Fisioterapia esportiva: benefícios para corredores além do alongamento

Fisioterapia esportiva: benefícios para corredores além do alongamento

Tratamento fisioterapêutico pode ser feito de diversas formas e ajuda na prevenção
de lesões, melhoria da performance, pisada e ainda no fortalecimento muscular

Esqueça aquela história de que a fisioterapia é só “choque” e alguns alongamentos. Essa área da saúde, quando voltada para o esporte, traz grandes benefícios para o atleta, como por exemplo o reequilíbrio muscular após uma lesão, a melhora da postura para prevenção de problemas futuros e a orientação quanto aos perigos do treinamento excessivo. E por atleta não entenda somente os quenianos de elite e os jogadores de futebol profissionais. Eu e você, que praticamos uma atividade física regular, mesmo que somente recreativa, também entramos nessa categoria de atletas que se beneficiam com o tratamento fisioterapêutico.

eu atleta corrida (Foto: Getty Images)
Corredores podem recorrer a fisioterapia para melhorar a prática do esporte (Foto: Getty Images)

O objetivo da fisioterapia esportiva é recuperar e prevenir lesões relacionada à prática do esporte. Para que você entenda melhor como ela pode ajudar um corredor vou contar com é o tratamento de uma das lesões mais frequentes na corrida, a dor anterior do joelho (ou síndrome fêmoro-patelar).

O primeiro passo é tratar a inflamação e a dor. Para isso a fisioterapia conta com recursos como o laser e o ultrassom. Após o controle da dor é hora de atacar a causa do problema, ou seja, entender o que gerou a lesão através de uma avaliação detalhada e reverter o processo. No nosso exemplo de dor anterior no joelho um dos achados mais frequentes na avaliação é um problema postural na corrida, o valgo dinâmico. A ação da fisioterapia nesse caso é melhorar a postura através de exercícios de coordenação, educativos de corrida e fortalecimento muscular.

eu atleta lesao (Foto: Getty Images)
Fisioterapia esportiva pode prevenir lesões (Foto: Getty Images)

Cada caso é um caso, e existe uma possibilidade enorme de tratamentos. Se a causa da lesão for fraqueza, a fisioterapia se vale do recurso de fortalecimento para tratar. Se o problema for flexibilidade, o alongamento e as massagens são utilizadas. Em casos de déficits de equilíbrio um trabalho de coordenação motora pode ser a solução. São vários recursos que são utilizados de forma e frequência variável para atingir o objetivo principal: resolver a dor do corredor e fazer com que ele volte para a atividade o mais rápido e da forma mais segura possível.

Além dos equipamentos e exercícios, a fisioterapia tem outra arma poderosa: a informação. Uma boa conversa com o corredor alertando-o sobre os limites corpo e o perigo de exagerar no treinamento é tão poderosa quanto uma aplicação de laser e uma sessão inteira de fortalecimento muscular.

A fisioterapia também pode ajudar os corredores na prevenção de lesões e na melhora da performance, com orientações em relação a postura, pisada e fortalecimentos musculares. Assim, não pense na fisioterapia como algo monótono e lento, que serve somente para quem fez uma cirurgia ou torceu o pé. O tratamento voltado especialmente para corredores é dinâmico e cheio de recursos para proporcionar a melhor prática de esporte possível.

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.

 

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Osgood-Schlatter

Doença de Osgood-Schlatter: causas, sintomas e tratamento

Doença de Osgood-Schlatter (dor no joelho)

A doença de Osgood-Schlatter é uma causa comum de dor no joelho em adolescentes em crescimento. É uma inflamação da área logo abaixo do joelho, onde o tendão da patela (tendão patelar) se liga à tíbia (tíbia).

A doença de Osgood-Schlatter ocorre mais freqüentemente durante surtos de crescimento, quando ossos, músculos, tendões e outras estruturas estão mudando rapidamente. Como a atividade física provoca estresse adicional nos ossos e músculos, as crianças que participam de atletismo – especialmente corridas e saltos esportivos – correm maior risco para essa condição. No entanto, adolescentes menos ativos também podem ter esse problema.

Na maioria dos casos da doença de Osgood-Schlatter, medidas simples como repouso, medicação sem prescrição médica e exercícios de alongamento e fortalecimento aliviam a dor e permitem o retorno às atividades diárias.

A doença de Osgood-Schlatter causa dor no tubérculo tibial - a protuberância óssea onde o tendão patelar se liga à tíbia (tíbia).

A doença de Osgood-Schlatter causa dor no tubérculo tibial – a protuberância óssea onde o tendão patelar se liga à tíbia (tíbia).

Descrição

Os ossos de crianças e adolescentes possuem uma área especial onde o osso está crescendo, chamado de placa de crescimento. Placas de crescimento são áreas de cartilagem localizadas perto das extremidades dos ossos. Quando uma criança está totalmente crescida, as placas de crescimento endurecem em osso sólido.

Algumas placas de crescimento servem como locais de fixação para os tendões, os tecidos fortes que conectam os músculos aos ossos. Um inchaço ósseo chamado tubérculo tibial cobre a placa de crescimento no final da tíbia. O grupo de músculos na frente da coxa (chamado de quadríceps) se liga ao tubérculo tibial.

Quando uma criança está ativa, os músculos do quadríceps puxam o tendão patelar, que por sua vez, puxa o tubérculo da tíbia. Em algumas crianças, esta tração repetitiva no tubérculo leva à inflamação da placa de crescimento. A proeminência, ou colisão, do tubérculo tibial pode se tornar muito pronunciada.

Os sintomas dolorosos são geralmente causados ​​por corridas, saltos e outras atividades relacionadas a esportes. Em alguns casos, ambos os joelhos têm sintomas, embora um joelho possa ser pior que o outro.

  • Dor no joelho e sensibilidade no tubérculo tibial
  • Inchaço no tubérculo tibial
  • Músculos tensos na frente ou atrás da coxa

Exame Médico

Durante a consulta, o seu médico irá discutir os sintomas e a saúde geral do seu filho. Ele fará um exame completo do joelho para determinar a causa da dor. Isso incluirá a aplicação de pressão no tubérculo tibial, que deve ser sensível ou doloroso para uma criança com doença de Osgood-Schlatter. Além disso, o médico também pode pedir ao seu filho para andar, correr, pular ou ajoelhar-se para ver se os movimentos causam sintomas dolorosos.

Seu médico também pode pedir uma imagem de raio X do joelho do seu filho para ajudar a confirmar o diagnóstico ou descartar qualquer outro problema.

Tuberculose da tíbia inflamada de Osgood-Schlatter

Na doença de Osgood-Schlatter, o tubérculo tibial aumentado e inflamado é quase sempre sensível quando a pressão é aplicada.

Tratamento da Doença de Osgood-Schlatter

Alongamento do quadríceps em pé.

Alongamento do quadríceps em pé.

O tratamento da doença de Osgood-Schlatter se concentra na redução da dor e do inchaço. Isso normalmente requer limitar a atividade do exercício até que seu filho possa desfrutar de atividade sem desconforto ou dor significativa depois. Em alguns casos, o descanso da atividade é necessário por vários meses, seguido por um programa de condicionamento de força. No entanto, se o seu filho não tiver muita dor ou coxear, a participação nos esportes pode ser segura para continuar.

O seu médico pode recomendar métodos de tratamento adicionais, incluindo:

  • Exercícios de alongamento. Alongamentos para a frente e para trás da coxa (músculos do quadríceps e isquiotibiais) podem ajudar a aliviar a dor e prevenir o retorno da doença.
  • Medicação anti-inflamatória não-esteróide. Drogas como o ibuprofeno e naproxeno reduzem a dor e o inchaço.

Resultado

A maioria dos sintomas desaparecerá completamente quando a criança completar o surto de crescimento da adolescência, por volta dos 14 anos para as meninas e 16 anos para os meninos. Por esse motivo, a cirurgia raramente é recomendada. No entanto, a proeminência do tubérculo persistirá.

