de boa a excelente, com coeficientes de Spearman acima de 0,75 para escores categorizados.

No entanto, Clinch et al. (2011) observaram que a prevalência de hipermobilidade em crianças do Reino Unido é alta, sugerindo que o ponto de corte tradicional de 4 pontos pode ser muito baixo ou inadequado para populações pediátricas, cujo sistema musculoesquelético ainda está em desenvolvimento.

Validade da pontuação de Beighton

Smits-Engelsman et al. avaliaram a validade da escala em crianças de 6 a 12 anos, comparando-a com medidas goniométricas de 16 amplitudes de movimento. Concluíram que, quando utilizada com goniometria, a pontuação de Beighton é um instrumento válido para medir hipermobilidade generalizada nessa faixa etária. Para crianças brancas dessa idade, recomendaram um ponto de corte de 7/9.

Apesar disso, Bravo et al. (2006) consideraram o escore de Beighton insuficiente para o diagnóstico da síndrome de hipermobilidade articular, recomendando o uso de critérios mais abrangentes, como os de Brighton ou do Hospital del Mar, na avaliação de pacientes reumatológicos.

Aplicações clínicas e considerações

A pontuação de Beighton é frequentemente utilizada como parte da avaliação inicial em condições associadas à frouxidão ligamentar, como a síndrome de Ehlers-Danlos e a síndrome de hipermobilidade articular. Contudo, a presença de hipermobilidade não implica necessariamente em sintomas; muitos indivíduos hipermóveis são assintomáticos. Por outro lado, estudos mostram que crianças com hipermobilidade podem apresentar dor, redução da qualidade de vida e menor tolerância ao exercício, possivelmente devido ao descondicionamento.

Durante a aplicação da escala, o profissional deve instruir o paciente de forma clara, explicando cada manobra: “Vou dobrar seu dedo mínimo para trás”, “Vou dobrar seu polegar em direção ao antebraço”, “Vou dobrar seu cotovelo para trás”, “Vou dobrar seu joelho para trás” e “Você consegue colocar as mãos no chão com os joelhos estendidos?”.

Para fisioterapeutas que desejam aprofundar seus conhecimentos em avaliação e tratamento de disfunções musculoesqueléticas, o Conceito Maitland pode ser uma excelente oportunidade de formação complementar.

Conclusão

A pontuação de Beighton permanece como uma ferramenta de triagem útil e de fácil aplicação para hipermobilidade articular generalizada. Embora apresente limitações, especialmente por avaliar poucas articulações e não quantificar o grau de frouxidão, sua confiabilidade e validade são aceitáveis em diversos contextos. A escolha do ponto de corte deve considerar a população-alvo e os objetivos da avaliação, sendo recomendável complementar a avaliação com outros critérios quando houver suspeita de síndromes de hipermobilidade.

Perguntas frequentes

O que é a pontuação de Beighton?

É uma escala de nove pontos utilizada para triagem de hipermobilidade articular generalizada, avaliando cinco manobras específicas em polegares, dedos mínimos, cotovelos, joelhos e tronco.

Como é calculada a pontuação de Beighton?

Cada manobra bilateral recebe um ponto por lado (máximo 2 por item), e a flexão do tronco recebe um ponto único. A soma total varia de 0 a 9, sendo que escores de 4 ou mais geralmente indicam frouxidão ligamentar.

Quais são as limitações da escala de Beighton?

A escala avalia apenas um pequeno número de articulações, podendo não detectar hipermobilidade em outras regiões. Além disso, não quantifica o grau de hipermobilidade, apenas indica sua presença generalizada.

A pontuação de Beighton é confiável?

Sim, estudos mostram boa confiabilidade intra e interobservador, com valores de kappa acima de 0,75. No entanto, o ponto de corte pode variar conforme a população avaliada.

Qual o ponto de corte recomendado para crianças?

Para crianças de 6 a 12 anos, alguns estudos recomendam um ponto de corte de 7/9, pois a prevalência de hipermobilidade é maior nessa faixa etária.