Tecnica de Terapia Manual de Maitland

Tecnica de Terapia Manual de Maitland

Terapia manual

A terapia manual ou a “terapia das mãos” é usada por Ross B Smith e Associate Caulfield Physiotherapy para ajudar seu corpo a se recuperar de ferimentos e melhorar o desempenho.

As técnicas de terapia manual que usamos em nossa clínica incluem:

Mobilização de articulações

Mobilização das articulações do pescoçoA rigidez pode causar movimentos restritos e dor. Nossas técnicas de mobilização reduzem a rigidez ao alongar as estruturas do tecido mole do corpo, como ligamentos, músculos e articulações. O tipo e o nível de mobilização variam de técnicas extremamente gentis a fortes.

As técnicas manipuladoras são usadas apenas para uma pequena porcentagem de pacientes. Um protocolo rigoroso de teste de estruturas vitais é realizado antes que as técnicas de manipulação sejam utilizadas.

Maitland Approach

Geoffrey Maitland, um fisioterapeuta sul-australiano brilhante, desenvolveu um sistema de avaliação e tratamento de pacientes. Sua abordagem ao tratamento é precisa e gentil. Possui técnicas progressivas de mobilização com avaliação detalhada antes e depois do tratamento. Ross B Smith & Associates A fisioterapia Caulfield usa a abordagem Maitland.

Massagem

Os fisioterapeutas de Ross B Smith e Associates Caulfield usam massagem de tecidos moles para enfrentar um aumento anormal no tom de seus músculos. A massagem prolonga os tecidos apertados e também pode ser usada para diminuir o inchaço nos tecidos.

Estiramento Facilitado de Fisioterapia (Facilitação Neuromuscular)

Os músculos que são encurtados podem restringir sua mobilidade. A facilitação neuromuscular é uma técnica eficaz para reduzir o aperto dos músculos em seu corpo e pode ajudar a reduzir o risco de uma tensão muscular.

Terapias e tratamentos coordenados

Os fisioterapeutas da Fisioterapia Caulfield usam uma combinação dos tratamentos acima para diminuir sua dor e melhorar sua função.

Marque uma consulta

Para descobrir como a terapia manual de Fisioterapia Caulfield Ross B Smith & Associates pode melhorar seus sintomas ou fazer uma consulta, basta ligar para nós (03) 9578 9124 ou preencher nosso formulário decontato on-line e nós o chamaremos de volta durante o horário comercia

Conteúdos relacionados

O que é a terapia Manual

O que é a terapia Manual

Curso de Terapia Manual 

Sera ministrado em Campinas a VI Turma do Curso de Terapia Manual

O curso conta com uma carga horaria de 20 horas/aula sendo 80% Prático

Todos os alunos ganham suas apostilas coloridas e certificado entregue ja ao final do curso.

Nesse Curso de Terapia Manual sera abordados os temas

Os principais conceitos das técnicas mais tradicionais da fisioterapia como o Maitland, Mulligan, Mobilização e Pontos Gatilhos.

Alem das técnicas serão abordados temas como testes específicos e Diferenciais da Coluna Vertebral.

Mais você pode estar vendo o conteúdo programático do Curso de Terapia Manual Clicando aqui.

O professor Andre Nogueira responsável por ministrar o Curso tem sua especialização em Músculo Esquelética realizada pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e seu Mestrado pela Universidade Nove de Julho

Curso Terapia Manual

Venha fazer sua curso com a CampCursos confira as próximas das datas  em  São Paulo o curso ira ocorrer dias 20 e 21 de Agosto em Campinas de 10 e 11 de Setembro e  Curitiba de 24 e 25 de Setembro

Corra pois nossas turmas são limitadas até no máximo de 16 alunos para o melhor aproveitamento do curso.

Ficou com alguma duvida?

Então ligue para nossa central de atendimento através do telefone 0800 878 3142 de qualquer telefone fixo ou para (11) 4063 3047; (19) 4062 9298 ou (51) 4063 9397

Mais você sabe o que é Terapia Manual?

As três formas mais notáveis da terapia manual são a manipulação, mobilização e massagem. Manipulação é a introdução engenhosa de uma rápida rotação, cisalhamento ou força de distração em uma articulação. Manipulação é muitas vezes associado a um som de estalo audível causado pela quebra instantânea de bolhas de gás que se formam durante a cavitação conjunta. A mobilização é um processo mais lento, mais controlada de articular e dos tecidos moles (miofascial) alongamento destina-se a melhorar a bio- elasticidade mecânica. A massagem é normalmente a fricção repetitiva, descascando ou amassar dos tecidos miofasciais para melhorar principalmente a dinâmica de fluidos intersticiais.

A diferenciação entre uma manipulação e mobilização do ponto de vista regulatório é que a mobilização pode ser interrompido a qualquer momento, caso o destinatário decidir renunciar o restante do procedimento. Por outro lado, uma manipulação não pode ser parado pelo praticante, uma vez iniciada.

A terapia manual pode ser definido de forma diferente (de acordo com a profissão descrevendo-o para fins legais) para indicar o que é permitido dentro de um escopo praticantes da prática. Dentro da profissão fisioterapia, terapia manual é definida como uma abordagem clínica utilizando especializados, as mãos sobre específicos de técnicas, incluindo mas não se limitando a manipulação / mobilização, usada pelo terapeuta físico para diagnosticar e tratar os tecidos moles e as estruturas comuns com o propósito de modulação da dor; aumentar a amplitude de movimento (ADM); reduzir ou eliminar a inflamação dos tecidos moles; induzir o relaxamento; melhorar contráctil e não-contráctil a reparação de tecidos, extensibilidade, e / ou a sua estabilidade; facilitando o movimento; e melhorar a função.

Conteúdos relacionados

Fisioterapia Buco Maxilo

Fisioterapia Buco Maxilo

Confira esse artigo sobre Fisioterapia Buco Maxilo

Com o passar do tempo algumas patologias referentes ao rosto foram descobertas e assim surgiram tratamentos. É normal achar e pensar que fisioterapeutas trabalhem apenas os membros inferiores ou superiores, afinal isso é mais frequente, porém não é apenas isso.

Existem também a crença que o rosto não possuí músculos, pode parecer não lógico, mas muitas pessoas não sabem que nos nossos rostos existem vários músculos e também existe a crença que não se pode fazer fisioterapia para melhora-los.

