Fraturas do Calcâneo: Anatomia, Diagnóstico e Tratamento

Fraturas do Calcâneo: Anatomia, Diagnóstico e Tratamento

Editor Original –

Principais colaboradores – Hajar Abdelhadji, Roxann Musimu, Dylan Van Calck

Definição / Descrição

Uma fratura do calcâneo é uma fratura do osso do calcanhar. O calcâneo, o maior osso do tarso, é especificamente projetado para suportar o corpo e suportar um grande grau de força. Está situado na parte inferior e posterior do pé, formando o calcanhar. [1]
Juntamente com o tálus, o calcâneo forma a articulação subtalar. Esta articulação permite a inversão e eversão do pé. A articulação medial é formada por duas articulações: a talocalcaneonavicalar e a articulação calcaneocuboide. [2]

O calcâneo tem quatro funções importantes:
1. Atua como base e suporte para o peso do corpo
2. Suporta a coluna lateral do pé e atua como a principal articulação para inversão / eversão
3. Atua como um braço de alavanca para o complexo muscular gastrocnêmio
4. Torna possível andar normal

Anatomia clinicamente relevante

Uma boa compreensão da anatomia do calcâneo é essencial para determinar os padrões de lesões e objetivos e opções de tratamento.
A arquitetura óssea do calcâneo é a de um retângulo de formato irregular com quatro facetas, uma das quais se articula anteriormente com o osso cubóide e três delas (as facetas anterior, média e posterior) se articulam superiormente com o tálus. [3]

As superfícies superiores articulam-se com o tálus

  • Faceta posterior: separada das facetas média e anterior por um sulco que corre posteromedialmente, conhecido como sulco calacaneal. O canal formado entre o calcanealulcus e o tálus é chamado sinus tarsi.
  • Faceta média do calcâneo: Suportada pelo tali do sustentáculo e articulada com a faceta intermediária do tálus.
  • Faceta anterior do calcâneo: articula-se com a faceta anterior do tálus e é sustentada pelo bico do calcâneo.

A superfície triangular anterior do calcâneo se articula com o cubóide
As superfícies laterais

  • A superfície lateral é plana e subcutânea, com um tubérculo peroneal central para a fixação do ligamento calcaneofibular centralmente. O ligamento talocalcaneano lateral se liga antero-superiormente ao tubérculo peroneal.

Esses pontos de referência anatômicos são importantes porque as fraturas associadas a essas áreas podem causar lesão no tendão [4]

Epidemiologia / Etiologia

As fraturas do calcâneo correspondem a aproximadamente 1% a 2% de todas as fraturas do corpo humano e constituem quase 60% das fraturas dos ossos do tarso. Eles geralmente seguem traumas axiais de alta energia, como queda de altura ou acidentes automobilísticos.
De acordo com a literatura atual, 60% a 75% dessas fraturas são consideradas deslocadas e intra-articulares, o que evidencia a dificuldade do tratamento. Podem causar grande incapacidade por dor e rigidez crônica, além de deformidades no retropé. Essas fraturas são caracterizadas clinicamente por resultados funcionais ruins devido à sua complexidade.
Aproximadamente 80% a 90% das fraturas do calcâneo ocorrem em homens entre 21 e 40 anos, principalmente em trabalhadores industriais. Vários autores relataram que a reabilitação dessas fraturas pode levar de nove meses a vários anos, o que implica em grande ônus econômico para a sociedade.
Desde o início dos anos 80, o tratamento de escolha para as fraturas deslocadas e intra-articulares do calcâneo foi a redução aberta com fixação interna; entretanto, complicações de partes moles, como deiscência e infecção cirúrgica, podem ocorrer em até 30% dos pacientes.
Na tentativa de reduzir as taxas de complicações, surgiram novas técnicas cirúrgicas, como a incisão minimamente invasiva e a fixação percutânea, que causam menos lesões aos tecidos e reduzem a incidência de complicações dos tecidos moles.
Apesar das modernas técnicas cirúrgicas e do considerável número de estudos na literatura, as fraturas do calcâneo e seu melhor método de tratamento permanecem um enigma para os cirurgiões ortopédicos. [5][6]

Mecanismo de Lesão / Processo Patológico

Fraturas do calcâneo ocorrem raramente. Eles consistem apenas em 1,2% de todos os ferimentos relativamente raros. O calcâneo é o osso tarsal mais freqüentemente fraturado. As fraturas do calcâneo são principalmente o resultado de um incidente traumático e uma situação de alto impacto. A maior parte das fraturas (71,5%) [7] é sustentada em quedas de uma altura geralmente de 6 pés ou mais, um acidente com veículo automotor. A pequena quantidade de 18,8% das fraturas ocorreu no ambiente de trabalho. As fraturas do calcâneo também podem ocorrer com acidentes menos graves, como entorse de tornozelo ou fratura por estresse.

Principalmente, as lesões ocorrem isoladamente. A maioria das lesões concomitantes observadas foi de membros inferiores (13,2%) ou lesões medulares (6,3%).

As fraturas do calcâneo podem ser extra-articulares ou intra-articulares. As fraturas extra-articulares representam 60% das fraturas do calcâneo em crianças e sua incidência tem sido relatada como 25-40% das fraturas do calcâneo em adultos. Eles não participam da articulação. de acordo com o mecanismo de lesão, eles podem ser classificados como fraturas por compressão ou avulsão. Eles também podem ser categorizados de acordo com sua localização no calcâneo. (Mandeep et al.)
As fraturas intra-articulares incluem a articulação e têm um prognóstico menor e são mais difíceis de recuperar. Esse tipo de fratura pode ser categorizado em quatro tipos diferentes de acordo com Sanders (Mandeep et al.). Com o tipo II sendo fraturas intra-articulares não deslocadas. Tipo II sendo fraturas em duas partes que podem ser divididas em Tipo IIa, IIb e IIc. Fraturas do tipo III que também podem ser divididas em IIIa, IIIb e IIIc e geralmente têm um segmento articular deprimido. O tipo IIII representa uma fratura de quatro partes ou muito cominutiva (Mandeep et al. Nível 2a) [8]

Características / Apresentação Clínica

  • Existem certas características de uma fratura do calcâneo:
  • Dor súbita no calcanhar, principalmente dor por pressão.
  • Inchaço na área do calcanhar
  • Contusão do calcanhar e tornozelo
  • Dor generalizada na área do calcanhar que geralmente se desenvolve lentamente (durante vários dias a semanas): tipicamente para fraturas por estresse
  • Edema
  • Um hematoma ou padrão de equimose que se estende distalmente à sola do pé.
  • Deformidade do calcanhar ou do arco plantar: Secundária ao deslocamento da borda lateral do calcâneo para fora, há um possível alargamento ou alargamento do calcanhar.
  • Incapacidade ou dificuldade de suportar peso no lado afetado
  • Inversão / eversão limitada ou ausente do pé
  • Diminuição do ângulo de Böhler ou “tubérculo-articular”
  • Tomografia Computadorizada: Vistas diversas, vistas axial e coronal, podem classificar o grau de lesão da faceta posterior e da parede lateral do calcâneo.
  • Raios-X ou Radiografias:

Raio-x axial: Determina a linha de fratura primária e exibe o corpo, a tuberosidade, as facetas intermediária e posterior
– Raio-x lateral: determina o ângulo de Böhler [9]
-Oblique / visão de Broden: Determina o grau de deslocamento da linha de fratura primária

  • Calcanhar ternura
  • Dificuldade em andar:

-Incapacidade de andar
-Incapacidade de mover o pé

Diagnóstico diferencial

  • Dor no calcanhar
  • Entorpeamento do nervo de Baxter: um encarceramento do ramo recorrente do nervo tibial posterior
  • Esporas de calcâneo [10]
  • Fasciite plantar: A dor fascial plantar é específica da parte inferior do calcanhar. Uma ressonância magnética pode ser usada para diferenciar uma fratura do calcâneo da fascite plantar. [11]
  • Bursite retrocalcaneal: Esta é a formação e inflamação de uma bursa na parte de trás do calcanhar entre o osso do calcanhar e o tendão de Aquiles. Também chamado de doença de Albert.
  • Artrite reumatóide
  • Artrite séptica
  • Síndrome do Túnel do Tarso: A dor desta síndrome não diminui com o repouso. Outros sintomas são dormência ou formigamento dos dedos dos pés. [12]
  • Instabilidade do tornozelo [13]

Procedimentos de diagnóstico

  • Dor – O mais importante é a dor de pressão, ou a dor provocada ao fornecer pressão ao calcâneo segurando o calcanhar do pé do paciente e apertando suavemente [14]
  • Edema
  • Equimose – Um hematoma ou padrão de equimose que se estende distalmente à sola do pé é específico para fraturas do calcâneo e é conhecido como sinal Mondor.
  • Deformidade do calcanhar ou arco plantar – Alargar ou alargar o calcanhar é visto secundário ao deslocamento da borda lateral do calcâneo para fora e acompanhando o edema
  • Incapacidade ou dificuldade de suportar o peso no lado afetado [15]
  • Inversão / eversão limitada ou ausente do pé [16]
  • Diminuição do ângulo de Bohler ou “tubérculo-articular” – No alinhamento anatômico normal existe um ângulo de 25-40 graus entre a borda superior da tuberosidade do calcâneo e uma linha conectando as superfícies articulares anterior e posterior. Com as fraturas do calcâneo, esse ângulo se torna menor, mais reto e pode até mesmo reverter.
  • Tomografia computadorizada (vistas axial e coronal) para classificar o grau de lesão da faceta posterior e da parede lateral do calcâneo [17]
  • Raios-X ou Radiografias:
  1. Axial – Determina a linha de fratura primária e exibe o corpo, a tuberosidade, as facetas intermediária e posterior
  2. Lateral – Determina o ângulo de Bohler
  3. Visão oblíqua / Broden – Exibe o grau de deslocamento da linha de fratura principal.

Medidas de resultado

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O objetivo da Escala Funcional de Extremidade Inferior (LEF) é medir “a função inicial dos pacientes, o progresso contínuo e o desfecho” para uma ampla gama de condições nas extremidades inferiores.

A Medida de Capacidade de Pé e Tornozelo (FAAM) é um instrumento de resultado de autorrelato desenvolvido para avaliar a função física de indivíduos com comprometimentos relacionados ao pé e tornozelo. Este instrumento de resultado de autorrelato está disponível em inglês, alemão, francês e persa. A Medida da Capacidade do Pé e Tornozelo é um questionário de 29 itens dividido em duas subescalas: a Medida da Capacidade do Pé e Tornozelo, Subescala de 21 Itens da Vida Diária e a Medida da Capacidade do Pé e Tornozelo, subescala esportiva de 8 itens. A subescala Sports avalia tarefas mais difíceis que são essenciais para o esporte, é uma subescala específica da população projetada para atletas.

Exame

Para diagnosticar e avaliar uma fratura do calcâneo, o cirurgião do pé e tornozelo fará perguntas sobre como a lesão ocorreu, examinará o pé e o tornozelo afetados e solicitará radiografias. Além disso, exames de imagem avançados, como tomografia computadorizada, são comumente necessários após uma fratura. Estes fornecem imagens transversais mais detalhadas do seu pé. [18]
Durante o exame, muitos sintomas diferentes podem ser vistos. Os mais óbvios são dor, hematomas, inchaço, deformidade do calcanhar e uma incapacidade do paciente para colocar peso no calcanhar ou andar. Ainda assim, a imagem médica deve ser a principal maneira de diagnosticar uma fratura do calcâneo. [19]
O fisioterapeuta examinará o tornozelo para ver se a pele foi danificada ou perfurada pela lesão. Ele irá verificar se há pulso suficiente para ver se há suprimento de sangue suficiente na área lesada. Ele também deve verificar se o paciente pode mover os dedos dos pés e sentir na parte inferior do pé para determinar se há outras lesões que ocorreram com a fratura do calcâneo. Outras técnicas, como apertar o inferno, causam dor nas protuberâncias do calcâneo. Um exame neurovascular completo também é essencial. nível 2b [20]

Questionários:

Um deles mais usado medidas de resultados para os pacientes é a escala VAS. Isso pode ser usado para determinar como o paciente vive com a lesão. Podemos medir o quão grande é a dor antes e depois do tratamento. Isso pode ser útil para determinar se a terapia foi bem-sucedida ou não. [21]

Gestão Médica / Intervenções

O tratamento das fraturas do calcâneo depende do tipo de fratura e da extensão da lesão.

Não há tratamento universal ou abordagem cirúrgica para todas as fraturas intra-articulares do calcâneo deslocadas. A escolha do tratamento deve ser baseada nas características do paciente e no tipo de fratura.

Cuidado operativo [22]

Para a maioria dos pacientes, a cirurgia é a forma correta de tratamento. O objetivo da cirurgia é restaurar o tamanho correto e a estrutura do calcanhar. Fraturas intra-articulares são freqüentemente tratadas operativamente. Isto é possível através da redução aberta e fixação interna da fratura. Estes procedimentos são realizados através de uma incisão no lado de fora do calcanhar. O calcâneo é colocado junto e mantido no lugar com uma placa de metal e vários parafusos. Este procedimento diminui a possibilidade de desenvolver artrite e maximiza o potencial de inversão e eversão do pé.
Fraturas extra-articulares geralmente são tratadas de maneira conservadora.

Se você quiser mais informações sobre os tipos de cirurgias, você pode consultar o artigo em referências. (Estudo comparativo de três técnicas cirúrgicas para fraturas intra-articulares do calcâneo: redução aberta com fixação interna com placa, fixação externa e cirurgia minimamente invasiva.) Nível 1b [23][24]

Cuidados não cirúrgicos

O manejo não-cirúrgico é preferível quando não há pinçamento dos tendões peroneais e os segmentos de fratura não são deslocados (ou são deslocados com menos de 2 mm). O cuidado não-cirúrgico também é recomendado quando, apesar da presença de uma fratura, o alinhamento adequado do apoio de peso tenha sido adequadamente mantido e as superfícies de articulação não sejam perturbadas. Fraturas extra-articulares geralmente são tratadas de maneira conservadora. Pacientes com mais de 50 anos de idade ou com condições de saúde pré-existentes, como diabetes ou doença vascular periférica, também são comumente tratados com técnicas não-cirúrgicas. Pacientes em tratamento não operatório Nível 1A [25][26]

ARROZ:

  • Descanso: O pé afetado deve descansar e o paciente não pode usar o pé. Isso é para permitir que a fratura se cure.
  • Gelo: várias vezes ao dia, o paciente faz um tratamento com gelo para reduzir a inflamação, o inchaço e a dor.
  • Compressão: meia atadura / compressão
  • Elevação: O tratamento inicial é reduzir o inchaço com o descanso na cama com o pé ligeiramente acima do nível do coração.

Imobilização:
A imobilização parcial ou completa é usada se a fratura não tiver deslocado o osso. Normalmente, um elenco é usado para impedir que o osso fraturado se mova. No elenco, o tornozelo está em posição neutra e, às vezes, em leve eversão.
Para evitar o peso, muletas podem ser necessárias.

Gestão de Fisioterapia

Após a cirurgia, a amplitude ativa de exercícios de movimento pode ser praticada com pequenas quantidades de movimento para todas as articulações do pé e tornozelo. Estes exercícios são usados ​​para manter e recuperar o movimento articular do tornozelo. Quando necessário para a extremidade inferior envolvida, o paciente pode continuar com elevação, formação de gelo e compressão. Durante a terapia, o paciente progredirá para um suporte de peso gradual. Os pacientes podem achar isso muito difícil e doloroso. O fisioterapeuta realiza a mobilização articular para todas as articulações hypomobile.
Durante o tratamento, o fortalecimento progressivo e resistido dos músculos gastrocnêmios é feito por meio de exercícios ponderados, movimentos dos pés, escadas ascendentes e descendentes e exercícios pliométricos. Quando a fratura é curada, o fisioterapeuta irá progredir no suporte de peso em situações mais estressantes. Esta terapia consiste em instruções de marcha e prática de equilíbrio em diferentes superfícies.

Estágio agudo

Imobilização Um elenco, tala ou chave irá segurar os ossos do seu pé na posição correta enquanto eles se curam. Você pode ter que usar um elenco por 6 a 8 semanas – ou possivelmente mais. Durante esse tempo, você não poderá colocar nenhum peso no seu pé até que o osso esteja completamente curado. Nível 2a [27]

Antes da cirurgia

A estabilidade inicial é essencial para a fixação interna por redução aberta das fraturas intra-articulares do calcâneo.

A revalidação pré-operatória consiste em:
• Elevação imediata do pé afetado para reduzir o inchaço
• Compressão, como bomba de pé, dispositivos de compressão intermitente ou envolvimentos de compressão.
• ICE
• Instruções para usar cadeira de rodas, transferência de cama ou muletas. nível 2a [28][29]

Depois da cirurgia

Tanto a progressão do manejo não-operatório e pós-operatório das fraturas do calcâneo incluem protocolos tradicionais de imobilização e reabilitação precoce do movimento. De fato, os protocolos tradicionais de imobilização do manejo não operatório e pós-operatório são semelhantes e, portanto, combinados na progressão abaixo. [30] As fases II e III dos protocolos de reabilitação tradicional e de movimento precoce após cuidados não operatórios ou pós-operatórios também são comparáveis ​​e são descritas em conjunto a seguir. Nível 1b [31][32]

1. Fase I da Imobilização e Reabilitação Tradicionais após o Gerenciamento Não-operatório e Pós-Operatório: Semanas 1-4
uma. Objetivos:
– Controle de edema e dor
– Evitar a extensão da fratura ou perda da estabilização cirúrgica
– Minimizar a perda de função e resistência cardiovascular
b. Intervenção:
– Elenco com tornozelo em eversão neutra e às vezes leve
– Elevação
– gelo
– Após 2-4 dias, instrua em deambulação sem peso utilizando muletas ou andador
– Instrua o uso da cadeira de rodas com um cronograma de assento adequado para limitar o tempo envolvido na extremidade gasta na posição de gravidade dependente
– Instrua em exercício abrangente e programa cardiovascular utilizando extremidades superiores e membros inferiores não envolvidos

2. Fase II para Imobilização Tradicional / Mobilização e Reabilitação Precoces após o Gerenciamento Não-Operatório e Pós-Operatório: Semanas 5-8

uma. Objetivos:
– Controle de edema residual ou residual e dor
– Evitar a reincidência ou complicação da fratura progredindo com segurança
– Evite contratura e recupere o movimento nas articulações do tornozelo / pé
– Minimizar a perda de função e resistência cardiovascular

b. Intervenção:
– Elevação, formação de gelo e compressão contínuas, conforme necessário para a extremidade inferior envolvida
– Após 6 a 8 semanas, instruir em deambulação de peso parcial utilizando muletas ou andador
– Inicie o exercício vigoroso e a amplitude de movimento para recuperar e manter o movimento em todas as articulações: articulações tibiotalar, subtalar, médio e dorsal, incluindo amplitude de movimento ativa em grandes quantidades de movimento e exercícios progressivos isométricos ou resistidos
– Progride e monitora o programa abrangente de membros superiores e cardiovasculares

3. Fase III para Imobilização Tradicional / Mobilização e Reabilitação Precoces após o Gerenciamento Não-Operatório e Pós-Operatório: Semanas 9-12

uma. Objetivos:
– Status do rolamento de peso do progresso
– Marcha normal em todas as superfícies
– Restaurar gama completa de movimento
– Restaurar a força total
– Permitir retorno ao status de trabalho anterior

b. Intervenção:
– Após 9 a 12 semanas, instrua em deambulação de peso normal com o dispositivo de assistência adequado, conforme necessário
– Progride e monitore a capacidade da articulação subtalar de se adaptar à deambulação em todas as superfícies, incluindo superfícies graduais e irregulares
– Mobilização conjunta para todas as articulações hypomobile, incluindo: tibiotalar, subtalar, midtarsal e toe toints
– Mobilização de tecidos moles para tecidos hipomóveis do complexo gastrocnêmio, fáscia plantar ou outros tecidos apropriados
– Resistência progressiva do fortalecimento do complexo gastrocnêmio através do uso de polias, exercícios ponderados, deambulação de caminhar, escadas ascendentes / descendentes, saltos ou outros exercícios pliométricos, exercícios em piscina e outras atividades de escalada
– Programa de fortalecimento de trabalho ou atividades para permitir o retorno ao trabalho entre 13 e 52 semanas

Recursos

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Linha de Resultado Clínico

As fraturas do calcâneo podem ser divididas em dois grupos: fraturas intra-articulares e extra-articulares do calcâneo. Fraturas intra-articulares têm um prognóstico menor. Para determinar o tipo de fratura e se houver uma fratura, é necessário o uso de imagens médicas. A reabilitação consiste em 3 estágios no pós-operatório e é muito importante recuperar da melhor forma possível.

Apresentações

Referências

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  32. Hu, QD, Jiao, PY, Shao, CS, Zhang, WG, Zhang, K., Li, Q. (2011). ↑ Hu, QD, Jiao, PY, Shao, CS, Zhang, WG, Zhang, K., Li, Q. (2011). Redução manipulativa e fixação externa com papelão para o tratamento da fratura radial distal. Zhongguo gu shang = revista chinesa de ortopedia e traumatologia, 24 (11), 907. Nível 1b
  33. Mandeep S Dhillon (2013). ↑ Mandeep S Dhillon (2013). Fraturas do Calcâneo Com Dvd-Rom. Nova Deli: Uitgeverij Jaypee Brothers editores médicos (P) LTD: 18-19 Nível 5

Conteúdos relacionados

Fontes consultadas

Lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)

Lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)

Introdução

Lesões no LCA são lesões relativamente comuns nos joelhos dos atletas. [1] Ocorrem com maior frequência naqueles que praticam esportes que envolvem articulações (por exemplo, futebol, basquete, netball, futebol, handball de equipes europeias, ginástica, esqui alpino). Eles podem variar de leve (como pequenas lágrimas / entorse) a grave (quando o ligamento está completamente rasgado). Lesões de contato e sem contato podem ocorrer, embora rupturas e rupturas sem contato sejam mais comuns. Parece que as mulheres tendem a ter uma maior taxa de incidência de lesão do LCA do que os homens, sendo que entre 2,4 e 9,7 vezes maior em atletas do sexo feminino que competem em atividades semelhantes. [2][3][4][5][6]

Anatomia clinicamente relevante

O LCA é uma faixa de tecido conjuntivo denso que percorre desde o fêmur até a tíbia e é considerada uma estrutura-chave na articulação do joelho, pois resiste à translação anterior da tíbia e às cargas rotacionais [7] .

O LCA surge do canto póstero-medial do aspecto medial do côndilo femoral lateral no entalhe intercondilar [8] e inserido anteriormente à eminência intercondilóide da tíbia, mesclando-se com o corno anterior do menisco medial. O LCA circula anteriormente, medial e distalmente ao longo da articulação ao passar do fêmur para a tíbia. Quando isso acontece, ele se transforma em uma leve espiral externa (lateral).

Existem dois componentes do LCA, o menor feixe ântero-medial (BAM) e o maior feixe posterolateral (BPL), denominado de acordo com o local onde os feixes se inserem no planalto tibial. Quando o joelho é estendido, o PLB é apertado, enquanto o AMB é moderadamente frouxo. No entanto, como o joelho é flexionado, a fixação femoral do LCA assume uma orientação mais horizontal, fazendo com que o AMB se aperte e o PLB se solte e, assim, deixe o AMB como restrição à carga tibial anterior [9] .

