A manipulação da coluna: de alta velocidade de baixa amplitude (HVLA)

A manipulação da coluna: de alta velocidade de baixa amplitude (HVLA)

A técnica de alta velocidade e baixa amplitude (HVLA) é uma das abordagens mais tradicionais e frequentemente utilizadas na quiropraxia e na terapia manual. A manipulação da coluna com HVLA consiste em um impulso rápido e curto sobre uma articulação restrita, com o objetivo de restaurar a amplitude de movimento normal. Grande parte da pesquisa clínica em quiropraxia tem se concentrado na eficácia dessa forma de manipulação da coluna vertebral, especialmente para dores lombares, torácicas e cervicais.

Uma revisão de dados clínicos de 2010 concluiu que a manipulação da coluna pode ser útil para várias condições além da dor nas costas, incluindo enxaqueca e dores de cabeça cervicogênicas (relacionadas ao pescoço), dor de garganta, condições articulares de membros superiores e inferiores e distúrbios associados ao chicote (whiplash). Esses achados ampliam o entendimento sobre o potencial terapêutico da manipulação vertebral.

Manipulação da coluna vertebral (HVLA): técnicas

Existem muitos tipos de abordagens de manipulação HVLA. A seguir, descrevemos algumas das técnicas mais comuns de manipulação da coluna vertebral HVLA, que são aplicadas por quiropraxistas e fisioterapeutas com formação específica.

Técnica diversificada

A técnica diversificada é a forma de alta velocidade e baixa amplitude tradicionalmente associada aos ajustes manuais de quiropraxia. Nesse método, o profissional aplica um impulso rápido (alta velocidade) e curto (baixa amplitude) sobre articulações restritas, uma de cada vez, com o objetivo de restaurar a amplitude de movimento normal na articulação. O corpo do paciente é posicionado de maneira específica para otimizar o ajuste da coluna vertebral. Essa técnica é amplamente utilizada devido à sua eficácia e aplicabilidade em diferentes segmentos da coluna.

Ajuste Gonstead

O ajuste Gonstead também é um ajuste HVLA, semelhante à técnica diversificada, mas diferencia-se pela avaliação detalhada da articulação problemática e pela especificidade do posicionamento do corpo. Cadeiras e mesas especialmente projetadas podem ser usadas para posicionar o paciente, como a cadeira cervical ou a mesa de peito-joelho. Essa abordagem, às vezes referida como técnica “Palmer-Gonstead”, busca maior precisão no ajuste, utilizando recursos como radiografias e análise de temperatura da pele para localizar a disfunção articular.

Técnica de Thompson Terminal Point (ou de gota)

A técnica de Thompson Terminal Point, também conhecida como técnica de gota, envolve mesas de tratamento especializadas que possuem seções que caem uma curta distância durante o impulso HVLA. A premissa é que a queda da peça da mesa facilita o movimento da articulação, reduzindo a força necessária para o ajuste. Essa abordagem pode ser utilizada como complemento ou substituição ao ajuste HVLA diversificado tradicional. Nesse método, o tradicional “estalo” pode ou não ocorrer, e por isso essa técnica também pode ser considerada uma forma de mobilização ou uma abordagem de ajuste suave.

O domínio dessas técnicas exige treinamento especializado. Para fisioterapeutas interessados em aprofundar seus conhecimentos, Curso de Quiropraxia Clínica oferece uma formação completa em quiropraxia clínica, abordando avaliação, raciocínio clínico e mais de 200 técnicas aplicáveis à coluna vertebral, pelve e extremidades.

O estalo audível é necessário?

O som ouvido muitas vezes durante uma manipulação HVLA é chamado de cavitação. O estalo é causado pela liberação de gás quando a articulação é empurrada para uma curta distância após sua amplitude de movimento passivo. O mecanismo é semelhante ao de estalar os dedos. Alguns profissionais e pacientes consideram o estalo audível necessário para que o tratamento seja bem-sucedido, embora não haja dados fisiológicos científicos de estudos com grandes populações de pacientes que confirmem essa crença. A eficácia da manipulação não depende exclusivamente da cavitação, mas sim da restauração da mobilidade articular e da redução da dor.

Objetivos e aplicações gerais da manipulação HVLA

A manipulação HVLA tem como objetivos principais restaurar a mobilidade articular, reduzir a dor, diminuir a tensão muscular e melhorar a função biomecânica. É frequentemente indicada para disfunções articulares reversíveis, como bloqueios articulares, e pode ser aplicada em diferentes regiões da coluna vertebral. Além das condições já mencionadas, a técnica pode ser útil em casos de dor cervical, lombalgia, dorsalgia e cefaleias de origem cervical. A escolha da técnica adequada depende da avaliação individualizada do paciente, considerando contraindicações como fraturas, instabilidades ligamentares, osteoporose grave e compressões neurológicas.

Conclusão

A manipulação da coluna com técnicas de alta velocidade e baixa amplitude representa uma ferramenta valiosa no arsenal terapêutico de quiropraxistas e fisioterapeutas. As técnicas diversificada, Gonstead e Thompson são exemplos de abordagens que, embora compartilhem o princípio HVLA, diferem em avaliação e execução. A evidência clínica sugere benefícios para diversas condições musculoesqueléticas, mas a decisão sobre a necessidade do estalo audível permanece sem consenso científico. O aprofundamento em cursos de formação específica é essencial para a aplicação segura e eficaz dessas técnicas.

Perguntas frequentes

O que é a técnica HVLA na manipulação da coluna?

A técnica HVLA (alta velocidade, baixa amplitude) é um impulso rápido e curto aplicado sobre uma articulação restrita para restaurar a amplitude de movimento normal.

Quais são as principais técnicas de manipulação HVLA?

As principais técnicas incluem a técnica diversificada, o ajuste Gonstead e a técnica de Thompson Terminal Point (ou de gota).

O estalo audível é necessário para o sucesso da manipulação?

Não há dados científicos que confirmem que o estalo audível seja necessário. Alguns profissionais e pacientes acreditam nisso, mas a eficácia não depende exclusivamente da cavitação.

Para quais condições a manipulação da coluna pode ser útil?

