Mulher tem queimadura de 3º grau em procedimento para perda de gordura

Mulher tem queimadura de 3º grau em procedimento para perda de gordura

Procedimento foi feito por esteticista em um salão de beleza em Cuiabá.
Paciente está há 6 meses fazendo tratamento para amenizar cicatriz.

Ela ficou com uma cicatriz na barriga e faz tratamento para amenizá-la (Foto: Reprodução/ TVCA)
Ela ficou com uma cicatriz na barriga e faz tratamento para amenizá-la (Foto: Reprodução/ TVCA)

Incomodada com a gordura localizada na barriga, Priscila Ribeiro, de 27 anos, resolveu fazer um tratamento chamado criolipólise, com a promessa de que 3% de gordura seria eliminada. Após a sessão, a cuidadora de idosos ficou com queimaduras de terceiro grau. A técnica usa um aparelho que “congela” as células de gordura e pode chegar a até -10º. Uma manta separa a pele do paciente do aparelho, que libera calor ao mesmo tempo.

Após se submeter ao procedimento, ela ficou com ferimentos na barriga (Foto: Reprodução/ TVCA)
Após se submeter ao procedimento, ela ficou com ferimento
na barriga (Foto: Reprodução/ TVCA)

O procedimento foi feito por uma esteticista em um salão de beleza e custou cerca de R$ 2 mil, o que, segundo ela, era mais barato que em clínicas onde o tratamento é feito com acompanhamento médico. Priscila conta que a manta foi colocada e a máquina ficou na barriga por aproximadamente 30 minutos.

Ela notou uma vermelhidão na pele, a qual considerou normal como em outras sessões, mas, mesmo após a massagem, sentiu a pele queimar como se ainda estivesse com o aparelho.

“Depois de uma hora, olhei e estava com uma bolha pequena. Depois de quatro horas, cheguei em casa e vi que a bolha tinha aumentado 90%. Percebi que tinha uma queimadura e quando fui para o hospital era uma queimadura de 3º grau”, lembra.

Em vez de eliminar a gordura localizada, Priscila teve um resultado que não esperava, mesmo procurando um local onde várias pessoas que ela conhecia já haviam feito o tratamento. Ela diz que se arrepende por não ter escolhido um local adequado, que tivesse o acompanhamento de um médico.
“Não pesquisei outras opções. Aconselho todas as pessoas que pretendem fazer esse procedimento a procurarem um médico que tenha qualificação. Que não procure ver preço e sim a qualidade, porque é uma marca que você pode ter para sempre, uma queimadura”, diz.

Tem seis meses que ela faz sessões com uma dermatologista para reduzir o efeito das manchas causadas pela queimadura. Mas a dermatologista, Elaine Kunze, explica que é um tratamento a longo prazo, que dura meses. “Entramos com um tratamento de recuperação, com regeneradores da pele, hidratação e uso do protetor solar. Depois fizemos clareamento e estamos na fase de realizar os peelings para um tratamento mais profundo na pele da Priscila”, afirma Kunze.

A recomendação da presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia de Mato Grosso (SBD/MT), Juliana Mendonça,  para os interessados em fazer sessões de criolipólise é de que procurem clínicas com a supervisão de um médico que esteja acostumado com a técnica e as complicações que pode ela pode causar.

“Isso para ser tratada o quanto antes se algo acontecer. O equipamento tem que ter registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ser usado de acordo com a técnica correta”, informa.

Ttécnica usa um aparelho que “congela” as células de gordura e pode chegar a até -10º (Foto: Reprodução/ TVCA)
técnica usa um aparelho que “congela” as células de gordura e pode chegar a até -10º (Foto: Reprodução/ TVCA)
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História e Benefícios do Pilates

História e Benefícios do Pilates

Pilates a História e Benefícios: Uma Abordagem Completa para o Bem-Estar

O Pilates, uma abordagem holística de exercícios físicos que visa fortalecer o corpo, melhorar a flexibilidade e a postura, além de promover o equilíbrio e a conexão entre corpo e mente, foi criado pelo alemão Joseph Pilates na década de 1920. A prática se tornou popular ao longo dos anos e continua a ganhar adeptos em todo o mundo devido aos inúmeros benefícios que oferece para a saúde e o bem-estar.

História do Pilates

Joseph Pilates nasceu em 1883, na Alemanha, e desde jovem foi uma criança frágil e doente. Determinado a superar suas limitações físicas, ele se envolveu em várias atividades físicas e estudou diferentes métodos de treinamento, incluindo ginástica, ioga, artes marciais e dança. Com base em seus estudos e experimentações, ele desenvolveu um sistema de exercícios que inicialmente chamou de “Contrologia”.

No início do século XX, Pilates se mudou para a Inglaterra, onde trabalhou como boxeador profissional e ensinou autodefesa para oficiais da Scotland Yard durante a Primeira Guerra Mundial. Enquanto estava na Inglaterra, ele e sua esposa abriram um estúdio de fitness e Pilates continuou a desenvolver e aprimorar seu método de exercícios.

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Em 1926, Joseph Pilates emigrou para os Estados Unidos e abriu seu primeiro estúdio de Pilates em Nova York, onde atraiu a atenção de bailarinos, atletas e celebridades que buscavam aprimorar o condicionamento físico e tratar lesões. Ao longo dos anos, o método se espalhou e se popularizou, tornando-se uma prática amplamente reconhecida em todo o mundo.

