Teste de Thomas

Teste de Thomas: Avaliação da Flexibilidade do Quadril

Objetivo do Teste de Thomas

O teste de Thomas ou teste de Iliacus ou iliopsoas é usado para medir a flexibilidade do grupo muscular iliopsoas, o M. Reto Femural, bem como o M. Tensor Fáscia Lata e e M. sartório. Medir a flexibilidade deste músculo não é útil, porque não temos um  comprimento de musculação padrão. O aspecto mais importante deste teste é o da amplitude de movimento  do quadril, uma vez que várias doenças , como a síndrome da dor patelofemoral, dor nas costas, osteoartrite e artrite reumatóide, podem estar relacionado a essa amplitude de movimento prejudicada.  

Descrição

É uma maneira de avaliar se o paciente tem uma deformidade de flexão fixa do quadril – verificar se o paciente pode ou não estender seu quadril.

Coloque uma mão na mesa de exame sob a lordose lombar do paciente. Peça ao paciente que flexione completamente o quadril no lado oposto ao que está sendo avaliado. Isso causará a rotação da pelve e o achatamento da lordose lombar (você sentirá as costas pressionadas contra a mão). Veja se a perna está sendo avaliada, neste caso, a direita, é levemente elevada da mesa de exame.

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Ou:

o paciente deve estar deitado na posição de supino na mesa de exame. Coloque a mão esquerda sob a coluna lombar do paciente, por isso fica entre as costas do paciente e a mesa de exame. Se o paciente tiver uma lordose lombar, sua mão se deslizará facilmente entre as costas e a mesa.

Se não houver lordose lombar e sua mão não escorregar facilmente, e se as pernas dos pacientes estão descansando na mesa de exame, o paciente não tem deformidade fixa e não há necessidade de prosseguir com o resto da o teste.

O próximo passo é que o paciente flexione totalmente a perna normal (a perna em frente da que você está testando para uma deformidade de flexão fixa). Faça ele puxar o joelho contra o peito dele. Isso fará com que a pélvis gire com a sínfise do púbis se movendo para cima em direção à cabeça.

À medida que o paciente chega ao ponto final de flexão, você sentirá sua coluna lombar pressionar contra sua mão enquanto a lordose lombar se endireita.


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Curso Bandagem


Se o paciente tiver uma deformidade de flexão fixa (o que significa que o quadril não pode ser totalmente estendido), a perna oposta ao que está sendo flexionado aumentará alguns graus da mesa de exame porque está sendo puxada para cima quando a pélvis gira. Pressione a coxa do lado que está sendo avaliada para ajudá-lo a verificar se ele foi ou não tirado da mesa.

Se não houver deformidade de flexão fixa, a perna oposta à que está sendo flexionada simplesmente se estenderá à medida que a pélvis girar e não subirá da mesa.

Em outras palavras, o teste de Thomas permite que você avalie se o paciente supino tem pelo menos algum grau de extensão do quadril.

Se você deseja avaliar a extensão completa da extensão, peça ao paciente que assuma a posição propensa na mesa e, em seguida, estenda o quadril.

Confira um video de como realizar o Teste de Thomas

 

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Definição da Fisioterapia Ortopédica

A fisioterapia ortopédica é uma disciplina da Fisioterapia que foca na recuperação ou prevenção de lesões e doenças que afetam os músculos, ossos e ligamentos do corpo.

Os profissionais desta área utilizam métodos como massagens, ginástica, alongamentos, fortalecimento muscular e outros equipamentos especiais para auxiliar na recuperação da lesão. Como terapia, são aplicadas também técnicas de mobilização e manipulação articular.

Além de trabalhos executados manualmente para recuperação, o fisioterapeuta ortopédico também utiliza técnicas com uso de aparelhos, como a eletroterapia, que consiste no uso do calor / frio e estimulação elétrica.

Atuação da Fisioterapia Ortopédica

O que faz a Fisioterapia Ortopédica

Essa ramo da fisioterapia consegue detectar precocemente e tratar problemas musculares, ligamentares ou posturais que possam comprometer a saúde e mobilidade dos pacientes em um futuro próximo.

Na medicina clinica aos que necessitam de acompanhamentos correlacionado com patologia clinica;

Na medicina Esportiva tem supra importância na atuação e prevenção de esportista;

Na medicina geriátrica ela tem o papel de fortalecer, prevenir a manutenção das funcionalidades dos idosos;

Na medicina do trabalho o espaço da fisioterapia ortopédica vem ganhando grande prioridade pois a mesma cuida das lesões e disfunções osteomiarticulares,difusões como LER (lesões de esforço repetitivo), dores localizadas tendinite, bursite, hérnia de disco, lombalgia, fraturas, cirurgias (joelho, tornozelo, ombros), traumas ligamentares, entre tantas outras possibilidades.

No âmbito cirúrgico, o fisioterapeuta ortopédico pode atuar no pré e no pós-operatório, com exercícios que irão acelerar a cicatrização do local fraturado e auxiliar em sua reabilitação. Além disso, também proporciona um efeito analgésico aliviando os desconfortos naturais dessas situações.

O fisioterapeuta ortopédico faz parte da equipe multidisciplinar, afim de acompanhar e avaliar a melhor maneira para a realização de curativo com os parâmetros ideais para melhoria do quadro do paciente.

Fisioterapia Ortopedica

O objetivo do especialista será o de restabelecer as funções do paciente de forma segura e rápida, respeitando os limites da individualidade e realizando um plano de cuidados de acordo com com cada paciente e seu diagnóstico.

A fisioterapia ortopédica ela é capaz de aliviar dores, corrigir deformidades, fortalecer músculos, alongar e trazer equilíbrio no geral e consegue detectar precocemente problemas musculares, nos ligamentos ou posturais que podem interferir e comprometer na mobilidade de uma pessoa.


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Fisioterapia ortopédica hospitalar : Desde que solicitado pelo médico para avaliação, acompanhamento, realizar planos de cuidados dentro do ambiente hospitalar ;

Fisioterapia ortopédica em clínica / consultório : Realização de avaliação, acompanhamento e orientação

Fisioterapia ortopédica em academias e âmbitos esportivos : para prevenção, preparação e acompanhamento especifico de acordo a cada atividade e se tem alguma restrição

A fisioterapia ortopédica pode ser realizada em domicílio, sendo uma excelente opção para pessoas com dificuldades para se locomover ou mesmo para evitar o estresse de estar em um ambiente hospitalar, fora a qualidade na humanização;

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A fisioterapia pélvica no tratamento de mulheres portadoras de vaginismo

Fisioterapia pélvica no tratamento do vaginismo: revisão de literatura

The pelvic-floor physical therapy for the treatment of woman suffering from vaginismus

 

R E S U M O

O vaginismo é uma desordem sexual caracterizada por espasmos involuntários persistentes ou recorrentes da musculatura perineal e que interferem na relação sexual, levando ao comprometimento das relações interpessoais e conjugais da mulher. A fisioterapia é um recurso terapêutico recente na área da urologia e ginecologia e ainda são raros os estudos os quais abordam este tratamento para o vaginismo. Por causa disso, objetivou-se pesquisar a importância da fisioterapia pélvica e os recursos utilizados no tratamento de mulheres portadoras de vaginismo. Foi realizada uma revisão bibliográfica, tendo como base de dados Lilacs, PubMed e SciELO e incluindo teses, documentos legais e livros sobre o tema, entre os anos de 2001 e 2014. Quanto ao manejo da problemática, o fisioterapeuta se encontra preparado para abordar e tratar a queixa, pois é envolto de vários recursos e técnicas para compreender e abordar o vaginismo, ressaltando a importância do diagnóstico e de uma avaliação completa. Concluiu-se que a fisioterapia pélvica promove efeito significativo sobre a qualidade de vida e satisfação sexual de mulheres portadoras dessa desordem sexual.

Palavras-chave: Fisioterapia. Reabilitação. Vaginismo.

. A TOMEN et al. Rev. Ciênc. Méd., Campinas, 24(3):121-130, set./dez., 2015 122 A B S T R A C T Vaginismus is a sexual disorder characterized by persistent or recurrent involuntary spasms of the perineal muscles that interfere with sexual intercourse, leading to impairment of marital and interpersonal relationships of women. Physical therapy is a new therapeutic approach in the field of urology and gynecology and, as yet, there are relatively few studies addressing the treatment for this sexual dysfunction. As a result, the objective of this study was to discuss about the importance of physical therapy for pelvic floor disorders and also to examine the resources used in the treatment of women with vaginismus. It was held a review of articles in the databases Lilacs, PubMed and SciELO, published between 2001 and 2014; in addition to theses, legal documents and books that address the issue. The results show that concerning the management of this disturbance, the physiotherapist is prepared to address and treat this complaint. It was also found that the practitioner is surrounded by multiple resources and techniques to understand and address the vaginismus, to carry out the diagnosis as well as the assessment process. To sum up, it was concluded that the pelvic-floor physical therapy promotes significant effect on the quality of life and on the sexual satisfaction of women with this dysfunction. Keywords: Physical therapy speciality. Rehabilitation. Vaginismus.

I N T R O D U Ç Ã O

As disfunções sexuais e os distúrbios da resposta sexual podem trazer consequências para a saúde física e mental da mulher, levando à diminuição da qualidade de vida. Esses transtornos podem ser classificados em vaginismo, inapetência sexual, anorgasmia e dispareunia1 .