Além da dor nas costas, a manipulação pode ser útil para enxaqueca, dores de cabeça cervicogênicas, dor de garganta, condições articulares de membros e distúrbios associados ao whiplash.

Pacientes precisam aguardar até quatro meses por fisioterapia

Pacientes precisam aguardar até quatro meses por fisioterapia

A espera por atendimento fisioterapêutico no Sistema Único de Saúde (SUS) pode se estender por até quatro meses em algumas regiões, como ocorre em Santa Cruz do Sul. Essa demora está diretamente relacionada ao baixo valor pago pelo sistema, que desestimula a adesão dos profissionais. Atualmente, 16 fisioterapeutas prestam até 4 mil atendimentos por mês, mas nenhum deles atua diretamente pelo SUS. A defasagem financeira é um dos principais desafios para garantir o acesso oportuno à fisioterapia.

O cenário da fisioterapia no SUS

O SUS paga R$ 4,67 por consulta de fisioterapia, enquanto o Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) repassa R$ 9,23 ao profissional. A diferença é custeada pela Prefeitura, que busca viabilizar o tratamento por meio do consórcio. Esse valor está muito aquém do referencial de honorários sugerido pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito), o que impacta diretamente a disponibilidade de profissionais e a qualidade do atendimento.

Impactos da demora no tratamento

A demora no início da fisioterapia pode trazer consequências graves para a recuperação dos pacientes. Em pós-operatórios de quadril, por exemplo, a falta de acompanhamento em tempo hábil pode levar a encurtamentos musculares e fraqueza, muitas vezes irreversíveis. Na área neurológica, como após um acidente vascular cerebral (AVC), a intervenção precoce é fundamental para minimizar sequelas. A fisioterapia atua de forma abrangente nas áreas ortopédica, respiratória e neurológica, e o tempo certo de início do tratamento é decisivo para o prognóstico.

Medidas para agilizar o atendimento

A Central de Regulação e Agendamento tem implementado novas diretrizes para reduzir a fila de espera. Entre elas, a exigência de que o médico prescreva no máximo dez sessões por paciente, com obrigatoriedade de laudo para reavaliação após o término. Casos de alta prioridade devem ser atendidos em até uma semana. A partir de junho, também será adotada uma cota específica de atendimentos por unidade de saúde, calculada com base na média histórica e no critério populacional de cada bairro. Essas medidas visam organizar a demanda e garantir que os pacientes mais necessitados tenham prioridade.

A experiência de quem espera

Pacientes como o porteiro Ernani Aloísio Ludtke, de 41 anos, vivenciam a angústia da espera. Após romper o músculo do joelho e sofrer lesão no ligamento cruzado, ele aguarda há meses por dez sessões de fisioterapia, essenciais para fortalecer a musculatura antes de uma cirurgia. A secretária Maria José Dorneles, de 56 anos, com tendinite no polegar, também enfrenta a demora e o medo de que o quadro se agrave. Esses relatos evidenciam o impacto humano da falta de acesso oportuno à fisioterapia.

Valorização profissional e qualidade do atendimento

O baixo valor pago pelo SUS não afeta apenas os pacientes, mas também os profissionais. Muitos fisioterapeutas precisam ampliar o volume de atendimentos diários para compensar a defasagem, o que compromete a qualidade do cuidado. Segundo o presidente da Associação dos Fisioterapeutas do Vale do Rio Pardo (Afivarp), Régis Severo, essa situação gera frustração tanto para o usuário quanto para o profissional, além de descrença na profissão. Ele defende uma maior valorização do fisioterapeuta, com reconhecimento do sistema público, dos convênios e dos usuários sobre a importância da abordagem fisioterapêutica, especialmente na atenção primária e na prevenção, o que poderia gerar economia para o sistema de saúde.

Para os fisioterapeutas que desejam se aprofundar na atuação hospitalar e intensiva, uma especialização pode ampliar as competências e contribuir para a melhoria do atendimento no SUS. Pós-graduação em Fisioterapia Hospitalar

Conclusão

A demora de até quatro meses para atendimento fisioterapêutico no SUS é um reflexo de problemas estruturais, como o baixo financiamento e a falta de valorização profissional. Medidas de regulação e organização da demanda são importantes, mas é essencial investir na valorização dos fisioterapeutas e na ampliação do acesso. A fisioterapia é uma ferramenta fundamental para a recuperação e prevenção de agravos, e garantir o atendimento em tempo adequado é uma questão de saúde pública.

Perguntas frequentes

Por que os pacientes do SUS enfrentam longa espera por fisioterapia?

A espera ocorre principalmente pelo baixo valor pago pelo SUS por consulta, que desestimula os profissionais a atuarem no sistema, gerando déficit de oferta e filas de até quatro meses.

Qual é o valor pago pelo SUS por consulta de fisioterapia?

O SUS paga R$ 4,67 por consulta, enquanto o Cisvale repassa R$ 9,23. A diferença é custeada pela Prefeitura para viabilizar o atendimento.

Quais são as consequências da demora no início da fisioterapia?

A demora pode levar a complicações como encurtamentos musculares, fraqueza e sequelas irreversíveis, especialmente em pós-operatórios e casos neurológicos, como AVC.

Quais medidas estão sendo adotadas para reduzir a fila de espera?

A Central de Regulação implementou novas diretrizes, como limite de dez sessões por paciente, prioridade para casos graves e cotas por unidade de saúde, para organizar a demanda.

Como a valorização do fisioterapeuta pode melhorar o atendimento no SUS?

A valorização profissional, com remuneração justa e reconhecimento da importância da fisioterapia, pode aumentar a adesão dos profissionais ao sistema e melhorar a qualidade e a agilidade do atendimento.

O que é treinamento de força funcional?

O que é treinamento de força funcional?

O treinamento de força funcional tornou-se um termo popular na indústria da aptidão, mas também está sujeito a ampla interpretação. No extremo, alguns indivíduos acreditam que imitar as atividades explosivas e balísticas de atletas competitivos de alto nível é treinar de forma funcional. Contudo, com demasiada frequência, tais programas de treinamento excedem em muito as capacidades fisiológicas do praticante médio, o que aumenta a possibilidade de ocorrência de lesões.