História e Benefícios do Pilates

Princípios do Pilates

O Pilates é baseado em seis princípios fundamentais que são aplicados em todas as suas formas e variações:

  1. Concentração: Os exercícios do Pilates requerem total concentração e atenção para garantir a execução correta e segura dos movimentos.
  2. Controle: A Contrologia, termo originalmente usado por Joseph Pilates, destaca o controle preciso dos movimentos para evitar ações bruscas ou descoordenadas.
  3. Centro: O Pilates enfatiza o fortalecimento do “Powerhouse” ou centro do corpo, que inclui os músculos abdominais profundos, os músculos da região lombar e os glúteos.
  4. Precisão: Cada exercício do Pilates é executado com precisão e alinhamento adequado para maximizar seus benefícios.
  5. Fluidez: Os movimentos do Pilates são projetados para fluir de maneira suave e contínua, promovendo a graciosidade e a elegância nos movimentos.
  6. Respiração: A respiração é fundamental no Pilates, ajudando a oxigenar os músculos e a mente, além de melhorar a coordenação e o controle dos exercícios.

Benefícios do Pilates

  1. Fortalecimento muscular: O Pilates trabalha todos os grupos musculares, focando especialmente no Powerhouse, resultando em um corpo mais forte e tonificado.
  2. Melhora da postura: O Pilates ajuda a alinhar a coluna vertebral e a fortalecer os músculos que sustentam a postura, o que pode reduzir dores nas costas e no pescoço.
  3. Aumento da flexibilidade: Os exercícios de alongamento do Pilates ajudam a melhorar a flexibilidade, aumentando a amplitude dos movimentos e prevenindo lesões.
  4. Equilíbrio e coordenação: A prática do Pilates aprimora o equilíbrio e a coordenação, o que é especialmente benéfico para atletas e idosos.
  5. Alívio do estresse: A concentração e a respiração no Pilates promovem o relaxamento, aliviando o estresse e a ansiedade.
  6. Prevenção e reabilitação de lesões: O Pilates é amplamente utilizado para prevenir e reabilitar lesões, especialmente em atletas e dançarinos.
  7. Melhoria da consciência corporal: O Pilates enfatiza a conexão mente-corpo, ajudando os praticantes a desenvolverem uma maior consciência de seus corpos e movimentos.
  8. Adaptação a diferentes níveis de condicionamento físico: O Pilates pode ser adaptado para atender diferentes níveis de condicionamento físico, tornando-o acessível a pessoas de todas as idades e habilidades.

Conclusão

O Pilates é muito mais do que um simples exercício físico; é uma abordagem completa para o bem-estar, que envolve mente, corpo e espírito. Sua história remonta ao século passado, mas suas vantagens são cada vez mais reconhecidas e utilizadas na era moderna. Com seus princípios fundamentais e benefícios abrangentes, o Pilates continua a ser uma prática popular e eficaz para melhorar a saúde, a força e a qualidade de vida de seus praticantes.

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Fisioterapia neurológica

Fisioterapia neurológica

Fisioterapia Neurológica | Tudo o que você precisa saber

 A fisioterapia neurológica também chamada de neurofuncional, é uma especialidade da fisioterapia que atua no tratamento e diminuição das sequelas causadas por danos no sistema nervoso. Ela tem o objetivo de restaurar funções como coordenação motora, força, equilíbrio e os movimentos.

A fisioterapia neurofuncional geralmente é procurada por adultos e idosos, mas ela também atende a crianças e adolescentes.

Os sintomas e as sequelas que são causados pelos danos nos sistema nervoso, dependem da região neurológica que foi atingida, comprometendo o desempenho das atividades diárias e a qualidade de vida do paciente. Por este motivo, é necessário consultar com um fisioterapeuta neurofuncional o quanto antes, para que os sintomas sejam tratados o quanto antes, para assim não agravar a situação.

O que faz um fisioterapeuta neurofuncional?

fisioterapeuta neurofuncional

Pacientes com disfunção neurológica podem ter alterações complexas do movimento ou função do corpo, comprometendo a força, equilíbrio e coordenação motora.

Para a reabilitação, o fisioterapeuta neurofuncional avalia as sequelas causadas ao paciente e prescreve o tratamento dispondo de muitos métodos e recursos.

Através da fisioterapia neurológica o paciente é estimulado a aprender e recuperar as funções perdidas ou se adaptar às suas novas funções.

O fisioterapeuta incentiva e motiva o paciente a reconhecer o seu potencial, que muitas vezes é esquecido pelo paciente.


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O principal objetivo do fisioterapeuta neurofuncional, é proporcionar ao paciente funcionalidade, independência e qualidade de vida, através das técnicas de tratamentos.

Casos que podem ser tratados com a fisioterapia neurológica

As técnicas da fisioterapia neurológica podem ser aplicadas em casos em que os pacientes possuem alterações ou paralisia dos movimentos de um ou mais membros do corpo, e podem ser aplicadas em todas as pessoas, crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Dentre todas as doenças que necessitam de intervenção da fisioterapia neurológica, as mais comuns são:

>> Paralisia Cerebral;

>> Paralisia Facial Periférica;

> AVE (Acidente Vascular Encefálico);

>> Síndrome de Down;

>> Síndrome de Möebius;

>> Síndrome de Guillain Barré;

>> Neuropatia Periférica;

>> Lúpus Eritematoso Sistêmico;

>> Mal de Parkinson;

>> Mal de Alzheimer;

>> Distonia Ataxia;

>> Mielomeningocele;

>> Distrofia Muscular de Duchenne;

>> Atraso do Desenvolvimento Neuropsicomotor;

>> Lesão Medular.