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O que é a Fisioterapia – Descrição da fisioterapia

O que é a Fisioterapia – Descrição da fisioterapia

Descrição da fisioterapia

A Confederação Mundial de Fisioterapia (WCPT) defende que a profissão de fisioterapia é responsável por articular o âmbito da prática e definir os papéis dos fisioterapeutas. As associações nacionais de fisioterapia são responsáveis ​​por definir os papéis da fisioterapia e dos fisioterapeutas relevantes para as necessidades de prestação de serviços de saúde da sua nação, assegurando-se de que são consistentes com as diretrizes internacionais aceitas estabelecidas pela WCPT. As associações nacionais de fisioterapia têm a responsabilidade de procurar apoio à legislação / regulamentação / reconhecimento que defina o caráter distintivo e autônomo da prática da fisioterapia, incluindo o campo de atuação da profissão. 1, 2

O âmbito da prática de fisioterapia é dinâmico e responde às necessidades de saúde do paciente / cliente e da sociedade. Com o desenvolvimento de conhecimentos e avanços tecnológicos, é necessária uma revisão periódica para garantir que o escopo da prática reflita a base de evidências mais recente e continue a ser consistente com as necessidades de saúde atuais. A pesquisa fornece continuamente novas provas sobre quais práticas serão construídas. Em parte alguma isso é mais aparente do que na compreensão do movimento humano, que é central para as habilidades e conhecimentos do fisioterapeuta.

O que é fisioterapia?

Fisioterapia é serviços prestados por fisioterapeutas a indivíduos e populações para desenvolver, manter e restaurar o máximo movimento e capacidade funcional ao longo da vida útil. O serviço é prestado em circunstâncias em que o movimento e a função são ameaçados pelo envelhecimento, lesões, dor, doenças, distúrbios, condições ou fatores ambientais e com a compreensão de que o movimento funcional é central para o que significa ser saudável.

A fisioterapia envolve a interação entre o fisioterapeuta, pacientes / clientes, outros profissionais de saúde, famílias, cuidadores e comunidades em um processo onde o potencial de movimento é examinado / avaliado e as metas são acordadas, usando conhecimentos e habilidades exclusivas aos fisioterapeutas 1). Os terapeutas físicos estão preocupados em identificar e maximizar a qualidade de vida e o potencial de movimento nas esferas de promoção, prevenção, tratamento / intervenção, habilitação e reabilitação. Essas esferas abrangem o bem-estar físico, psicológico, emocional e social.

Os fisioterapeutas são qualificados e profissionalmente exigidos para:

  • Realizar um exame / avaliação abrangente do paciente / cliente ou das necessidades de um grupo de clientes
  • Avaliar os resultados do exame / avaliação para fazer julgamentos clínicos sobre pacientes / clientes
  • Formular um diagnóstico, prognóstico e plano
  • Fornecer consultoria dentro da sua perícia e determinar quando pacientes / clientes precisam ser encaminhados para outro profissional
  • Implementar um programa de intervenção / tratamento de fisioterapeuta
  • Determinar os resultados de quaisquer intervenções / tratamentos
  • Fazer recomendações para auto-gestão

O vasto conhecimento do corpo físico e suas necessidades e potencial de movimento é fundamental para a determinação de estratégias de diagnóstico e intervenção. Os ambientes de prática variam de acordo com se a fisioterapia está relacionada à promoção da saúde, prevenção, tratamento / intervenção, habilitação ou reabilitação.

O âmbito da prática do fisioterapeuta não se limita ao atendimento direto do paciente / cliente, mas também inclui:

  • Estratégias de saúde pública
  • Para os pacientes / clientes e para a saúde
  • Supervisionar e delegar a outros
  • Gestão
  • Ensino
  • Pesquisa
  • Desenvolvimento e implementação da política de saúde nos níveis local, nacional e internacional

Os fisioterapeutas são guiados por seu próprio código de princípios éticos. Assim, podem ter qualquer um dos seguintes propósitos:

  • Promover a saúde e o bem-estar dos indivíduos e do público em geral / sociedade, enfatizando a importância da atividade física e do exercício
  • Limitações de atividade, restrições participativas e incapacidades em indivíduos em risco de comportamentos alterados de movimento devido a fatores de saúde, estressores sócio-econômicos, fatores ambientais e fatores de estilo de vida
  • Proporcionando intervenções / tratamento para restaurar a integridade dos sistemas corporais essenciais ao movimento, maximizar a função e recuperação, minimizar a incapacidade e melhorar a qualidade de vida, a vida independente e trabalhabilidade em indivíduos e grupos de indivíduos com comportamentos alterados de movimento resultantes de deficiências, Restrições participativas e deficiências
  • Modificando o acesso ao ambiente, ao domicílio e ao trabalho e barreiras para garantir a plena participação nos papéis sociais normais e esperados

A educação e a prática clínica dos fisioterapeutas variam de acordo com os contextos sociais, econômicos, culturais e políticos nos quais eles praticam. No entanto, é uma profissão única, e a primeira qualificação profissional, obtida em qualquer país, representa a conclusão de um currículo que qualifica o fisioterapeuta para usar o título profissional e para a prática como um profissional independente. 6-8

Onde é praticada a fisioterapia?

A fisioterapia é uma parte essencial dos sistemas de prestação de serviços de saúde e comunidade / bem-estar. Os fisioterapeutas praticam independentemente de outros prestadores de serviços de saúde e também em colaboração com programas interdisciplinares de reabilitação / habilitação que visam prevenir distúrbios do movimento ou manter / restaurar a função ideal e a qualidade de vida em indivíduos com distúrbios do movimento. Fisioterapeutas prática em uma ampla variedade de configurações.

O que caracteriza a fisioterapia?

As seguintes suposições estão embutidas nesta descrição e refletem as preocupações centrais da fisioterapia.

  • O movimento é um elemento essencial da saúde e do bem-estar e depende da função integrada e coordenada do corpo humano em vários níveis. O movimento é proposital e é afetado por fatores internos e externos. A fisioterapia está voltada para as necessidades e potencialidades do movimento de indivíduos e populações.
  • Os indivíduos têm a capacidade de mudar como resultado de suas respostas aos fatores físicos, psicológicos, sociais e ambientais. Corpo, mente e espírito contribuem para as opiniões dos indivíduos sobre si mesmos e capacitá-los a desenvolver uma consciência de suas próprias necessidades de movimento e metas. Os princípios éticos exigem que o fisioterapeuta reconheça a autonomia do paciente / cliente ou responsável legal na busca de seus serviços. 3, 4
  • Fisioterapeutas podem direcionar suas intervenções para populações específicas. Populações podem ser nações, estados e territórios, regiões, grupos minoritários ou outros grupos específicos (por exemplo, programas de triagem para escoliose entre crianças em idade escolar e programas de prevenção de quedas para o envelhecimento).
  • Uma parte integral da terapia física é a interação entre o fisioterapeuta eo paciente / cliente / família ou cuidador para desenvolver uma compreensão mútua de suas necessidades. Este tipo de interação é necessária para mudar positivamente a consciência do corpo e os comportamentos de movimento que podem promover a saúde e o bem-estar. Os membros das equipes interdisciplinares também precisam interagir uns com os outros e com os pacientes / clientes / famílias e cuidadores para determinar as necessidades e formular metas para a intervenção fisioterapêutica / tratamento. Os fisioterapeutas também interagem com as estruturas de administração e governança para informar, desenvolver e / ou implementar políticas e estratégias de saúde adequadas.
  • Os fisioterapeutas são profissionais autônomos preparados através da educação profissional de fisioterapia de nível inicial. 6Os fisioterapeutas exercem seu julgamento profissional para alcançar um diagnóstico que direcionará suas intervenções / tratamento fisioterapêutico, habilitação e reabilitação de pacientes / clientes / populações.
  • O diagnóstico em fisioterapia é o resultado de um processo de raciocínio clínico que resulta na identificação de deficiências existentes ou potenciais, limitações de atividade, restrições de participação, influências ambientais ou habilidades / incapacidades. O objetivo do diagnóstico é orientar os fisioterapeutas na determinação do prognóstico e estratégias de intervenção / tratamento mais adequadas para pacientes / clientes e compartilhar informações com eles. Na realização do processo de diagnóstico, os fisioterapeutas podem precisar obter informações adicionais de outros profissionais. Se o processo de diagnóstico revelar achados que não estão dentro do escopo do conhecimento, experiência ou especialização do fisioterapeuta, o fisioterapeuta encaminhará o paciente / cliente a outro profissional apropriado.

