Objetivo
Medir a qualidade de vida relacionada à saúde de pessoas com doenças crônicas. Os questionários FACIT estão entre os mais utilizados em pesquisas nacionais e internacionais. A fadiga é uma das queixas mais frequentes entre idosos e está fortemente associada à perda de independência, diminuição da atividade física e declínio funcional. Depressão leve, anemia, insônia e má nutrição têm sido associadas à fadiga[1]. No entanto, muitos idosos relatam queixas de “fadiga” e “exaustão” mesmo sem apresentar doença médica ou psiquiátrica subjacente[1][2]. Assim, a ausência de uma “doença subjacente” torna o impacto da fadiga inexplicável ainda mais crucial[1].
População-alvo
Idosos que relatam fadiga[1].
Método de uso
Embora existam várias ferramentas validadas para medir a fadiga, não há um padrão ouro[1][3]. Um questionário autorrelatado validado para uso em idosos é a Escala de Fadiga FACIT (Versão 4), parte do Sistema de Medição FACIT. A escala é curta, com 13 itens, fácil de administrar, e mede o nível de fadiga do indivíduo durante suas atividades diárias habituais na última semana. O nível de fadiga é medido em uma escala Likert de quatro pontos (4 = nada cansado a 0 = muito cansado)[1]. A Escala de Fadiga FACIT é uma das várias escalas FACIT que fazem parte de uma coleção de questionários de qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) voltados para o manejo de doenças crônicas. O grupo testa novas subescalas FACIT em uma amostra de pelo menos 50 sujeitos[1]. A ferramenta FACIT foi traduzida para mais de 45 idiomas, permitindo comparações interculturais.
Medidas de desfecho
Outras ferramentas de avaliação que podem ser usadas para medir a fadiga incluem: [4][5][5], [5][5][5][5][5][5][5][5][5][5][5].
Evidências
Em um estudo de 2007[6], a Escala de Fadiga FACIT apresentou alta validade interna (alfa de Cronbach = 0,96) e alta confiabilidade teste-reteste (ICC = 0,95). A correlação entre a FACIT e a Escala de Gravidade de Fadiga (FSS) foi de -0,79[1]. Assim, a FACIT demonstrou confiabilidade e sensibilidade à mudança em clientes com diversas condições crônicas de saúde, na população geral e em populações especiais, como idosos e pessoas que vivem em áreas rurais.
Referências
Psychosomatic Medicine, 65, 771-777 ↑ Dittner, A.J., Wessely, S.C., & Brown, R.G. (2004). The assessment of fatigue. A practical guideline for clinicians and researchers. Journal of Psychosomatic Research, 56, 157-170. ↑ Butt, Z., Lai, J. S., Rao, D., Heinemann, A. W., Bill, A., & Cella, D. (2013). Measurement of fatigue in cancer, stroke, and HIV using the Functional Assessment of Chronic Illness Therapy – Fatigue (FACIT-F) scale. Journal of psychosomatic research, 74(1), 64–68. doi:10.1016/j.jpsychores.2012.10.011 ↑ 5.005.015.025.035.045.055.065.075.085.095.105.11 ↑ Chandran, V., Bhella, S., Schentag, C., & Gladman, D. D. (2007). Functional assessment of chronic illness therapy-fatigue scale is valid in patients with psoriatic arthritis. Annals of the rheumatic diseases, 66(7), 936–939. doi:10.1136/ard.2006.065763
Conteúdos relacionados
- Escala funcional específica do paciente
- Escala Funcional da Dor nas Costas
- Ferramenta de Avaliação de Concussão Desportiva 5 (SCAT5)
Fontes consultadas
- www.physio-pedia.com
- www.ncbi.nlm.nih.gov
- onlinelibrary.wiley.com
- onlinelibrary.wiley.com
- onlinelibrary.wiley.com
- onlinelibrary.wiley.com
Conteúdo educativo. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento realizado por profissional habilitado.
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