Para suavizar ou corrigir essas sequelas os tratamentos mais utilizados na fisioterapia neurofuncional são a eletroestimulação, terapia manuais e simuladores de movimento, que podem ser realizados em consultório ou no domicílio do paciente.

Diferença entre fisioterapia neurológica domiciliar ou em consultório


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Geralmente a fisioterapia neurológica é feita em consultório, por ser um ambiente preparado para tratar diversos tipos de lesões em vários casos de clientes, com equipamentos e acompanhamento de profissionais capacitados.

Mas também existe um estilo de fisioterapia domiciliar, que possui o objetivo de tratar ou restabelecer os movimentos do paciente no conforto e privacidade de sua casa.

Muitos pacientes se sentem melhor e mais preparados para iniciar o tratamento em sua própria casa e este pode ser um grande benefício para o resultado do tratamento, pois quando o paciente se sente à vontade para realizar os exercícios, ele possui grandes chances de acelerar o tempo para reabilitar os movimentos com a fisioterapia.

Os fisioterapeutas neurofuncional da são totalmente qualificados e capacitados para realizar o melhor tratamento, aplicando as técnicas necessárias para a melhor recuperação dos pacientes, podendo identificar possibilidades de mudança, reforço ou suavização do tratamento durante as sessões, dependendo da evolução e quadro individual de cada paciente.

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Bandagem elástica: descubra para que serve esse acessório

Bandagem elástica: descubra para que serve esse acessório

Bandagem elástica: descubra para que serve esse acessório:

A bandagem elástica é uma técnica simples que ajuda a aliviar a dor e auxilia no combate a lesões. Muito utilizadas por atletas, as bandagens vêm se popularizando desde os anos 70, e dispensam o uso de medicamentos, de acordo com a necessidade do usuário. É importante que seu uso precisa ser orientado por um profissional habilitado, pois, se aplicada de maneira errada, pode piorar o problema. As bandagens elásticas modificam mecânicas motoras básicas, então só o fisioterapeuta ou o ortopedista é que podem indicar a tensão da bandagem, a direção da aplicação e o tipo de corte apropriado para cada problema.

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Bandagem elástica: descubra para que serve esse acessório – Ações e benefícios:

Elevando sutilmente a pele, as bandagens funcionais aliviam a pressão exercida sobre receptores neurológicos e sensoriais. Na compressão da pele, músculos e articulações, as terminações nervosas são estimuladas e enviam sinais até o cérebro, cuja resposta neural ajuda a melhorar o problema e diminui a dor. As bandagens são indicadas para:

– Hematomas
– Inchaços e edemas, melhorando a circulação sanguínea e linfática
– Melhora lesões nas articulações, auxiliando no realinhamento e reposicionamento
– Dores musculares
– Melhoria da postura
– Problemas de coluna e hérnia de disco
– Facilita as contrações musculares, que auxiliam na repetição de movimentos, evitando contrações excessivas
– Fortalecimento de membros e articulações que precisam de maior suporte
– Melhoraram ou reduzem o intervalo da amplitude de movimentos, de acordo com as necessidades do indivíduo
– As bandagens elásticas também apresentam benefícios para tratamentos de estética facial. Elas aumentam o tônus da pele. E ajudam a drenar edemas e inchaços após cirurgias plásticas, colaborando no processo de cicatrização e recuperação.

Bandagem elástica: descubra para que serve esse acessório

Bandagem elástica: descubra para que serve esse acessório – Curiosidade:

As bandagens elásticas foram desenvolvidas no Japão por Kenso Kase, quiropraxista que idealizou a técnica levando em consideração as várias funções dos músculos, que incluem contração, controle da circulação sanguínea e manutenção da temperatura corporal, a partir de uma visão holística e integral do organismo humano. Foi em 1988, nas Olimpíadas de Seul, que a delegação esportista japonesa fez uso das bandagens oficialmente, divulgando a terapia para todo o mundo.

A cromoterapia também tem se mostrado uma aliada interessante no tratamento de lesões musculares e nas atividades esportivas. Há quem considere que a junção da terapia das cores com a técnica das bandagens pode potencializar resultados. Assim, cada cor de bandagem pode possuir uma propriedade terapêutica e uma vibração específica. Além de tons básicos como branco, bege e preto, é possível encontrar bandagens em vermelho, cuja cor tem relação com a força física e persistência; verde, que favorece o relaxamento e a concentração; e azul céu, que dá mais confiança e tranquilidade.

Modos de usar

As bandagens adesivas são confeccionadas com fibras de algodão, que não criam atrito com a pele e permitem a transpiração normal dos poros. As fitas para tratamento possuem colas antialérgicas feitas em acrílico, ou fechamento em velcro para ajustes, maior conforto e flexibilidade. No caso de tratamentos fisioterápico, é possível permanecer de três a cinco dias com a bandagem, sem ser necessário retirá-la para tomar o banho, podendo ser usada também em esportes aquáticos.

Bandagem elástica: descubra para que serve esse acessório – Contraindicações:

Evite aplicar bandagens elásticas sobre tecidos dérmicos frágeis ou em fase de cicatrização. Também não podem ser usadas sobre celulites ou áreas que possuam infecções ativas graves, localizadas tanto na superfície quanto interiores. Idosos e crianças podem usar tranquilamente, mas pacientes renais ou asmáticos, bem como gestantes precisam antes consultar um médico.