Fisioterapia buco maxiloSem contar que se pararmos para pensar a fundo, a fonoaudiologia também pode ser considerada uma terapia. Pois, através de exercícios consegue fazer com a voz melhore, a dicção e até outras funções.

Recentemente o cantor Netinho, ficou alguns meses em coma e sem falar, quando acordou não conseguia sequer dizer uma palavra. E nesse momento é que a fonoaudióloga conseguiu através de exercícios fazer com que ele voltasse a falar. E logo após esse processo, Netinho conseguiu até voltar a cantar, o que mostra mais uma vez a importância da terapia.

Mas hoje nós iremos falar sobre a fisioterapia buco maxilo e isso com certeza te interessa, agora vamos deixar de muita conversa e ir direto ao ponto.


Confira aqui outras artigos sobre Fisioterapia

maitland e fisioterapia

Palestra orienta como a fisioterapia pode tratar a incontinência urinária

Pacientes precisam aguardar até quatro meses por fisioterapia

O que é terapia Manual


Fisioterapia buco maxilo- Definição

Tecnicamente a fisioterapia buco-maxilo-facial ou fisioterapia orofacial foi definida em 2004 pela Câmara técnica de fisioterapia orofacial como sendo uma “especialidade da fisioterapia com conhecimentos e técnicas específicas para aliviar dores na face, região oral, cabeça e região cervical, além de restabelecer a função das articulações temporomandibulares, dos músculos mastigatórios e as regiões citadas”.

Nos últimos anos, está especialidade teve uma maior divulgação devido a sua atuação nas disfunções temporomandibulares, mais conhecidas como disfunção de ATM, e nas cefaleias tensionais. Porém, esta vai muito mais além disso, podendo atuar na no pós-operatório de cirurgia buco-maxilo-facias, implantes dentários, cirurgias decorrentes de trauma de face, dentre outras.

Fisioterapia buco maxilo- exemplos

Desordem temporomandibular- No passado está opção também era muito utilizado, porém atualmente não é mais tão comum, já que o próprio procedimento cirúrgico na articulação pode ser motivo de agravamento de alguns problemas.

  • Antrocentrese– Nesse caso a cirurgia vai causar dor e edema logo após o procedimento, então essa dor poderá até fazer com o que o paciente não mexa a boca. Porém, com o começo da fisioterapia logo após o procedimento, o paciente poderá manter a movimentação da boca, até o ponto que essa movimentação mandibular esteja em estado considerado como normal.
  • Ortognática– Logo após a cirurgia o paciente fica com o rosto inchado, e nesse caso a fisioterapia é liberada e assim o paciente começa a movimentar a região da face.
  • Trauma- Também são normais e nesse caso poderá afetar a movimentação, sendo assim, o fisioterapeuta terá que ter cuidado. Já que em alguns casos esses traumas vão afetar até a mastigação do paciente.
  • Neoplasias– Aqui também requer muita atenção, já que esse tipo de cirurgia poderá fazer com o que o paciente tenha sequelas terríveis. Isso poderá apetar a musculatura e até articulação, neste caso, os fisioterapeutas terão que ter sempre muito cuidado.

Talvez o mais importante seja a avaliação, pois é nela que deverá ser feito o planejamento e as etapas do tratamento. Não deve nunca ser descartado a ajuda de algum terapeuta especializado, já que existem certos tipos de procedimentos que podem prejudicar.

Vale ressaltar que citamos apenas os principais, mas podem existir outros casos em que a fisioterapia buco maxilar possa ser necessária.

Conteúdos relacionados

O que é terapia Manual

O que é terapia Manual

TERAPIA MANUAL

     A terapia manual é um ramo de uma ampla gama de abordagens fornecidas pelos fisioterapeutas, mas não se limita apenas a esta disciplina. A terapia manual é reivindicada também por outras disciplinas, como quiropráticos, osteopatas, bioenergoterapêuticos, etc. Teóricamente, qualquer abordagem terapêutica fornecida pelas mãos pode ser rotulada como Terapia Manual. Na Fisioterapia, a abordagem manual é limitada pelo escopo da prática ao tratamento dos sistemas esquelético, articular, muscular e neural. Na Terapia Manual há muitos conceitos diferentes criados por muitos praticantes que contribuíram para o desenvolvimento desta abordagem.

Podemos citar alguns dos muitos, como Cyriax, Maitland, Mulligan, Kaltenborn e Paris. Cada um deles tinha diferentes conceitos e técnicas. Naturalmente, eles criaram seus próprios métodos de terapia, Seus nomes são sinônimos da terapia manual na vida comum. É muito comum que os terapeutas chamem as técnicas realizadas após seus nomes, como “eu fiz alguns Maitland para L4”, ou “ele pode se beneficiar da mobilização do ombro de Mulligan”.

Uma abordagem de terapia manual é mobilização e / ou manipulação, o que também traz muita confusão. Cyriax definiu a manipulação como “… simplesmente definida como um movimento passivo em uma articulação com propósito terapêutico, usando as mãos”. Paris declarou em 1983: “O termo mobilização é idêntico ao significado com a palavra manipulação. Eles são intercambiáveis. A mobilização tem sido o termo mais comum nos Estados Unidos devido ao fisioterapeuta que deseja evitar a manipulação de palavras que tem para alguma associação implícita Com quiropraxia.      Embora um de nossos terapeutas seja um terapeuta manual ortopedista certificado em um método desenvolvido por Maitland e Mulligan, também estamos fornecendo técnicas desenvolvidas por outros profissionais, que foram mencionados acima.       O Maitland Concept baseia-se principalmente na evidência clínica, mas a consideração diagnóstica / teórica também influenciará um modo de intervenção.Maitland Principles of Treatment diz que: “O conhecimento biomecânico é obrigatório para entender quais estruturas são potencialmente relevantes para os sintomas do paciente, porém as técnicas específicas de avaliação e tratamento são escolhidas usando o raciocínio clínico e a apresentação de sinais e sintomas”. Também estamos fornecendo técnicas desenvolvidas por outros profissionais, que foram mencionados acima. O Maitland Concept baseia-se principalmente na evidência clínica, mas a consideração diagnóstica / teórica também influenciará um modo de intervenção. Maitland Principles of Treatment diz que: “O conhecimento biomecânico é obrigatório para entender quais estruturas são potencialmente relevantes para os sintomas do paciente, porém as técnicas específicas de avaliação e tratamento são escolhidas usando o raciocínio clínico e a apresentação de sinais e sintomas”. Também estamos fornecendo técnicas desenvolvidas por outros profissionais, que foram mencionados acima. O Maitland Concept baseia-se principalmente na evidência clínica, mas a consideração diagnóstica / teórica também influenciará um modo de intervenção. Maitland Principles of Treatment diz que: “O conhecimento biomecânico é obrigatório para entender quais estruturas são potencialmente relevantes para os sintomas do paciente, porém as técnicas específicas de avaliação e tratamento são escolhidas usando o raciocínio clínico e a apresentação de sinais e sintomas”.