Vaginismo é uma desordem sexual caracterizada por espasmos involuntários persistentes ou recorrentes da musculatura perineal e que interferem na relação sexual2. Esses espasmos impedem total ou parcialmente a penetração ou introdução do pênis, dedos, tampão, espéculo ginecológico ou outros objetos no canal vaginal, o que impossibilita e dificulta o coito ou mesmo o exame ginecológico1,3. Apesar da mulher apresentar o desejo em ser penetrada, a ansiedade fóbica antes da penetração pode levar a contrações involuntárias dos músculos da pelve, dos adutores e de todo o corpo4 .

Essa disfunção é um forte fator preditivo de problemas sociais, psicológicos, psiquiátricos, ginecológicos, psicanalíticos e sexológicos3. As mulheres portadoras do vaginismo relatam dor no momento ou depois da penetração e outros sintomas como náusea, sudorese, dispneia e taquicardia em decorrência do medo, da tensão e do espasmo muscular involuntário5,6.

O diagnóstico do vaginismo é feito por meio do exame físico, onde são verificadas alterações anatômicas, causas infecciosas, lubrificação inadequada e fatores psicológicos. A realização do exame torna-se dificultosa devido ao espasmo muscular decorrente da patologia5 . Os estudos sobre o tratamento do vaginismo ainda são restritos e, por se tratar de uma disfunção que se apresenta como uma desordem muscular com um componente eminentemente cinesiológico-funcional, um dos tratamentos sugeridos é a fisioterapia pélvica4,6.

A fisioterapia é um recurso terapêutico recente na área da urologia e ginecologia, por conseguinte são ainda raros os estudos que abordam este tratamento para o vaginismo7 . Ainda, a ausência de um guia de prática clínica no tratamento dessa disfunção pelo fisioterapeuta pélvico abre espaço para um consenso pouco claro na literatura atual a respeito das técnicas a serem utilizadas clinicamente para esses casos. Estas últimas observações foram, por fim, a razão do presente estudo, que objetivou levantar as técnicas mais utilizadas atualmente em fisioterapia pélvica para o tratamento do vaginismo.

