Neurogênese adulta Ir para: navegação, pesquisa

Neurogênese adulta: formação de novos neurônios no cérebro maduro

Perspectiva histórica

“Neurogênese adulta” refere-se à capacidade do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) de gerar novos neurônios na idade adulta chamados neurônios gerados por adultos [1] . Isto é tão diferenciado da “neurogênese” tipicamente usada para descrever os processos de geração neuronal que ocorrem durante o período pré-natal (embrionário e fetal), estendendo-se até os primeiros anos da vida pós-natal.

Nos anos de 1800 e na primeira metade do século 20, cientistas e estudiosos acreditavam que o desenvolvimento de novos neurônios ocorria apenas no início da vida e cessaria em algum momento durante o desenvolvimento, de modo que nenhum novo neurônio pudesse ser formado no cérebro ou na medula espinhal. após esta ‘idade crítica’ [2] . Alguns cientistas, na época, contestavam isso como fato, mas não tinham meios de refutar a noção amplamente aceita, a indisponibilidade de equipamentos avançados na época e técnicas de investigação científica e técnicas de trabalho menos avançadas significavam que essa noção ficaria incontestada por muito tempo.

Opiniões atuais / Principais evidências

Na década de 1960, alguns cientistas muito corajosos começaram a usar as técnicas mais avançadas da época para demonstrar que algumas figuras mitóticas poderiam ser identificadas no cérebro de aves adultas. Isso gerou muito interesse e uma mudança de foco foi feita para as espécies de mamíferos que eram consideradas espécies mais avançadas e mais próximas do ser humano. A neurogênese adulta foi descoberta em ordens progressivamente mais altas das espécies de mamíferos, desde os roedores (ratos e camundongos de laboratório) até os primatas, como chimpanzés e macacos. Em 1998, um cientista chamado Peter Ericksson e sua equipe foram os primeiros a demonstrar conclusivamente que os neurônios gerados por adultos também poderiam ser identificados no cérebro humano [3] . Duas áreas foram consistentemente identificadas em todas as espécies estudadas até hoje, que são a zona subgranular do hipocampo (o hipocampo é responsável pela memória espacial) e a zona subventricular dos ventrículos laterais (a área da qual os neurônios migram para formar os hemisférios cerebrais e córtex cerebral nos períodos embrionário e fetal) [4] .

Neurogênese adulta e doença neurológica

Imenso interesse tem sido gerado em torno desta área, agora que a neurogênese adulta é conhecida como um fato, o foco mudou para determinar os fatores que afetam a neurogênese adulta (aumento ou diminuição da taxa de ocorrência) e as funções desses neurônios gerados por adultos. Interstingly tem sido demonstrado que fatores como o exercício físico, vivendo em uma área ambientalmente enriquecida e tarefas mentalmente desafiadoras entre outras coisas melhoram a taxa de produção de novos neurônios no hipocampo adulto, bem como aumentam a longevidade desses neurônios recém-gerados [5]. ][6] . Na mesma linha, os cientistas conseguiram demonstrar que os animais de laboratório em que as taxas de neurogênese foram aumentadas por meios como o exercício físico tiveram melhor desempenho em tarefas como aprender uma nova habilidade ou navegação espacial em um ambiente novo (7). ] . A propósito, níveis elevados de neurogênese hipocampal adulta foram observados em adultos com insultos neurológicos e doenças como AVC (AVC), doença de Alzheimer , doença de Parkinson e demência, entre outros [8] . Essas doenças são caracterizadas pela morte e destruição de neurônios e os níveis elevados de neurogênese são supostamente o próprio modo do corpo de tentar substituir os neurônios que teriam sido perdidos.

Papel do fisioterapeuta

Considerando que o exercício físico e o enriquecimento ambiental melhorarão os níveis de neurogênese adulta, os fisioterapeutas podem aumentar as capacidades regenerativas do corpo trabalhando com pacientes com doenças neurológicas para promover atividades que aumentem a neurogênese do hipocampo.
Promover um estilo de vida saudável – comer saudável, evitar o uso de drogas. O uso de drogas como a metanfetamina diminui a taxa de neurogênese e diminui as funções cognitivas [9]

Desenvolva um regime de exercícios como parte do programa de tratamento para pacientes neurológicos. O youtube mostra por que a fisioterapia e a prescrição de exercícios têm um papel importante.

Promover um estilo de vida saudável e exercício regular entre todos os clientes seniores e todos os outros clientes também!

