Osso occipital

Osso occipital: anatomia, articulações e relevância clínica

Description

The Occipital bone is a trapezoidal-shaped bone forming the base of the skull. It is situated at the the lower and back part of the cranium. The large oval opening in the bone is called the foramen magnum through which the spinal cord exits the cranial vault.

Articulations

The occipital bone articulate with six bones:

  • Two temporal bones
  • Two parietal bones
  • Sphenoid bone
  • Atlas

Muscle attachments

Superior curved line: Occipito frontalis; Trapezius; Sternocleidomastoid

Space between the curved lines: Complexus; Splenius capitis; Obliquus superior

Inferior curved line and space between it and the foramen magnum: Rectus posticus major and minor

Transverse process: Rectus lateralis

Basilar process: Rectus antics major and minor; Superior constrictor of pharynx[1]

Clinical relevance

Basilar skull fracture

Resources

See also related research

Occipital neuralgia[2]

  1. ↑ Gray H, Anatomy, descriptive and surgical, 8th edition, Philadelphia, Collins, June, 1878
  2. ↑ Dougherty, C. Curr Pain Headache Rep (2014) 18: 411. https://doi-org.uplib.idm.oclc.org/10.1007/s11916-014-0411-x

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O osso occipital é um osso ímpar, localizado na região posterior e inferior do crânio, apresentando formato aproximadamente trapezoidal. Sua principal característica anatômica é o forame magno, uma grande abertura oval por onde passa a medula espinhal, conectando-se ao encéfalo. Essa estrutura é fundamental para a proteção das vias neurais e para a estabilidade da transição craniocervical.

Além das articulações com os ossos temporal, parietal, esfenoide e atlas, o occipital possui diversas linhas e processos que servem como pontos de fixação para músculos importantes, como o trapézio, o esternocleidomastóideo e os músculos suboccipitais. Essas inserções musculares são essenciais para os movimentos da cabeça e pescoço, bem como para a manutenção da postura.

Na prática clínica, o conhecimento detalhado do osso occipital é crucial para a avaliação de fraturas da base do crânio, que podem ocorrer em traumas de alta energia. Essas fraturas podem estar associadas a complicações como vazamento de líquido cefalorraquidiano, lesões de nervos cranianos e risco de infecções. Além disso, a neuralgia occipital, condição caracterizada por dor na região occipital, frequentemente está relacionada a disfunções musculares ou compressões nervosas nessa área, sendo um tema relevante para fisioterapeutas no manejo da dor cervical e cefaleias.

Fontes consultadas

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Osso navicular acessório

O osso navicular acessório é uma variação anatômica do pé que pode gerar dúvidas tanto em profissionais quanto em pacientes. Também conhecido como Prehallux, Os Tibiale Externum ou Navicular Secundum, trata-se de um osso que se desenvolve de forma anormal, causando um alargamento na região medial plantar do navicular. Essa condição está presente em aproximadamente 10% da população e, na maioria dos casos, é assintomática. No entanto, quando se torna sintomática, pode exigir intervenção fisioterapêutica.

Classificação do osso navicular acessório

A classificação de Geist divide o osso navicular acessório em três tipos, com base em suas características anatômicas e relação com o navicular:

  • Tipo I: é um osso sesamóide localizado no interior do tendão tibial posterior. Geralmente, há um pequeno espaço de aproximadamente 3 mm ou menos entre o sesamóide e o navicular. Este tipo raramente causa sintomas.
  • Tipo II: consiste em um osso acessório com até 1,2 cm de diâmetro, unido ao navicular por uma sincrondrose (tecido cartilaginoso). É o tipo mais frequentemente associado a sintomas dolorosos.
  • Tipo III: caracteriza-se pela fusão completa do acessório ao navicular, resultando em um navicular aumentado e com formato cornuato (semelhante a um chifre).

Anatomia clinicamente relevante

O navicular é um osso tarsal localizado na face medial do pé. Articula-se proximalmente com o tálus e distalmente com os três cuneiformes; em alguns indivíduos, também se articula lateralmente com o cuboide. O tendão do músculo tibial posterior se insere no navicular e desempenha funções essenciais: inversão do pé, auxílio na flexão plantar e, principalmente, suporte do arco longitudinal medial.

Quando há um osso navicular acessório, a inserção do tibial posterior pode ocorrer de forma anômala, mais proximal, o que reduz a alavancagem do tendão e aumenta o estresse mecânico sobre ele. Essa alteração biomecânica predispõe à tendinopatia do tibial posterior e pode contribuir para o desenvolvimento de pé plano (pes planus). Além disso, estudos indicam que o ângulo de inclinação do calcâneo é reduzido em pacientes com navicular acessório sintomático.

Epidemiologia e etiologia

O osso navicular acessório é a ossificação acessória mais comum no pé e tornozelo, com prevalência entre 4% e 14% na população geral. Aparece pela primeira vez na adolescência, com incidência de 4% a 21% em crianças. É mais frequente em mulheres e a apresentação bilateral ocorre em cerca de 70% dos casos (variação de 50% a 90%).

A maioria das pessoas desconhece a condição, pois ela não provoca sintomas. A síndrome navicular acessória – quadro doloroso – pode ser desencadeada por:

  • Trauma, como entorse de pé ou tornozelo;
  • Irritação crônica por atrito do calçado sobre a proeminência óssea;
  • Atividades de alto impacto ou uso excessivo.