Em muitos aspectos, o treinamento de força funcional deve ser pensado em termos de um contínuo de movimento. Como seres humanos, realizamos uma ampla gama de atividades de movimento, como andar, correr, pular, levantar, empurrar, puxar, dobrar, torcer, girar, ficar de pé, começar, parar e escalar. Todas essas atividades envolvem movimentos suaves e rítmicos nos três planos cardinais de movimento: sagital, frontal e transversal.

O que é treinamento de força funcional?

O treinamento para melhorar a força funcional envolve mais do que simplesmente aumentar a capacidade de produzir força de um músculo ou grupo de músculos. Em vez disso, requer treinamento para melhorar a relação de trabalho coordenada entre os sistemas nervoso e muscular. O treinamento de força funcional envolve a realização de trabalho contra resistência de tal forma que as melhorias na força diretamente melhorem o desempenho dos movimentos, tornando as atividades da vida diária mais fáceis de executar. Simplificando, o objetivo principal do treinamento funcional é transferir as melhorias de força alcançadas em um movimento para melhorar o desempenho de outro movimento, afetando todo o sistema neuromuscular.

No treinamento funcional, é tão importante treinar o movimento específico quanto treinar os músculos envolvidos no movimento. O cérebro, que controla o movimento muscular, pensa em termos de movimentos inteiros e não de músculos individuais. Exercícios que isolam articulações e músculos estão treinando músculos, não movimentos, o que resulta em menos melhoria funcional. Por exemplo, o agachamento terá um maior “efeito de transferência” sobre a melhoria da capacidade de um indivíduo de se levantar de um sofá do que extensões de joelho.

Componentes para a transferência de força

Para que os exercícios de força efetivamente transfiram para outros movimentos, vários componentes do movimento de treinamento precisam ser semelhantes ao movimento de desempenho real. Isso inclui coordenação, tipos de contrações musculares (concêntrica, excêntrica, isométrica), velocidade de movimento e amplitude de movimento. Cada componente individual do movimento de treinamento deve ser visto como apenas um elemento único de todo o movimento. Os exercícios com o maior efeito de transferência são aqueles que são essencialmente semelhantes ao movimento real ou atividade em todos os quatro componentes. É importante notar, entretanto, que os indivíduos não podem se tornar especialistas em um determinado movimento ou atividade treinando apenas com movimentos semelhantes. Para resultados ótimos, é necessária a prática repetida do movimento preciso.

O papel dos exercícios tradicionais

Exercícios realizados em máquinas mais tradicionais tendem a estar na parte inferior do contínuo de treinamento funcional, porque eles isolam os músculos em um ambiente estabilizado e controlado. Embora possa ser verdade que os exercícios tradicionais baseados em máquinas não são a melhor maneira de transferir o desempenho da sala de musculação para o mundo real, isso não significa que esses exercícios não devam fazer parte de um programa de treinamento. Por exemplo, um exercício “não funcional” de uma única articulação pode desempenhar um papel crítico em ajudar a fortalecer um “elo fraco” que uma pessoa possa ter para restaurar o equilíbrio muscular adequado. Além disso, fazer tal exercício pode permitir que um indivíduo participe de forma mais segura e efetiva em atividades de treinamento funcional, reduzindo ao mesmo tempo o risco de lesões.

Em última análise, deve ser lembrado que o treinamento funcional não é um conceito de tudo ou nada. Existe um contínuo de funcionalidade. O único exercício totalmente funcional é a atividade real para a qual se está treinando. Consequentemente, os indivíduos não devem confiar em qualquer grupo único de exercícios. As pessoas devem usar todas as armas em seu arsenal de treinamento. O treinamento de força funcional deve servir como um suplemento ao treinamento de força tradicional, e não como um substituto. Adequadamente aplicado, o treinamento de força funcional pode fornecer variedade de exercício e benefícios de treinamento adicionais que mais diretamente transferem melhorias para atividades da vida real.

Para fisioterapeutas, compreender esses princípios é essencial na prescrição de exercícios que realmente impactem a funcionalidade dos pacientes. Pós-graduação em Fisioterapia Esportiva

Perguntas frequentes

O que é treinamento de força funcional?

É um tipo de treinamento que visa melhorar a força de forma a transferir diretamente para os movimentos da vida diária, envolvendo a coordenação entre sistemas nervoso e muscular.

Qual a diferença entre treinamento funcional e tradicional?

O treinamento funcional foca em movimentos integrados e multiarticulares, enquanto o tradicional frequentemente isola músculos em ambientes controlados, como máquinas.

Exercícios em máquinas são considerados funcionais?

Geralmente estão na parte inferior do contínuo funcional, mas podem ser úteis para fortalecer elos fracos e preparar o corpo para atividades mais funcionais.

Como garantir a transferência de força para atividades reais?

Os exercícios devem ser semelhantes ao movimento real em coordenação, tipo de contração muscular, velocidade e amplitude de movimento.

Drenagem Linfática na Medicina Esportiva: Uma Análise Científica Completa

Drenagem Linfática na Medicina Esportiva: Uma Análise Científica Completa

A drenagem linfática manual (MLDT) é uma intervenção de terapia manual única, utilizada por médicos e clínicos em paradigmas de reabilitação. Seu objetivo é tratar disfunções somáticas e patologias, mas há uma escassez de literatura sobre suas aplicações musculoesqueléticas e faltam diretrizes clínicas ortopédicas estabelecidas. Este artigo visa fornecer aos terapeutas manuais informações pertinentes sobre a progressão da MLDT e criticar as evidências sobre sua eficácia na medicina esportiva.

Os Fundamentos Teóricos da Drenagem Linfática Manual

As bases teóricas para o uso da MLDT repousam em quatro conceitos principais:

  • Estimular o sistema linfático: aumentar a circulação da linfa.
  • Acelerar a remoção de resíduos: remover subprodutos bioquímicos dos tecidos corporais.
  • Reforçar a dinâmica de fluidos: facilitar a redução do edema (inchaço).
  • Diminuir a resposta simpática: aumentar o tônus parassimpático, induzindo um estado de relaxamento.