Conteúdos relacionados

Manipulação da coluna cervical: Riscos e Benefícios

Manipulação da coluna cervical: Riscos e Benefícios

Abstrato

Manipulação da coluna cervical (MCS) é utilizado no tratamento de pessoas com dor no pescoço e dor de cabeça de tensão muscular. Os efeitos do presente artigo são para rever casos previamente relatados em que os danos foram atribuídos a MCS, para identificar casos de lesão envolvendo o tratamento por fisioterapeutas, e descrever os riscos e benefícios do MCS. Cento e setenta e sete casos publicados de lesão relatada em 116 artigos foram revisados. Os casos foram publicados entre 1925 e 1997. As lesões mais frequentemente relatados envolvidos dissecção arterial ou espasmo e lesões do tronco cerebral. A morte ocorreu em 32 (18%) dos casos. fisioterapeutas foram envolvidos em menos do que 2% dos casos, e não houve mortes foram atribuídas a MCS fornecidas pelos fisioterapeutas. Embora o risco de lesões associada com o MCS parece ser pequeno, este tipo de terapia tem o potencial para expor os pacientes a danos da artéria vertebral que pode ser evitado com o uso de mobilização (nonthrust movimentos passivos). A literatura não demonstra que os benefícios da MCS superam os riscos. Várias recomendações para futuros estudos e para a prática de MCS são discutidos.


Gostou sobre as técnicas Manipulativas?

Confira então nosso Pós Graduação em Fisioterapia com Enfase em Terapia Manual


Manipulação da coluna vertebral (MTS) é uma forma de terapia manual que é utilizada num esforço para reduzir a dor e melhorar o alcance de motion.1 O uso da manipulação da coluna para o tratamento de pacientes com dor envolve um impulso de alta velocidade que é exercida quer através de uma longa ou curta alavanca de arm.2-6 as técnicas de “longo de alavanca” mover muitas articulações vertebrais simultaneamente (por exemplo, manipulação de rotação da coluna tóraco-lombar), 7-9 ao passo que as técnicas “de curto alavanca” envolvem um baixo empuxo -amplitude que é dirigido a um nível específico da coluna vertebral. Manipulação da coluna difere da mobilização da coluna vertebral, porque, em princípio, durante a manipulação da coluna, a taxa de deslocamento da articulação vertebral não permite que o paciente para evitar Mobilização movement.10 conjunto da coluna cervical envolve a baixa velocidade (nonthrust) passiva movimento que pode ser interrompido pelo patient.10 a velocidade da técnica (não necessariamente a quantidade de força), por conseguinte, diferencia manipulação de mobilização.

Manipulação da coluna vertebral tem sido usado no tratamento de pacientes com distúrbios da cabeça e pescoço, incluindo a dor e rigidez do pescoço, dor de cabeça de tensão muscular, e migraine.11 Devido à proximidade da artéria vertebral para as articulações cervicais laterais, cuidado deve ser utilizada durante a manipulação da coluna cervical (MCS). Pensa-se que o AVC pode ser induzida como um resultado de MCS por compressão mecânica ou estiramento excessivo das paredes arteriais, 12 mas a patogênese da isquemia é unknown.13 Leboeuf-Yde et al14 manter algumas lesões vasculares que ocorrem após MCS pode ter acontecido , em qualquer caso, como consequência natural de alguma condição médica subjacente. Ladermann levantou questões sobre a ligação entre MCS e os acidentes vasculares cerebrais e afirmou que em alguns casos “não é apenas uma coincidência temporal entre a manipulação e ao desenvolvimento da síndrome do tronco cerebral.” 15 (p63)

Frisoni e Anzola13 propôs uma teoria que representaram o atraso nos sintomas que às vezes é relatado após MCS. Eles sugeriram que a isquemia vertebrobasilar após a manipulação do pescoço pode começar com danos subclínica da íntima ou túnica média. sintomas progressivos ou atrasados são possíveis quando um trombo ou lentamente progressivas formas de dissecação e propaga ao basilar, carótida interna, ou arteries.13,16 cerebral posterior Com base em uma avaliação de lesões relacionadas com a MCS, Frisoni e Anzola13 também sugeriu que a dissecção arterial aguda pode resultar inesperadamente manipulações cervicais bem sucedidas, mesmo após repetidas. Sua teoria é apoiada pela observação de que indivíduos jovens sem patologia sistémica ou vascular conhecido que recebem MCS às vezes têm infartos cerebrais subsequentes no distribution.17,18 artéria vertebrobasilar

Os efeitos do meu estudo foram rever casos anteriormente relatados de lesão atribuída a MCS, para identificar casos de lesão envolvendo o tratamento por fisioterapeutas, e descrever os riscos e benefícios do MCS. Antes de analisar os relatórios de caso, vou discutir a eficácia dos exames de triagem para pacientes com deficiência do colo do útero e descrever o uso atual de MCS por fisioterapeutas. Após a análise de lesões atribuídas ao MCS, vou propor uma série de recomendações para a prática e investigação relacionada com MCS.


Faça o Donwload em PDF do Artigo – Manipulação Cervical Beneficios

Conteúdos relacionados

A eficácia das mobilização neural no tratamento de condições musculoesqueléticas

A eficácia das mobilização neural no tratamento de condições musculoesqueléticas

A mobilização neural é uma intervenção manual que tem ganhado destaque no tratamento de condições musculoesqueléticas com envolvimento do tecido nervoso. Definida como um conjunto de técnicas manuais ou exercícios que visam afetar direta ou indiretamente as estruturas neurais ou o tecido circundante (interface), a mobilização neural busca restaurar a função mecânica e neurofisiológica do nervo. Sua aplicação clínica abrange desde dores lombares e cervicais até síndromes compressivas como a do túnel do carpo, sendo uma ferramenta acessível por não exigir equipamentos especializados.