Princípios que suportam a descrição da fisioterapia

A WCPT desenvolveu esta descrição internacional da fisioterapia com base nos seguintes princípios, que encoraja suas organizações membros a usarem para definir a prática de fisioterapia nacional.

WCPT defende que uma descrição deve:

Respeitar e reconhecer a história e as raízes da profissão

Basear-se na realidade da prática contemporânea e no corpo de pesquisa existente e crescente

Permitir a variação de: culturas, valores e crenças; Necessidades de saúde das pessoas e das sociedades; E a estrutura dos sistemas de saúde em todo o mundo

Utilizar terminologia que seja amplamente compreendida e adequadamente definida

Reconhecer modelos e definições aceites internacionalmente (por exemplo, definição da Organização Mundial de Saúde, saúde, Classificação Internacional da Função da Organização Mundial da Saúde) 9, 10

Prever o crescimento e o desenvolvimento contínuo da profissão e a identificação da contribuição única da fisioterapia

Reconhecem a importância das ciências do movimento dentro dos currículos de fisioterapia em todos os níveis

Enfatizar a necessidade de que a prática seja baseada em evidências sempre que possível

Apreciar a interdependência da prática, da pesquisa e da educação dentro da profissão

Reconhecer a necessidade de rever continuamente a descrição à medida que a profissão muda em resposta às necessidades de saúde da sociedade e ao desenvolvimento do conhecimento em fisioterapia

Antecipar que o trabalho decorrerá desta descrição, uma vez que é utilizado para auxiliar no desenvolvimento de currículos e na identificação de áreas de pesquisa

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Dores Lombares: Causas e Fatores de Risco

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As dores lombares, também conhecidas como lombalgia, são um problema de saúde comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Essa condição pode variar em intensidade e duração, desde desconfortos leves até dores agudas e persistentes que limitam significativamente a qualidade de vida. Entender as causas e fatores de risco associados às dores lombares é essencial para a prevenção, tratamento e manejo adequado dessa condição.

Dor Lombar

  1. Má postura: A postura inadequada durante as atividades diárias, seja no trabalho, em casa ou durante a prática de exercícios físicos, é uma das principais causas de dores lombares. Permanecer sentado por longos períodos com má postura, curvar-se de forma incorreta ao levantar objetos pesados e dormir em posições inadequadas podem sobrecarregar a região lombar e causar desconforto.
  2. Sedentarismo e falta de exercícios: A falta de atividade física e o enfraquecimento dos músculos das costas e do abdômen podem levar a uma maior sobrecarga sobre a coluna lombar. A prática regular de exercícios que fortaleçam esses músculos e promovam a flexibilidade é fundamental para prevenir dores lombares.
  3. Excesso de peso: O ganho de peso excessivo coloca uma carga adicional sobre a coluna lombar, o que pode levar ao desenvolvimento de dores na região. Além disso, a obesidade está associada a processos inflamatórios crônicos que podem agravar as dores lombares.
  4. Envelhecimento: Com o avançar da idade, é comum que ocorram alterações na estrutura da coluna vertebral, como a degeneração dos discos intervertebrais e a diminuição da elasticidade dos ligamentos. Essas mudanças naturais podem ser responsáveis pelo surgimento de dores lombares em pessoas idosas.
  5. Lesões e traumatismos: Traumas e lesões na coluna lombar, como quedas, acidentes automobilísticos ou lesões esportivas, podem causar dores agudas e, em alguns casos, levar a problemas crônicos na região lombar.
  6. Hérnia de disco: A hérnia de disco ocorre quando o núcleo gelatinoso de um disco intervertebral se desloca para fora de sua posição normal, pressionando os nervos ao redor e causando dor lombar intensa, bem como irradiação da dor para os membros inferiores.
  7. Doenças e condições médicas: Certas doenças e condições médicas podem estar associadas às dores lombares. Entre elas estão a espondilose (artrose na coluna), espondilolistese (deslocamento de uma vértebra sobre outra), osteoporose (perda de massa óssea), entre outras.
  8. Estresse emocional: O estresse e a ansiedade podem levar à tensão muscular, incluindo a região lombar, o que pode causar dores e desconforto.
  9. Tabagismo: Estudos mostram que fumantes têm maior probabilidade de desenvolver dores lombares em comparação com não fumantes. Acredita-se que o tabagismo possa prejudicar o fluxo sanguíneo para a coluna vertebral e também afetar a saúde dos discos intervertebrais.
  10. Fatores ocupacionais: Certas profissões que envolvem movimentos repetitivos, levantamento de objetos pesados ou posições desconfortáveis podem aumentar o risco de dores lombares. Motoristas, trabalhadores da construção civil e pessoas que trabalham em escritórios com longas horas de trabalho sentado estão particularmente suscetíveis a esse tipo de dor.
  11. Genética: Estudos têm demonstrado que a predisposição genética pode influenciar a probabilidade de uma pessoa desenvolver dores lombares. Se houver histórico familiar de lombalgia, é importante estar atento e adotar medidas preventivas.

Em resumo, as dores lombares são uma condição complexa com diversas causas e fatores de risco envolvidos. A prevenção é essencial, e medidas como manter uma boa postura, praticar exercícios físicos regularmente, evitar o sedentarismo e cuidar do peso corporal podem ajudar a reduzir a incidência de dores lombares. Caso as dores já estejam presentes, é fundamental procurar um profissional de saúde para um diagnóstico adequado e estabelecer um plano de tratamento e manejo adequado para alívio dos sintomas e melhoria da qualidade de vida.

 

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Abre inscrições e define normas para o Processo Seletivo Simplificado de excepcional interesse público, destinado ao provimento de vagas temporárias para cargos da administração pública do município de Criciúma, Santa Catarina e dá outras providências.

O Processo Seletivo será realizado sob a responsabilidade do Instituto O Barriga Verde – IOBV, localizado na Rua Coronel Feddersen nº 1065, sala 201 – centro, município de Taió, Estado de Santa Catarina, tel./fax (47) 3562-1598, endereço eletrônico www.iobv.org.br, e-mail concursos@iobv.org.br

DOS HORÁRIOS E LOCAIS DAS PROVAS

7.3.1.Os locais de realização das provas serão divulgados no site www.iobv.org.br e no site www.criciúma.sc.gov.br na data prevista no cronograma, em Edital próprio de convocação.

VAGAS

Educador Físico –  05 Vagas  – Com 40 Horas Semanais – Com Habilitação –  Ensino Superior, bacharel em Educação Física com registro no órgão fiscalizador da profissão.

Fisioterapeuta – 10 Vagas – Com  20 Horas Semanais – Com Habilitação –  Portador de Diploma de Nível Superior em Fisioterapia, com registro no órgão competente;

ATRIBUIÇÕES DOS CARGOS

Fisioterapeuta – NASF: Participar de reuniões com profissionais das UBS para levantamento das reais necessidades da população adscrito; Realizar atendimentos individuais; Planejar ações e desenvolver educação permanente; Acolher os usuários e humanizar a atenção; Trabalhar de forma integrada com as UBS; Desenvolver ações Inter setoriais; Realizar avaliação em conjunto com as UBS e avaliar o impacto das Ações implementadas através de indicadores pré-estabelecidos; Promover programas coletivos de ações terapêuticas preventivas à instalações de processos que levam à incapacidade funcional, à patologias músculo esqueléticas, Minimizando aquelas já instaladas e desenvolvendo a consciência corporal; Realizar abordagem familiar e institucional (escolas e creches) no que diz respeito a Ergonomia e postura de crianças e adolescentes; Desenvolver atividades voltadas para adultos e idosos, através de grupos já constituídos (hiperdia, gestantes, obesos, etc..), visando a prevenção e reabilitação de complicações decorrentes de patologias, a independência na execução das atividades diárias, assistência e inclusão social de portadores de deficiências transitórias ou permanentes; Realizar atendimentos ambulatoriais e domiciliares em pacientes portadores de Enfermidades crônicas ou degenerativas, acamados ou impossibilitados, encaminhando a serviços de maior complexidade, quando necessário. Utilizar todas as ferramentas para por em pratica o apoio matricial de acordo com as legislações especificas

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Educador Físico

Metodologia, Treinamento e Regras das Modalidades Esportivas; História da Educação Física e do Esporte; Biologia do Esporte; Anatomia Humana; Fisiologia Humana; Fisiologia do Exercício; Bioquímica; Cinesiologia; Bioestatística; Biomecânica; Fisiopatologia e Exercício; Epidemiologia da Atividade Física; Qualidades Físicas na Educação Física e nos Desportos; Prevenção de Acidentes e Socorros de Urgência; Cineantropometria; Desenvolvimento Motor e Aprendizagem Motora; Psicologia do Esporte e do Exercício; Pedagogia do Exercício e do Esporte; Fundamentos da Ginástica e da Musculação; Iniciação Esportiva; Treinamento Esportivo; Prescrição de Exercício; Atividade Física Adaptada; Atividade Física e Envelhecimento; Educação Física e Qualidade de Vida; Treinamento Funcional e Pilates; Instalações, Equipamentos e Materiais Esportivos; Organização de Eventos Esportivos; Gestão Esportiva; Recreação, Jogos e Lazer; Marketing Esportivo; Ética e Deontologia da Educação Física; Legislação Esportiva e Profissional; Atualidades e Tópicos Especiais em Esportes.

