Fisioterapia Ortopédica o que é e o que faz a Fisioterapia Ortopédica?

Fisioterapia Ortopédica o que é e o que faz a Fisioterapia Ortopédica?

Definição da Fisioterapia Ortopédica

A fisioterapia ortopédica é uma disciplina da Fisioterapia que foca na recuperação ou prevenção de lesões e doenças que afetam os músculos, ossos e ligamentos do corpo.

Os profissionais desta área utilizam métodos como massagens, ginástica, alongamentos, fortalecimento muscular e outros equipamentos especiais para auxiliar na recuperação da lesão. Como terapia, são aplicadas também técnicas de mobilização e manipulação articular.

Além de trabalhos executados manualmente para recuperação, o fisioterapeuta ortopédico também utiliza técnicas com uso de aparelhos, como a eletroterapia, que consiste no uso do calor / frio e estimulação elétrica.

Atuação da Fisioterapia Ortopédica

O que faz a Fisioterapia Ortopédica

Essa ramo da fisioterapia consegue detectar precocemente e tratar problemas musculares, ligamentares ou posturais que possam comprometer a saúde e mobilidade dos pacientes em um futuro próximo.

Na medicina clinica aos que necessitam de acompanhamentos correlacionado com patologia clinica;

Na medicina Esportiva tem supra importância na atuação e prevenção de esportista;

Na medicina geriátrica ela tem o papel de fortalecer, prevenir a manutenção das funcionalidades dos idosos;

Na medicina do trabalho o espaço da fisioterapia ortopédica vem ganhando grande prioridade pois a mesma cuida das lesões e disfunções osteomiarticulares,difusões como LER (lesões de esforço repetitivo), dores localizadas tendinite, bursite, hérnia de disco, lombalgia, fraturas, cirurgias (joelho, tornozelo, ombros), traumas ligamentares, entre tantas outras possibilidades.

No âmbito cirúrgico, o fisioterapeuta ortopédico pode atuar no pré e no pós-operatório, com exercícios que irão acelerar a cicatrização do local fraturado e auxiliar em sua reabilitação. Além disso, também proporciona um efeito analgésico aliviando os desconfortos naturais dessas situações.

O fisioterapeuta ortopédico faz parte da equipe multidisciplinar, afim de acompanhar e avaliar a melhor maneira para a realização de curativo com os parâmetros ideais para melhoria do quadro do paciente.

Fisioterapia Ortopedica

O objetivo do especialista será o de restabelecer as funções do paciente de forma segura e rápida, respeitando os limites da individualidade e realizando um plano de cuidados de acordo com com cada paciente e seu diagnóstico.

A fisioterapia ortopédica ela é capaz de aliviar dores, corrigir deformidades, fortalecer músculos, alongar e trazer equilíbrio no geral e consegue detectar precocemente problemas musculares, nos ligamentos ou posturais que podem interferir e comprometer na mobilidade de uma pessoa.


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Fisioterapia ortopédica hospitalar : Desde que solicitado pelo médico para avaliação, acompanhamento, realizar planos de cuidados dentro do ambiente hospitalar ;

Fisioterapia ortopédica em clínica / consultório : Realização de avaliação, acompanhamento e orientação

Fisioterapia ortopédica em academias e âmbitos esportivos : para prevenção, preparação e acompanhamento especifico de acordo a cada atividade e se tem alguma restrição

A fisioterapia ortopédica pode ser realizada em domicílio, sendo uma excelente opção para pessoas com dificuldades para se locomover ou mesmo para evitar o estresse de estar em um ambiente hospitalar, fora a qualidade na humanização;

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Fisioterapia pélvica no tratamento do vaginismo: revisão de literatura

The pelvic-floor physical therapy for the treatment of woman suffering from vaginismus

 

R E S U M O

O vaginismo é uma desordem sexual caracterizada por espasmos involuntários persistentes ou recorrentes da musculatura perineal e que interferem na relação sexual, levando ao comprometimento das relações interpessoais e conjugais da mulher. A fisioterapia é um recurso terapêutico recente na área da urologia e ginecologia e ainda são raros os estudos os quais abordam este tratamento para o vaginismo. Por causa disso, objetivou-se pesquisar a importância da fisioterapia pélvica e os recursos utilizados no tratamento de mulheres portadoras de vaginismo. Foi realizada uma revisão bibliográfica, tendo como base de dados Lilacs, PubMed e SciELO e incluindo teses, documentos legais e livros sobre o tema, entre os anos de 2001 e 2014. Quanto ao manejo da problemática, o fisioterapeuta se encontra preparado para abordar e tratar a queixa, pois é envolto de vários recursos e técnicas para compreender e abordar o vaginismo, ressaltando a importância do diagnóstico e de uma avaliação completa. Concluiu-se que a fisioterapia pélvica promove efeito significativo sobre a qualidade de vida e satisfação sexual de mulheres portadoras dessa desordem sexual.

Palavras-chave: Fisioterapia. Reabilitação. Vaginismo.

. A TOMEN et al. Rev. Ciênc. Méd., Campinas, 24(3):121-130, set./dez., 2015 122 A B S T R A C T Vaginismus is a sexual disorder characterized by persistent or recurrent involuntary spasms of the perineal muscles that interfere with sexual intercourse, leading to impairment of marital and interpersonal relationships of women. Physical therapy is a new therapeutic approach in the field of urology and gynecology and, as yet, there are relatively few studies addressing the treatment for this sexual dysfunction. As a result, the objective of this study was to discuss about the importance of physical therapy for pelvic floor disorders and also to examine the resources used in the treatment of women with vaginismus. It was held a review of articles in the databases Lilacs, PubMed and SciELO, published between 2001 and 2014; in addition to theses, legal documents and books that address the issue. The results show that concerning the management of this disturbance, the physiotherapist is prepared to address and treat this complaint. It was also found that the practitioner is surrounded by multiple resources and techniques to understand and address the vaginismus, to carry out the diagnosis as well as the assessment process. To sum up, it was concluded that the pelvic-floor physical therapy promotes significant effect on the quality of life and on the sexual satisfaction of women with this dysfunction. Keywords: Physical therapy speciality. Rehabilitation. Vaginismus.

I N T R O D U Ç Ã O

As disfunções sexuais e os distúrbios da resposta sexual podem trazer consequências para a saúde física e mental da mulher, levando à diminuição da qualidade de vida. Esses transtornos podem ser classificados em vaginismo, inapetência sexual, anorgasmia e dispareunia1 .

Vaginismo é uma desordem sexual caracterizada por espasmos involuntários persistentes ou recorrentes da musculatura perineal e que interferem na relação sexual2. Esses espasmos impedem total ou parcialmente a penetração ou introdução do pênis, dedos, tampão, espéculo ginecológico ou outros objetos no canal vaginal, o que impossibilita e dificulta o coito ou mesmo o exame ginecológico1,3. Apesar da mulher apresentar o desejo em ser penetrada, a ansiedade fóbica antes da penetração pode levar a contrações involuntárias dos músculos da pelve, dos adutores e de todo o corpo4 .

Essa disfunção é um forte fator preditivo de problemas sociais, psicológicos, psiquiátricos, ginecológicos, psicanalíticos e sexológicos3. As mulheres portadoras do vaginismo relatam dor no momento ou depois da penetração e outros sintomas como náusea, sudorese, dispneia e taquicardia em decorrência do medo, da tensão e do espasmo muscular involuntário5,6.

O diagnóstico do vaginismo é feito por meio do exame físico, onde são verificadas alterações anatômicas, causas infecciosas, lubrificação inadequada e fatores psicológicos. A realização do exame torna-se dificultosa devido ao espasmo muscular decorrente da patologia5 . Os estudos sobre o tratamento do vaginismo ainda são restritos e, por se tratar de uma disfunção que se apresenta como uma desordem muscular com um componente eminentemente cinesiológico-funcional, um dos tratamentos sugeridos é a fisioterapia pélvica4,6.

A fisioterapia é um recurso terapêutico recente na área da urologia e ginecologia, por conseguinte são ainda raros os estudos que abordam este tratamento para o vaginismo7 . Ainda, a ausência de um guia de prática clínica no tratamento dessa disfunção pelo fisioterapeuta pélvico abre espaço para um consenso pouco claro na literatura atual a respeito das técnicas a serem utilizadas clinicamente para esses casos. Estas últimas observações foram, por fim, a razão do presente estudo, que objetivou levantar as técnicas mais utilizadas atualmente em fisioterapia pélvica para o tratamento do vaginismo.