M É T O D O S O estudo foi desenvolvido por meio da revisão bibliográfica. A coleta dos dados foi realizada nos meses de maio a julho de 2014 nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), PubMed, Scientific Eletronic Library Online (SciELO), em artigos científicos, monografias, dissertações, teses, documentos legais e livros que abordam o tema. Foram encontrados artigos científicos nos idiomas inglês, português e espanhol no período de 2001 a 2014. Nas bases Lilacs, PubMed e SciELO, foram pesquisadas as palavras-chave “vaginismo”, “fisioterapia” e “reabilitação”, bem como suas variáveis em inglês. Após leitura do resumo e/ou artigos, foram excluídos os textos de revisão que abordavam outras doenças além do vaginismo, bem como todos aqueles em que a reabilitação foi baseada em métodos invasivos não praticados por fisioterapeutas. Os artigos selecionados foram analisados nos tipos de intervenção fisioterápica e nos resultados encontrados. Na base SciELO, foram encontrados 410 artigos sobre vaginismo, sendo incluídos somente 24 – 386 foram excluídos por não apresentarem tratamento fisioterápico -, 5 monografias e 3 teses. Na base PubMed, foram encontrados 25 artigos, dos quais apenas 2 foram incluídos – 23 foram excluídos por serem artigos sobre tratamento médico. Na base Lilacs, a pesquisa apontou 47 artigos, sendo incluídos apenas 4 e 43 descartados por tratarem, em sua maioria, outras doenças. R E S U L T A D O S Classificação e etiologia O vaginismo pode ser classificado em primário e secundário, segundo McGuire & Hawton8. O primário é determinado quando a mulher é incapaz de manter relações sexuais devido às contrações involuntárias da parede da vagina. Já o secundário ocorre quando a mulher eventualmente teve relações sexuais, porém não é mais hábil a mantê-las devido à mesma etiologia. É neste caso que o vaginismo, geralmente, vem acompanhado de dispareunia. Essa disfunção não possui uma causa exclusiva e sim fatores para seu desenvolvimento. Dentre eles, podem ser citados: razões religiosas, traumas de infância, escutar ou assistir os pais tendo relação sexual e abuso sexual. Tudo isso pode despertar na mulher medo de ter relação sexual3,6,9,10. De acordo com Almeida et al.1 , a etiologia do vaginismo também está ligada a causas orgânicas, como: geniturinárias, infecciosas, neurológicas, vasculares, hematológicas, problemas psicológicos e genéticos. Ademais, também são considerados fatores etiológicos drogas com efeitos diuréticos, hormonais, tranquilizantes, sedativos, hipnóticos, bem como drogas ilícitas. Dentre as causas orgânicas e de grande interesse para fisioterapia, destaca-se a fraqueza da musculatura do assoalho pélvico que, dependendo da origem (constipação intestinal, tosse crônica, elevação constante de peso), também provoca disfunções sexuais devido à redução do tônus e o trofismo da musculatura11. Segundo autores12,13, existem ainda outros fatores, como a idade, raça, idade do parceiro, nível educativo, renda, condição marital, tabagismo, ingestão de bebidas alcoólicas, exercícios físicos, paridade, uso de anticoncepcional oral, menopausa, reposição hormonal, diabetes, hipertensão, depressão, doenças cardíacas, uso de drogas, cirurgias ginecológicas e presença de outra disfunção sexual. Ressalta-se que fatores de ordem relacional, como a falta de estimulação apropriada do companheiro e a ausência de diálogo podem intervir negativamente na excitação sexual. Em um estudo14 realizado na Inglaterra com uma amostra de 979 mulheres, foi encontrada dificuldade de excitação sexual, apontando os companheiros como responsáveis. Epidemiologia Nos Estados Unidos da América, o National Social and Health Life Survey, um estudo desenvolvido A TOMEN et al. Rev. Ciênc. Méd., Campinas, 24(3):121-130, set./dez., 2015 124 por Laumann et al. 15 sobre as disfunções sexuais em 1.749 mulheres com idade entre 18 e 54 anos, apontou que 22% das participantes apresentavam disfunção do desejo sexual. Além disso, o estudo mostrou que essa alteração tende a decrescer com o aumento da idade. Catorze porcento da amostra exibiu perturbação da excitação sexual e 24% reportou queixas de anorgasmia. Entre 10 e 15% das entrevistadas referiu dor sexual. De acordo com um estudo realizado no Brasil por Abdo et al. 16 com uma amostra de 1.219 mulheres, foi observado que a disfunção sexual atinge 49% delas com pelo menos uma queixa, tendo 23% relatado dispareunia. Na área de fisioterapia, no estudo de Reissing et al. 17 foi citado que 10 a 15% das mulheres tiveram experiência de algum tipo de dor na relação sexual, levando à suspeita de vaginismo. Outra investigação na mesma área constatou que aproximadamente 10 a 20% das mulheres que procuram assistência devido a alguma disfunção sexual padecem de vaginismo18. Consequências para a mulher A Organização Mundial de Saúde (OMS) caracteriza a felicidade sexual como uma condição essencial para a saúde e indispensável para a qualidade de vida da população mundial. Afirma ainda que a falta de prazer pode trazer danos, como insônia, mau humor, depressão e tensão constante19. Além das consequências negativas trazidas por uma atividade sexual desagradável, como a depressão, angústias, raiva por motivos irrelevantes e brigas constantes, a mulher pode chegar a um quadro de verdadeira aversão sexual pela falta de prazer, podendo ter relações sexuais dolorosas ou mesmo evoluindo para um quadro de vaginismo20. Em geral, considera-se que a mulher pouco sabe sobre os seus órgãos sexuais, conhecendo menos ainda os músculos do assoalho pélvico e o imenso valor que representam16. Abordagem fisioterapêutica O fisioterapeuta deve iniciar sua abordagem com uma boa avaliação, identificando as queixas de sua paciente. Isso com o objetivo de descobrir a causa da disfunção4 . Deve-se solicitar informações sobre o desejo sexual, nível de excitação, grau de lubrificação a qualquer percepção na área genital durante o ato sexual e sensação de entorpecimento, capacidade de atingir o orgasmo, presença de dor no momento do ato sexual, grau de satisfação com a relação, forma como é estimulada e sentimentos de intimidade emocional no ato sexual21. Para uma avaliação determinante seguida de objetivos e condutas justificáveis, a realização do exame físico deve ocorrer e todas as etapas devem ser realizadas: inspeção no repouso e durante o movimento, palpação e provas de função muscular22. A atuação fisioterapêutica se dá ao trabalhar a musculatura do assoalho pélvico de forma a conscientizar as mulheres da contração voluntária destes músculos, estimulando seu fortalecimento e relaxamento, bem como um maior ganho proprioceptivo6,23,24. Em sua performance, esse profissional deve planejar programas específicos de intervenção para eliminação dos fatores de risco relacionados à incapacidade funcional e, dessa maneira, melhorar a qualidade de vida25. O enfoque do tratamento comumente versa sobre a avaliação e o tratamento com a terapia cognitivocomportamental, exercícios de fortalecimento muscular, terapia manual e de outras técnicas e modalidades24. Na pesquisa de Van Lankveld et al. 26 os achados constataram que a maioria dos terapeutas e das mulheres avaliaram que a cura foi alcançada quando é obtida a penetração sexual. O índice de cura baseado exclusivamente na penetração vaginal variou de 93,3 a 100,0%, mas, considerando a resposta sexual como um todo, esse índice diminuiu para 25,0%. Abdo & Fleury27 afirmam que, para a fisioterapia alcançar bons resultados no tratamento de patologias do assoalho pélvico, é necessária a cooperação das mulheres durante o tratamento. Cinesioterapia A cinesioterapia consiste na realização de exercícios perineais com objetivo de restaurar a força, Rev. Ciênc. Méd., Campinas, 24(3):121-130, set./dez., 2015 FISIOTERAPIA PÉLVICA E VAGINISMO 125 função e conscientização da musculatura do assoalho pélvico, o que reflete na melhora da qualidade de vida, do estado psicológico e do bem-estar28,29. O tratamento fisioterapêutico para o vaginismo incide no relaxamento da musculatura do assoalho pélvico e dos músculos acessórios, como: adutores de coxa, obturadores internos e externos, piriforme, glúteo, abdominais e lombares. O relaxamento pode ser realizado por meio de alongamentos e de exercícios respiratórios, conforme a necessidade da paciente4 . De acordo com Bianco & Braz30, os exercícios de contração voluntária do assoalho pélvico levam a uma melhora da percepção e da consciência corporal e vascularização da região pélvica. A contração de um grupo muscular pode ser complexa, pois os músculos não estão visíveis; mas, por meio da visualização de uma representação simples da anatomia feminina, esse trabalho pode ser concretizado com êxito. Outra maneira interessante de melhorar a consciência dos Músculos do Assoalho Pélvico (MAP) é solicitar que a mulher coloque os dedos sob o centro tendíneo do períneo e realize uma contração seguida de um relaxamento do mesmo31. Os exercícios de percepção local também podem ser ajudados por um espelho, pela bola terapêutica, por uma almofada pélvica e pelo fisioterapeuta, associando-os à respiração32. O aprendizado ajuda a alcançar maior controle da musculatura vaginal e esses exercícios são essenciais para o prazer sexual da mulher e do homem, pois esta pode descobrir os movimentos, a intensidade e a velocidade que mais proporcionam prazer33. Os exercícios devem feitos de varias formas e dependem dos problemas encontrados na avaliação, como a apresentação de sinergismos musculares ou contrações acessórias que evitem a contração isolada dos MAP. A posição exata da mulher centra na busca do isolamento da ação muscular do períneo, mantendo-o em posição de alongamento para melhorar a percepção da região32. Matheus et al. 34 citam que de 30 a 50% das mulheres são impossibilitadas de contrair somente o assoalho pélvico imediatamente e que a conscientização da musculatura é de difícil aprendizado. A investigação evidenciou que as participantes utilizaram de contrações acessórias, mesmo quando o ensino era de contrair somente a musculatura do assoalho pélvico, e que a consciência perineal está relacionada com o aprendizado por meio da imagem, da vivência, do movimento e da percepção dos diferentes grupos musculares perineais. Para Moreno35, a cinesioterapia do assoalho pélvico baseia-se no princípio de que contrações voluntárias recorrentes aumentam a força muscular. Esse resultado de força é obtido através da combinação do recrutamento de um grande número de unidades motoras, frequências pequenas e contrações sucessivamente mais fortes, com raras repetições diárias e aumento gradativo da intensidade da força e do tempo de contração. A cinesioterapia é o único método que não possui contraindicações. Arnold Kegel, em 1948, propôs a reeducação perineal para o tratamento da hipotonia do diafragma pélvico. O autor estudou o músculo pubococcígeo para o tratamento da incontinência urinária de esforço e constatou que a disfunção orgasmica da mulher poderia ser imposta pela redução da força muscular. O exercício de Kegel pode ser associado ao uso de cones – pequenas cápsulas introduzidas na vagina para fornecer resistência e feedback sensorial aos músculos do assoalho pélvico à medida que se contraem35,36. Estudos idênticos foram concretizados por Rett et al. 37 e Capelinni et al. 38, que empregaram exercícios do assoalho pélvico associados ao biofeedback eletromiográfico como recursos fisioterapêuticos na reabilitação perineal. Ambos descobriram melhora significativa, especialmente no que diz respeito à consciência corporal. Segundo Moreno35, a frequência do tratamento varia de duas a três vezes por semana, por um mínimo de três meses, tempo necessário para aquisição de hipertrofia e, por conseguinte, força muscular. Para conservar os resultados alcançados pela cinesioterapia, é importante que a mulher constitua um programa rotineiro após a conscientização dos grupos musculares envolvidos39,40. A TOMEN et al. Rev. Ciênc. Méd., Campinas, 24(3):121-130, set./dez., 2015 126 Eletroestimulação Sobre o tratamento fisioterápico baseado na eletroestimulação, Kitchen41 afirma que se trata do emprego de correntes elétricas para fortalecer e reeducar os músculos, diminuir edema, aliviar a dor e restaurar feridas. Segundo Moreno35, esse é o tratamento mais usado como complemento aos exercícios cinesiológicos e é recomendado como estímulo para despertar a consciência corporal, auxiliando a contração apropriada dos músculos do assoalho pélvico. Rossella et al. 42, ao pesquisarem os efeitos da eletroestimulação do assoalho pélvico no tratamento das dores sexuais, observaram que a capacidade de contração, bem como a capacidade de repouso e dor melhoraram, especialmente em mulheres com vaginismo. Também é possível que os efeitos positivos da eletroestimulação para a função sexual tenham ocorrido devido não só a uma maior eficácia na contração, mas a uma progressiva dessensibilização à dor. Apesar de no princípio da terapêutica a mulher se apresentar preocupada com o emprego da corrente elétrica, no transcorrer das sessões, a eletroestimulação se revelou eficiente na diminuição da dor e na percepção da contração muscular, causando grande melhora. Antonioli & Simões43 afirmam que a eletroestimulação deve ser considerada eficaz para proporcionar a conscientização do assoalho pélvico e para o reforço muscular. Sua maior vantagem é a de não apresentar efeitos colaterais quando comparado ao tratamento medicamentoso, apesar de algumas mulheres descreveram pequeno desconforto e irritação local. No estudo sobre vaginismo realizado por Seo et al. 44, a eletroestimulação foi utilizada com um aparelho eletromiográfico associado simultaneamente ao biofeedback. Fizeram parte da pesquisa 12 mulheres avaliadas ao longo de 12 semanas em sessões de 15 minutos de duração. As participantes recebiam dilatadores vaginais de silicone de vários diâmetros para prática em domicílio, sendo orientadas a fazer os exercícios de dessensibilização da região vulvar/vaginal. Aquelas que completaram o programa descreveram melhora significativa na satisfação sexual. Na pesquisa feita por Nappi et al45, empregou-se a eletroestimulação funcional em 29 mulheres com vaginismo ou dispareunia. O tratamento durou 10 semanas com sessões semanais de 20 minutos e orientações de treinos para os músculos do assoalho pélvico, os quais precisariam ser feitos em casa, durante 20 minutos, três vezes por semana. Foi observada melhora na contração e no relaxamento da musculatura de assoalho pélvico em todas as participantes e redução da dor durante a relação sexual e retorno à atividade sexual em 50% das mulheres com vaginismo. Biofeedback Biofeedback, exposto por Kegel em 1948, é basicamente todo e qualquer enfoque que o fisioterapeuta emprega para conscientizar um doente de seu corpo e suas funções através de estímulos táteis, visuais, auditivos ou elétricos. É considerado um aparelho que mede, avalia e trata as disfunções neuromusculares, sendo competente na avaliação dos músculos do assoalho pélvico por monitorar o tônus em repouso, a força, a sustentação e outros padrões de atividade. Por causa disso, é eficaz para orientar a mulher no que diz respeito à melhora das contrações voluntárias da musculatura, beneficiando a prática do relaxamento35,46,47. Essas técnicas são igualmente empregadas para conscientizar a paciente de seu corpo e suas funções. Emprega-se ainda a eletroestimulação, pois é adequada para captar as fibras musculares de uma maneira mais acelerada. No vaginismo, de acordo com a corrente utilizada, ela pode auxiliar no relaxamento e alívio da dor48,49. De todas as intervenções de fisioterapia, somente o biofeedback passou por pesquisas controladas. Autores investigaram e concluíram que há aumento do tônus e diminuição da estabilidade muscular do pavimento pélvico em síndromes de dor vulvar. Foi evidenciada 50% de eficácia na redução Rev. Ciênc. Méd., Campinas, 24(3):121-130, set./dez., 2015 FISIOTERAPIA PÉLVICA E VAGINISMO 127 da dor vulvar utilizando esse método. Estudos posteriores obtiveram resultados similares50. Uma investigação coreana apontou que a estimulação elétrica combinada com biofeedback, realizada em 12 mulheres com vaginismo, revelou que as pacientes obtiveram sucesso nas relações sexuais durante e após o tratamento44. Terapia manual Terapia manual é constituída por um conjunto de métodos com intenção terapêutica ou preventiva, onde é aplicado toque ou manobra manual sobre os tecidos musculares, ósseos, conjuntivos e nervosos. Na maioria das vezes, é mais empregada no alívio de tensões (mobilização de pontos gatilhos), restrição de mobilidade, desvios mecânicos ou bloqueios funcionais51. No caso do vaginismo, podem ser recomendados métodos manuais com a finalidade de desativar os pontos gatilhos, mas não devem ser a primeira opção de tratamento, pois as mulheres que têm essas patologias mencionam muita dor ao toque. O mais recomendado seria empregá-la após outro procedimento, como a eletroanalgesia, pois, dessa maneira, tem-se o alcance do alívio da dor e a retirada de tensão muscular, que são as principais causas dos sintomas6 . Segundo Prendergast et al.51, o fisioterapeuta deve analisar a existência de pontos gatilho e se estão cooperando para os sintomas. Os músculos identificados como principais determinantes de dor nos tecidos da vagina ou da vulva, por possuírem maior número de pontos gatilhos, são ísquiocavernoso, bulboesponjoso e elevador do ânus. Após a localização dos pontos gatilho, existem métodos a serem seguidos para sua diminuição, dentre elas a compressão isquêmica, onde o fisioterapeuta comprime manualmente o ponto de dor por 60 a 90 segundos ou até sentir sua liberação. Dilatadores vaginais Na técnica de dilatação gradual, são colocados dilatadores de silicone ou de material emborrachado lubrificados no canal vaginal como sondas que podem ser insufladas. Primeiramente, os dilatadores devem ser pequenos; seu tamanho deve ser aumentado gradualmente, à medida que a tolerância da mulher também aumente. A técnica de dilatação também pode ser praticada usando os dedos51,52. No momento em que os dilatadores estão inseridos na vagina, exercícios de fortalecimento da MAP podem ser realizados. Dessa maneira, o uso da técnica nos episódios de vaginismo pode cooperar para melhora do quadro, atenuando a sensibilidade à penetração e beneficiando a percepção da MAP pela mulher, o que lhe permite controle e relaxamento6 . Encontraram-se alguns estudos citando o uso de dilatadores vaginais como opção de tratamento6,25 e, no entanto, os mesmos não forneceram evidências consistentes de intervenção no vaginismo. Dessensibilização gradual De acordo com Serra10, a dessensibilização é feita de forma progressiva, para não expor a mulher a situações que causem ansiedade. Esse processo é a terapêutica mais recomendada nos episódios de vaginismo e deve ser feito por meio de massagem (digito pressão e deslizamento), onde manobras miofasciais podem ser empregadas para relaxar os MAP e facilitar a penetração4 . Da mesma maneira, Lara et al. 53, em um estudo de revisão bibliográfica, verificaram que o tratamento do vaginismo deve ser feito pela dessensibilização lenta/contínua da musculatura perineal, de forma a conseguir o relaxamento muscular e, em seguida, seu fortalecimento. Em seu estudo, Basson54 relata que a experiência da fisioterapia recomenda exercícios de dessensibilização nos casos de vaginismo. Por meio de massagem intra-vaginal, busca-se relaxar os músculos do assoalho pélvico para promover a penetração. Os resultados conseguidos com a técnica no tratamento foram consideráveis no relaxamento e na dilatação vaginal, o que justifica o seu emprego. A TOMEN et al. Rev. Ciênc. Méd., Campinas, 24(3):121-130, set./dez., 2015 128 C O N C L U S Ã O Os resultados do estudo demonstraram que a fisioterapia promove efeito significativo sobre a qualidade de vida e satisfação sexual de mulheres com vaginismo. Foram encontradas diversas formas de tratamento para essas mulheres, ressaltando a importância do diagnóstico e de uma avaliação completa. Compreender e abordar esse tema deve fazer parte da rotina de atendimento à saúde da mulher, contribuindo para a melhora da qualidade de vida destas pacientes. Também foi possível observar que existe a necessidade de mais estudos para a discussão do tema abordado, especialmente a organização de ensaios clínicos controlados testando e comparando a eficácia das técnicas para que a prática clínica possa realmente ser baseada em evidência e, dessa forma, mais eficaz. C O L A B O R A D O R E S A TOMEN e G FRACARO colaboraram com o levantamento dos dados, EFC NUNES colaborou na análise dos resultados e revisão geral do artigo. G LATORRE fez a orientação do projeto. R E F E R Ê N C I A S 1. Almeida NAM, Silva LA, Araújo N. Conhecimento de acadêmicas de enfermagem sobre disfunções sexuais femininas. Rev Eletrôn Enferm. 2005 [acesso 2014 maio 15]; 7(2):138-47. Disponível em: http:// www.revistas.ufg.br/index.php/fen 2. Frasson E, Graziottin A, Priori A, Dall’Ora E, Didonè G, Garbin EL, et al. Central nervous system abnormalities in vaginismus. Clin Neurophysiol. 2009; 120(1):177-22. 3. Moreira RLBD. Vaginismo. 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A randomized comparison of group cognitive-behavioral therapy, surface electromyographic</ericarneiro@yahoo.com.br>