O que é mobilização neural e como ela atua

A mobilização neural baseia-se na interação entre o sistema nervoso e o sistema musculoesquelético. Quando um nervo perde sua capacidade de deslizamento ou adaptação ao movimento, podem surgir quadros de dor, parestesia ou fraqueza. As técnicas de mobilização neural são projetadas para melhorar o fluxo axoplasmático, a circulação do nervo e a dispersão de edema intraneural, além de reduzir a excitabilidade das células do corno dorsal da medula espinhal. Esses efeitos contribuem para a diminuição da dor e a melhora da função.

As intervenções podem ser divididas em dois grandes grupos: exercícios e técnicas manuais. Os exercícios, por sua vez, são classificados em “sliders” e “tensores”. Os sliders alongam o leito nervoso por meio do movimento em uma articulação enquanto outra é movida para aliviar a tensão no nervo. Já os tensores movem as articulações de forma a alongar o leito nervoso e aumentar a tensão no nervo. Ambos frequentemente utilizam testes neurodinâmicos, como a elevação da perna estendida, o teste de Slump ou os testes neurodinâmicos do membro superior, como sequências de movimentos. As técnicas manuais incluem mobilizações ao longo do trajeto do nervo ou manobras que alteram a interface ao redor do nervo, como os deslizamentos laterais da coluna cervical.

Condições musculoesqueléticas e o papel da mobilização neural

Distúrbios musculoesqueléticos representam a segunda maior causa de incapacidade no mundo, com a dor lombar e a dor cervical respondendo por 70% dessa carga. Muitas dessas condições apresentam um componente neuropático associado, como a dor lombar com irradiação para a perna, a dor cervicobraquial, a epicondilalgia lateral e a síndrome do túnel do carpo. A presença de dor neuropática, definida como dor causada por lesão ou doença do sistema somatossensorial, é um fator que pode complicar o quadro clínico e predizer cronicidade.

A mobilização neural tem sido estudada em diversas populações. Na dor lombar, técnicas como o alongamento em Slump são utilizadas para afetar as estruturas neurais. Na síndrome do túnel do carpo, exercícios de deslizamento nervoso são aplicados para melhorar a excursão do nervo mediano. Na dor cervicobraquial, os deslizamentos laterais da coluna cervical são uma intervenção comum. A epicondilalgia lateral também pode se beneficiar de técnicas que envolvem a mobilização do nervo radial. A segmentação de subgrupos de pacientes, como aqueles com dor lombar, dor cervicobraquial ou síndrome do túnel do carpo, pode potencializar os resultados do tratamento.

Evidências e protocolos de revisão sistemática

Embora a mobilização neural seja amplamente utilizada na prática clínica, a evidência sobre sua eficácia ainda está em construção. Uma revisão sistemática anterior, publicada por Ellis e Hing em 2008, encontrou suporte positivo para o uso de mobilizações neurais em condições neuromusculoesqueléticas. No entanto, desde então, novos estudos foram publicados, justificando a necessidade de uma revisão atualizada. Um protocolo de revisão sistemática foi proposto para avaliar a eficácia das técnicas de mobilização neural em várias condições, com análise de subgrupos específicos.

Esse protocolo inclui ensaios clínicos randomizados (ECRs) com participantes maiores de 18 anos que apresentem condições musculoesqueléticas consistentes com disfunção neurodinâmica, como dor lombar, dor ciática, distúrbios associados ao whiplash, dor cervicobraquial, epicondilalgia lateral e síndrome do túnel do carpo. Serão excluídos estudos com sinais de trato longo, doenças neurológicas, fraturas, luxações, acidente vascular cerebral, paralisia cerebral e paraplegia ou tetraplegia. A intervenção de interesse é qualquer técnica de mobilização neural, comparada a um grupo controle sem essa intervenção.

Os desfechos primários incluem dor (medida por escalas numéricas ou visuais analógicas), limiar de dor à pressão (algometria), incapacidade e função (questionários como DASH, Neck Disability Index, Roland Morris, Oswestry) e qualidade de vida (SF-36, EuroQol-5D). Os desfechos secundários abrangem amplitude de movimento, força muscular, sensibilidade, testes diagnósticos específicos (sinal de Tinel, manobra de Phalen) e resultados de testes neurodinâmicos. A meta-análise será conduzida sempre que possível, utilizando o método de efeitos aleatórios de DerSimonian e Laird, com agrupamento por condição clínica.

Para fisioterapeutas que desejam aprofundar seus conhecimentos e habilidades práticas nessa área, o Curso de Mobilização Neural oferece uma formação completa em avaliação neurodinâmica e técnicas de mobilização neural, com ênfase no raciocínio clínico e na prática supervisionada.

Aplicações clínicas e considerações práticas

Na prática clínica, a mobilização neural deve ser integrada a uma abordagem multimodal, especialmente em condições complexas como a dor lombar e a dor cervical. A avaliação criteriosa do paciente, incluindo testes neurodinâmicos e a identificação de sinais de mecanossensibilidade neural, é fundamental para a seleção adequada da técnica. Os exercícios de deslizamento, por exemplo, podem ser prescritos como parte de um programa domiciliar, enquanto as técnicas manuais são aplicadas em sessões de terapia manual.

A ausência de equipamentos especializados torna a mobilização neural uma opção viável em diferentes contextos clínicos, desde consultórios até ambientes hospitalares. No entanto, é essencial que o profissional tenha formação específica para realizar as manobras com segurança e eficácia, respeitando os limites do paciente e evitando a exacerbação dos sintomas. A evolução da pesquisa nessa área, com revisões sistemáticas e meta-análises, contribuirá para o desenvolvimento de diretrizes de melhores práticas.

Conclusão

A mobilização neural representa uma estratégia terapêutica promissora para o manejo de condições musculoesqueléticas com componente neuropático. Embora os mecanismos de ação sejam bem fundamentados na neurofisiologia, a consolidação das evidências por meio de revisões sistemáticas atualizadas é necessária para orientar a tomada de decisão clínica. A análise por subgrupos, como dor lombar, dor cervicobraquial e síndrome do túnel do carpo, pode revelar quais pacientes se beneficiam mais dessas intervenções. Profissionais que buscam excelência no tratamento de disfunções neurodinâmicas encontram na mobilização neural um recurso valioso, desde que embasado em conhecimento científico e prática criteriosa.

Perguntas frequentes

O que é mobilização neural?