Fonte: Shopfisio

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Você conhece a Reeducação Postural Global (RPG) em fisioterapia?

Você conhece a Reeducação Postural Global (RPG) em fisioterapia?

O que você precisa saber sobre reabilitação postural global!

A Reabilitação Postural Global (RPG) é uma área de atuação da fisioterapia que leva em consideração o corpo como um todo . Seu objetivo é relaxar as fáscias (o envelope dos músculos), suavizar as cadeias musculares e reduzir a compressão nas articulações, permitindo que o corpo adote uma postura mais adequada.

Durante uma lesão, o corpo compensa para evitar ao máximo sentir dor. Ele pode manter essa posição defensiva mesmo depois que o problema desaparecer. É por isso que é possível desenvolver um sintoma que não está diretamente relacionado à lesão inicial. A reabilitação postural global visa voltar à causa do sintoma para fazê-lo desaparecer ou pelo menos reduzi-lo.

Como é uma sessão de RPG?

Durante o primeiro encontro, o fisioterapeuta pergunta sobre sua condição e avalia detalhadamente sua postura , assim como sua mobilidade e flexibilidade . Ele então o coloca em diferentes posições (em pé e sentado) para determinar qual cadeia muscular é a mais contraída e, portanto, qual precisa ser alongada. Muitas vezes, há várias correntes para soltar!

Durante as sessões, o fisioterapeuta começa liberando manualmente as fáscias. Em seguida, o O Fisioterapeuta que trabalha com a Reeducação Postural Global ( RPG) pede que você faça contrações isométricas (sem movimento) para relaxar os músculos mais rígidos. Ele então procede à tração suave para remover a compressão na articulação problemática, seja no nível da coluna ou em uma articulação periférica (por exemplo, ombro, joelho). Por fim, ele o coloca em uma posição que visa alongar a cadeia muscular em questão.

Ao longo das sessões, você respira de maneira adaptada à sua condição. O fisioterapeuta primeiro relaxa o diafragma (o principal músculo da respiração). A ênfase está na expiração em forma de suspiros, o que obviamente ajuda a relaxar o corpo… e a mente!

Em suma, a reabilitação postural global consiste no alongamento suave, gradual e prolongado das cadeias musculares em posições específicas, aliado à respiração adequada e ao trabalho manual do fisioterapeuta. Trata-se, portanto, de tratamentos personalizados.

O RPGista também lhe dá conselhos relevantes sobre sua postura nas diferentes esferas de sua vida e oferece exercícios de alongamento para suas retrações musculares.

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– Terapia Manual;

Artigo Completo sobre Tecnica de Maitland

 

Para quem é o RPG?

Quase todos podem se beneficiar dele, desde crianças de 6 anos até idosos. É particularmente indicado para jovens e adultos com escoliose e é um bom complemento para crianças e adolescentes que usam espartilho.

Você está procurando uma abordagem ativa que requer sua participação e envolvimento? Um método que diminui seus sintomas, lhe dá maior flexibilidade, melhor postura, respiração mais profunda e maior consciência corporal? Uma abordagem que aumenta sua qualidade de vida e ajuda a prevenir recorrências? RPG é para você!

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Dor da Geriatria Medida

A avaliação da dor em idosos é um desafio clínico importante, e a Geriatric Pain Measure (GPM) surge como uma ferramenta multidimensional desenvolvida para atender a essa necessidade. A GPM foi criada para ser de fácil aplicação e compreensão, permitindo uma avaliação abrangente da dor na população geriátrica.

Objetivo da Geriatric Pain Measure

A Geriatric Pain Measure foi desenvolvida com o propósito de realizar uma avaliação multidimensional da dor em idosos. Diferentemente de escalas unidimensionais que focam apenas na intensidade, a GPM aborda múltiplas dimensões da experiência dolorosa, sendo fácil de aplicar e entender, o que é essencial para a população idosa que pode apresentar dificuldades cognitivas ou sensoriais.

População-alvo da Geriatric Pain Measure

A dor crônica afeta uma parcela significativa da população idosa, com prevalência estimada entre 25% e 50% entre idosos que vivem na comunidade. A Sociedade Americana de Geriatria, em suas diretrizes práticas para dor crônica no idoso (atualizadas em 1998 e 2002), recomenda o uso de instrumentos multidimensionais para quantificar e abordar a dor nessa faixa etária. Além disso, destaca-se a importância da adaptação cultural dessas ferramentas para países com idiomas diferentes do inglês, garantindo sua validade e aplicabilidade em diversos contextos.

Método de uso da Geriatric Pain Measure

A GPM é um questionário composto por 24 itens, projetado para ser de fácil administração e com validade e confiabilidade significativas em idosos com múltiplos problemas médicos. Os itens abordam diferentes dimensões da dor, incluindo:

  • Intensidade da dor: itens 13, 17, 19, 20-23;
  • Desengajamento: itens 9-12, 15, 18, 24;
  • Dor durante a deambulação: itens 4-7;
  • Dor em atividades vigorosas: itens 1-3;
  • Dor durante outras atividades: itens 8, 13-16.

