Curso de Auriculoterapia Francesa em Campinas

Curso de Auriculoterapia Francesa em Campinas

Foi realizando em Campinas dias 13 e 14 de Agosto o Curso de Auriculoterapia Francesa

O curso teve uma carga horaria de 20 horas/aula sendo 80% Prático foi realizado em nossa sede que fica localizada no Centro Empresarial Jaraguá Conceição –  R. Conceição, 233 – Centro

O diferencial de nosso curso é que cada aluno recebe um KIT para estar fazendo o atendimento ja no dia seguinte a ter realizado o curso o Kit é composto

Confira o conteúdo programático do curso

1.1  Histórico;

1.2. Conceitos Gerais;

1.3. Definição de Microsistemas;

1.4. Diferenças das escolas francesa e chinesa;

1.5. Etiologia;

1.6. Tipos de agulhas;

1.7. Anatomia do pavilhão auricular;

1.8. Pontos de Órgãos e Pontos Guia;

1.9. Isolamento de Pontos;

1.10. Justificativa de escolha dos pontos;

1.11. Identificação dos pontos;

1.12. Detecção dos pontos;

1.13. Tratamentos;

1.14.  Indicações e contra-indicações;

1.15.  Localização e Função dos pontos;

1.16.  Tratamento de Obesidade;

1.17.  Tratamento de Tabagismo;

1.18.  Tratamento de Depressão;

1.19.  Cicatrizes Psíquicas;

1.20.  Cicatrizes Tóxicas;

1.21.  Prática Clínica.

O Curso foi ministrado pelo Prof. Esp. Daniel Alan Costa

Fisioterapeuta pela Universidade Paulista, Coordenador de Geral de Cursos do Sol Instituto Terapêutico/INESP – Curso de Pós Graduação em Acupuntura, Naturopatia, Massagens Ocidentais, Terapias Orientais, Yoga e Estética.  Coordenador do Curso de Pós Graduação em Naturopatia da Universidade Paulista – UNIP.  Especialista em Fisiologia Humana – Faculdade de Medicina do ABC.  Acupunturista membro da WFCMS (World Federation Chinese Medicine Societies)  Especialista em Massagem, Terapias Orientais e Estética – Sol Instituto/INESP,  Formado em Massagem Ayurvédica, Thay Yoga Massage e Marmaterapia ,  Pós Graduado em Psicologia Junguiana – FACIS.

Turma de Auriculoterapia Francesa ministrado em Campinas
Turma do Curso de Auriculoterapia Francesa ministrado em Campinas

 

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Fundamentos da Fisioterapia dermato funcional: revisão de literatura

Fundamentos da Fisioterapia dermato funcional: revisão de literatura

RESUMO: A fisioterapia estética, recentemente renomeada como fisioterapia dermato-funcional, está cada vez mais em evidência. Afim de melhor definir essa área de atuação profissional, procedeu-se a uma revisão bibliográfica das patologias nas quais o fisioterapeuta pode atuar, como fibroedema gelóide (celulite), estrias, linfedema, no pré e pós-operatório de cirurgia plástica, queimaduras, cicatrizes hipertróficas e quelóides, flacidez, obesidade e lipodistrofia localizada. Apresentam-se também os recursos que podem ser utilizados para tratamento e prevenção dessas patologias, sendo muitos deles já de uso rotineiro na fisioterapia. Sendo esse campo recente, ainda há muito a ser explorado e novas pesquisas devem ser realizadas na busca de evidências científicas para o melhor embasamento dos recursos e técnicas disponíveis ao fisioterapeuta, possibilitando assim a articulação desse área com as demais da fisioterapia, como a ortopedia, respiratória, entre outras.

DESCRITORES: Celulite; Estética; Estrias; Fisioterapia/dermato-funcional; Revisão

Artigo Completo sobre Fisioterapia Dermato Funcional
Artigo Completo sobre Fisioterapia Dermato Funcional

INTRODUÇÃO

A definição de fisioterapia dada pelo Coffito – Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional1–, obtida no site oficial do órgão em 2004, diz: “Fisioterapia é uma ciência que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano”.

Apesar do campo de atuação do fisioterapeuta abranger ortopedia, cardiologia, respiratória, pediatria e estética, dentre outras2, esta última área ainda é pouco reconhecida.

Recentemente a especialidade fisioterapia estética teve a denominação substituída por fisioterapia dermatofuncional, em uma tentativa de ampliar a área, conferindo-lhe a conotação de restauração de função, além da anteriormente sugerida, que era apenas de melhorar ou restaurar a aparência3.