M É T O D O S O estudo foi desenvolvido por meio da revisão bibliográfica. A coleta dos dados foi realizada nos meses de maio a julho de 2014 nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), PubMed, Scientific Eletronic Library Online (SciELO), em artigos científicos, monografias, dissertações, teses, documentos legais e livros que abordam o tema. Foram encontrados artigos científicos nos idiomas inglês, português e espanhol no período de 2001 a 2014. Nas bases Lilacs, PubMed e SciELO, foram pesquisadas as palavras-chave “vaginismo”, “fisioterapia” e “reabilitação”, bem como suas variáveis em inglês. Após leitura do resumo e/ou artigos, foram excluídos os textos de revisão que abordavam outras doenças além do vaginismo, bem como todos aqueles em que a reabilitação foi baseada em métodos invasivos não praticados por fisioterapeutas. Os artigos selecionados foram analisados nos tipos de intervenção fisioterápica e nos resultados encontrados. Na base SciELO, foram encontrados 410 artigos sobre vaginismo, sendo incluídos somente 24 – 386 foram excluídos por não apresentarem tratamento fisioterápico -, 5 monografias e 3 teses. Na base PubMed, foram encontrados 25 artigos, dos quais apenas 2 foram incluídos – 23 foram excluídos por serem artigos sobre tratamento médico. Na base Lilacs, a pesquisa apontou 47 artigos, sendo incluídos apenas 4 e 43 descartados por tratarem, em sua maioria, outras doenças. R E S U L T A D O S Classificação e etiologia O vaginismo pode ser classificado em primário e secundário, segundo McGuire & Hawton8. O primário é determinado quando a mulher é incapaz de manter relações sexuais devido às contrações involuntárias da parede da vagina. Já o secundário ocorre quando a mulher eventualmente teve relações sexuais, porém não é mais hábil a mantê-las devido à mesma etiologia. É neste caso que o vaginismo, geralmente, vem acompanhado de dispareunia. Essa disfunção não possui uma causa exclusiva e sim fatores para seu desenvolvimento. Dentre eles, podem ser citados: razões religiosas, traumas de infância, escutar ou assistir os pais tendo relação sexual e abuso sexual. Tudo isso pode despertar na mulher medo de ter relação sexual3,6,9,10. De acordo com Almeida et al.1 , a etiologia do vaginismo também está ligada a causas orgânicas, como: geniturinárias, infecciosas, neurológicas, vasculares, hematológicas, problemas psicológicos e genéticos. Ademais, também são considerados fatores etiológicos drogas com efeitos diuréticos, hormonais, tranquilizantes, sedativos, hipnóticos, bem como drogas ilícitas. Dentre as causas orgânicas e de grande interesse para fisioterapia, destaca-se a fraqueza da musculatura do assoalho pélvico que, dependendo da origem (constipação intestinal, tosse crônica, elevação constante de peso), também provoca disfunções sexuais devido à redução do tônus e o trofismo da musculatura11. Segundo autores12,13, existem ainda outros fatores, como a idade, raça, idade do parceiro, nível educativo, renda, condição marital, tabagismo, ingestão de bebidas alcoólicas, exercícios físicos, paridade, uso de anticoncepcional oral, menopausa, reposição hormonal, diabetes, hipertensão, depressão, doenças cardíacas, uso de drogas, cirurgias ginecológicas e presença de outra disfunção sexual. Ressalta-se que fatores de ordem relacional, como a falta de estimulação apropriada do companheiro e a ausência de diálogo podem intervir negativamente na excitação sexual. Em um estudo14 realizado na Inglaterra com uma amostra de 979 mulheres, foi encontrada dificuldade de excitação sexual, apontando os companheiros como responsáveis. Epidemiologia Nos Estados Unidos da América, o National Social and Health Life Survey, um estudo desenvolvido A TOMEN et al. Rev. Ciênc. Méd., Campinas, 24(3):121-130, set./dez., 2015 124 por Laumann et al. 15 sobre as disfunções sexuais em 1.749 mulheres com idade entre 18 e 54 anos, apontou que 22% das participantes apresentavam disfunção do desejo sexual. Além disso, o estudo mostrou que essa alteração tende a decrescer com o aumento da idade. Catorze porcento da amostra exibiu perturbação da excitação sexual e 24% reportou queixas de anorgasmia. Entre 10 e 15% das entrevistadas referiu dor sexual. De acordo com um estudo realizado no Brasil por Abdo et al. 16 com uma amostra de 1.219 mulheres, foi observado que a disfunção sexual atinge 49% delas com pelo menos uma queixa, tendo 23% relatado dispareunia. Na área de fisioterapia, no estudo de Reissing et al. 17 foi citado que 10 a 15% das mulheres tiveram experiência de algum tipo de dor na relação sexual, levando à suspeita de vaginismo. Outra investigação na mesma área constatou que aproximadamente 10 a 20% das mulheres que procuram assistência devido a alguma disfunção sexual padecem de vaginismo18. Consequências para a mulher A Organização Mundial de Saúde (OMS) caracteriza a felicidade sexual como uma condição essencial para a saúde e indispensável para a qualidade de vida da população mundial. Afirma ainda que a falta de prazer pode trazer danos, como insônia, mau humor, depressão e tensão constante19. Além das consequências negativas trazidas por uma atividade sexual desagradável, como a depressão, angústias, raiva por motivos irrelevantes e brigas constantes, a mulher pode chegar a um quadro de verdadeira aversão sexual pela falta de prazer, podendo ter relações sexuais dolorosas ou mesmo evoluindo para um quadro de vaginismo20. Em geral, considera-se que a mulher pouco sabe sobre os seus órgãos sexuais, conhecendo menos ainda os músculos do assoalho pélvico e o imenso valor que representam16. Abordagem fisioterapêutica O fisioterapeuta deve iniciar sua abordagem com uma boa avaliação, identificando as queixas de sua paciente. Isso com o objetivo de descobrir a causa da disfunção4 . Deve-se solicitar informações sobre o desejo sexual, nível de excitação, grau de lubrificação a qualquer percepção na área genital durante o ato sexual e sensação de entorpecimento, capacidade de atingir o orgasmo, presença de dor no momento do ato sexual, grau de satisfação com a relação, forma como é estimulada e sentimentos de intimidade emocional no ato sexual21. Para uma avaliação determinante seguida de objetivos e condutas justificáveis, a realização do exame físico deve ocorrer e todas as etapas devem ser realizadas: inspeção no repouso e durante o movimento, palpação e provas de função muscular22. A atuação fisioterapêutica se dá ao trabalhar a musculatura do assoalho pélvico de forma a conscientizar as mulheres da contração voluntária destes músculos, estimulando seu fortalecimento e relaxamento, bem como um maior ganho proprioceptivo6,23,24. Em sua performance, esse profissional deve planejar programas específicos de intervenção para eliminação dos fatores de risco relacionados à incapacidade funcional e, dessa maneira, melhorar a qualidade de vida25. O enfoque do tratamento comumente versa sobre a avaliação e o tratamento com a terapia cognitivocomportamental, exercícios de fortalecimento muscular, terapia manual e de outras técnicas e modalidades24. Na pesquisa de Van Lankveld et al. 26 os achados constataram que a maioria dos terapeutas e das mulheres avaliaram que a cura foi alcançada quando é obtida a penetração sexual. O índice de cura baseado exclusivamente na penetração vaginal variou de 93,3 a 100,0%, mas, considerando a resposta sexual como um todo, esse índice diminuiu para 25,0%. Abdo & Fleury27 afirmam que, para a fisioterapia alcançar bons resultados no tratamento de patologias do assoalho pélvico, é necessária a cooperação das mulheres durante o tratamento. Cinesioterapia A cinesioterapia consiste na realização de exercícios perineais com objetivo de restaurar a força, Rev. Ciênc. Méd., Campinas, 24(3):121-130, set./dez., 2015 FISIOTERAPIA PÉLVICA E VAGINISMO 125 função e conscientização da musculatura do assoalho pélvico, o que reflete na melhora da qualidade de vida, do estado psicológico e do bem-estar28,29. O tratamento fisioterapêutico para o vaginismo incide no relaxamento da musculatura do assoalho pélvico e dos músculos acessórios, como: adutores de coxa, obturadores internos e externos, piriforme, glúteo, abdominais e lombares. O relaxamento pode ser realizado por meio de alongamentos e de exercícios respiratórios, conforme a necessidade da paciente4 . De acordo com Bianco & Braz30, os exercícios de contração voluntária do assoalho pélvico levam a uma melhora da percepção e da consciência corporal e vascularização da região pélvica. A contração de um grupo muscular pode ser complexa, pois os músculos não estão visíveis; mas, por meio da visualização de uma representação simples da anatomia feminina, esse trabalho pode ser concretizado com êxito. Outra maneira interessante de melhorar a consciência dos Músculos do Assoalho Pélvico (MAP) é solicitar que a mulher coloque os dedos sob o centro tendíneo do períneo e realize uma contração seguida de um relaxamento do mesmo31. Os exercícios de percepção local também podem ser ajudados por um espelho, pela bola terapêutica, por uma almofada pélvica e pelo fisioterapeuta, associando-os à respiração32. O aprendizado ajuda a alcançar maior controle da musculatura vaginal e esses exercícios são essenciais para o prazer sexual da mulher e do homem, pois esta pode descobrir os movimentos, a intensidade e a velocidade que mais proporcionam prazer33. Os exercícios devem feitos de varias formas e dependem dos problemas encontrados na avaliação, como a apresentação de sinergismos musculares ou contrações acessórias que evitem a contração isolada dos MAP. A posição exata da mulher centra na busca do isolamento da ação muscular do períneo, mantendo-o em posição de alongamento para melhorar a percepção da região32. Matheus et al. 34 citam que de 30 a 50% das mulheres são impossibilitadas de contrair somente o assoalho pélvico imediatamente e que a conscientização da musculatura é de difícil aprendizado. A investigação evidenciou que as participantes utilizaram de contrações acessórias, mesmo quando o ensino era de contrair somente a musculatura do assoalho pélvico, e que a consciência perineal está relacionada com o aprendizado por meio da imagem, da vivência, do movimento e da percepção dos diferentes grupos musculares perineais. Para Moreno35, a cinesioterapia do assoalho pélvico baseia-se no princípio de que contrações voluntárias recorrentes aumentam a força muscular. Esse resultado de força é obtido através da combinação do recrutamento de um grande número de unidades motoras, frequências pequenas e contrações sucessivamente mais fortes, com raras repetições diárias e aumento gradativo da intensidade da força e do tempo de contração. A cinesioterapia é o único método que não possui contraindicações. Arnold Kegel, em 1948, propôs a reeducação perineal para o tratamento da hipotonia do diafragma pélvico. O autor estudou o músculo pubococcígeo para o tratamento da incontinência urinária de esforço e constatou que a disfunção orgasmica da mulher poderia ser imposta pela redução da força muscular. O exercício de Kegel pode ser associado ao uso de cones – pequenas cápsulas introduzidas na vagina para fornecer resistência e feedback sensorial aos músculos do assoalho pélvico à medida que se contraem35,36. Estudos idênticos foram concretizados por Rett et al. 37 e Capelinni et al. 38, que empregaram exercícios do assoalho pélvico associados ao biofeedback eletromiográfico como recursos fisioterapêuticos na reabilitação perineal. Ambos descobriram melhora significativa, especialmente no que diz respeito à consciência corporal. Segundo Moreno35, a frequência do tratamento varia de duas a três vezes por semana, por um mínimo de três meses, tempo necessário para aquisição de hipertrofia e, por conseguinte, força muscular. Para conservar os resultados alcançados pela cinesioterapia, é importante que a mulher constitua um programa rotineiro após a conscientização dos grupos musculares envolvidos39,40. A TOMEN et al. Rev. Ciênc. Méd., Campinas, 24(3):121-130, set./dez., 2015 126 Eletroestimulação Sobre o tratamento fisioterápico baseado na eletroestimulação, Kitchen41 afirma que se trata do emprego de correntes elétricas para fortalecer e reeducar os músculos, diminuir edema, aliviar a dor e restaurar feridas. Segundo Moreno35, esse é o tratamento mais usado como complemento aos exercícios cinesiológicos e é recomendado como estímulo para despertar a consciência corporal, auxiliando a contração apropriada dos músculos do assoalho pélvico. Rossella et al. 42, ao pesquisarem os efeitos da eletroestimulação do assoalho pélvico no tratamento das dores sexuais, observaram que a capacidade de contração, bem como a capacidade de repouso e dor melhoraram, especialmente em mulheres com vaginismo. Também é possível que os efeitos positivos da eletroestimulação para a função sexual tenham ocorrido devido não só a uma maior eficácia na contração, mas a uma progressiva dessensibilização à dor. Apesar de no princípio da terapêutica a mulher se apresentar preocupada com o emprego da corrente elétrica, no transcorrer das sessões, a eletroestimulação se revelou eficiente na diminuição da dor e na percepção da contração muscular, causando grande melhora. Antonioli & Simões43 afirmam que a eletroestimulação deve ser considerada eficaz para proporcionar a conscientização do assoalho pélvico e para o reforço muscular. Sua maior vantagem é a de não apresentar efeitos colaterais quando comparado ao tratamento medicamentoso, apesar de algumas mulheres descreveram pequeno desconforto e irritação local. No estudo sobre vaginismo realizado por Seo et al. 44, a eletroestimulação foi utilizada com um aparelho eletromiográfico associado simultaneamente ao biofeedback. Fizeram parte da pesquisa 12 mulheres avaliadas ao longo de 12 semanas em sessões de 15 minutos de duração. As participantes recebiam dilatadores vaginais de silicone de vários diâmetros para prática em domicílio, sendo orientadas a fazer os exercícios de dessensibilização da região vulvar/vaginal. Aquelas que completaram o programa descreveram melhora significativa na satisfação sexual. Na pesquisa feita por Nappi et al45, empregou-se a eletroestimulação funcional em 29 mulheres com vaginismo ou dispareunia. O tratamento durou 10 semanas com sessões semanais de 20 minutos e orientações de treinos para os músculos do assoalho pélvico, os quais precisariam ser feitos em casa, durante 20 minutos, três vezes por semana. Foi observada melhora na contração e no relaxamento da musculatura de assoalho pélvico em todas as participantes e redução da dor durante a relação sexual e retorno à atividade sexual em 50% das mulheres com vaginismo. Biofeedback Biofeedback, exposto por Kegel em 1948, é basicamente todo e qualquer enfoque que o fisioterapeuta emprega para conscientizar um doente de seu corpo e suas funções através de estímulos táteis, visuais, auditivos ou elétricos. É considerado um aparelho que mede, avalia e trata as disfunções neuromusculares, sendo competente na avaliação dos músculos do assoalho pélvico por monitorar o tônus em repouso, a força, a sustentação e outros padrões de atividade. Por causa disso, é eficaz para orientar a mulher no que diz respeito à melhora das contrações voluntárias da musculatura, beneficiando a prática do relaxamento35,46,47. Essas técnicas são igualmente empregadas para conscientizar a paciente de seu corpo e suas funções. Emprega-se ainda a eletroestimulação, pois é adequada para captar as fibras musculares de uma maneira mais acelerada. No vaginismo, de acordo com a corrente utilizada, ela pode auxiliar no relaxamento e alívio da dor48,49. De todas as intervenções de fisioterapia, somente o biofeedback passou por pesquisas controladas. Autores investigaram e concluíram que há aumento do tônus e diminuição da estabilidade muscular do pavimento pélvico em síndromes de dor vulvar. Foi evidenciada 50% de eficácia na redução Rev. Ciênc. Méd., Campinas, 24(3):121-130, set./dez., 2015 FISIOTERAPIA PÉLVICA E VAGINISMO 127 da dor vulvar utilizando esse método. Estudos posteriores obtiveram resultados similares50. Uma investigação coreana apontou que a estimulação elétrica combinada com biofeedback, realizada em 12 mulheres com vaginismo, revelou que as pacientes obtiveram sucesso nas relações sexuais durante e após o tratamento44. Terapia manual Terapia manual é constituída por um conjunto de métodos com intenção terapêutica ou preventiva, onde é aplicado toque ou manobra manual sobre os tecidos musculares, ósseos, conjuntivos e nervosos. Na maioria das vezes, é mais empregada no alívio de tensões (mobilização de pontos gatilhos), restrição de mobilidade, desvios mecânicos ou bloqueios funcionais51. No caso do vaginismo, podem ser recomendados métodos manuais com a finalidade de desativar os pontos gatilhos, mas não devem ser a primeira opção de tratamento, pois as mulheres que têm essas patologias mencionam muita dor ao toque. O mais recomendado seria empregá-la após outro procedimento, como a eletroanalgesia, pois, dessa maneira, tem-se o alcance do alívio da dor e a retirada de tensão muscular, que são as principais causas dos sintomas6 . Segundo Prendergast et al.51, o fisioterapeuta deve analisar a existência de pontos gatilho e se estão cooperando para os sintomas. Os músculos identificados como principais determinantes de dor nos tecidos da vagina ou da vulva, por possuírem maior número de pontos gatilhos, são ísquiocavernoso, bulboesponjoso e elevador do ânus. Após a localização dos pontos gatilho, existem métodos a serem seguidos para sua diminuição, dentre elas a compressão isquêmica, onde o fisioterapeuta comprime manualmente o ponto de dor por 60 a 90 segundos ou até sentir sua liberação. Dilatadores vaginais Na técnica de dilatação gradual, são colocados dilatadores de silicone ou de material emborrachado lubrificados no canal vaginal como sondas que podem ser insufladas. Primeiramente, os dilatadores devem ser pequenos; seu tamanho deve ser aumentado gradualmente, à medida que a tolerância da mulher também aumente. A técnica de dilatação também pode ser praticada usando os dedos51,52. No momento em que os dilatadores estão inseridos na vagina, exercícios de fortalecimento da MAP podem ser realizados. Dessa maneira, o uso da técnica nos episódios de vaginismo pode cooperar para melhora do quadro, atenuando a sensibilidade à penetração e beneficiando a percepção da MAP pela mulher, o que lhe permite controle e relaxamento6 . Encontraram-se alguns estudos citando o uso de dilatadores vaginais como opção de tratamento6,25 e, no entanto, os mesmos não forneceram evidências consistentes de intervenção no vaginismo. Dessensibilização gradual De acordo com Serra10, a dessensibilização é feita de forma progressiva, para não expor a mulher a situações que causem ansiedade. Esse processo é a terapêutica mais recomendada nos episódios de vaginismo e deve ser feito por meio de massagem (digito pressão e deslizamento), onde manobras miofasciais podem ser empregadas para relaxar os MAP e facilitar a penetração4 . Da mesma maneira, Lara et al. 53, em um estudo de revisão bibliográfica, verificaram que o tratamento do vaginismo deve ser feito pela dessensibilização lenta/contínua da musculatura perineal, de forma a conseguir o relaxamento muscular e, em seguida, seu fortalecimento. Em seu estudo, Basson54 relata que a experiência da fisioterapia recomenda exercícios de dessensibilização nos casos de vaginismo. Por meio de massagem intra-vaginal, busca-se relaxar os músculos do assoalho pélvico para promover a penetração. Os resultados conseguidos com a técnica no tratamento foram consideráveis no relaxamento e na dilatação vaginal, o que justifica o seu emprego. A TOMEN et al. Rev. Ciênc. Méd., Campinas, 24(3):121-130, set./dez., 2015 128 C O N C L U S Ã O Os resultados do estudo demonstraram que a fisioterapia promove efeito significativo sobre a qualidade de vida e satisfação sexual de mulheres com vaginismo. Foram encontradas diversas formas de tratamento para essas mulheres, ressaltando a importância do diagnóstico e de uma avaliação completa. Compreender e abordar esse tema deve fazer parte da rotina de atendimento à saúde da mulher, contribuindo para a melhora da qualidade de vida destas pacientes. Também foi possível observar que existe a necessidade de mais estudos para a discussão do tema abordado, especialmente a organização de ensaios clínicos controlados testando e comparando a eficácia das técnicas para que a prática clínica possa realmente ser baseada em evidência e, dessa forma, mais eficaz. C O L A B O R A D O R E S A TOMEN e G FRACARO colaboraram com o levantamento dos dados, EFC NUNES colaborou na análise dos resultados e revisão geral do artigo. G LATORRE fez a orientação do projeto. R E F E R Ê N C I A S 1. Almeida NAM, Silva LA, Araújo N. Conhecimento de acadêmicas de enfermagem sobre disfunções sexuais femininas. Rev Eletrôn Enferm. 2005 [acesso 2014 maio 15]; 7(2):138-47. Disponível em: http:// www.revistas.ufg.br/index.php/fen 2. Frasson E, Graziottin A, Priori A, Dall’Ora E, Didonè G, Garbin EL, et al. Central nervous system abnormalities in vaginismus. Clin Neurophysiol. 2009; 120(1):177-22. 3. Moreira RLBD. Vaginismo. 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Fisioterapia desportiva