[10]

Recursos

Referências

  1. Cameron HA, Mckay RD. ↑ Cameron HA, Mckay RD. A neurogênese adulta produz um grande grupo de novas células granulares no giro dentado. Jornal de Neurologia Comparativa. 9 de julho de 2001; 435 (4): 406-17
  2. Gross CG. ↑ Gross CG. Neurogênese no cérebro adulto: morte de um dogma. Nature Reviews Neurociência. 2 de outubro de 2000; 1 (1): 67-73.
  3. Eriksson PS, Perfilieva E, Björk-Eriksson T, Alborn AM, Nordborg C, Peterson DA, Gage FH. ↑ Eriksson PS, Perfilieva E, Björk-Eriksson T, Alborn AM, Nordborg C, Peterson DA, Gage FH. Neurogênese no hipocampo humano adulto. Medicina natural. 1 de Novembro de 1998; 4 (11): 1313-7.
  4. Ming GL, Song H. Adult neurogenesis in the mammalian brain: significant answers and significant questions. ↑ Ming GL, Song H. Neutogênese adulta no cérebro de mamíferos: respostas significativas e questões significativas. Neurônio 26 de maio de 2011; 70 (4): 687-702.
  5. Van Praag H, Kempermann G, Gage FH. ↑ Van Praga H, Kempermann G, Gage FH. A corrida aumenta a proliferação celular e a neurogênese no giro denteado do rato adulto. Neurociência da natureza. 1 de março de 1999; 2 (3): 266-70.
  6. Fabel K, Fabel K, Tam B, Kaufer D, Baiker A, Simmons N, Kuo CJ, Palmer TD. ↑ Fabel K, Fabel K, Tam B, Kaufer D, Baiker A, Simmons N, Kuo CJ, Palmer TD. O VEGF é necessário para a neurogênese do hipocampo adulto induzida pelo exercício. Revista Européia de Neurociência. 1 de Novembro de 2003; 18 (10): 2803-12.
  7. Ehninger D, Kempermann G. Paradoxical effects of learning the Morris water maze on adult hippocampal neurogenesis in mice may be explained by a combination of stress and physical activity. ↑ Ehninger D, Kempermann G. efeitos paradoxais de aprendizagem do labirinto de água de Morris em neurogese do hipocampo adulto em murganhos pode ser explicada por uma combinação de stress e a actividade física. Genes, Cérebro e Comportamento. 2006, 1 de fevereiro; 5 (1): 29-39.
  8. Jin K, Peel AL, Mao XO, Xie L, Cottrell BA, Henshall DC, Greenberg DA. ↑ Jin K, Peel AL, Mao XO, Xie L. Cottrell BA, Henshall DC, Greenberg DA. Aumento da neurogênese do hipocampo na doença de Alzheimer. Anais da Academia Nacional de Ciências. 6 de janeiro de 2004 e 101 (1): 343-7.
  9. Van Praag H. Neurogenesis and exercise: past and future directions. Pra Van Praag H. Neurogênese e exercício: direções passadas e futuras. Medicina Neuromolecular. 1 de junho de 2008; 10 (2): 128-40.
  10. David Perlmutter MD. ↑ David Perlmutter MD. Neurogênese. Disponível em: <a rel="nofollow" class="external free" href="https://www.youtube.com/watch%3Fv%3Dh4NfYd4wq7o https://www.youtube.com/watch?v=h4NfYd4wq7o” pela vez em>

Conteúdos relacionados

Fontes consultadas

Cientistas investigam como um evento doloroso é processado no cérebro

Cientistas investigam como um evento doloroso é processado no cérebro

A dor é uma experiência complexa que vai muito além de uma simples sensação desagradável. Quando tocamos um objeto quente, por exemplo, nosso corpo reage rapidamente, retirando a mão antes mesmo de termos plena consciência do que aconteceu. Esse processo sempre foi visto como uma sequência: primeiro percebemos a dor, depois agimos. No entanto, uma pesquisa recente da Universidade Técnica de Munique (TUM) revelou que o processamento de um evento doloroso no cérebro é muito mais integrado do que se imaginava. A percepção da dor, a preparação para a ação e a resposta do sistema nervoso autônomo ocorrem de forma simultânea e independente, desafiando a visão tradicional de que esses componentes acontecem um após o outro.

Liderados por Markus Ploner, professor de Heisenberg para pesquisa em dor humana, os cientistas do Departamento de Neurologia do hospital universitário TUM Klinikum rechts der Isar investigaram detalhadamente como o cérebro processa um estímulo doloroso. Pela primeira vez, eles demonstraram que o cérebro gera pelo menos três respostas distintas a um estímulo doloroso, e que essas respostas são simultâneas e independentes entre si. Esses achados podem ter implicações fundamentais para a compreensão da dor e para o tratamento de pacientes com dor crônica.

Os três componentes da dor

A dor envolve pelo menos três fatores principais: a percepção da dor em si, uma ação motora (como retirar a mão de um fogão quente) e uma resposta do sistema nervoso autônomo, que fornece a energia necessária para realizar essa ação. O sistema nervoso autônomo controla funções vitais como frequência cardíaca, respiração, digestão e metabolismo, preparando o corpo para reagir rapidamente a situações de perigo.

Compreender esses componentes é essencial para profissionais da saúde, especialmente fisioterapeutas, que lidam diariamente com pacientes que sofrem de dor. A abordagem tradicional muitas vezes focava apenas na percepção da dor, mas agora sabemos que a preparação motora e a ativação autonômica são igualmente importantes e podem ocorrer de forma paralela.