No Guide to physical therapist practice, publicado pela Associação Norte-americana de Fisioterapia (APTA) em 20014, essa área é referida como responsável pela manutenção da integridade do sistema tegumentar como um todo, incluindo as alterações superficiais da pele.

Para a APTA4, a responsabilidade do fisioterapeuta está não somente em manter e promover a ótima função física, mas também o bem estar e a qualidade de vida.

O objetivo deste artigo é apresentar uma revisão de trabalhos sobre esse campo de atuação profissional, buscando melhor delimitação de conceitos e práticas. Para essa revisão foram pesquisadas as bases eletrônicas de dados Medline, Lilacs e Cochrane, com busca no período de 1983 a 2003.

Dentre os estudos encontrados – mediante os descritores fisioterapia, estética, celulite, estrias, linfedema, obesidade, quelóide, queimaduras e seus correspondentes em inglês – foram selecionados e consultados cerca de 60 documentos, além de três sites oficiais de fisioterapia1,2,5, consultados em 2004.

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Microagulhamento: conheça o tratamento para cicatrizes e estrias

Microagulhamento: conheça o tratamento para cicatrizes e estrias

Microagulhas são aplicadas para tratar problemas de pele e combater o envelhecimento

O microagulhamento é um tratamento em que são usadas diversas agulhas esterilizadas e de aço cirúrgico, que pode inclusive estar dispostas em um rolo (que tem, em média, 200 agulhas), para facilitar sua aplicação. Esse rolo é aplicado na pele, provocando pequenas punturas, que aumentaram a vasodilatação, estimularão a formação de colágeno e também aumentam a absorção de alguns medicamentos direto na pele, o chamado drug delivery.

Dessa forma, o microagulhamento pode ser usado para diversos problemas de pele, como envelhecimento, flacidez, cicatrizes de acne ou queimaduras, estrias e manchas na pele (como o melasma, por exemplo).

É importante que o equipamento possua registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Essa certificação garante a qualidade do produto (em relação ao aço utilizado, número de agulhas, comprimento e diâmetro das agulhas etc), a esterilização do mesmo e dessa forma evita-se contaminações e complicações.

Indicações do microagulhamento

O microagulhamento, ao furar a pele, faz com que o organismo produza mais colágeno e elastina para restaurar a pele. Esses componentes são essenciais para a firmeza da pele e essa produção faz com que toda a estrutura da pele seja refeita, reorganizando inclusive as fibras internas e dessa forma reduzindo as rugas, cicatrizes de acne e trazendo mais viço e firmeza para o rosto e corpo.

Além disso, danificar a ele dessa forma faz com que alguns medicamentos sejam mais facilmente absorvidos na região. Como a pele é uma barreira do corpo, ela muitas vezes não permite que alguns ativos penetrem e cumpram seu efeito. Esse mecanismo de usar um tratamento para potencializar a penetração de um ativo é chamado de drug delivery.

O microagulhamento pode ser feito em qualquer lugar do corpo, como rosto, colo, pescoço, mãos, braços, seios, coxas, abdômen, entre outros. Ele inclusive pode ser feito no couro cabeludo, para estimular a circulação sanguínea da região.

Como é feito o microagulhamento

O ideal é que microagulhamento seja feito no consultório médico, pois requer uso de creme anestésico ou mesmo anestesia local, dependendo do comprimento de agulha utilizado, além de estar passível de complicações e riscos, que serão mais bem solucionados pelo médico.

Primeiro é aplicado o creme anestésico, entre 30 e 50 minutos antes do procedimento em si. O microagulhamento consiste na aplicação de microagulhas na pele, normalmente feitas de aço cirúrgico ou titânio, que podem estar dispostas em um rolo. O comprimento das agulhas pode variar de 0,25 até 3 milímetros e ter diâmetro de até 0,8 milímetros. Estima-se que uma agulha de 3 mm, por exemplo, penetre 1,5 a 2 mm na pele. Quanto mais agulhas existirem por fileira no aparelho, menor é a penetração das mesmas.

São realizados movimentos de vai e vem com o aparelho em toda área tratada. Em média são feitas de 10 a 15 passadas em um mesmo plano e pelo menos quatro cruzamentos na área de rolagem. Há produção de um sangramento que também pode variar de acordo com a espessura da agulha, mas o sangramento cessa após alguns minutos.