Fisioterapia desportiva

Fisioterapia desportiva

 Entre os diversos métodos de fisioterapia, a técnica desportiva é conhecida por ter um programa dinâmico de exercícios direcionados especialmente para atletas.

Combinando atividades e modalidades terapêuticas, a fisioterapia garante a prevenção ou reversão de lesões e efeitos da inatividade, buscando a recuperação completa do nível de competição do atleta. A fisioterapia desportiva é adaptada para atender individualmente as necessidades de reabilitação, garantindo maior desempenho pós-lesão ou cirurgia.

 

Fisioterapia Desportiva

As lesões do esporte

Todo atleta que treina frequentemente e de forma intensa está suscetível a sofrer lesões. A lesão é um acometimento indesejável na vida do atleta e pode vir acompanhada de dor, desconforto e até mesmo a incapacidade de continuar treinando.

As lesões mais comuns na prática desportiva são :

– Entorses

– Contusões

– Luxações

– Fraturas

– Cãimbras

– Tendinites

Todas essas lesões podem ser em consequência de traumas ou trabalho excessivo da musculatura, tendões e estrutura óssea.

A importância da fisioterapia desportiva

Essa técnica é fundamental para reabilitar atletas em capacidades como força muscular, potência, flexibilidade, resistência, equilíbrio, propriocepção, tempo de reação, desempenho cardiovascular. Quanto mais séria a lesão mais prolongada e necessária será a reabilitação.

A eficácia do método de recuperação pós-traumático vem com a resposta do tratamento, que pode contar com longos prazos de cicatrização e recuperação. A reabilitação através da fisioterapia desportiva garante que o atleta esteja apto novamente à prática desportiva, totalmente recuperado.

Fisioterapia Desportiva

Como funciona a fisioterapia desportiva

A fisioterapia desportiva funciona através de programas individuais de tratamento para cada atleta. Indicada para todas as idades e contando com equipamentos específicos para treinamento. Buscando o melhor atendimento ao atleta com atenção total de controle da lesão, o programa é elaborado aliando a correção postural  aos exercícios de melhoria no condicionamento físico, visando a potencialização do ganho de força e resistência muscular.

Os principais objetivos do tratamento fisioterapêutico são :

– Eliminar a dor

– Recuperar a flexibilidade, a força muscular e a estabilidade da área lesionada

– Realizar treinamento proprioceptivo para ganho de segurança, confiança, força, agilidade e coordenação.

– Retornar o paciente à sua prática esportiva o mais rápido possível e com segurança, respeitando os limites fisiológicos e clínicos pós-lesão.

– Prevenir futuras lesões e aparecimento/retorno de sintomas

O retorno às atividades desportivas será gradual e somente quando o paciente  estiver em condições fisiológicas para o exercício.

Confira alguns cursos de Fisioterapia Desportiva

 

Prevenção de lesões em atletas

É muito discutido atualmente a prevenção das lesões nos atletas. Inúmeros são os investimentos nessa área e o trabalho preventivo de lesões é multidisciplinar e envolve exercícios específicos de alongamento e flexibilidade, fortalecimento e preparo muscular. Assim como equipamentos adequados e compatíveis com a modalidade praticada, dieta equilibrada, hidratação e correta reposição de eletrólitos. Compondo assim o ambiente ideal de treinamento e desenvolvimento do atleta.

Além disso, sabe-se que a causa de muitas lesões é o descaso com a prática e um treinamento exagerado. Para isso deve-se controlar a intensidade dos treinos, mapeando as competições e criando um cronograma de variação de intensidade de treinos de acordo com esse mapa.

Mesmo com as pequenas lesões deve haver intervenção precoce, pois não se pode esquecer que lesões aparentemente sem importância, quando não tratadas, ppodem transformar-se em lesões graves, levando o indivíduo ao afastamento dos treinos.