Consulte esta página para mais informações sobre a Biomecânica da ACL:

Ligamento Cruzado Anterior (LCA) – Estrutura e Propriedades Biomecânicas

Mecanismos de Lesão

Três tipos principais de lesões do LCA são descritos: [10]

  • Contato direto: 30% dos casos [11][12]
  • Contato Indireto
  • Sem contato: 70% dos casos: fazendo um movimento errado [11][12]

Lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) são comuns em indivíduos jovens que participam de atividades esportivas associadas a giro, desaceleração e salto. [12]

Mais comuns são as lesões sem contato, causadas por forças geradas dentro do corpo do atleta, enquanto a maioria das outras lesões esportivas envolvem uma transferência de energia de uma fonte externa. [13] Aproximadamente 75% das rupturas são mantidas com contato mínimo ou nenhum contato no momento da lesão. [14] Um movimento de corte e planta é o mecanismo típico que faz com que o LCA se rasgue, sendo uma mudança repentina de direção ou velocidade com o pé firmemente plantado. Momentos de rápida desaceleração, incluindo aqueles que também envolvem o plantio da perna afetada para cortar e mudar de direção, também foram relacionados às lesões do LCA, bem como ao pouso de um salto, giro, torção e impacto direto na frente da tíbia. [14]

As mulheres são três vezes mais propensas a ter o LCA ferido do que os homens e acredita-se que seja devido às seguintes razões: [15]

  • Tamanho menor e forma diferente do entalhe intercondilar. Entalhe intercondilar estreito e ambiente de planalto são fatores de risco para predisposição de não-atletas do sexo feminino com lesão de OA ao LCA para o joelho de 41 a 65 anos. [16]
  • Pélvis mais larga e maior ângulo Q. Uma pelve mais larga exige que o fêmur tenha um ângulo maior em direção ao joelho, a menor força muscular fornece menos apoio do joelho e variações hormonais podem alterar a frouxidão dos ligamentos. [17][18]
  • Maior frouxidão ligamentar. Atletas jovens com fatores de risco não modificáveis, como frouxidão ligamentar, apresentam um risco particularmente aumentado de lesão recorrente após a reconstrução do LCA (ACLR). [19]
  • Interface da superfície da sapata. Os dados agrupados dos três estudos sugerem que as chances de lesão são aproximadamente 2,5 vezes maiores quando níveis mais altos de tração rotacional estão presentes na interface da superfície do sapato. [20]
  • Fatores neuromusculares

Os fatores de risco para as lesões do LCA incluem fatores ambientais (por exemplo, alto nível de atrito entre o calçado e a superfície de jogo) e fatores anatômicos (por exemplo, entalhe intercondilar femoral estreito). A lesão é caracterizada por instabilidade articular, que está associada tanto a disfunção aguda quanto a alterações degenerativas a longo prazo, como osteoartrite e dano meniscal. A instabilidade do joelho leva à diminuição da atividade, o que pode levar a uma pior qualidade de vida relacionada ao joelho. [21][12][22] Os fatores de risco para lesão do LCA foram considerados internos ou externos a um indivíduo. Os fatores de risco externos incluem o tipo de competição, calçados e superfície e condições ambientais. Fatores internos de risco incluem fatores de risco anatômicos, hormonais e neuromusculares. [11][23][24]

Fatores de risco externos [11][23]

Competição em jogos versus prática
Muito pouco se sabe sobre o efeito do tipo de competição no risco de um atleta sofrer lesão do LCA. Myklebust et al [25] relataram que os atletas correm maior risco de sofrer uma lesão do LCA durante um jogo do que durante a prática. Essa descoberta introduz a hipótese de que o nível de competição, a maneira pela qual um atleta compete ou alguma combinação dos dois aumenta o risco de um atleta sofrer uma lesão do LCA.

Calçado e superfície de jogo
Embora o aumento do coeficiente de atrito entre o calçado esportivo e a superfície de jogo possa melhorar a tração e o desempenho esportivo, ele também tem o potencial de aumentar o risco de lesão do LCA. Lambson et al descobriram que o risco de sofrer uma lesão do LCA é maior em atletas de futebol que possuem botas com maior número de chuteiras e uma maior resistência à torção associada na interface pé-gramado. Olsen et al [25] relataram que o risco de sofrer uma lesão do LCA é maior em atletas de handebol feminino que competem em pisos artificiais que apresentam maior resistência à torção na interface do pé do que naqueles que competem em pisos de madeira. Essa relação não existia para atletas do sexo masculino.

Equipamento de proteção
Há alguma controvérsia sobre o uso de órtese funcional para proteger o joelho deficiente do LCA. Kocher et al estudaram esquiadores profissionais com joelhos com deficiência de LCA e encontraram um risco maior de lesão no joelho naqueles que não usavam uma órtese funcional do que naqueles que usavam órtese. McDevitt et al realizaram um estudo controlado randomizado do uso de chaves funcionais em cadetes que frequentam as academias militares dos EUA que foram submetidos à reconstrução do LCA. No seguimento de um ano, o uso de órtese funcional não afetou a taxa de re-lesão do enxerto do LCA. Havia apenas três feridos entre aqueles no grupo sem enxerto e dois ferimentos no grupo apoiado no entanto.

Condições meteorológicas
Para esportes que são jogados em relva natural ou artificial, a interface mecânica entre o pé e a superfície de jogo é altamente dependente das condições meteorológicas. No entanto, muito pouco se sabe sobre o efeito dessas variáveis ​​no risco de um atleta sofrer uma lesão do LCA. Orchard et al relataram que as lesões sem contato do LCA sofridas durante o futebol australiano foram mais comuns durante períodos de baixa pluviosidade e alta evaporação. Este trabalho introduz a hipótese de que as condições meteorológicas têm um efeito direto sobre a interface mecânica (ou tração) entre o sapato e a superfície de jogo, e isso, por sua vez, tem um efeito direto sobre a probabilidade de um atleta sofrer uma lesão do LCA.

Fatores de risco internos [11][23]

Fatores de risco anatômicos
A postura anormal e o alinhamento dos membros inferiores (por exemplo, quadril, joelho e tornozelo) podem predispor um indivíduo à lesão do LCA, contribuindo para o aumento dos valores de tensão do LCA; o alinhamento de toda a extremidade inferior deve, portanto, ser considerado ao avaliar os fatores de risco para a lesão do LCA. Infelizmente, poucos estudos estudaram o alinhamento de toda a extremidade inferior e determinaram como ela está relacionada ao risco de lesão do LCA. A maior parte do que é conhecido vem de investigações de medidas anatômicas específicas.

Biomecânica do Lesão

Como 60-80% das lesões do LCA ocorrem em situações sem contato, parece provável que sejam necessários esforços adequados de prevenção . Manobras de corte ou de desvio lateral estão associadas a aumentos dramáticos nos momentos varo-valgo e rotação interna. O LCA é colocado em maior risco com os momentos de rotação interna e varo. A lesão típica do LCA ocorre com o joelho girado externamente e em 10 a 30 ° de flexão quando o joelho é colocado em posição de valgo à medida que o atleta decola do pé plantado e gira internamente com o objetivo de mudar repentinamente de direção (como mostrado a figura abaixo). [25][26] A força de reação do solo cai medialmente à articulação do joelho durante uma manobra de corte e essa força adicional pode sobrecarregar um LCA já tensionado e levar à falha. Da mesma forma, nas lesões de aterrissagem, o joelho está próximo da extensão total. Atividades de alta velocidade, como manobras de corte ou pouso, exigem ação muscular excêntrica do quadríceps para resistir a uma flexão adicional. Pode-se supor que a ação vigorosa e excêntrica do músculo quadríceps possa desempenhar um papel na ruptura do LCA. Embora isso normalmente seja insuficiente para romper o LCA, pode ser que a adição da posição e / ou rotação do joelho em valgo possa desencadear uma ruptura do LCA. [27]

Mecanismo de ACL sem contato

[28]

O atleta pode estar desequilibrado, ser segurado por um adversário, evitar colisão com um adversário ou ter adotado uma posição anormalmente ampla no pé. Essas perturbações contribuem para essa lesão, fazendo com que o atleta plante o pé de modo a promover um alinhamento desfavorável da extremidade inferior, que pode ser agravado pela proteção muscular inadequada e pelo controle neuromuscular deficiente . [29]Fadiga e perda de concentração também podem ser um fator. O que se tornou reconhecido é que movimentos corporais desfavoráveis ​​em aterrissagem e giro podem ocorrer, levando ao que ficou conhecido como o joelho ‘Valgo Funcional’ ou ‘valgo dinâmico’, um padrão de colapso do joelho onde o joelho cai medialmente ao quadril e pé . Isso tem sido chamado pela Irlanda (1996) como a “Posição de Não Retorno”, ou talvez devesse ser chamada de “posição propensa a lesões”, já que não há provas de que alguém não possa se recuperar dessa posição. [30] Os programas de intervenção destinados a reduzir o risco de lesão do LCA baseiam-se no treinamento de padrões neuromusculares mais seguros em manobras simples, como atividades de pouso com corte e salto . [31]

Uma hipótese de como ocorre a lesão do LCA sem contato é; quando a carga em valgo é aplicada, o ligamento colateral medial torna-se esticado e ocorre compressão lateral. Essa carga compressiva, assim como o vetor de força anterior causado pela contração do quadríceps, causa um deslocamento do fêmur em relação à tíbia, onde o côndilo femoral lateral se desloca posteriormente e a tíbia se traduz anteriormente e gira internamente, resultando na ruptura do LCA. Depois que o ACL é rasgado, a restrição primária à translação anterior da tíbia desaparece. Isso faz com que o côndilo femoral medial também seja deslocado posteriormente, resultando em rotação externa da tíbia. O carregamento de valgo é um fator chave no mecanismo de lesão do LCA e, ao mesmo tempo, o joelho gira internamente. Um mecanismo de gaveta do quadríceps também pode contribuir para a lesão do LCA, bem como para a rotação externa. [32]

Desequilíbrios neuromusculares potenciais podem estar relacionados aos componentes do mecanismo de lesão. As mulheres têm mais padrões neuromusculares dominantes do quadríceps do que os homens. O recrutamento de isquiotibiais mostrou ser significativamente maior em homens do que em mulheres. A relação do pico do torque dos isquiotibiais ao quadríceps tende a ser maior nos homens do que nas mulheres. Devido ao provável mecanismo de lesão, recomenda-se que os atletas evitem o valgo do joelho e aterrissem com mais flexão do joelho. [23]

A carga do valgo da extremidade inferior (abdução do joelho) e a translação anterior da tíbia provavelmente estão envolvidas no mecanismo. Pesquisas futuras devem combinar várias abordagens de pesquisa para validar os resultados, tais como análise de vídeo, estudos clínicos, análise de movimento em laboratório, simulação de cadáveres e simulação matemática. [32][24]

Posição sem retorno

Classes de ferimento

Uma lesão do LCA é classificada como uma entorse de grau I, II ou III. [33]

  • Grau I :
    • As fibras do ligamento são alongadas, mas não há lágrima.
    • Há um pouco de ternura e inchaço.
    • O joelho não se sente instável ou ceder durante a atividade.
    • Nenhuma frouxidão aumentada e há uma sensação final firme.
  • Entorse de grau II :
    • As fibras do ligamento são parcialmente rasgadas ou incompletas com hemorragia.
    • Há um pouco de sensibilidade e inchaço moderado com alguma perda de função.
    • A articulação pode se sentir instável ou ceder durante a atividade.
    • Aumento da tradução anterior, mas ainda há um ponto final firme.
    • Doloroso e dor aumentam com os testes de estresse de Lachman e gaveta anterior.
  • Entorse Grau III :
    • As fibras do ligamento estão completamente rasgadas (rompidas); o próprio ligamento é dividido em duas partes.
    • Há sensibilidade, mas dor limitada, especialmente quando comparada com a gravidade da lesão.
    • Pode haver um pouco de inchaço ou muito inchaço.
    • O ligamento não pode controlar os movimentos do joelho. O joelho parece instável ou cede em determinados momentos.
    • Há também instabilidade rotacional, conforme indicado por um teste de desvio de pivô positivo.
    • Nenhum ponto final é evidente.
    • A hemartrose ocorre dentro de 1-2 horas.

Uma avulsão do LCA ocorre quando o LCA é arrancado do fêmur ou da tíbia. Este tipo de lesão é mais comum em crianças que em adultos. O termo joelho deficiente no cruzado anterior refere-se a uma entorse de grau 3 em que há uma ruptura completa do LCA. É geralmente aceito que uma ACL rasgada não se curará. [34]

Características / apresentação clínica [1]

  • Ocorre após uma manobra de corte ou uma perna em pé, aterrissando ou pulando
  • Pode haver um pop ou crack audível no momento da lesão
  • Uma sensação de instabilidade inicial que pode ser mascarada mais tarde por extenso inchaço
  • Episódios de ceder, especialmente em movimentos de giro ou torção. Paciente tem joelho travado e instabilidade previsível
  • Um LCA rompido é extremamente doloroso, particularmente imediatamente após a lesão
  • Inchaço do joelho, geralmente imediato e extenso, mas pode ser mínimo ou atrasado
  • Movimento restrito, especialmente uma incapacidade de estender completamente o joelho
  • Possibilidade de ternura moderada generalizada
  • Sensibilidade no lado medial da articulação, o que pode indicar lesão na cartilagem

Lesões Associadas

Lesões no LCA raramente ocorrem isoladamente. A presença e a extensão de outras lesões podem afetar o modo como a lesão do LCA é controlada [27] .

Lesões Meniscais

Mais de 50% de todas as rupturas do ACL estão associadas a lesões meniscais. Se vista em combinação com uma ruptura do menisco medial e uma lesão do ligamento colateral medial, ela é denominada Triad de O’Donohue, que possui 3 componentes: [1]

Lesões do ligamento colateral medial

A lesão associada ao MCL (Grau I-III) apresenta um problema particular devido à tendência de desenvolver rigidez após essa lesão. A maioria dos cirurgiões ortopédicos tratará primeiro uma lesão do ligamento colateral medial em um joelho de movimento limitado por um período de seis semanas, durante as quais o atleta realizaria um programa abrangente de reabilitação. Só então a reconstrução do LCA seria realizada ou tratada [27] .

Contusões ósseas e microfraturas

A lesão óssea trabecular subcortical ( contusão óssea ) pode ocorrer devido às pressões exercidas sobre o joelho na lesão traumática e está especialmente associada à ruptura do LCA. Lesões associadas dos meniscos e do ligamento colateral medial tendem a aumentar a progressão da contusão óssea. [35] Acredita-se que as anormalidades do sinal focal na medula óssea subcondral observada na RM (indetectável em radiografias) representem fraturas microtrabeculares, hemorragia e edema sem ruptura dos córtices adjacentes ou da cartilagem articular. [36] Contusões ósseas podem ocorrer isoladamente a lesões ligamentares ou meniscais. [37]

Lesões ósseas ocultas têm sido relatadas em 84-98% dos pacientes com ruptura do LCA. [35][38][39] A maioria deles tem lesões do compartimento lateral, [40] envolvendo o côndilo femoral lateral, o planalto tibial lateral ou ambos. É improvável que as contusões ósseas causem dor ou redução da função. [41] Embora a maioria das lesões ósseas resolva, alterações permanentes podem permanecer. Há confusão na literatura quanto a quanto tempo essas lesões ósseas permanecem, mas tem sido relatado que elas podem persistir na RM por anos. [42] A reabilitação e o prognóstico a longo prazo podem ser afetados naqueles pacientes com lesões ósseas extensas e associadas à cartilagem articular. No caso de hematomas ósseos graves, recomenda-se retardar o retorno ao peso total para evitar o colapso do osso subcondral e agravar ainda mais a lesão da cartilagem articular. [42]

Lesão Chondral

Hollis et al sugeriram que todos os pacientes após a ruptura traumática do LCA sofreram uma lesão condral no momento do impacto inicial com posterior degradação condral longitudinal em compartimentos não afetados pela contusão óssea inicial, um processo que é acelerado em 5 a 7 anos de seguimento. [43]

Fraturas do platô tibial

Um platô tibial A fratura é uma fratura óssea ou quebra na continuidade do osso que ocorre na tíbia proximal, afetando a articulação, a estabilidade e o movimento do joelho. O planalto tibial é uma área de suporte de peso crítica localizada na parte superior da tíbia e é composto por dois côndilos ligeiramente côncavos (côndilos medial e lateral) separados por uma eminência intercondilar e as áreas inclinadas na frente e atrás dele. Pode ser dividido em três regiões: o planalto tibial medial (a parte do planalto tibial mais próxima do centro do corpo e contém o côndilo medial), o planalto lateral (a parte do planalto tibial mais distante do centro da o corpo e contém o côndilo lateral) e o platô tibial central (localizado entre os platôs medial e lateral e contém eminência intercondilar).

Essas fraturas também são causadas por forças em varo ou valgo combinadas com carga axial no joelho e ocorrem principalmente com lesões do LCA, raramente sozinhas. A fratura do planalto tibial lateral é também chamada de fratura Segond, que ocorre mais comumente com uma lesão do LCA.

Lesão do Canto Posterolateral

A estabilidade do canto posterolateral do joelho é fornecida por estruturas capsulares e não capsulares que funcionam como estabilizadores estáticos e dinâmicos [44], incluindo o ligamento colateral lateral (LCL), o músculo poplíteo e o tendão, incluindo sua inserção fibular (ligamento popliteofibular). ) e a cápsula lateral e posterolateral. As lesões nessa região que resultam em instabilidade rotatória póstero-lateral estão geralmente associadas a lesões ligamentares concomitantes em outras partes do joelho. [45][46][47][48] Lesões de canto póstero-laterais de alto grau geralmente estão associadas à ruptura de um ou ambos os ligamentos cruzados. É importante ressaltar que a falha em lidar com a instabilidade das estruturas do canto póstero-lateral aumenta as forças nos locais de enxerto do LCA e LCP e pode, em última análise, predispor ao insucesso da reconstrução dos cruzamentos. [49][50][51] (Veja também: Instabilidade rotatória do joelho )

Cisto poplíteo

Os cistos poplíteos, originalmente chamados de cisto de Baker, se formam quando uma bursa incha com o líquido sinovial, com ou sem uma etiologia incitante. A apresentação varia do movimento assintomático ao doloroso e limitado do joelho. O manejo varia com base nos sintomas e na etiologia.
Os cistos poplíteos têm sido descritos como uma interconexão entre a articulação do joelho e a bursa resultante da mecânica dos fluidos local. Wolfe e Colloff afirmaram que “há dois requisitos para a formação de um cisto: a comunicação anatômica e uma efusão crônica que abre essa comunicação potencial”. A fisiopatologia da formação de cistos tem sido atribuída ao trauma, artrite e infecção. Sansone et al. encontraram que 44 dos 47 cistos poplíteos estudados estavam associados a lesões intra-articulares. As lesões incluem lesões mediais do menisco e do ligamento cruzado anterior, sinovite, lesões condrais e substituição total do joelho. Trauma intra-articular, artrite e infecção resultam em efusões no joelho que levam à formação de cisto poplíteo. [52]

foram encontrados na coxa póstero-lateral e póstero-medial, entre o músculo gastrocnêmio e a fáscia profunda, e entre os músculos sóleo e gastrocnêmio. A maioria ocorre dentro da fossa poplítea póstero-medial entre o gastrocnêmio e a fáscia profunda, como no presente estudo. O líquido sinovial é produzido pela cápsula sinovial através de uma rica malha de micro-vasos fenestrados. A força motriz para a produção contínua de líquido sinovial é o gradiente fisiológico osmótico entre a microvasculatura da sinóvia e o espaço intra-articular. A pressão osmótica do espaço intra-articular extrai fluido da microvasculatura de acordo com as forças de Starling. No joelho normal, o volume e a pressão intra-articular são minimizados pela sucção osmótica exercida pela matriz sinovial. O líquido sinovial é então atraído de volta para as veias e linfáticos da sinóvia, de onde é bombeado pelo movimento articular do joelho. O joelho patológico, associado a trauma, artrite ou infecção, envolve aumento do volume e da pressão do líquido sinovial. Um derrame ocorre quando a depuração do líquido sinovial fica atrás do vazamento microvascular. [53]

Geralmente, em um paciente adulto, um distúrbio intra-articular subjacente está presente. Em crianças, o cisto pode ser isolado e a articulação do joelho normal. [54] O cisto de Baker é menos prevalente em uma população ortopédica pediátrica do que em uma população adulta. Em crianças, parece que o cisto de Baker raramente está associado a líquido articular, ruptura meniscal ou ruptura do ligamento cruzado anterior. [55]Sansone et al. afirmaram que os cistos poplíteos estão associados a um ou mais distúrbios detectados pela RM. As lesões mais comuns foram o menisco (83%), freqüentemente envolvendo o corno posterior do menisco medial, o condral (43%) e o ligamento cruzado anterior (32%). [56]

Procedimentos de diagnóstico

Um diagnóstico exato pode ser feito pelos seguintes procedimentos:

Avaliação física que inclui os seguintes testes:

Radiografias

As radiografias do joelho devem ser realizadas quando há suspeita de ruptura do LCA, incluindo visão anterior (AP a posterior), visão lateral e projeção patelofemoral. A vista de apoio AP em pé fornece uma maneira de avaliar o espaço da articulação entre o fêmur e a tíbia. [57] Ele também permite a medição do índice de largura do entalhe, que fornece importantes valores preditivos para rupturas do LCA. [58] O tendão patelar e a altura são medidos na radiografia lateral. Uma visão de túnel também pode ser útil. A visão da radiografia do comerciante não apenas mostra o espaço articular entre o fêmur e a patela, mas também ajuda a determinar se o paciente apresenta um mau alinhamento patelofemoral. [59] A presença dos seguintes fatores deve ser notada a partir da radiografia:

  • Índice de largura do entalhe
  • Fratura osteocondral
  • Fratura Segond
  • Contusão óssea

O índice de largura do entalhe é a relação entre a largura do entalhe intercondilar e a largura do fêmur distal no nível do sulco poplíteo medida em uma radiografia do joelho em vista de túnel. A relação normal de entalhe intercondilar é de 0,231 ± 0,044. O índice de largura da fossa intercondilar para homens é maior que o das mulheres. Verificou-se que os atletas com lesão do LCA sem contato tinham um índice de largura do entalhe que era pelo menos 1 desvio padrão abaixo da média, o que significa que uma pessoa com uma lesão do LCA tem maior probabilidade de ter um pequeno índice de largura do que o normal. Ele é medido com a ajuda de uma régua colocada paralela à linha da junta. A porção mais estreita do entalhe no nível da régua é medida. [60] Em lesões mais crônicas do LCA, pode haver estimulação ou hipertrofia da eminência intercondilar ou formação de osteófito na faceta patelar.

Índice de largura do entalhe

Medição do índice de largura do entalhe

Esta é também uma das razões pelas quais as mulheres são mais propensas a lesões do LCA em comparação aos homens. Também foi visto que o valor do ângulo interno do côndilo lateral do fêmur foi significativamente maior em mulheres atletas com lesão do LCA em comparação com aquelas sem. O valor da largura do entalhe intercondilar foi estatisticamente menor em atletas com lesão do LCA, comparados àqueles sem. Observou-se também que o ângulo interno do côndilo femoral lateral é um melhor fator preditivo para rupturas do LCA em jovens jogadoras de handebol do sexo feminino em comparação com a largura da fossa intercondilar. [61]

Em lesões mais crônicas do LCA, pode haver eminência intercondral estimulando ou hipertrofia, formação de osteófito da faceta patelar ou estreitamento do espaço articular com osteófitos marginais. É particularmente importante em pacientes esqueleticamente imaturos fazer uma avaliação radiográfica simples. Isso ocorre porque freqüentemente há uma avulsão ligamentar nessa faixa etária.