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Crochetagem

Crochetagem Mio-Aponeurótica: Técnica Manual para Síndrome do Impacto

Os cuidados tradicionais para Síndrome do Impacto envolve descanso e limites nos movimentos, mormente na fase aguda, e medicamentos anti-inflamatórios não esteroides, desde que acatadas as suas contraindicações. É possível ainda agregar a tais medicamentos os miorrelaxantes. A Fisioterapia é a terapêutica mais relevante para a terapia da enfermidade em foco. Após a interferência do fisioterapeuta aponta-se o prosseguimento e a firmeza nos exercícios exclusivos e bem norteados por profissionais qualificados e especializados (SANTOS, 2010).

Criada por Kurt Ekman, a Crochetagem Mio-Aponeurótica (CMA) é uma metodologia do tratamento manual que possibilita atingir pequenas dimensões que seriam raramente palpáveis utilizando somente as mãos. Também chamada de diafibrólise percutânea, esta técnica é um tratamento externo sem dor praticado por meio de ferramentas semelhantes a agulhas de crochets. Trabalhando no rompimento de aderências e fibroses entre os planos de deslizamento de músculos, tendões, ligamentos e nervos, devolvendo a mobilidade e a função através do conhecimento em anatomia palpatória e aplicação dos crochets sobre a pele (VARGAS, et. al, 2003).

Crochetagem é uma artificialidade terapêutica e fisioterápica que consiste em uma técnica externa indolor, com o emprego de um gancho de aço. A técnica é empregada no tratamento das dores do aparelho locomotor, com o objetivo de promover a remoção das aderências e corpúsculos irritativos mio-aponeuróticos ou inter-aponeuróticos, com uso de ganchos colocados e movimentados sobre a pele (PEDRON et al, 2010).

Segundo Kiffer (2004), é uma metodologia manipulativa conhecida também como Diafibrólise Percutânea, usada na terapêutica de processos álgicos do aparelho locomotor, através da remoção das aderências e extermínios de corpúsculos irritativos interaponeuróticos ou mio-aponeuróticos com a ajuda de ganchos postos sobre o tecido, para que depois disso o trabalho específico seja realizado. O tratamento através da crochetagem se baseia numa abordagem do tipo centrípeta,
abordando as cadeias musculares e fáscias lesionadas que estão em relação anatômica (mecânica, circulatória, neurológica) com a lesão, evitando-se o efeito rebote, ou seja, o aumento da dor como consequência de um tratamento puramente sintomático (BURNOTTE; DUBBY, 1988).

Na síndrome do impacto, a fisioterapia ocasiona diminuição do quadro álgico, diminui o quadro inflamatório, devolve ao espaço subacromial sua integridade fisiológica, restabelece força aos músculos afetados, reintegra o paciente as atividades de vida diária (BRITO, 2008).


Saiba mais sobre a Técnica de Crochetagem

Crochetagem Mio-Aponeurótica

O que é terapia Manual

Tecnicas de Terapia Manual


Conforme Silva et. al. (2008), com o paciente em decúbito ventral, libera-se a porção superior e inferior do músculo trapézio, os músculos rombóides e o músculo grande dorsal. Libera-se também os músculos deltóide posterior, redondo maior e menor e principalmente o triângulo dos redondos que se localiza na região posterior da axila e o tríceps. Em decúbito dorsal, crocheta-se o músculo peitoral maior e menor, o sulco delto-peitoral, o bordo superior e inferior da clavícula, as fibras anteriores do músculo deltóide e a porção longa do músculo bíceps. Vargas et. al. (2003) mencionam que esta técnica atua sobre as restrições de mobilidade de qualquer elemento conjuntivo de desordens mecânicas ou bloqueios funcionais, o que causa respostas vegetativas e estimula a circulação linfática e sanguínea, melhorando o deslizamento das fáscias. Pois é possível quebrar as fibroses e aderências originadas por cristais de oxalato de cálcio, de origem cicatricial traumática ou cirúrgica, que estão concentrados entre os planos profundos de deslizamento de músculos, tendões, ligamentos e nervos devolvendo o movimento livre entre os tecidos, que causavam além de irritação, limitação da amplitude articular, devolvendo a função. Sendo assim, as principais indicações para o uso da crochetagem são: aderências fibrosas que dificultam o movimento de deslizamento, a circulação sanguínea venosa e linfática; as aderências consecutivas a um traumatismo levando a um derrame tecidual; as aderências consecutivas a uma fibrose cicatricial cirúrgica; as algias inflamatórias ou não-inflamatórias do aparelho locomotor; as nevralgias consecutivas a uma irritação mecânica dos nervos periféricos e as síndromes tróficas dos membros (BAUMGARTH et al., 2008).