Técnicas fisioterapêuticas na para reabilitação esportiva

Dependendo do tipo, local da lesão e modalidade esportiva  praticada, a fisioterapia dispõe de alguns recursos para seu tratamento. Entre esses recursos temos :

– Cinesioterapia

– Terapia manual

– Eletroterapia

– Treino funcional

– Massoterapia

– Estabilização segmentar

– Bandagem funcional

– Musculação

– Pilates

O fisioterapeuta desportivo

Nos últimos anos a fisioterapia desportiva vem ganhando cada vez mais importância, trabalhando lado a lado com a medicina esportiva. É praticamente impossível imaginar atletas ou times que não contem com o fisioterapeuta desportivo como parte da equipe por ser um profissional que está intimamente ligado à saúde e bem-estar dos atletas.  Dentro da Fisioterapia Desportiva e de acordo com o rumo que tome sua carreira, é comum o profissional especializar-se em determinada modalidade como: atletismo, natação ou ginástica artística. Cada uma dessas categorias tem suas características e demandas musculares próprias. Por exemplo no vôlei e no futebol são bastante comuns problemas de joelhos. Já no tênis, a sobrecarga está nas costas e quadris

De todo modo, o fisioterapeuta desportivo trabalha, antes de tudo, para prevenir traumatismos, poupando os atletas das lesões e aumentando suas possibilidades de praticar o esporte por mais tempo.

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Eletroterapia em tratamentos de fisioterapia

Eletroterapia em tratamentos de fisioterapia

 Antecedentes Eletroterapia

 Você pode recordar a sensação de que o choque repentino ou talvez o sentimento após de alfinetes e agulhas? … Bem escalá-lo para baixo um pouco e não é completamente diferente de um tipo de tratamento disponíveis a Eletroterapia pode ser utilizada no controle da dor e promover a cicatrização do tecido, e acredite ou não, tem sido em utilizado a algum tempo …
Eletroterapia Estetica

A estimulação elétrica para controle da dor foi utilizada na antiga Roma, 63 dC Foi relatado por Scribonius Largus que a dor foi aliviada por estar sobre um peixe elétrico na beira do mar. De 16 a 18 séculos vários dispositivos eletrostáticos foram utilizados para dores de cabeça e outras dores, mesmo Benjamin Franklin era um defensor deste método para alívio da dor.

Eletroterapia utiliza sinais elétricos para interferir com a transmissão de sinais neurais de dor para o cérebro. Ele efetivamente retarda ou distrai a mensagem do nervo para o cérebro. De um ponto de vista de fisioterapia, afetando sua ‘dor Gate’, seja em um episódio de dor aguda ou crônica, é a área crucial do tratamento e eletroterapia é um recurso muito útil, onde os medicamentos convencionais não são tão afetiva. Eletroterapia, também pode envolver a utilização desta corrente eléctrica para acelerar a cura do tecido em que o dano dos tecidos, também ocorreu.

SAIBA MAIS

Curso de Eletroterapia na Ortopedia

Curso de Eletroterapia na Estética

Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS)

TENS é amplamente utilizado em todo o mundo para uma variedade de condições dolorosas, tais como;

  • Artrite
  • dor lombar
  • dor do Trabalho
  • nevralgias, tais como a dor fantasma

Como Funciona?

Um pequeno dispositivo elétrico. Fornece impulsos elétricos através da pele, versões mais leves não muito maior do que um cartão de crédito estão disponíveis estes dias. Isso pode ser cortada para o seu jeans ou colocado em seu bolso.

O dispositivo está ligado por fios aos elétrodos almofada pegajosa, que são colocados sobre a pele na área da dor. Isso permite que uma pequena carga eléctrica de baixa intensidade para ser passada através da área.

TENS Pode Funcionar De Duas Maneiras:

Eletroterapia Estetica

1 / On uma alta frequência, estimulando seletivamente certas fibras nervosas ‘não-dor “para enviar sinais para o cérebro que bloquear outros sinais nervosos que transportam mensagens de dor estimulação de alta frequência, às vezes chamado de “convencional”, é tolerável por horas, mas o alívio da dor resultante dura por um curto período de tempo.

2 / As freqüências mais baixas estimulam a produção de endorfinas, hormônios naturais para aliviar a dor – o seu próprio sistema interno de gestão da dor estimulação de baixa frequência, às vezes chamado de “acupuntura-like”, é mais desconfortável e tolerável para cerca de 20-30 minutos, mas o alívio da dor resultante dura mais tempo.

Ao contrário de muitos medicamentos para aliviar a dor, TENS não é viciante e tem poucos efeitos colaterais. A maioria das pessoas pode utilizar uma máquina de TENS, mas é inadequada para:

– Os Pacientes com marcapassos e alguns outros tipos de doenças cardíacas.

Causas

-Desconhecido de dor.

Locais do corpo

-Certos na gravidez (excepto em trabalho de parto)

-Certas doenças da pele

Usuários de TENS deve experimentar com diferentes posicionamentos dos eletrodos. Os elétrodos podem ser colocados sobre a área dolorosa, em torno da área dolorosa, sobre o nervo fornecendo a área dolorosa, ou mesmo no lado oposto do corpo usuários de TENS precisa experimentar a unidade durante vários dias com várias colocações de eletrodos antes de decidir se ele vai ser útil. Um ensaio casa por vários dias ou semanas é preferível.

Terapia Interferencial

É essencialmente uma forma mais profunda de TENS. Ele utiliza duas correntes de alta frequência que são um pouco fora de fase, e são passadas através da pele, ao mesmo tempo em que eles são configurados para que seus caminhos se cruzam e simplesmente interferem uns com os outros. Esta interferência dá lugar a uma frequência de batimento que tem as características de estimulação de baixa frequência debaixo da pele.

É administrada por um fisioterapeuta e envolve a colocação de esponjas molhadas no corpo, que fornecem uma corrente suave semelhante à sensação de alfinetes e agulhas. Manipulação da corrente permite que o fisioterapeuta para segmentar a estrutura correta e para tratar.

Existem 4 principais aplicações clínicas para as quais IFT foi encontrado para ser eficaz:

  • O alívio da dor (de um modo semelhante ao TENS)
  • estimulação muscular – evitar o desgaste muscular, reeducação, manter a amplitude de movimento
  • O aumento do fluxo sanguíneo local
  • Redução do edema

Estimular Tecidos Moles

Em situações agudas, os tempos de tratamento mais curtos, da ordem dos 5-10 minutos pode ser suficiente para alcançar o efeito. Em ouras  circunstâncias, pode ser necessário para estimular os tecidos durante 20-30 minutos. Sugere-se que os tempos de tratamento curtos são inicialmente especialmente com o caso agudo.

Eletroterapia é utilizado como um adjuvante para os tratamentos de fisioterapia tradicionais.

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ACL ou ligamento cruzado anterior

ACL ou ligamento cruzado anterior

O que é uma lesão do LCA?

Seu ACL ou ligamento cruzado anterior é um dos quatro ligamentos do joelho que são fundamentais para a estabilidade de seu joelho. Sua ACL é feita de material fibroso resistente e funções para controlar o movimento excessivo do joelho, limitando a mobilidade articular.

Um dos problemas mais comuns envolvendo a articulação do joelho é uma lesão do ligamento cruzado anterior ou lágrima ACL. Dos quatro principais ligamentos do joelho do joelho, uma lesão ou ruptura do LCA é a lesão do ligamento do joelho mais debilitante.

Lesão do LCA

Fonte: http://www.englewoodortho.com

O que causa uma lesão ACL?

Uma lesão do LCA é normalmente uma lesão no joelho relacionada com esportes. Cerca de 80% das lesões relacionadas ao esporte são lesões “sem contato”. Isso significa que a lesão ocorre sem o contato de outro jogador.

Na maioria das vezes, as lágrimas de LCA ocorrem quando se pivota ou desembarca a partir de um salto. Seu joelho dá-out sob você uma vez que você rasgar seu ACL.

As atletas femininas tem um risco mais elevado de um rasgo do ACL, ao participar em esportes do competição. Infelizmente, a compreensão por que as mulheres são mais propensas a lesão do LCA não é clara. Existem algumas sugestões que é biomecânica, força e hormonalmente relacionados. Na verdade, é provavelmente um fator de todos os três.

Quais os esportes têm uma alta incidência de lesões ACL?

Muitos esportes exigem uma ACL em funcionamento para executar manobras comuns, como corte, giro e voltas súbitas.

Estes esportes de alta demanda incluem futebol, rugby, netball, toque, basquete, tênis, voleibol, hóquei, dança, ginástica e muitos mais. Você pode ser capaz de funcionar em suas atividades diárias normais sem um ACL normal, mas estes esportes de alta demanda pode revelar-se difícil.

Portanto, os atletas são muitas vezes confrontados com a decisão de se submeter a cirurgia, a fim de retornar ao seu nível anterior de concorrência. ACL lesões têm sido conhecidos para reduzir muitas promissoras carreiras desportivas.

Quais são os sintomas de uma lesão de LCA?

O diagnóstico de uma ruptura do LCA é feito por vários métodos. Pacientes que têm uma lesão de LCA geralmente sofrem uma lesão no joelho relacionada com esportes.

Eles podem ter sentido ou ouvido um “pop” no joelho, e geralmente o joelho dá-out de debaixo deles. Lágrimas ACL causam inchaço significativo do joelho e dor.

Como é diagnosticada uma lesão no LCA?

Lesão cerebralNo exame clínico do joelho, o seu fisioterapeuta ou médico desportivo vai procurar sinais de instabilidade ligamentar ACL. Estes testes especiais ACL lugar estresse sobre o ligamento cruzado anterior, e pode detectar um rasgo ACL ou ruptura.

Uma ressonância magnética também pode ser usada para determinar se você tem uma lágrima ACL. Ele também vai procurar sinais de lesões associadas no joelho, como contusões ósseas ou danos menisco, que ocorrem regularmente em combinação com um rasgo ACL.

Os raios-X têm pouco valor clínico no diagnóstico de uma ruptura do LCA.

 

Como é tratada uma lesão de LCA?

Muitos pacientes com uma lesão do LCA começam a se sentir melhor dentro de alguns dias ou semanas de uma lesão do LCA. Estes indivíduos podem sentir como se o seu joelho é normal novamente, porque o seu inchaço começou a resolver. No entanto, isso é quando seus problemas com instabilidade do joelho e dando forma pode começar ou piorar.

Lágrimas ACL não necessariamente exigem cirurgia de reconstrução de ACL. Existem vários fatores importantes a considerar antes de decidir se submeter a cirurgia de reconstrução do LCA.

  • Sua idade?
  • Você realiza regularmente esportes ou atividades que normalmente requerem uma ACL funcional?
  • Você sente instabilidade no joelho?
  • Quais são seus planos para o futuro?

Se você não participar de um esporte multi-direcional que requer uma patente ACL, e você não tem um joelho instável, então você pode não precisar de cirurgia ACL.

Fisioterapia e ACL Exercícios

Sua melhor maneira de evitar a cirurgia reconstrutiva ACL é realizar um abrangente Programa de Reabilitação ACL-deficiente do joelho que envolve fortalecimento perna, propriocepção e alto nível equilíbrio reciclagem, além de agilidade específica do desporto e melhoria funcional. Seu fisioterapeuta de esportes é um especialista na prescrição de exercícios de lágrima ACL.