Esses itens englobam as dimensões sensório-discriminativa, motivacional-afetiva e cognitivo-avaliativa da dor, conforme descrito por Melzack e Katz. Essa estrutura permite uma compreensão mais completa do impacto da dor na vida do idoso, indo além da simples quantificação da intensidade.

Validade e confiabilidade da Geriatric Pain Measure

A GPM demonstrou validade concorrente quando comparada ao Questionário de Dor de McGill, um instrumento amplamente reconhecido na avaliação da dor. A confiabilidade teste-reteste também foi realizada, fornecendo suporte para a estabilidade da medida ao longo do tempo. Estudos apontam que a GPM é de fácil administração e possui validade e confiabilidade significativas em idosos com múltiplos problemas médicos, tornando-a uma opção viável para a prática clínica e pesquisa.

Aplicações clínicas da Geriatric Pain Measure

Na prática fisioterapêutica, a GPM pode ser utilizada como parte da avaliação inicial de idosos com queixas álgicas, auxiliando na identificação das dimensões da dor mais afetadas e no planejamento de intervenções personalizadas. Por exemplo, se o escore indicar alto desengajamento, o fisioterapeuta pode focar em estratégias que promovam a participação em atividades significativas. A aplicação periódica do questionário também permite monitorar a evolução do quadro e a eficácia do tratamento.

Além disso, a adaptação transcultural da GPM para o português, como mencionado na literatura, amplia seu uso em países lusófonos, garantindo que as particularidades linguísticas e culturais sejam respeitadas.

Considerações sobre o uso da Geriatric Pain Measure

Embora a GPM seja uma ferramenta valiosa, é importante que o profissional esteja atento às limitações inerentes a qualquer instrumento de autorrelato em idosos, como possíveis déficits cognitivos ou de comunicação. Nesses casos, a observação clínica e o relato de cuidadores podem complementar a avaliação. A escolha da GPM deve ser baseada nas necessidades específicas do paciente e nos objetivos da avaliação.

Conclusão

A Geriatric Pain Measure é um instrumento multidimensional que oferece uma avaliação abrangente da dor em idosos, contemplando intensidade, aspectos afetivos e impacto funcional. Sua facilidade de aplicação e propriedades psicométricas adequadas a tornam uma opção relevante para fisioterapeutas e outros profissionais de saúde que atuam com a população geriátrica. A utilização de ferramentas como a GPM contribui para uma abordagem mais humanizada e eficaz no manejo da dor crônica no envelhecimento.

Perguntas frequentes

O que é a Geriatric Pain Measure?

A Geriatric Pain Measure (GPM) é um questionário de 24 itens desenvolvido para avaliação multidimensional da dor em idosos, sendo de fácil aplicação e compreensão.

Quais dimensões da dor a GPM avalia?

A GPM avalia intensidade da dor, desengajamento, dor durante a deambulação, dor em atividades vigorosas e dor durante outras atividades, abrangendo aspectos sensoriais, afetivos e cognitivos.

A Geriatric Pain Measure é válida e confiável?

Sim, a GPM demonstrou validade concorrente com o Questionário de Dor de McGill e confiabilidade teste-reteste, sendo considerada válida e confiável para idosos com múltiplos problemas médicos.

Em quais populações a GPM pode ser aplicada?

A GPM é destinada à população idosa, especialmente aqueles que sofrem de dor crônica, com prevalência estimada entre 25% e 50% em idosos da comunidade.

Figura de 8 testes de caminhada Ir para: navegação, pesquisa

Figura de 8 testes de caminhada

O teste de caminhada em figura de 8 é uma ferramenta clínica utilizada para avaliar a habilidade de caminhada cotidiana em idosos com incapacidade de mobilidade. Diferente dos testes tradicionais que analisam apenas trajetos retos, este teste incorpora curvas, exigindo maior controle motor e funções executivas. O objetivo é mensurar a capacidade de deambulação em situações mais próximas da vida real, onde mudanças de direção são frequentes.

Objetivo do teste de caminhada em figura de 8

O principal objetivo do teste de caminhada em figura de 8 é medir a habilidade de caminhada diária de idosos com incapacidade de mobilidade. Ele avalia a marcha tanto em linha reta quanto em trajetos curvos, fornecendo informações sobre velocidade, número de passos e suavidade do movimento. Esses parâmetros ajudam o fisioterapeuta a identificar déficits específicos e planejar intervenções direcionadas.

População-alvo

O teste é destinado principalmente a idosos com incapacidade de mobilidade. Estudos também investigaram sua aplicação em indivíduos que sofreram acidente vascular cerebral (AVC), demonstrando sua utilidade na detecção de alterações na marcha nessa população. A versatilidade do teste permite seu uso em diferentes contextos clínicos, desde a atenção primária até a reabilitação especializada.

Método de aplicação

A aplicação do teste de caminhada em figura de 8 segue um protocolo padronizado. O participante é instruído a caminhar em um percurso no formato de um oito ao redor de dois cones. As medidas registradas incluem:

  • Velocidade: tempo total para completar o percurso.
  • Amplitude: número de passos dados.
  • Precisão ou suavidade: qualidade do movimento, observando hesitações ou desvios.

Esses três componentes oferecem uma visão abrangente da capacidade de locomoção funcional. O profissional deve garantir um ambiente seguro e fornecer instruções claras antes do início do teste.

