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Teste de Bunnell-Littler

Propósito

Imagem cortesia de Primal Pictures

Este teste avalia a fonte da limitação do movimento de flexão PIP diferenciando entre o músculo intrínseco ou o aperto capsular no dígito afetado. Uma apresentação típica do paciente pode incluir dor localizada no espaço intermetacarpal distal e com preensão prolongada ou fechamento do punho. Os sintomas são mais frequentemente vistos no anel e no dedo longo. [1]

Técnica

A articulação MCP é mantida em uma posição estendida e o terapeuta flexiona passivamente o PIP tomando nota da faixa disponível. O teste é então repetido com a articulação MCP flexionada. Se nenhuma mudança no movimento é detectada entre os dois testes, então a restrição capsular na articulação PIP está implicada. Se o movimento aumenta quando a articulação MCP é flexionada, a tensão do músculo lumbricale é implicada. [2]

Pesquisa de teste positivo para restrição de PIP
Aumento da flexão de PIP com flexão de MCP implica restrição intrínseca
Nenhum aumento na flexão de PIP com flexão de MCP implica restrição capsular
Flexão PIP completa com extensão MCP é um resultado normal (negativo)

Evidência

Embora referido em muitos textos e artigos pesquisados, nenhuma pesquisa no Pubmed, Medline ou Medscape produziu resultados relativos à especificidade ou sensibilidade deste teste pelo nome Bunnell-Littler, ou o nome associado teste de Finochietto-Bunnell.

Recursos

  • Fisioterapia Ortopédica de Donatelli e Wooden. 4ª edição.
  • Testes Especiais para Exame Ortopédico da Konin, Wiksten, Isear e Brader. 2ª edição

Referências

  1. Donatelli RA, Wooden MJ editors: Orthopaedic Physical Therapy, ed 4, St Louis, 2010, Churchill Livingston. ↑ Donatelli RA, editores de Madeira MJ: Ortopedia Fisioterapia, ed 4, St Louis, 2010, Churchill Livingston.
  2. Konin JG, Wiksten DL, Isear Jr., JA, Brader H. Special Tests for Orthopedic Examination, ed 2, Thorofare NJ, 2002, SLACK. ↑ Konin JG, Wiksten DL, Isear Júnior, JA, Brader H. Testes Especiais para o Exame Ortopédico, ed 2, Thorofare NJ, 2002, SLACK.

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Fontes consultadas

Teste de Neer – Testes especiais para Ombro – Teste do impacto de Neer

Teste de Neer – Testes especiais para Ombro – Teste do impacto de Neer

O Teste de Neer é um dos testes especiais mais utilizados na avaliação fisioterapêutica do ombro, especialmente para investigar a presença de choque subacromial. Desenvolvido pelo Dr. Neer com base em observações cirúrgicas, o teste reproduz a compressão das estruturas do espaço subacromial durante a elevação passiva do braço. A área crítica para tendinite degenerativa e ruptura tendínea está focada no tendão supraespinhal, podendo envolver também a porção anterior do infraespinhal e, ocasionalmente, a cabeça longa do bíceps. Durante a elevação do braço em rotação externa ou interna, essas estruturas passam sob o ligamento coracoacromial ou o acrômio anterior, gerando dor em casos positivos.

Objetivo do Teste de Neer

O principal objetivo do Teste de Neer é testar a presença de choque subacromial. Essa condição ocorre quando há diminuição do espaço entre a tuberosidade maior do úmero e o acrômio durante a elevação do braço, comprimindo os tendões do manguito rotador e a bursa subacromial. O teste é amplamente empregado na prática clínica por sua alta sensibilidade, sendo útil como ferramenta de triagem inicial.

Como realizar o Teste de Neer

A execução do teste é simples e pode ser realizada com o paciente sentado ou em pé. O fisioterapeuta deve estabilizar a escápula com uma das mãos para evitar sua rotação e, com a outra mão, elevar passivamente o braço do paciente no plano escapular. O movimento é feito de forma forçada até o limite da amplitude. O teste original descrito por Neer não especifica a posição rotacional do ombro, podendo ser realizado em rotação neutra. No entanto, algumas versões clínicas posicionam o ombro em rotação interna para aumentar a compressão. O teste é considerado positivo se o paciente relatar dor na região anterior ou lateral do ombro, tipicamente acima de 90 graus de flexão.

Interpretação dos resultados

Um teste positivo sugere a presença de choque subacromial, mas não confirma o diagnóstico isoladamente. A dor relatada no aspecto ântero-lateral do ombro durante a manobra indica provável compressão das estruturas subacromiais. É importante lembrar que pacientes com choque subacromial podem apresentar dor tanto em rotação interna quanto externa, por isso a posição do braço não é determinante para o resultado. O Teste de Neer, juntamente com o teste de Hawkins-Kennedy, apresenta a maior sensibilidade entre os testes de choque subacromial, mas sua especificidade é baixa, o que reduz a capacidade de discriminação. Por isso, recomenda-se a associação com outros testes e uma avaliação clínica completa.

Precisão diagnóstica do Teste de Neer

Estudos apontam que o Teste de Neer possui sensibilidade de 88,7%, especificidade de 30,5% e confiabilidade de 98%. A alta sensibilidade significa que o teste é capaz de identificar corretamente a maioria dos casos de choque subacromial, mas a baixa especificidade indica que muitos resultados positivos podem ocorrer em pessoas sem a condição. Esses valores reforçam a importância de não utilizar o teste isoladamente para diagnóstico, mas sim como parte de um raciocínio clínico integrado.

Aplicações clínicas e relevância na Fisioterapia

Na prática fisioterapêutica, o Teste de Neer é frequentemente utilizado na avaliação inicial de pacientes com queixas de dor no ombro, especialmente quando há suspeita de síndrome do impacto. Sua execução rápida e não invasiva permite ao profissional direcionar a investigação para outras estruturas e planejar a conduta terapêutica. A compreensão da biomecânica do ombro e dos mecanismos de lesão é essencial para interpretar corretamente o teste. Cursos de aperfeiçoamento em terapia manual, como o Curso de Fisioterapia na ATM, podem aprofundar o conhecimento sobre avaliação e tratamento das disfunções do ombro, incluindo a aplicação de testes especiais.

Considerações finais

O Teste de Neer é uma ferramenta valiosa na avaliação do choque subacromial, destacando-se pela alta sensibilidade e confiabilidade. Apesar de sua baixa especificidade, quando combinado com a história clínica e outros testes ortopédicos, contribui significativamente para o diagnóstico fisioterapêutico. Profissionais que buscam excelência na avaliação do ombro devem dominar sua execução e interpretação, sempre considerando as particularidades de cada paciente.

Perguntas frequentes

Qual o objetivo do Teste de Neer?

O objetivo do Teste de Neer é testar a presença de choque subacromial, reproduzindo a compressão das estruturas do espaço subacromial durante a elevação passiva do braço.

Como é realizado o Teste de Neer?

Com o paciente sentado ou em pé, o fisioterapeuta estabiliza a escápula com uma mão e eleva passivamente o braço no plano escapular. O teste é positivo se houver dor na região anterior ou lateral do ombro.

Qual a precisão diagnóstica do Teste de Neer?

O Teste de Neer apresenta sensibilidade de 88,7%, especificidade de 30,5% e confiabilidade de 98%.

O que significa um Teste de Neer positivo?

Um teste positivo indica dor no aspecto ântero-lateral do ombro durante a elevação passiva, sugerindo a presença de choque subacromial.