Uma contusão óssea geralmente está presente em conjunto com uma lesão do LCA em mais de 80% dos casos. [62] O local mais comum é o côndilo femoral lateral. A contusão óssea é provavelmente causada por impactação entre a face posterior do planalto tibial lateral e o côndilo femoral lateral durante o deslocamento da articulação no momento da lesão. A presença de contusão óssea indica trauma de impacto na cartilagem articular. [63] Pacientes com contusões ósseas são mais propensos a desenvolver osteoartrite mais tarde. [64] Contusão óssea pode ser vista com mais destaque em ressonâncias magnéticas.

Ressonância magnética

A ressonância magnética tem a vantagem de fornecer uma imagem claramente definida de todas as estruturas anatômicas do joelho. Um LCA normal é visto como uma banda bem definida de baixa intensidade de sinal na imagem sagital através do entalhe intercondilar. Com uma lesão aguda no LCA, a continuidade das fibras do ligamento parece interrompida e a substância do ligamento é mal definida, com intensidade de sinal misto representando edema e hemorragia local. [65]

A ressonância magnética pode diagnosticar lesões do LCA com uma precisão de 95% ou melhor. [66] A ressonância magnética também revelará qualquer ruptura meniscal associada, lesões condrais ou hematomas ósseos.

Teste de lassidão instrumentada / avaliação artrométrica do joelho

Um complemento para os testes clínicos especiais na avaliação da tradução anterior é o uso do teste de lassidão instrumentada. O artrômetro mais comumente citado é o KT1000 (Medmetric, San Diego, Califórnia). O artrômetro fornece uma medida objetiva da translação anterior da tíbia que complementa o teste de Lachman na lesão do LCA. Pode ser particularmente útil no exame de pacientes com lesões agudas nos quais a dor e a guarda podem impedir a avaliação. Em tais pacientes, o Lachman e outros testes podem ser difíceis de realizar com precisão. Os resultados artrométricos podem ser usados ​​como uma ferramenta diagnóstica para avaliar a integridade do LCA ou como parte do exame de acompanhamento após a reconstrução do LCA. [67] Os resultados do KT1000 e seu irmão. o KT2000 foi considerado confiável e preciso. [68]

Diagnóstico diferencial

[69]

As mesmas características para uma lesão do LCA podem ser encontradas com;

  • luxações do joelho
  • lesões meniscais
  • lesão ligamentos colaterais
  • lesões no canto póstero-lateral do joelho.

Outros problemas que devem ser considerados são:

  • luxação patelar ou fratura
  • fratura femoral, tibial ou fibular.

O diagnóstico diferencial de uma hemartrose aguda do joelho devido ao LCA, além de uma importante lesão ligamentar, incluiria ruptura do menisco ou luxação patelar ou fratura osteocondral.

A diferenciação pode ser feita principalmente com base em um exame completo, com especial atenção para o mecanismo no momento da lesão. Uma ressonância magnética adicional pode visualizar a lesão.

Exame

O exame da lesão do LCA pode ser feito de duas maneiras:

  • Exame Físico / Clínico
  • Exame sob anestesia e artroscopia

Exame Físico / Clínico:

Um exame físico organizado e sistemático é imperativo ao examinar qualquer articulação. Imediatamente após a lesão aguda, o exame físico pode ser muito limitado devido à apreensão e à guarda do paciente. Durante a inspeção, o examinador deve procurar o seguinte: [70]

  • Alinhamento geral do joelho.
  • A distorção grave do alinhamento normal pode representar uma fratura do fêmur distal ou da tíbia proximal ou indicar uma luxação do joelho.
  • Qualquer derrame grave, que geralmente ocorre dentro de algumas horas após uma lesão do LCA. Ausência de um derrame não significa que uma lesão do LCA não tenha ocorrido; de fato, com lesões mais graves, que incluem a cápsula circundante e tecidos moles, a hemartrose pode escapar do joelho, e o grau de inchaço pode paradoxalmente ser diminuído. Além disso, a presença de inchaço e derrame não garante que uma lesão do LCA tenha ocorrido. Segundo Noyes et al , na ausência de trauma ósseo, acredita-se que um derrame imediato tenha uma correlação de 72% com uma lesão do LCA em algum grau.
  • A anormalidade óssea pode sugerir uma fratura associada do planalto tibial.
  • A palpação segue a inspeção e deve começar com a extremidade não envolvida. A palpação confirma a presença e grau de efusão e lesão óssea. Derrames sutis perdidos durante a inspeção devem ser detectados pelo exame manual cuidadoso. A palpação das linhas articulares e dos ligamentos colaterais pode excluir uma possível ruptura do menisco associado ou ligamentos torácicos.
  • A sensibilidade periarticular também deve ser examinada.
  • A avaliação da amplitude de movimento (ADM) do paciente deve ser realizada para procurar a falta de extensão completa, secundária a uma possível ruptura do menisco com alça de balde ou fragmento solto associado.
  • O teste de frouxidão deve ser feito com o teste especial ou com a ajuda do artrômetro.

Classificando e examinando a subluxação anterior da tíbia após a lesão do LCA:

Gravidade Quantidade de rotação tibial anormal Teste positivo ‘Comente
Leve (Grau 1) 1+ (<5 mm) Lachman e FRD Pode estar presente com frouxidão articular generalizada (fisiológica)
Moderado (Grau II) 2+ (5-10 mm) Lachman, FRD, Losee, ALRI, pivot ‘slide “, mas não” idiota ” nenhum salto óbvio com idiota e PS
Grave (Grau III) 3+ (11-15 mm) Lachman, FRD, Losee, ALRI, idiota e PS Salto óbvio com jerk e PS e redução de subluxação bruta com teste
Gross (Grau IV) 4+ (> 15 mm) Lachman, FRD, Losee, ALRI, idiota e PS Impedimento do platô tibial lateral na posição de subluxação, que requer que o examinador recue durante o teste de pivotagem para reduzir o efeito

(Gaveta de rotação de flexão FRD, ALRI – instabilidade rotatória ântero-lateral , desvio pivotado PS )

[71]

Exame sob anestesia e artroscopia:

A artroscopia combinada com o exame sob anestesia é uma maneira precisa de diagnosticar um LCA rompido. Pode ser indicado no caso em que o diagnóstico é suspeitado da história do paciente, mas não é evidente no exame clínico. O principal valor de usar a artroscopia com base no exame é diagnosticar condições patológicas associadas, como rupturas meniscais ou fraturas condrais. [72][73]

Veja esta página para informações adicionais sobre a avaliação do joelho: Exame do Joelho

Gerenciamento médico

Por favor, veja Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (ACL)

Please see Anterior Cruciate Ligament (ACL) Rehabilitation

Gestão de Fisioterapia

Prevenção

[74]

Rates of non-contact ACL injury are higher among females than males. Several factors have been identified to explain this sex disparity. Gender differences have been found in motion patterns, positions, and muscular forces generated with various lower extremity coordinated activities. Anatomic and hormonal factors, such as a decrease in ACL circumference, a small and narrow intercondylar notch width, a decrease joint laxity and a pre-ovulatory phase of menstrual cycle in females, have been discussed as increased risk factors for non-contact ACL injuries. Level of evidence: [75][24]

However, modifying these particular risk factors is difficult if not impossible. In contrast, evidence indicates that neuromuscular risk factors are modifiable. Neuromuscular risk factors such as knee valgus position, muscular control (quadriceps and hamstrings muscular activation) and hip and trunk controls have been increasingly implicated in this injury aetiology. . [75][76]

Given the importance of neuromuscular factors and the aetiology of ACL injuries, numerous programs have aimed to improve neuromuscular control during standing, cutting, jumping, and landing. [77] The components of neuromuscular training are:

  • Balance training: balance exercises
  • Jump training – plyometrics: landing with increased flexion at the knee and hip
  • Strengthening that emphasises proximal hip control mediated through gluteus and proximal hamstring activation in a close kinetic chain
  • Alongamento
  • Skill training: Controlling body motions, especially in deceleration and pivoting manoeuvres
  • Movement education and some form of feedback to the athlete during training of these activities
  • Agility training: agility exercises

Examples of more recent neuromuscular training programs include: Sportsmetrics and Prevent Injury and Enhance Performance program . Both programs have a positive influence on injury reduction and improve athletic performance tests. [75][78][79][80] The PEP plan includes: Warm Up, stretching, strengthening, plyometric and agility exercises. [78]

Some studies suggest that plyometric and strengthening components were more important than balance training, but other studies suggest that both plyometric and balance training are effective at increasing measures of neuromuscular power and control. A combination of plyometric and balance training may further maximise the effectiveness. [78][81]

It is not only about what exercises are used, but also about how the exercises are done. The mode, length, frequency, and duration of neuromuscular interventions may vary and is very dependent on the individual, [75] but for maximal effect of neuromuscular training interventions, training should be completed at least two times in a week for minimum 30 min and, also, the higher the compliance, the better the effect.

Some studies revealed an age-related association between neuromuscular training implementation and reduction of ACL incidence. To optimise the reduction of ACL injury risk, neuromuscular training must be initiated before the onset of neuromuscular deficits and peak knee injury incidence. Neuro muscular training may be most beneficial if initiated during early adolescence, before the period of altered mechanics that can increase injury risk. [76][80][82] Prevention programmes can reduce ACL injury risk by around 50%. [83][84][85][76][80][86][87][88][89]

Linha de Resultado Clínico

In order to provide the injured athlete with the best care, physiotherapists should have in-depth knowledge of the anatomy and functioning of the ACL. The keystone to proper care of an ACL injury is obtaining the correct diagnosis within the first hour of injury before the development of significant hemarthrosis. This should also include the detection of and diagnosis of associated injuries. [90] Injury treatment and the return to activities for an individual is entirely dependent upon the ACL injury grade and any associated injuries.

Recursos

Referências

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Fontes consultadas

Tendão de Aquiles: Anatomia, Função e Lesões

Tendão de Aquiles: Anatomia, Função e Lesões

Anatomia

O tendão de Aquiles (calcâneo) é um tendão comum entre os músculos gastrocnêmio e sóleo da perna posterior. Ele conecta os dois grupos musculares (coletivamente tríceps sural) ao osso do calcâneo. Geralmente, o tendão se enrola a 90 graus em seu caminho em direção ao calcanhar, de modo que o gastrocnêmio se fixa lateralmente e o sóleo se liga medialmente. [1]

Uma bolsa subcutânea do calcâneo permite o movimento da pele sobre o tendão flexionado. Uma bursa profunda do tendão de Aquiles reduz o atrito para permitir a livre movimentação do tendão sobre o osso. [1]

Anexos

O tendão fornece um local de ligação distal para o gastrocnêmio (cabeças lateral e medial), bem como os músculos sóleo. Insere-se na superfície posterior do calcâneo (osso do calcanhar). O tendão plantar também se funde com o lado medial do tendão de Aquiles proximal ao seu local de inserção. [2]

Função

Através da ação do tríceps sural, que eleva o calcanhar e abaixa o antepé, o tendão de Aquiles está envolvido na flexão plantar do pé (aproximadamente 93% da força de flexão plantar). [1] A anatomia do tendão proporciona elasticidade (recuo) e absorção de choque no pé. [1] É o maior e mais forte tendão do corpo humano e é capaz de suportar forças tensionais produzidas pelo movimento do membro inferior. [3]

Patologia / Lesão

O tendão de Aquiles é suscetível a danos com uso repetitivo ou sobrecarga. Esses tipos de lesões geralmente ocorrem em atletas e geralmente são relacionados a esportes ou exercícios. [3]

Os tipos mais comuns de lesões são devido ao uso excessivo e aos distúrbios do tendão de Aquiles, dos quais 55% -65% são diagnosticados como Tendinopatia de Aquiles . Problemas de inserção ( Bursite Retrocalcaneal e Tendinopatia Insercional ) são responsáveis ​​por 25% a 35% dos casos, com o restante diagnosticado como roturas parciais ou rupturas completas não diagnosticadas. [3]

A ruptura completa do tendão de Aquiles foi estimada para ocorrer a uma taxa de 5,5 a 9,9 por 100.000 na América do Norte e entre 6 a 18 por 100.000 na Europa. [4] Cerca de 60-75% das rupturas ocorrem em atividades esportivas, incluindo basquete e futebol. [3]

Exame clínico

Palpação

O pé é plantarflexed contra resistência ou gravidade (peso corporal), enquanto observa a perna posterior.

Exame

Tendinopatia de Aquiles

  • Palpação e exame físico

[5]

  • O VISA-A é um questionário autoadministrado que avalia os sintomas e seu efeito na atividade física em pacientes com tendinopatia de Aquiles crônica.

Ruptura de Aquiles

  • O teste de Matles é um teste de diagnóstico visual para suspeita de ruptura do tendão de Aquiles.

[6]

  • O teste de Thompson é usado para identificar a presença de uma ruptura completa do tendão de Aquiles e é realizado apertando o bezerro.

[7]

Técnicas Fisioterapêuticas

Tendinopatia de Aquiles

Um resumo das intervenções terapêuticas para a Tendinopatia de Aquiles pode ser encontrado no Kit de Ferramentas da Tendinopatia de Aquiles .

Ruptura de Aquiles

O tratamento ideal da ruptura aguda de Aquiles é um tópico altamente contestado [8] , mas pode ser dividido em:

  • Operador Aberto
  • Operador Percutâneo
  • Tipos não-operatórios. [3]

Se um médico advoga por uma abordagem não cirúrgica, o pé é tipicamente colocado em um molde ou tala, de tal forma que é mantido em flexão plantar. Este tratamento pode ser combinado com a fisioterapia precoce. [9]

Mais recentemente, as diretrizes baseadas em evidências para a gestão de ruptura do tendão de Aquiles foram divulgadas pela Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS). Nenhuma das recomendações tem uma classificação de “forte”, mas as recomendações de consenso baseadas na opinião de especialistas defendem a necessidade de um histórico detalhado do paciente e exame físico no diagnóstico. [4][8] O grupo também recomenda uma abordagem mais cautelosa no tratamento cirúrgico para certos pacientes, incluindo aqueles com diabetes e / ou neuropatia, com 65 anos ou mais, que sejam obesos ou que tenham estilos de vida sedentários, imunocomprometidos e que use tabaco. [4] As únicas recomendações classificadas como “moderadas” em força (evidências de qualidade justa) foram especificamente para intervenções pós-operatórias . Estas foram as sugestões para:

  1. Rolamento de peso protetor e
  2. Uso de um dispositivo de proteção que permita a mobilização de 2 a 4 semanas após a operação. [8][4]

Uma revisão sobre o tema defende a educação dos pacientes sobre os riscos e benefícios potenciais de cada tipo de tratamento, incluindo tipos operatórios e não-cirúrgicos. [8]

Cura

Uma metanálise de ensaios randomizados de reparo de ruptura do tendão de Aquiles sugeriu que uma abordagem não operatória, na qual a flexão plantar é usada para produzir aposição de tendão, pode permitir uma cicatrização adequada. A mobilização funcional e a mobilização pós-operatória modificada, incluindo exercícios diários de flexão plantar ativa, podem estimular a cicatrização do tendão e reduzir a taxa potencial de re-ruptura. [9]

Recursos

Uma revisão da literatura para avaliar a eficácia do exercício excêntrico conservador para tendinopatia de Aquiles.

(2009)

Referências

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Fontes consultadas

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Cisto de Baker: Definição, Sintomas e Diagnóstico

Definição / Descrição

Um cisto poplíteo, mais conhecido como cisto de Baker, é um inchaço cheio de líquido localizado na região da fossa poplítea. [1] Gânglios que são tumores císticos benignos, originários do tecido sinovial. Pode ocorrer principalmente no punho, mão, pé e joelho, que é conhecido como cisto poplíteo. [2][3]

O cisto pode exercer pressão sobre algumas estruturas anatômicas, na maioria dos casos, a estrutura anatômica afetada é a veia poplítea. Que podem evoluir para tromboflebite. [4]

Anatomia clinicamente relevante

O cisto de Baker é uma bursa aumentada que normalmente se localiza entre a cabeça medial do gastrocnêmio e uma reflexão capsular do semimembranoso, denominada ligamento poplíteo oblíquo.
Os dois requisitos para uma formação de cisto são a comunicação anatômica e um derrame crônico. Derrames articulares do joelho podem suprir a bursa gastrocnêmio-semimembranosa com o líquido sinovial e, se a saída do fluido for impedida por um mecanismo unidirecional, a bursa gastrocnêmio-semimembranosa aumenta, dando origem a uma cavidade pseudocística, conhecida como cisto de Baker. [2]

Epidemiologia / Etiologia

O cisto de Baker, ou cisto poplíteo, ocorre se houver um problema intraarticular subjacente com o joelho ou reações inflamatórias, geralmente como resultado da perda de corpos formados em condições como osteoartrite, artrite reumatóide, ruptura do LCA, ruptura meniscal ou partículas após artroplastia do joelho, principalmente a partir do forro de polietileno. [2][5]

  • Cisto Primário: Uma expansão que surge independentemente da articulação e não há desarranjo do joelho.
  • Cisto Secundário: Distensão da bursa localizada entre os tendões gastrocnêmio e semimembranoso: o líquido encontra seu caminho através do canal onde a bolsa normal se comunica com a articulação. Esta é a ocorrência mais comum [4][1]

O cisto pode variar em tamanho, desde um muito pequeno (assintomático) até um grande, mas uma mudança no tamanho é muito comum. Especialmente em cistos menores, um septo pode existir separando os componentes semimembranoso e gastrocnêmio. Isso pode funcionar como uma válvula de flap que permite que o fluido entre em um cisto poplíteo e não o retire.

Existem diferenças entre um cisto poplíteo em crianças e adultos. Em crianças, existem massas císticas preenchidas com material gelatinoso que se desenvolvem na fossa poplítea, geralmente são assintomáticas e não estão relacionadas à patologia intra-articular. A resolução espontânea geralmente ocorre, embora o processo possa levar vários anos. Nos adultos, o cisto de Baker é freqüentemente encontrado em combinação com outras patologias intra-articulares e condições inflamatórias. [6][1]

Apresentação clínica

Os sintomas podem incluir

  • dor posterior vaga [2][4][6]
  • inchaço e massa no espaço poplíteo [2]
  • amplitude limitada de movimento [2]
  • rigidez na parte de trás do joelho, por vezes, aumentada pela atividade [4][6]
  • aperto atrás do joelho. [2]

A maioria dos cistos é encontrada no lado medial do espaço poplíteo na bursa gastrocnêmio-semimembranosa, mas eles podem ser encontrados na bursa poplítea para que a massa seja encontrada no lado lateral do espaço poplíteo. Além disso, há alguns casos raros em que o cisto poplíteo se estende superiormente ou anteriormente [5].

Os cistos podem variar em tamanho, desde pequenos, desde clinicamente, assintomáticos e não palpáveis, até grandes massas, causando inchaço visível do joelho do paciente. O tamanho do cisto ou dor pode causar limitações na amplitude de movimento. Se o cisto for grande, pode resultar em problemas mecânicos na flexão do joelho e na limitação da mobilidade. [2] Em casos raros, haverá sinais e sintomas de uma lesão meniscal que pode ser testada pelo teste de McMurray.

Os cistos poplíteos podem exercer pressão contra outras estruturas anatômicas. A compressão da artéria ou veia poplítea pode causar isquemia ou trombose, respectivamente, enquanto a compressão do nervo tibial ou peroneal pode causar neuropatia periférica.

Um cisto rompido pode se manifestar como dor na panturrilha ou mesmo inchaço, também pode causar uma sensação de coceira na panturrilha. Existem mais comuns em pacientes com patologia inflamatória do que em pacientes com patologia degenerativa. [4]

Diagnóstico diferencial

O cisto de Baker pode ser confundido com várias outras lesões no joelho. A história do paciente, a investigação clínica e a imagem permitem o diagnóstico diferencial adequado da doença:

Condições que se apresentam como massas de tecido mole na perna posterior [7]
Tensão muscular ou ruptura Massa / sensibilidade palpável, inchaço / calor, dor na contração e / ou estiramento do músculo
Contusão muscular ou hematomas Danos locais ao músculo (sangramento, inchaço), contração muscular dolorosa / alongamento. Se o hematoma for velho, o engrossamento organizado desenvolve-se
Espasmo muscular ou cãibras Dolorido / espessamento palpável doloroso, possibilidade de restrição do movimento, dor no alongamento do músculo
Ruptura fascial com hérnia muscular Massa mole palpável, dor muscular severa com atividade aumentada, atividade pós inchaço localizada
Miosite ossificante Massa dolorosa palpável no músculo, microtears nas fibras musculares que causam dor e inchaço com contração ou estiramento muscular, perda de movimento devido à função muscular restrita
Trombose Venosa Profunda (TVP) 5 Dor constante, dor na flexão dorsal passiva (sinal de Homan), calor localizado, sensibilidade localizada na palpação da panturrilha e possível inchaço, temperatura corporal elevada
Tumor benigno Dor localizada e sensibilidade, podem ser palpáveis, moles ou duros, podem causar disfunção de movimento (dependendo do local)
Tumor maligno Mal-estar generalizado, possível perda repentina de peso, dor localizada e / ou inchaço de vários tamanhos e consistência
Hemangioma Presente por um longo tempo, mudanças lentas no tamanho ao longo do tempo, fixo palpável, pode ser doloroso, pode / não limitar o movimento
Cisto de Baker5 Pápula palpável com possível sensibilidade no joelho posterior e na panturrilha póstero-medial
Ruptura ou aumento do cisto de Baker (pseudotromboflebite) Pode mimetizar TVP, inchaço na panturrilha, dor aguda que piora com compressão

O cisto poplíteo também pode ser confundido com o lipoma, o que representaria uma pressão menos resistente quando comparado ao cisto ou aneurisma de Baker, diferenciado pela avaliação Doppler (ultrassonografia).

Alguns exemplos de evidências que apoiam e negam os possíveis diagnósticos são:

Diagnósticos diferenciais de massa no músculo da panturrilha. [7]
Diagnóstico Possível Evidência de suporte Evidência Negativa
Antiga tensão muscular ou trauma com tecido cicatricial Massa palpável Sem história prévia de lesão ou traumatismo muscular, sem dor na corrida
Ruptura fascial com hérnia muscular Dor caminhando mais de 0,5 km, sensibilidade palpável Não relacionado a insincsia, início insidioso, Sem dor com corrida ou exercício geral
Espasmo muscular localizado Dor caminhando mais de 0,5 km, sensibilidade palpável Sem dor no alongamento passivo da panturrilha, sem dor na contração muscular resistida, sem limitação de movimento no pé ou joelho
Trombose venosa profunda (TVP) Sensibilidade palpável, dor, sentado com as pernas cruzadas, história familiar de aumento do fator de coagulação XII no sangue, tomando agentes contraceptivos orais Sem história de TVP, sem imobilização recente, sem edema, sem temperatura corporal elevada, sinal negativo de Homan, pulsos locais presentes
Tumor benigno Massa palpável, ternura palpável, início insidioso Dor intermitente
Tumor maligno Massa palpável, ternura palpável, início insidioso Sem perda de peso, sem dor noturna ou mal-estar, dor intermitente, boa saúde geral
Hemangioma Início insidioso, causa desconhecida, alterações hormonais (agentes contraceptivos orais), presentes por um longo tempo, alterações lentas no tamanho ao longo do tempo, nódulo palpável, pode ser doloroso, pode não limitar o movimento

A diferenciação precisa dos sintomas do paciente pode ser localizada pela ultrassonografia. [4][8]

Se o cisto poplíteo se infectar, isso pode resultar em uma massa dolorosa atrás do joelho. Nesses casos, pode ser difícil fazer um diagnóstico e o cisto infectado pode ser confundido com um neoplasma. O cisto pode romper-se (abrir-se), resultando em dor severa na panturrilha, diminuição do movimento no tornozelo e causar sintomas semelhantes aos da trombose venosa profunda (evidente em ultrassonografia ou venograma).