A PhysioWorks desenvolveu um Programa de Reabilitação de Joelho Deficiência ACL específico para lidar com lesões de LCA para pacientes que desejam evitar ou atrasar a cirurgia reconstrutiva de LCA.

O seu tratamento de fisioterapia terá como objectivo:

  • Reduzir a dor e inflamação.
  • Normalize sua amplitude articular.
  • Fortalecer seu joelho: esp Quadríceps (esp VMO) e isquiotibiais.
  • Fortaleça seu membro inferior: Bezerros, quadris e músculos da pelve.
  • Melhorar o alinhamento femoral patelofemoral
  • Normalize seus comprimentos do músculo
  • Melhorar a sua propriocepção, agilidade e equilíbrio
  • Melhorar sua técnica e função, por exemplo, andar, correr, agachar, hopping e pouso.
  • Minimize sua chance de re-lesão.

Nós sugerimos fortemente que você discuta sua lesão no joelho após um exame completo de um especialista em lesões no joelho, como um fisioterapeuta desportivo, médico desportivo ou cirurgião do joelho.

Cirurgia de LCA

A cirurgia usual para um rasgo ACL é chamado de reconstrução ACL. A reparação do ligamento cruzado anterior é raramente uma possibilidade, e assim a ACL é reconstruída usando outro tendão ou ligamento para substituir o ligamento rasgado. Existem várias opções de como realizar a cirurgia de LCA.

A escolha mais significativa é o tipo de enxerto usado para reconstruir a ACL rasgada. Existem também variações no procedimento, como a nova reconstrução de LCA de ‘duplo feixe’.

Você pode ter ouvido de um Procedimento de Lars , que é um novo procedimento de reconstrução do LCA. Em alguns, mas certamente não todos, as rupturas de ACL um stub do ligamento velho pode ser usado como uma parte do procedimento de reparo, que pode apressar seu tempo de recuperação. Seu cirurgião saberá se um procedimento de Lars é uma opção para você ou não. Há riscos mais elevados de re-ruptura envolvidos.

Os riscos da cirurgia de LCA incluem:

  • infecção,
  • Instabilidade persistente e dor,
  • Rigidez do joelho e
  • Dificuldade em retornar ao seu nível anterior de atividade.

A boa notícia é que mais de 90% dos pacientes não têm complicações com a cirurgia de LCA.

Reabilitação pós-cirúrgico do LCA

A reabilitação pós-operatória do LCA é um dos aspectos mais importantes, ainda que muitas vezes negligenciados, da cirurgia de reconstrução do LCA. Os mais bem sucedidos e mais rápidos resultados resultam da orientação e supervisão de um fisioterapeuta Sports experiente.

Sua reabilitação após a cirurgia de LCA se concentra em restaurar o movimento total do joelho, força, poder e resistência. Você também vai exigir equilíbrio, propriocepção e reabilitação agilidade que é individualize para o seu específico desportivas ou necessidades funcionais.

Seu fisioterapeuta de esportes é um especialista neste campo. Sugerimos que você entre em contato com eles para obter o melhor conselho em suas circunstâncias.

ACL Lesões em crianças

ACL cirurgia de reconstrução é o tratamento padrão para jovens, pessoas activas que sustentam uma lágrima ACL. Mas o que acontece quando você é jovem e seus ossos ainda estão crescendo?

A cirurgia de LCA deve ser adiada até que a criança seja mais velha, ou a reconstrução do LCA deve ser realizada antes da maturação esquelética?

A preocupação de realizar cirurgia de LCA em crianças é que existe o risco de causar um distúrbio de crescimento em crianças em crescimento. Problemas de placa de crescimento como resultado da cirurgia de LCA poderiam potencialmente levar ao fechamento prematuro da placa de crescimento ou deformidades de alinhamento.

No entanto, pesquisas recentes estão mostrando que o risco de problemas de placa de crescimento é muito menor do que o risco de danos permanentes no joelho se o ACL não é fixo.

Seu cirurgião do joelho é a melhor pessoa para discutir se a reconstrução do LCA é aconselhável ou não.

Como prevenir uma lesão de LCA?

Prevenção de uma lágrima ACL tem sido o foco de pesquisa recente, especialmente a prevenção de lágrimas ACL em atletas do sexo feminino. Numerosas teorias têm sido propostas para explicar por que as pessoas podem rasgar seu ACL, e como eles podem ser prevenidos.

As investigações atuais concentraram-se no treinamento neuromuscular para prevenir rasgos de LCA. Assim como sabemos que os pacientes de reconstrução de LCA que têm extensa fisioterapia pós-operatória para reconstruir sua força, propriocepção e agilidade, sabemos que exercícios de LCA semelhantes podem ajudar a prevenir uma lágrima de ACL em primeiro lugar. Para mais conselhos, consulte o seu fisioterapeuta desportivo.

Retornar para Esportes com lesão ACL

Atletas muitas vezes têm dificuldade especial retornar ao esporte depois de terem sofrido uma lesão do LCA, mesmo que sejam reconstruídos cirurgicamente.

Os pesquisadores descobriram que sua melhor chance de retornar ao seu esporte pós-ACL lágrima é ter empreender tanto:

  • Cirurgia de reconstrução do LCA e
  • Reabilitação de fisioterapia pós-operatória intensiva.

Para obter mais informações, consulte o seu cirurgião de joelho ou fisioterapeuta de esportes.

Tratamentos Comuns de Lesões de LCA

Tratamento Precoce de Lesões

Evitar os fatores HARM

Lesão de tecidos moles? Quais são as fases de cura?

O que fazer depois de uma tensão muscular ou entorse ligamentar?

Acupuntura e Needling seco

Tratamento Sub-Agudo de lesões de tecidos moles

Exercícios da Cadeia Cinética Fechada

Análise Biomecânica

Exercícios de reforço do equilíbrio

Exercícios de propriocepção e equilíbrio

Agilidade e exercícios específicos do esporte

Medicamentos?

Massagem Soft Tissue

Prevenção de lesões do LCA

Suporte ou suporte

Eletroterapia e Modalidades Locais

Pacotes de calor

Fita de cinesiologia

Pré-Reabilitação

Exercícios de força

Gravação de Suporte e Cintagem

Máquina de dezenas

Análise de vídeo

 

Perguntas freqüentes sobre lesão de LCA

Técnicas Comuns de Tratamento de Fisioterapia

O que é dor?

Fisioterapia & Exercício

Quando devem ser realizados testes de diagnóstico?

Qual é a Função Normal da ACL?

Quais são os sintomas de uma lágrima ACL?

Como a fita Kinesiology reduz o inchaço?

O que você deve fazer se você acha que tem uma lágrima ACL?

Você vai precisar de uma operação para uma lágrima ACL?

E sobre a Reabilitação após a Reconstrução do ACL?

ACL Brace?

Como você pode evitar um ferimento de perna futuro?

Como você melhora seu saldo?

Quanto tratamento você vai precisar?

Lesões Esportivas? O que fazer? Quando?

Quais são as técnicas comuns de massagem terapêutica?

Quais são os sinais de alerta precoce de uma lesão?

O que você pode fazer para ajudar a artrite?

O que acontece quando há uma lesão do LCA?

O que é uma Máquina TENS?

O que é dor crônica?

O que é Dor Nervosa?

O que é Fisioterapia Esportiva?

Qual é o benefício de exercícios de alongamento?

Quando você pode retornar ao esporte?

 

Knee Brace para uma lesão ACL

Muitos pacientes vão tentar uma cinta ACL. A cinta do joelho necessária terá de estabilizar o joelho multi-direcional. Enquanto trialling uma cinta ACL é compreensível, o sucesso reside na extensão da sua instabilidade ACL.

Em outras palavras, ACL altamente instável vai dar para fora, eventualmente, independentemente da cinta, a menos que seja personalizado feito e moldado especificamente para o seu joelho. Essas chaves ACL são muito caras. No entanto, instabilidades leves podem permitir que você trabalhe e realizar esportes de mudança não-direcional se o seu desgaste uma cinta ACL.

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Curso de Fisioterapia

Descubra como funciona o curso de Fisioterapia quais são as principais disciplinas onde estudar e como está o mercado de trabalho!

Physical TherapyO curso de Fisioterapia é do tipo bacharelado dura entre 4 e 5 anos e forma profissionais capazes de diagnosticar e tratar distúrbios relacionados ao movimento do corpo humano.

Os fisioterapeutas podem por exemplo reabilitar uma pessoa acidentada até que ela volte a andar ou ajudar uma criança com paralisia cerebral a ampliar seus movimentos por exemplo. O profissional de fisioterapia apoia seus pacientes no processo de prevenir aperfeiçoar ou reabilitar a capacidade física e funcional.

Para poder exercer a profissão de fisioterapeuta o profissional deve ter diploma de um curso superior de Fisioterapia reconhecido pelo MEC e estar registrado junto ao Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO).

Conheça mais sobre o curso de Fisioterapia descubra onde estudar e como está o mercado de trabalho para quem se forma neste curso!

O curso de Fisioterapia

Fisioterapia é um curso da área da Saúde e que tem duração de 4 a 5 anos. Na maior parte das instituições é oferecido na modalidade presencial. No entanto é possível fazer a graduação em Fisioterapia a distância.

Com habilitação em bacharelado o curso oferece uma formação generalista a partir da qual os profissionais podem atuar em vários campos como saúde coletiva fisioterapia clínica e outros.

Nos primeiros semestres do curso de Fisioterapia o estudante terá contato com as disciplinas que formam a base da profissão como Anatomia Biologia Saúde Pública e Fisiologia.

Ao longo da graduação diversas disciplinas preparam o estudante para atuar nas diferentes áreas da Fisioterapia: Pediatria Geriatria Ginecologia Obstetrícia Cardiologia Neurologia e Pneumologia.

O estudante irá aprender a realizar diferentes técnicas de tratamento tais como: massoterapia (aplicação de massagem) termoterapia (aplicação de calor e frio) fototerapia (aplicação de luz) hidroterapia e eletroterapia.

O estágio é obrigatório e ajuda o estudante a ampliar sua visão sobre os locais onde poderá exercer a profissão e vivenciar na prática o contato com os pacientes.

Grade curricular

A estrutura curricular do curso de Fisioterapia pode variar de acordo com cada universidade. Confira abaixo algumas disciplinas que costumam aparecer no curso de Fisioterapia:

  • Anatomia
  • Biologia Celular e Molecular
  • Biomecânica do Movimento Humano
  • Cinesiologia Clínica
  • Controle Neural do Movimento
  • Desenvolvimento Humano
  • Farmacologia
  • Fisiologia Humana
  • Fisioterapia Aplicada à Ginecologia Obstetrícia e Urologia
  • Fisioterapia Dermatofuncional
  • Fisioterapia em: Geriatria Neurologia Pediatria Pneumologia Terapia Intensiva
  • Genética
  • Hidroterapia Termoterapia Eletroterapia Fototerapia
  • Histologia e Embriologia
  • Imagenologia Aplicada à Fisioterapia
  • Métodos de Avaliação Clínica e Funcional
  • Neurofisiologia
  • Patologia Geral
  • Prótese e Órteses
  • Psicologia

Perfil do profissional

Um dos principais requisitos para quem se forma no curso de Fisioterapia é gostar de lidar com pessoas pois o contato humano é um dos fundamentos desta profissão. Seu público pode ser de crianças adultos e idosos com as mais diferentes necessidades.