O tipo de agulha e pressão utilizada varia de acordo com o que será tratados. Para problemas de pele que exigem maior remodelação da pele, como as cicatrizes de acne, são usadas agulhas de 2,5 mm. Se o intuito é só melhorar o viço da pele, então agulhas com entre 0,5 e 1 mm são suficientes.

É importante que sejam usadas agulhas mais finas em regiões mais sensíveis. Por exemplo, em tratamentos no couro cabeludo, para tratar calvície, são necessárias agulhas mais delicadas. Já a aplicação nas bochechas, nariz e área dos olhos deve ter menor pressão, para não prejudicar os ossos e nem criar hematomas embaixo dos olhos.

Sessões

Em geral são feitas entre três e quatro sessões de microagulhamento, com intervalo de um mês entre elas, para recuperação da pele. Mas a quantidade de sessões e intervalo podem variar de acordo com a finalidade do tratamento e as características da agulha usada. Cada sessão dura, em média, de 30 minutos a uma hora.

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Profissionais que podem fazer

O microagulhamento deve ser feito por médicos, de preferência dermatologistas, cirurgiões dermatologistas e cirurgiões plásticos especializados na técnica. Fisioterapeutas dermatofuncionais com especialização na técnica também estão aptos a realizá-la.

Cuidados antes do microagulhamento

Os cuidados necessários antes do microagulhamento dependem do tipo de pele do paciente. Pessoas com peles mais escuras devem preparar a pele com clareadores e antioxidantes um mês antes do procedimento, seguindo a orientação de seu dermatologista.

De modo geral, é preciso interromper o uso de qualquer ácido na pele entre 72 e 48 horas antes do procedimento.

Cuidados após do microagulhamento

Após o microagulhamento a pele apresentará descamação, crostas superficiais, vermelhidão, ardor e um leve inchaço, além de sensibilidade ao frio, calor e sol. O uso de água termal para acalmar a pele é indicado, além de cicatrizantes com antibióticos, que serão receitados pelo dermatologista. Evite aplicar água quente no rosto nas primeiras 24 horas e não mexa no local.

É importantíssimo evitar a exposição solar nos primeiros 45 dias e sempre usar filtro solar adequado a pele, em geral com fator de proteção solar maior do que 30, para evitar formação de manchas. Além disso, se aparecerem crostas na pele, é importante não arrancá-las.

Contraindicações

Pacientes com problemas de coagulação sanguínea, em uso de anticoagulantes, pessoas com diabetes não controlado ou câncer e com lesão ou doença de pele ativa na região que será tratada são todos contraindicados a fazer o microagulhamento. O procedimento também não pode ser feito em pessoas que ainda tem acne ou com herpes ativa.

Pessoas com propensão a queloides devem ser avaliadas, e podem ser contraindicadas ao microagulhamento em algumas regiões do corpo.

O microagulhamento também é contraindicado para quem tem psoríase ou fez uso de isotretinoina nos seis meses anteriores.

Grávida pode fazer?

O microagulhamento associado a administração de medicamentos é contraindicado para gestantes. Se for apenas realizado o tratamento mecânico, não há contra indicação formal. Esta deve ser uma discussão conjunta entre o médico e a paciente.

Possíveis complicações do microagulhamento

Alguns riscos e complicações podem ocorrer, como: herpes, infecção secundária, escurecimento local, principalmente quando os cuidados orientados não são seguidos.

Antes e depois do microagulhamento

Em três ou quatro dias a pele começa a descamar. No sétimo dia a textura e o viço melhoram. Após 20 dias melhora a pigmentação da pele e, a partir de 45 dias, nota-se a redução das rugas.

A regeneração ocasionada pelo microagulhamento promove rejuvenescimento, devido ao estímulo do colágeno, e melhora a textura da pele, diminuição de rugas, atenuando cicatrizes, linhas de expressão, manchas e estrias. Há também melhora do tônus e firmeza da pele e aumento do diâmetro dos cabelos, nos casos de calvície.

Alie o microagulhamento com…

Tratamentos a laser Enquanto o microagulhamento tem uma ação mecânica, o laser tem um efeito térmico na pele, portanto, aliar os dois tratamentos poderia trazer mais benefícios à pele.

Alimentação rica em proteínas As proteínas de alto valor biológico ajudam a estimular a formação de colágeno na pele.

Proteção solar diária Usar protetor com FPS acima de 30 ajuda a minimizar os efeitos da radiação solar na pele, que pode causar envelhecimento e manchas, além de câncer de pele!

Parar de fumar O cigarro entope os microvasinhos da pele, o que diminui o aporte de oxigênio e nutrientes e a consequente diminuição da vida das células que produzem as fibras colágenas.

