Uso da terapia por ondas de choque

Uso da terapia por ondas de choque

Uso da terapia por ondas de choque:

Uso da terapia por ondas de choque para o tratamento do linfedema associado ao câncer de mama: uma revisão sistemática

O linfedema associado ao câncer de mama é causa de prejuízo significativo da qualidade de vida deste grupo de pacientes e constitui complicação frequente das intervenções necessárias nesse tipo de câncer. Sabe-se que o tratamento utilizado no linfedema associado ao câncer de mama envolve a Terapia Física Complexa (TFC), cuja eficácia é limitada e não atua diretamente na patogênese dessa comorbidade. Conforme já demonstrado em alguns estudos, o uso da Terapia por Ondas de Choque (TOC) demonstra-se potencialmente benéfico para reduzir o linfedema pela indução de neoangiogênese e linfangiogênese. 

Objetivo: Avaliar o impacto da TOC no tratamento do linfedema associado ao câncer de mama comparado ao uso da TFC. 

Métodos: Foram utilizadas as seguintes bases de dados: PubMed/MedLine; BIREME; LILACS; The Cochrane Library e EMBASE, e através de busca manual de artigos. Adotou-se o método de pesquisa PICO e os descritoresMeshs ajustados conforme a respectiva base de dados. 

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Resultados: Foram encontrados um total de 262 artigos e selecionados por leitura do título ou resumo um total de 17 estudos. Seis foram excluídos por serem duplicatas, totalizando 11 artigos eleitos para verificação dos critérios de inclusão. Destes, nenhum artigo atendeu ao delineamento da metodologia proposta para esta revisão. Três deles se destacaram por se aproximarem mais da temática proposta e foram discutidos. 

Conclusão: É necessária a realização de estudos com qualidade metodológica adequada para avaliar o potencial benefício do uso da TOC, visando contribuir para a composição de um tratamento mais eficaz, seguro e que atue na patogênese da doença.

Uso da terapia por ondas de choque

Palavras-chave: Linfedema Relacionado a Câncer de Mama, Tratamento por Ondas de Choque Extracorpóreas, Drenagem Linfática Manual, Reabilitação

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Ventosaterapia: uma visão geral

Ventosaterapia: uma visão geral

Abstrato

A terapia de ventosa é uma antiga prática de medicina tradicional e complementar. Recentemente, há evidências crescentes de seus benefícios potenciais no tratamento de doenças relacionadas à dor. Este artigo fornece uma visão geral da prática da terapia de ventosa. Além disso, este artigo sugere uma nova classificação dos grupos de terapia de ventosa, uma nova classificação dos eventos adversos de terapia de ventosa e uma classificação atualizada dos tipos de terapia de ventosa.

Ventosaterapia: uma visão geral de uma perspectiva de medicina moderna

1 . Introdução e breve histórico da ventosaterapia

A terapia de ventosa é uma antiga técnica de cura [1] . A colocação é feita aplicando copos em pontos de pele selecionados e criando uma pressão subatmosférica, seja por calor ou por sucção [2] .

O papiro de Eber (1550 aC) do Egito Antigo é um dos textos médicos mais antigos a mencionar a terapia de ventosa. A terapia de cupping faz parte de numerosos sistemas de cura antigos, como o chinês, o Unani , a medicina tradicional coreana, tibetana e oriental [3]. O antigo médico grego Hipócrates compilou extensas descrições do aplicativo de escavação. Ele descreveu dois tipos diferentes de xícaras: uma com uma abertura estreita e uma alça longa e a outra com uma abertura mais larga. O primeiro tipo foi usado para tratar a acumulação profunda de fluidos, enquanto o segundo tipo foi usado para tratar a propagação da dor [4]. A terapia de ventosas foi um tratamento histórico popular nos países árabes e islâmicos. Foi recomendado por médicos árabes e islâmicos como Ibn Sina (980 a 1037 dC), Al-Zahrawi (936 a 1036 dC) e Abu Bakr Al-Razi (854–925 dC). Al-Zahrawi descreveu locais de escavação e ilustrou ferramentas de escavação com diagramas [5] . Ventosaterapia prática da terapia propagação para a Itália e, posteriormente, o resto da Europa entre a 14 ª e 17 ª séculos, durante o Renascimento. Cupping foi um tratamento muito popular de gota e artrite na Itália durante este período [6] .

2 . Mecanismos de ação e efeitos relatados da ventosaterapia

O mecanismo de ação da ventosaterapia não estava claro até agora [7] . Os principais mecanismos de ação propostos foram os efeitos da sucção da pressão subatmosférica, promovendo a circulação sanguínea periférica e melhorando a imunidade. [8] .