Mobilização neural é um conjunto de técnicas manuais ou exercícios que visam afetar direta ou indiretamente as estruturas neurais ou o tecido circundante, com o objetivo de restaurar a função mecânica e neurofisiológica do nervo.

Quais condições podem ser tratadas com mobilização neural?

A mobilização neural tem sido estudada em condições como dor lombar, dor cervicobraquial, síndrome do túnel do carpo, epicondilalgia lateral e distúrbios associados ao whiplash.

Quais são os tipos de exercícios de mobilização neural?

Os exercícios são divididos em 'sliders', que alongam o leito nervoso aliviando a tensão, e 'tensores', que aumentam a tensão no nervo. Ambos utilizam sequências de movimentos baseadas em testes neurodinâmicos.

A mobilização neural é eficaz para dor lombar?

Sim, técnicas como o alongamento em Slump têm sido utilizadas no tratamento da dor lombar não radicular, e estudos sugerem benefícios quando integradas a outras intervenções.

Quais são os efeitos fisiológicos da mobilização neural?

A mobilização neural pode melhorar o fluxo axoplasmático, a circulação do nervo, dispersar edema intraneural e reduzir a excitabilidade das células do corno dorsal, contribuindo para a redução da dor.

Pos Graduação Fisioterapia Porto Alegre

Pos Graduação Fisioterapia Porto Alegre

A pós-graduação em Fisioterapia em Porto Alegre oferece uma oportunidade de especialização para profissionais que buscam aprofundar seus conhecimentos e ampliar sua atuação clínica. Com carga horária de 360 horas, os cursos são estruturados para proporcionar uma formação sólida, combinando teoria e prática em áreas de destaque na fisioterapia contemporânea.

Estrutura e diferenciais da pós-graduação em Fisioterapia

Os programas de pós-graduação em Fisioterapia em Porto Alegre são ministrados ao longo de 18 meses, com encontros mensais realizados aos finais de semana (sábados e domingos), das 08h30 às 18h30. Essa organização permite que o profissional concilie os estudos com a rotina de trabalho. Para apoiar o aprendizado, cada módulo conta com apostila colorida, facilitando a consulta e o estudo dos conteúdos abordados.

O corpo docente é composto por professores mestres e doutores vindos de todo o país, garantindo uma formação atualizada e de alto nível. As turmas são reduzidas, com no máximo 18 alunos, o que favorece a interação, o acompanhamento individualizado e a realização de atividades práticas. As aulas são teóricas e práticas, permitindo a aplicação imediata dos conhecimentos.

Áreas de atuação na pós-graduação em Fisioterapia

Dentre as opções disponíveis, destacam-se especializações que atendem a diferentes interesses e demandas do mercado. A seguir, são apresentadas duas áreas com grande relevância clínica.

Pós-graduação em Fisioterapia Dermatofuncional

A fisioterapia dermatofuncional, anteriormente conhecida como fisioterapia estética, tem ganhado cada vez mais espaço. Essa especialidade atua na avaliação e no tratamento de diversas condições que afetam a integridade da pele e dos tecidos subcutâneos. Entre as principais disfunções abordadas estão o fibroedema geloide (celulite), estrias, linfedema, flacidez, obesidade e lipodistrofia localizada.

Além disso, o fisioterapeuta dermatofuncional desempenha um papel importante no pré e pós-operatório de cirurgias plásticas, no tratamento de queimaduras, cicatrizes hipertróficas e queloides. Para isso, utiliza recursos terapêuticos específicos, muitos dos quais já são empregados rotineiramente na fisioterapia. Por ser um campo relativamente novo, há um vasto potencial para pesquisas que busquem evidências científicas, fortalecendo a articulação dessa área com outras especialidades, como ortopedia e fisioterapia respiratória.

Pós-graduação em Terapia Manual

A pós-graduação com ênfase em Terapia Manual prepara o fisioterapeuta para atuar na área traumato-ortopédica, focando no tratamento de disfunções osteomioarticulares e tendíneas. Essas condições podem ser decorrentes de traumas agudos, lesões por esforços repetitivos, patologias ortopédicas e suas consequências imediatas ou tardias.

O profissional especializado em Terapia Manual está habilitado a intervir na reabilitação de pós-fraturas, entorses, luxações, traumas musculares, amputações, distúrbios mecânicos da coluna vertebral e pós-cirurgias. Os objetivos terapêuticos incluem alívio da dor, redução de processos inflamatórios, melhora da circulação sanguínea, fortalecimento muscular, recuperação da amplitude de movimento, equilíbrio, propriocepção e reeducação postural. Essa abordagem integrada visa restaurar a funcionalidade e a qualidade de vida dos pacientes.

Para aprofundar seus conhecimentos e se destacar nessa área, considere uma formação especializada. Pós-graduação em Ortopedia com ênfase em Terapia Manual

Objetivos da pós-graduação em Fisioterapia

Os cursos de pós-graduação em Fisioterapia em Porto Alegre têm como objetivo capacitar o profissional para uma atuação clínica avançada, baseada em evidências científicas e na aplicação prática de técnicas específicas. Busca-se desenvolver competências para avaliação precisa, raciocínio clínico e elaboração de planos de tratamento individualizados, considerando as necessidades de cada paciente.

Além disso, a formação estimula a atualização constante e a integração entre diferentes áreas da fisioterapia, promovendo uma visão ampla e interdisciplinar do cuidado. O contato com professores experientes e a troca com colegas de turma enriquecem o processo de aprendizagem e ampliam a rede de contatos profissionais.

Aplicações gerais e mercado de trabalho

O especialista em Fisioterapia encontra um mercado de trabalho diversificado, podendo atuar em clínicas, hospitais, consultórios, centros de reabilitação, clubes esportivos e atendimento domiciliar. A busca por profissionais qualificados é crescente, especialmente em áreas como dermatofuncional e terapia manual, que respondem a demandas estéticas e funcionais da população.

A pós-graduação também abre portas para a docência e a pesquisa, permitindo que o fisioterapeuta contribua para o avanço da profissão. A formação continuada é um diferencial competitivo, demonstrando compromisso com a excelência e a segurança no atendimento.

Conclusão

A pós-graduação em Fisioterapia em Porto Alegre representa uma excelente oportunidade para o desenvolvimento profissional. Com uma estrutura que privilegia a prática, turmas reduzidas e corpo docente qualificado, os cursos oferecem as ferramentas necessárias para uma atuação especializada e de alto nível. Seja na área dermatofuncional ou na terapia manual, o investimento em conhecimento é o caminho para se destacar e oferecer o melhor cuidado aos pacientes.