 

Fisioterapeuta

Organização dos serviços de saúde no Brasil: Sistema Único de Saúde -Princípios e diretrizes, controle social, Indicadores de saúde, legislação; protocolos SUS; Sistemas de informação em saúde; Núcleo de Apoio à Saúde da Família – NASF; Modelos de atenção e cuidados em saúde; Vigilância em saúde; Epidemiologia; Pacto pela Saúde; Programa Brasil Sorridente e suas respectivas portarias; Política Nacional de Humanização. Estatuto da criança e do adolescente – ECA; estatuto do idoso; Bioética e Legislação do Exercício Profissional; Biossegurança; Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. Anatomia do corpo humano: planos e eixos anatômicos; esqueleto axial; ossos, junturas, músculos, vasos e nervos; sistema circulatório; sistema respiratório; sistema esquelético; sistema articular; sistema muscular. Anatomia funcional do sistema nervoso, organização e classificação, estrutura macroscópica e microscópica do sistema nervoso central e periférico. Aspectos gerais do sistema nervoso autônomo. Vias aferentes e eferentes do sistema nervoso central. Vascularização do sistema nervoso central. Fisiologia celular. Fisiologia muscular. Contração do músculo. Placa motora. Potenciais de membrana e transmissão nervosa. Sinapse e os circuitos neuronais básicos. Fisiologia dos receptores. Fisiologia do sistema nervoso, muscular, cardiovascular e respiratório. Aplicação das leis e grandezas físicas na compreensão do movimento humano, no diagnóstico e na terapêutica relativa à fisioterapia. Princípios e estudo biomecânico do movimento humano (cinética e cinemática do movimento humano normal e adaptado na execução das atividades de vida diária). Equilíbrio do corpo humano. Efeitos da força de gravidade, centro de gravidade do corpo. Mecânica da coluna vertebral. Goniometria. Avaliação muscular: provas de força e flexibilidade. Aplicação do movimento sob forma terapêutica. Ganho de força muscular e amplitude de movimento: métodos, técnicas e recursos fisioterápicos. Noções de tratamento clínico e cirúrgico das doenças ortopédicas e traumáticas, assim como no tratamento em diferentes fases de doenças infecciosas e degenerativas de músculos, ossos e articulações. Disfunções da coluna vertebral. Fraturas e luxações. Desenvolvimento e avaliação do sistema neuropsicomotor. Paralisia cerebral. Paralisia braquial obstétrica. Mielomeningocele. Doenças neuromusculares e síndromes de regressão neurológica. Repercussão das doenças cerebrovasculares e traumatismo craniencefálico na infância. Lesão de plexo braquial, plexo lombossacro e nervos periféricos. Lesão medular. Síndrome de GuillainBarré. Poliomielite. Acidente vascular cerebral. Traumatismo craniencefálico. Doenças degenerativas. de indivíduos adultos com doenças e disfunções neurológicas. Semiologia do aparelho respiratório. Patologias pulmonares mais frequentes, incluindo avaliação, classificação, quadro clínico, complicações, evolução e tratamento. Avaliação da função pulmonar: mecânica respiratória, ventilometria, espirometria e pressões respiratórias. Técnicas específicas em fisioterapia respiratória ambulatorial e de UTI. Ventilação mecânica invasiva e não invasiva. Métodos e técnicas de fisioterapia, empregados na reabilitação pulmonar (desobstrução, reexpansão e treinamento muscular). Indicação e características das órteses de membros inferiores, superiores e de tronco; próteses de membros inferiores. Indicação e tipos de auxílio locomoção. Atuação Preventiva em Fisioterapia. Avaliação física, definição de objetivos e condutas, indicação de tratamento fisioterápico e abordagem em equipe interdisciplinar. Legislação creffito. Anatomia e fisiologia humana geral. Histologia, neurofisiologia. Biomecânica geral e cinesiologia. Fisioterapia aplicada à: pediatria, neurologia, adulto e pediátrica; átraumato-ortopedia; reumatologia; aparelho cardiorrespiratório ambulatorial e cti (adulto e neonatal); ginecologia e obstetrícia, dermato-funcional. Eletroterapia, termoterapia. Fototerapia, hidroterapia, cinesioterapia, osteopatia, recursos terapêuticos manuais, métodos de reeducação postural, disfunções crâniocervico-mandibulares, fisioterapia do trabalho e ergonomia. Código de Ética.

 

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Dermato Funcional – Fisioterapia Dermato Funcional

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Fundamentos da Fisioterapia dermato-funcional:revisão de literatura

Grounds of aesthetic physical therapy: a review Giovana

Barbosa Milani1 ; Silvia Maria Amado João2 ; Estela Adriana Farah3

RESUMO: A fisioterapia estética, recentemente renomeada como fisioterapia dermato-funcional, está cada vez mais em evidência. Afim de melhor definir essa área de atuação profissional, procedeu-se a uma revisão bibliográfica das patologias nas quais o fisioterapeuta pode atuar, como fibroedema gelóide (celulite), estrias, linfedema, no pré e pós-operatório de cirurgia plástica, queimaduras, cicatrizes hipertróficas e quelóides, flacidez, obesidade e lipodistrofia localizada. Apresentam-se também os recursos que podem ser utilizados para tratamento e prevenção dessas patologias, sendo muitos deles já de uso rotineiro na fisioterapia. Sendo esse campo recente, ainda há muito a ser explorado e novas pesquisas devem ser realizadas na busca de evidências científicas para o melhor embasamento dos recursos e técnicas disponíveis ao fisioterapeuta, possibilitando assim a articulação desse área com as demais da fisioterapia, como a ortopedia, respiratória, entre outras. DESCRITORES: Celulite; Estética; Estrias; Fisioterapia/dermato-funcional; Revisão

ABSTRACT: Aesthetic physical therapy (which in Portuguese has been renamed “dermatho-functional”) has recently gotten more attention. In view of a better definition of the area, this paper reviews related literature to list pathologies that the physical therapist can treat – such as cellulitis, stretch marks, obesity, lymphedema, burn care, hypertrophic scar and keloids, flaccid skin and muscles, and local fat accumulation – as well as the resources used for treating and preventing such pathologies, most of which are common to the physical therapist practice. Since this is a new area, research is still to be done in order to better ground the use of resources and techniques by physiotherapists, thus allowing for further interaction of this area to others, such as orthopedic or respiratory physical therapy. KEY WORDS: Cellulitis; Physical therapy/aesthetic; Review; Stretch marks

INTRODUÇÃO A definição de fisioterapia dada pelo Coffito – Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional1 –, obtida no site oficial do órgão em 2004, diz: “Fisioterapia é uma ciência que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano”. Apesar do campo de atuação do fisioterapeuta abranger ortopedia, cardiologia, respiratória, pediatria e estética, dentre outras2 , esta última área ainda é pouco reconhecida. Recentemente a especialidade fisioterapia estética teve a denominação substituída por fisioterapia dermatofuncional, em uma tentativa de ampliar a área, conferindo-lhe a conotação de restauração de função, além da anteriormente sugerida, que era apenas de melhorar ou restaurar a aparência3. No Guide to physical therapist practice, publicado pela Associação Norte-americana de Fisioterapia (APTA) em 20014 , essa área é referida como responsável pela manutenção da integridade do sistema tegumentar como um todo, incluindo as alterações superficiais da pele. Para a APTA4 , a responsabilidade do fisioterapeuta está não somente em manter e promover a ótima função física, mas também o bem estar e a qualidade de vida. O objetivo deste artigo é apresentar uma revisão de trabalhos sobre esse campo de atuação profissional, buscando melhor delimitação de conceitos e práticas. Para essa revisão foram pesquisadas as bases eletrônicas de dados Medline, Lilacs e Cochrane, com busca no período de 1983 a 2003. Dentre os estudos encontrados – mediante os descritores fisioterapia, estética, celulite, estrias, linfedema, obesidade, quelóide, queimaduras e seus correspondentes em inglês – foram selecionados e consultados cerca de 60 documentos, além de três sites oficiais de fisioterapia1,2,5, consultados em 2004.