Fonte – Aboushanab TS, AlSanad S. Cupping Therapy: An Overview from a Modern Medicine Perspective. J Acupunct Meridian Stud. 2018 Jun;11(3):83-87. doi: 10.1016/j.jams.2018.02.001. Epub 2018 Feb 7. PMID: 29436369.

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Fundamentos da Fisioterapia dermato funcional: revisão de literatura

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RESUMO: A fisioterapia estética, recentemente renomeada como fisioterapia dermato-funcional, está cada vez mais em evidência. Afim de melhor definir essa área de atuação profissional, procedeu-se a uma revisão bibliográfica das patologias nas quais o fisioterapeuta pode atuar, como fibroedema gelóide (celulite), estrias, linfedema, no pré e pós-operatório de cirurgia plástica, queimaduras, cicatrizes hipertróficas e quelóides, flacidez, obesidade e lipodistrofia localizada. Apresentam-se também os recursos que podem ser utilizados para tratamento e prevenção dessas patologias, sendo muitos deles já de uso rotineiro na fisioterapia. Sendo esse campo recente, ainda há muito a ser explorado e novas pesquisas devem ser realizadas na busca de evidências científicas para o melhor embasamento dos recursos e técnicas disponíveis ao fisioterapeuta, possibilitando assim a articulação desse área com as demais da fisioterapia, como a ortopedia, respiratória, entre outras.

DESCRITORES: Celulite; Estética; Estrias; Fisioterapia/dermato-funcional; Revisão

Artigo Completo sobre Fisioterapia Dermato Funcional
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INTRODUÇÃO

A definição de fisioterapia dada pelo Coffito – Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional1–, obtida no site oficial do órgão em 2004, diz: “Fisioterapia é uma ciência que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano”.

Apesar do campo de atuação do fisioterapeuta abranger ortopedia, cardiologia, respiratória, pediatria e estética, dentre outras2, esta última área ainda é pouco reconhecida.

Recentemente a especialidade fisioterapia estética teve a denominação substituída por fisioterapia dermatofuncional, em uma tentativa de ampliar a área, conferindo-lhe a conotação de restauração de função, além da anteriormente sugerida, que era apenas de melhorar ou restaurar a aparência3.

No Guide to physical therapist practice, publicado pela Associação Norte-americana de Fisioterapia (APTA) em 20014, essa área é referida como responsável pela manutenção da integridade do sistema tegumentar como um todo, incluindo as alterações superficiais da pele.

Para a APTA4, a responsabilidade do fisioterapeuta está não somente em manter e promover a ótima função física, mas também o bem estar e a qualidade de vida.

O objetivo deste artigo é apresentar uma revisão de trabalhos sobre esse campo de atuação profissional, buscando melhor delimitação de conceitos e práticas. Para essa revisão foram pesquisadas as bases eletrônicas de dados Medline, Lilacs e Cochrane, com busca no período de 1983 a 2003.

Dentre os estudos encontrados – mediante os descritores fisioterapia, estética, celulite, estrias, linfedema, obesidade, quelóide, queimaduras e seus correspondentes em inglês – foram selecionados e consultados cerca de 60 documentos, além de três sites oficiais de fisioterapia1,2,5, consultados em 2004.

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ARTIGO DE REVISÃO

Toxina Botulínica do Tipo A: mecanismo de ação

Resumo

Neste trabalho de revisão, são abordados inicialmente aspectos históricos das pesquisas para a obtenção e utilização da toxina botulínica do tipo A (BoNT/A), inicialmente como arma biológica e depois como medicamento. Em seguida descreve-se detalhadamente a estrutura e síntese da BoNT/A, com ênfase às cadeias leve e pesada para na seqüência descrever-se o mecanismo de ação. O mecanismo de ação é explorado nos seus aspectos de relaxamento muscular sobre músculos estriados (inibição da liberação de acetilcolina) e ação sobre o reflexo de estiramento medula; ação antinociceptiva, através do bloqueio da liberação de peptídeos relacionados com a dor e sobre o sistema nervoso autônomo, atuando sobre glândulas (salivar, sudorípara e lacrimal) e sobre bexiga e próstata. Ainda discute-se os efeitos diretos e indiretos da BoNT/A sobre o Sistema Nervoso Central, os aspectos relacionados à antigenicidade quando utilização deste recurso terapêutico e as direções futuras para este recurso.