Esses mecanismos são particularmente relevantes no contexto esportivo, onde o acúmulo de líquidos e metabólitos pode retardar a recuperação. A MLDT atua de forma suave, com pressões leves e rítmicas, respeitando a anatomia dos vasos linfáticos. Diferentemente de massagens profundas, ela não provoca dor ou desconforto, sendo bem tolerada mesmo em fases agudas de lesão.

Uma Breve História da MLDT

A história da drenagem linfática manual é rica. Andrew Taylor Still, fundador da Osteopatia, propôs seus princípios iniciais no final do século XIX. Seu aluno, Elmer D. Barber, publicou os primeiros trabalhos sobre técnicas de bomba linfática para o baço em 1898. Posteriormente, Earl Miller instituiu a técnica da bomba torácica manual em 1920. Entretanto, um nome se destaca: Emil Vodder. Na década de 1930, Vodder desenvolveu e popularizou uma técnica de toque leve, em contraste com as massagens vigorosas da época. Seu método é amplamente utilizado até hoje.

Com o tempo, a MLDT foi incorporada a protocolos de reabilitação, especialmente na Europa. No Brasil, a técnica ganhou espaço na fisioterapia dermatofuncional e, mais recentemente, na traumato-ortopedia e no esporte. A evolução das pesquisas tem buscado validar seus efeitos além do alívio sintomático, investigando parâmetros fisiológicos objetivos.

MLDT vs. Tratamentos Convencionais no Esporte

Na medicina esportiva tradicional, o manejo de condições edematosas agudas (como entorses e fraturas) segue um protocolo comum. Esse protocolo inclui:

  • Crioterapia (gelo)
  • Elevação do membro
  • Curativos compressivos
  • Exercícios de amplitude de movimento
  • Medicações anti-inflamatórias

A MLDT surge como uma potencial terapia adjuvante. A pergunta central é: ela pode melhorar os resultados quando combinada com esses tratamentos convencionais? A integração da MLDT pode potencializar a redução do edema, acelerar a remoção de mediadores inflamatórios e proporcionar analgesia por meio da ativação parassimpática. No entanto, é fundamental que o fisioterapeuta saiba indicar corretamente a técnica, respeitando contraindicações como infecções agudas, trombose venosa profunda e insuficiência cardíaca congestiva.

O Que Diz a Evidência Científica?

Para responder a essa pergunta, foi realizada uma revisão sistemática da literatura. Buscaram-se artigos em bases de dados como PubMed, Cochrane e SPORTDiscus, publicados entre 1998 e 2008.

Critérios de Inclusão: focou-se em estudos sobre lesões musculoesqueléticas (fraturas, entorses, traumas). Incluíram-se ensaios clínicos randomizados (ECR), estudos de coorte, pilotos e até experimentos com modelos animais.

Resultados da Busca: entre os artigos encontrados, apenas nove preencheram todos os critérios. Destes, apenas três eram ensaios clínicos randomizados (ECR) de alta qualidade metodológica.

Principais Achados da Revisão

Devido às diferenças nos desenhos dos estudos, não foi possível realizar uma meta-análise. No entanto, as evidências apontam para conclusões importantes:

  • Estudos em modelos animais reforçam os princípios teóricos da MLDT.
  • Estudos-piloto e relatos de caso demonstram a eficácia da MLDT quando combinada com terapia musculoesquelética convencional.
  • A melhor evidência disponível (dos ECRs) sugere que a MLDT é eficaz para:
    • Reduzir os níveis séricos de enzimas associadas a danos musculares agudos (como a CK).
    • Diminuir o edema após entorse aguda de tornozelo.
    • Auxiliar na redução do edema após fratura do rádio (pulso).

Portanto, a eficácia parece ser específica para a redução de edema e marcadores de lesão celular aguda. Esses achados são relevantes para o fisioterapeuta esportivo, pois sugerem que a MLDT pode ser uma ferramenta útil no controle do processo inflamatório inicial, favorecendo a transição para fases mais avançadas da reabilitação.

Para dominar essas técnicas com segurança e embasamento científico, é essencial buscar formação especializada. Curso de Drenagem Linfática

Conclusão e Direções Futuras

Atualmente, a evidência de alto nível (como grandes ECRs) sobre a MLDT na medicina esportiva ainda é limitada. Os estudos existentes são promissores, mas insuficientes para estabelecer diretrizes clínicas definitivas. Futuros ensaios clínicos randomizados bem desenhados são essenciais. Eles devem avaliar variáveis de resultado claras na aplicação da MLDT em lesões esportivas. Só assim teremos evidências conclusivas para guiar a prática clínica na reabilitação esportiva de ponta.

Apesar das limitações, a MLDT já encontra respaldo na prática clínica diária, especialmente quando integrada a um plano de tratamento multimodal. O profissional deve manter-se atualizado sobre as novas pesquisas e aplicar a técnica com critério, sempre considerando as necessidades individuais do atleta.

Perguntas frequentes

A drenagem linfática manual é eficaz para reduzir edema em lesões esportivas?

Sim, estudos sugerem que a MLDT pode diminuir o edema após entorse aguda de tornozelo e fratura do rádio, além de reduzir enzimas de dano muscular.

Quais são os fundamentos teóricos da drenagem linfática manual?

Os fundamentos incluem estimular o sistema linfático, acelerar a remoção de resíduos, reforçar a dinâmica de fluidos e diminuir a resposta simpática.

A MLDT substitui os tratamentos convencionais no esporte?

Não, a MLDT é considerada uma terapia adjuvante, podendo melhorar os resultados quando combinada com crioterapia, elevação, compressão e exercícios.

Existem evidências científicas robustas sobre a MLDT na medicina esportiva?

A evidência de alto nível ainda é limitada; poucos ensaios clínicos randomizados foram publicados, mas os resultados são promissores.

Curso de Reeducação Postural Global – RPG em São Paulo – SP

Curso de Reeducação Postural Global – RPG em São Paulo – SP

O Curso de RPG – Reeducação Postural Global, por meio da Reprogramação Proprioceptiva, terá sua XI Turma realizada em São Paulo. Com carga horária de 120 horas/aula, o curso é dividido em 6 módulos de finais de semana, com aulas aos sábados e domingos, das 08h30 às 18h30.

