Teste de Phalen

Teste de Phalen para Síndrome do Túnel do Carpo

Propósito do Teste de Phalen

Testar a síndrome do túnel do carpo

Anatomia clinicamente relevante

Nervo mediano

Formada pelas raízes espinais C6, C7, C8, T1.

  • C6 inerva -> antebraço lateral -> extensores do punho
  • C7 inerva -> dedo médio -> flexores do punho
  • C8 inerva -> lado medial do antebraço, dedo anular e pequenos dedos – flexores como
  • T1 inerva -> lado medial do braço
  • Inervação: pronador redondo, palmar longo, flexor radial do carpo, flexor superficial dos dedos, flexor profundo dos dedos (metade lateral), pronador quadrado, flexor curto do polegar, abdutor curto do polegar, oponência do polegar, flexor curto do polegar e lumbrica 1 e 2

Resumo

O teste do phalen é um teste provocativo usado no diagnóstico da síndrome do túnel do carpo. Isso ocorre quando o nervo mediano é comprimido ou espremido no pulso. [4C, 5F] A dor geralmente é pior à noite. Atividades diárias, como dirigir e digitar, podem aumentar os sintomas. [5F] As queixas mais comuns são;

  • dor e formigamento de mãos e dedos
  • dormência nos dedos (especificamente o polegar, dedo indicador e uma parte do dedo médio)
  • dor dentro ou perto do pulso. [9F]
  • dor que se estende no braço (menos frequente)
  • lesões de pele no território do nervo mediano são possíveis devido à compressão dos vasos sanguíneos no túnel do carpo [6C]

Teste de Phalen

 

Sobre o Teste de Phalen  

A paciente coloca os cotovelos flexionados em uma mesa, permitindo que seus pulsos caiam em flexão máxima. O paciente é solicitado a empurrar a superfície dorsal das mãos e manter essa posição por 30 a 60 segundos. Essa posição aumentará a pressão no túnel do carpo, comprimindo o nervo mediano entre o ligamento transverso do carpo e a borda anterior da extremidade distal do rádio.

Outra maneira de descrever o teste padrão de Phalen: o paciente deixa os cotovelos dobrados entre 0 ° -30 °. Então o terapeuta pede ao paciente para supinar seu antebraço. Depois disso, o terapeuta carrega uma flexão palmar máxima do punho e o segura por 60 segundos. Durante o teste, o paciente será solicitado a explicar a cada 15 segundos o que sente. [7C]

Teste de Phalen reverso. O paciente mantém uma posição de pulso total e extensão do dedo por dois minutos. A pressão no túnel do carpo aumenta após 10 segundos (em comparação com 20 a 30 segundos para o teste padrão de Phalen). Quanto mais tempo a posição é mantida, maior a pressão no punho e no túnel do carpo.

Em um estudo comparando as mudanças de pressão entre os testes de Phalen e Reverse Phalen, notou-se que a mudança de pressão média para o teste de Phalen foi de 4 mmHg em dois minutos versus 34 mmHg em um minuto e 42 mmHg em dois minutos para o teste de Phalen Reverso. 1C] O teste de Phalen Reverso pode, portanto, ser um teste clínico mais apropriado para realmente comprimir o túnel do carpo e provocar sintomas de STC.

Confira os outros teste ortopédicos

Teste de Hoover

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Teste de Finkelstein

Teste de Neer 

Teste positivo: Tanto o teste de Phalen quanto o teste de Reverse Phalen são considerados positivos quando os sintomas do paciente são reproduzidos, o teste dá os mesmos sintomas da síndrome do túnel do carpo, parestesia (enterramento, formigamento, dormência) na distribuição do nervo mediano.