Hidratação Beber bastante líquidos, principalmente água, é essencial para manter a aparência mais jovem da pele, mantendo os resultados do microagulhamento por mais tempo.

Fontes

  • Dermatologista Abdo Salomão Junior (CRM-SP 91.536), membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia
  • Dermatologista Bel Takemoto (CRM-SP 123.860), membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD)
  • Dermatologista Tatiane Steiner (CRM-SP 109.788), membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia

http://www.minhavida.com.br/beleza/tudo-sobre/18319-microagulhamento-conheca-o-tratamento-para-cicatrizes-e-estrias

 

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Dermato Funcional – Fisioterapia Dermato Funcional

Dermato Funcional – Fisioterapia Dermato Funcional

Fundamentos da Fisioterapia dermato-funcional:revisão de literatura

Grounds of aesthetic physical therapy: a review Giovana

Barbosa Milani1 ; Silvia Maria Amado João2 ; Estela Adriana Farah3

RESUMO: A fisioterapia estética, recentemente renomeada como fisioterapia dermato-funcional, está cada vez mais em evidência. Afim de melhor definir essa área de atuação profissional, procedeu-se a uma revisão bibliográfica das patologias nas quais o fisioterapeuta pode atuar, como fibroedema gelóide (celulite), estrias, linfedema, no pré e pós-operatório de cirurgia plástica, queimaduras, cicatrizes hipertróficas e quelóides, flacidez, obesidade e lipodistrofia localizada. Apresentam-se também os recursos que podem ser utilizados para tratamento e prevenção dessas patologias, sendo muitos deles já de uso rotineiro na fisioterapia. Sendo esse campo recente, ainda há muito a ser explorado e novas pesquisas devem ser realizadas na busca de evidências científicas para o melhor embasamento dos recursos e técnicas disponíveis ao fisioterapeuta, possibilitando assim a articulação desse área com as demais da fisioterapia, como a ortopedia, respiratória, entre outras. DESCRITORES: Celulite; Estética; Estrias; Fisioterapia/dermato-funcional; Revisão

ABSTRACT: Aesthetic physical therapy (which in Portuguese has been renamed “dermatho-functional”) has recently gotten more attention. In view of a better definition of the area, this paper reviews related literature to list pathologies that the physical therapist can treat – such as cellulitis, stretch marks, obesity, lymphedema, burn care, hypertrophic scar and keloids, flaccid skin and muscles, and local fat accumulation – as well as the resources used for treating and preventing such pathologies, most of which are common to the physical therapist practice. Since this is a new area, research is still to be done in order to better ground the use of resources and techniques by physiotherapists, thus allowing for further interaction of this area to others, such as orthopedic or respiratory physical therapy. KEY WORDS: Cellulitis; Physical therapy/aesthetic; Review; Stretch marks

INTRODUÇÃO A definição de fisioterapia dada pelo Coffito – Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional1 –, obtida no site oficial do órgão em 2004, diz: “Fisioterapia é uma ciência que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano”. Apesar do campo de atuação do fisioterapeuta abranger ortopedia, cardiologia, respiratória, pediatria e estética, dentre outras2 , esta última área ainda é pouco reconhecida. Recentemente a especialidade fisioterapia estética teve a denominação substituída por fisioterapia dermatofuncional, em uma tentativa de ampliar a área, conferindo-lhe a conotação de restauração de função, além da anteriormente sugerida, que era apenas de melhorar ou restaurar a aparência3. No Guide to physical therapist practice, publicado pela Associação Norte-americana de Fisioterapia (APTA) em 20014 , essa área é referida como responsável pela manutenção da integridade do sistema tegumentar como um todo, incluindo as alterações superficiais da pele. Para a APTA4 , a responsabilidade do fisioterapeuta está não somente em manter e promover a ótima função física, mas também o bem estar e a qualidade de vida. O objetivo deste artigo é apresentar uma revisão de trabalhos sobre esse campo de atuação profissional, buscando melhor delimitação de conceitos e práticas. Para essa revisão foram pesquisadas as bases eletrônicas de dados Medline, Lilacs e Cochrane, com busca no período de 1983 a 2003. Dentre os estudos encontrados – mediante os descritores fisioterapia, estética, celulite, estrias, linfedema, obesidade, quelóide, queimaduras e seus correspondentes em inglês – foram selecionados e consultados cerca de 60 documentos, além de três sites oficiais de fisioterapia1,2,5, consultados em 2004.