Combinação de medidas comportamentais e EEG

Para investigar esse fenômeno, os pesquisadores aplicaram estímulos de dor curtos e de diferentes intensidades nas costas das mãos de voluntários saudáveis. A percepção da dor foi avaliada por meio de uma escala de classificação subjetiva. O componente de ação foi medido pelo tempo de reação que os participantes levavam para retirar os dedos em resposta ao estímulo. Já a resposta do sistema nervoso autônomo foi determinada pela medição da produção de suor na superfície interna da mão, um indicador clássico de ativação simpática.

Durante todo o experimento, a atividade cerebral foi registrada por eletroencefalografia (EEG), um método que fornece informações precisas sobre quando e como as células nervosas reagem aos estímulos dolorosos. Essa combinação de medidas permitiu aos cientistas correlacionar as respostas cerebrais com cada um dos três componentes da dor.

Os componentes da dor surgem independentemente um do outro

Ploner e sua equipe aplicaram um método estatístico conhecido como análise de mediação aos dados coletados. Embora essa técnica já seja bem estabelecida nas ciências sociais, esta foi a primeira vez que ela foi utilizada para analisar dados de EEG relacionados à dor. Com essa abordagem, os pesquisadores conseguiram identificar quais respostas cerebrais correspondem a cada componente da dor e, crucialmente, quando elas ocorrem.

Os resultados surpreenderam a equipe. “Pela primeira vez fomos capazes de ver que as respostas cerebrais aos componentes da dor não ocorreram uma após a outra, mas sim em parte ao mesmo tempo. Isso significa que a preparação para a ação e o fornecimento de energia não são totalmente dependentes da percepção da dor, mas, em vez disso, são em parte acionados independentemente um do outro”, explica Laura Tiemann, principal autora do estudo. Em outras palavras, o cérebro não espera a percepção consciente da dor para iniciar a retirada da mão ou ativar o sistema autonômico; esses processos podem ser disparados em paralelo.

Essa descoberta tem grande relevância para a fisioterapia, pois sugere que intervenções focadas apenas na modulação da percepção dolorosa podem ser insuficientes. É necessário considerar também os aspectos motores e autonômicos da dor. Por exemplo, em pacientes com dor crônica, pode haver uma dissociação entre esses componentes, levando a respostas desadaptativas. Compreender essa independência ajuda a explicar por que algumas pessoas continuam a apresentar comportamentos de evitação ou hiperatividade autonômica mesmo quando a percepção da dor é controlada.

Terapia abrangente para dor em pacientes com dor crônica

Embora esses achados possam parecer abstratos, eles têm implicações práticas significativas para pacientes que sofrem de dor crônica. Ploner recomenda que todos os três componentes da dor sejam considerados em uma terapia abrangente. “Para pacientes com dor crônica, é possível que não apenas a percepção da dor, mas também a preparação e realização de ações contra a dor e o fornecimento de energia para isso estejam alterados. Nossas descobertas são, portanto, um argumento biológico para abordagens holísticas de terapia da dor que levam em consideração diferentes componentes da dor. Essas abordagens incluem psicoterapia e terapia medicamentosa, bem como fisioterapia”, afirma Ploner.

Esse tipo de tratamento integrado, conhecido como Terapia da Dor Multimodal, já é oferecido no Centro Interdisciplinar de Medicina da Dor da TUM. Na prática fisioterapêutica, isso reforça a importância de combinar técnicas de terapia manual, exercícios terapêuticos e educação em dor para abordar não apenas a sensação dolorosa, mas também as respostas motoras e autonômicas. Curso de Dry Needling (Agulhamento a Seco)

A pesquisa da TUM abre novas perspectivas para o entendimento dos mecanismos cerebrais da dor e destaca a necessidade de uma avaliação mais completa do paciente com dor. Ao reconhecer que percepção, ação e ativação autonômica são processos paralelos e independentes, os profissionais podem desenvolver estratégias de tratamento mais eficazes e personalizadas.

Em resumo, o estudo demonstra que o cérebro processa um evento doloroso de forma integrada, mas com componentes que podem operar de maneira independente. Essa visão contemporânea da dor como um fenômeno multidimensional reforça a importância de abordagens terapêuticas que integrem diferentes disciplinas, incluindo a fisioterapia, para promover uma recuperação mais completa e duradoura.

Perguntas frequentes

Quais são os três componentes da dor identificados no estudo?

Os três componentes são a percepção da dor, a ação motora (como retirar a mão) e a resposta do sistema nervoso autônomo, que fornece energia para a ação.

Como o estudo mostrou que esses componentes são independentes?

Usando análise de mediação em dados de EEG, os pesquisadores observaram que as respostas cerebrais para cada componente ocorriam em parte ao mesmo tempo, e não sequencialmente.

Qual a importância dessa descoberta para o tratamento da dor crônica?

Ela sugere que terapias devem abordar todos os componentes da dor, não apenas a percepção, justificando abordagens holísticas como a Terapia da Dor Multimodal.

Que métodos foram usados para medir os componentes da dor?

A percepção foi medida por escala subjetiva, a ação pelo tempo de reação, a resposta autonômica pela produção de suor, e a atividade cerebral por EEG.