O que é terapia Manual

O que é terapia Manual

TERAPIA MANUAL

     A terapia manual é um ramo de uma ampla gama de abordagens fornecidas pelos fisioterapeutas, mas não se limita apenas a esta disciplina. A terapia manual é reivindicada também por outras disciplinas, como quiropráticos, osteopatas, bioenergoterapêuticos, etc. Teóricamente, qualquer abordagem terapêutica fornecida pelas mãos pode ser rotulada como Terapia Manual. Na Fisioterapia, a abordagem manual é limitada pelo escopo da prática ao tratamento dos sistemas esquelético, articular, muscular e neural. Na Terapia Manual há muitos conceitos diferentes criados por muitos praticantes que contribuíram para o desenvolvimento desta abordagem.

Podemos citar alguns dos muitos, como Cyriax, Maitland, Mulligan, Kaltenborn e Paris. Cada um deles tinha diferentes conceitos e técnicas. Naturalmente, eles criaram seus próprios métodos de terapia, Seus nomes são sinônimos da terapia manual na vida comum. É muito comum que os terapeutas chamem as técnicas realizadas após seus nomes, como “eu fiz alguns Maitland para L4”, ou “ele pode se beneficiar da mobilização do ombro de Mulligan”.

Uma abordagem de terapia manual é mobilização e / ou manipulação, o que também traz muita confusão. Cyriax definiu a manipulação como “… simplesmente definida como um movimento passivo em uma articulação com propósito terapêutico, usando as mãos”. Paris declarou em 1983: “O termo mobilização é idêntico ao significado com a palavra manipulação. Eles são intercambiáveis. A mobilização tem sido o termo mais comum nos Estados Unidos devido ao fisioterapeuta que deseja evitar a manipulação de palavras que tem para alguma associação implícita Com quiropraxia.      Embora um de nossos terapeutas seja um terapeuta manual ortopedista certificado em um método desenvolvido por Maitland e Mulligan, também estamos fornecendo técnicas desenvolvidas por outros profissionais, que foram mencionados acima.       O Maitland Concept baseia-se principalmente na evidência clínica, mas a consideração diagnóstica / teórica também influenciará um modo de intervenção.Maitland Principles of Treatment diz que: “O conhecimento biomecânico é obrigatório para entender quais estruturas são potencialmente relevantes para os sintomas do paciente, porém as técnicas específicas de avaliação e tratamento são escolhidas usando o raciocínio clínico e a apresentação de sinais e sintomas”. Também estamos fornecendo técnicas desenvolvidas por outros profissionais, que foram mencionados acima. O Maitland Concept baseia-se principalmente na evidência clínica, mas a consideração diagnóstica / teórica também influenciará um modo de intervenção. Maitland Principles of Treatment diz que: “O conhecimento biomecânico é obrigatório para entender quais estruturas são potencialmente relevantes para os sintomas do paciente, porém as técnicas específicas de avaliação e tratamento são escolhidas usando o raciocínio clínico e a apresentação de sinais e sintomas”. Também estamos fornecendo técnicas desenvolvidas por outros profissionais, que foram mencionados acima. O Maitland Concept baseia-se principalmente na evidência clínica, mas a consideração diagnóstica / teórica também influenciará um modo de intervenção. Maitland Principles of Treatment diz que: “O conhecimento biomecânico é obrigatório para entender quais estruturas são potencialmente relevantes para os sintomas do paciente, porém as técnicas específicas de avaliação e tratamento são escolhidas usando o raciocínio clínico e a apresentação de sinais e sintomas”.

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Técnicas de Maitland de Mulligan

Técnicas de Maitland de Mulligan

As técnicas de Maitland e Mulligan representam dois paradigmas distintos, porém complementares, na terapia manual para o tratamento de dor e rigidez articular. Embora a literatura relate a eficácia de ambas as abordagens, o conceito Maitland oferece um quadro conceitual mais abrangente, integrando raciocínio clínico, exame detalhado e protocolo de tratamento. Este artigo explora as características, aplicações e fundamentos dessas técnicas, bem como as evidências que sustentam sua prática.

O conceito Maitland e suas técnicas de mobilização

As técnicas de Maitland envolvem a aplicação de movimentos oscilatórios passivos e acessórios nas articulações periféricas e vertebrais para tratar dor e rigidez de natureza mecânica. O objetivo é restaurar os movimentos de rotação, deslizamento e rolamento entre as superfícies articulares. Essas técnicas são classificadas em cinco graus, de acordo com a amplitude e a resistência encontrada:

  • Grau I: movimento de pequena amplitude realizado abaixo da resistência, indicado para condições altamente irritáveis, atuando nas estruturas neurais para alívio da dor.
  • Grau II: movimento de maior amplitude, ainda abaixo da resistência, utilizado quando a palpação provoca dor antes da restrição do movimento.
  • Grau III: movimento de grande amplitude dentro da resistência, empregado para melhorar a amplitude de movimento.
  • Grau IV: movimento de pequena amplitude na resistência, usado em dores crônicas de baixa irritabilidade.
  • Grau V: impulso de alta velocidade, característico da manipulação.

