Medida de independência funcional (FIM)

Medida de Independência Funcional (FIM)

Objetivo

A Medida de Independência Funcional (FIM) é um instrumento de 18 itens que avalia a função física, psicológica e social. A ferramenta é usada para avaliar o nível de incapacidade do paciente, bem como a mudança no estado do paciente em resposta à reabilitação ou intervenção médica.

População-alvo

Qualquer comprometimento motor associado a qualquer condição.

Método de uso

A FIM é usada por profissionais de saúde para avaliar e classificar o estado funcional de uma pessoa com base no nível de assistência que ela requer. As categorias de classificação variam de independência total a assistência total. Independentemente do uso de qualquer dispositivo de assistência, a pessoa é considerada com independência completa. As tarefas avaliadas pela FIM incluem controle intestinal e vesical, transferências, locomoção, comunicação, cognição social, bem como as seguintes seis atividades de autocuidado:

  • Alimentação
  • Higiene pessoal
  • Banho
  • Vestir-se (parte superior do corpo)
  • Vestir-se (parte inferior do corpo)
  • Uso do vaso sanitário

A FIM mede o que um indivíduo pode realizar e não o que essa pessoa poderia fazer em determinadas circunstâncias.

Níveis da FIM

Sem ajuda

  • 7. Independência completa (com segurança, em tempo razoável)
  • 6. Independência modificada (com dispositivo)

Ajuda – Dependência modificada

  • 5. Supervisão (sujeito = 100%)
  • 4. Assistência mínima (sujeito = 75% ou mais)
  • 3. Assistência moderada (sujeito = 50% ou mais)

Ajuda – Dependência completa

  • 2. Assistência máxima (sujeito = 25% ou mais)
  • 1. Assistência total ou não testável (sujeito menos de 25%)

Não deixe espaços em branco. Entre 1 se não for testável devido a risco.

Confiabilidade

Confiabilidade entre avaliadores (coeficientes de correlação intraclasse variando de 0,86 a 0,88)

Validade

A validade concorrente com o Índice de Barthel (ICC > 0,83)

Fontes consultadas

Conteúdo educativo. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento realizado por profissional habilitado.

A FIM é amplamente utilizada em contextos de reabilitação, como unidades de internação, ambulatórios e domicílios, para monitorar a evolução funcional ao longo do tempo. Sua aplicação sistemática permite que a equipe multidisciplinar estabeleça metas realistas e ajuste o plano terapêutico conforme a resposta do paciente. Além disso, os escores da FIM podem ser somados para gerar um total que varia de 18 a 126, facilitando a comparação entre diferentes momentos da reabilitação e entre grupos de pacientes.

É importante destacar que a FIM não avalia diretamente a qualidade do movimento ou a capacidade de realizar tarefas em situações específicas, mas sim o nível de independência em atividades cotidianas. Isso a torna um instrumento útil para planejar a alta hospitalar e para avaliar a necessidade de suporte domiciliar ou institucional. A escala também é sensível a mudanças clínicas, sendo capaz de detectar melhorias ou declínios funcionais que podem não ser evidentes em outras avaliações.

Na prática clínica, a FIM deve ser aplicada por profissionais treinados, seguindo rigorosamente as instruções do manual, para garantir a confiabilidade dos resultados. A padronização da aplicação é essencial, especialmente quando diferentes avaliadores estão envolvidos no cuidado do mesmo paciente. Embora a FIM seja um instrumento robusto, ela deve ser complementada por outras avaliações específicas, como testes de força muscular, amplitude de movimento e avaliação da marcha, para uma compreensão mais completa do estado funcional do indivíduo.

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