BASES MORFOLÓGICAS E PATOLÓGICAS Nesse âmbito dermato-funcional, a fisioterapia pode atuar em diversas patologias3,5, descritas a seguir. Fibroedema gelóide (FEG) Erroneamente conhecida como celulite, é uma das patologias mais comuns, caracterizada por edema no tecido conjuntivo, causado principalmente pelo acúmulo de proteoglicanas no meio extracelular, que levam consigo grande quantidade de água3,6,7,8,9. Pode ocorrer também um aumento do tamanho e número de adipócitos, o que causa uma compressão no sistema venoso e linfático, não afetando o arterial9. O aparecimento do FEG também pode ser explicado devido à organização do tecido adiposo areolar em septos interlobulares fibrosos de tecido conjuntivo10. Esses septos são finos, com projeções perpendiculares nas mulheres, e grossos com projeções oblíquas nos homens3,6,7,8,9. A disposição perpendicular dos septos nas mulheres favorece a expansão desse tecido para a superfície da derme, ficando assim mais evidentes3,6,7,8. Observa-se ainda rompimento das fibras elásticas e o aumento e proliferação das fibras colágenas, o que gera crescente espessamento do tecido, até se tornar fibrótico3,6. Nesse estágio pode ocorrer comprometimento nervoso, podendo causar um quadro álgico3 . O FEG pode ser causado por fatores predisponentes (hereditariedade, sexo, desequilíbrio hormonal), determinantes (estresse, fumo, sedentarismo, desequilíbrios glandulares e metabólicos, maus hábitos alimentares e disfunções hepáticas) ou condicionantes (perturbações circulatórias)3 . Tem pois causa multifatorial e, para que se consiga bom resultado em seu tratamento, este deve ser feito com procedimentos variados e complementares, incluindo completa orientação ao indivíduo tratado, pois se o FEG for abrandado e os hábitos continuarem os mesmos (alimentação inadequada, álcool, fumo, sedentarismo etc.), os resultados serão transitórios3 . Para melhor resultado, a escolha do tratamento ideal é fundamental, podendo este variar desde cirurgia, chamada de subcisão (subcision), pela qual se tratam as depressões do relevo cutâneo por secção dos septos fibrosos11,12, passando por mesoterapia, onde medicamentos são administrados via derme3,6,13, até a complementação alimentar e a atividade física3,6,13,14. Como o FEG está associado à estase linfática, a drenagem linfática é um dos recursos que podem ser utilizados3,6,8. Outra forma de massagem também muito utilizada é aquela conseguida pelo método Endermologie®, que utiliza um aparelho com roletes dirigidos mecanicamente, encontrados no cabeçote, com uma pressão negativa causada por sucção e uma positiva obtida pela aproximação dos roletes 8,14,15,16,17. Esse tipo de massagem, também referida na literatura por outros nomes, além da melhora do fluxo sangüíneo e linfático permite o aumento da oxigenação cutânea, melhora da nutrição celular, auxílio na eliminação de produtos do metabolismo, melhora do tônus da pele, dentre outros8,16,18,19. A corrente galvânica pode ser utilizada em sua forma pura, buscando a nutrição do tecido afetado decorrente do aumento de circulação local; mas é com a iontoforese que essa corrente tem maior aplicabilidade no tratamento do FEG. A medicação introduzida busca promover a despolimerização da substância fundamental por enzimas combinadas ou não a outros fármacos3,13. A hialuronidase é uma dessas enzimas, responsável pela hidrólise do ácido hialurônico, reduzindo sua viscosidade, por isso tendo boa indicação para redução de edemas20. O uso do ultra-som para FEG pode ser indicado tanto pelos seus efeitos já conhecidos, como o aumento da  circulação, com conseqüente neovascularização e relaxamento muscular, por seu efeito mecânico com a micromassagem, o rearranjo e extensibilidade das fibras colágenas e melhora das propriedades mecânicas do tecido, como por seus efeitos de veiculação de substâncias por fonoforese3 . Pode ser utilizado ultra-som terapêutico nas freqüências de 1 ou 3 MHz; para tratamento do FEG, a mais alta é mais indicada por apresentar maior atenuação, sendo portanto mais superficial. Porém, devido à freqüência mais elevada, a produção de calor nos tecidos superficiais também é maior. Para a fonoforese, substâncias que facilitam a penetração de outras substâncias devem ser usadas, como por exemplo o carbopol, fitossomas ou lipossomas3. Como princípio ativo, a cafeína e a aminofilina são muito usadas por serem estimuladores beta-adrenérgicos e aumentarem a lipólise8,13,21. Estrias São regiões de atrofia de pele. Possuem aspecto linear, com comprimento e largura variáveis. Podem ser raras ou numerosas, com disposição paralela umas às outras e perpendicularmente às linhas de clivagem da pele3. Inicialmente têm aspecto eritemato-violáceas, finas e podem gerar prurido. Com a evolução do quadro, adquirem o aspecto esbranqui- çado, quase nacarado, tornando-se mais largas 3,22-24. Parte da dificuldade em determinar sua etiologia deve-se ao fato de estarem relacionadas a diferentes situações clínicas23. Podem aparecer por um repentino estiramento da pele, com conseqüente ruptura ou perda de fibras elásticas, podendo decorrer de crescimento rápido, aumento de peso ou gravidez3,22-25. Podem estar relacionadas a alterações endocrinológicas, principalmente associadas a corticóides e ao estrógeno3,23,24. O exercício vigoroso e algumas infecções como febre tifóide e hanseníase também são apontados como causadores de estrias3,22,23.