Perguntas frequentes

Qual a carga horária da pós-graduação em Fisioterapia em Porto Alegre?

A pós-graduação em Fisioterapia em Porto Alegre possui carga horária de 360 horas.

Como são organizados os encontros da pós-graduação?

Os encontros ocorrem uma vez por mês, aos finais de semana (sábado e domingo), das 08h30 às 18h30, durante 18 meses.

Qual o número máximo de alunos por turma?

As turmas de pós-graduação possuem no máximo 18 alunos.

Quais áreas de especialização são mencionadas?

São mencionadas as áreas de Fisioterapia Dermatofuncional e Terapia Manual com ênfase em Traumato-Ortopedia.

O que a Fisioterapia Dermatofuncional trata?

Atua em condições como celulite, estrias, linfedema, flacidez, obesidade, lipodistrofia localizada, pré e pós-operatório de cirurgia plástica, queimaduras, cicatrizes hipertróficas e queloides.

Nervo sural Ir para: navegação, pesquisa

Nervo sural

O nervo sural é uma estrutura puramente sensitiva que desempenha um papel importante na inervação da região lateral do pé e tornozelo. Compreender sua anatomia, função e relevância clínica é essencial para fisioterapeutas que atuam na avaliação e tratamento de disfunções nervosas periféricas.

Anatomia do nervo sural

O nervo sural é formado pela fusão de dois ramos principais: o nervo cutâneo sural medial, que é um ramo terminal do nervo tibial, e o nervo cutâneo sural lateral, um dos ramos terminais do nervo fibular comum. Esses dois ramos se conectam por meio do ramo comunicante sural, dando origem ao nervo sural propriamente dito. A forma como esses ramos se unem, a contribuição de cada um, o local da conexão e as diferenças entre os membros inferiores contribuem para a variabilidade anatômica desse nervo.

Da região média da panturrilha até o tornozelo, o nervo sural segue um trajeto subcutâneo ao longo de uma linha que vai da fossa poplítea posteromedial até a região logo posterior ao maléolo lateral. Em seguida, passa sob o maléolo e se dirige para a face lateral do pé. Essa localização superficial torna o nervo acessível para procedimentos clínicos, mas também suscetível a irritações e lesões.

Função do nervo sural

O nervo sural é exclusivamente sensitivo, sendo responsável por fornecer sensibilidade à pele da face lateral inferior da perna, calcanhar lateral, tornozelo e dorso lateral do pé. Por não possuir fibras motoras, sua lesão não causa déficits de movimento, o que tem implicações diretas na prática clínica.

Relevância clínica do nervo sural

Lesões do nervo sural podem ocorrer por trauma, fratura do calcâneo ou danos cirúrgicos na região. Devido à sobreposição de outros nervos na área, a lesão isolada do sural pode não causar déficit significativo ou incapacidade funcional importante. Por ser puramente sensitivo, a disfunção resulta em um déficit relativamente trivial, o que justifica seu uso frequente como nervo doador para biópsias e enxertos nervosos. No entanto, há evidências de uma taxa de complicações mais alta em comparação com a biópsia do nervo fibular, incluindo dor pós-operatória, disestesia e parestesia durante o acompanhamento.

O trajeto do nervo inclui uma arcada fibrosa anatômica não extensível, após a qual ele se torna superficial no terço distal da perna. Essa arcada é larga, espessa e rígida, podendo envolver o nervo de forma apertada e causar irritação crônica por fricção. Os sintomas mais comuns associados à irritação do nervo sural incluem dor crônica na face posterior da perna, geralmente exacerbada pelo esforço físico. Pode haver irradiação de dor ou formigamento para o pé distalmente, acompanhada ou não de dor referida proximalmente na panturrilha.

Avaliação do nervo sural

Na suspeita de irritação neural ao nível da arcada fibrosa, o exame clínico pode revelar sensibilidade à palpação na região posterior e lateral à junção miotendínea do tendão de Aquiles, local correspondente à arcada fibrosa. O teste com monofilamento também demonstrou boa confiabilidade na avaliação da função sensitiva do nervo sural.

Tratamento para disfunções do nervo sural

Assim como em outras síndromes de irritação nervosa, técnicas de terapia manual em tecidos moles podem ser utilizadas para reduzir a fricção na área e aliviar os sintomas. A abordagem fisioterapêutica pode incluir liberação miofascial e mobilizações suaves para diminuir a compressão sobre o nervo. Curso de Mobilização Neural

Considerações finais

O nervo sural, embora pequeno e puramente sensitivo, possui grande relevância clínica tanto como fonte de sintomas álgicos quanto como opção para procedimentos de enxertia. O conhecimento detalhado de sua anatomia e das possíveis causas de irritação permite ao fisioterapeuta realizar uma avaliação precisa e propor intervenções manuais eficazes, contribuindo para a melhora da qualidade de vida dos pacientes.

Perguntas frequentes

O que é o nervo sural?

O nervo sural é um nervo puramente sensitivo formado pela fusão do nervo cutâneo sural medial (ramo do tibial) e do nervo cutâneo sural lateral (ramo do fibular comum), responsável pela sensibilidade da face lateral do pé e tornozelo.

Qual a função do nervo sural?

O nervo sural fornece sensibilidade à pele da face lateral inferior da perna, calcanhar lateral, tornozelo e dorso lateral do pé.

Quais são as causas de lesão do nervo sural?

Lesões podem ocorrer por trauma, fratura do calcâneo ou danos cirúrgicos na região. A irritação crônica pode ser causada por compressão na arcada fibrosa anatômica.

Como é feita a avaliação do nervo sural?

A avaliação inclui palpação na região posterior e lateral à junção miotendínea do Aquiles e teste com monofilamento para verificar a função sensitiva.

Qual o tratamento para irritação do nervo sural?

Técnicas de terapia manual em tecidos moles podem ser usadas para reduzir a fricção e aliviar os sintomas de irritação nervosa.