Teste negativo: o paciente não sente dor ou qualquer outro sintoma, mesmo que o movimento seja mantido por três minutos ou mais. [2A]

Confiabilidade do Teste de Phalen

Confiabilidade: Um estudo mostrou que o padrão de confiabilidade intra-taxa é moderado e que a confiabilidade entre avaliadores parece ser boa. [10C] Em outro estudo, foram mensuradas a sensibilidade do teste de Phalen (0,64), especificidade (0,75), razão de verossimilhança positiva (2,54) e razão de verossimilhança negativa (0,49). 

Portanto, quando um teste positivo de Phalen está descobrindo, é mais provável que essas alterações estejam associadas a estudos de condução nervosa de acordo com a síndrome do túnel do carpo. [11C]

Sensibilidade: 51% -91%

Especificidade: 33% -88%

Devido às amplas variações de Sen e Sp na literatura, concluiu-se que a manobra de Phalen deve ser usada apenas de forma adjuvante no diagnóstico da síndrome do túnel do carpo.

Referências

  1. Ir para cima↑ Magee DJ. 2002, Avaliação Física Ortopédica, 4ª edição, Philadephia: Saunders
  2. ↑ Ir para:2,0 2,1 Urbano, FL. O sinal de Tinel e a manobra de Phalen: sinais físicos da síndrome do túnel do carpo. Médico de Hospitais 2000; Jul, 39-44. http://www.turner-white.com/pdf/hp_jul00_tinel.pdf (acedido a 20Dec2009)
  3. ↑ Ir para:3.0 3.1 3.2 Manobra de Wikipedia-Phalens. http://www.enwikipedia.org/wiki/Phalen’s_maneuver (acedido 20 de dez de 2009)
  4. Ir para cima↑ Fisioterapeutas. Teste de Phalen Síndrome do Túnel de Carpa. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=rQJNrkq7tIs

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Benediction Hand (também conhecido como Benediction Sign ou Preacher's Hand) Ir para: navegação, pesquisa

Benediction Hand (também conhecido como Benediction Sign ou Preacher's Hand)

O Sinal da Bênção, também conhecido como Benediction Hand ou Preacher’s Hand, é uma manifestação clínica decorrente de neuropatia periférica que afeta a musculatura da mão. Esse sinal é observado quando o paciente tenta cerrar o punho e os dedos anelar e mínimo se flexionam, mas o indicador e o médio não conseguem flexionar nas articulações metacarpofalângicas (MCP) ou interfalângicas (IF).

Descrição do Sinal da Bênção

O Sinal da Bênção é classicamente associado a lesões nervosas periféricas, mas há controvérsia sobre qual nervo está envolvido. A discussão gira em torno do nervo mediano e do nervo ulnar. Segundo Futterman, a posição tradicional de bênção seria com a mão aberta e os dedos estendidos, com o quarto e quinto dedos afastados do segundo e terceiro, semelhante ao gesto vulcano da série Star Trek. Esse autor sugere que Pedro, o primeiro papa, teria sofrido uma neuropatia ulnar que o impediu de realizar a bênção de mão aberta, levando à posição que se tornou norma.

Na presença de uma neuropatia ulnar, a função dos músculos interósseos e lumbricais dos dedos anelar e mínimo fica comprometida. Os interósseos são responsáveis pela abdução dos dedos a partir da linha média da mão, e os lumbricais flexionam as articulações MCP e estendem as IF. Com a lesão, o paciente não consegue abduzir esses dedos nem realizar a flexão MCP e extensão IF. O músculo extensor dos dedos, inervado pelo nervo radial, atua principalmente na MCP, não conseguindo compensar a perda da função lumbricial nas IF. Assim, ao tentar estender o quarto e quinto dedos, as MCP estendem, mas as IF permanecem flexionadas.

Por outro lado, muitos descrevem o Sinal da Bênção como resultado de lesão do nervo mediano, pois isso causaria incapacidade de flexionar as articulações MCP e IF do segundo e terceiro dedos ao tentar fechar a mão. Futterman argumenta que essa interpretação só faria sentido se o gesto de bênção fosse um punho, o que não é historicamente um sinal de bênção. Portanto, ele defende que a origem está na neuropatia ulnar e na incapacidade de abrir a mão.