Evidências científicas

Confiabilidade

Estudos com amostras pequenas investigaram a confiabilidade do teste. Um estudo piloto com 51 participantes relatou que a confiabilidade interavaliador para tempo e passos, assim como a confiabilidade teste-reteste para o tempo, foram aceitáveis para medidas clínicas, embora inferiores a outras medidas compostas de mobilidade. Em indivíduos com sequelas de AVC, os tempos do teste mostraram excelente confiabilidade intra-avaliador, interavaliador e teste-reteste.

Validade

O teste é válido para avaliar construtos de mobilidade como velocidade da marcha, anormalidades da marcha, função física em atividades de vida diária e controle e planejamento do movimento. Essa validade de construto reforça sua aplicação na prática clínica para uma avaliação mais completa do paciente.

Responsividade

O teste de caminhada em figura de 8 demonstrou capacidade de detectar diferenças na marcha entre idosos saudáveis e idosos que sofreram AVC. Além disso, foi utilizado para mostrar mudanças na velocidade da marcha e contagem de passos em um estudo com 40 idosos relativamente saudáveis, no contexto de exercícios para melhorar mudanças de direção e eficácia contra quedas.

Considerações adicionais

Pesquisas sugerem que caminhar em trajetos curvos exige funções executivas diferentes das requeridas em linha reta. Assim, o desempenho no teste pode fornecer informações valiosas sobre a habilidade de caminhada diária, complementando as medidas de trajeto reto. No entanto, os estudos atuais reconhecem o tamanho reduzido das amostras como uma limitação, sendo necessárias pesquisas com maior número de participantes para validar o teste em diferentes populações, como condições cardiorrespiratórias, ortopédicas ou neurológicas específicas, e estabelecer dados normativos para populações saudáveis.

Para aprofundar seus conhecimentos em avaliação e tratamento de disfunções musculoesqueléticas, considere explorar formações que integram raciocínio clínico e técnicas manuais. Curso de Reabilitação Vestibular

Conclusão

O teste de caminhada em figura de 8 é uma ferramenta simples, porém eficaz, para avaliar a mobilidade funcional em idosos e outras populações com comprometimento da marcha. Sua capacidade de capturar aspectos como velocidade, amplitude e suavidade em um percurso curvo o torna um complemento valioso às avaliações tradicionais. Apesar das limitações relacionadas ao tamanho das amostras nos estudos, as evidências atuais apoiam seu uso clínico, especialmente quando combinado com outras medidas de mobilidade.

Perguntas frequentes

Qual é o objetivo do teste de caminhada em figura de 8?

Medir a habilidade de caminhada cotidiana de idosos com incapacidade de mobilidade, avaliando a marcha em trajetos retos e curvos.

Quais parâmetros são registrados no teste?

Velocidade (tempo de conclusão), amplitude (número de passos) e precisão ou suavidade do movimento.

O teste é confiável para uso clínico?

Sim, estudos mostram confiabilidade aceitável para medidas clínicas, com excelente confiabilidade em indivíduos pós-AVC.

Em quais populações o teste pode ser aplicado?

Principalmente idosos com incapacidade de mobilidade e indivíduos que sofreram AVC, mas há potencial para outras condições.

Escala de equilíbrio de Berg Ir para: navegação, pesquisa

Escala de equilíbrio de Berg

A escala de equilíbrio de Berg é um instrumento clínico amplamente utilizado para avaliar objetivamente a capacidade de equilíbrio de um paciente durante a realização de tarefas funcionais específicas. Desenvolvida originalmente para a população idosa, a escala tornou-se uma referência na prática fisioterapêutica para identificar riscos de queda e monitorar a evolução do equilíbrio em diferentes condições de saúde.

Objetivo da escala de equilíbrio de Berg

O principal objetivo da escala de equilíbrio de Berg é determinar, de forma objetiva, a capacidade ou incapacidade de um paciente em manter o equilíbrio com segurança durante uma série de tarefas predeterminadas. A escala é composta por 14 itens, cada um pontuado em uma escala ordinal de cinco pontos, variando de 0 a 4, onde 0 indica o nível mais baixo de função e 4 o nível mais alto. A aplicação completa leva aproximadamente 20 minutos e não inclui a avaliação da marcha.

População-alvo

A escala de equilíbrio de Berg é indicada principalmente para a população idosa com comprometimento do equilíbrio e para pacientes com acidente vascular encefálico (AVE) agudo. Sua utilização permite ao fisioterapeuta quantificar o déficit de equilíbrio e planejar intervenções direcionadas.

Método de aplicação

Equipamentos necessários

  • Uma régua
  • Duas cadeiras padrão (uma com braços e outra sem)
  • Um banquinho ou degrau
  • Passagem de 15 pés (aproximadamente 4,5 metros)
  • Cronômetro ou relógio de pulso

A escala

A escala é composta pelos seguintes itens, cada um pontuado de 0 a 4:

  • Sentado para em pé
  • Permanecendo em pé sem suporte
  • Sentado sem apoio
  • Em pé para sentado
  • Transferências
  • Em pé com os olhos fechados
  • Em pé com os pés juntos
  • Alcançando para a frente com o braço estendido
  • Recuperando objeto do chão
  • Virando-se para olhar para trás
  • Girando 360 graus
  • Colocação alternada dos pés no degrau
  • Em pé com um pé à frente
  • Em pé sobre um pé

Instruções gerais para completar a escala

Durante a aplicação, o examinador deve documentar cada tarefa e fornecer instruções conforme descrito. Ao pontuar, registra-se a categoria de resposta mais baixa que se aplica a cada item. Na maioria dos itens, o participante é solicitado a manter uma determinada posição por um tempo específico. Progressivamente, mais pontos são deduzidos se os requisitos de tempo ou distância não forem atendidos, se o desempenho do sujeito merecer supervisão ou se o sujeito tocar um suporte externo ou receber assistência do examinador. O sujeito deve compreender que precisa manter o equilíbrio durante a tentativa das tarefas. As escolhas de qual perna ficar em pé ou a que distância alcançar são deixadas para o sujeito; um julgamento ruim influenciará negativamente o desempenho e a pontuação.