É importante diagnosticar precocemente um cisto de Baker roto, a fim de determinar o melhor tratamento e evitar complicações, como a síndrome compartimental [9] e diferenciá-lo de:

  • tromboflebite
  • um aneurisma poplíteo
  • artrite inflamatória
  • estirpe gastrocnemial medial
  • tumor do tecido mole ou lesão muscular

Deve-se considerar que o cisto poplíteo raramente pode se apresentar como um inchaço na superfície anterior da tíbia proximal como parte dos diagnósticos diferenciais quando confrontado com um paciente com história prévia de artroplastia total do joelho ipsilateral [5]

Procedimentos de diagnóstico

O exame de imagem de joelhos com suspeita de cistos poplíteos pode incluir radiografias simples, artrografia, ultrassonografia e ressonância magnética. No início da avaliação, pode ser útil obter radiografias simples (como vistas axiais posteroanteriores de Rosenberg, lateral e patelofemoral) para detectar outras condições encontradas em associação com cistos poplíteos, como osteoartrite, artrite inflamatória e corpos livres. Além disso, corpos soltos podem ser vistos no cisto de Baker em radiografias simples.

Inicialmente, a artrografia direta foi utilizada para detectar cistos poplíteos. Artrografia direta envolveu injeção intra-articular do joelho com gás ou meio de contraste iodado, seguido de mobilização da articulação para forçar o contraste no cisto. Posteriormente, radiografias pontuais ou fluoroscopia foram utilizadas para detectar a presença do contraste nos cistos. As desvantagens dessa técnica incluem o uso de radiação ionizante e o uso de técnicas invasivas para injetar o contraste.

As vantagens do ultra-som fornecem uma substituição da artrografia por ultra-som. As vantagens são seu baixo custo, uso não invasivo e ausência de radiação. A principal desvantagem é o fato de ser dependente do usuário. A ultrassonografia é capaz de detectar cistos de Baker próximos a 100%, mas não se diferencia de outras condições, como cistos meniscais ou tumores mixóides, mas também não visualiza outras condições no joelho que são frequentemente associadas a esses cistos.

O padrão ouro para o diagnóstico dos cistos de Baker e para diferenciá-los de outras condições continua sendo a ressonância magnética. Ele permite avaliar anormalidades dos tecidos moles e tem a vantagem adicional de ser preciso no diagnóstico de distúrbios articulares associados [9], de modo que todo o espectro de distúrbios relacionados é possível avaliar

Condições como cistos meniscais são mais facilmente diferenciadas dos cistos de Baker com ressonância magnética do que o ultra-som. Esse pode ser o padrão-ouro, mas também é uma técnica de alto custo, portanto, a ultrassonografia deve ser considerada como uma modalidade de triagem se a avaliação das estruturas intra-articulares não for necessária. [10]

Cisto de Baker em ressonância magnética axial com canal de comunicação entre o músculo semimembranoso e a cabeça medial do músculo gastrocnêmio
Cisto de Baker na ressonância magnética, imagem sagital

Medidas de resultado

As medidas de resultado são usadas para determinar e avaliar os resultados esperados da terapia / procedimento para serem comparados com os resultados encontrados no paciente.

  1. Subescala de dor nas universidades de Ontário Ocidental e McCaster (WOMAC): é um instrumento multidimensional que mede 17 atividades funcionais. 5 atividades relacionadas à dor e categorias de rigidez articular. Mede dor e disfunção
  2. Escala analógica visual (VAS): Mede a dor em uma linha de 0 a 10. De nenhuma dor a dor extrema. É fácil ou o paciente marcar quanta dor ele tem.
  3. A classificação de Rauschning e Lindgren (RL): foi utilizada para avaliar o resultado e a eficácia terapêutica. A classificação é de 0 a 3
  4. A escala de Newcastle-Ottawa (NOS): é uma escala simples para avaliar a qualidade de estudos controlados não randomizados [11][12][13]

Exame

O exame é mais de observação clínica e descartando outras condições possíveis. Se infectadas ou condições graves, as investigações radiológicas podem ser úteis.

Pacientes com cisto de Baker comumente apresentam sintomas de patologia meniscal ou condral que podem ser testados pelo teste de McMurray. [9] Sintomas relacionados a um cisto poplíteo são raros. Se esses sintomas estiverem presentes, eles podem estar relacionados ao tamanho do cisto e incluem plenitude e dor posteriores e posteromediais, massa e rigidez. Os sintomas mais comuns são inchaço poplíteo e dor posterior. Os pacientes também podem queixar-se de dor que ocorre com a extensão terminal do joelho. [10] Durante o exame, o teste de flexão do joelho pode ser útil.

Pacientes com cistos grandes podem desenvolver perda da flexão do joelho porque os cistos bloqueiam mecanicamente a flexão. O exame muitas vezes revela patologia meniscal ou condral do joelho, podendo haver palidez ou plenitude póstero-medial palpável. Um cisto palpável é frequentemente firme na extensão completa do joelho e macio na flexão do joelho. Este achado é conhecido como “sinal de Foucher” e é devido à compressão do cisto. Com a extensão, os músculos gastrocnêmio e semimembranoso aproximam-se e a cápsula articular comprime o cisto contra a fáscia profunda. O mecanismo do sinal de Foucher é útil para distinguir cistos de Baker de lesões como aneurismas da artéria poplítea, cistos adventícios, gânglios e sarcomas, para os quais a palpação da massa não é afetada pela posição do joelho, portanto é considerado o teste para encontrar Cisto de Baker [6][14]

Gerenciamento médico

Às vezes, nenhum tratamento ou medidas simples de apoio levam à resolução espontânea ou a uma redução dos sintomas. Se isso não acontecer, técnicas invasivas e cirúrgicas podem ser uma opção. [4][6]

O cisto poplíteo assintomático, muitas vezes fica melhor e desaparece por si só ao longo do tempo. Se sintomático, o repouso pode moderar a dor que Bursa está causando, tomar medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) para aliviar a dor e restringir o movimento, também alternar com o gelo.

Se a dor persistir, uma injeção subseqüente de esteróides com uma solução de anestésico e esteróide pode ser aconselhada, o que pode aliviar a dor, mas não prevenir a recorrência do cisto. É apenas uma solução temporária. [4] Por um cisto poplíteo de origem inflamatória, é suficiente tratar a doença subjacente. Quando a doença subjacente não é tratada, o cisto de Baker pode voltar. O exame artroscópico deve ser realizado e todas as condições patológicas devem ser tratadas antes de se considerar a excisão de um cisto poplíteo. [4]

O cisto pode ser removido com cirurgia se ficar muito grande ou causar sintomas como desconforto, rigidez ou inchaço doloroso. [9][8] Existem três técnicas cirúrgicas disponíveis para o tratamento do cisto: abordagem posterior comum, abordagem póstero-medial e abordagem intra-articular medial. As duas primeiras técnicas são técnicas em que o cisto será removido. Na última técnica, eles fazem uma abertura no cisto e o fecham depois. O cisto poplíteo acabará por desaparecer. [4]

Gestão de Fisioterapia

Uma massagem de gelo de 15 minutos a cada 4-7 horas irá reduzir a inflamação. O tratamento baseia-se nos princípios do RICE (repouso, gelo, compressão e elevação) seguidos de alguns exercícios de condicionamento muscular.

Um programa de reabilitação pode melhorar o controle da articulação do joelho por meio de exercícios de amplitude de movimento. Aumentará o movimento da articulação e aumentará a flexibilidade. O fisioterapeuta dará uma mobilidade, um programa de alongamento dos tendões e um programa concorrente de fortalecimento do quadríceps que deve ser repetido várias vezes ao dia. Isso resultará em menos dor em cerca de 6-8 semanas.

Existe um experimento comparando injeções de corticosteroides guiadas por ultrassom com uma terapia horizontal. 60 pessoas foram divididas em três grupos, apenas injeções (grupo A), apenas terapia horizontal (grupo B) e (grupo C) receberam as injeções e a terapia horizontal. A terapia horizontal foi entregue através de um dispositivo comercial específico e seguiram as instruções fornecidas pelo fabricante. Pacientes nos grupos A e C tiveram um menor nível de dor após um mês. O grupo C teve os menores escores VAS e o grupo C também obteve melhor pontuação no WOMAC. Nos grupos B e C, os escores de rigidez e incapacidade também melhoraram. [11]

Resultado clínico

Cistos de Baker têm diferentes causas, portanto, encontrar uma solução é difícil. Os tratamentos mais comuns são invasivos, como injeções de corticosteróides e AINE ou cirurgia. Quando a dor é pior, uma injeção pode ajudar a aliviar a dor. No entanto, não pode garantir que o cisto não volte. Muitas vezes o cisto desaparece por si só. No entanto, isso nem sempre é o caso. Um paciente que tem muita dor do cisto de Baker pode usar gelo ou AINE, a fim de reduzir a dor. Nesta fase, há uma necessidade de mais pesquisas sobre fisioterapia, aplicadas em pacientes com cisto de Baker.

Referências

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Fontes consultadas

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Editores originais – Liesbeth De Feyter

Principais colaboradores – Daphné Bertrand, Lisa De Pelsemaeker, Arnaud Jacquet

Definição:

O termo instabilidade anterior do ombro refere-se a um ombro em que o tecido mole ou os danos ósseos permitem que a cabeça do úmero se desloque ou se desloque da fossa glenóide [1] . É uma lesão da articulação glenoumeral (GHJ), onde o úmero é deslocado de sua posição normal no centro da fossa glenóide e as superfícies articulares não se tocam mais.

Anatomia clinicamente relevante

A articulação glenoumeral (articulação esferoidal multiaxial) é uma das maiores e mais complexas articulações do corpo. Ele tem a maior amplitude de movimento de qualquer articulação, mas isso o deixa inerentemente instável e com a maior chance de deslocamento de todas as articulações do corpo. O GHJ é formado onde a cabeça do úmero se encaixa na fossa glenóide, uma forma oval irregular, que é uma extensão da escápula, como uma bola e um encaixe, embora apenas 25% da cabeça umeral entre em contato com a fossa glenóide a qualquer momento .

A articulação é cercada por numerosos ligamentos e músculos que lhe dão estabilidade. A cápsula circundante também pode adicionar alguma estabilidade com os ligamentos corocumeral e glenoumeral reforçando a cápsula. Outros ossos importantes no ombro incluem:

  • O acrômio: uma projeção óssea da escápula.
  • A clavícula: que une o acrômio através da articulação acromioclavicular e da articulação esternoclavicular distal ao esqueleto axial
  • O processo coracóide: uma projeção óssea semelhante a um gancho da escápula.

O ombro tem várias outras estruturas importantes:

  • O manguito rotador; uma coleção de 4 músculos originários da escápula (supraespinhal, infraespinhal, subescapular e redondo menor) que estabilizam o GHJ e permitem a ampla amplitude de movimento.
  • As bursas: há várias bursas associadas ao ombro, das quais a bursa subacromial é a que mais se torna sintomática com bursite . Situa-se entre a superfície superior do tendão supraespinal e o acrômio, coracoide e ligamento coracoacromial, estendendo-se sobre a fixação tendinosa do supraespinhal do úmero
  • O labrum: um anel fibroso de cartilagem que se estende desde a glenóide, proporcionando estabilidade na forma de um copo mais profundo para a cabeça do úmero se encaixar. [2]

Epidemiologia / Etiologia

Epidemiologia
A luxação anterior do ombro é muito mais comum que as luxações posteriores. [3]

Pesquisas sugerem que a incidência de luxação recidivante do ombro é significativamente maior em pacientes mais jovens. [4][5] As conseqüências de uma luxação glenoumeral anterior inicial em pacientes com mais de quarenta anos de idade são bem diferentes do que na população mais jovem, principalmente devido ao aumento da incidência de lesões do manguito rotador e lesões neurovasculares associadas. As estruturas de suporte anteriores ou posteriores do ombro também podem ser interrompidas após uma luxação anterior. No paciente mais jovem, as estruturas capsuloligamentares anteriores geralmente falham, enquanto nos pacientes idosos com enfraquecimento degenerativo preexistente do manguito rotador, as estruturas posteriores têm maior probabilidade de falhar. [4]

Etiologia
O GHJ é estabilizado por estruturas dinâmicas e estáticas.

  • Estabilizadores dinâmicos: músculos do manguito rotador, bíceps braquial, deltóide
  • Estabilizadores estáticos: cápsula articular glenoumeral, os ligamentos glenoumerais, o lábio, pressão negativa dentro da cápsula articular e a congruência óssea da articulação [3][5]
  • O labrum : Este mecanismo de compressão côncava desempenha um papel importante na estabilidade da articulação glenoumeral, mantendo a localização da cabeça do úmero na glenóide contra as forças translacionais. A concavidade da glenoide é estabelecida pela forma glenoidal, cartilagem glenoidal e lábio glenoidal. O lábio glenoidal aumenta a largura e a profundidade da glenoide. A instabilidade aumenta com o tamanho do defeito da glenóide. [6]
  • Os ligamentos glenoumerais : O ligamento glenoumeral superior funciona principalmente para resistir à translação inferior e rotação externa da cabeça do úmero no braço aduzido. O ligamento glenoumeral médio funciona principalmente para resistir à rotação externa de 0 ° a 90 ° e fornece estabilidade anterior ao ombro moderadamente abduzido. O ligamento glenoumeral inferior é composto por duas bandas, anterior e posterior, e pela cápsula interveniente. A função primária da banda anterior é resistir à tradução anteroinferior. [5][7]

Rotação externa excessiva ou rotação excessiva do ombro do atleta está supostamente associada ao desenvolvimento da síndrome do impacto interno (que ocorre quando o ombro é maximamente externamente girado e o lado intra-articular do tendão supraespinhal colide com a glenóide superior posterior glenóidea e glenoide labrum). A síndrome do impacto é um potencial precursor da instabilidade anterior. [7]

Características / Apresentação Clínica

Sinais e sintomas para instabilidade anterior do ombro:

  • A instabilidade anterior é responsável por 95% das luxações traumáticas agudas. [5]
  • Síndrome do braço morto indica instabilidade anterior patológica. Ocorre quando o braço está em posição de abdução e rotação externa. O paciente se queixa de dor aguda no ombro anterior e formigamento na mão e solta o braço de repente. Essa síndrome é frequentemente vista em esportes aéreos, como vôlei, tênis, natação e pólo aquático. [7]
  • A fraqueza do manguito rotador, particularmente na rotação externa e na abdução da “lata vazia”, é comum em atletas com instabilidade anterior. [7]
  • As lesões de Bankart são a consequência mais comum da instabilidade anterior traumática do ombro. [5]
  • A avulsão do úmero dos ligamentos glenoumerais é também uma causa de instabilidade anterior do ombro. [5][5]
  • Durante uma luxação anterior, o aspecto póstero-lateral da cabeça umeral entra em contato com a borda anteroinferior da glenóide, muitas vezes resultando em um defeito de Hill-Sachs . Esse defeito foi observado em até 80% dos pacientes com luxação anterior inicial e em 100% dos pacientes com instabilidade anterior recorrente. [3][5] Se essa concavidade óssea envolver a glenóide anterior com o braço em 90 ° e rotação externa, ela será denominada “Lesão de Hill Sachs envolvente” e confere um risco maior de falha após um procedimento de estabilização artroscópico.
RM de ombro após luxação mostrando lesão de Hill-Sachs e lesão de Bankart labral

Sintomas relacionados à instabilidade anterior recorrente : [7]

  • Dor nas articulações glenoumerais
  • Rigidez do ombro com dificuldade de aquecimento para a atividade
  • Fraqueza do manguito rotador
  • Sensação de estalar, triturar ou pegar profundamente na articulação do ombro
  • Dor ao alcançar para trás ou acima da altura do ombro
  • Apreensão ao dormir com o braço acima em abdução e rotação externa
  • Neurológico: formigueiro ou ardor na parte inferior do braço e mão ou dormência localizada da pele sobrejacente ao músculo deltoide
  • Ternura da linha articular glenoumeral anterior e do manguito rotador posterior

Diagnóstico diferencial

• ••••••

Procedimento Diagnóstico

O diagnóstico de instabilidade anterior do ombro é feito através de uma história completa, radiologia e três testes específicos realizados nesta ordem: apreensão , relocação e teste surpresa (release). Segundo Lo IK et al . [8] esses testes são altamente específicos e fortemente preditivos de instabilidade glenoumeral anterior traumática. Um quarto teste, o teste de apreensão óssea, é semelhante ao teste de apreensão, mas é usado para diagnosticar a instabilidade com um componente significativo da lesão óssea.

História [9]

A instabilidade do GHJ pode ser categorizada pela direção da instabilidade, da cronicidade e da etiologia. Uma história completa e exame físico são essenciais. Idade, nível de atividade, participação esportiva e dominância das mãos devem ser observados, bem como instabilidade em quaisquer outras articulações, especialmente no ombro contralateral. Onde um trauma é a causa dos sintomas, a informação sobre a posição do braço e a força do trauma é notada. Se esta informação for desconhecida, é útil encontrar a posição do braço que reproduz os sintomas.

A presença e quantidade de subluxações ou luxações anteriores do ombro também é importante notar. Informações sobre todos os tratamentos antes da apresentação devem ser verificadas, incluindo qualquer período de imobilização ou fisioterapia e intervenções cirúrgicas anteriores. As características da dor associada devem ser observadas, no entanto, a localização da dor não é um indicador específico da instabilidade glenoumeral. Uma distinção deve ser feita entre episódios de subluxação, ou separação parcial da cabeça umeral da glenóide, e luxação. Quaisquer sintomas associados, incluindo déficits neurológicos e limitações funcionais, também devem ser avaliados. A idade do paciente na primeira luxação é um indicador importante do prognóstico. Pacientes com menos de 20 anos com luxações do ombro têm uma chance de 90% de recorrência, enquanto pacientes com mais de 40 anos têm uma taxa de recorrência de 10%, mas são mais propensos a lesões do manguito rotador. Pacientes que competem em alto nível e / ou em esportes de contato também têm um risco aumentado de recorrência se o ombro for tratado não-operatório.

Radiologia [9]

As imagens iniciais são normalmente vistas ântero-posteriores (AP) e laterais axilares. Se a dor restringir a capacidade do paciente de tolerar uma visão lateral axilar, uma visão do Velpeau pode ser obtida em uma posição sentada semi-reclinada. Outras exibições que podem ser úteis incluem: vistas AP com o ombro girado internamente, uma vista West Point, uma vista Didiee e uma vista de entalhe Stryker.

As lesões de Hill-Sachs são melhor visualizadas em radiografias AP em rotação interna e usando uma visão de entalhe Stryker. A vista do entalhe de Stryker é obtida com o paciente em decúbito dorsal e o braço para frente flexionado a 100º com a radiografia centrada sobre o coracoide. Uma visão oblíqua apical feita com o paciente sentado e girado 45 ° e o feixe direcionado 45 ° caudalmente também é útil para avaliar defeitos posteriores da cabeça do úmero. [10]

Nos casos de lesões de Bony Bankart, a instabilidade recorrente pode causar perda erosiva ou de atrito da borda da glenóide causando instabilidade progressiva. Perda de 20% da borda da glenóide tem mostrado causar instabilidade recorrente significativa e geralmente requer correção cirúrgica da deficiência óssea. Essa deficiência pode ser vista na visão axilar e pode ser sugerida por uma quebra na linha esclerótica que circunda a borda da glenoide na visão AP do ombro. Se mais investigações forem necessárias, as visões de Didiee e West Point podem ser consideradas. A visão de Didiee é obtida com o paciente deitado e a mão é colocada na crista ilíaca ipsilateral com o feixe de raios X direcionado lateralmente a 45º em direção ao chão. A visão de West Point é obtida em posição prona similar, com o ombro abduzido a 90 ° e o cotovelo dobrado com o braço pendurado na mesa. O feixe de raios X é direcionado 25 ° medialmente e 25 ° caudalmente.

Outras modalidades de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, são úteis em situações clínicas em que o diagnóstico não é claro. A TC pode ser útil para demonstrar e quantificar anormalidades ósseas, incluindo perda óssea da glenoide ou fraturas, versão da glenóide e anormalidades da cabeça do úmero. A adição de contraste e a realização de uma artrografia por TC do ombro também podem fornecer algumas informações sobre o status do lábio, do manguito rotador e do complexo ligamentar. A ressonância magnética é extremamente útil, e o método preferido para avaliar esses tecidos moles, no entanto, não fornece uma imagem tão clara das lesões ósseas associadas. No cenário agudo, a hemartrose resultante da luxação serve como meio de contraste intra-articular. No cenário mais crônico, a RM com gadolínio é uma modalidade útil para investigar patologias de tecidos moles, como lesões labiais e danos capsulares. [11]

Além das lesões de Bankart, uma avulsão da região anterior do periósteo (ALPSA) ou uma avulsão do úmero do ligamento glenoumeral (HAGL) pode ocorrer com uma luxação anterior do ombro. Estes estão associados a maiores taxas de recorrência e, se não forem atendidas, podem levar a maiores taxas de insucesso pós-cirúrgico. As lesões de HAGL e ALPSA são melhor visualizadas por meio de ressonância magnética e artrografia de ressonância magnética.

Medidas de resultado

Exame

: [12][13]
Este teste pode ser realizado com o paciente sentado ou deitado de costas. Na posição sentada, o braço do paciente descansa na coxa com o examinador ao lado e ligeiramente atrás. Uma mão é usada para estabilizar a escápula e a outra é colocada no ombro. O polegar é posicionado sobre a cabeça umeral posterior e os dedos sobre a cabeça umeral anterior. O úmero é carregado empurrando a cabeça do úmero para uma posição neutra dentro da fossa. Mantendo a cabeça do úmero nesta posição, o úmero é deslocado para frente aplicando uma força anterior, para avaliar a instabilidade anterior. Algum movimento é normal, mas não deve ser superior a 25% da cabeça do úmero.

  • A instabilidade de grau 1 está presente se houver um desvio entre 25% e 50%,
  • Grau 2 está presente com mais de 50% de deslocamento com redução espontânea quando a força é interrompida,
  • Grau 3 está presente quando a cabeça do úmero mostra mais que um deslocamento de 50% sem redução espontânea e permanece luxado. Uma combinação de frouxidão e reprodução dos sintomas determina um resultado positivo ou negativo.

Testes de , : [13][14]
O paciente está em decúbito dorsal, com o ombro em 90 ° de abdução e rotação lateral máxima. Um teste de apreensão positivo ocorre quando o paciente parece apreensivo ou resiste a movimentos posteriores. Para diferenciar a apreensão de outras condições potenciais, o teste de realocação é usado. A posição inicial é a mesma que para o teste de apreensão, então uma força ântero-posterior é aplicada ao ombro para realocar o úmero na fossa. A apreensão diminuirá no caso de instabilidade do ombro. O teste final é o teste de liberação, onde a força direcionada posteriormente aplicada no teste de relocação é removida. O resultado é considerado positivo se a apreensão do paciente retornar.

Teste de gaveta anterior: [15][8]
O paciente está em uma posição supina e o ombro afetado sobre a borda da mesa. O braço do paciente deve estar relaxado. Posicione o braço em uma posição abduzida de médio alcance combinada com flexão frontal e rotação lateral. A mão estabilizadora é colocada na escápula de modo que os dedos e o polegar fixem a escápula na espinha da escápula e do coracoide. O braço do paciente é puxado anteriormente para aplicar uma força de deslizamento à articulação glenoumeral. Se um clique audível é ouvido durante o movimento, o lábio glenoidal pode estar rasgado, ou a articulação pode ser suficientemente frouxa para permitir que a cabeça do úmero deslize sobre o lábio glenoidal.