O profissional deve ter conhecimento técnico e desenvolver a sensibilidade para identificar os distúrbios do movimento de seu paciente indicar o tratamento adequado e acompanhar seu progresso.

Além das ações de prevenção e proteção dos pacientes o fisioterapeuta estará muitas vezes envolvido em ações de reabilitação. Estas requerem do profissional paciência e perseverança pois nem sempre os resultados são rápidos. Por isso é preciso saber lidar com a ansiedade e as expectativas dos pacientes.

Mercado de trabalho

Para quem se forma em Fisioterapia as oportunidades de trabalho podem estar nas cidades de médio e pequeno porte que ainda não contam com um grande número de profissionais. As áreas de atuação consideradas tradicionais são a Fisioterapia Respiratória Ortopédica e Neurológica.

O mercado também se mostra promissor para os profissionais que depois de formados fazem uma especialização. Atualmente o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) reconhece as seguintes especialidades:

  • Acupuntura
  • Fisioterapia Aquática
  • Fisioterapia Dermatofuncional
  • Fisioterapia Esportiva
  • Fisioterapia do Trabalho
  • Fisioterapia Neurofuncional
  • Fisioterapia em Oncologia
  • Fisioterapia Respiratória
  • Fisioterapia Traumato-Ortopédica
  • Fisioterapia em Osteopatia
  • Fisioterapia em Quiropraxia
  • Fisioterapia em Saúde da Mulher
  • Fisioterapia em Terapia Intensiva

Nos últimos anos um dos mercados de maior crescimento é o da Fisioterapia Dermatofuncional. Além disso o profissional pode encontrar trabalhos em unidades de tratamento intensivo (UTIs) de hospitais postos de saúde centros de reabilitação clínicas e terapias domiciliares. Na área esportiva as oportunidades podem estar em clubes profissionais escolas e academias de ginástica.

 

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Coordenadora da Pós Graduação em Estética Corporal e Facial
Coordenadora da Pós Graduação em Estética Corporal e Facial

Profa. Me. Flávia Fernanda de Oliveira Assunção

Graduada em Fisioterapia pela Universidade do Oeste Paulista – UNOESTE (2001), possui Mestrado em Ciências pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP) pelo departamento de Enfermagem Fudamental (2011), Especialização em Fisioterapia Dermato-Funcional pelo Centro Universitário Claretiano de Batatais – CEUCLAR (2003), docente do curso de Graduação Tecnólogo em Estética e Cosmetologia do Centro Universitário Claretiano de Batatais (SP), docente convidada dos cursos de Pós Graduação em Estética Facial e Corporal do Centro Universitário de Araraquara – UNIARA, Pós Graduação em Estética da Universidade de Franca – UNIFRAN e Pós Graduação em Fisioterapia Dermato-Funcional do Centro Universitário da Fundação Educacional Guaxupé – UNIFEG e Pós Graduação em Fisioterapia Dermato-Funcional Campcursos, Pós Graduação em Biomedicina Estética – NEPUGA.

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Tensão muscular na panturrilha

Tensão muscular na panturrilha

Tensão muscular na panturrilha – Descrição:

A parte inferior da perna é um elemento biomecânico vital durante a locomoção, especialmente durante movimentos que precisam de força e resistência explosivas. O complexo de panturrilha é um componente essencial durante as atividades de locomotivas, e o peso e as lesões nessa área afetam várias disciplinas esportivas e populações atléticas. Lesões por esforços musculares na panturrilha (CMSI) ocorrem comumente em esportes que envolvem corrida em alta velocidade ou volumes aumentados de carga de corrida, aceleração e desaceleração, bem como durante condições fatigantes de jogo ou desempenho.

A lesão na panturrilha é uma lesão muscular comum e, se não for administrada adequadamente, existe o risco de nova lesão e recuperação prolongada.As cepas musculares ocorrem comumente na cabeça medial do gastrocnêmio ou próximo à junção musculotendinosa.O músculo gastrocnêmio é mais suscetível a lesões, pois é um músculo biartrodial que se estende sobre o joelho e o tornozelo.Explosões repentinas de aceleração podem precipitar lesões, assim como um súbito alongamento excêntrico do músculo envolvido.

Anatomia clinicamente relevante

Tensão muscular na panturrilha

Músculos do complexo da panturrilha

O músculo da panturrilha, na face posterior da perna, é composto por três músculos: gastrocnêmio , sóleo e plantar , que juntos constituem o tríceps sural . Esses músculos se juntam como o tendão de Aquiles e todos os três músculos se inserem no calcâneo. Gastrocnêmio , em conjunto com sóleo , fornece principalmente flexão plantar da articulação do tornozelo e flexão na articulação do joelho. Esse músculo fornece a força propulsora da locomoção. Embora se estenda por duas articulações, o gastrocnêmio não é capaz de exercer sua força máxima em ambas as articulações simultaneamente. Se o joelho estiver flexionado, o gastrocnêmio não pode produzir potência máxima na articulação do tornozelo e vice-versa.

Sóleo está localizado abaixo do músculo gastrocnêmio no compartimento posterior superficial da parte inferior da perna. Sua função principal é a flexão plantar do tornozelo e a estabilização da tíbia no calcâneo, limitando a oscilação para frente.

Plantaris está localizado no compartimento posterossuperficial da panturrilha. Funcionalmente, o plantar não é um dos principais contribuintes e atua com gastrocnêmio tanto como flexor do joelho como como flexor plantar do tornozelo.

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– Curso de Quiropraxia Clinica

– Curso de Reabilitação de Joelho e Quadril

– Curso de Bandagem Funcional

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Epidemiologia / Etiologia

As cepas musculares ocorrem mais comumente nos músculos biarticulares, como os isquiotibiais, reto femoral e gastrocnêmio.Durante atividades esportivas, como o sprint, esses músculos longos e biarticulares têm que lidar com forças internas altas e mudanças rápidas no comprimento do músculo e no modo de contração.No entanto, cepas musculares também foram relatadas durante ações musculares de alongamento lento, como aquelas realizadas por bailarinas, mas também durante atividades diárias comuns. gastrocnêmio é considerado de alto risco para cepas porque atravessa duas articulações (joelho e tornozelo) e tem alta densidade de fibras musculares de contração rápida do tipo dois. Uma ruptura da cabeça medial do músculo gastrocnêmio é devida a uma força excêntrica aplicada ao músculo quando o joelho é estendido e o tornozelo é dorsiflexionado. O músculo gastrocnêmio tenta contrair-se no estado já alongado, levando ao rompimento do músculo. O músculo sóleo, por outro lado, é lesionado enquanto o joelho está em flexão. As cepas da junção musculotendinosa medial proximal são o tipo mais comum de lesão do músculo sóleo. Ao contrário do gastrocnêmio, o sóleo é considerado de baixo risco para lesão. Cruza apenas o tornozelo e é em grande parte composta por fibras musculares de contração lenta do tipo um. As cepas de sóleo também tendem a ser menos dramáticas na apresentação clínica e mais subagudas quando comparadas às lesões do gastrocnêmio. This condition frequently occurs in the middle-aged, poorly conditioned and/or physically active patient. Essa condição freqüentemente ocorre em pacientes de meia-idade, mal condicionados e / ou fisicamente ativos.

Vários códigos esportivos, como rúgbi, futebol, tênis, atletismo e dança são afetados por lesões causadas por músculos da panturrilha. No futebol, 92% das lesões são lesões musculares, 13% são lesões na panturrilha. No futebol australiano, o CMSI representou uma das maiores incidências de lesões nos tecidos moles (3,00 por clube por ano) e houve uma taxa de recorrência de 16%.

Sintomas

Estirpe Gastrocnemius

Os sintomas de uma cepa de gastrocnêmio podem incluir queixas do paciente, como uma dor súbita e aguda ou uma sensação de laceração ou laceração na parte posterior da perna, geralmente no ventre medial do gastrocnêmio ou na junção musculotendinosa. O músculo da panturrilha geralmente fica sensível ao toque no ponto da lesão, e o inchaço e os hematomas podem aparecer em questão de horas ou dias. O alongamento do músculo irá reproduzir a dor e resistir à flexão plantar também provocará dor no local da tensão muscular.

Dependendo da extensão da lesão, o indivíduo pode continuar a se exercitar, embora tenha algum desconforto e / ou aperto durante ou após a atividade.Quando as lesões são mais graves, o mecanismo exato da lesão é mais fácil de lembrar e / ou o indivíduo pode não conseguir andar devido a dores intensas.

A ruptura do músculo da panturrilha é graduada de I a III, sendo o grau III o mais grave.O tratamento e a reabilitação dependem da gravidade da tensão muscular.

Classificação de linhagens de panturrilha

Grau Sintomas Sinais Tempo médio de retorno ao esporte
Eu Dor aguda no momento da atividade ou após

Pode ter uma sensação de aperto

Pode ser capaz de continuar a atividade, sem dor ou com

leve desconforto

Pós-tensão de atividade e / ou dor

Dor no aumento unilateral da panturrilha ou hop 10 a 12 dias
II Dor aguda no momento da atividade em bezerro

Não é possível continuar a atividade

Dor significativa com a caminhada depois

Pode ter inchaço no músculo

Contusões leves a moderadas podem estar presentes

Dor com flexão plantar ativa

Dor e fraqueza com resistência

flexão plantar

Perda de flexão dorsal

Bilateral aumento da dor na panturrilha

16 – 21 dias
III Dor severa e imediata na panturrilha, muitas vezes em

junção musculotendinosa

Não é possível continuar com a atividade

Pode apresentar contusões e inchaços consideráveis

dentro de horas de lesão

Incapacidade de contrair músculo da panturrilha

Pode ter um defeito palpável

Teste de Thomson positivo

6 meses após a cirurgia

Características / Apresentação Clínica

É importante diferenciar as cepas musculares do complexo da panturrilha para formular um prognóstico correto, um programa de tratamento adequado e prevenção de lesões recorrentes.

Cepas Gastrocnemius
Estirpes de panturrilha são mais comumente encontradas na cabeça medial do gastrocnêmio. Em um esforço para contrair, as forças do movimento excêntrico no músculo gastrocnêmio já alongado levam à lesão na junção miotendínea. O exame físico imediatamente após a lesão revela um defeito palpável no ventre medial do gastrocnêmio logo acima da junção musculotendinosa. Uma dor repentina é sentida na panturrilha, e o paciente frequentemente relata um “pop” audível ou palpável no aspecto medial da panturrilha posterior, ou eles têm a sensação de que alguém os chutou na parte de trás da perna. . A dor substancial e o inchaço geralmente se desenvolvem durante as 24 horas seguintes. As cepas no gastrocnêmio também são chamadas de “perna de tênis”, já que a apresentação clássica era um tenista de meia idade que subitamente estendeu o joelho

Estirpes de Soleus
Soleus é considerado de baixo risco para lesão em contraste com o gastrocnêmio, uma vez que atravessa apenas o tornozelo e é em grande parte composto de fibras musculares de contração lenta do tipo um. As cepas de sóleo tendem a ser menos dramáticas na apresentação clínica e mais subagudas quando comparadas às lesões do gastrocnêmio. A lesão do músculo sóleo pode estar sendo relatada devido a um diagnóstico errôneo de tromboflebite ou formação de cepas de sóleo com cepas do gastrocnêmio. Uma cepa sóleo causa dor ao ativar o músculo da panturrilha ou ao aplicar pressão no tendão de Aquiles aproximadamente 4 cm acima do ponto de inserção no osso do calcanhar ou mais acima no músculo da panturrilha. Esticar o tendão e andar na ponta dos pés também agravará a dor.