Interpretação dos resultados

Pontuações de corte para idosos foram relatadas da seguinte forma: uma pontuação de 56 indica equilíbrio funcional; uma pontuação inferior a 45 indica que os indivíduos podem estar em maior risco de queda. Mais recentemente, foi relatado que na população idosa é necessária uma mudança de 4 pontos para ter 95% de confiança de que uma verdadeira mudança ocorreu se um paciente pontuou entre 45 e 56 inicialmente, 5 pontos se pontuou entre 35 e 44, 7 pontos se pontuou entre 25 e 34 e 5 pontos se a pontuação inicial estiver entre 0 e 24 na Escala de Equilíbrio de Berg.

Evidências científicas

Confiabilidade

Estudos com várias populações de idosos (N=31-101, 60-90 anos de idade) mostraram alta confiabilidade intra e interavaliador (CCI=0,98), razão de variabilidade entre os sujeitos para o total de 0,96-1,0 e rs=0,8887. A confiabilidade teste-reteste em 22 pessoas com hemiparesia também é alta (ICC [2,1]=0,98).

Validade

A validade de conteúdo da escala foi estabelecida em um processo de desenvolvimento de três fases, envolvendo 32 profissionais de saúde especialistas em ambientes geriátricos. A validade relacionada ao critério tem sido apoiada por correlações moderadas a altas entre os escores da escala e outras medidas funcionais em uma variedade de idosos com deficiência.

Responsividade

O aumento da idade não foi correlacionado com a diminuição dos escores da escala. Estudos adicionais analisaram as propriedades psicométricas da escala em pacientes com AVC e em idosos residentes na comunidade, demonstrando sua capacidade de detectar mudanças clínicas significativas.

Limitações

Em clientes atáxicos, a escala pode não refletir problemas no desempenho das atividades de vida diária causados pelos efeitos da ataxia nas extremidades superiores, pois nenhum dos itens foi projetado para essa finalidade.

Para aprofundar seus conhecimentos sobre avaliação funcional e intervenções baseadas em evidências, considere explorar formações específicas como o Curso de Reabilitação Vestibular.

Conclusão

A escala de equilíbrio de Berg é uma ferramenta confiável e válida para a avaliação do equilíbrio em idosos e pacientes neurológicos. Sua aplicação sistemática permite identificar riscos de queda, monitorar a evolução clínica e orientar a tomada de decisão terapêutica. Apesar de algumas limitações em populações específicas, permanece como um instrumento essencial na prática fisioterapêutica.

Perguntas frequentes

Qual é o objetivo da escala de equilíbrio de Berg?

Determinar objetivamente a capacidade de um paciente de se equilibrar com segurança durante tarefas predeterminadas.

Quem pode ser avaliado com a escala de equilíbrio de Berg?

População idosa com comprometimento do equilíbrio e pacientes com AVE agudo.

Quais equipamentos são necessários para aplicar a escala?

Régua, duas cadeiras (uma com braços e outra sem), banquinho ou degrau, passagem de 15 pés e cronômetro.

Como interpretar a pontuação da escala de equilíbrio de Berg?

Pontuação de 56 indica equilíbrio funcional; abaixo de 45 indica maior risco de queda.

A escala de equilíbrio de Berg é confiável?

Sim, estudos mostram alta confiabilidade intra e interavaliador (CCI=0,98) em idosos.

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ADLs

As atividades de vida diária (AVDs) são tarefas essenciais de autocuidado que permitem a uma pessoa viver de forma independente. O termo foi introduzido por Sidney Katz na década de 1950 e, desde então, tornou-se uma referência para fisioterapeutas e outros profissionais de saúde avaliarem o estado funcional de indivíduos, especialmente após lesões, em pessoas com deficiências e na população idosa.

Dados de uma Pesquisa Nacional de Entrevistas de Saúde de 2016 nos EUA revelaram que 20,7% dos adultos com 85 anos ou mais, 7% daqueles entre 75 e 84 anos e 3,4% dos que têm entre 65 e 74 anos precisavam de ajuda com as AVDs. No total, 6,4% dos adultos acima de 65 anos necessitavam de auxílio para cuidados pessoais naquele ano. Esses números refletem uma tendência de aumento da demanda por cuidados, impulsionada pelo rápido crescimento da população idosa, especialmente entre os que têm 80 anos ou mais. Mais da metade dos indivíduos entre 85 e 89 anos (59%) requer cuidado por razões de saúde ou funcionamento, e a partir dos 90 anos apenas 24% não precisam de ajuda de terceiros. A demência é uma causa frequente dessa necessidade de suporte.

Classificação das atividades de vida diária

As AVDs são divididas em duas categorias principais: básicas e instrumentais. As AVDs básicas referem-se às tarefas fundamentais de autocuidado, enquanto as instrumentais envolvem habilidades cognitivas mais complexas e organizacionais.