Gerenciamento médico

Analgésicos podem ser usados ​​para diminuir a dor [16] com o paciente em uma posição de conforto, mantendo a imobilização da coluna cervical quando necessário. Um travesseiro é colocado entre o braço e o tronco do paciente para aumentar ainda mais o conforto.

Gestão de Fisioterapia

Um programa de reabilitação não cirúrgico precisa ser específico do paciente, com base no tipo e grau de instabilidade do ombro presente e no nível desejado de retorno à função. Um programa de reabilitação pode consistir de uma combinação de qualquer um dos seguintes: exercícios de fortalecimento, exercícios dinâmicos de estabilização, treinamento neuromuscular, exercícios de propriocepção, fortalecimento da musculatura escapular e um retorno gradual às atividades desejadas.

Fatores de reabilitação
Sete fatores-chave devem ser considerados na elaboração de um programa de reabilitação:

  • Início da patologia : A instabilidade patológica do ombro pode resultar de um evento traumático agudo ou instabilidade crônica e recorrente. O objetivo do programa de reabilitação pode variar muito com base no início e no mecanismo da lesão. Após uma subluxação ou luxação traumática, o paciente tipicamente apresenta trauma, dor e apreensão significativos no tecido. Reabilitação para o paciente com um episódio traumático pela primeira vez será progredida com base nos sintomas do paciente, com ênfase na amplitude de movimento controlada precoce, redução de espasmos musculares e de guarda e alívio da dor.
    Por outro lado, um paciente que apresenta instabilidade atraumática geralmente apresenta história de lesões repetitivas e queixas sintomáticas. A reabilitação para este paciente deve enfocar o treinamento de propriocepção precoce, exercícios de estabilização dinâmica, controle neuromuscular, exercícios de músculo escapular e exercícios de fortalecimento muscular para melhorar a estabilidade dinâmica devido à característica exclusiva de excessiva frouxidão capsular e redundância capsular neste tipo de paciente.
  • Grau de Instabilidade : O segundo fator é o grau de instabilidade presente no paciente e o efeito em sua função.
    A taxa de progressão do programa de reabilitação varia de acordo com o grau de instabilidade e persistência dos sintomas. Por exemplo, um paciente com subluxações leves e proteção muscular pode inicialmente tolerar exercícios de fortalecimento e exercícios de controle neuromuscular mais do que um paciente com uma quantidade significativa de proteção muscular.
  • Freqüência de luxação : A luxação traumática primária é mais frequentemente tratada conservadoramente com imobilização em uma faixa e exercícios de amplitude de movimento passivos controlados precocemente, especialmente com luxações de primeira vez. As subluxações crônicas, como as vistas no ombro atraumático e instável, podem ser tratadas de forma mais agressiva devido à falta de dano tecidual agudo e menor proteção muscular e inflamação. As atividades do manguito rotador e do fortalecimento periscapular devem ser iniciadas enquanto os exercícios de ADM são realizados. A cautela é colocada em evitar o alongamento excessivo da cápsula articular através de atividades agressivas da ADM. O objetivo é aumentar a força, a propriocepção, a estabilidade dinâmica e o controle neuromuscular, especialmente nos pontos específicos de movimento ou direção que resultam em queixas de instabilidade.
  • Sentido da Instabilidade: A instabilidade anterior é o tipo mais comum de instabilidade traumática visto clinicamente, onde a cabeça do úmero é forçada a extremos de abdução e rotação externa, ou abdução horizontal, o complexo glenolabral e a cápsula podem se soltar da borda da glenoide.
  • Patologias Concomitantes: Outros tecidos devem ser considerados que podem ter sido afetados, bem como o estado pré-mórbido do tecido. Essas lesões concomitantes podem retardar significativamente o programa de reabilitação, a fim de proteger o tecido cicatrizado.
  • Controle neuromuscular: O sexto fator a considerar é o nível de controle neuromuscular do paciente, particularmente na amplitude de movimento final.
  • Nível de Atividade: O fator final a ser considerado na reabilitação não operatória do ombro instável é a dominância do braço e o nível de atividade desejado do paciente. Se o paciente freqüentemente realiza um movimento aéreo ou atividades esportivas, como tênis, vôlei ou arremesso, o programa de reabilitação deve incluir exercícios de estabilização dinâmica específicos do esporte, exercícios de controle neuromuscular e exercícios pliométricos na posição suspensa, uma vez cheios. ROM livre e força adequada foi alcançada. Os pacientes cujas demandas funcionais envolvem atividades abaixo do nível do ombro seguirão um programa de exercícios progressivos para retornar à ADM completa e à força.

Diretrizes de reabilitação
Os pacientes podem ser classificados em duas formas comuns de instabilidade do ombro, traumáticas e atraumáticas. Existem diretrizes específicas a serem consideradas na individualização da reabilitação de cada paciente.

Instabilidade Ombro Traumática

O programa irá variar em duração para cada indivíduo, dependendo dos sete fatores de reabilitação.

Fase I: fase de movimento agudo
Objetivos:
• Proteger estruturas capsulares de cicatrização
• Restabeleça a amplitude de movimento não dolorosa
• Diminuir a dor, inflamação e espasmos musculares
• Retardar atrofia muscular / estabelecer atividade muscular voluntária
• Restabelecer a estabilidade dinâmica
• Melhorar a propriocepção

Exercícios :
• Amplitude de movimento: pêndulos, corda e polia, ROM ativa (flexão, IR, ER)
• Fortalecimento / propriocepção: isométricos (flexão, abdução, extensão, IR, ER, realizados com o braço ao lado)
• Estabilização rítmica: ER / IR / Flex / Ext no plano da escápula, mudanças de peso (mãos em pé na mesa), exercícios de treinamento de propriocepção (reprodução ativa da articulação: Flex / IR / ER)

Durante o programa de reabilitação precoce, deve-se ter cautela ao colocar a cápsula sob estresse até que a estabilidade dinâmica da articulação seja restaurada. É importante evitar a rotação externa ou a abdução horizontal com instabilidade anterior.

Fase II: Fase Intermediária
Objetivos:
• Recupere e melhore a força muscular
• Normalizar artrocinemática
• Melhore a propriocepção e a cinestesia
• Melhorar a estabilização dinâmica
• Melhorar o controle neuromuscular do complexo do ombro

Exercícios :
• Progresso das atividades da ADM a 90 ° de abdução à tolerância (sem dor)
• Iniciar fortalecimento isotônico
• Ênfase Ê e fortalecimento da escápula: abdução a 90 °, ereção lateral a 45 °, flexões na mesa, rosca bíceps, pushdown do tríceps
• Melhora o controle neuromuscular do complexo do ombro: FNP, estabilização da parede usando uma bola, estática segura na posição de flexão da bola.

Critérios para progredir para a fase II:
• Quase cheio até a ROM passiva completa (o ER ainda pode ser limitado)
• Dor ou sensibilidade mínima
• Bom MMT de IR, ER, flexão e abdução
• Propriocepção de linha de base e estabilidade dinâmica

Fase III: Fase Avançada de Fortalecimento
Objetivos:
• Melhorar força / potência / resistência
• Melhorar o controle neuromuscular
• Melhore as estabilizações dinâmicas
• Preparar paciente / atleta para atividade

Exercícios :
• Continuar o fortalecimento isotônico (resistência ao progresso): fortalecimento completo da ADM, supino em ROM restrita, contração torácica plana e inclinada
• Enfatizar o PNF
• Exercícios avançados de controle neuromuscular: flips na mesa, flexões na bola com estabilizações rítmicas, exercícios de controle neuromuscular escapular manual, iniciar atividades de perturbação
• Treinamento de resistência: sessões de exercícios cronometrados (30-60s), aumento do número de repetições, várias sessões ao longo do dia
• Inicie o treinamento pliométrico: 2 exercícios manuais (passe no peito, lado a lado, arremesso de futebol) e progrida para 1 mão (dribles na parede, 90/90 arremessos de beisebol)

Critérios para progredir para a fase III:
• Amplitude de movimento total e não dolorosa
• sem sensibilidade palpável
• Continuação da progressão dos exercícios resistidos
• Força muscular normal, estabilidade dinâmica e controle neuromuscular

Fase IV: retorno à fase de atividade
Objetivos:
• Manter um ótimo nível de força / potência / resistência
• Aumentar progressivamente o nível de atividade para preparar o paciente / atleta para o retorno funcional completo à atividade / esporte

Exercícios:
• Continue todos os exercícios como na fase III
• Exercícios de fortalecimento isotônico de progresso
• Retomar o programa normal de elevação
• Iniciar programa esportivo intervalado

Critérios para progredir para a fase IV:
• ROM completa
• Sem dor ou sensibilidade palpável
• Teste isocinético satisfatório
• Exame clínico satisfatório

Acompanhamento
• Teste Isocinético (ER / IR / Abd / Add)
• Programa de Intervalo de Progresso
• Manutenção do Programa de Exercício

Instabilidade Atraumática

Este programa multifásico é projetado para permitir que o paciente / atleta retorne ao seu nível funcional anterior da maneira mais rápida e segura possível. Cada fase irá variar em comprimento para cada indivíduo, dependendo da gravidade da lesão, dos défices de ADM e força e das exigências de atividade necessárias do paciente.

Fase I: Fase Aguda
Objetivos:
• Diminuir a dor / inflamação
• Restabelecer a amplitude funcional de movimento
• Estabelecer ativação muscular voluntária
• Restabelecer o equilíbrio muscular
• Melhorar a propriocepção
• Diminuir a dor e inflamação
• Modalidades terapêuticas (por exemplo, gelo, eletroterapia)
• AINEs
• Mobilizações articulares suaves (Grau 1 e II) para neuromodulação da dor

Exercícios :
• exercícios ROM: pêndulo, corda e polia
• Exercícios de fortalecimento: isométrico, flexão, abdução, extensão
• Propriocepção
• Exercícios de reposição de articulações ativas para ER / IR

Abster-se de atividades e movimento em extremos de ROM no entanto.

Fase II: Fase Intermediária
Objetivos:
• Normalizar artrocinemática do complexo do ombro
• Recuperar e melhorar a força muscular do músculo glenoumeral e escapular
• Melhorar o controle neuromuscular do complexo do ombro
• Melhore a propriocepção e a cinestesia

Exercícios:
• Iniciar fortalecimento isotônico: IR / ER (haltere de apoio), Abdução a 90 °,
• Inicie exercícios excêntricos a 0 graus de abdução IR / ER
• Melhora o controle neuromuscular do complexo do ombro: exercícios de estabilização rítmica na ADM interna, média e externa, musculatura proprioceptiva, escapulotorácica / glenoumeral, FNP, exercícios de mudança de peso na bola, exercícios de estabilização de parede.

Critérios para progredir para a fase II:
• ROM funcional completa
• Dor ou sensibilidade mínima
• “bom” MMT

Fase III: Fase de fortalecimento avançado
Objetivos:
• Melhorar a estabilização dinâmica
• Melhore a força / resistência
• Melhorar o controle neuromuscular
• Preparar paciente para atividade

Exercícios :
• Continuar o fortalecimento isotônico
• Continuar fortalecimento excêntrico
• Enfatizar exercícios PNF com estabilização rítmica
• Continuar a progredir exercícios de controle neuromuscular: flexões com estabilização rítmica, progresso para superfície instável, bola medicinal, balancim
• Programa de treinamento de controle neuromuscular escapular: exercícios manuais sidelyng
• Enfatizar o treinamento de endurance: sessões cronometradas de exercício (30-60s), aumento do número de repetições

Critérios para progredir para a fase III:
• ROM completa não dolorosa
• sem dor ou sensibilidade
• Continuação da progressão dos exercícios resistidos
• Bom para força muscular normal


Fase IV – Retorno à fase de atividade
Objetivos:
• Manter um ótimo nível de força / potência / resistência
• Aumentar progressivamente o nível de atividade para preparar o paciente / atleta para o retorno funcional completo à atividade / esporte

Exercícios :
• Continue todos os exercícios como na fase III
• Iniciar programa esportivo intervalado
• Educação paciente

Critérios para progredir para a fase IV:
• ROM completa
• Sem dor ou sensibilidade palpável
• Teste isocinético satisfatório
• Exame clínico satisfatório [17][18]

Evidência chave

Dumont GD, Russell RD, Robertson WJ. Instabilidade anterior do ombro: revisão da patogenia, diagnóstico e tratamento. Comentários atuais em Medicina Musculosquelética . 2011; 4 (4): 200-207

Linha de Resultado Clínico

  • A instabilidade do ombro pode ter uma causa traumática ou atraumática.
  • A instabilidade anterior do ombro é uma lesão na articulação do ombro, de modo que o braço é deslocado de sua posição normal na glenoide e as superfícies articulares não mais se conectam.
  • A luxação anterior do ombro é muito mais comum que as luxações posteriores.
  • A taxa de recorrência após a luxação primária do ombro é maior em indivíduos com menos de 20 anos de idade. A instabilidade anterior é responsável por 95% das luxações traumáticas agudas.
  • O diagnóstico da instabilidade anterior do ombro é feito através da história, radiologia e os três testes a seguir, apreensão, relocação e surpresa (release), realizados respectivamente.
  • A reabilitação deve basear-se numa base individual, tendo em consideração o estado pré-mórbido e o nível de actividade do doente.

Referências:

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Hálux Valgo (Joanete) – Causa – Sintomas e Tratamento

Hálux Valgo: tratamento conservador ou cirurgia?

O hallux valgus (lat. For skewed toe) é uma deformidade no dedo grande na articulação metatossofalangal. É característico que o dedo grande aponte para fora.  Devido ao crescente conflito com o sapato, o atrito causa uma inflamação da bursa na articulação metatossofalângica, muitas vezes seguido de inchaço adicional.Fig. 1: O hallux valgus (lat. For skewed toe) é uma deformidade no dedo grande na articulação metatossofalângica: é característico que o dedo grande aponte para fora. Devido ao crescente conflito com o sapato, o atrito causa uma inflamação da bursa na articulação metatossofalângica, muitas vezes seguido de inchaço adicional. © Gelenk-Klinik.de

O gânglio no dedo grande

O que é Hálux Valgo? Hálux Valgo é a deformidade mais comum do ante pé e dos dedos dos pés. 23% dos 18-65 anos de idade e mais de 35% das pessoas com mais de 65 anos têm Hálux Valgo. Devido à forma visível, também é referido como um joanhão ou gânglio.

Aqui, o dedo grande move-se para fora do seu alinhamento e aponta para a extremidade externa do pé. Com hallux valgus, a cabeça metatarsiana, muitas vezes dolorosa e inflamada, inchada na articulação metatossofalângica normalmente aumenta, empurrando contra o sapato.

Em uma deformidade de hallux valgus, o dedo grande – quase sempre em conjunto com splayfoot – desvia primeiro para a extremidade externa do pé. Assim, com hallux valgus, o tendão no dedo grande não corre mais paralelo ao dedo adeus e direto na articulação metatarsofalangiano. Em vez disso, desenvolve-se um desvio do alinhamento normal do dedo grande.

Isso causa uma protrusão crescente e geralmente dolorosa e inflamada na articulação metatarsofalângica: Esta é a bola saliente do dedo do pé que sempre acompanha o hallux valgus.

Termos importantes relacionados ao Hálux Valgo

  • Hallux valgus:
    dedo inclinado, joanete. O dedo grande está dobrado, apontando para a extremidade do pé.
  • Exostose (ganglio): a
    exostosis é uma protrusão da articulação metatarsofalángica que faz com que ele empurre contra a borda interna do sapato.
  • Splayfoot:
    Splayfoot é uma gota no arco dianteiro do pé (arco transversal). Hallux valgus sempre se desenvolve devido a splayfoot.
  • Metatarsalgia: a
    metatarsalgia é dor metatarsiana. Com hallux valgus, a metatarsalgia desenvolve-se devido ao deslocamento do peso do dedo grande para os dedos pequenos agora estressados ​​ao caminhar.
  • Bursite:
    a bursa protege os ossos e os tendões da pressão e da fricção. A bursa aumenta devido à exostosis na bola do dedo do pé. Pode inchar e tornar-se dolorosamente inflamado (bursite).

O hallux valgus é um problema estético ou médico?

Nos estágios iniciais, muitos consideram o hallux valgus um problema meramente cosmético.  A deformidade pode permanecer indolor durante muito tempo.  Ao longo do tempo, a deformidade se intensifica.  Mas o dano à articulação metatarsofalángica e ao pé dianteiro continua a aumentar.  Recomenda-se, portanto, uma correção precoce da posição do dedo grande usando exercícios de pés, talas de hallux valgus ou cirurgia de realinhamento: antes da articulação metatossofalângica ser permanentemente danificada.Fig. 2: Nos estágios iniciais, muitos consideram o hallux valgus como um problema meramente estético. A deformidade pode permanecer indolor durante muito tempo. Ao longo do tempo, a deformidade se intensifica. Mas o dano à articulação metatarsofalángica e ao pé dianteiro continua a aumentar. Recomenda-se, portanto, uma correção precoce da posição do dedo grande usando exercícios de pés, talas de hallux valgus ou cirurgia de realinhamento: antes da articulação metatossofalângica ser permanentemente danificada. © Dr. Thomas SchneiderHallux valgus nem sempre é doloroso. Muitos dos aflitos – pelo menos no início – consideram este um problema cosmético que se torna notável quando se usa calçado aberto. Hallux valgus não precisa afetar a vida cotidiana.

Cosmeticamente atraente, cirurgia suave de hallux valgus

Fig. 3: Os pés bonitos são o objetivo de todo o tratamento com hallux valgus. Fig. 3: Os pés bonitos são o objetivo de todo o tratamento com hallux valgus. 

  • Material mínimo implantado.
  • Minimais incisões cutâneas.
  • Pontos pequenos.
  • Cicatriz mínima.
  • Sem pontos na área visível do dedo do pé ou do pé.

Devido ao risco médico geral e às limitações pós-operatórias na vida cotidiana, somos incapazes de alinhar o hallux valgus por razões puramente cosméticas. O desejo de um bom resultado cosmético, no entanto, é natural e é uma alta prioridade entre os objetivos cirúrgicos do hallux valgus. A cirurgia mais cosmeticamente ideal também é sempre o método mais fácil para o paciente: as incisões cutâneas, cicatrizes e o uso de implantes são minimizados.

O curso progressivo (intensificante) de hallux valgus com deformidade continuamente crescente, no entanto, torna o alívio conservador ou cirúrgico do dedo adotado, mesmo sem dor severa.

Quanto mais tarde a posição do dedo grande é corrigida, mais graves são as complicações que vemos na articulação do dedo grande e no antepé de pacientes (geralmente femininos).

Prevenção de hallux valgus

  • Não use sapatos de salto alto todos os dias.
  • Alturas alternadas do calcanhar.
  • Caminhe barefootas com a frequência possível.
  • Faça exercícios para os pés e fortaleça os músculos no pé.

Como reconhecer o Hallux Valgus

  • Reddening e uma bola alargada formando-se na articulação metatarsofalángica.
  • A flexibilidade ativa no dedo grande é limitada à extensão do endurecimento.
  • O dedo grande se desvia para o lado.
  • O dedo grande do pé é girado em seu eixo, ou seja, girado.
  • Redenção e calos formando-se sob a esfera do dedo do pé / metatarso do 2º-4º dedo do pé.

 

Como o hallux valgus se desenvolve?

Splayfoot, e assim hallux valgus, muitas vezes é causado pelo uso de sapatos com saltos altos.  Os saltos altos mudam o peso corporal total para o antepé, aumentando a pressão sobre as articulações metatossofalangais.Fig. 4: Splayfoot, e assim hallux valgus, muitas vezes é causado pelo uso de sapatos com saltos altos. Os saltos altos mudam o peso corporal total para o antepé, aumentando a pressão sobre as articulações metatossofalangais. © Dr. Thomas SchneiderHallux valgus sempre se desenvolve como resultado de splayfoot. Com splayfoot, o arco dianteiro do pé (arco transversal) cai. As extremidades dos pés relaxam no chão. Os dedos dos pés têm uma posição externa distorcida.

Com o hallux valgus, a tensão no tendão faz com que o dedo grande rote para fora da articulação metatossofalângica – assim como um arco curvado pela corda do arco – para dentro, em direção aos outros dedos. Os dedos adjacentes são afastados pelo dedo grande do pé que é girado para dentro, e posteriormente também se deformam como resultado de hallux valgus: Hallux valgus, portanto, geralmente ocorre em conexão com martelos e garras.

Hallux valgus: o tendão do dedo grande do pé corre em ângulo para a articulação metatossofalângica.  Os ossos sesamóides que orientam o tendão do flexor do dedo do pé não estão mais à direita e à esquerda do dedo grande do pé, mas foram visivelmente deslocados.  O dedo gira fora da articulação metatossofalângica, assim como um arco é cada vez mais esticado pela corda.Fig. 5: Hallux valgus: o tendão do dedo grande do pé corre em ângulo da articulação metatarsofalángica. Os ossos sesamóides que orientam o tendão do flexor do dedo do pé não estão mais à direita e à esquerda do dedo grande do pé, mas foram visivelmente deslocados. O dedo gira fora da articulação metatossofalângica, assim como um arco é cada vez mais esticado pela corda. © Gelenk-Klinik.de

Hallux rigidus: artrite na articulação metatarsofalángica

A deformidade provoca sinais de desgaste na articulação metatossofalângica: o desalinhamento do dedo grande do pé pode resultar em artrite e endurecimento doloroso da articulação metatossofalângica (hallux rigidus).

Hallux valgus é freqüentemente acompanhado por bursite dolorosa e artrite. A bola no interior do pé que se projeta muito na articulação metatossofalângica em hallux valgus é o joanete.

O papel dos ossos sesamoides

A ilustração aqui (Fig. 5) mostra o ângulo entre a posição do dedo grande do pé e o tendão flexor do dedo do pé. A deformidade nos ossos sesamóides também é bastante perceptível. Estes pequenos ossos são livremente suspensos por vários tendões e formam a trocela para esses tendões. Os ossos sesamoides, localizados abaixo da articulação metatossofalângica, tipicamente mantêm o raio do pé entre eles.

Nos casos de hallux valgus, estes ossos sesamoides são deslocados para o lado. Quanto mais os ossos sesamóides se deslocaram, mais pronunciada será a deformidade Hallux Valgus. Se esses ossos sesamoides já não funcionam como uma trocela para os tendões no dedo adeus, o processo normal de deslocamento através do dedo grande enquanto a caminhada é perdida. Mais e mais da carga é absorvida pelos dedos menores. Esta mudança de peso longe do dedo grande como resultado de hallux valgus pode causar dor metatarsiana, a chamada metatarsalgia de transferência.

Causas de Hálux Valgo: lesões, moda de sapato e tecido conjuntivo fraco

Estilo de vida ou natureza?

Cerca de 90% de todos os pacientes com hallux valgus relatam história familiar. E, no entanto, a causa não é meramente congênita, já que ninguém nasce com joanhinhos. Portanto, existem sempre fatores ambientais e de estilo de vida que permitem que Hallux Valgus se desenvolva. As culturas que não usam sapatos experimentam praticamente nenhum hallux valgus.