BASES MORFOLÓGICAS E PATOLÓGICAS Nesse âmbito dermato-funcional, a fisioterapia pode atuar em diversas patologias3,5, descritas a seguir. Fibroedema gelóide (FEG) Erroneamente conhecida como celulite, é uma das patologias mais comuns, caracterizada por edema no tecido conjuntivo, causado principalmente pelo acúmulo de proteoglicanas no meio extracelular, que levam consigo grande quantidade de água3,6,7,8,9. Pode ocorrer também um aumento do tamanho e número de adipócitos, o que causa uma compressão no sistema venoso e linfático, não afetando o arterial9. O aparecimento do FEG também pode ser explicado devido à organização do tecido adiposo areolar em septos interlobulares fibrosos de tecido conjuntivo10. Esses septos são finos, com projeções perpendiculares nas mulheres, e grossos com projeções oblíquas nos homens3,6,7,8,9. A disposição perpendicular dos septos nas mulheres favorece a expansão desse tecido para a superfície da derme, ficando assim mais evidentes3,6,7,8. Observa-se ainda rompimento das fibras elásticas e o aumento e proliferação das fibras colágenas, o que gera crescente espessamento do tecido, até se tornar fibrótico3,6. Nesse estágio pode ocorrer comprometimento nervoso, podendo causar um quadro álgico3 . O FEG pode ser causado por fatores predisponentes (hereditariedade, sexo, desequilíbrio hormonal), determinantes (estresse, fumo, sedentarismo, desequilíbrios glandulares e metabólicos, maus hábitos alimentares e disfunções hepáticas) ou condicionantes (perturbações circulatórias)3 . Tem pois causa multifatorial e, para que se consiga bom resultado em seu tratamento, este deve ser feito com procedimentos variados e complementares, incluindo completa orientação ao indivíduo tratado, pois se o FEG for abrandado e os hábitos continuarem os mesmos (alimentação inadequada, álcool, fumo, sedentarismo etc.), os resultados serão transitórios3 . Para melhor resultado, a escolha do tratamento ideal é fundamental, podendo este variar desde cirurgia, chamada de subcisão (subcision), pela qual se tratam as depressões do relevo cutâneo por secção dos septos fibrosos11,12, passando por mesoterapia, onde medicamentos são administrados via derme3,6,13, até a complementação alimentar e a atividade física3,6,13,14. Como o FEG está associado à estase linfática, a drenagem linfática é um dos recursos que podem ser utilizados3,6,8. Outra forma de massagem também muito utilizada é aquela conseguida pelo método Endermologie®, que utiliza um aparelho com roletes dirigidos mecanicamente, encontrados no cabeçote, com uma pressão negativa causada por sucção e uma positiva obtida pela aproximação dos roletes 8,14,15,16,17. Esse tipo de massagem, também referida na literatura por outros nomes, além da melhora do fluxo sangüíneo e linfático permite o aumento da oxigenação cutânea, melhora da nutrição celular, auxílio na eliminação de produtos do metabolismo, melhora do tônus da pele, dentre outros8,16,18,19. A corrente galvânica pode ser utilizada em sua forma pura, buscando a nutrição do tecido afetado decorrente do aumento de circulação local; mas é com a iontoforese que essa corrente tem maior aplicabilidade no tratamento do FEG. A medicação introduzida busca promover a despolimerização da substância fundamental por enzimas combinadas ou não a outros fármacos3,13. A hialuronidase é uma dessas enzimas, responsável pela hidrólise do ácido hialurônico, reduzindo sua viscosidade, por isso tendo boa indicação para redução de edemas20. O uso do ultra-som para FEG pode ser indicado tanto pelos seus efeitos já conhecidos, como o aumento da  circulação, com conseqüente neovascularização e relaxamento muscular, por seu efeito mecânico com a micromassagem, o rearranjo e extensibilidade das fibras colágenas e melhora das propriedades mecânicas do tecido, como por seus efeitos de veiculação de substâncias por fonoforese3 . Pode ser utilizado ultra-som terapêutico nas freqüências de 1 ou 3 MHz; para tratamento do FEG, a mais alta é mais indicada por apresentar maior atenuação, sendo portanto mais superficial. Porém, devido à freqüência mais elevada, a produção de calor nos tecidos superficiais também é maior. Para a fonoforese, substâncias que facilitam a penetração de outras substâncias devem ser usadas, como por exemplo o carbopol, fitossomas ou lipossomas3. Como princípio ativo, a cafeína e a aminofilina são muito usadas por serem estimuladores beta-adrenérgicos e aumentarem a lipólise8,13,21. Estrias São regiões de atrofia de pele. Possuem aspecto linear, com comprimento e largura variáveis. Podem ser raras ou numerosas, com disposição paralela umas às outras e perpendicularmente às linhas de clivagem da pele3. Inicialmente têm aspecto eritemato-violáceas, finas e podem gerar prurido. Com a evolução do quadro, adquirem o aspecto esbranqui- çado, quase nacarado, tornando-se mais largas 3,22-24. Parte da dificuldade em determinar sua etiologia deve-se ao fato de estarem relacionadas a diferentes situações clínicas23. Podem aparecer por um repentino estiramento da pele, com conseqüente ruptura ou perda de fibras elásticas, podendo decorrer de crescimento rápido, aumento de peso ou gravidez3,22-25. Podem estar relacionadas a alterações endocrinológicas, principalmente associadas a corticóides e ao estrógeno3,23,24. O exercício vigoroso e algumas infecções como febre tifóide e hanseníase também são apontados como causadores de estrias3,22,23.

Seu tratamento varia de acordo com a evolução. Aplicações de substâncias tópicas devem ser específicas para cada fase; por exemplo, o uso de tretinoína tópica é efetivo para a estria rubra, mas não para a alba22,24,26,27. Um método muito utilizado para o tratamento da estria madura é a aplicação de corrente galvânica filtrada3 . O estímulo desencadeia um processo de reparação, por meio de uma inflamação aguda localizada, que visa restabelecer de forma satisfatória a integridade dos tecidos tratados3 . Há também descrição do uso de luz intensa pulsada (IPL) para o tratamento da estria alba23 e do Dye laser3,24-28. A microdermabrasão, procedimento com finalidade de destruição da camada epidérmica e/ou dérmica superficial3,29-31, podendo ser feito por microcristais com vácuo3,29,30,32 ou dermabrasor com ponteiras impregnadas de diamantes31, tem o objetivo de estimular a regeneração da estria pela instalação de um processo inflamatório, com conseqüente estímulo da atividade fibroblástica3,29,31. Obesidade É uma doença universal, considerada como própria da superalimentação. É definida como aumento generalizado da gordura corporal resultante de um balanço energético onde a ingestão supera o gasto3,33. Na prática clínica, para a determinação do grau de obesidade, a Organização Mundial de Saúde (OMS) sugere o cálculo do IMC (índice de massa corpórea), obtido pela divisão do peso do indivíduo (em kg) pelo quadrado de sua altura (em m), onde índices entre 25 e 29,9 indicam sobrepeso, de 30 a 39,9 obesidade e, acima de 40, obesidade mórbida34. A obesidade tem várias causas além da alimentação exagerada. Pode se dar por fatores genéticos, influenciada por baixo metabolismo basal, massa magra escassa35, por causas endógenas como tratamento de diabetes melito34, alterações nos esteróides ovarianos36,37