Seu tratamento varia de acordo com a evolução. Aplicações de substâncias tópicas devem ser específicas para cada fase; por exemplo, o uso de tretinoína tópica é efetivo para a estria rubra, mas não para a alba22,24,26,27. Um método muito utilizado para o tratamento da estria madura é a aplicação de corrente galvânica filtrada3 . O estímulo desencadeia um processo de reparação, por meio de uma inflamação aguda localizada, que visa restabelecer de forma satisfatória a integridade dos tecidos tratados3 . Há também descrição do uso de luz intensa pulsada (IPL) para o tratamento da estria alba23 e do Dye laser3,24-28. A microdermabrasão, procedimento com finalidade de destruição da camada epidérmica e/ou dérmica superficial3,29-31, podendo ser feito por microcristais com vácuo3,29,30,32 ou dermabrasor com ponteiras impregnadas de diamantes31, tem o objetivo de estimular a regeneração da estria pela instalação de um processo inflamatório, com conseqüente estímulo da atividade fibroblástica3,29,31. Obesidade É uma doença universal, considerada como própria da superalimentação. É definida como aumento generalizado da gordura corporal resultante de um balanço energético onde a ingestão supera o gasto3,33. Na prática clínica, para a determinação do grau de obesidade, a Organização Mundial de Saúde (OMS) sugere o cálculo do IMC (índice de massa corpórea), obtido pela divisão do peso do indivíduo (em kg) pelo quadrado de sua altura (em m), onde índices entre 25 e 29,9 indicam sobrepeso, de 30 a 39,9 obesidade e, acima de 40, obesidade mórbida34. A obesidade tem várias causas além da alimentação exagerada. Pode se dar por fatores genéticos, influenciada por baixo metabolismo basal, massa magra escassa35, por causas endógenas como tratamento de diabetes melito34, alterações nos esteróides ovarianos36,37