Estirpes de P lantaris
Plantaris é considerado largamente vestigial e raramente envolvido em estirpes de bezerro, embora cruze o joelho e a articulação do tornozelo também. A ruptura do músculo plantar pode ocorrer na junção miotendínea, com ou sem um hematoma associado ou ruptura parcial da cabeça medial do músculo gastrocnêmio ou sóleo. Lesões no músculo plantar podem apresentar características clínicas semelhantes às do gastrocnêmio e músculo sóleo.

Diagnóstico diferencial

As cepas são mais comuns durante a atividade esportiva, mas a dor na parte inferior da perna pode indicar síndrome do estresse tibial medial, tendinite de Aquiles, fascite plantar, distensões musculares e / ou torções articulares que podem ser causadas pela falta de extensibilidade dos flexores plantares e diminuição dorsiflexão do tornozelo. Outras lesões na parte inferior das pernas relacionadas a esportes com os mesmos sintomas e tratamento da linhagem da panturrilha são discutidas abaixo.

Os corredores freqüentemente se queixam da dor na parte inferior das pernas ao longo da borda posteromedial da tíbia. Esta é a síndrome do estresse tibial medial (MTSS) ou comumente conhecida como shin splints. A dor é descrita como sensibilidade localizada alguns centímetros proximalmente ao maléolo medial, espalhando-se proximalmente por cerca de 4 a 10 centímetros.A causa de MTSS pode estar associada a estresse repetitivo ou a uma lesão por uso excessivo.

A dor localizada anterior ou ântero-medial da tíbia poderia indicar uma fratura de estresse tibial, uma lesão típica vista em corredores e futebolistas. Pode ocorrer após mudanças abruptas de intensidade, duração e frequência de treinamento, mas outros fatores pessoais e ambientais também pode contribuir para essa lesão. As radiografias são inicialmente negativas, mas com o tempo, as linhas de fratura tornam-se visíveis. O tratamento cirúrgico pode ocasionalmente ser necessário, mas pode ser tratado da mesma forma que uma cepa de vitelo: repouso, restrição de atividade agravante, fortalecimento da musculatura dos membros inferiores, AINEs e calçados apropriados.

Exercício repetitivo sem repouso adequado para recuperação pode causar síndrome do compartimento de esforço crônico (SCEC). O CECS começa com dor leve durante os períodos de treinamento e pode desaparecer após o treinamento.Nos últimos estágios, a dor se apresenta mais cedo, tornando-se mais dolorosa e de maior duração forçando a interrupção da atividade.Queixas comuns são;cólicas, parestesia, dormência e fraqueza na parte inferior da perna.O CECS é causado pelo aumento do fluxo sanguíneo intramuscular durante o exercício, de forma que a pressão compartimental surge, os capilares se comprimem e a isquemia se desenvolve.

A dor na perna em torno da mesma área que uma cepa gastrocnêmica pode ser causada pela Síndrome do Aprisionamento da Artéria Poplítea (PAES), um curso anormal da artéria poplítea.A migração medial e cranial da cabeça medial do gastrocnêmio pode pegar a artéria poplítea e passar medialmente.Isso é chamado de PAES anatômico, uma relação anormal entre a artéria poplítea e as estruturas miofasciais circundantes.O PAES funcional é causado por contração muscular, freqüentemente flexão plantar ativa do tornozelo que comprime a artéria entre o músculo e o osso subjacente.

Veja também:

Tendinopatia de Aquiles

Fascite plantar

Dor posterior do joelho

Procedimentos de diagnóstico

Um exame clínico completo e histórico podem ser suficientes para concluir um diagnóstico, mas muitas vezes é difícil chegar a um diagnóstico preciso devido ao quadro clínico ser compartilhado com outras condições patológicas. A imagem diagnóstica é geralmente necessária e a ultrassonografia (US) é considerada o padrão ouro. Também pode ser usado para avaliar o grau e a extensão da lesão muscular e para excluir outras patologias, como cisto de Baker roto e trombose venosa profunda.

As rupturas geralmente estão associadas à presença de coleta de líquido entre o músculo sóleo e a cabeça medial do gastrocnêmio. Isso pode ocorrer com ou sem hemorragia. A medição da coleta de fluido informa sobre a extensão da lesão. O grau da lesão (ruptura parcial ou completa) pode ser definido pela distância entre os dois músculos. A US axial scans é a mais útil para diferenciar entre a ruptura parcial e completa, já que é possível descrever toda a barriga muscular em uma única imagem.

A ruptura do músculo da panturrilha é mais comum em esportes que exigem aceleração rápida e mudanças de direção, como corrida, vôlei e tênis. As cepas musculares são classificadas de I a III. Quanto mais severa a tensão, maior o tempo de recuperação. Os sintomas típicos são rigidez, descoloração e hematomas ao redor do músculo esticado.

Grau I: Um primeiro grau ou lesão leve é ​​o mais comum e o menor. Uma dor aguda é sentida no momento da lesão ou dor com atividade. Há pouca ou nenhuma perda de força e amplitude de movimento com ruptura da fibra muscular inferior a 10%. Um retorno ao esporte seria esperado dentro de 1 a 3 semanas.

Grau II: Um segundo grau ou lesão moderada é uma atividade de parada parcial do músculo. Há uma clara perda de força e amplitude de movimento com dor acentuada, inchaço e frequentemente contusões. Ruptura da fibra muscular entre 10 e 50%. 3 a 6 semanas é um período de recuperação usual para um retorno à atividade completa.

Grau III: Um terceiro grau ou lesão grave resulta em uma ruptura completa do músculo e é freqüentemente concomitante com um hematoma. Dor, inchaço, sensibilidade e hematomas geralmente estão presentes. A recuperação é altamente individualizada e pode levar meses até que você esteja totalmente recuperado para um retorno completo à atividade.

Medidas de resultado

  • LEFS : Escala Funcional da Extremidade Inferior
  • VAS : escala visual analógica
  • NPRS : escala numérica de classificação de dor
  • Teste de força muscular : o grau 0 é o grau mais baixo em que o paciente não é capaz de fazer nenhuma contração do músculo. O grau 5 é o grau mais alto em que o paciente é capaz de mover a perna contra uma resistência máxima dada pelo terapeuta.

Exame

O exame físico isola o local e a gravidade da lesão. Uma combinação de palpação, teste de força e amplitude de movimento passiva e ativa é necessária para ajudar a distinguir entre as cepas dos músculos sóleo e gastrocnêmio.

A palpação do bezerro deve ocorrer ao longo de toda a extensão dos músculos e das aponeuroses. Isso é necessário para identificar inchaço, espessamento, sensibilidade, defeitos e massas, se presentes. As cepas do músculo gastrocnêmio costumam apresentar sensibilidade no ventre medial ou na junção musculotendinosa, enquanto as cepas do sóleo geralmente ocorrem com dor lateral.

Como a origem do gastrocnêmio está situada acima do joelho (epicondylus lateralis e medialis femoris) e a origem do soleus está abaixo do joelho (caput fibulae), a ativação dos músculos pode ser isolada pela variação do grau de flexão do joelho. Sóleo se torna a principal fonte de força na flexão plantar, com o joelho em maior flexão. Com o joelho em extensão total, é o gastrocnêmio que fornece mais força. Essa relação permite um teste de força mais preciso dos músculos da panturrilha e permite ao examinador descrever qual músculo foi lesado.

Testes adicionais incluem o teste de Thompson para interromper completamente o tendão de Aquiles. Lágrimas simultâneas do gastrocnêmio e sóleo são possíveis, o que pode complicar o quadro clínico.

O paciente também é observado em posições em pé e de bruços, observando de perto o inchaço, hematomas e deformidades, bem como possíveis problemas posturais, como pronação excessiva.

Gerenciamento médico

As cepas de panturrilha raramente requerem cirurgia, mas são realizadas em casos extremos. como em uma ruptura completa. O tratamento conservador recomendado inclui o RICE, a injeção de anestésico local e a cortisona dentro e ao redor da área e o tratamento de recuperação gradual e ativo. Quando um hematoma está presente, a sua remoção o mais rápido possível é essencial, caso contrário podem ocorrer complicações como a miosite ossificante.

Uma bandagem de compressão pode ser aplicada imediatamente para ajudar a parar o inchaço, mas só deve ser aplicada por 10 minutos de cada vez, pois restringir completamente o fluxo sangüíneo aos tecidos pode causar mais danos, enquanto o apoio da panturrilha pode ser aplicado por mais tempo.

No caso de uma lesão mais grave, um calcanhar temporário para encurtar o músculo da panturrilha para reduzir a tensão no músculo enquanto cura pode ser útil. Pode ser aconselhável colocar calcanhares em ambos os sapatos, no entanto, para evitar a criação de um desequilíbrio de marcha.

Prevenção :

O alongamento regular garante uma boa mobilidade articular. Sob a extensão, uma força maior também pode ser liberada e os músculos ficam menos tensos, melhorando o fluxo sanguíneo.

