Ligamento atlanto-axial posterior

Ligamento atlantoaxial posterior

Descrição

O ligamento atlantoaxial posterior é uma membrana larga e fina que se insere, superiormente, na borda inferior do arco posterior do atlas e, inferiormente, nas bordas superiores das lâminas do áxis. É uma continuação do ligamento amarelo e está em relação, posteriormente, com o músculo oblíquo inferior da cabeça. [1]

Faz parte de um complexo ligamentar denominado Complexo Ligamentar Atlantoaxial (Eixo). Esses quatro ligamentos se estendem do Atlas ao Áxis:

Inserções

Da borda inferior do arco do atlas (e mais superiormente ao osso occipital) até as bordas superiores das lâminas de C2.

Função

Contribui para a estabilização do movimento da articulação atlantoaxial, que permite cerca de 10-15° de flexão/extensão e 30° de rotação axial.

Relevância clínica

  • Em casos de subluxação/luxação atlantoaxial traumática ou não traumática, o ligamento atlantoaxial posterior pode sofrer ruptura. [2]
  • A instabilidade atlantoaxial (AAI) pode ter origem congênita, mas em adultos é vista principalmente em traumas agudos ou alterações degenerativas devido ao pannus inflamatório da artrite reumatoide (AR).
  • A ossificação da membrana atlantoaxial posterior que leva ao desenvolvimento de mielopatia cervical é rara.

Tratamento

Não há registro de tratamento específico para o complexo ligamentar atlantoaxial. No entanto, em caso de AAI ou ruptura, o tratamento deve incluir o manejo da estabilização cervical. Consulte a página sobre Instabilidade Cervical para mais informações.

Recursos

Ver também

  • Ligamento atlantoaxial anterior
  • Ligamento atlanto-occipital anterior
  • Osteoartrite atlantoaxial
  • Ligamento atlanto-occipital posterior
  • Ligamento transverso do atlas
  • Teste de Sharp Purser

Referências

[1] Gray, Henry. 1918. Anatomy of the Human Body. Bartleby.com. Acessado em 27/09/2012.

[2] Hall, Graham C et al. “Atlanto-Occipital Dislocation.” World Journal of Orthopedics 6.2 (2015): 236–243. PMC. Web. 25 abr. 2017.

Fontes consultadas

Conteúdo educativo. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento realizado por profissional habilitado.

O ligamento atlantoaxial posterior, também conhecido como membrana atlantoaxial posterior, é uma estrutura anatômica importante para a estabilidade da coluna cervical alta. Ele se conecta ao ligamento amarelo, que é uma faixa de tecido elástico que une as lâminas vertebrais adjacentes. Essa continuidade permite que o ligamento atlantoaxial posterior auxilie na manutenção da postura e na limitação de movimentos excessivos entre o atlas (C1) e o áxis (C2).

Durante a flexão e extensão da cabeça, o ligamento atlantoaxial posterior é tensionado, contribuindo para o controle do movimento. Na rotação axial, que é o principal movimento da articulação atlantoaxial, o ligamento atua em conjunto com outras estruturas, como o ligamento transverso do atlas, para evitar deslocamentos anormais. A integridade desse ligamento é essencial para proteger a medula espinhal e as artérias vertebrais que passam por essa região.

Em situações de trauma, como acidentes automobilísticos ou quedas, a ruptura do ligamento atlantoaxial posterior pode levar à instabilidade atlantoaxial, aumentando o risco de compressão medular. Na artrite reumatoide, a inflamação crônica pode enfraquecer os ligamentos, favorecendo a subluxação. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são fundamentais para prevenir complicações neurológicas graves.

Embora não exista um tratamento específico para lesões isoladas desse ligamento, a abordagem geral envolve a estabilização cervical, que pode incluir o uso de colar cervical, imobilização ou, em casos graves, intervenção cirúrgica. A reabilitação fisioterapêutica deve focar no fortalecimento muscular e na propriocepção para compensar a instabilidade ligamentar.

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