ou simplesmente o sexo, pois se acredita que em mulheres ocorra maior depósito de gorduras35. Pode ser favorecida pelo sedentarismo, pela falta de regularidade e controle na alimentação3 e por ingestão de drogas como antidepressivos, corticosteróides, anticoncepcionais, bloqueadores ß-adrenérgicos ou insulina, entre outros35. Está associada a inúmeras doenças crônicas, como as cardiovasculares (hipertensão arterial, insuficiência cardíaca congestiva e doença vascular periférica), doenças articulares degenerativas (gota, osteoartrite), esteatose hepática, apnéia do sono, além de alterações posturais como aumento da lordose lombar e anteversão da pelve, entre outras16,34. Há diversas formas de tratamento da obesidade. A tentativa inicial é em geral a de promover o bem-estar do paciente e diminuir o risco de doenças futuras34. O tratamento medicamentoso é indicado para pacientes com dificuldade em emagrecer, podendo consistir em drogas que afetam a absorção de gordura, redutoras de apetite, adrenérgicas, entre outros34,35. A atividade física e o controle alimentar são os mais importantes recursos para o tratamento da obesidade3,34,38-40. Porém, ambos devem ser controlados. A maioria dos obesos não está preparada para suportar grandes programas de exercícios físicos, podendo desenvolver alterações em articulações39,40, ou mesmo apresentar riscos, no caso dos que têm alterações coronarianas associadas40. O exercício aeróbico é o mais indicado por promover perda de peso e de massa adiposa34,39,40; e acredita-se que a prática de atividade física também estimule o controle alimentar38. Lipodistrofia (gordura) localizada É o acúmulo regional de tecido adiposo. Sua localizaçào varia de acordo com o sexo: homens têm o predomínio de células adiposas na região do abdome e mulheres apresentam maior depósito em regiões femoroglúteas13. Na mulher, a localização pode ser influenciada por seu biótipo, classificada como ginóide, acúmulo em metade inferior do corpo, ou andróide, metade superior13. Ainda como parte de sua constituição, a mulher ginóide pode apresentar variações de acúmulo de tecido adiposo, podendo ser classificada como calça de montaria, calça de soldado e garrafa de champanhe13. Para tratamento da gordura localizada, a Endermologie® é tida como um dos principais recursos com comprovada efetividade para melhoria do contorno corporal, sem necessidade de intervenção cirúrgica15,16,18,19. Durante a aplicação desse método, há uma pressão positiva dos roletes do cabe- çote que, associada à pressão negativa da sucção controlada do aparelho, causam dano às células adiposas, o que vai culminar em sua remodelação, ou seja, sua melhor distribuição no tecido16,17. A esse método podem ser associadas outras técnicas, como o uso do ultra-som41 ou a própria lipoplastia17. No pré e pós-cirurgia plástica estética e reparadora É indicada a atuação fisioterapêutica em diversas cirurgias com fins estéticos. Dentre elas, destacam-se aquelas para rejuvenescimento facial (ritidoplastia ou facelift)42, correção do contorno palpebral (blefaroplastia)43, correção de mama (mamaplastia), implantes mamários, correção de abdome (abdominoplastia)44 e a lipoaspiração, feita por várias técnicas45,46. Na fase pré-operatória, é importante o trabalho com a manutenção da musculatura que estará envolvida na cirurgia, além de uma documentação prévia completa das condições gerais do paciente, musculares e de pele3 . No pós-operatório o momento da intervenção varia de acordo com a cirurgia e com o procedimento realizado3 . O tratamento para redução de edema feito por drenagem linfática é indicado para todas as técnicas cirúrgicas e permite abordagem mais precoce3,47. A utilização de Endermologie® é indicada15,16,18,19. Conseqüências tardias à cirurgia também devem ser evitadas e tratadas, como prevenção de aderências cicatriciais, dor, flacidez e fraqueza muscular3. Para isso, recursos comuns à fisioterapia podem ser utilizados como o ultra-som, crioterapia, laser, ou eletroterapia3. Exercícios ativos também são fundamentais no processo de recuperação3,47. O completo sucesso da cirurgia plástica depende ainda da participa- ção do paciente, com a associação de dietas, atividade física e alterações em seu modo de vida48. Flacidez É decorrente de atrofia de tecido, ficando este com aspecto frouxo, afetando em separado pele ou músculos3. Pode ser conseqüência do envelhecimento fisiológico, onde há perda gradativa de massa muscular esquelética, substituída por tecido adiposo, e atrofia do tecido adiposo subcutâneo, dentre outras alterações3,27,49. O sedentarismo é apontado como causa de flacidez muscular, assim como o emagrecimento em demasia, podendo este último afetar também a pele3 . O tratamento desse tipo de patologia consiste em restabelecer a tensão perdida, indicando-se tratamentos que já fazem parte da rotina do fisioterapeuta, como eletroterapia e cinesioterapia3. Para a flacidez de pele, peelings químicos com ácido glicólico50 e mesmo a cirurgia plástica22 são procedimentos recomendados. Cicatriz hipertrófica e quelóide As cicatrizes hipertróficas e os quelóides caracterizam-se por síntese de colágeno com fibras que não se orientam ao longo das linhas de fenda, mas sim em espiral3,51. Existem inúmeras dúvidas quanto ao diagnóstico diferencial das duas patologias, porém, segundo Wolwacz et al. 51, há diferenças histológicas comprovadas entre elas, que apontam para duas patologias diferentes. Para Guirro & Guirro3, uma cicatriz hipertrófica pode regredir espontaneamente e a hipertrofia ocorre dentro dos limites da lesão. Os quelóides não apresentam essa melhora espontânea: a fibrose forma-se além dos limites da lesão e os portadores têm sensação de prurido, ferroadas ou queimação3,52. Fatores como infecção, tensão da ferida, tração excessiva no momento da incisão cirúrgica podem favorecer o aparecimento de quelóides52. O tratamento desse tipo de cicatrização é variado. Inicialmente era preconizada cirurgia para sua redução, porém esse método isolado é freqüentemente passível de recidiva51. Atualmente é indicado o uso da terapia de compressão (malha de tecido elástico aplicada diretamente na lesão por grande período de tempo), uso de corticóides, lâminas de silicone (oclusão e hidratação do estrato córneo), cirurgia a laser e crioterapia (destruição das camadas celulares por anóxia devido à ação do frio nos vasos)51,52. A microdermabrasão superficial é um recurso indicado por sua simplicidade e baixo risco31,32. A massagem, seja feita por técnicas manuais ou com o auxílio de aparelhos, também tem sua aplicabilidade na terapêutica para melhoria das cicatrizes3,17, assim como o ultra-som3,53 e a iontoforese20. Queimaduras As queimaduras podem ser elé- tricas, químicas, causadas por contato direto com a chama, por escaldamento, por fricção ou exposição solar, dentre outras54. Dentre as principais causas estão os acidentes domésticos, seguidos de acidentes no trabalho, tentativas de suicídio ou homicídio e, por último, acidentes de trânsito e/ou de lazer54.