Apresentação clínica

O quadro clínico típico envolve mulheres jovens (10 a 20 anos) com queixa de dor na região do médio-pé ou arco plantar, de início insidioso ou após trauma. Os sinais e sintomas incluem:

  • Dificuldade para encontrar calçados confortáveis;
  • Proeminência óssea visível e palpável na face medial do pé;
  • Dor à palpação sobre a proeminência;
  • Dor ao longo do tendão tibial posterior e redução da mobilidade do tendão de Aquiles em casos crônicos;
  • Presença frequente de pé plano;
  • Bursa inflamada na região.

Diagnóstico diferencial

Outras condições podem mimetizar os sintomas do navicular acessório, sendo importante diferenciá-las:

  • Fratura por estresse do navicular;
  • Tendinopatia do tibial posterior sem osso acessório;
  • Fratura da tuberosidade medial do navicular;
  • Tumor ósseo;
  • Doença de Kohler (necrose avascular do navicular em crianças).

Procedimentos diagnósticos

O diagnóstico é essencialmente clínico e radiográfico. As radiografias simples (AP, perfil e, em alguns casos, oblíqua) geralmente evidenciam o osso acessório. Devido à alta incidência bilateral, investigações comparativas são recomendadas. Na radiografia lateral com carga, deve-se avaliar o alinhamento entre tálus, navicular, cuneiforme e primeiro metatarsal; um “afundamento” nessa articulação sugere perda de integridade estrutural. Em casos raros, a ressonância magnética ou tomografia computadorizada pode ser solicitada para excluir tumor, fratura ou edema ósseo.

Exame físico

Pacientes com navicular acessório podem apresentar padrões complexos de dor, exigindo avaliação minuciosa. O exame deve incluir:

  • Diferenciação entre a proeminência do navicular e a cabeça do tálus, manobrando inversão e eversão da articulação subtalar enquanto se palpa a proeminência;
  • Avaliação da integridade do arco longitudinal medial, pois deformidades estruturais não são corrigidas apenas com cirurgia sobre o acessório;
  • Análise completa da marcha.

Tratamento conservador

O manejo inicial é sempre conservador e deve ser mantido por pelo menos 4 a 6 meses antes de considerar cirurgia. As opções incluem:

  • Fisioterapia: modalidades para alívio da dor, fortalecimento muscular e estabilização do pé. Curso de Estabilização Segmentar
  • Medicação: anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) orais, como ibuprofeno; em alguns casos, corticosteroides orais ou injetáveis podem ser usados em conjunto com imobilização.
  • Órteses: palmilhas bem acolchoadas para suporte do arco e redução da pressão direta sobre o navicular.
  • Modificação de atividades: limitar ou interromper exercícios extenuantes que exacerbem os sintomas.
  • Exercícios: fortalecimento dos músculos fibulares, tibial posterior, intrínsecos do pé e rotadores laterais da pelve; reeducação da marcha e treino de estabilidade.

Tratamento cirúrgico

Quando o tratamento conservador falha, a cirurgia pode ser indicada. Existem basicamente duas abordagens:

  • Excisão simples: remoção do osso acessório e da proeminência óssea, com incisão dorsal à proeminência. Alivia sintomas em cerca de 90% dos casos.
  • Excisão com reinserção do tendão tibial posterior: além da remoção da proeminência, o tendão é dividido e reinserido mais proximalmente na face medial do pé, para melhor suporte do arco longitudinal.

Após a cirurgia, o pé é imobilizado com gesso moldado ao arco por 4 semanas, mantendo o pé em posição plantígrada. A carga parcial é permitida por 8 semanas, progredindo para carga total. Após a retirada do gesso, um programa de fortalecimento e condicionamento é altamente recomendado. Em casos selecionados de navicular acessório Tipo II recalcitrante, a artrodese (fusão) com parafusos pode ser considerada, embora sua eficácia seja questionada.

Conclusão

O osso navicular acessório é uma variação anatômica comum, mas que pode se tornar fonte de dor e disfunção, especialmente nos tipos II e III. A fisioterapia desempenha papel central no tratamento conservador, com foco em analgesia, fortalecimento muscular e correção de alterações biomecânicas. O conhecimento da classificação e das implicações clínicas permite ao profissional traçar estratégias eficazes, reservando a cirurgia para casos refratários. A avaliação cuidadosa e o acompanhamento individualizado são fundamentais para o sucesso terapêutico.

Perguntas frequentes

O que é o osso navicular acessório?

É um osso extra no pé, localizado na região medial do navicular, que pode ser assintomático ou causar dor e alterações biomecânicas.

Quais são os tipos de osso navicular acessório?

A classificação de Geist divide em Tipo I (sesamóide no tendão tibial posterior), Tipo II (osso acessório com sincrondrose) e Tipo III (navicular cornuato por fusão).

Quais os sintomas do navicular acessório?

Dor no médio-pé, proeminência óssea, dificuldade com calçados, dor no tendão tibial posterior e, frequentemente, pé plano associado.

Como é feito o diagnóstico?

Principalmente por radiografias (AP, perfil e oblíqua). Em casos duvidosos, pode-se usar ressonância ou tomografia para excluir outras lesões.

Qual o tratamento fisioterapêutico para navicular acessório?

Inclui modalidades para dor, fortalecimento do tibial posterior e intrínsecos do pé, órteses para suporte do arco e reeducação da marcha.