AVDs básicas

  • Marcha: capacidade de se locomover dentro e fora de casa.
  • Alimentação: habilidade de levar o alimento do prato à boca.
  • Vestuário e aparência: selecionar roupas, vesti-las e cuidar da aparência pessoal.
  • Higiene: ir ao banheiro, usá-lo adequadamente e realizar a limpeza íntima.
  • Banho: lavar o rosto e o corpo no chuveiro ou banheira.
  • Transferência: mover-se de uma posição para outra, como da cama para a cadeira ou para a cadeira de rodas, e levantar-se para alcançar um andador ou outro dispositivo auxiliar.

AVDs instrumentais

  • Gestão financeira: pagar contas e administrar ativos.
  • Transporte: dirigir ou organizar meios de transporte alternativos.
  • Compras e preparo de refeições: adquirir alimentos, cozinhar e também comprar roupas e outros itens essenciais.
  • Limpeza e manutenção do lar: manter a cozinha limpa após as refeições, conservar os ambientes organizados e cuidar da casa.
  • Comunicação: gerenciar telefone e correspondências.
  • Administração de medicamentos: obter os remédios e tomá-los conforme prescrição.

O papel da fisioterapia nas AVDs

Os fisioterapeutas avaliam as AVDs e as AIVDs como parte da análise da funcionalidade do paciente idoso. Dificuldades nessas atividades geralmente indicam problemas de saúde física ou cognitiva, e identificar essas limitações auxilia no diagnóstico e no manejo de condições que afetam a vida diária.

A intervenção fisioterapêutica visa melhorar a capacidade de realizar AVDs por meio de exercícios terapêuticos, ganho de força e mobilidade articular. O aumento da velocidade da marcha, da força de preensão, a redução da dor e a melhora do equilíbrio são fatores que contribuem diretamente para a independência funcional. Os fisioterapeutas também orientam sobre o uso de dispositivos auxiliares, como andadores de quatro rodas e órteses, e podem encaminhar para programas de exercícios específicos, a exemplo do programa Otago.

Um estudo de 2016 sobre os efeitos da fisioterapia hospitalar no estado funcional de idosos demonstrou a alta efetividade do programa na redução do risco de quedas, melhora da capacidade física, aumento da força de preensão manual e melhora de parâmetros subjetivos como intensidade da dor, bem-estar e mobilidade autorreferida. Além disso, uma revisão sistemática de 2014 concluiu que o treinamento funcional pode ser mais eficaz do que o treinamento de força isolado para reduzir a incapacidade em idosos, sugerindo que programas de equilíbrio são uma boa estratégia para aprimorar as AVDs.

Para fisioterapeutas que desejam aprofundar seus conhecimentos na avaliação e tratamento de disfunções musculoesqueléticas que impactam as AVDs, o Pós-Graduação em Ortopedia e Traumatologia oferece uma formação abrangente e prática.

Medidas de resultado para AVDs

Existem diversas ferramentas para mensurar o desempenho nas atividades de vida diária. Elas podem ser específicas para AVDs ou medidas gerais de funcionalidade.

Instrumentos específicos para AVDs

  • Índice de Katz
  • Índice de Barthel
  • Escala de Lawton para AIVDs
  • Escala de Atividades Diárias de Vida Diária
  • Medida de Independência Funcional (FIM)

Medidas gerais

  • Teste Timed Up and Go (TUG)
  • Teste de caminhada de 10 metros
  • Força de preensão
  • Escala de equilíbrio de Berg
  • Teste de Romberg
  • BOOMER (Balance Outcome Measure for Elder Rehabilitation)

A escolha do instrumento depende dos objetivos da avaliação e do perfil do paciente. A combinação de medidas específicas e gerais permite uma visão ampla da funcionalidade e auxilia no planejamento terapêutico.

Compreender e intervir nas AVDs é essencial para promover a autonomia e a qualidade de vida dos pacientes, especialmente na população idosa. A fisioterapia desempenha um papel central nesse processo, utilizando estratégias baseadas em evidências para restaurar ou manter a independência funcional.

Perguntas frequentes

O que são atividades de vida diária (AVDs)?

São as tarefas diárias de autocuidado, como alimentar-se, vestir-se, tomar banho e locomover-se. O termo foi criado por Sidney Katz na década de 1950 e é usado para avaliar o estado funcional de uma pessoa.

Qual a diferença entre AVDs básicas e instrumentais?

As AVDs básicas envolvem tarefas fundamentais de autocuidado, como marcha, alimentação e higiene. Já as instrumentais requerem habilidades cognitivas mais complexas, como gerenciar finanças, preparar refeições e administrar medicamentos.

Como a fisioterapia pode ajudar nas AVDs?

Os fisioterapeutas avaliam as dificuldades nas AVDs e utilizam exercícios terapêuticos, treino de força, equilíbrio e orientações sobre dispositivos auxiliares para melhorar a independência funcional dos pacientes.

Quais são as principais medidas de resultado para AVDs?

Existem instrumentos específicos, como o Índice de Katz e o Índice de Barthel, e medidas gerais, como o Timed Up and Go (TUG) e a Escala de Equilíbrio de Berg.

Qual a prevalência de dificuldades com AVDs em idosos?

Dados de 2016 nos EUA mostram que 20,7% dos adultos com 85 anos ou mais precisavam de ajuda com AVDs. A necessidade de auxílio aumenta com a idade, especialmente a partir dos 80 anos.