Maitland também prescreve técnicas de alongamento para lidar com espasmos musculares. A escolha do grau depende de uma avaliação minuciosa, que inclui um exame subjetivo e objetivo. No exame subjetivo, o terapeuta guia o paciente na descrição dos sintomas, investigando história, localização e comportamento. Já o exame objetivo envolve testes de movimentos acessórios e fisiológicos para localizar a restrição ou dor. O tratamento é progressivo: técnicas bem-sucedidas são avançadas em grau ou repetições, enquanto as ineficazes são descartadas.

O paradigma Mulligan: mobilização com movimento

As técnicas de Mulligan, como NAGS, SNAGS e MWMs, são orientadas para a restauração do rastreamento fisiológico correto e livre de dor. Diferentemente de Maitland, Mulligan não utiliza graus de movimento ou oscilações; em vez disso, aplica um movimento acessório sustentado enquanto o paciente realiza ativamente o movimento fisiológico. O princípio é que a dor é o principal sinal de desalinhamento articular, e o alívio da dor indica o sucesso da técnica. Essas técnicas são indicadas para condições não agudas, onde a biomecânica pode ser alterada sem induzir dor.

As principais técnicas incluem:

  • NAGS: deslizamentos acessórios apofisários naturais aplicados na coluna cervical com o paciente passivo.
  • SNAGS: deslizamentos acessórios apofisários naturais sustentados, com o paciente movendo ativamente a articulação dolorosa ou rígida.
  • MWMs: mobilizações com movimento aplicadas nas articulações periféricas, baseadas no princípio de Kaltenborn de que o deslizamento é essencial para o movimento livre de dor.

Mulligan postula que suas técnicas “seduzem um sistema nervoso agitado, bombardeando-o com a normalidade indolor”, restabelecendo um feedback proprioceptivo normal e quebrando o ciclo de dor e espasmo muscular.

Comparação e complementaridade entre as abordagens

Enquanto Maitland aplica movimentos em planos anterior-posterior ou transversal, independentemente do ângulo articular, Mulligan segue o plano das articulações zigapofisárias na coluna e o plano de tratamento nas periféricas. Ambas as abordagens podem ser usadas conjuntamente, pois são complementares. Maitland oferece um protocolo sistemático de avaliação e raciocínio clínico, útil para documentar e progredir o tratamento. Mulligan, por sua vez, foca na correção imediata do movimento funcional com ausência de dor.

Evidências e fundamentação científica

A literatura sugere que a terapia manual pode reduzir a dor por mecanismos como a estimulação de mecanorreceptores que bloqueiam impulsos dolorosos (teoria das comportas) e a liberação de endorfinas. Além disso, a mobilização pode orientar a remodelação do colágeno, melhorando a força e extensibilidade do tecido conjuntivo. No entanto, as evidências sobre a eficácia são limitadas e muitas vezes baseadas em observações anedóticas. Estudos apontam grande variação nas forças aplicadas e falta de padronização, o que dificulta a replicação e a pesquisa.

Maitland propôs um modelo de raciocínio clínico análogo a uma parede de tijolos semipermeável, onde teoria e prática se influenciam mutuamente, mas devem ser mantidas distintas. Esse modelo incentiva o teste contínuo de hipóteses clínicas contra o conhecimento científico. Conceito Maitland Apesar das incertezas, ambas as abordagens continuam sendo amplamente utilizadas e valorizadas na prática fisioterapêutica.

Considerações finais

As técnicas de Maitland e Mulligan são ferramentas valiosas na terapia manual, cada uma com seus pontos fortes. Maitland destaca-se pelo raciocínio clínico estruturado e pela classificação em graus, facilitando a progressão e a pesquisa. Mulligan oferece uma abordagem funcional e imediata, com foco no movimento ativo e indolor. A escolha entre elas depende da condição do paciente, da experiência do terapeuta e dos objetivos do tratamento. A integração de ambas pode potencializar os resultados, sempre com base em uma avaliação criteriosa e no monitoramento contínuo da resposta do paciente.

Perguntas frequentes

Quais são os graus de mobilização no conceito Maitland?

Os graus são: I (pequena amplitude abaixo da resistência), II (maior amplitude abaixo da resistência), III (grande amplitude na resistência), IV (pequena amplitude na resistência) e V (impulso de alta velocidade).

Qual a diferença entre as técnicas de Maitland e Mulligan?

Maitland usa movimentos oscilatórios passivos classificados em graus, enquanto Mulligan aplica movimentos acessórios sustentados com movimento ativo do paciente, focando na ausência de dor.

Para que servem as técnicas de Mulligan?

As técnicas de Mulligan (NAGS, SNAGS, MWMs) visam restaurar o rastreamento articular fisiológico e aliviar a dor durante o movimento ativo.

Como a terapia manual pode aliviar a dor?

A mobilização pode estimular mecanorreceptores que bloqueiam impulsos dolorosos, liberar endorfinas e quebrar o ciclo dor-espasmo, além de orientar a remodelação do colágeno.