Uma causa comum para hallux valgus ou joaninha é uma fraqueza congênita do tecido conjuntivo. Isso também afeta os tendões que estabilizam o arco longitudinal e transversal do pé. O que se chama splayfoot se desenvolve. Em splayfoot o arco transversal dianteiro do pé caiu. Os dedos do pé perdem a direção natural para a frente. Splayfoot é, portanto, o achado inicial mais comum em hallux valgus.

As deformidades do pé que sedesenvolvem após acidentes acidentais e outras feridas nos pés, por exemplo, fraturas, também podem encorajar o hallux valgus. Mesmo alterações inflamatórias nas articulações (artrite) podem ser uma causa para hallux valgus.

Causas de Hálux Valgo

  • Deformidade adquirida, por exemplo, de sapatos de salto alto.
  • Predisposição congênita (comum em algumas famílias).
  • 3. As mulheres são mais afetadas devido ao tecido conjuntivo mais fraco.
  • Splayfoot ou pé oblíquo incentivam hallux valgus.
  • Um acidente pode ser a causa de hallux valgus.
  • Alterações artríticas para as articulações podem ser a causa de hallux valgus.
  • Alguns distúrbios neurológicos podem levar a hallux valgus.

Usar sapatos que são muito apertados com saltos altos durante anos geralmente encoraja o desenvolvimento de Hallux Valgus. Se uma grande parte do peso corporal já não repousa sobre o calcanhar e o arco longitudinal do pé, mas pressiona o antebraço delicado, o arco transversal dianteiro do pé perde estabilidade: Splayfoot desenvolve.

É por isso que Hallux Valgus afeta principalmente as mulheres. Com o hallux valgus, o dedo grande é constantemente empurrado para os outros dedos. Os músculos anexados, portanto, desenvolvem uma direção de tensão alterada e puxam o dedo ainda mais para fora. Os saltos altos e o peso adicional resultante que continua a espalhá-lo cada vez mais incentivam a formação de Hallux Valgus.

Outros fatores relacionados ao estresse contribuem para o desenvolvimento de hallux valgus: ser excesso de peso e longos períodos de pé podem desestabilizar os tendões no antepé, permitindo que o arco transversal do pé caia.

Quem pode ter o Hálux Valgo?

Hallux valgus afeta principalmente mulheres (90% dos sofredores de Hallux Valgus são mulheres). A taxa de hallux valgus aumenta visivelmente com a idade. No entanto, algumas mulheres muito jovens e também homens têm hallux valgus: então, a causa do hallux valgus não está determinada pela sobrecarga dos pés, mas pela genética.

Hallux valgus raramente é visto em países onde as pessoas estão com os pés descalços ou com sapatos confortáveis, abertos ou sandálias. No Japão e na China, onde é considerado elegante usar calçados pequenos e estreitos, por outro lado, hallux valgus é muito comum.

Quais os problemas e sintomas que os pacientes com experiência em Hallux Valgus?

Com hallux valgus, o estresse é deslocado para longe do doloroso dedo adeus.  Isso é chamado de insuficiência do dedo grande.  Em vez disso, os dedos menores são transportados mais do peso durante o roll-off enquanto caminham.  Isso faz com que os pontos de pressão mostrados em vermelho nesta imagem - não apenas no lado da articulação metatossofalângica - mas também na sola e nas bolas dos dedos menores.Fig. 6: Com hallux valgus, o estresse é afastado do dedo grande doloroso. Isso é chamado de insuficiência do dedo grande. Em vez disso, os dedos menores são transportados mais do peso durante o roll-off enquanto caminham. Isso faz com que os pontos de pressão mostrados em vermelho nesta imagem – não apenas no lado da articulação metatossofalângica – mas também na sola e nas bolas dos dedos menores. © Dr. Thomas Schneider, MDEnquanto hallux valgus é uma deformidade comum do pé, não causa problemas graves em todos os pacientes. A deformidade dos dedos do pé em hallux valgus muitas vezes incomoda pacientes do sexo feminino: eles consideram isso um problema cosmético.

Neste caso, os problemas relacionados ao hallux valgus geralmente ocorrem acima da articulação metatarsofalángica. A articulação metatossofalângica que geralmente se projeta muito no hallux valgus esfrega contra o interior do sapato, causando inflamação. A bola do dedo do pé torna-se vermelha e inchada no hallux valgus.

Dor Hallux valgus

Causas para dor de hallux valgo

  • Bursite (inflamação dolorosa da bursa)
  • Artrite da articulação metatarsofalángica (hallux rigidus)
  • Dor do excesso de estresse no metatarso.
  • Dedos dos garras, dedos do martelo.

Com hallux valgus, o inchaço da bursa e os tecidos moles (bursite) na articulação metatossofalângica continuarão a aumentar. À medida que aumenta o inchaço, a medida em que a bola do pé esfrega contra o interior do sapato. Em resposta a esse atrito, a bolsa da articulação metatossofalângica espessa ainda mais. O trabalho da bursa é proteger os ossos e juntas da pressão e fricção. Um verdadeiro ciclo vicioso. A bursa pode tornar-se inflamada. Seja uma infecção bacteriana ou não bacteriana, a bursite é uma das aflições mais dolorosas de todos. A bursite do pé, esfregando constantemente contra o sapato na área de suporte de peso da articulação metatossofalângica, é uma das dores mais desconfortáveis.

 A deformidade do dedo grande e a protrusão resultante da bola do dedo são os sintomas epónimos de hallux valgus © Dr. Thomas Schneider, MDA deformidade do dedo grande e a protrusão resultante da bola do dedo são os sintomas epónimos de hallux valgus © Dr. Thomas Schneider, MDOutra fonte de dor em hallux valgus é a artrite continuamente crescente da articulação metatossofalângica devido à deformidade na articulação. A cartilagem na articulação do dedo grande continua a magra devido ao atrito. Em certo ponto, pode ocorrer artrite inflamada do dedo grande do pé , o que é particularmente doloroso.

Deslocar o peso para longe do dedo grande e para os quatro dedos mais pequenos resulta em overstraining-los. Isso pode causar dor metatarsiana em resposta ao deslocamento de peso (a chamada metatarsalgia de transferência ). A dor Hallux valgus inicialmente só ocorre com estresse específico, quando exerce pressão sobre a articulação. Em estágios mais avançados, a dor do hallux pode ocorrer como uma dor de repouso agonizante, independentemente do estresse.

Problemas cosméticos devido a hallux valgus

  • Redenção e inchaço da bola do dedo do pé.
  • Esfera saliente do dedo (exostosis)
  • Deformidade do dedo adotado.
  • Deformidade de dedos pequenos adjacentes sob a pressão de hallux valgus (por exemplo, dedos do martelo).
  • Forma do pé incalculável.
  • Marcha defeituosa.

A dor junto com inchaço e vermelhidão também podem ocorrer na borda interna do pé acima do primeiro osso do metatarso. Os pacientes de Hallux valgus, portanto, preferem comprar sapatos com um ou dois tamanhos maiores para evitar fricção dolorosa na bola do dedo.

A dor e os sintomas no hallux valgus não dependem necessariamente do grau de deformidade. As deformidades severas do hallux valgus muitas vezes ainda são indolentes, enquanto alguns pacientes provocam dor severa no pé, mesmo com deformidades menores.

 

Como um especialista diagnostica hallux valgus?

Raio X de uma deformidade severa de Hallux Valgus: Este raio-X mostra a deformidade dos ossos sesamóides que não mantêm o dedo adotado entre eles, mas em vez disso, estão ao lado deles.Fig. 8: Raio-X de uma deformidade severa do hallux valgus: este raio-x mostra a deformidade dos ossos sesamóides que não mantêm o dedo adotado entre eles, mas em vez disso estão ao lado deles. © Gelenk-Klinik.deHallux valgus geralmente é óbvio para leigos. O ortopedista geralmente reconhece a deformidade do hallux valgus ao olhar o pé. Hallux valgus é freqüentemente acompanhado de um ângulo visivelmente ampliado na articulação metatossofalângica. A descrição do paciente do hallux valgus dos problemas confirma a suspeição do médico.

Além disso, os pacientes com hallux valgus geralmente experimentam deformidades de acompanhamento do pé. Splayfoot com declínio visível no arco transversal dianteiro do pé, cabeça metatarsal afundada, é uma causa de hallux valgus.

Hallux valgus também é acompanhado por outros defeitos do arco do pé. A primeira coisa a identificar é o pé distorcido: um defeito no arco longitudinal do pé. Aqui, o médico identificará uma posição X do calcanhar, com a sola do pé apoiando no chão um arco longitudinal amolecido característico.

Esta podometria mostra uma metatarsalgia de transferência típica: o dedo grande à direita já não tem peso.  Em vez disso, os dedos pequenos adjacentes possuem a maior parte do peso.Fig. 9: Esta podometria mostra uma metatarsalgia de transferência típica: o dedo grande à direita já não tem peso. Em vez disso, os dedos pequenos adjacentes possuem a maior parte do peso. © Gelenk-Klinik.deOs pacientes de Hallux valgus frequentemente se queixam de dor de pé dependente da carga com longos períodos de pé ou de caminhada.

Hallux valgus é freqüentemente transmitido pelas famílias. O ortopedista, portanto, pergunta sobre membros da família com hallux valgus.

Um raio-x do pé proporciona certeza adicional no diagnóstico de hallux valgus. Mostra a extensão exata da deformidade do hallux valgo. No processo, o desvio geométrico exato entre a deformidade do hallux valgus e a posição normal é medido enquanto se mantém em pé, com peso de rolamento, o chamado ângulo de hallux valgus.

A ressonância magnética (MRI) detectará danos na cartilagem, tecido mole aprisionado e dano ósseo.

 

Von links nach rechts zunehmende Stadien der Hallux valgus FehlstellungFig. 9: De esquerda para a direita – estágios crescentes da deformidade Hallux Valgus. À esquerda uma posição normal do dedo grande. Um ângulo de até 10 ° ainda é considerado normal. Hallux valgus severo (direito) está presente em um ângulo de dedo grande acima de 40 ° -45 °. © Gelenk-Klinik.de 

  • A posição do dedo grande com um ângulo de até 10 ° ainda é considerada normal.
  • Um defeito menor do hallux valgus é 16-20 °.
  • Uma deformidade moderada do hallux valgo tem um desvio de 16-40 °.
  • Uma deformidade severa do hallux valgus tem um desvio de mais de 40 °.

 

Os sinais médicos típicos de hallux valgus são:

  • Posição do dedo grande desviando para fora mais de 10 °.
  • Comumente, o dedo grande é girado pelo seu eixo.
  • O primeiro osso metatársico que se projeta no lado interno do pé.
  • Protrusão calosa nas juntas metatarsofalangais internas.
  • Em alguns casos inflamados, inchaço vermelho da pele e bursa.
  • Aplanamento do arco transversal do pé e espalhar o antepé.
  • Diminuição da flexibilidade ou fixação da deformidade.
  • A deformidade nos dedos adjacentes é observada.
  • Hallux valgus toe girou em torno do eixo longitudinal.
  • Padrões de calão típicos de Hallux Valgus.

Perguntas respondidas palpando o hallux valgus:

Palpating the hallux valgus fornece o ortopedista experiente com informações adicionais sobre a condição do hallux valgus. Aqui, o ortopedista examina as seguintes questões:

  • Quão grave é a rotação do hallux valgus?
  • É possível mover o dedo grande para sua posição normal da deformidade do hallux valgus?
  • Quão grave é a rotação do hallux valgus?
  • Quão estável é a ligação do primeiro osso metatarsiano no tarso? – Uma instabilidade pode ser um fator importante para examinar correções inadequadas, de acordo com as cirurgias anteriores de Hallux Valgus. Hallux valgus muitas vezes se origina nessa instabilidade.
  • Os esporões ósseos (osteófitos) já estão presentes na articulação do dedo grande do pé como um sinal de artrite na articulação?
  • As doenças secundárias relacionadas ao desgaste já estão presentes?
  • Os ossos sesamóides podem ser movidos?
  • A artrite dos pequenos ossos metatarsianos pode ser identificada sob o primeiro raio do pé?

 

Prognóstico de hallux valgus

O prognóstico do hallux valgus varia dependendo do estágio e do grupo de pacientes.

Em pacientes jovens com uma deformidade flexível e, ainda assim, ativamente restaurável do dedo grande, as perspectivas de poder elevar o arco e corrigir a posição do hallux valgus através de exercícios de fisioterapia e tratamento conservador são boas.

Em pacientes mais velhos com uma deformidade já existente – ou seja, não mais ativamente restaurável -, o hallux valgus, a cirurgia de hallux valgus oferece boas perspectivas de indolência e normalização permanente da deformidade do dedo do pé. Os resultados da correção cirúrgica do hallux valgus são muito bons com o procedimento apropriado.

 

Hallux valgus tem um curso de auto intensificação

O grau de deformidade do hallux valgus é determinado usando o desvio do dedo grande da posição normal.Fig. 10: O grau de deformidade do hallux valgus é determinado usando o desvio do dedo grande da posição normal © Gelenk-Klinik.deO joanete – o inchaço das juntas metatarsophalangeal no interior dos alimentos característicos de hallux valgus – continua a aumentar devido à tensão do tendão no dedo grande girado para dentro. À medida que o desvio do dedo grande aumenta para fora, a atração dos tendões e músculos continua a piorar a deformidade do hallux valgus.

No início da deformidade, o hallux valgus ainda é flexível e passivamente compensável. Mas, enquanto Hallux Valgus progride, o dedo adeus torna-se permanentemente rígido e torto. Cada passo no final do roll-off cria puxão máximo no tendão, que então intensifica ainda mais a deformidade do hallux valgus.

A forma não artificial da articulação metatarsofalángica e do antepé no hallux valgus prejudica a função normal do pé. O joanete não é apenas uma deformidade estática. Esta deformidade também afeta roll-off, distribuição de peso e coordenação de marcha.

Não detectada e não tratada, hallux valgus causa irritação permanente da pele, bursa e cápsula articular. Irritação, inchaço, bursite bacteriana e não bacteriana e desbaste da cápsula podem resultar devido a hallux valgus e resultar em problemas aumentando ainda mais.

Der Hallux valgus kann die benachbarten Zehen verdrängenDeformidade severa do hallux valgus com dedos do martelo, vista frontal: Hallux valgus também pode afastar os dedos adjacentes. O calo sob os dedos pequenos como resultado da redistribuição – longe do dedo grande e dos dedos pequenos – é claramente visível.A deformidade do hallux valgus também pode resultar em lados adjacentes sendo superados, sobrepostos ou deformados. Resultando nos dedos típicos do martelo e da garra .

Transferir metatarsalgia

Se o primeiro raio do pé do dedo grande se desviar para fora, a carga nos outros ossos do metatarso também muda: eles estão mais tensos durante o roll-off, embora o dedo grande seja realmente projetado para suportar a maior parte do peso. Esta mudança de peso pode resultar em dor metatarsiana: isto é referido como metatarsalgia de transferência como resultado de hallux valgus.

O 2º osso Metatarsiano em particular pode ser afetado por hallux valgus. O resultado direto de hallux valgus é então um dedo da garganta no dedo do pé ao lado do dedo grande do pé (ver imagem) com sobretensão grave e síndrome de dor do metatarso (a chamada metatarsalgia ). Muitos pacientes, então, acreditam que Hallux Valgus está realmente livre de sintomas e apenas o Metatarsus é doloroso. Mas a causa dessa metatarsalgia relacionada ao hallux valg é sempre a deformidade do dedo grande: é o que precisa ser tratado.

Terapia: como o hallux valgus pode ser tratado?

Objetivos de tratamento na terapia Hallux Valgus na Alemanha

  • Redução da dor relacionada com Hallux valgus.
  • Desaceleração ou correção da deformidade do hallux.
  • Recuperação da função do dedo grande e da articulação do dedo grande (articulação MTP).

Existem inúmeros trechos de joalharia. Qual tratamento é apropriado para cada paciente, o cirurgião ortopedista irá decidir tomar em consideração – entre todas as outras circunstâncias, o grau de deformidade do hallux valgus, as co-morbidades existentes e a situação pessoal do paciente. O melhor tratamento é, é claro, a prevenção.

Tratamentos conservadores de hallux valgus

  • Técnica ortopédica para hallux valgus
  • Espalhador de dedos
  • Fisioterapia e ginástica de pé
  • Planos com suporte
  • Analgésicos como o ibuprofeno

Através de exercícios que promovem a livre circulação do dedo grande em todas as direções, o surgimento de hallux valgus pode ser efetivamente prevenido. Mas muito poucos conduzem tais exercicios preventivos da adolescência. Se o joanete só ocorreu uma vez, as terapias conservadoras só podem aliviar os sintomas: uma provisão de hallux valgus não é mais possível.

Quais tratamentos ajudam nos estágios iniciais do hallux valgus?

Hallux valgus SchieneO talão Hallux Valgus pode endireitar o dedo inclinado distorcido. © BauerfeindO talão Hallux Valgus pode endireitar o dedo inclinado distorcido. © Bauerfeind Se hallux valgus é detectado nos estágios iniciais, o ortopedista pode tratar a deformidade com terapia conservadora. Em primeiro lugar, usando sapatos lisos com amplo espaço para os dedos dos pés todos os dias.

Para o valux salgado leve, o tratamento inclui palmilhas Hallux valgus , para apoiar o arco da frente e para impedir que o pé splayfo progrida.

Técnica ortopédica para hallux valgus

  • Espalhador de dedos
  • Almofada de dedo do pé
  • Planos com suporte
  • Rolo de bola
  • Ortopedias (taludes de alastros)

Há também talassas de Hallux valgus , que reduzem a pressão do dedo grande para os dedos adjacentes.

Os sapatos Hallux valgus têm saltos planos. Eles são amplamente largos no antepé e permitem aos pés flexibilidade total.

O efeito relaxante que a órtese do hallux valgus tem na cápsula articular.  © Dr. Thomas Schneider

Os exercícios de Hallux valgus e os pés descalços podem melhorar ainda mais o desenvolvimento em estágios iniciais da deformidade de Hallux Valgus. Ativar e relaxar os músculos do pé e do pé naturalmente fortalece e endireita o arco frontal do pé. A forma natural do pé não é uma função esquelética puramente estática: músculos bem treinados e ativos do início da adolescência são necessários para fornecer a forma e a estabilidade para um arco flexível. E somente os arcos intactos podem impedir que a condição de hallux valgus progrida.

O cuidado consistente da pele com os pontos de pressão é muito importante no tratamento de hallux valgus. O inchaço e conseqüentemente o atrito dentro do sapato contribuem diretamente para que Hallux Valgus seja doloroso. Detenção de medidas de cuidados com a pele são, portanto, fundamentais para o tratamento conservador da dor do intestino valgo .

 Einlage bei hallux valgus entlastet das GroßzehengrundgelenkA palmilha (almofada de treliça) suporta a articulação metatarsofalángica. O suporte da palmilha proporciona alívio dos sintomas para hallux valgus doloroso. © Dr. Thomas Schneider

Os sapatos especiais Hallux valgus , proporcionando mais espaço para o joanete podem minimizar o atrito e, portanto, reduzir o inchaço, a inflamação e a dor do hallux valgus.

Wirkung einer Einlage bei hallux valgusPé mostrado dentro do sapato (verde). A palmilha para hallux valgus suporta o arco frontal do pé. A biomecânica dos dedos dos pés é normalizada novamente. Embora essas palmilhas sejam confortáveis, elas não eliminam a deformidade no longo prazo. © Dr. Thomas Schneider

As palmilhas podem suportar o pé de calção: o antepé estreita novamente levantando o arco da frente. Isso minimiza a irritação do jumentinho devido ao atrito dentro do sapato: o inchaço de Hallux Valgus pode ser reduzido.

Indicações para a cirurgia: qual o tratamento que ajuda no hallux valgus avançado?

Quando o hallux valgus requer cirurgia?

  • Dificuldade de limitação da flexibilidade do pé severa
  • Inflamação crônica da bola do dedo do pé
  • Alto dedo do pé apontando para os dedos pequenos.
  • Maior endurecimento do dedo grande na sua deformidade (denominada “contração”)
  • O tratamento conservador e os talões de Hallux valgus já não proporcionam melhorias.

Com o hallux valgus avançado onde cada passo dói, a dor do paciente só pode ser aliviada a longo prazo com a cirurgia de hallux valgus Em pacientes adultos, só podemos diminuir a progressão da doença com exercícios de fisioterapia e uma tala. Neste caso, o alinhamento cirúrgico dos joanhinhos é a única opção causal para o tratamento da dor do intestino valgo e prevenção de complicações na articulação metatarsofalángica.

Antes de selecionar o método cirúrgico, as seguintes questões devem ser abordadas:

  • Exatamente até que ponto o hallux valgus realmente se desvia da anatomia normal?
  • Qual dos métodos cirúrgicos é adequado para restaurar uma anatomia amplamente normal do dedo adeus?
  • Pode-se restaurar a condição normal, mesmo que seja esperado após hallux valgus?
  • Quão avançado é a artrite na articulação metatossofalângica?

O podiatra ortopedista oferece vários métodos cirúrgicos de hallux valgus: o ortopedista que trata deve discutir com o paciente qual método cirúrgico será usado no caso específico. No entanto, praticamente todas as técnicas para operar em hallux valgus seguem um princípio consistente:

Um procedimento de tecido mole corrige os tendões e a cápsula articular para permitir que o dedo grande seja endireitado.

Um procedimento no osso no dedo grande – geralmente o reposicionamento (osteotomia) – geralmente endireitará os dedos dos pés novamente.

Um procedimento no osso no dedo grande – geralmente o reposicionamento (osteotomia) – geralmente endireitará os dedos dos pés novamente.

Cirurgia Hallux valgus: objetivos específicos

1. Eliminando a dor aguda e a mobilidade limitada devido ao hallux valgus:

Os pacientes querem ter pés anatomicamente normais, diretos e cosméticamente atraentes após a cirurgia, que são capazes de suportar a tensão do esporte e da vida diária.

2. Correção (osteotomia) das falanges

A importante correção visa prevenir o desgaste (artrite) na articulação metatossofalângica e problemas no antepé (como dedos do martelo e dor metatarso). O objetivo é normalizar permanentemente a marcha e a mecânica do roll-off enquanto caminhava.

3. Estabilizando as articulações metatarsofalángicas para a artrite:

A importante articulação metatarsofalángica pode sofrer artrite (desgaste das articulações) devido à deformidade do hallux valgus. Este desgaste articular pode ser tratado preservando a articulação (artroscopia) ou fundindo a articulação (artrodese). Existe também a opção de prótese total ou parcial (prótese Hemi) das articulações metatarsofalángicas.

Princípio da cirurgia de hallux valgus

Existem agora muitas técnicas diferentes de cirurgia de hallux valgus. Antes de analisar mais de perto os procedimentos importantes em um artigo diferente sobre → cirurgia de hallux , gostaríamos de identificar rapidamente os princípios de correção de hallux valgus que todos eles têm em comum. Todos os procedimentos específicos na articulação metatossofalangiana incluem essas opções de tratamento.

Procedimentos de tecido mole: Tratamento dos tendões e da cápsula articular do dedo grande

Anspannung der GelenkkapselO tendão do dedo grande do pé é mostrado em amarelo. Ele tira o dedo grande como um arco. Mostrado em vermelho é a cápsula articular, cada vez mais esticada no hallux valgus. © Dr. Thomas Schneider, MDA cápsula em torno da articulação metatossofalângica diminuiu devido à deformidade, de modo que a deformidade é contraatente , ou seja, não pode mais ser ativamente retornada. Assim, a liberação e expansão da cápsula articular e o ajuste do comprimento dos tendões que controlam o dedo adotado são um passo importante para alcançar o alinhamento permanente do dedo adotado.