Sua classificação varia de acordo com a profundidade da lesão tecidual, podendo ser divida em três graus 3,54: 1º grau: somente a epiderme é atingida. A região encontra-se hiperemiada e dolorida. A recuperação total ocorre em poucos dias. 2º grau: comprometimento parcial da derme. Há presença de bolhas ou flictemas (extravasamento plasmático) e dor. Sua cicatrização varia de poucos dias a três semanas e podem apresentar seqüelas dependendo da profundidade da lesão, variando entre discromias, retrações e hipertrofia. 3º grau: Toda a derme é atingida podendo comprometer tecido adiposo, tendões, músculos e ossos. Como a epiderme costuma ser destruída no momento do acidente, com a derme exposta, a lesão é esbranquiçada, endurecida e, em geral, indolor. A cicatrização nesses casos só é possível com a enxertia cutânea, uma vez que toda a pele foi destruída. Em todos os graus de queimaduras há grande variedade de complica- ções, como alterações eletrolíticas e metabólicas, derrame articular, calcificações de partes moles, neuropatia, infecção cutânea e pulmonar, insuficiência cardíaca, respiratória, renal e hepática, amputações, além de lesões pulmonares por ação direta do calor e inalação de diferentes gases resultantes da combustão dos materiais presentes no local, no caso de acidentes3,54. O tratamento de pacientes queimados é multidisciplinar3,55,56 e segue abordagens diferentes de acordo com a fase em que se encontra o paciente, podendo ter seu foco na queimadura, na terapia intensiva, na cicatriz e na recuperação funcional dos movimentos3,55,57. É fundamental uma terapêutica específica para cada caso, variando de acordo com o grau de comprometimento da pele e lesões associadas, podendo haver a necessidade de inclusão de exercícios respiratórios, de alongamento e de força muscular3,57,58. Para melhoria da qualidade da pele, a Endermologie® é um recurso indicado, uma vez que este foi criado inicialmente na França para tratamento de queimados13,16,18,19. A aplicação dessa técnica traz benefícios às propriedades físicas da cicatriz (elasticidade e maleabilidade) e aparência (cor e textura)59, semelhante ao que acontece com a aplicação da massagem tradicional, com a vantagem de ser muito mais rápida e menos cansativa16,18,19. Recursos como o ultra-som, TENS e laser também podem ser utilizados como alternativa na recuperação da cicatriz e melhora geral do paciente3,58. Linfedema Ocorre quando há acúmulo de líquidos e proteínas nos espaços intersticiais49. O linfedema pode ser decorrente de alterações do próprio sistema linfático, como por exemplo o linfedema congênito, ou causado por retirada dos linfonodos (linfadenectomia), radioterapia, pós-infecções, doenças neoplásicas, traumas extensos, dentre outros3 . Nos dois casos, fatores como infecção cutânea, viagens de longa distância e aplicação de compressão podem causar complicação do quadro60. É um quadro comumente encontrado em mulheres que sofreram mastectomia para retirada de tumor em mama, pois pode haver necessidade da retirada da cadeia axilar de nodos linfáticos, alterando a circulação normal da linfa3,61. Seu tratamento deve ser multidisciplinar3. Além disso, os recursos utilizados deverão ser associados na busca do melhor resultado3,60-2. A perimetria do membro tratado deve ser feita como uma rotina clínica, para a avaliação do resultado da terapia aplicada3,60,61. A terapia pode ser iniciada com a elevação do membro acometido, podendo fazer parte a drenagem linfática manual (com o objetivo de melhorar a absorção e transporte de líquidos), o enfaixamento compressivo (para evitar o refluxo da linfa), uso de bombas pneumáticas – recurso também conhecido como pressoterapia (drenagem obtida pela utilização de sistema de compressão seqüencial)–, cinesioterapia (indicada desde o início do tratamento, pois as contrações musculares irão exercer compressão no tecido, favorecendo a drenagem linfática)3,60-62. CONCLUSÃO Por ser uma área de atuação muito recente, a pesquisa científica efetuada por profissionais que aí atuam ainda é escassa. No entanto, este levantamento bibliográfico permitiu observar que há na literatura científica embasamento para justificar a escolha dos diversos recursos utilizados nas patologias englobadas por essa área da fisioterapia. Há necessidade de se ampliar o número de pesquisas científicas, consolidando assim a fisioterapia dermato-funcional como uma área relevante no contexto da saúde brasileira

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Fisiologia do Exercício

Fisiologia do Exercício

O que é fisiologia do exercício e qual a sua importância?

A fisiologia do exercício é um estudo detalhado sobre o corpo humano, seus órgãos, sistemas e processos. Também estuda como o corpo reage e se adapta fisiologicamente a prática de exercício físico.

Especialistas que possuem conhecimento sobre a fisiologia do exercício, estão aptos a prescrever o treino físico ideal para cada tipo de pessoa, desde uma pessoa cardíaca, até um atleta.

Para alcançar um conhecimento avançado sobre a fisiologia do exercício, muitas universidades oferecem o curso de pós graduação nessa área. Os principais profissionais interessados são os formados em Educação Física, que através de um grande conhecimento em bioquímica, endocrinologia, função cardiopulmonar, hematologia, biomecânica, fisiologia do músculo esquelético, a função do sistema neuroendócrino e nervoso, em nível central e periférico, poderão desenvolver um melhor potencial de auxílio para atletas.

Fisiologia do exercicio

A importância da fisiologia do exercício

Antes de um profissional de educação física pensar em como montar uma rotina de exercícios físicos ideal para o seu aluno, é necessário que ele entenda a fundo como funciona o corpo humano e a fisiologia do exercício. Pois, não é possível pensar em resistência ou força muscular se não tiver um amplo conhecimento na estrutura do corpo e como funciona a adaptação dos músculos aos exercícios físicos.

A escolha de um profissional capacitado em fisiologia do exercício pode fazer a diferença na realização do exercício físico, sempre respeitando as limitações do seu corpo e escolhendo atividades que vão beneficiar a sua saúde e que podem trazer resultados mais rápidos de acordo com o seu objetivo.

Porque fazer exercício físico com acompanhamento de um profissional?

O exercício físico traz vários benefícios à saúde, seja mental ou física.

Mas a prática incorreta da atividade física pode ocasionar diversas lesões musculares e articulatórias, por realizar movimentos incorretos e o levantamento de peso incompatível.

A prática de exercícios físicos requer cuidados e acompanhamento de profissionais capacitados. Antes de realizar exercícios aeróbicos, como a corrida, é importante fazer exames preliminares com um médico para fazer uma avaliação do condicionamento físico e verificar se não há alguma contraindicação.

A importância da fisiologia do exercício

Já os exercícios físicos que exigem sobrecarga corporal, como a musculação, é de extrema importância ter o acompanhamento de um profissional de educação física para orientar os melhores exercícios físicos e a postura correta para realizar os movimentos. Sem o acompanhamento de um profissional que entenda a fisiologia do exercício, o praticante da atividade física estará correndo o risco de ter sérias lesões no corpo, como na coluna, joelhos, ombros, tornozelos, além das lesões musculares.


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Cada pessoa possui uma necessidade fisiológica diferente, além de possuir objetivos diferentes com a prática de exercício físico.

Sendo assim, um profissional que estudou a fisiologia do exercício estará preparado para orientar de forma correta os melhores exercícios físicos para alcançar os determinados objetivos e sempre respeitando as características individuais de cada pessoa.

Realizar atividades físicas é uma ótima maneira de se manter saudável, mas antes de praticar, lembre-se de procurar a orientação de um profissional capacitado e que entenda sobre a fisiologia do exercício físico para garantir bons resultados.

 

Confira aqui um vídeo sobre a Fisiologia do Exercício

 

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Barreiras à atividade física Ir para: navegação, pesquisa

Barreiras à atividade física

Compreender as barreiras à atividade física é essencial para que profissionais de saúde, especialmente fisioterapeutas, possam auxiliar pacientes a adotar um estilo de vida mais ativo. Muitos avanços tecnológicos e conveniências tornaram a vida mais fácil e menos ativa, e diversas variáveis pessoais, incluindo fatores fisiológicos, comportamentais e psicológicos, podem afetar os planos de se tornar mais ativo fisicamente. Entender as barreiras comuns e criar estratégias para superá-las pode ajudar a tornar a atividade física parte da vida diária.

Barreiras pessoais à atividade física

As pessoas experimentam uma variedade de barreiras pessoais para se engajar em atividade física regular. As razões mais comuns pelas quais os adultos não adotam estilos de vida mais ativos incluem tempo insuficiente para se exercitar, inconveniência do exercício, falta de automotivação, não gostar de exercício, tédio com exercício, falta de confiança em sua capacidade de ser fisicamente ativo (baixa autoeficácia), medo de se lesionar ou ter sofrido lesão recente, falta de habilidades de autogerenciamento (como capacidade de definir metas pessoais, monitorar progresso ou recompensar o progresso), falta de incentivo, apoio ou companheirismo da família e dos amigos, e indisponibilidade de parques, calçadas, ciclovias ou caminhos seguros e agradáveis próximos de casa ou do trabalho.

As três principais barreiras para se engajar em atividade física durante a vida adulta são frequentemente destacadas. Em um estudo de 2013 que objetivou identificar as barreiras externas e internas à atividade física e participação em exercícios entre pessoas de meia-idade e idosas, as barreiras externas mais comuns entre os idosos foram “tempo insuficiente”, “ninguém para se exercitar com” e “falta de instalações”. As barreiras internas mais comuns para os entrevistados de meia-idade foram “muito cansados”, “já suficientemente ativos”, “não sabem como fazê-lo” e “muito preguiçosos”, enquanto para os idosos foram “muito cansados”, “falta de motivação” e “já ativo o suficiente”.