O que é a Reeducação Postural Global?

A Reeducação Postural Global (RPG) é uma abordagem fisioterapêutica que trata o corpo de forma global, baseada no método Mézières, desenvolvido pelo fisioterapeuta francês Philippe-Emmanuel Souchard. O método fundamenta-se em conhecimentos de anatomia, biomecânica, cinesiologia e osteopatia, e é praticado por milhares de fisioterapeutas em todo o mundo.

Diferentemente do alongamento estático convencional, que alonga um músculo ou grupo muscular por cerca de 30 segundos, a RPG realiza o alongamento global de músculos antigravitários, organizados em cadeias musculares, por aproximadamente 15 a 20 minutos, sem permitir compensações.

Princípios da Reeducação Postural Global

  • Abordagem fisioterapêutica específica;
  • Tratamento que envolve a reprodução de várias posições cotidianas (em pé, sentado, deitado, inclinado para frente, entre outras);
  • Melhor compreensão da mecânica do corpo;
  • Busca contínua pela causa do problema, por meio das cadeias musculares;
  • Envolvimento ativo no aprendizado de longo prazo para prevenir recaídas;
  • Integração de novos movimentos.

Corpo docente do curso

O corpo docente é formado por profissionais com anos de experiência no ensino da Reeducação Postural Global e que também atuam em suas clínicas.

Prof. Me. Fabio Boldrini

Graduado em Fisioterapia pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), mestre em Fisioterapia pela Universidade Cidade de São Paulo (UNICID). É docente da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) e docente convidado da pós-graduação da USCS, Estácio, FMU e UMESP. Atuou como fisioterapeuta do AGITH (Ginástica Artística de São Caetano do Sul) entre 2013 e 2014, acompanhando atletas da seleção brasileira. É membro da NO PAIN Fisioterapia Esportiva e sócio-proprietário da OCTO Fisioterapia e Reabilitação.

Prof. Esp. Lucas Peres Rodrigues

Fisioterapeuta formado pela Universidade Federal de São Carlos, especialista em técnicas de terapia manual. Possui formação em Mulligan, Positional Release Therapy, RPG/RNM, Neurodinâmica, Maitland, Técnicas Osteopáticas Cranianas e Viscerais, Terapia Crânio-Sacral, Iso-Streching e Liberação Miofascial (níveis 1, 2, 3 e 4). Atua em clínica particular e ministra cursos em diversas localidades do país.

Turma limitada e inscrições

As turmas são limitadas a no máximo 16 alunos, para melhor aproveitamento. Para mais informações, entre em contato pela central de atendimento pelo telefone (19) 3091-0353.

Perguntas frequentes

O que é a Reeducação Postural Global (RPG)?

A Reeducação Postural Global (RPG) é uma abordagem fisioterapêutica que trata o corpo de forma global, baseada no método Mézières, desenvolvido pelo fisioterapeuta francês Philippe-Emmanuel Souchard. Ela envolve o alongamento de cadeias musculares em posições cotidianas, por 15 a 20 minutos, sem compensações.

Como o curso de RPG é estruturado?

O curso de Reeducação Postural Global tem carga horária de 120 horas/aula, divididas em 6 módulos de finais de semana, com aulas aos sábados e domingos, das 08h30 às 18h30.

Quem são os professores do curso de RPG?

O corpo docente é formado por profissionais experientes, como o Prof. Me. Fabio Boldrini e o Prof. Esp. Lucas Peres Rodrigues, que atuam há anos no ensino da RPG e também realizam atendimento em suas clínicas.

Qual é o número máximo de alunos por turma?

As turmas são limitadas a no máximo 16 alunos, para garantir melhor aproveitamento do conteúdo.

Biomédicos lideram ranking de cientistas ‘superstars’

Biomédicos lideram ranking de cientistas ‘superstars’

A Thomson Reuters, empresa que monitora a produtividade mundial nas áreas de ciência e inovação, divulgou um relatório que lista os cientistas com trabalhos mais citados nos últimos 11 anos. As áreas de biomedicina e ciência dos materiais concentram a maioria dos pesquisadores estrela. Para fazer a lista, a Thomson Reuters contou o número de artigos científicos produzidos por cada pesquisador que ficaram na fatia de 1% dos trabalhos mais citados do período estudado (2005-2015). Quanto mais artigos “quentes”, melhor posição os cientistas obtiveram no ranking.

Biomédicos lideram ranking de cientistas ‘superstars’

No topo da lista está a geneticista Stacey Gabriel, do Instituto Broad, de Cambridge (EUA), com 25 artigos quentes. Criado pela Universidade Harvard e pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), o instituto lidera o Atlas de Genoma do Câncer, que mapeia genes ligados a diversos tipos de tumor. A iniciativa gerou um impacto tão grande na área de pesquisa sobre oncologia que outros cinco pesquisadores do Broad estão entre os 19 mais citados da década, destacados pela Thomson Reuters. Um deles é Eric Lander, que foi um dos líderes do Projeto Genoma Humano, e continua a ser altamente citado na pesquisa de câncer.

Outro cientista na lista é Feng Zhang, do MIT, um dos pioneiros no desenvolvimento da tecnologia CRISPR, que está revolucionando a biologia como uma técnica rápida e barata para fazer alterações genéticas precisas em organismos. Em menos de uma década ele foi capaz de produzir 14 estudos “quentes”.

Destaques em física e ciência dos materiais

Entre os 19 cientistas destacados pela Thomson Reuters, 7 são da área de física e 6 deles de ciência dos materiais. Henry Snaith, da Universidade Oxford, produziu 24 estudos “quentes” pesquisando a perovskita, um mineral que está revolucionando a eficiência e o custo de painéis de energia solar. Estudos sobre o material renderam destaque a outros 3 físicos que ficaram no topo da lista. A nanotecnologia, que pesquisa materiais estruturados na escala de milionésimos de milímetros, também teve destaque.