A crochetagem é indicada para qualquer patologia articular músculo-tendinosa ou ligamentosa que resulte em fibrose ou formação de aderência: tendinite, dor muscular, contratura muscular. Isto é, recomendado para patologias que levam a uma retração ou fibrose  11 das fáscias aponeuróticas. Todas as neuralgias, especialmente aquelas nas quais há um comprometimento da raiz nervosa devido a estruturas sobre as que atuam em músculos e tendões (BAUMGARTH, 2003).
Para Eckman apud Nascimento et. al. (2000), baseada na utilização de ganchos, esta técnica tem como princípio, a quebra de aderências do sistema mio-esquelético, com o objetivo de romper pontos de fibrose, ocasionados pelo acúmulo de cristais de oxalato de cálcio na aponeurose, o que causa irritação. A finalidade da crochetagem mioaponeurótica, é a fibrólise das aderências do tecido de sustentação, situada entre as fascias, tendões, ligamentos e ossos.

 

Segundo Baumgarth et. al. (2008) a crochetagem apresenta efeitos mecânicos nas aderências fibrosas que limitam o movimento entre os planos de deslizamento tissulares, nos corpúsculos fibrosos (depósito úricos ou cálcios) localizados geralmente nos lugares de estases circulatórias e próximo às articulações, nas cicatrizes e hematomas, que geram progressivamente aderências entre os planos de deslizamento, nas proeminências ou descolamentos periósteos e, ainda, estimula a circulação sanguínea venosa e linfática.

 

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Osteopatia Visceral

Osteopatia Visceral: Entendendo a Abordagem e Suas Técnicas

O que é Osteopatia Visceral?

A osteopatia visceral é uma especialidade da osteopatia que se concentra na avaliação e no tratamento das vísceras (órgãos internos) e de suas relações com o sistema musculoesquelético, nervoso e circulatório. O princípio fundamental é que os órgãos possuem movimentos sutis e que qualquer restrição nesses movimentos pode gerar disfunções em outras partes do corpo, como dores na coluna, alterações posturais e problemas funcionais.

Diferente da osteopatia estrutural, que foca em articulações e músculos, a osteopatia visceral busca restaurar a mobilidade e a motilidade dos órgãos, promovendo o equilíbrio do organismo como um todo. Essa abordagem é frequentemente utilizada por fisioterapeutas e osteopatas para complementar tratamentos de condições que não respondem apenas às técnicas convencionais.

Como Funciona a Osteopatia Visceral?

Na visão osteopática, cada órgão possui um movimento fisiológico próprio, influenciado pela respiração, pelos batimentos cardíacos e pelo peristaltismo. Quando há restrições — causadas por aderências, inflamações, cirurgias, traumas ou estresse —, o órgão pode perder sua mobilidade natural, afetando estruturas vizinhas e gerando sintomas à distância.

O osteopata visceral utiliza as mãos para avaliar a textura, a tensão e o movimento dos tecidos ao redor dos órgãos. A partir dessa avaliação, aplica técnicas manuais suaves para liberar as restrições, melhorar a circulação local e restabelecer a função. O tratamento é individualizado e pode envolver manipulações diretas ou indiretas, dependendo da necessidade do paciente.

Principais Técnicas Utilizadas

As técnicas de osteopatia visceral foram desenvolvidas e sistematizadas por profissionais como Jean-Pierre Barral, que dedicou décadas ao estudo da mobilidade dos órgãos. Entre as abordagens mais comuns estão:

  • Técnicas diretas: aplicação de pressão controlada diretamente sobre o órgão ou estrutura restrita, com o objetivo de mobilizar e liberar aderências.
  • Técnicas indiretas: o terapeuta posiciona o corpo do paciente de forma a reduzir a tensão sobre o órgão, permitindo que o próprio organismo se autorregule.
  • Técnicas de indução: utilizam movimentos rítmicos e suaves para estimular a motilidade visceral e promover o relaxamento dos tecidos.

Essas técnicas são geralmente indolores e podem ser aplicadas em pessoas de todas as idades, incluindo bebês e idosos, sempre com avaliação criteriosa.

Indicações da Osteopatia Visceral

A osteopatia visceral pode ser considerada como abordagem complementar em diversos quadros funcionais, especialmente quando há suspeita de relação entre disfunções orgânicas e sintomas musculoesqueléticos. Algumas situações em que pode ser indicada incluem:

  • Refluxo gastroesofágico e hérnia de hiato;
  • Constipação intestinal e distúrbios digestivos funcionais;
  • Ptoses viscerais (queda de órgãos);
  • Distúrbios hepatobiliares e renais;
  • Alterações do ciclo menstrual e cólicas;
  • Dores lombares e pélvicas sem causa estrutural evidente;
  • Recuperação pós-cirúrgica abdominal;
  • Queda da imunidade e estresse crônico.

É importante ressaltar que a osteopatia visceral não substitui tratamentos médicos convencionais, mas pode atuar de forma integrada, sempre com indicação e acompanhamento profissional.

Quem Pode se Beneficiar?

Qualquer pessoa que apresente desconfortos funcionais ou dores sem explicação estrutural pode se beneficiar da avaliação osteopática visceral. Atletas, gestantes (com liberação médica), bebês com cólicas ou refluxo, e pacientes em reabilitação pós-operatória são exemplos de públicos que frequentemente procuram essa abordagem.

No entanto, é fundamental que o profissional seja devidamente qualificado, preferencialmente fisioterapeuta ou osteopata com formação específica em osteopatia visceral. A avaliação inicial deve incluir anamnese completa e, se necessário, exames complementares para descartar condições que exijam intervenção médica imediata.

Formação em Osteopatia Visceral

Para fisioterapeutas interessados em se especializar, a osteopatia visceral é um módulo avançado dentro da formação em osteopatia. Os cursos costumam abordar anatomia visceral, fisiologia dos movimentos orgânicos, técnicas de palpação e tratamento, além de prática clínica supervisionada.

A duração e o investimento variam conforme a instituição, mas é comum que a especialização completa em osteopatia (incluindo os módulos visceral, estrutural e craniano) leve de 2 a 4 anos. Muitos cursos são presenciais, devido à necessidade de prática manual intensiva. Para saber mais sobre a formação, confira nosso artigo Osteopatia para fisioterapeutas: como funciona a formação.

Conclusão

A osteopatia visceral é uma abordagem terapêutica que amplia o olhar do profissional de saúde para além dos sintomas locais, considerando a interconexão entre órgãos e sistema musculoesquelético. Com técnicas manuais suaves e baseadas em evidências, pode contribuir para o alívio de disfunções funcionais e melhora da qualidade de vida.

Se você é fisioterapeuta e deseja aprofundar seus conhecimentos nessa área, investir em uma formação sólida em osteopatia pode ser um diferencial na sua carreira. Conheça os cursos disponíveis e avalie qual atende melhor às suas expectativas e necessidades profissionais. Para entender melhor o que é osteopatia, leia nosso guia completo sobre osteopatia.

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O que é a Fisioterapia – Descrição da fisioterapia

O que é a Fisioterapia – Descrição da fisioterapia

Descrição da fisioterapia

A Confederação Mundial de Fisioterapia (WCPT) defende que a profissão de fisioterapia é responsável por articular o âmbito da prática e definir os papéis dos fisioterapeutas. As associações nacionais de fisioterapia são responsáveis ​​por definir os papéis da fisioterapia e dos fisioterapeutas relevantes para as necessidades de prestação de serviços de saúde da sua nação, assegurando-se de que são consistentes com as diretrizes internacionais aceitas estabelecidas pela WCPT. As associações nacionais de fisioterapia têm a responsabilidade de procurar apoio à legislação / regulamentação / reconhecimento que defina o caráter distintivo e autônomo da prática da fisioterapia, incluindo o campo de atuação da profissão. 1, 2

O âmbito da prática de fisioterapia é dinâmico e responde às necessidades de saúde do paciente / cliente e da sociedade. Com o desenvolvimento de conhecimentos e avanços tecnológicos, é necessária uma revisão periódica para garantir que o escopo da prática reflita a base de evidências mais recente e continue a ser consistente com as necessidades de saúde atuais. A pesquisa fornece continuamente novas provas sobre quais práticas serão construídas. Em parte alguma isso é mais aparente do que na compreensão do movimento humano, que é central para as habilidades e conhecimentos do fisioterapeuta.

O que é fisioterapia?

Fisioterapia é serviços prestados por fisioterapeutas a indivíduos e populações para desenvolver, manter e restaurar o máximo movimento e capacidade funcional ao longo da vida útil. O serviço é prestado em circunstâncias em que o movimento e a função são ameaçados pelo envelhecimento, lesões, dor, doenças, distúrbios, condições ou fatores ambientais e com a compreensão de que o movimento funcional é central para o que significa ser saudável.

A fisioterapia envolve a interação entre o fisioterapeuta, pacientes / clientes, outros profissionais de saúde, famílias, cuidadores e comunidades em um processo onde o potencial de movimento é examinado / avaliado e as metas são acordadas, usando conhecimentos e habilidades exclusivas aos fisioterapeutas 1). Os terapeutas físicos estão preocupados em identificar e maximizar a qualidade de vida e o potencial de movimento nas esferas de promoção, prevenção, tratamento / intervenção, habilitação e reabilitação. Essas esferas abrangem o bem-estar físico, psicológico, emocional e social.