A cápsula articular muda devido ao hallux valgus. No lado da curva na articulação metatarsofalángica (vermelho no desenho adjacente) a cápsula é sobrecarregada, do outro lado, é contraída. Esta alteração na cápsula articular deve ser corrigida através de condensação e expansão. Os tendões afetados (amarelo) também requerem correção de comprimento.

Osteotomia: Reposicionamento dos ossos e cura na nova posição

Osteotomia (reposicionamento do osso): a direção do raio do pé pode ser alterada permanentemente com um corte no osso (linha vermelha) e realinhamento.  Uma vez curada, a mudança de direção pode corrigir permanentemente hallux valgus.  A osteotomia de chevron mostrada aqui é uma das muitas opções de reposicionamento que podem ser usadas com base no caso individual.  © Dr. Thomas Schneider, MDFig. 17: Osteotomia (reposicionamento do osso): a direção do raio do pé pode ser alterada permanentemente com um corte no osso (linha vermelha) e realinhamento. Uma vez curada, a mudança de direção pode corrigir permanentemente hallux valgus. A osteotomia de chevron mostrada aqui é uma das muitas opções de reposicionamento que podem ser usadas com base no caso individual. © Dr. Thomas Schneider, MDCom osteotomia cirúrgica, os metatarsos e falanges são cortados e se juntam novamente em uma direção nova, desejada, e estabilizaram-se com parafusos, arame ou pequenas talassas metálicas até serem curadas no lugar na nova posição.

Cheilectomia: artroscopia de preservação conjunta da articulação metatarsofalángica

Se a articulação ainda for mais de 50% de cartilagem, pode ser realizada uma artroscopia minimamente invasiva de preservação das articulações metatarsofalángicas. Quaisquer esporas ósseas que estão presentes são removidas. As perspectivas de cheilectomia às vezes devem ser determinadas durante a cirurgia, depois de ter uma visão direta da articulação. Se o dano já é muito grave, este procedimento não pode proporcionar alívio de problemas.

Artrodese: fixação da articulação metatarsofalángica

Em pacientes com deformidade severa com hallux valgus e artrite da articulação metatossofalângica, às vezes o dedo grande deve ser completamente removido e corrigido. Esta fixação é feita por fusão dos parceiros conjuntos. Se necessário, esta fusão (especialmente nas mulheres) tem um ângulo que também permite o uso de saltos mais altos sem restringir o movimento.

Técnica cirúrgica “mínimamente invasiva” com incisões mínimas e cicatrização mínima

Os avanços médicos desenvolveram diferentes métodos cirúrgicos de hallux valgus.

A técnica cirúrgica de hallux valgus mais promissora foi desenvolvida nos últimos anos. É provado internacionalmente, mas até agora apenas é realizado por um pequeno número de clínicas da Alemanha: a chamada cirurgia de hallux valgus minimamente invasiva . Ao usar instrumentos minúsculos de apenas 2mm de comprimento, semelhante aos instrumentos dentários, as lesões nos tecidos moles durante a cirurgia do hallux e, portanto, o tempo de cicatrização, podem ser consideravelmente reduzidas.

Características especiais: com esta cirurgia hallux valgus, nenhum parafuso é instalado para deformidades menores. Isso elimina a necessidade de cirurgia de acompanhamento para remover os parafusos.

Ao usar as ferramentas mais pequenas – semelhante aos instrumentos dentários, a osteotomia corretiva necessária para hallux valgus pode ser realizada com mínima lesão na pele e nos tecidos moles. Isso reduz o tempo de cicatrização e a taxa de complicações, e o reparo da ferida é acelerado devido à lesão menor nos tecidos moles.

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função do manguito rotador

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Descrição

O manguito rotador (RC) é um nome comum para o grupo de 4 músculos distintos e seus tendões, que fornecem força e estabilidade durante o movimento do complexo do ombro. Eles também são chamados de músculo SITS, com referência à primeira letra de seus nomes ( supraespinhal , infraespinhal , redondo menor e subescapular , respectivamente). Os músculos surgem da escápula e se conectam à cabeça do úmero, formando um manguito ao redor da articulação glenoumeral (GH).
Maguito Rotador

Anatomia do Mangui Rotador

Os músculos do manguito rotador incluem:

Orígenes na escápula Inserção no úmero Função primária
M. supraspinatus fossa supraespinhosa faceta superior da tuberosidade maior rapto
M. infraspinatus fossa infraespinhosa faceta média da tuberosidade maior exorotação(rotação lateral / externa)
M. teres menor borda lateral da escápula faceta inferior da tuberosidade maior exorotação(rotação lateral / externa)
M. subscapularis fossa subescapular tuberosidade menor ou colo umeral endorotação(rotação medial / interna)

Cranial ao manguito rotador, há uma bursa que cobre e protege o músculo e os tendões, uma vez que estão em contato próximo com os ossos circundantes.

Função do Manguito Rotador

Os músculos do manguito rotador  são usados ​​em uma variedade de movimentos da extremidade superior, incluindo flexão, abdução, rotação interna e rotação externa. Eles são jogadores essenciais em quase todos os tipos de movimento do ombro. Força e flexibilidade equilibradas em cada um dos quatro músculos são vitais para manter o funcionamento de toda a cintura escapular.

Como grupo, os músculos do manguito rotador são responsáveis ​​por estabilizar a articulação do ombro, proporcionando os movimentos de “sintonia fina” da cabeça do úmero dentro da fossa glenóide. Eles são músculos mais profundos e são muito ativos no controle neuromuscular do complexo do ombro durante os movimentos dos membros superiores.

Eles mantêm a cabeça do úmero dentro da pequena fossa glenóide da escápula para aumentar a amplitude de movimento na articulação GH e evitar obstrução mecânica (isto é, um possível impacto biomecânico durante a elevação). 

Está bem documentado que as disfunções do manguito rotador podem causar dor no ombro, capacidade funcional prejudicada e redução da qualidade de vida.

anatomia manguito rotador

Lesões comuns no manguito rotador

Lesões de manguito rotador são lesões comuns que podem ocorrer em qualquer idade. Em indivíduos mais jovens, a maioria das lesões ocorre secundária a trauma ou surgem de uso excessivo devido a atividades aéreas (por exemplo, voleibol, tênis, arremesso). A incidência de lesões aumenta com a idade; no entanto, alguns indivíduos com patologia do manguito rotador podem ser assintomáticos. Os músculos do manguito rotador podem ser vítimas de degeneração muscular, choque e laceração com o avanço da idade. A biomecânica deficiente, como disfunções posturais (postura anterior do GH na cavidade glenoidal, por exemplo) pode afetar prematuramente a qualidade dos músculos e tendões do manguito rotador devido a tensões repetitivas e invasão de tecido.

As lesões mais comuns do manguito rotador são frequentemente referidas como:

  • Rotator Cuff Tears (rompimento micro ou macro dos músculos ou tendões);
  • Tendinite do manguito rotador (inflamação aguda do tecido mole manguito rotador);
  • Tendinopatia do manguito rotador (irritação crônica ou degeneração do tecido mole manguito rotador);
  • Síndrome do impacto (disfunção biomecânica do complexo do ombro que causa desgaste anormal no tecido mole do manguito rotador).

Sintomas Comuns de lesão no Manguito Rotador

É importante observar que as rupturas ou lesões do manguito rotador nem sempre estão associadas à dor ou perda de função relatada pelo paciente.  Além disso, é importante notar que pacientes assintomáticos podem desenvolver sintomas em um período de tempo relativamente curto.

Os sinais mais comuns de lesões do manguito rotador são:

  • Dor (pode ou não estar presente). Pode ser localizada na face anterior / lateral do ombro, com dor referida na parte superior do braço (face lateral).
  • Amplitude de movimento dolorosa
    • Arco dolorido (os graus variam – geralmente acima da altura do ombro)
    • Rotação externa dolorosa / rotação interna / Abdução
  • Fraqueza muscular na articulação do ombro (particularmente Abdução e ER)
  • Prejuízos funcionais (dificuldade em levantar, empurrar, movimentos acima da cabeça e movimentos com a mão atrás das costas (IR)).

Esses sinais resultam principalmente da perda da estabilidade superior da articulação glenoumeral devido à disfunção dos músculos do manguito rotador.

Diagnóstico de patologias do manguito rotador

Os elementos-chave no diagnóstico de patologia de manguito rotador são:

  • História
    • Idade / sexo / co-morbidades (diabetes / tabagismo / dor anterior no ombro / dor cervical)
    • Participação em esportes (esportes de contato / esportes aéreos)
    • Mecanismo de lesão (lesão aguda (ou seja, queda com a mão estendida (FOOSH)) / trauma ou esforço repetitivo)
  • Exame físico
    • Inspeção visual do ombro / coluna cervical e torácica
    • C-espinha (descartar dor referida e / ou radiculopatia)
    • Palpação (dor / deformidade / inchaço)
    • Amplitude de movimento / movimentos funcionais
    • Teste de força (teste manual de músculos ou com um dinamômetro portátil)

Testes Clínicos: O diagnóstico de uma tendinopatia manguito rotador pode ser feito em uma clínica com o uso de Testes de Cluster:

  • Teste Hawkins-Kennedy
  • Teste de Neer
  • Sinal de arco doloroso
  • Lata vazia para teste
  • Dor ou fraqueza com rotação externa.
  • Diagnóstico por imagem do ombro :
    • Raios-X (menos precisos para o diagnóstico de manguito rotador;  a menos que haja suspeita de fratura por avulsão, calcificações, artrite ou deformidades ósseas)
    • MRI (prática recomendada para visibilidade de tecidos moles) ou
    • Ultrassom

É importante diferenciar as dores no ombro provenientes de outros locais que não o ombro, como o pescoço (dor cervical ou torácica referida) ou no cotovelo, e também as dores de outras estruturas no ombro, através da anamnese e exame físico. A dor é provocada principalmente por manobras aéreas e pode ocorrer fraqueza dos músculos do ombro.

Os músculos manguito rotador não podem ser vistos nas radiografias, mas calcificações, artrite ou deformações ósseas – que são causas comuns de patologias do manguito rotador – podem ser visíveis. O método de imagem mais comum para avaliar patologias do manguito rotador é a ressonância magnética. Pode detectar lacerações e inflamações e ajudar a determinar o tamanho e o caráter para estabelecer um protocolo de tratamento adequado.

Embora a ressonância magnética seja o método de imagem padrão ouro para patologias do manguito rotador, a US pode ser usada porque tem uma boa precisão diagnóstica (nível de evidência 2a), é mais econômica e está prontamente disponível.

Possíveis fatores de confusão:

  • Aumento da idade;
  • Características de rasgo de ressonância magnética;
  • Status de compensação do trabalhador.

Fatores, como idade, cronicidade e gravidade das deficiências da unidade muscular do tendão, têm sido repetidamente associados a taxas de retardo mais altas e desfechos clínicos piores.

Possíveis comorbidades:

  • Diabetes ;
  • Fumar;
  • Infecção anterior do ombro;
  • Doença cervical.

Força da recomendação: Inconclusivo

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Tratamentos comuns para manguito rotador

Tratamento da dor

  • AINEs, força moderada (o benefício excede o dano potencial) para uso na ausência de um rasgo de espessura total.
  • Modificação de atividade, gelo, calor, iontoforese, TENS, PEMF, fonoforese. Força das recomendações: inconclusiva.

Tratamentos conservadores

  • Fisioterapia / prescrição de exercícios / modalidades. Força inconclusiva .
  • O tratamento conservador é eficaz para muitas lesões do manguito rotador e compreende a injeção de corticosteroide (ou hialuronato de sódio) no espaço subacromial e fisioterapia para aumentar a força dos músculos residuais e melhorar a rigidez do ombro.
  • Injeções de corticosteroides. Força das recomendações: inconclusiva. 

Reparo cirúrgico para rupturas agudas manguito rotador

Para obter a cura anatômica, os tendões rompidos do manguito rotador devem ser reparados. O reparo cirúrgico mostrou resultados clínicos moderados a excelentes na maioria dos estudos. No entanto, o tratamento cirúrgico para rupturas crônicas e grandes do manguito rotador precisa ser melhorado, especialmente para aqueles em pacientes idosos, que continuam a demonstrar altas taxas de falha.

Para rupturas irreparáveis ​​do manguito rotador, os tratamentos alternativos incluem:

  1. Reconstrução da cápsula superior;
  2. Artroplastia total reversa do ombro;
  3. Acromioplastia;
  4. Reparo parcial de RC, desbridamento ou transferência de músculo / tendão (quando rupturas irreparáveis ​​do RC);
  5. Alografias e xenografias.

Força da recomendação: limitada.

Referências

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  2. Codman EA. O ombro. Malibar, Flórida: RE Kreiger; 1934
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  9. Dia, M, Phil, M, McCormack, RA, Nayyar, S, Jazrawi, L. Ultrassom de treinamento médico e precisão do diagnóstico em lacerações do manguito rotador. Boletim do hospital para doenças articulares (2013). 2016; 74 (3): 207-11.
  10. Thakker, VD, Bhuyan, D, Arora, M, Bora, MI. Lesões do manguito rotador: o ultrassom é suficiente? A Correlação com MRI. Revista Internacional de Anatomia, Radiologia e Cirurgia. 2017; Vol-6 (3): RO01-RO07. DOI: 10.7860 / IJARS / 2017/28116: 2279
  11. Le BT, Wu XL, Lam PH, Murrell GA. Fatores que predizem retrações do manguito rotador: uma análise de 1000 reparos consecutivos do manguito rotador. Am J Sports Med 2014; 42: 1134-42. http://dx.doi.org/10.1177/0363546514525336
  12. American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS). Otimizando o tratamento de problemas do manguito rotador: Diretrizes e relatório de evidências. Unidade de Diretrizes de Prática Clínica da AAOS. v.1.1_033011. 2010.

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Conheça sobre o Manguito Rotador e suas Funções

Conheça sobre o Manguito Rotador e suas Funções

 Quais são as funções do Manguito Rotador?

O Manguito Rotador é responsável por fornecer estabilidade ao ombro e permitir movimentos centrados no ombro, como elevar os braços para trás, movimento de abdução/adução e rotação interna/externa. A função do Manguito Rotador impede que as articulações se desloquem muito durante os movimentos, garantindo assim segurança para os ombros.

No corpo humano, o manguito rotador é uma unidade anatômica funcional localizada na extremidade superior .

Sua função está relacionada à articulação glenoumeral, onde os músculos do manguito funcionam tanto como executores dos movimentos da articulação quanto como estabilizadores da articulação.

As lesões do manguito rotador interferem na função da articulação glenoumeral e correspondem à incapacidade de realizar os movimentos associados a esta articulação.

Fatos principais
Músculo supraespinhal Origem : fossa supraespinhal da escápula
Inserção : tubérculo maior do úmero
Inervação : nervo supraescapular (C4, C6)
Função : iniciação da abdução do braço até 15° na articulação glenoumeral; estabilização da cabeça do úmero na cavidade glenoidal.
Músculo infraespinhal Origem : fossa infraespinhal da escápula
Inserção : tubérculo maior do úmero
Inervação : nervo supraescapular (C5, C6)
Função : rotação externa do braço na articulação glenoumeral; estabilização da cabeça do úmero na cavidade glenoidal.
músculo redondo menor Origem : margem lateral da escápula
Inserção : tubérculo maior do úmero
Inervação : nervo axilar (C5, C6)
Função : rotação externa e adução do braço na articulação glenoumeral; estabilização da cabeça do úmero na cavidade glenoidal.
músculo subescapular Origem : dois terços mediais da fossa subescapular
Inserção : tubérculo menor do úmero
Inervação : nervos subescapulares superior e inferior (C5, C7)
Função : rotação interna do braço; estabilização da cabeça do úmero na cavidade glenoidal.

O seguinte artigo descreve a anatomia, incluindo as origens e inserções, juntamente com a função e patologias do manguito rotador.

Conteúdo
  1. Origens e inserções
    1. músculo subescapular
    2. músculo redondo menor
    3. Músculo supraespinhal
    4. Músculo infraespinhal
    5. Mnemônico
  2. Funções
  3. Aspectos clínicos
  4. Fontes

Origens e inserções

Todos esses músculos se originam da escápula e se inserem no úmero 

Inserções, inervação e funções dos músculos do manguito rotador.

Músculo subescapular

O músculo subescapular é muito importante para a rotação interna do úmero. Origina-se da fossa subescapular e se insere no tubérculo menor do úmero.

 

Músculo redondo menor

Musculo redondo menor o do manguito rotador

O músculo redondo menor se origina na borda lateral da escápula  e se insere no tubérculo maior do úmero .

Músculo supraespinhal

Musculo Suprespinhal do Manguito Rotador

O músculo supraespinal tem origem na fossa supraespinal e se insere no tubérculo maior do úmero – semelhante ao músculo redondo menor.

Músculo infraespinhal

Musculos Infraespinho do Manguito rotador

O quarto músculo do manguito rotador é o músculo infraespinal . Origina-se na fossa infraespinhal da escápula e também se insere no tubérculo maior .

Funções

A principal função do manguito rotador é estabilizar e centralizar a cabeça do úmero na cavidade articular, a cavidade glenóide. Além disso, os músculos apertam a cápsula articular evitando uma pinça durante os movimentos do ombro .

O manguito rotador sempre aparece nas questões do exame! Certifique-se de estar preparado para perguntas sobre seus anexos, inervações e funções com nosso gráfico de revisão da anatomia muscular da extremidade superior.

O músculo subescapular é um poderoso rotador interno que também suporta o braço durante abdução e adução. A função do músculo redondo menor consiste principalmente na rotação externa  e adução do braço.

O músculo supraespinhal inicia a  abdução do braço. Finalmente, o músculo infraespinhal é um forte rotador externo e também auxilia na abdução e adução.

Função do Manguito Rotador

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Bursite Retrocalcaneal

Bursite Retrocalcânea: Causas, Sintomas, e Tratamento

  • Bursite Retrocalcânea: Causas, Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

    A bursite retrocalcânea é uma inflamação localizada na região posterior do calcanhar, próxima ao tendão de Aquiles. Ela ocorre principalmente na bursa localizada entre o calcâneo e a superfície anterior do tendão de Aquiles.

    Essa condição pode provocar dor atrás do calcanhar, inchaço, sensibilidade local e desconforto durante a caminhada, corrida ou ao ficar na ponta dos pés.

    A bursite retrocalcânea pode ocorrer de forma isolada ou estar associada à tendinopatia do tendão de Aquiles, o que pode dificultar o diagnóstico apenas com base nos sintomas.

    O Que é Bursite Retrocalcânea?

    As bursas são pequenas estruturas preenchidas por líquido que ajudam a diminuir o atrito entre tendões, músculos, pele e ossos durante os movimentos.

    Na região posterior do calcanhar existem bursas próximas à inserção do tendão de Aquiles.

    A bursa retrocalcânea, também chamada de bursa subtendínea, está localizada entre o tendão de Aquiles e o calcâneo.

    Existe ainda uma bursa mais superficial, localizada entre a pele e a região posterior do tendão de Aquiles, conhecida como bursa calcânea subcutânea.

    A inflamação de uma ou mais dessas estruturas pode provocar dor e inchaço na região posterior do tornozelo e do calcanhar.

    Anatomia da Bursa Retrocalcânea

    A bursa retrocalcânea está localizada na região posterior e superior do calcâneo, abaixo do tendão de Aquiles.

    Sua principal função é contribuir para a redução do atrito entre o tendão e o osso durante os movimentos do tornozelo.

    A inserção do tendão de Aquiles, a bursa retrocalcânea e o calcâneo possuem uma relação anatômica bastante próxima.

    Por esse motivo, alterações na anatomia do calcâneo ou sobrecarga do tendão de Aquiles podem favorecer irritação e inflamação da bursa.

    Durante o movimento de dorsiflexão do tornozelo, quando o pé se aproxima da perna, pode ocorrer aumento da compressão das estruturas localizadas na região posterior do calcâneo.

    Em pessoas predispostas, essa compressão repetitiva pode contribuir para o desenvolvimento da bursite.

    Bursite Retrocalcânea e Tendão de Aquiles

    A bursite retrocalcânea possui uma relação importante com o tendão de Aquiles.

    O tendão de Aquiles conecta os músculos da panturrilha ao calcâneo e participa de movimentos importantes, como caminhar, correr, saltar e ficar na ponta dos pés.

    Como a bursa retrocalcânea está localizada entre o tendão e o calcâneo, alterações mecânicas nessa região podem afetar simultaneamente diferentes estruturas.

    Por isso, a bursite retrocalcânea pode ser confundida com:

    • tendinopatia de Aquiles;
    • tendinopatia insercional do Aquiles;
    • alterações do calcâneo;
    • síndrome de Haglund;
    • outras causas de dor posterior no calcanhar.

    Em alguns pacientes, a bursite e a tendinopatia podem ocorrer simultaneamente.

    Causas da Bursite Retrocalcânea

    A bursite retrocalcânea pode surgir após um trauma direto ou desenvolver-se gradualmente devido à sobrecarga repetitiva.

    Entre as principais causas e fatores associados estão:

    • excesso de treinamento;
    • aumento repentino da intensidade dos exercícios;
    • corrida excessiva;
    • atividades com saltos repetitivos;
    • sobrecarga do tendão de Aquiles;
    • trauma direto na região posterior do calcanhar;
    • calçados apertados;
    • calçados com parte posterior rígida;
    • alterações biomecânicas;
    • redução da mobilidade do tornozelo;
    • alterações no alinhamento do membro inferior;
    • deformidade de Haglund.

    Atletas e pessoas fisicamente ativas podem apresentar maior exposição a movimentos repetitivos capazes de irritar a região.

    Calçados e Bursite Retrocalcânea

    O uso de determinados tipos de calçados pode aumentar a pressão na região posterior do calcanhar.

    Sapatos apertados ou com estrutura rígida podem comprimir repetidamente a região próxima ao tendão de Aquiles.

    Pessoas acostumadas a utilizar salto alto por longos períodos também podem apresentar alterações na adaptação dos músculos da panturrilha e do tendão de Aquiles.

    Uma mudança abrupta para calçados completamente planos pode aumentar temporariamente a tensão sobre essas estruturas em alguns indivíduos.

    A escolha adequada do calçado pode, portanto, fazer parte tanto da prevenção quanto do tratamento da bursite retrocalcânea.

    Bursite Retrocalcânea e Deformidade de Haglund

    A deformidade de Haglund corresponde a uma proeminência óssea localizada na região posterior e superior do calcâneo.

    Quando essa região do osso apresenta maior proeminência, pode ocorrer aumento da compressão entre o calcâneo e o tendão de Aquiles.

    Essa compressão pode irritar a bursa retrocalcânea e favorecer o surgimento de inflamação.

    Durante a dorsiflexão do tornozelo, a pressão sobre essas estruturas pode aumentar ainda mais.

    Por esse motivo, a deformidade de Haglund deve ser considerada durante a avaliação de pacientes com dor persistente na região posterior do calcanhar.

    Outras Condições Associadas à Bursite Retrocalcânea

    Embora muitos casos estejam relacionados à sobrecarga mecânica, algumas doenças também podem estar associadas à inflamação da bursa retrocalcânea.

    Entre elas estão:

    • artrite reumatoide;
    • gota;
    • espondiloartrites;
    • outras doenças inflamatórias.

    Quando os sintomas aparecem sem uma causa mecânica evidente ou estão associados a outros sinais articulares ou sistêmicos, uma avaliação médica pode ser necessária para investigar outras condições.

    Sintomas da Bursite Retrocalcânea

    Os sintomas podem variar de acordo com a intensidade e o tempo de evolução da inflamação.