Ciência brasileira no ranking

Além da lista dos 19 cientistas superstars, a Reuters divulgou um relatório com nomes dos 3.000 pesquisadores mais citados da última década, mas sem divulgar sua quantidade de estudos “quentes”. Quatro deles estão em atividade no Brasil. Um deles é o climatologista Paulo Artaxo, da USP, que estuda o papel de partículas aerossóis na atmosfera, o clima da Amazônia e a mudança climática. Os outros são Álvaro Avezum, do Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese, Ado Jorio, físico da área de óptica na Universidade de Minas Gerais, e Sven Wunder, economista do Cifor (Centro para Pesquisa Florestal Internacional).

Perguntas frequentes

Quem lidera o ranking de cientistas 'superstars'?

A geneticista Stacey Gabriel, do Instituto Broad, lidera a lista com 25 artigos quentes.

Como a Thomson Reuters elaborou o ranking?

A Thomson Reuters contou o número de artigos científicos de cada pesquisador que ficaram entre os 1% mais citados no período de 2005 a 2015.

Quais áreas concentram a maioria dos pesquisadores estrela?

As áreas de biomedicina e ciência dos materiais concentram a maioria dos pesquisadores estrela.

Quais pesquisadores brasileiros estão na lista dos 3.000 mais citados?

Paulo Artaxo, Álvaro Avezum, Ado Jorio e Sven Wunder estão entre os pesquisadores em atividade no Brasil.

Curso de Dynamic Tape em SP, PR e RS

Curso de Dynamic Tape em SP, PR e RS

O fisioterapeuta da Seleção Brasileira Feminina de Voleibol, Alexandre Ramos, ministrará o curso de Dynamic Tape nas cidades de São Paulo, Campinas, Curitiba e Porto Alegre. Com experiência internacional e um título olímpico em Londres (2012), ele compartilha sua vivência com a bandagem muscular que vem sendo adotada por atletas do mundo inteiro.

O que é o curso de Dynamic Tape?

O curso de Dynamic Tape aborda a bandagem muscular que auxilia atletas durante treinos e competições, criando força biomecânica por meio de sua aplicação. A técnica gera efeitos neurofisiológicos e pode proporcionar alívio imediato de dores musculares. O curso possui certificação internacional.

Datas e locais do curso

As turmas estão programadas para as seguintes cidades e datas:

  • São Paulo: 08 de outubro
  • Curitiba: 05 e 06 de novembro
  • Porto Alegre: 03 e 04 de dezembro, na sede da CampCursos, localizada na Av. Mostardeiro, 05 – Moinhos de Vento

As vagas são limitadas. Para garantir sua vaga, acesse o site da CampCursos ou entre em contato pela central telefônica.

Sobre o instrutor

Alexandre Ramos é fisioterapeuta da Seleção Brasileira Feminina de Voleibol e possui um currículo de destaque, com participação em competições importantes como o Mundial Feminino de Vôlei e o Grand Prix, sempre com resultados positivos para a equipe.

Perguntas frequentes

O que é o curso de Dynamic Tape?

O curso de Dynamic Tape aborda a bandagem muscular que auxilia atletas durante treinos e competições, criando força biomecânica por meio de sua aplicação. A técnica gera efeitos neurofisiológicos e pode proporcionar alívio imediato de dores musculares.

Quem ministra o curso de Dynamic Tape?

O curso é ministrado por Alexandre Ramos, fisioterapeuta da Seleção Brasileira Feminina de Voleibol, com título olímpico em Londres (2012).

Onde e quando acontecem as turmas do curso?

As turmas acontecem em São Paulo (08 de outubro), Curitiba (05 e 06 de novembro) e Porto Alegre (03 e 04 de dezembro), na sede da CampCursos.

O curso tem certificação?

Sim, o curso possui certificação internacional.

Osteopatia – Artigo Cientifico Completo

O que é Osteopatia: guia completo

A osteopatia é uma abordagem terapêutica que utiliza técnicas manuais para diagnosticar, tratar e prevenir disfunções do corpo, considerando a inter-relação entre estrutura e função. Desenvolvida no final do século XIX pelo médico americano Andrew Taylor Still, a osteopatia parte do princípio de que o corpo possui mecanismos de autorregulação e autocura, e que a saúde depende do equilíbrio entre os sistemas musculoesquelético, nervoso, circulatório e linfático.

Se você chegou até aqui, provavelmente quer entender melhor o que é osteopatia, para que serve e como ela pode ajudar em diferentes condições. Neste guia, explicamos de forma clara e confiável os fundamentos, as indicações e o que esperar de uma sessão, com base em informações consolidadas e sem promessas milagrosas.

O que é osteopatia e qual o seu significado?

O termo “osteopatia” deriva do grego osteon (osso) e pathos (sofrimento, doença), mas sua prática vai muito além dos ossos. O significado de osteopatia está ligado a uma filosofia de cuidado integral: o osteopata avalia o corpo como um todo, buscando a causa das queixas e não apenas os sintomas. Por meio da palpação e de testes específicos, identifica restrições de mobilidade, tensões e desequilíbrios que podem estar relacionados a dores e disfunções.

Diferente de outras terapias manuais, a osteopatia não se limita a articulações e músculos. Ela também considera vísceras, crânio e tecidos conjuntivos, sempre com o objetivo de restaurar a mobilidade e favorecer a homeostase. É importante destacar que a osteopatia não substitui tratamentos médicos convencionais, mas pode atuar de forma complementar, sempre com indicação e acompanhamento profissional.

Para que serve a osteopatia?

A osteopatia é utilizada para uma ampla gama de condições, especialmente aquelas relacionadas a dores musculoesqueléticas e funcionais. Entre as queixas mais comuns que levam pessoas a procurar um osteopata estão:

  • Dores nas costas (lombalgia, cervicalgia, dorsalgia);
  • Dores articulares (ombro, quadril, joelho);
  • Cefaleias tensionais e enxaquecas;
  • Disfunções da articulação temporomandibular (ATM);
  • Lesões esportivas e recuperação pós-treino;
  • Desconfortos digestivos funcionais, como constipação e refluxo;
  • Alterações posturais e tensões relacionadas ao estresse.