Anatomia clinicamente relevante

Para compreender o Sinal da Bênção, é essencial conhecer a inervação da mão. O nervo ulnar supre os músculos interósseos, o terceiro e quarto lumbricais, e os músculos hipotenares. O nervo mediano inerva o primeiro e segundo lumbricais e os músculos tenares. O nervo radial é responsável pela extensão dos dedos via extensor dos dedos. A integridade desses nervos é fundamental para os movimentos finos da mão.

Apresentação clínica

O Sinal da Bênção se manifesta quando o paciente tenta cerrar o punho e os dedos indicador e médio permanecem estendidos, enquanto o anelar e mínimo flexionam. Isso indica comprometimento do nervo mediano. Já na tentativa de abrir a mão, se o anelar e mínimo mantêm as IF flexionadas, sugere lesão do nervo ulnar. A avaliação fisioterapêutica deve incluir testes de força muscular, sensibilidade e reflexos para diferenciar a origem da neuropatia.

O fisioterapeuta pode utilizar o Sinal da Bênção como parte do exame neurológico periférico, auxiliando no diagnóstico diferencial entre lesões do nervo mediano e ulnar. A identificação correta é crucial para o planejamento terapêutico, que pode envolver exercícios de fortalecimento, alongamento, estimulação elétrica e orientações posturais.

Objetivos da avaliação fisioterapêutica

A avaliação visa identificar o nervo comprometido, o grau de lesão e o impacto funcional. O profissional investiga a história clínica, realiza testes específicos como o sinal de Tinel no punho ou cotovelo, e avalia a capacidade de preensão e pinça. O objetivo é restaurar a função da mão e prevenir deformidades.

Aplicações gerais na prática clínica

O conhecimento do Sinal da Bênção é aplicado em contextos de reabilitação neurológica e ortopédica. Por exemplo, após traumas ou compressões nervosas, o fisioterapeuta pode monitorar a recuperação observando a evolução do sinal. Técnicas de terapia manual e exercícios terapêuticos são empregados para melhorar a mobilidade e força.

Para aprofundar o raciocínio clínico e as técnicas manuais aplicadas a disfunções neurológicas e musculoesqueléticas, o Pós-graduação em Fisioterapia Neurofuncional oferece uma formação abrangente que capacita o profissional a lidar com casos complexos como as neuropatias periféricas.

Conclusão

O Sinal da Bênção é um achado clínico valioso na identificação de neuropatias periféricas da mão. Embora haja controvérsia histórica, a compreensão da anatomia e da apresentação clínica permite ao fisioterapeuta diferenciar entre lesões do nervo mediano e ulnar. A avaliação detalhada e o tratamento adequado são essenciais para a recuperação funcional do paciente.

Perguntas frequentes

O que é o Sinal da Bênção?

É uma manifestação clínica de neuropatia periférica na mão, observada quando o paciente tenta cerrar o punho e os dedos indicador e médio não flexionam, enquanto o anelar e mínimo flexionam.

Qual nervo está envolvido no Sinal da Bênção?

Há controvérsia: alguns associam à lesão do nervo mediano, outros à neuropatia ulnar. A interpretação depende se o gesto considerado é fechar a mão (mediano) ou abri-la (ulnar).

Como diferenciar lesão do nervo mediano e ulnar no Sinal da Bênção?

Na lesão do mediano, ao tentar fechar a mão, os dedos indicador e médio não flexionam. Na lesão ulnar, ao tentar abrir a mão, o anelar e mínimo mantêm as interfalângicas flexionadas.

Qual a importância do Sinal da Bênção para o fisioterapeuta?

Auxilia no diagnóstico diferencial de neuropatias periféricas, orientando a avaliação e o plano de tratamento para restaurar a função da mão.