Palavras-chave: toxina botulínica tipo A, sistema nervoso central/efeitos de drogas, literatura de revisão como assunto

INTRODUÇÃO

As Neurotoxinas Botulínicas (NTB) são produzidas pela bactéria anaeróbia Clostridium botulinum e são consideradas as toxinas mais potentes conhecidas. Sua alta toxicidade aliada a mecanismos de ação extremamente específicos lhes confere características únicas de alta periculosidade, por um lado, associada á altíssima utilidade nas ciências médicas, por outro.1

O uso de toxinas biológicas, agentes infecciosos e venenos químicos para matar inimigos não é uma novidade. Durante séculos populações nativas de várias regiões utilizaram toxinas obtidas de plantas e venenos de anfíbios para aumentar a letalidade de suas armas.2 A utilização das NTB como armas biológicas começou a mais de 60 anos atrás pelos Japoneses, através do Biological Warfare Group – Unit 731, que conduziu experimentos em prisioneiros de guerra para determinar a letalidade da ingestão do Clostridium botulinum.2

Devido á sua extrema alta potência as NTB foram utilizadas, durante a II Guerra Mundial, por ambos os lados, ForçasAliadas e Forças do Eixo, no sentido de avaliar o seu potencial como arma biológica.3

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Os Estados Unidos foram os primeiros a produzir a Toxina Botulínica do Tipo A(BoNT/A) durante a II Guerra Mundial em resposta a suspeita da utilização desta arma biológica pelos alemães. Mais tarde os soviéticos produziram amplos estoques de BoNT/A como arma biológica. Irã, Iraque, Síria e Coréia do Norte também são suspeitos de estarem envolvidos neste tipo de produção. O Iraque admitiu oficialmente, em 1995, ter produzido 19.000 de litros de concentrado de toxina botulínica, o que seria suficiente para matar 3 vezes toda a população mundial. Acredita-se que 10.000 litros deste concentrado tenham sido transformados em armas biológicas e acondicionados para distribuição.2

Apesar das dificuldades associadas á dissociação da BoNT/A na forma de aerossol, um ataque desta natureza sobre a população civil poderia causar um grande número de casos fatais (estima-se 10% de morte em um raio de 500ms á partir do ponto de dispersão do produto). A dose letal da BoNT/A para humanos na forma inalada é de 0.7-0.9µg (ou 0.001 µg/kg). Ela é 15.000 vezes mais potente que o Agente Nervoso VX e 10.000 vezes mais tóxica que o Agente Nervoso Sarin, dois dos mais comuns agentes nervosos organofosforados.2 Um único grama de BoNT/A, apropriadamente distribuída, em condições ambientais ideais, é capaz de matar um milhão de pessoas.2

Não obstante o uso de armas biológicas terem sido formalmente encerrado com a assinatura da Convenção para Armas Biológicas em 1972, fatos recentes no Oriente Médio confirmam a utilização das NTB pelas forças militares do Iraque durante a Guerra do Golfo.4

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As NTB, quando não utilizadas na forma de armas biológicas ou de medicamentos, podem provocar quadros de botulismo em humanos tendo como etiologia a ingestão de alimentos contaminados, a infecção de feridas ou ainda colonização intestinal de recém-nascidos.1 O botulismo passou a ser um problema de saúde pública a partir do século 19 com o advento da conservação de alimentos, porém com as modernas práticas de preparação industrial de alimentos, o botulismo passou a ser uma ocorrência rara e por este motivo não há necessidade de vacinação da população geral.1 Já a população militar, devido ao seu risco intrínseco, é normalmente vacinada.
Após a contaminação, os sintomas de botulismo aparecem com 24-36horas, porém se a porta de entrada são feridas infectadas, estes sintomas podem demorar vários dias. O diagnóstico é baseado na observação clínica e na história natural da doença. Uma paralisia flácida, simétrica e descendente é característica, associada a boca seca, náuseas e diarréia. O botulismo é normalmente suspeitado quando aparecem sinais de disfunção de pares de nervos cranianos, que tipicamente se iniciam pelos olhos com visão borrada, diplopia, seguida de disartria, disfagia e falência respiratória pelo comprometimento do diafragma.2

A confirmação diagnóstica é realizada através de procedimentos laboratoriais que incluem a incubação de culturas anaeróbicas, testes de toxicidade do soro e exame eletroneuromiográfico. O diagnóstico diferencial deve ser feito com Síndrome de Guillain-Barré, polineuropatias inflamatórias agudas e intoxicação por magnésio. Feito o diagnóstico, o tratamento é realizado com soro anti-botulismo e a recuperação ocorre em torno de 2 semanas.2

Já o desenvolvimento das NBT como medicamentos iniciou-se em 1981 com a descrição da injeção de BoNT/A nos músculos dos olhos para o tratamento do estrabismo. Em 1989, após exaustivos testes laboratoriais e clínicos, o Food and Drug Administration (FDA) aprova o uso terapêutico de BOTOX, Allergan Inc., Irvine, Califórnia, USA, para o tratamento do estrabismo, blefaroespasmo e espasmo hemifacial. Em 2000 o FDA aprova BOTOX e a toxina B (MyoblocTM, Elan Pharmaceuticals Inc., Morristown, NJ, USA) para distonia e BOTOX Cosmetic para linhas faciais hipercinéticas.5

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