Além do alívio de sintomas, a osteopatia busca melhorar a mobilidade geral, a circulação e a capacidade de recuperação do organismo. Muitas pessoas relatam sensação de bem-estar e relaxamento após as sessões, o que pode contribuir para a qualidade de vida.

Como funciona uma sessão de osteopatia?

Uma consulta de osteopatia geralmente começa com uma anamnese detalhada, na qual o profissional pergunta sobre histórico de saúde, queixas atuais, estilo de vida e exames anteriores. Em seguida, realiza uma avaliação física minuciosa, observando postura, mobilidade e pontos de tensão. Com base nessa análise, o osteopata elabora um plano de tratamento individualizado.

As técnicas utilizadas podem incluir manipulações articulares, alongamentos, liberação miofascial, técnicas viscerais e cranianas, sempre respeitando os limites do paciente. A quantidade de sessões varia conforme a condição e a resposta individual. É fundamental que o profissional seja qualificado e que o paciente se sinta seguro e informado durante todo o processo.

Osteopatia e evidências científicas

A osteopatia tem sido objeto de estudos em diferentes áreas. Algumas pesquisas sugerem benefícios no manejo de condições como refluxo gastroesofágico e dores musculoesqueléticas, mas os resultados ainda são limitados e não permitem generalizações. É importante que a decisão de buscar esse tipo de tratamento seja baseada em orientação profissional e expectativas realistas.

Osteopatia é segura?

Quando realizada por profissional habilitado, a osteopatia é considerada uma prática de baixo risco. Efeitos adversos leves, como dor muscular temporária ou cansaço, podem ocorrer após as sessões, mas geralmente desaparecem em poucos dias. Algumas condições podem exigir cautela ou contraindicação, como fraturas recentes, infecções agudas, tumores ósseos e certas doenças vasculares. Por isso, a avaliação inicial é essencial para garantir a segurança.

Se você tem alguma condição de saúde específica, gestação ou dúvida sobre a adequação da osteopatia, converse com seu médico e com o osteopata antes de iniciar o tratamento.

Osteopatia no Brasil: regulamentação e formação

No Brasil, a osteopatia é uma especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) desde 2001, podendo ser exercida por fisioterapeutas com formação específica. Existem também cursos de pós-graduação e formações livres voltadas a outros profissionais da saúde, como médicos e quiropraxistas, mas a regulamentação pode variar conforme o conselho de classe.

Ao procurar um osteopata, verifique sua formação, registro profissional e experiência. A CampCursos oferece conteúdos e formações para profissionais que desejam se aprofundar nessa área, sempre com foco em qualidade e atualização científica.

Perguntas frequentes sobre osteopatia

Osteopatia dói?

As técnicas osteopáticas são geralmente suaves e não devem causar dor intensa. Algumas manipulações podem gerar desconforto momentâneo, mas o profissional ajusta a intensidade conforme a tolerância do paciente. Após a sessão, é comum sentir uma leve sensação de “trabalho muscular”, semelhante a um pós-exercício.

Quantas sessões de osteopatia são necessárias?

O número de sessões varia de acordo com a condição, a cronicidade e a resposta individual. Em casos agudos, poucas sessões podem ser suficientes; condições crônicas podem demandar um acompanhamento mais longo. O osteopata costuma reavaliar periodicamente e ajustar o plano conforme a evolução.

Osteopatia é o mesmo que quiropraxia?

Não. Embora ambas utilizem técnicas manuais e tenham filosofias holísticas, a osteopatia tem um escopo mais amplo, incluindo técnicas viscerais e cranianas, enquanto a quiropraxia foca principalmente nos ajustes da coluna vertebral e no sistema nervoso. A formação e a abordagem clínica também diferem.

Osteopatia pode ser feita em crianças e idosos?

Sim, a osteopatia pode ser adaptada para todas as idades, desde bebês até idosos, com técnicas específicas e cuidados adequados. É importante que o profissional tenha experiência com a faixa etária e que haja liberação médica quando necessário.

Conclusão

A osteopatia é uma abordagem terapêutica manual que visa restaurar o equilíbrio do corpo e aliviar dores e disfunções, considerando a pessoa como um todo. Seu significado vai além do tratamento de ossos e articulações, abrangendo uma visão integrativa da saúde. Embora haja evidências crescentes de sua eficácia em diversas condições, é essencial buscar profissionais qualificados e manter expectativas realistas, sempre em diálogo com sua equipe de saúde.

Se você quer se aprofundar no tema ou é profissional da saúde em busca de formação, conheça os cursos da CampCursos e continue aprendendo com conteúdos baseados em ciência e prática clínica.

Microagulhamento: estudo experimental e classificação da injúria provocada

Microagulhamento: estudo experimental e classificação da injúria provocada

Estudo comparativo, randomizado e duplo-cego do microagulhamento associado ao drug delivery para rejuvenescimento da pele da região anterior do tórax

O envelhecimento da pele é influenciado por fatores genéticos e externos, como exposição solar crônica, tabagismo e poluição. A região anterior do tórax, frequentemente exposta ao sol e negligenciada nos cuidados estéticos, apresenta sinais como flacidez, rugas, hiperpigmentação e atrofia. O microagulhamento, técnica que cria microcanais na pele, tem sido utilizado para potencializar a entrega transdérmica de ativos, conhecida como drug delivery.

Objetivo do estudo

Avaliar a eficácia clínica e a segurança do microagulhamento associado ao drug delivery para o rejuvenescimento da pele da região anterior do tórax.

Métodos

Foi conduzido um estudo prospectivo, multicêntrico, comparativo, duplo-cego, randomizado e placebo-controlado, realizado em 2014 em clínicas dermatológicas privadas em Porto Alegre (RS) e Jundiaí (SP). Participaram 22 mulheres com idade média de 55 anos, fototipos de Fitzpatrick I a IV e escala de envelhecimento de Glogau 2 a 4.

As participantes foram submetidas a três sessões mensais de microagulhamento com roller de 192 microagulhas de 0,07 mm de espessura e 1,5 mm de comprimento, seguidas da aplicação tópica de um produto teste contendo ácido hialurônico e outros ativos, ou placebo. O produto teste era uma formulação magistral com Juvenile®, Phytocelltec Malus Domestica®, Cell to Cell®, Homeostatine®, ácido hialurônico e sérum anidro fluido. As pacientes também aplicaram o produto em domicílio diariamente.