Peitoral Menor Ir para: navegação, pesquisa

Peitoral Menor

O músculo peitoral menor é uma estrutura anatômica fundamental na cintura escapular, localizado profundamente ao peitoral maior. Ambos formam a parede anterior da axila. Quando encurtado ou tenso, o peitoral menor pode ser facilmente palpado nessa região. Sua proximidade com o plexo braquial e com os vasos subclávios (artéria e veia) é clinicamente relevante, pois essas estruturas passam entre o músculo e a caixa torácica. O peitoral menor e o processo coracoide formam uma ponte sob a qual nervos e vasos seguem para o membro superior.

Anatomia do Peitoral Menor

O peitoral menor é um músculo triangular. Sua base origina-se de feixes carnosos que emergem da face anterior da terceira à quinta costela, próximos às cartilagens costais. Variações na origem são comuns. O ápice do triângulo insere-se na borda medial e na superfície superior do processo coracoide da escápula.

Inervação

A principal inervação provém dos nervos peitorais mediais (C8-T1). Pode também receber contribuição do nervo peitoral lateral por meio de um ramo comunicante conhecido como “ansa pectoralis”.

Vascularização

O suprimento sanguíneo é feito pela artéria toracoacromial, um ramo curto da artéria axilar que irriga o tórax e os membros superiores.

Funções do Peitoral Menor

As ações primárias do peitoral menor incluem estabilização, depressão, abdução (ou protração), rotação interna e rotação inferior da escápula. Quando a cintura escapular está fixa ou elevada, o músculo eleva as costelas durante a inspiração profunda, atuando como acessório da respiração. Com as costelas imobilizadas, o peitoral menor traciona a escápula para frente. Ambos os peitorais trabalham em conjunto com o serrátil anterior para permitir a amplitude completa de movimento escapular.

Relevância Clínica do Peitoral Menor

Fraqueza Muscular

Quando o peitoral menor está fraco, a força do braço fica diminuída. Além disso, a fraqueza desse músculo pode agravar a dificuldade respiratória em pacientes que já apresentam comprometimento dos músculos respiratórios.

Encurtamento e Tensão

Segundo a classificação de Vladimir Janda, o peitoral menor é um músculo tônico, com tendência a hiperatividade e encurtamento. Na Terapia Neurocinética (NKT), é considerado o “rei da compensação”, frequentemente hiperativo para compensar um serrátil anterior inibido ou hipoativo. O encurtamento pode ser causado por fatores como postura de ombros arredondados, disfunção glenoumeral, disfunção respiratória e diversas compensações.

Um peitoral menor hiperativo associado a um serrátil anterior hipoativo leva à proeminência da borda medial da escápula, inclinação anterior e projeção do ângulo inferior da escápula, além de deprimir o processo coracoide para frente e para baixo. Esse encurtamento é um fator contribuinte importante em muitos casos de dor no braço.

Com os fascículos do plexo braquial e os vasos axilares situados entre o processo coracoide e a caixa torácica, o encurtamento do peitoral menor pode causar compressão dessas estruturas, resultando em síndrome do impacto do ombro e síndrome do desfiladeiro torácico.

Um peitoral menor encurtado restringe a flexão do ombro ao limitar a rotação escapular e impedir que a cavidade glenoide atinja a orientação cranial necessária para a flexão completa da articulação.

Para ativar o serrátil anterior e minimizar a atividade do peitoral menor, recomenda-se exercícios com alta seletividade para o serrátil anterior, como o Serratus Punch e o Modified Push-Up Plus (versões no solo e na parede), com foco apenas na fase concêntrica do exercício.

Pontos-Gatilho

Pontos-gatilho no peitoral menor produzem padrões de dor referida quase idênticos aos do peitoral maior. A dor começa na frente do ombro e pode se estender pela face interna do braço, cotovelo, antebraço, palma da mão e dedos mínimo, anular e médio. Um peitoral menor tenso também pode comprimir nervos na região axilar, causando dor, dormência e formigamento no braço e na mão.

Avaliação Fisioterapêutica

Palpação

A palpação do peitoral menor é realizada na região axilar, sob o peitoral maior, especialmente quando o músculo está encurtado.

Teste de Força

Posição: decúbito dorsal. A fixação pelo examinador não é necessária, a menos que os músculos abdominais estejam fracos; nesse caso, a caixa torácica do mesmo lado deve ser firmemente estabilizada. Teste: protrusão do ombro para frente, com o braço ao lado do corpo. Pressão: contra a face anterior do ombro, em direção à mesa.

Teste de Comprimento

Posição: paciente em decúbito dorsal, braços ao lado do corpo, cotovelos estendidos, palmas para cima, joelhos flexionados e região lombar apoiada na mesa. Teste: o examinador posiciona-se na cabeceira da mesa e observa a posição da cintura escapular. O grau de tensão é medido pela altura do ombro em relação à mesa e pela resistência à pressão para baixo sobre o ombro. A tensão pode ser registrada como leve, moderada ou acentuada.

Tratamento Fisioterapêutico

Fortalecimento

O fortalecimento do peitoral menor pode ser integrado a programas de reabilitação do ombro, com exercícios específicos de protração escapular.

Alongamento

O alongamento do peitoral menor é frequentemente indicado para reduzir a tensão e melhorar a mobilidade escapular. Técnicas de alongamento estático podem ser aplicadas com o paciente em decúbito dorsal ou em posições que favoreçam a abertura torácica.

Terapia Manual

A terapia manual para o peitoral menor inclui técnicas de liberação miofascial e massagem profunda, visando reduzir pontos-gatilho e restaurar o comprimento muscular. Profissionais que buscam aprofundar-se nessas abordagens podem se beneficiar do Curso de Liberação Miofascial.

Considerações Finais

O peitoral menor desempenha um papel crucial na biomecânica do ombro e na respiração. Sua avaliação cuidadosa e o tratamento adequado de disfunções como encurtamento, fraqueza ou pontos-gatilho são essenciais na prática fisioterapêutica, especialmente em condições como síndrome do impacto, síndrome do desfiladeiro torácico e alterações posturais. A integração de exercícios seletivos para o serrátil anterior e técnicas de terapia manual pode otimizar os resultados clínicos.

Perguntas frequentes

Onde se localiza o músculo peitoral menor?

O peitoral menor está localizado sob o peitoral maior, formando a parede anterior da axila.

Quais são as principais funções do peitoral menor?

As principais funções incluem estabilização, depressão, protração, rotação interna e inferior da escápula, além de atuar como músculo acessório da inspiração.

O que causa o encurtamento do peitoral menor?

O encurtamento pode ser causado por postura de ombros arredondados, disfunção glenoumeral, disfunção respiratória e compensações por fraqueza do serrátil anterior.