Outras barreiras incluem custo, instalações, doença ou lesão, transporte, problemas com parceiros, habilidade, considerações de segurança, cuidados infantis, inquietação com mudança e programas inadequados.

Barreiras ambientais à atividade física

O ambiente em que vivemos tem uma grande influência em nosso nível de atividade física. Fatores ambientais incluem a acessibilidade de trilhas para caminhada, ciclovias e instalações recreativas. Fatores como tráfego, disponibilidade de transporte público, crime e poluição também podem ter um efeito. Outros fatores ambientais incluem nosso ambiente social, como apoio de familiares e amigos e espírito comunitário. É possível fazer mudanças em nosso ambiente através de campanhas para apoiar o transporte ativo, legislação para comunidades mais seguras e criação de novas instalações de recreação.

Identificando barreiras à atividade física

O Questionário Barreiras para Ser Fisicamente Ativo foi criado pelos centros de controle e prevenção de doenças para ajudar a identificar barreiras à atividade física e direcionar a consciência do clínico e do participante, além de orientar estratégias para melhorar a adesão. É uma medida de 21 itens avaliando as seguintes barreiras: 1) falta de tempo, 2) influência social, 3) falta de energia, 4) falta de força de vontade, 5) medo de se ferir, 6) falta de habilidade e 7) falta de recursos (por exemplo, instalações recreativas, equipamentos de exercício). Cada domínio contém 3 itens, com um escore total de 0 a 63. Os entrevistados avaliam o grau de interferência da atividade em uma escala de 4 pontos, variando de 0 = “muito improvável” a 3 = “muito provável”.

Superando barreiras à atividade física

Como profissionais de saúde, podemos ajudar as pessoas a identificar as barreiras ao exercício e fazer sugestões de como superá-las. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças fazem sugestões para superar barreiras de atividade física:

Falta de tempo

  • Identifique os horários disponíveis. Monitore suas atividades diárias por uma semana. Identifique pelo menos três horários de 30 minutos que você pode usar para atividade física.
  • Adicione atividade física à sua rotina diária. Por exemplo, caminhe ou ande de bicicleta para ir ao trabalho ou às compras, organize atividades escolares em torno da atividade física, passeie com o cachorro, faça exercícios enquanto assiste à TV, estacione mais longe do seu destino, etc.
  • Selecione atividades que exigem tempo mínimo, como caminhar, correr ou subir escadas.

Influência social

  • Explique seu interesse em atividade física para amigos e familiares. Peça-lhes para apoiar seus esforços.
  • Convide amigos e familiares para se exercitarem com você. Planeje atividades sociais envolvendo exercícios.
  • Desenvolva novas amizades com pessoas fisicamente ativas. Junte-se a um grupo, como o YMCA ou um clube de caminhadas.

Falta de energia

  • Programe atividade física para horários do dia ou da semana em que você se sentir energizado.
  • Convença-se de que, se você der uma chance, a atividade física aumentará seu nível de energia; então, tente.

Falta de motivação

  • Planejar com antecedência. Faça da atividade física uma parte regular de sua programação diária ou semanal e escreva-a no seu calendário.
  • Convide um amigo para fazer exercícios regularmente e escreva-o em ambos os calendários.
  • Participe de um grupo ou classe de exercícios.

Medo de ferimentos

  • Aprenda a aquecer e esfriar para evitar ferimentos.
  • Aprenda a se exercitar apropriadamente considerando sua idade, nível de condicionamento físico, nível de habilidade e estado de saúde.
  • Escolha atividades envolvendo risco mínimo.

Falta de habilidade

  • Selecione atividades que não exigem novas habilidades, como caminhar, subir escadas ou correr.
  • Faça uma aula para desenvolver novas habilidades.

Falta de recursos

  • Selecione atividades que exijam instalações ou equipamentos mínimos, como caminhar, correr, pular corda ou calistenia.
  • Identifique recursos convenientes e de baixo custo disponíveis em sua comunidade (programas comunitários de educação, programas de parque e recreação, programas de locais de trabalho, etc.).

Condições do tempo

  • Desenvolver um conjunto de atividades regulares que estão sempre disponíveis, independentemente do clima (ciclismo indoor, dança aeróbica, natação coberta, calistenia, subir escadas, pular corda, andar de shopping, dançar, jogos de ginásio, etc.)

Viagem

  • Coloque uma corda de pular na sua mala e pule corda.
  • Caminhe pelos corredores e suba as escadas em hotéis.
  • Fique em locais com piscinas ou instalações para exercícios.
  • Junte-se à YMCA ou YWCA (pergunte sobre o acordo de associação recíproca).
  • Visite o shopping local e caminhe por meia hora ou mais.
  • Traga o seu mp3 player com sua música favorita de exercícios aeróbicos.

Obrigações familiares

  • Negocie o tempo de babá com um amigo, vizinho ou membro da família que também tenha filhos pequenos.
  • Exercite-se com as crianças – dê um passeio juntos, jogue tag ou outros jogos de corrida, faça uma dança aeróbica ou grave uma fita para crianças (há várias no mercado) e faça exercícios juntos. Você pode passar um tempo juntos e ainda assim fazer o seu exercício.
  • Pular corda, fazer ginástica, andar de bicicleta estacionária ou usar outro equipamento de ginástica doméstica enquanto as crianças estiverem ocupadas brincando ou dormindo.
  • Tente se exercitar quando as crianças não estiverem por perto (por exemplo, durante o horário escolar ou no horário do cochilo).

Anos de aposentadoria

  • Olhe para a sua aposentadoria como uma oportunidade para se tornar mais ativo em vez de menos. Passe mais tempo jardinando, passeando com o cachorro e brincando com seus netos. Crianças com pernas curtas e avós com andamentos mais lentos costumam ser ótimos parceiros para caminhar.
  • Aprenda uma nova habilidade em que você sempre esteve interessado, como dança de salão, dança de salão ou natação.
  • Agora que você tem tempo, faça atividades físicas regulares como parte de todos os dias. Faça uma caminhada todas as manhãs ou todas as noites antes do jantar. Mime-se com um exercício e cavalgue todos os dias enquanto lê um livro ou revista favorita.

Para fisioterapeutas, compreender essas barreiras é fundamental na prescrição de exercícios e na promoção da saúde.

Em conclusão, as barreiras à atividade física são multifatoriais e incluem aspectos pessoais e ambientais. A identificação dessas barreiras, por meio de ferramentas como o Questionário Barreiras para Ser Fisicamente Ativo, permite que profissionais de saúde desenvolvam estratégias individualizadas para superá-las. Ao abordar falta de tempo, influência social, falta de energia, motivação, medo de lesão, falta de habilidade e recursos, é possível promover a adesão a um estilo de vida ativo, contribuindo para a saúde e o bem-estar dos pacientes.

Perguntas frequentes

Quais são as principais barreiras pessoais à atividade física?

As principais barreiras pessoais incluem tempo insuficiente, inconveniência do exercício, falta de automotivação, não gostar de exercício, tédio, baixa autoeficácia, medo de lesão, falta de habilidades de autogerenciamento, falta de apoio social e indisponibilidade de locais seguros para atividade.

Como o ambiente influencia a prática de atividade física?

O ambiente influencia através da acessibilidade de trilhas, ciclovias e instalações recreativas, além de fatores como tráfego, transporte público, crime e poluição. O ambiente social, como apoio de familiares e amigos, também é importante.

O que é o Questionário Barreiras para Ser Fisicamente Ativo?

É uma medida de 21 itens que avalia barreiras como falta de tempo, influência social, falta de energia, falta de força de vontade, medo de se ferir, falta de habilidade e falta de recursos. Os entrevistados avaliam o grau de interferência em uma escala de 0 a 3.

Como superar a falta de tempo para se exercitar?

Identifique horários disponíveis monitorando sua semana, adicione atividade física à rotina diária (como caminhar para o trabalho) e selecione atividades que exijam tempo mínimo, como caminhar ou subir escadas.

Quais estratégias ajudam a superar a falta de motivação?

Planeje com antecedência, agende a atividade física no calendário, convide um amigo para se exercitar regularmente e participe de um grupo ou classe de exercícios.