    Os principais sintomas incluem:

    • dor atrás do calcanhar;
    • dor próxima à inserção do tendão de Aquiles;
    • sensibilidade ao tocar a região;
    • inchaço atrás do calcanhar;
    • desconforto ao utilizar determinados calçados;
    • dor durante a corrida;
    • dor durante a caminhada;
    • desconforto ao subir ladeiras;
    • dor ao subir escadas;
    • aumento da dor ao ficar na ponta dos pés;
    • dor durante atividades que exigem maior esforço da panturrilha.

    Em alguns casos, a dor pode ser mais intensa no início da atividade física e aumentar novamente após períodos prolongados de esforço.

    Dor Atrás do Calcanhar

    A presença de dor atrás do calcanhar é um dos principais sintomas associados à bursite retrocalcânea.

    Entretanto, existem diversas condições capazes de provocar dor nessa região.

    Entre os possíveis diagnósticos diferenciais estão:

    • tendinopatia de Aquiles;
    • tendinopatia insercional do Aquiles;
    • deformidade de Haglund;
    • lesões do tendão de Aquiles;
    • bursite calcânea superficial;
    • alterações ósseas do calcâneo.

    Por esse motivo, dores persistentes não devem ser avaliadas apenas pela localização do sintoma.

    Como é Feito o Diagnóstico da Bursite Retrocalcânea?

    O diagnóstico costuma começar por uma avaliação clínica detalhada.

    O profissional pode investigar:

    • localização exata da dor;
    • atividades que aumentam os sintomas;
    • histórico esportivo;
    • alterações recentes no treinamento;
    • tipo de calçado utilizado;
    • presença de trauma;
    • tempo de evolução dos sintomas.

    Também pode ser realizada inspeção da região para verificar a presença de inchaço, vermelhidão ou proeminência óssea.

    A palpação ajuda a determinar a região de maior sensibilidade.

    A mobilidade do tornozelo, força muscular e possíveis alterações biomecânicas também podem ser avaliadas.

    Avaliação Fisioterapêutica da Bursite Retrocalcânea

    Durante a avaliação fisioterapêutica, é importante analisar não apenas a região dolorosa.

    Alterações em outras estruturas podem aumentar a carga sobre o tendão de Aquiles e a região do calcâneo.

    A avaliação pode incluir:

    • mobilidade do tornozelo;
    • flexibilidade da panturrilha;
    • força muscular;
    • controle do pé e tornozelo;
    • padrão de marcha;
    • padrão de corrida;
    • equilíbrio;
    • mobilidade das articulações próximas;
    • alinhamento dos membros inferiores;
    • características do calçado.

    A identificação dos fatores que contribuem para a sobrecarga pode ajudar na elaboração do plano de tratamento.

    Exames para Bursite Retrocalcânea

    Na maioria dos casos, o diagnóstico pode ser realizado principalmente através da avaliação clínica.

    Entretanto, exames de imagem podem ser utilizados quando existem dúvidas sobre o diagnóstico ou suspeita de outras alterações.

    Radiografia

    A radiografia pode ajudar a identificar alterações ósseas.

    Uma das principais alterações que podem ser observadas é a deformidade de Haglund, caracterizada por uma proeminência da região posterior e superior do calcâneo.

    Entretanto, a radiografia apresenta limitações para avaliar diretamente a bursa e outros tecidos moles.

    Por isso, um exame radiográfico normal não necessariamente exclui a presença de bursite retrocalcânea.

    Ultrassonografia

    A ultrassonografia pode ser utilizada para avaliar estruturas como:

    • tendão de Aquiles;
    • bursas;
    • tecidos próximos ao calcâneo.

    Ela pode ajudar a identificar alterações relacionadas à inflamação e também auxiliar na diferenciação entre bursite e alterações do tendão de Aquiles.

    Ressonância Magnética

    A ressonância magnética permite uma avaliação detalhada das estruturas localizadas na região posterior do tornozelo.

    O exame pode demonstrar:

    • inflamação da bursa;
    • alterações do tendão de Aquiles;
    • alterações ósseas;
    • comprometimento de estruturas adjacentes.

    Apesar disso, a ressonância magnética nem sempre é necessária para o diagnóstico.

    Sua indicação depende principalmente do quadro clínico e da necessidade de investigação complementar.

    Diagnóstico Diferencial da Bursite Retrocalcânea

    Várias condições podem apresentar sintomas semelhantes.

    Entre os principais diagnósticos diferenciais estão:

    • tendinopatia do tendão de Aquiles;
    • tendinopatia insercional do Aquiles;
    • ruptura parcial do tendão de Aquiles;
    • deformidade de Haglund;
    • bursite calcânea superficial;
    • lesões musculares;
    • artrites;
    • gota;
    • alterações ósseas do calcâneo.

    O diagnóstico correto é importante porque o tratamento pode ser diferente dependendo da estrutura comprometida.

    Tratamento da Bursite Retrocalcânea

    O tratamento depende da causa, intensidade dos sintomas e tempo de evolução.

    Na maioria dos casos, inicialmente são adotadas medidas conservadoras.

    O tratamento pode incluir:

    • redução temporária das atividades responsáveis pela sobrecarga;
    • fisioterapia;
    • aplicação de gelo;
    • exercícios específicos;
    • melhora da mobilidade;
    • fortalecimento muscular;
    • correção de fatores biomecânicos;
    • adaptação dos calçados;
    • retorno gradual às atividades.

    O objetivo não é apenas controlar a dor, mas também identificar os fatores responsáveis pela sobrecarga da região.

    Gelo para Bursite Retrocalcânea

    Durante períodos de maior irritação, a aplicação de gelo pode ajudar no controle temporário da dor.

    Tradicionalmente, podem ser utilizadas aplicações de aproximadamente 15 a 20 minutos, dependendo da orientação do profissional responsável pelo tratamento.

    O gelo deve ser utilizado com proteção adequada da pele para evitar lesões relacionadas ao frio.

    Apesar de poder ajudar no controle dos sintomas, o gelo isoladamente não corrige os fatores responsáveis pelo desenvolvimento da bursite.

    Fisioterapia para Bursite Retrocalcânea

    A fisioterapia pode desempenhar papel importante no tratamento da bursite retrocalcânea.

    O programa deve ser individualizado de acordo com os sintomas, capacidade física e possíveis fatores biomecânicos associados.

    Entre os objetivos da fisioterapia estão:

    • reduzir a dor;
    • melhorar a mobilidade do tornozelo;
    • recuperar a função;
    • melhorar a capacidade muscular da panturrilha;
    • fortalecer os músculos do pé e tornozelo;
    • melhorar equilíbrio e controle motor;
    • reduzir sobrecargas sobre o tendão de Aquiles;
    • preparar o paciente para retornar às atividades.

    O tratamento também pode incluir orientação sobre treinamento e controle progressivo das cargas.

    Alongamento do Tendão de Aquiles

    Exercícios de alongamento da panturrilha podem ser utilizados em determinados pacientes.

    Uma forma tradicional consiste em permanecer em pé diante de uma parede, mantendo o pé afetado apoiado no chão e deslocando lentamente o corpo para frente.

    O alongamento deve ser suave e controlado.

    Pode ser realizado inicialmente com o joelho estendido e, posteriormente, com o joelho levemente flexionado para trabalhar diferentes músculos da panturrilha.

    Movimentos bruscos ou alongamentos excessivamente agressivos devem ser evitados.

    É importante destacar que alguns pacientes com irritação importante na inserção do tendão de Aquiles podem apresentar aumento da dor com determinadas posições de dorsiflexão.

    Por esse motivo, os exercícios devem ser ajustados individualmente.

    Fortalecimento Muscular

    A progressão adequada de exercícios de fortalecimento pode ser importante para recuperar a capacidade da panturrilha e do tendão de suportar carga.

    Dependendo do estágio da recuperação, podem ser utilizados exercícios como:

    • elevação dos calcanhares;
    • fortalecimento da panturrilha;
    • exercícios de equilíbrio;
    • fortalecimento dos músculos do pé;
    • exercícios funcionais;
    • progressão gradual para corrida e saltos.

    O volume e a intensidade devem ser aumentados gradualmente.

    Modificação das Atividades

    Durante a fase dolorosa pode ser necessário reduzir temporariamente algumas atividades.

    Isso não significa necessariamente interromper completamente todos os exercícios.

    Dependendo do caso, podem ser realizadas adaptações como:

    • diminuir a distância de corrida;
    • reduzir exercícios em subida;
    • evitar saltos temporariamente;
    • diminuir a intensidade dos treinos;
    • substituir algumas atividades por exercícios de menor impacto.

    A carga pode ser aumentada progressivamente conforme os sintomas melhoram.

    Calçados no Tratamento da Bursite Retrocalcânea

    O calçado pode influenciar diretamente os sintomas.

    Sapatos que comprimem fortemente a parte posterior do calcanhar podem aumentar a irritação da região.

    Durante o tratamento pode ser necessário escolher calçados que ofereçam:

    • espaço adequado para o calcanhar;
    • menor pressão posterior;
    • conforto;
    • suporte compatível com a atividade realizada.

    Em alguns casos, pequenas adaptações podem diminuir temporariamente a pressão sobre a região dolorosa.

    Medicamentos

    Medicamentos para controle da dor ou inflamação podem ser utilizados em determinados pacientes, desde que exista indicação médica.

    A necessidade, tipo de medicamento e duração do tratamento devem ser avaliados individualmente.

    A automedicação deve ser evitada.

    Infiltração na Bursa Retrocalcânea

    Em alguns casos específicos pode ser considerada a utilização de infiltrações.

    Entretanto, procedimentos próximos ao tendão de Aquiles exigem cautela devido à proximidade entre a bursa e o próprio tendão.

    A indicação deve ser feita por profissional habilitado após avaliação adequada dos riscos e benefícios.

    Cirurgia para Bursite Retrocalcânea

    A cirurgia raramente é necessária.

    Ela pode ser considerada quando o paciente apresenta sintomas persistentes apesar de tratamento conservador adequado e existe uma alteração anatômica ou mecânica relevante.

    Um dos procedimentos possíveis é a bursectomia, que consiste na remoção da bursa comprometida.

    Quando existe deformidade óssea associada, também pode ser necessário tratar a causa da compressão.

    A indicação cirúrgica depende de avaliação médica especializada.

    Quanto Tempo Demora para Melhorar a Bursite Retrocalcânea?

    O tempo de recuperação varia bastante.

    Casos recentes e leves podem apresentar melhora mais rápida quando os fatores responsáveis pela sobrecarga são corrigidos.

    Casos crônicos ou associados a tendinopatia do tendão de Aquiles, alterações biomecânicas ou deformidade de Haglund podem necessitar de um período mais prolongado de reabilitação.

    O retorno às atividades deve ser progressivo e orientado principalmente pela evolução da dor e da capacidade funcional.

    Como Prevenir a Bursite Retrocalcânea?

    Algumas estratégias podem ajudar a reduzir o risco de sobrecarga da região.

    Entre elas estão:

    • aumentar a intensidade dos exercícios gradualmente;
    • evitar aumentos repentinos no volume de corrida;
    • utilizar calçados adequados;
    • evitar pressão excessiva na região posterior do calcanhar;
    • fortalecer a panturrilha;
    • manter boa mobilidade do tornozelo;
    • respeitar os períodos de recuperação;
    • corrigir alterações biomecânicas quando necessário.

    Para atletas, uma organização adequada das cargas de treinamento pode ser especialmente importante.

    Quando Procurar Avaliação Profissional?

    Uma avaliação profissional deve ser considerada quando:

    • a dor persiste por vários dias;
    • existe inchaço importante;
    • caminhar se torna difícil;
    • os sintomas pioram progressivamente;
    • existe dificuldade para apoiar o pé;
    • ocorreu um trauma importante;
    • a dor surgiu durante uma atividade esportiva de forma intensa;
    • existe suspeita de lesão do tendão de Aquiles.

    Uma dor súbita e intensa acompanhada de estalo ou perda importante da força para ficar na ponta dos pés pode indicar uma lesão mais significativa do tendão de Aquiles e deve ser avaliada rapidamente.

    Perguntas Frequentes Sobre Bursite Retrocalcânea

    O que é bursite retrocalcânea?

    É a inflamação da bursa localizada entre o calcâneo e o tendão de Aquiles, na região posterior do calcanhar.

    Onde dói a bursite retrocalcânea?

    A dor geralmente ocorre atrás do calcanhar, próxima à inserção do tendão de Aquiles.

    Bursite retrocalcânea causa inchaço?

    Sim. Algumas pessoas apresentam inchaço e sensibilidade na região posterior do calcanhar.

    Bursite retrocalcânea é a mesma coisa que tendinite de Aquiles?

    Não. São condições diferentes, embora possam provocar sintomas semelhantes e ocorrer simultaneamente.

    Corrida pode causar bursite retrocalcânea?

    A corrida, especialmente quando existe aumento excessivo de volume ou intensidade, pode aumentar a sobrecarga sobre a região e contribuir para o desenvolvimento dos sintomas.

    Quem tem bursite retrocalcânea pode fazer fisioterapia?

    Sim. A fisioterapia pode fazer parte do tratamento para controlar os sintomas, recuperar a capacidade muscular, melhorar a mobilidade e corrigir fatores relacionados à sobrecarga.

    Alongamento ajuda na bursite retrocalcânea?

    Pode ajudar em alguns pacientes, mas os exercícios devem ser individualizados. Alongamentos excessivos ou posições que aumentem muito a compressão da região podem piorar os sintomas em determinados casos.

    A bursite retrocalcânea precisa de cirurgia?

    Na maioria dos casos, não. A cirurgia costuma ser considerada apenas quando os sintomas persistem apesar de tratamento conservador adequado ou quando existem alterações estruturais importantes.

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    Bursite do Iliopsoas

    A bursite do iliopsoas é uma condição caracterizada pela inflamação de uma bursa localizada na região anterior do quadril. Pode provocar dor na virilha e desconforto durante determinados movimentos do quadril.

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Bursite Iliopsoas

A bursite do iliopsoas é uma condição inflamatória que afeta a maior bursa do corpo humano, localizada na região anterior do quadril. Essa estrutura, que normalmente facilita o deslizamento entre o tendão do músculo iliopsoas e a cápsula articular, pode se tornar fonte de dor e limitação funcional quando inflamada. A compreensão de sua anatomia, causas e manifestações clínicas é essencial para o fisioterapeuta que atua na reabilitação musculoesquelética.

Anatomia clinicamente relevante

A bursa do iliopsoas está presente bilateralmente em 98% dos adultos e se estende do ligamento inguinal até o trocanter menor. Anteriormente, é delimitada pela junção musculotendínea do iliopsoas e, posteriormente, pela cápsula fibrosa do quadril. Medialmente, relaciona-se com os vasos femorais e, lateralmente, com o nervo femoral. Em condições saudáveis, a bursa permanece colapsada, mas pode se tornar distendida e preenchida por líquido em situações patológicas, gerando sintomas como dor e restrição de movimento.

Epidemiologia e etiologia

A bursite do iliopsoas está frequentemente associada a artrite reumatoide, trauma agudo e lesões por sobrecarga. Atividades esportivas que envolvem flexão e extensão vigorosa do quadril, como treinamento de força, remo, corrida em subidas e atletismo, podem gerar microtraumas repetitivos que desencadeiam o quadro. Uma das teorias sobre a origem dos sintomas sugere que a hiperextensão súbita do quadril, partindo de uma posição fletida, estira a bursa e o músculo, causando traumatismo. Outra hipótese descreve que o movimento de extensão a partir de flexão, abdução e rotação externa pode interromper o deslizamento lateral para medial do tendão, resultando em um estalido doloroso sobre a cabeça femoral e a cápsula anterior. A bursite e a tendinite do iliopsoas são condições inter-relacionadas, muitas vezes agrupadas sob o termo síndrome do iliopsoas. Em pacientes com artrite reumatoide, o processo inflamatório articular pode se estender à bursa, sendo essa apresentação mais comum em adultos jovens, com discreta predominância no sexo feminino.

Características e apresentação clínica

O quadro clínico típico inclui:

  • Dor na face anteromedial da coxa, que pode irradiar para o joelho, perna e região lombar.
  • Sensibilidade na região superior do quadríceps.
  • Sensação de estalido na parte anterior do quadril.
  • Dor durante a marcha ou em movimentos específicos, como cruzar as pernas.
  • Dor à flexão do quadril, tanto resistida quanto passiva.
  • Dor à rotação interna ou hiperextensão passiva.
  • Rigidez ou dor após repouso ou pela manhã.
  • Piora dos sintomas durante atividades e alívio com o repouso.

Diagnóstico diferencial

Diversas condições podem mimetizar a bursite do iliopsoas, exigindo uma avaliação cuidadosa. Entre as causas de distensão articular estão osteoartrite, artrite reumatoide, necrose avascular, sinovite vilonodular pigmentada, condromatose sinovial, gota, condrocalcinose, trauma, lúpus eritematoso e infecção piogênica. O diagnóstico diferencial da dor anterior do quadril, organizado por estrutura anatômica, inclui:

  • Articulação: osteoartrite, sinovite inflamatória, corpos livres, infecção, sinovite induzida por cristais, lesões labrais.
  • Osso: fratura por estresse do fêmur, necrose avascular da cabeça femoral, tumor ósseo, infecção, impacto femoroacetabular (tipos cam e pincer), fratura de quadril, fratura por estresse da pelve, osteíte púbica.
  • Músculo, tendão e bursa: bursite e tendinite do iliopsoas, estiramento do iliopsoas, estiramento do reto femoral, banda iliotibial tensa, problemas dos glúteos médio e mínimo, frouxidão capsular.
  • Vasculatura: aneurisma, malformação arteriovenosa.
  • Massa pélvica: causas gastrointestinais (ex.: hérnia), geniturinárias (ex.: cálculo ureteral).
  • Nervo: compressão do nervo obturador, meralgia parestésica, dor referida da coluna lombar (L1, L2).

Procedimentos diagnósticos

A bursite do iliopsoas é frequentemente subdiagnosticada devido à sua sintomatologia inespecífica. A palpação profunda no triângulo femoral, medial ou lateralmente à artéria femoral, pode reproduzir a dor. Uma manobra clínica comum consiste em estender o quadril previamente fletido, abduzido e rodado externamente, o que quase sempre provoca um estalido palpável ou audível. A presença de osteoartrite conhecida, síndrome do quadril em ressalto ou massa inguinal palpável aumenta a suspeita e indica a necessidade de exames de imagem. A ressonância magnética é o exame de escolha para diferenciar a bursite de outras condições, como tumor, hérnia, hematoma e aneurisma. A ultrassonografia musculoesquelética é uma alternativa custo-efetiva. Radiografias e cintilografia óssea podem excluir problemas ósseos, enquanto a tomografia computadorizada também é utilizada. A artrografia pode determinar instabilidade e patologia intra-articular, e a radiografia pode revelar condições subjacentes como osteoartrite e artrite reumatoide.

Exame físico

Durante a avaliação, o paciente relata dor na face anteromedial da coxa à flexão e rotação interna do quadril. A amplitude de movimento pode estar limitada em um padrão não capsular, com dor leve ao final da flexão e, ocasionalmente, ao final da extensão ou adução. O movimento mais doloroso costuma ser a adução com o quadril fletido. À palpação, a bursa pode ser percebida como uma massa edemaciada na região inguinal, e um estalido palpável ou audível pode estar presente. O teste de Thomas pode ser positivo, e o teste de resistência ativa do iliopsoas reproduz os sintomas. A ultrassonografia dinâmica também auxilia na avaliação.

Tratamento médico

O manejo inicial frequentemente inclui o uso de anti-inflamatórios. Em casos de sintomas graves, a aspiração guiada por ultrassom pode ser realizada. A injeção de uma combinação de anestésico local e corticosteroide na bursa do iliopsoas muitas vezes proporciona alívio sintomático e pode evitar a necessidade de cirurgia. Quando a bursite é refratária, intervenções cirúrgicas como bursectomia, capsulectomia ou sinovectomia, possivelmente associadas à liberação do tendão do iliopsoas, podem ser consideradas.

Tratamento fisioterapêutico

O tratamento fisioterapêutico da bursite do iliopsoas baseia-se inicialmente em repouso relativo, alongamento dos flexores do quadril e fortalecimento dos rotadores do quadril. Os exercícios de alongamento, especialmente aqueles que envolvem extensão do quadril, são realizados por um período de 6 a 8 semanas e devem ser mantidos enquanto a dor persistir. Durante a fase inicial, é fundamental evitar as atividades esportivas agravantes.

A maioria dos pacientes apresenta fraqueza considerável dos músculos rotadores do quadril, evidenciada por testes manuais e avaliação isocinética. A melhora da força de rotação está associada à redução dos sintomas. O protocolo de fortalecimento inclui exercícios para rotadores internos e externos, flexores do quadril, glúteos, quadríceps e isquiotibiais, realizados diariamente enquanto houver sintomas.

Durante a marcha, a fraqueza dos glúteos pode comprometer a estabilidade do quadril. Por isso, o retreinamento da marcha é um componente crítico do tratamento. Os pacientes devem aprender a contrair voluntariamente os glúteos profundos da perna de apoio durante a fase média e final do apoio. Um exercício útil para isso é a queda pélvica. Antes de automatizar essa contração, é necessário realizar exercícios de fortalecimento.

As evidências atuais continuam a apoiar a prática de exercícios terapêuticos como componente principal da reabilitação da dor inguinal em atletas. Exercícios de fortalecimento dos músculos do quadril e abdominais podem ser eficazes para pacientes com bursite do iliopsoas ou síndrome do iliopsoas. Embora a literatura forneça evidências fundamentais de que os exercícios devem progredir de estáticos para funcionais, ainda não há clareza sobre a intensidade e frequência ideais devido à falta de relatos detalhados.

Para complementar a formação profissional e aprofundar o raciocínio clínico em condições musculoesqueléticas como essa, o Curso Reabilitação Funcional da Coluna Vertebral oferece uma abordagem prática e baseada em evidências.

Conclusão

A bursite do iliopsoas é uma causa relevante de dor anterior do quadril, frequentemente associada a sobrecarga mecânica ou condições inflamatórias sistêmicas. O diagnóstico diferencial é amplo e exige uma avaliação clínica minuciosa, complementada por exames de imagem quando necessário. O tratamento conservador, com ênfase em alongamento, fortalecimento muscular e reeducação da marcha, mostra-se eficaz na maioria dos casos. A fisioterapia desempenha um papel central na recuperação funcional, promovendo o retorno seguro às atividades diárias e esportivas.

Perguntas frequentes

O que é a bursite do iliopsoas?

É a inflamação da bursa do iliopsoas, a maior bursa do corpo humano, localizada entre o tendão do músculo iliopsoas e a cápsula anterior do quadril.

Quais são as principais causas da bursite do iliopsoas?

As causas incluem artrite reumatoide, trauma agudo e lesões por sobrecarga, especialmente em atividades com flexão e extensão vigorosa do quadril, como corrida e treinamento de força.

Quais os sintomas típicos da bursite do iliopsoas?

Dor na face anteromedial da coxa, que pode irradiar para joelho e lombar, sensação de estalido no quadril, dor à flexão e rotação interna, e rigidez após repouso.

Como é feito o diagnóstico da bursite do iliopsoas?

O diagnóstico envolve palpação no triângulo femoral, manobras clínicas que reproduzem o estalido e exames de imagem como ressonância magnética ou ultrassonografia.

Qual o papel da fisioterapia no tratamento da bursite do iliopsoas?

A fisioterapia inclui alongamento dos flexores do quadril, fortalecimento dos rotadores e glúteos, e retreinamento da marcha para melhorar a estabilidade e reduzir a dor.