Os fisioterapeutas são qualificados e profissionalmente exigidos para:

  • Realizar um exame / avaliação abrangente do paciente / cliente ou das necessidades de um grupo de clientes
  • Avaliar os resultados do exame / avaliação para fazer julgamentos clínicos sobre pacientes / clientes
  • Formular um diagnóstico, prognóstico e plano
  • Fornecer consultoria dentro da sua perícia e determinar quando pacientes / clientes precisam ser encaminhados para outro profissional
  • Implementar um programa de intervenção / tratamento de fisioterapeuta
  • Determinar os resultados de quaisquer intervenções / tratamentos
  • Fazer recomendações para auto-gestão

O vasto conhecimento do corpo físico e suas necessidades e potencial de movimento é fundamental para a determinação de estratégias de diagnóstico e intervenção. Os ambientes de prática variam de acordo com se a fisioterapia está relacionada à promoção da saúde, prevenção, tratamento / intervenção, habilitação ou reabilitação.

O âmbito da prática do fisioterapeuta não se limita ao atendimento direto do paciente / cliente, mas também inclui:

  • Estratégias de saúde pública
  • Para os pacientes / clientes e para a saúde
  • Supervisionar e delegar a outros
  • Gestão
  • Ensino
  • Pesquisa
  • Desenvolvimento e implementação da política de saúde nos níveis local, nacional e internacional

Os fisioterapeutas são guiados por seu próprio código de princípios éticos. Assim, podem ter qualquer um dos seguintes propósitos:

  • Promover a saúde e o bem-estar dos indivíduos e do público em geral / sociedade, enfatizando a importância da atividade física e do exercício
  • Limitações de atividade, restrições participativas e incapacidades em indivíduos em risco de comportamentos alterados de movimento devido a fatores de saúde, estressores sócio-econômicos, fatores ambientais e fatores de estilo de vida
  • Proporcionando intervenções / tratamento para restaurar a integridade dos sistemas corporais essenciais ao movimento, maximizar a função e recuperação, minimizar a incapacidade e melhorar a qualidade de vida, a vida independente e trabalhabilidade em indivíduos e grupos de indivíduos com comportamentos alterados de movimento resultantes de deficiências, Restrições participativas e deficiências
  • Modificando o acesso ao ambiente, ao domicílio e ao trabalho e barreiras para garantir a plena participação nos papéis sociais normais e esperados

A educação e a prática clínica dos fisioterapeutas variam de acordo com os contextos sociais, econômicos, culturais e políticos nos quais eles praticam. No entanto, é uma profissão única, e a primeira qualificação profissional, obtida em qualquer país, representa a conclusão de um currículo que qualifica o fisioterapeuta para usar o título profissional e para a prática como um profissional independente. 6-8

Onde é praticada a fisioterapia?

A fisioterapia é uma parte essencial dos sistemas de prestação de serviços de saúde e comunidade / bem-estar. Os fisioterapeutas praticam independentemente de outros prestadores de serviços de saúde e também em colaboração com programas interdisciplinares de reabilitação / habilitação que visam prevenir distúrbios do movimento ou manter / restaurar a função ideal e a qualidade de vida em indivíduos com distúrbios do movimento. Fisioterapeutas prática em uma ampla variedade de configurações.

O que caracteriza a fisioterapia?

As seguintes suposições estão embutidas nesta descrição e refletem as preocupações centrais da fisioterapia.

  • O movimento é um elemento essencial da saúde e do bem-estar e depende da função integrada e coordenada do corpo humano em vários níveis. O movimento é proposital e é afetado por fatores internos e externos. A fisioterapia está voltada para as necessidades e potencialidades do movimento de indivíduos e populações.
  • Os indivíduos têm a capacidade de mudar como resultado de suas respostas aos fatores físicos, psicológicos, sociais e ambientais. Corpo, mente e espírito contribuem para as opiniões dos indivíduos sobre si mesmos e capacitá-los a desenvolver uma consciência de suas próprias necessidades de movimento e metas. Os princípios éticos exigem que o fisioterapeuta reconheça a autonomia do paciente / cliente ou responsável legal na busca de seus serviços. 3, 4
  • Fisioterapeutas podem direcionar suas intervenções para populações específicas. Populações podem ser nações, estados e territórios, regiões, grupos minoritários ou outros grupos específicos (por exemplo, programas de triagem para escoliose entre crianças em idade escolar e programas de prevenção de quedas para o envelhecimento).
  • Uma parte integral da terapia física é a interação entre o fisioterapeuta eo paciente / cliente / família ou cuidador para desenvolver uma compreensão mútua de suas necessidades. Este tipo de interação é necessária para mudar positivamente a consciência do corpo e os comportamentos de movimento que podem promover a saúde e o bem-estar. Os membros das equipes interdisciplinares também precisam interagir uns com os outros e com os pacientes / clientes / famílias e cuidadores para determinar as necessidades e formular metas para a intervenção fisioterapêutica / tratamento. Os fisioterapeutas também interagem com as estruturas de administração e governança para informar, desenvolver e / ou implementar políticas e estratégias de saúde adequadas.
  • Os fisioterapeutas são profissionais autônomos preparados através da educação profissional de fisioterapia de nível inicial. 6Os fisioterapeutas exercem seu julgamento profissional para alcançar um diagnóstico que direcionará suas intervenções / tratamento fisioterapêutico, habilitação e reabilitação de pacientes / clientes / populações.
  • O diagnóstico em fisioterapia é o resultado de um processo de raciocínio clínico que resulta na identificação de deficiências existentes ou potenciais, limitações de atividade, restrições de participação, influências ambientais ou habilidades / incapacidades. O objetivo do diagnóstico é orientar os fisioterapeutas na determinação do prognóstico e estratégias de intervenção / tratamento mais adequadas para pacientes / clientes e compartilhar informações com eles. Na realização do processo de diagnóstico, os fisioterapeutas podem precisar obter informações adicionais de outros profissionais. Se o processo de diagnóstico revelar achados que não estão dentro do escopo do conhecimento, experiência ou especialização do fisioterapeuta, o fisioterapeuta encaminhará o paciente / cliente a outro profissional apropriado.

Princípios que suportam a descrição da fisioterapia

A WCPT desenvolveu esta descrição internacional da fisioterapia com base nos seguintes princípios, que encoraja suas organizações membros a usarem para definir a prática de fisioterapia nacional.

WCPT defende que uma descrição deve:

Respeitar e reconhecer a história e as raízes da profissão

Basear-se na realidade da prática contemporânea e no corpo de pesquisa existente e crescente

Permitir a variação de: culturas, valores e crenças; Necessidades de saúde das pessoas e das sociedades; E a estrutura dos sistemas de saúde em todo o mundo

Utilizar terminologia que seja amplamente compreendida e adequadamente definida

Reconhecer modelos e definições aceites internacionalmente (por exemplo, definição da Organização Mundial de Saúde, saúde, Classificação Internacional da Função da Organização Mundial da Saúde) 9, 10

Prever o crescimento e o desenvolvimento contínuo da profissão e a identificação da contribuição única da fisioterapia

Reconhecem a importância das ciências do movimento dentro dos currículos de fisioterapia em todos os níveis

Enfatizar a necessidade de que a prática seja baseada em evidências sempre que possível

Apreciar a interdependência da prática, da pesquisa e da educação dentro da profissão

Reconhecer a necessidade de rever continuamente a descrição à medida que a profissão muda em resposta às necessidades de saúde da sociedade e ao desenvolvimento do conhecimento em fisioterapia

Antecipar que o trabalho decorrerá desta descrição, uma vez que é utilizado para auxiliar no desenvolvimento de currículos e na identificação de áreas de pesquisa

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HIDROTERAPIA – Confira sobre a Hidroterapia e seus Benefícios

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O que é hidroterapia?

Hidroterapia
Hidroterapia, também conhecida como fisioterapia aquática, é uma forma específica de tratamento de fisioterapia realizada em uma piscina aquecida. O tratamento de fisioterapia aquática (individualmente ou em grupo) incorpora avaliação individual, diagnóstico e o uso de habilidades de raciocínio clínico para formular um programa de tratamento adequado às necessidades de cada paciente. Ao combinar as técnicas de tratamento de fisioterapia com base em piscina e os exercícios especificamente concebidos supervisionados por fisioterapeutas com formação específica em Fisioterapia Aquática, a hidroterapia ajuda a recuperar ou melhorar o bem-estar físico num ambiente relaxante e caloroso. Uma série de exercícios terapêuticos suaves (distintos de natação ou aqua-aeróbica) realizados em uma piscina aquecida permitem maior conforto e amplitude de movimento como a água suporta o peso corporal. Exercícios terapêuticos podem ser progredidos com segurança usando a resistência da água para fortalecer os músculos e melhorar a estabilidade.


VEJA SOBRE NOSSO CURSOS DE HIDROTERAPIA

Curso de Hidroterapia Cardiorrespiratório

Curso de Hidroterapia na Neurologia

Curso de Hidroterapia na Ortopedia


Benefícios da Hidroterapia

Fisioterapia aquática pode ajudar a aliviar a dor, promover o relaxamento, mobilizar articulações, fortalecer os músculos, desenvolver o equilíbrio e coordenação, e melhorar a aptidão geral.

Quais são os benefícios terapêuticos da hidroterapia e exercício em água morna?

  • Relaxamento muscular e espasmo muscular diminuído.
  • Diminuição da dor devido ao calor e apoio.
  • A gravidade é contrabalançada pela flutuabilidade.
  • Aumento da força muscular e resistência devido à maior resistência na água.
  • Melhoria do inchaço, devido à pressão hidrostática.
  • Maior equilíbrio e estabilização.
  • Melhoria do prazer e da confiança para se mover melhor.