A avaliação foi realizada por dermatologista alheio ao estudo, por comparação fotográfica entre o início e 90 dias após o tratamento, e por questionários de autoavaliação das pacientes.

Resultados

A avaliação clínica demonstrou melhora no rejuvenescimento global da pele em 100% das pacientes. A análise estatística mostrou melhora de 28% (p < 0,05) com o uso do produto teste em comparação ao placebo. A autoavaliação das pacientes indicou melhora de 30% nos aspectos de textura, suavidade e firmeza. Não foram observados efeitos adversos significativos.

Discussão

O microagulhamento promove a ruptura do estrato córneo, facilitando a permeação de ativos hidrofílicos e macromoléculas. A associação com drug delivery potencializa os resultados, sendo uma alternativa segura e menos invasiva em comparação a lasers ablativos, especialmente em regiões com pele fina e poucos anexos, como o tórax anterior.

A escolha dos ativos e do veículo foi determinante para a eficácia e tolerabilidade. O sérum anidro fluido forma um filme oclusivo que aumenta o tempo de abertura dos poros e reduz a perda de água transepidérmica. A manutenção domiciliar contribuiu para a melhora da cicatrização e hidratação.

Conclusão

A técnica combinada de microagulhamento e drug delivery mostrou-se eficaz e bem tolerada para o rejuvenescimento da pele da região anterior do tórax, com alta satisfação das pacientes. Este estudo é inovador, pois há poucos trabalhos publicados sobre essa abordagem específica.

Perguntas frequentes

O que é microagulhamento com drug delivery?

É uma técnica que utiliza microagulhas para criar microcanais na pele, facilitando a penetração de substâncias ativas aplicadas topicamente, potencializando seus efeitos.

Quais foram os resultados do estudo com microagulhamento no tórax?

O estudo mostrou melhora no rejuvenescimento global da pele em 100% das pacientes, com melhora estatisticamente significativa de 28% em comparação ao placebo.

O tratamento com microagulhamento é seguro?

Sim, o procedimento foi bem tolerado, sem efeitos adversos significativos, e é considerado seguro para diferentes fototipos de pele.

Quantas sessões de microagulhamento foram realizadas?

Foram realizadas três sessões mensais de microagulhamento, com avaliação 30 dias após a última sessão.

Concurso público com vaga para Fisioterapia – Aguai – SP

Concurso público com vaga para Fisioterapia – Aguai – SP

A Prefeitura de Aguaí, em São Paulo, divulgou a primeira retificação do Concurso Público, que altera itens referentes às provas de aptidão física e à aferição de altura. O certame visa formar cadastro reserva para profissionais de todos os níveis de escolaridade.

Vagas por nível de escolaridade

As oportunidades estão distribuídas entre os seguintes cargos:

  • Nível Fundamental: Eletricista; Eletricista de Autos; Fiscal; Funileiro; Lavador de Autos; Lubrificador; Mecânico; Pedreiro; Pintor; Serviços Gerais; Vigia; Lixeiro.
  • Nível Médio/Técnico: Almoxarife; Auxiliar de Classe; Auxiliar de Dentista; Auxiliar de Farmácia; Auxiliar de Laboratório; Chefe de Almoxarifado; Chefe de Tributação; Chefe de Patrimônio; Guarda Municipal Feminina; Guarda Municipal Masculino; Técnico em Informática; Técnico em Raio X.
  • Nível Superior: Bioquímico; Cirurgião Dentista; Controle Interno; Engenheiro Civil; Farmacêutico; Fisioterapeuta; Fonoaudiólogo; Médico Cardiologista; Médico Clínico Geral; Médico Ginecologista; Médico Neurologista; Médico Oftalmologista; Médico Pediatra; Médico Otorrinolaringologista; Médico Ortopedista; Médico Plantonista; Médico Psiquiatra; Médico-veterinário; Nutricionista; Procurador Jurídico; Professor de Apoio da Educação Básica; Professor de Informática; Professores Substitutos de Educação Básica II nas disciplinas de Educação Física, Português, Inglês, Educação Artística, História, Física, Ciências, Geografia, Matemática, Sociologia, Química, Biologia e Filosofia; Professor Substituto – Educação Básica I; Psicólogo.

Remuneração e inscrições

Os salários mensais podem chegar a R$ 4.985,25, enquanto o valor da hora/aula varia de R$ 10,84 a R$ 10,85 e a hora/plantão é de R$ 60,77. As inscrições devem ser feitas pelo site www.institutoexcelenciapr.com.br até as 12h do dia 12 de fevereiro de 2016. Após a inscrição, é necessário pagar a taxa de participação, que varia de R$ 10,00 a R$ 16,00, por meio de boleto bancário.

Etapas do concurso

Conforme o cargo, os candidatos serão submetidos a Provas Objetivas, Práticas e de Títulos, Teste Psicológico e de Aptidão Física. Por isso, é importante estar preparado para todas as etapas.

O Concurso Público tem validade de dois anos, podendo ser prorrogado.

Perguntas frequentes

Quais são os cargos de nível superior disponíveis no concurso de Aguaí?

Os cargos de nível superior incluem Bioquímico, Cirurgião Dentista, Controle Interno, Engenheiro Civil, Farmacêutico, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, diversos médicos, Nutricionista, Procurador Jurídico, professores e Psicólogo.

Qual é o salário para os cargos do concurso de Aguaí?

Os salários mensais podem chegar a R$ 4.985,25, com hora/aula entre R$ 10,84 e R$ 10,85 e hora/plantão de R$ 60,77.

Como faço para me inscrever no concurso de Aguaí?

As inscrições devem ser feitas pelo site www.institutoexcelenciapr.com.br até as 12h do dia 12 de fevereiro de 2016, com pagamento de taxa entre R$ 10,00 e R$ 16,00 via boleto.

Quais são as etapas do concurso de Aguaí?

Os candidatos serão submetidos a Provas Objetivas, Práticas e de Títulos, Teste Psicológico e de Aptidão Física, conforme o cargo.