Quais sintomas estão associados a pontos-gatilho no peitoral menor?

Pontos-gatilho podem causar dor na frente do ombro, irradiando para braço, cotovelo, antebraço, palma da mão e dedos mínimo, anular e médio, além de dormência e formigamento.

Como é feita a avaliação do comprimento do peitoral menor?

O paciente fica em decúbito dorsal, braços ao lado, palmas para cima. O examinador observa a altura do ombro em relação à mesa e a resistência à pressão para baixo, classificando a tensão como leve, moderada ou acentuada.

Articulação atlanto-occipital Ir para: navegação, pesquisa

Articulação atlanto-occipital

A articulação atlanto-occipital é uma estrutura fundamental na biomecânica cervical, sendo classificada como uma articulação sinovial elipsoide bilateralmente simétrica entre o osso occipital (C0) e o atlas (C1). Compreender sua anatomia e função é essencial para fisioterapeutas que atuam na avaliação e tratamento de disfunções da coluna cervical superior.

Anatomia da articulação atlanto-occipital

As superfícies articulares envolvem os côndilos occipitais, que são convexos, e as facetas articulares superiores do atlas, que são côncavas. Essa conformação permite movimentos específicos e influencia diretamente a estabilidade e a mobilidade da região.

Ligamentos e cápsula articular

A cápsula articular é bastante espaçosa e relaxada, e a articulação não possui ligamentos acessórios individuais. A estabilidade é fornecida por estruturas ligamentares adjacentes, como os ligamentos alares e a membrana tectorial, que limitam movimentos excessivos e protegem a transição craniocervical.

Graus de liberdade da articulação atlanto-occipital

Dois graus de liberdade estão disponíveis nesta articulação: flexão/extensão e flexão lateral com rotação conjunta. Esses movimentos são essenciais para funções como o aceno de cabeça e a inclinação lateral, e sua avaliação detalhada faz parte da prática clínica em terapia manual.

Osteocinética da articulação atlanto-occipital

A osteocinética descreve os movimentos ósseos observáveis. Na flexão/extensão, ocorre um balanço cardinal puro, com amplitude total de 30° (10° de flexão e 20° de extensão), tendo como eixo o transversal através do conduto auditivo externo. Já a flexão lateral é um movimento arqueado (impuro) com rotação conjunta coronal: por exemplo, a flexão lateral direita ocorre com rotação conjunta esquerda. A amplitude total é de 15° (8-10° para cada lado), com eixo sagital oblíquo pelo nariz, e está associada à rotação da articulação atlantoaxial (AA). A rotação conjunta ocorre com a flexão lateral devido às superfícies articulares inclinadas, orientação ântero-medial das facetas e ligamentos alares, com amplitude de 5-7° em cada direção e eixo vertical anterior ao forame magno.

Artrocinética da articulação atlanto-occipital

A artrocinética detalha os movimentos das superfícies articulares. Durante a flexão, há inclinação para frente da cabeça, com deslizamento posterior dos côndilos occipitais convexos sobre as facetas atlantes côncavas; o atlas se move anterior e cranialmente, o dente do áxis segue o atlas e se aproxima do clivus, e o occipital e o arco posterior do atlas se separam. Na extensão, ocorre inclinação para trás da cabeça e deslizamento anterior dos côndilos occipitais. Na flexão lateral (exemplo esquerdo), a inclinação lateral esquerda da cabeça provoca um deslize contralateral do occipital; a rotação direita conjunta ocorre pelo eixo médio anterior das superfícies; o deslizamento direito dos côndilos causa deslizamento relativo anterior do côndilo esquerdo e posterior do direito; a porção occipital do ligamento alar direito tensiona, puxando o áxis e causando rotação esquerda do áxis, com o processo espinhoso movendo-se para a direita, criando rotação direita relativa da articulação AA.

Ação muscular na articulação atlanto-occipital

A flexão é produzida principalmente pelo reto anterior da cabeça e limitada pela membrana tectorial. A extensão é realizada pelo reto posterior maior e menor, auxiliados pelo oblíquo superior da cabeça, semiespinal da cabeça, esplênio da cabeça, esternocleidomastóideo e fibras superiores do trapézio. A flexão lateral envolve o reto lateral da cabeça, auxiliado pelo trapézio, esplênio da cabeça, semiespinal da cabeça e esternocleidomastóideo do mesmo lado. O conhecimento dessas ações musculares é importante para a prescrição de exercícios terapêuticos e para a reabilitação de disfunções cervicais. Para aprofundar seus conhecimentos em avaliação e tratamento manual da coluna cervical, Curso de Anatomia Palpatória oferece uma formação completa com foco em anatomia palpatória e raciocínio clínico.

Aplicações clínicas e relevância para a fisioterapia

A avaliação da articulação atlanto-occipital é crucial em condições como cefaleias cervicogênicas, disfunções temporomandibulares e instabilidades craniocervicais. Testes de mobilidade, palpação e análise dos movimentos combinados permitem identificar restrições e guiar intervenções manuais. A terapia manual, incluindo mobilizações articulares e técnicas de liberação miofascial, pode restaurar a amplitude de movimento e reduzir a dor. Além disso, o fortalecimento dos músculos profundos do pescoço contribui para a estabilidade dinâmica da região.

Conclusão

A articulação atlanto-occipital desempenha um papel vital na mobilidade e estabilidade da cabeça. Seu entendimento detalhado permite ao fisioterapeuta realizar avaliações precisas e intervenções eficazes, promovendo melhores desfechos clínicos em pacientes com disfunções cervicais altas.

Perguntas frequentes

Quais são os movimentos da articulação atlanto-occipital?

A articulação atlanto-occipital permite flexão/extensão e flexão lateral com rotação conjunta.

Quais músculos realizam a flexão da articulação atlanto-occipital?

A flexão é produzida principalmente pelo reto anterior da cabeça e limitada pela membrana tectorial.

Qual a amplitude de movimento da articulação atlanto-occipital?

A flexão/extensão tem amplitude total de 30° (10° de flexão e 20° de extensão). A flexão lateral tem 15° no total (8-10° para cada lado).

Como é a artrocinética da flexão lateral na articulação atlanto-occipital?

Na flexão lateral esquerda, ocorre deslize contralateral do occipital, rotação direita conjunta e deslizamento relativo anterior do côndilo esquerdo e posterior do direito.