Como funciona a Hidroterapia?

O calor aumenta a circulação, reduz o espasmo muscular e ajuda a aliviar a dor. Os pacientes não precisam ser capazes de nadar, a fim de beneficiar de fisioterapia aquática. A Fisioterapia Aquática pode ser utilizada isoladamente ou em conjunto com outros programas de reabilitação. Um programa aquático é frequentemente um trampolim para que os pacientes progridam em ginásio ou em programas de exercícios terrestres. O programa de reabilitação também pode incluir exercícios adequados para manter a aptidão, enquanto se recupera de lesões esportivas ou cirurgia ortopédica.

Quais as condições que a hidroterapia pode beneficiar?

Algumas das muitas condições que podem se beneficiar de um programa individualizado de fisioterapia aquática incluem:

  • Dor nas costas / ciática / instabilidade lombar
  • Whiplash e outras dores no pescoço
  • Lesões desportivas
  • Tendinopatia
  • Problemas de equilíbrio / coordenação
  • Dor no ombro e no braço
  • Osteoartrite
  • Artrite Reumatóide e Fibromialgia
  • Espondilite anquilosante
  • Mal de Parkinson
  • Acidente vascular encefálico
  • Paralisia cerebral
  • Dor lombar e pélvica durante a gravidez
  • Acidentes de trabalho e acidentes
  • Reabilitação após fraturas ósseas, substituição das articulações ou reparação dos tendões

Fisioterapia aquática tem demonstrado trazer alívio da dor, combinada com melhorias duradouras na mobilidade articular e força muscular.

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Quanto custa estudar Fisioterapia?

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Quanto custa estudar Fisioterapia?

Descubra agora mesmo quanto custa estudar Fisioterapia em diversas universidades por todo o Brasil!

Educação Física

A busca pelo curso de Fisioterapia tem crescido bastante nos últimos anos no Brasil. O motivo principal é a expansão do mercado de trabalho desse profissional que passou a atuar também fora das clínicas especializadas.

Hoje o fisioterapeuta pode escolher trabalhar de forma autônoma em atendimento domiciliar ingressar na indústria de equipamentos ortopédicos atender clubes esportivos e muito mais!

Para se formar em Fisioterapia é preciso passar entre quatro e cinco anos em uma graduação. Os valores das mensalidades variam bastante de uma instituição para outra mas a boa notícia é que o curso é bastante popular e está disponível nas principais faculdades do Brasil.

Se este é o curso que você quer descubra a seguir quanto custa estudar Fisioterapia quais são os gastos extras envolvidos nessa graduação e onde estão as faculdades que cabem no seu bolso.

Mensalidades de Fisioterapia

O valor médio de um curso de Fisioterapia é de aproximadamente R$ 900. É um dos mais baratos da área da Saúde ficando bem abaixo de Medicina e Odontologia por exemplo.

O curso é oferecido em um turno apenas (matutino ou noturno) o que permite ao aluno trabalhar e estudar ao mesmo tempo.

Veja a seguir os valores aproximados da mensalidade de Fisioterapia em diferentes faculdades.

Custos extras do curso de Fisioterapia

Não dá para planejar o investimento no curso de Fisioterapia levando em conta apenas o valor da mensalidade. Estudar qualquer tipo de curso seja em universidade pública ou privada vai exigir gastos operacionais que nem sempre a gente leva em conta na hora de preparar o orçamento.

Veja quais são esses custos e como calculá-los:

  1. Mudança de cidade

A faculdade de Fisioterapia que você deseja fica numa cidade diferente da sua? Será preciso mudar para fazer a graduação? Se a resposta for sim então você vai ter que considerar alguns gastos. Veja o que precisa incluir:

  • Aluguel (quarto apartamento alojamento etc.)
  • Condomínio / IPTU
  • Água luz gás internet e limpeza
  • Compra de móveis e utensílios domésticos (se for o caso) ou despesa com transporte de mudança
  1. Transporte

Independentemente de mudar ou não de cidade a localização da faculdade continua sendo importante. Ela fica perto da sua casa ou do seu trabalho? Se não quantos ônibus (ou trem metrô…) por dia você vai ter que pegar para assistir às aulas?

Se você tem carro faça um cálculo da quantidade necessária de combustível para ir do trabalho para faculdade e da faculdade para casa. Leve também em conta despesas com estacionamento e pedágios caso tenha que estudar em uma cidade próxima.

  1. Alimentação

Um suco aqui um sanduíche ali e a despesa com alimentação pode sair bem alta no fim do mês. Se você vai precisar comer fora não deixe de fazer uma pesquisa nos restaurantes ao redor da faculdade para saber quanto vai lhe custar por dia a refeição nesses lugares.

  1. Material didático

Fisioterapia é um curso da Saúde e qualquer material didático dessa área tem um preço bem elevado! Veja se você vai precisar adquirir algum equipamento especial para usar durante a faculdade e verifique quais livros serão necessários para a graduação. Reserve uma parte do seu dinheiro para essas despesas para não ser pego de surpresa na última hora.

Como estudar Fisioterapia pagando menos

Boa notícia: se você está com o orçamento apertado mas sente que não pode mais adiar o sonho de fazer uma faculdade saiba que o Governo Federal oferece duas alternativas interessantes de incentivo à formação superior.

Conheça:

Bolsas de estudo em universidades privadas

O Programa Universidade para Todos (ProUni) oferece bolsas de estudo parciais e integrais a estudantes com bom desempenho no Enem. Para participar da seleção é preciso atender a alguns requisitos de renda além de ter obtido o mínimo de 450 pontos nas provas objetivas e nota acima de zero na redação. Quanto maior a nota maiores as chances.

Financiamento estudantil

O Governo Federal também oferece a possibilidade de financiar um curso de graduação inteiro. A vantagem aqui é que o estudante só começa a pagar a dívida um ano e meio depois de formado. Os juros são baixos e o valor pode ser parcelado em vários anos. Para concorrer ao benefício é preciso ter pelo menos 450 pontos na média das provas objetivas e não ter zerado na redação do Enem.

 

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O que é Fisioterapia Esportiva?

O que é Fisioterapia Esportiva?

O que é Fisioterapia Esportiva?

Fisioterapia Esportiva é o ramo especializado de fisioterapia que trata de lesões e questões relacionadas com os desportistas.

Lesões diferem a lesões diárias. Atletas normalmente exigem desempenho e demanda colocada em cima de seu corpo, o que sublinha seus músculos, articulações e ossos para o limite de alto nível. fisioterapeutas desportivos ajudar os atletas a recuperar de lesões desportivas, e fornecer educação e recursos para evitar problemas.

Cada fisioterapeuta esportivo geralmente tem conhecimentos específicos de esporte que aborda lesões agudas, crônicas e uso excessivo. Seus serviços são geralmente disponíveis para os homens de esportes e mulheres de todas as idades envolvidas no esporte, em qualquer nível de competição.

Conheça nossa Pós Graduação em Fisioterapia Esportiva ela conta com maiores nomes da Fisioterapia Esportivas.

Nossas Pós Graduações são reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC).

Conta com uma carga horária de 360 horas/aula sendo dividida em 18 módulos com 1 encontro ao mês

Nosso corpo docente tem larga experiência com atletas como a Professora Maria Eugenia Ortiz

Professora da Pos Graduação em Fisioterapia Esportiva
Professora da Pós Graduação em Fisioterapia Esportiva

Fisioterapeuta dos atletas da Ginástica Artística masculina com quem trabalho em São Caetano do Sul e na Seleção Brasileira de Ginástica.

Ele é utilizado nos treinos para diminuir o tempo de recuperação entre um treino e outro, diminuindo a fadiga e restaurando as propriedades viscoelásticas da musculatura.

Também uso em situações específicas de tratamento para o alívio de dores ou correções de movimentos os quais estão alterados devido a aderências miofaciais

[Maria Eugenia Ortiz é Fisioterapeuta Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro (COB)]

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A Fisioterapia Esportiva é uma especialidade que vai além do tratamento de lesões. Ela atua na prevenção, no diagnóstico e na reabilitação de atletas, considerando as demandas específicas de cada modalidade esportiva. O fisioterapeuta esportivo trabalha em conjunto com outros profissionais da saúde, como médicos, preparadores físicos e nutricionistas, para garantir o retorno seguro do atleta às atividades.

Além do tratamento de lesões agudas, como entorses e fraturas, e crônicas, como tendinites, o fisioterapeuta esportivo também lida com lesões por uso excessivo, comuns em esportes de alto rendimento. Ele utiliza técnicas como terapia manual, eletroterapia, crioterapia e exercícios terapêuticos para promover a recuperação e melhorar o desempenho.

A atuação preventiva é fundamental. O fisioterapeuta avalia a biomecânica do movimento, identifica desequilíbrios musculares e fatores de risco, e desenvolve programas de fortalecimento e alongamento específicos para cada atleta. Isso ajuda a reduzir a incidência de lesões e a melhorar a eficiência do movimento.

No contexto do esporte de alto nível, a fisioterapia também é essencial na otimização da recuperação entre treinos e competições. Técnicas como liberação miofascial, massagem esportiva e crioterapia são utilizadas para diminuir a fadiga, reduzir a dor muscular tardia e restaurar a função muscular, permitindo que o atleta mantenha um alto nível de desempenho.