Tratamento da Fisioterapia

O tratamento visa:

  • Reduzir a dor
  • Restaurar a flexibilidade
  • Restaurar a força

O tratamento principal de uma cepa de panturrilha consiste no repouso e permite um tempo de cicatrização adequado, mas, em casos graves, a cirurgia é necessária. O tratamento conservador inclui alongamento passivo suave, isométrico, em seguida, passando para exercícios concêntricos. [L4] Nos últimos estágios, a massagem e a eletroterapia podem ser usadas. [L4]

O tratamento inicial visa limitar o sangramento, a dor e prevenir complicações. [L4] crioterapia pode ser usada para diminuir a inflamação, a dor e o metabolismo celular. Fita ou um envoltório compressivo pode ser aplicado e a perna elevada quando possível. [L4] Se ocorreu sangramento importante, o uso de AINEs deve ser cuidadosamente controlado, pois eles têm um efeito antiplaquetário que pode aumentar o sangramento, assim como o aplicação prematura de calor e massagem também pode. [L4]

Exercícios de alongamento passivo suave sem dor para manter a amplitude de movimento nos flexores plantares, que podem se tornar limitados pelo encurtamento e contraturas. [L1b] Nos últimos estágios, uma vez que a inflamação tenha se resolvido, a aplicação de calor superficial simultaneamente com um alongamento estático de baixa carga melhora a flexibilidade dos músculos. [L4]

Exercícios isotônicos para os antagonistas tibial anterior e os fibulares são recomendados, bem como exercícios leves para o músculo lesionado. Movimentos suaves, dentro das limitações da dor, nos primeiros dias após a lesão, ajudarão a promover a cicatrização, [L4] A falta de extensibilidade dos flexores plantares afetará a dorsiflexão do tornozelo e causará distúrbios na marcha. Sapatos com salto baixo são recomendados para incentivar a marcha melhorada no calcanhar. [L1b]

Após 48 horas, o gelo não é mais um analgésico eficaz. A diatermia por ondas curtas pode ser usada como alternativa. Uma cepa com edema anormal e hematomas pode ser tratada com terapia interferencial. O objetivo é aliviar a dor e estimular as fibras musculares. [L4]

Quando os músculos da panturrilha podem ser totalmente estendidos sem dor, uma troca feita pode ser de alongamento passivo suave até alongamentos ativos, tanto na posição do joelho fletido (sóleo) quanto na posição esticada do joelho (gastrocnêmio). [L4]

Dependendo do grau de tensão e do tempo de cura de um indivíduo, são introduzidos exercícios isométricos, isotônicos e dinâmicos para recuperar a resistência à tração no músculo. [L4] Tratamentos alternativos consistem em terapia vibratória (VT). A terapia de vibração é aplicada especificamente à área da lesão e trata as tensões musculares e outras lesões mio-tendíneas que envolvem pontos-gatilho. [L4] Broadbent et al. sugeriram que a TV estimula os receptores sensoriais, mas também provoca uma diminuição nas células inflamatórias e receptores como a IL6 e a histamina. [L1b] O objetivo dessa terapia é aumentar a força muscular, a flexibilidade e a extensibilidade. Após um tratamento com VT, no entanto, o pulo e a corrida não são permitidos por pelo menos 3 a 6 semanas e os AINEs são desencorajados, mas outras rotinas de tratamento podem ser continuadas. Uma vantagem em comparação com outras terapias, como a terapia por ondas sonoras e os tratamentos com ESWT, é que a TV pode ser aplicada com mais frequência. [L1a]

As cepas podem causar dor de longa duração, apesar de um tratamento precoce adequado. O resultado do tratamento é bem sucedido quando: a dor é resolvida, o músculo da panturrilha pode ser totalmente estendido, a força volta ao normal, a ADM do joelho e tornozelo é normal e quando a sensibilidade excessiva desaparece. [L4]

Linha de Resultado Clínico

A dor no músculo da panturrilha é muitas vezes devido a uma tensão, no entanto, existem outras condições que podem causar sintomas semelhantes, incluindo trombose venosa profunda e contusões. O tempo de cura é extremamente variável, dependendo da gravidade da cepa e da resposta individual ao tratamento. O manejo conservador de um programa de exercício gradual normalmente tem o resultado desejado para o grau 1 e 2 cepas, mas, no caso de ruptura, a cirurgia é necessária. Massagem e estimulação elétrica também podem ser um complemento útil para exercícios de força e condicionamento.

Tensão muscular na panturrilha – Referências:

  1. Green B, Pizzari T. Calf muscle strain injuries in sport: a systematic review of risk factors for injury. Green B, Lesão por esforço muscular de Pizzari T. Calf no esporte: uma revisão sistemática dos fatores de risco para lesão. Br J Sports Med 2017; 51: 1189-1194
  2. Abe T , Kumagai K , Brechue WF . Abe T, Kumagai K, Brechue WF. O comprimento do fascículo dos músculos da perna é maior nos velocistas do que nos corredores de longa distância. Med Sci Sports Exerc 2000; 32: 1125–9 (acessado a 24 de julho de 2018)
  3. Abe T , Fukashiro S , Harada Y , et al . Abe T, Fukashiro S, Harada Y, et al. Relação entre o desempenho no sprint e o comprimento do fascículo muscular em velocistas. J Physiol Anthropol Appl Human Sci 2001; 20: 141-7.
  4. Bengtsson H , Ekstrand J , Hägglund M . Bengtsson H, Ekstrand J, Hägglund M. As taxas de lesões musculares no futebol profissional aumentam com o congestionamento dos jogos: um acompanhamento de 11 anos do estudo de lesões da Liga dos Campeões da UEFA. Br J Sports Med 2013; 47: 743–7.
  5. Brukner P, Khan K. Clinical sports medicine.3rd ed. Brukner P, Khan K. Medicina esportiva clínica. 3ª ed. Sydney: McGraw Hill, 2006.
  6. Wikimedia Commons contributors, “File:1123 Muscles of the Leg that Move the Foot and Toes b.png,” Wikimedia Commons, the free media repository, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=File:1123_Muscles_of_the_Leg_that_Move_the_Foot_and_Toes_b.png&oldid=276846515 (accessed July 25, 2018). Contrib Colaboradores do Wikimedia Commons, “Arquivo: 1123 Músculos da Perna que Movem o Pé e os Dedos dos Pés b.png,” Wikimedia Commons, o repositório de mídia gratuito, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title= Arquivo: 1123_Muscles_of_the_Leg_that_Move_the_Foot_and_Toes_b.png & oldid = 276846515 (acessado em 25 de julho de 2018).
  7. Palastanga N, Field D, Soames R. Anatomy and human movement: structure and function. Palastanga N, campo D, Soames R. Anatomia e movimento humano: estrutura e função. 5º Ed.Edinurgh: Elsevier, 2006.
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Eletroterapia na Fisioterapia, Curso Eletroterapia

Eletroterapia na Fisioterapia, Curso Eletroterapia

A eletroterapia na fisioterapia é uma área que utiliza correntes elétricas com finalidades terapêuticas, abrangendo recursos como ultrassom, laser, TENS, corrente interferencial e estimulação muscular. Esses recursos são aplicados para controle da dor, redução de edema, aceleração da cicatrização tecidual e fortalecimento muscular, sempre com base em evidências científicas e raciocínio clínico.

O que é eletroterapia na fisioterapia

A eletroterapia consiste na aplicação de energia elétrica ou eletromagnética para tratar disfunções musculoesqueléticas, neurológicas e tegumentares. Na prática clínica, o fisioterapeuta seleciona o recurso adequado conforme a fase da lesão, os objetivos do tratamento e as características do paciente. A formação continuada nessa área permite ao profissional atualizar-se sobre protocolos clínicos e evidências científicas, garantindo intervenções seguras e eficazes.

Principais recursos da eletroterapia

Os recursos eletroterapêuticos mais utilizados na fisioterapia incluem:

  • Ultrassom terapêutico: utilizado para tratamento de tecidos moles e fraturas, promovendo efeitos térmicos e mecânicos que auxiliam na regeneração tecidual.
  • Laserterapia: aplicada para modulação inflamatória, analgesia e reparo tecidual, com diferentes comprimentos de onda e dosagens.
  • Eletroanalgesia (TENS e IFC): a Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS) e a Corrente Interferencial (IFC) são amplamente empregadas no controle da dor aguda e crônica.
  • Estimulação muscular: correntes como a Russa e o FES (Functional Electrical Stimulation) são usadas para ganho de força, prevenção de atrofia e facilitação neuromuscular.
  • Treinamento muscular avançado: protocolos que combinam eletroestimulação com exercícios terapêuticos para otimizar o desempenho muscular.

Metodologia de aplicação clínica

A aplicação da eletroterapia exige conhecimento aprofundado sobre parâmetros de dosagem, posicionamento de eletrodos e contraindicações. A metodologia de ensino baseada em revisão de protocolos clínicos e artigos científicos, aliada à prática supervisionada, é fundamental para a capacitação profissional. Durante a formação, os participantes treinam todos os protocolos, incluindo técnicas de treinamento muscular avançado, o que favorece a tomada de decisão baseada em evidências.

Evidências científicas sobre correntes diadinâmicas

Um estudo experimental com ratos Wistar investigou os efeitos das Correntes Diadinâmicas de Bernard (CDB) sobre a nociceptividade e o edema em trauma tendíneo. Os animais foram divididos em grupo controle, grupo polo negativo e grupo polo positivo, e submetidos a trauma no tendão calcâneo com energia de 0,4 J. A nociceptividade foi avaliada por analgesímetro digital tipo Von Frey, e o edema por paquimetria. O tratamento consistiu em cinco sessões diárias com as correntes DF, CP e LP, aplicadas por três minutos cada. Os resultados mostraram que apenas o grupo tratado com o polo positivo apresentou redução significativa da nociceptividade e retorno do edema aos valores basais. Esses achados sugerem que a polaridade pode influenciar os efeitos terapêuticos das CDB, embora mais estudos sejam necessários para consolidar sua aplicação clínica.

Importância da atualização profissional em eletroterapia

A evolução constante das tecnologias e a publicação de novas pesquisas exigem que o fisioterapeuta mantenha-se atualizado. Cursos de capacitação oferecem a oportunidade de revisar protocolos, praticar técnicas e discutir casos clínicos, elevando a qualidade do atendimento. Curso Atualização em Eletrotermofototerapia

Objetivos da eletroterapia na reabilitação

Os principais objetivos da eletroterapia incluem o alívio da dor, a redução do processo inflamatório, a aceleração da cicatrização, o fortalecimento muscular e a melhora da função motora. A escolha do recurso deve considerar a fase da lesão (aguda, subaguda ou crônica), a profundidade do tecido-alvo e a resposta individual do paciente.

Aplicações gerais na prática fisioterapêutica

A eletroterapia é aplicada em diversas áreas da fisioterapia, como ortopedia, traumatologia, neurologia, dermatofuncional e esportiva. Em lesões musculoesqueléticas, por exemplo, o ultrassom e o laser são frequentemente utilizados na fase inicial para controle da inflamação, enquanto a estimulação elétrica é empregada nas fases posteriores para recuperação da força. Na fisioterapia esportiva, o treinamento muscular avançado com eletroestimulação pode ser integrado a programas de reabilitação e prevenção de lesões.

Conclusão

A eletroterapia é uma ferramenta valiosa na prática fisioterapêutica, desde que embasada em conhecimento científico e aplicada com critério. A formação continuada permite ao profissional dominar os recursos disponíveis, interpretar evidências e personalizar o tratamento, contribuindo para melhores desfechos clínicos.

Perguntas frequentes

O que é eletroterapia na fisioterapia?

É a aplicação de correntes elétricas ou energia eletromagnética para tratar disfunções musculoesqueléticas, neurológicas e tegumentares, com objetivos como analgesia, redução de edema e fortalecimento muscular.

Quais são os principais recursos da eletroterapia?

Os principais recursos incluem ultrassom terapêutico, laserterapia, TENS, corrente interferencial (IFC) e estimulação muscular para ganho de força.

As correntes diadinâmicas de Bernard são eficazes para dor e edema?

Um estudo em ratos mostrou que o polo positivo das correntes diadinâmicas de Bernard reduziu a nociceptividade e o edema em trauma tendíneo, mas são necessárias mais pesquisas para confirmar sua eficácia clínica.

Qual a importância da atualização profissional em eletroterapia?

A atualização permite revisar protocolos clínicos, praticar técnicas baseadas em evidências e melhorar a tomada de decisão, garantindo intervenções seguras e eficazes.