Descrição
O músculo coracobraquial é um dos três músculos que se originam do processo coracoide da escápula. Localiza-se na parte superomedial do úmero.
Origem
Ápice do processo coracoide, entre o peitoral menor e a cabeça curta do bíceps braquial.
Inserção
Seu tendão se fixa na impressão linear na face medial da diáfise do úmero, em seu terço médio.
Ações
Na articulação glenoumeral, o coracobraquial:
- Flexiona e aduz o úmero.
- Auxilia na rotação interna do braço.
Irrigação sanguínea
É irrigado por um ramo da artéria braquial.
Inervação
É inervado pelo nervo musculocutâneo, que o perfura.
Relevância clínica
O forame nutrício do úmero está localizado na região de inserção desse músculo.
Sintomas como dor no ombro e no braço, irradiando para a face posterior da mão, podem estar relacionados à calcificação ou enrijecimento do coracobraquial, decorrentes de uso excessivo ou carregamento de peso.
Pode ocorrer aprisionamento do nervo musculocutâneo. Os pacientes apresentam fraqueza dos flexores do cotovelo (bíceps braquial e braquial) e alteração de sensibilidade na face lateral do antebraço.
Avaliação
Palpação
O antebraço deve ser passivamente flexionado no cotovelo pelo terapeuta para excluir a participação do bíceps braquial e permitir a contração isolada do coracobraquial, pois este se encontra abaixo da cabeça curta do bíceps. Para confirmar, peça ao paciente para flexionar o cotovelo, o que evidenciará a contração do bíceps, mas não do coracobraquial. O polegar do terapeuta deve ser colocado na face superior e anteromedial do braço, alto e bem próximo à axila, entre o bíceps e o tríceps. Em seguida, mova o braço em direção ao corpo do paciente.
Teste de força
Isolar o coracobraquial no teste é difícil, pois não é um músculo primário e outros músculos podem participar. A posição inicial deve ser sentado ou deitado, com o braço fletido e rotacionado externamente na articulação do ombro, cotovelo em flexão total e antebraço supinado para os graus 5, 4 e 3. Para o grau 2, avalia-se em decúbito lateral, com o braço testado para cima, fletido e rotacionado externamente no ombro, cotovelo em flexão total e antebraço supinado.
A resistência deve ser aplicada pela mão do terapeuta no terço distal do úmero e no cotovelo, enquanto o paciente é instruído a fletir e rotacionar externamente o braço.
Fontes consultadas
Conteúdo educativo e informativo; não substitui a avaliação e o tratamento por um profissional de saúde qualificado.
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