É importante destacar que a Fisioterapia Esportiva não se restringe a atletas profissionais. Ela beneficia qualquer pessoa que pratique atividade física regularmente, desde amadores até atletas de fim de semana, ajudando a prevenir lesões e a melhorar a qualidade de vida.

Vias descendentes

Sistema Modulador Descendente da Dor: Anatomia e Relevância Clínica

O que é o sistema modulador descendente da dor?

A modulação “de cima para baixo” da dor está em evidência desde os primeiros trabalhos de Sherrington [1]  mostrando que os reflexos nociceptivos foram aprimorados após a transecção da medula espinhal. Isso foi elaborado por Fields [2]  e Milan [3]  que, com base em observações na década de 1960 de que a estimulação elétrica da área da substância cinzenta periaquedutal (PAG) pode produzir analgesia, demonstrada através de estudos eletrofisiológicos e farmacológicos que a descendente influencia na nociceptiva espinhal processamento envolve o PAG e a medula ventromedial rostral (RVM).

O trabalho de Hadjipavlou et al [4]  usou estudos funcionais e anatômicos para vincular o sistema modulador descendente da dor do tronco cerebral (onde residem o PAG e o RVM) a várias áreas cerebrais de nível superior, incluindo; regiões cíngulofrontais, as amígdalas e o hipotálamo (figura 3 [5] ). Isso pode ajudar de alguma forma a explicar o papel que as emoções e a cognição têm no processamento de informações nociceptivas.

Descending-inhibitory-pathway.jpg Vias descendentes 300px Via inibitória descendente

Sustentando o sistema modulador descendente da dor está o sistema opoide endógeno [6]  e de acordo com Willer [7]  este sistema pode ser ativado por uma variedade de estados reflexos e cognitivamente desencadeados. No nível da medula espinhal (corno dorsal), o sistema opióide causa inibição da substância P da estimulação mecânica nociva periférica [8]  via liberação de noradrenalina do PAG dorsalateral (dPAG) e estímulos nociceptivos térmicos via liberação de serotonina do PAG ventrolateral (vPAG) [9] .

Por que o sistema é útil?

Evidências de mecanismos modulatórios da dor foram registradas pela primeira vez por Beecher [10] . Beecher, um médico que serviu o Exército dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial, observou que três quartos dos soldados gravemente feridos relataram nenhuma dor a apenas moderada e não precisaram de medicação para alívio da dor. De acordo com seu relatório, os homens estavam alertas e receptivos e os ferimentos não eram triviais, incluindo fraturas expostas e feridas penetrantes. Isso o levou à conclusão de que “emoções fortes” bloqueiam a dor. Isso se opõe claramente à visão cartesiana clássica, onde a dor era considerada um sistema conectado que transmitia passivamente entradas nocivas ao cérebro. Agora é geralmente aceito que a experiência da dor não depende apenas de estímulos nocivos, mas muitas variáveis ​​interagem com a experiência, incluindo memória, humor, ambiente, atenção e expectativa. Em última análise, isso significa que a dor resultante experimentada com a mesma entrada sensorial pode variar consideravelmente [11] . É trabalho do cérebro pesar todas as informações e decidir se criar dor é a resposta mais apropriada. Isso fornece uma função de sobrevivência necessária, pois permite que a experiência da dor seja alterada de acordo com a situação, em vez de a dor sempre dominar [11] .

Como isso pode ajudar os fisioterapeutas?

O conhecimento do sistema modulador descendente da dor e seus componentes pode auxiliar os fisioterapeutas de várias maneiras. Em primeiro lugar, ajuda os fisioterapeutas a explicar por que a quantidade de dor que um paciente está sentindo não está necessariamente relacionada à quantidade de dano tecidual que sofreu [10] . Os fisioterapeutas podem educar  seus pacientes sobre o papel do sistema modulador descendente da dor e como o sistema nervoso central pondera todas as informações antes de decidir se uma experiência de dor é a ação mais apropriada para a sobrevivência. A educação em neurociência tem se mostrado eficaz em vários estudos [12] [13] [14] [15] [16] [17] .

Em segundo lugar, o conhecimento da anatomia (consulte a seção “qual é o sistema modulador descendente da dor”) envolvida no sistema modulador descendente da dor pode ajudar os fisioterapeutas a utilizar estratégias de gerenciamento para acessar e ativar o sistema. Isso pode incluir adicionar distrações aos exercícios e realizar exercícios em diferentes estados emocionais e/ou em diferentes ambientes.

Em terceiro lugar, técnicas manuais como mobilizações articulares, manipulações têm sido propostas para ativar o sistema e contribuir significativamente para seus efeitos terapêuticos [18] . Estímulos nocivos podem ativar o sistema [19] [20]  e isso pode ajudar a explicar por que técnicas manuais que podem provocar alguma dor (em algum grau) podem ser úteis para reduzir a dor geral. Esse conhecimento pode auxiliar o fisioterapeuta na seleção criteriosa e no uso de técnicas com filosofia “top down” , liberando-o de selecionar intervenções baseadas apenas nas respostas teciduais locais propostas, como inibição da contração muscular reflexa, redução da pressão intra-articular e redução do nível de atividade aferente conjunta [21]

Referências

As referências serão adicionadas automaticamente aqui, consulte o tutorial de adição de referências .

  1. ↑ Sherrington CS. A Ação Integrativa do Sistema Nervoso. New Haven, CT: Universidade de Yale. Imprensa, 1906.
  2. ↑ Campos HL. Modulação da dor: expectativa, analgesia opoide e dor virtual. Prog Brain Res 2000; 122:245-253;
  3. ↑ Milan MJ. Controle descendente da dor. Prog Neurobiologia 2002; 66:355-474;
  4. ↑ Hadjipavlou G, Dunckley P, Behrens TE, Tracey I. Determinando conectivos anatômicos entre regiões de processamento de dor cortical e do tronco cerebral em humanos: um estudo de imagem por tensor de difusão em controles saudáveis. Dor 2006; 123: 169-178
  5. ↑ Bingel U, Tracey I. Imaging CNS Modulation of Pain in Humans. Fisiologia 2008; 23:371-380
  6. ↑ Akil H, Watson SJ, Young E, Lewis ME, Khachaturian H, Walker JM. Opióides endógenos: biologia e função. Annu Rev Neurosci 1984; 7: 223-255
  7. ↑ Willer JC, Dehen H, Cambier J. Analgesia induzida por estresse em humanos: opióides endógenos e depressão reversível da naloxona dos reflexos da dor. Ciência 1981; 212:689-691
  8. ↑ Kuraishi, Y. Transmissão de informação nociceptiva mediada por neuropeptídeos e sua regulação. Novos mecanismos de analgésicos 2008; 110(10),711-772
  9. ↑ Kuraishi Y, Harada Y, Aratani S. Envolvimento separado dos sistemas noradrenérgico e serotoninérgico espinhal na analgesia com morfina: as diferenças nos testes algésicos mecânicos e térmicos. Brain Res 1983; 273, 245-252
  10. ↑ 10,0 10,1 Beecher HK. Dor em homens feridos em batalha. Ann Surg. 1946;123(1):96-105
  11. ↑ 11,0 11,1 Bingel U, Tracey I. Imaging CNS modulação da dor em humanos. Fisiologia 2008;23:371-380
  12. ↑ Moseley G A combinação de fisioterapia e educação é eficaz para dor lombar crônica. Jornal Australiano de Fisioterapia 2002; 48:297–302
  13. ↑ Louw A, Louw Q, Crous LCC. Educação pré-operatória para cirurgia lombar para radiculopatia. Revista Sul-Africana de Fisioterapia. 2009;65(2):3-8.
  14. ↑ Moseley, GL. Um estudo controlado randomizado de educação intensiva em neurofisiologia na dor lombar crônica. Clin J Pain 2002;20:324-330
  15. ↑ Meeus MJ. A educação em fisiologia da dor melhora as crenças de dor em pacientes com síndrome da fadiga crônica em comparação com a educação de estimulação e autogerenciamento: um estudo controlado randomizado duplo-cego. Arch Phys Med Rehab 2010;91:1153-1159
  16. ↑ Clarke CL. Educação em neurofisiologia da dor para o manejo de indivíduos com dor lombar crônica: revisão sistemática e metanálise. Terapia Manual 2011;16:544-549
  17. ↑ Louw A. O efeito da educação em neurociência na dor e incapacidade, ansiedade e estresse na dor musculoesquelética crônica. Arquivos de Medicina Física e Reabilitação 2011;92:2041-2056
  18. ↑ Wright A. Hipoalgesia pós-terapia manipulativa: uma revisão de um mecanismo neurofisiológico potencial. Man Ther 1995;1(1), 11-16
  19. ↑ Yaksh TL, Elde RP. Fatores que governam a liberação de imunorreatividade semelhante à metionina encefalina do mesencéfalo e da medula espinhal do gato in vivo. J. Neurophysiol 1981;46 (5), 1056-1075
  20. ↑ Campos HL, Basbaum AL. Mecanismos do Sistema Nervoso Central de modulação da dor, In: Wall PD, Melzack R. Textbook of pain, 4th ed.Churchill Livingstone, Edinburgh; 1999
  21. ↑ Zusman M. Terapia manipulativa espinhal: uma revisão de alguns mecanismos propostos e uma nova hipótese. Aust J. Fisioterapia 1986;32(2),89-99

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