ou simplesmente o sexo, pois se acredita que em mulheres ocorra maior depósito de gorduras35. Pode ser favorecida pelo sedentarismo, pela falta de regularidade e controle na alimentação3 e por ingestão de drogas como antidepressivos, corticosteróides, anticoncepcionais, bloqueadores ß-adrenérgicos ou insulina, entre outros35. Está associada a inúmeras doenças crônicas, como as cardiovasculares (hipertensão arterial, insuficiência cardíaca congestiva e doença vascular periférica), doenças articulares degenerativas (gota, osteoartrite), esteatose hepática, apnéia do sono, além de alterações posturais como aumento da lordose lombar e anteversão da pelve, entre outras16,34. Há diversas formas de tratamento da obesidade. A tentativa inicial é em geral a de promover o bem-estar do paciente e diminuir o risco de doenças futuras34. O tratamento medicamentoso é indicado para pacientes com dificuldade em emagrecer, podendo consistir em drogas que afetam a absorção de gordura, redutoras de apetite, adrenérgicas, entre outros34,35. A atividade física e o controle alimentar são os mais importantes recursos para o tratamento da obesidade3,34,38-40. Porém, ambos devem ser controlados. A maioria dos obesos não está preparada para suportar grandes programas de exercícios físicos, podendo desenvolver alterações em articulações39,40, ou mesmo apresentar riscos, no caso dos que têm alterações coronarianas associadas40. O exercício aeróbico é o mais indicado por promover perda de peso e de massa adiposa34,39,40; e acredita-se que a prática de atividade física também estimule o controle alimentar38. Lipodistrofia (gordura) localizada É o acúmulo regional de tecido adiposo. Sua localizaçào varia de acordo com o sexo: homens têm o predomínio de células adiposas na região do abdome e mulheres apresentam maior depósito em regiões femoroglúteas13. Na mulher, a localização pode ser influenciada por seu biótipo, classificada como ginóide, acúmulo em metade inferior do corpo, ou andróide, metade superior13. Ainda como parte de sua constituição, a mulher ginóide pode apresentar variações de acúmulo de tecido adiposo, podendo ser classificada como calça de montaria, calça de soldado e garrafa de champanhe13. Para tratamento da gordura localizada, a Endermologie® é tida como um dos principais recursos com comprovada efetividade para melhoria do contorno corporal, sem necessidade de intervenção cirúrgica15,16,18,19. Durante a aplicação desse método, há uma pressão positiva dos roletes do cabe- çote que, associada à pressão negativa da sucção controlada do aparelho, causam dano às células adiposas, o que vai culminar em sua remodelação, ou seja, sua melhor distribuição no tecido16,17. A esse método podem ser associadas outras técnicas, como o uso do ultra-som41 ou a própria lipoplastia17. No pré e pós-cirurgia plástica estética e reparadora É indicada a atuação fisioterapêutica em diversas cirurgias com fins estéticos. Dentre elas, destacam-se aquelas para rejuvenescimento facial (ritidoplastia ou facelift)42, correção do contorno palpebral (blefaroplastia)43, correção de mama (mamaplastia), implantes mamários, correção de abdome (abdominoplastia)44 e a lipoaspiração, feita por várias técnicas45,46. Na fase pré-operatória, é importante o trabalho com a manutenção da musculatura que estará envolvida na cirurgia, além de uma documentação prévia completa das condições gerais do paciente, musculares e de pele3 . No pós-operatório o momento da intervenção varia de acordo com a cirurgia e com o procedimento realizado3 . O tratamento para redução de edema feito por drenagem linfática é indicado para todas as técnicas cirúrgicas e permite abordagem mais precoce3,47. A utilização de Endermologie® é indicada15,16,18,19. Conseqüências tardias à cirurgia também devem ser evitadas e tratadas, como prevenção de aderências cicatriciais, dor, flacidez e fraqueza muscular3. Para isso, recursos comuns à fisioterapia podem ser utilizados como o ultra-som, crioterapia, laser, ou eletroterapia3. Exercícios ativos também são fundamentais no processo de recuperação3,47. O completo sucesso da cirurgia plástica depende ainda da participa- ção do paciente, com a associação de dietas, atividade física e alterações em seu modo de vida48. Flacidez É decorrente de atrofia de tecido, ficando este com aspecto frouxo, afetando em separado pele ou músculos3. Pode ser conseqüência do envelhecimento fisiológico, onde há perda gradativa de massa muscular esquelética, substituída por tecido adiposo, e atrofia do tecido adiposo subcutâneo, dentre outras alterações3,27,49. O sedentarismo é apontado como causa de flacidez muscular, assim como o emagrecimento em demasia, podendo este último afetar também a pele3 . O tratamento desse tipo de patologia consiste em restabelecer a tensão perdida, indicando-se tratamentos que já fazem parte da rotina do fisioterapeuta, como eletroterapia e cinesioterapia3. Para a flacidez de pele, peelings químicos com ácido glicólico50 e mesmo a cirurgia plástica22 são procedimentos recomendados. Cicatriz hipertrófica e quelóide As cicatrizes hipertróficas e os quelóides caracterizam-se por síntese de colágeno com fibras que não se orientam ao longo das linhas de fenda, mas sim em espiral3,51. Existem inúmeras dúvidas quanto ao diagnóstico diferencial das duas patologias, porém, segundo Wolwacz et al. 51, há diferenças histológicas comprovadas entre elas, que apontam para duas patologias diferentes. Para Guirro & Guirro3, uma cicatriz hipertrófica pode regredir espontaneamente e a hipertrofia ocorre dentro dos limites da lesão. Os quelóides não apresentam essa melhora espontânea: a fibrose forma-se além dos limites da lesão e os portadores têm sensação de prurido, ferroadas ou queimação3,52. Fatores como infecção, tensão da ferida, tração excessiva no momento da incisão cirúrgica podem favorecer o aparecimento de quelóides52. O tratamento desse tipo de cicatrização é variado. Inicialmente era preconizada cirurgia para sua redução, porém esse método isolado é freqüentemente passível de recidiva51. Atualmente é indicado o uso da terapia de compressão (malha de tecido elástico aplicada diretamente na lesão por grande período de tempo), uso de corticóides, lâminas de silicone (oclusão e hidratação do estrato córneo), cirurgia a laser e crioterapia (destruição das camadas celulares por anóxia devido à ação do frio nos vasos)51,52. A microdermabrasão superficial é um recurso indicado por sua simplicidade e baixo risco31,32. A massagem, seja feita por técnicas manuais ou com o auxílio de aparelhos, também tem sua aplicabilidade na terapêutica para melhoria das cicatrizes3,17, assim como o ultra-som3,53 e a iontoforese20. Queimaduras As queimaduras podem ser elé- tricas, químicas, causadas por contato direto com a chama, por escaldamento, por fricção ou exposição solar, dentre outras54. Dentre as principais causas estão os acidentes domésticos, seguidos de acidentes no trabalho, tentativas de suicídio ou homicídio e, por último, acidentes de trânsito e/ou de lazer54.

Sua classificação varia de acordo com a profundidade da lesão tecidual, podendo ser divida em três graus 3,54: 1º grau: somente a epiderme é atingida. A região encontra-se hiperemiada e dolorida. A recuperação total ocorre em poucos dias. 2º grau: comprometimento parcial da derme. Há presença de bolhas ou flictemas (extravasamento plasmático) e dor. Sua cicatrização varia de poucos dias a três semanas e podem apresentar seqüelas dependendo da profundidade da lesão, variando entre discromias, retrações e hipertrofia. 3º grau: Toda a derme é atingida podendo comprometer tecido adiposo, tendões, músculos e ossos. Como a epiderme costuma ser destruída no momento do acidente, com a derme exposta, a lesão é esbranquiçada, endurecida e, em geral, indolor. A cicatrização nesses casos só é possível com a enxertia cutânea, uma vez que toda a pele foi destruída. Em todos os graus de queimaduras há grande variedade de complica- ções, como alterações eletrolíticas e metabólicas, derrame articular, calcificações de partes moles, neuropatia, infecção cutânea e pulmonar, insuficiência cardíaca, respiratória, renal e hepática, amputações, além de lesões pulmonares por ação direta do calor e inalação de diferentes gases resultantes da combustão dos materiais presentes no local, no caso de acidentes3,54. O tratamento de pacientes queimados é multidisciplinar3,55,56 e segue abordagens diferentes de acordo com a fase em que se encontra o paciente, podendo ter seu foco na queimadura, na terapia intensiva, na cicatriz e na recuperação funcional dos movimentos3,55,57. É fundamental uma terapêutica específica para cada caso, variando de acordo com o grau de comprometimento da pele e lesões associadas, podendo haver a necessidade de inclusão de exercícios respiratórios, de alongamento e de força muscular3,57,58. Para melhoria da qualidade da pele, a Endermologie® é um recurso indicado, uma vez que este foi criado inicialmente na França para tratamento de queimados13,16,18,19. A aplicação dessa técnica traz benefícios às propriedades físicas da cicatriz (elasticidade e maleabilidade) e aparência (cor e textura)59, semelhante ao que acontece com a aplicação da massagem tradicional, com a vantagem de ser muito mais rápida e menos cansativa16,18,19. Recursos como o ultra-som, TENS e laser também podem ser utilizados como alternativa na recuperação da cicatriz e melhora geral do paciente3,58. Linfedema Ocorre quando há acúmulo de líquidos e proteínas nos espaços intersticiais49. O linfedema pode ser decorrente de alterações do próprio sistema linfático, como por exemplo o linfedema congênito, ou causado por retirada dos linfonodos (linfadenectomia), radioterapia, pós-infecções, doenças neoplásicas, traumas extensos, dentre outros3 . Nos dois casos, fatores como infecção cutânea, viagens de longa distância e aplicação de compressão podem causar complicação do quadro60. É um quadro comumente encontrado em mulheres que sofreram mastectomia para retirada de tumor em mama, pois pode haver necessidade da retirada da cadeia axilar de nodos linfáticos, alterando a circulação normal da linfa3,61. Seu tratamento deve ser multidisciplinar3. Além disso, os recursos utilizados deverão ser associados na busca do melhor resultado3,60-2. A perimetria do membro tratado deve ser feita como uma rotina clínica, para a avaliação do resultado da terapia aplicada3,60,61. A terapia pode ser iniciada com a elevação do membro acometido, podendo fazer parte a drenagem linfática manual (com o objetivo de melhorar a absorção e transporte de líquidos), o enfaixamento compressivo (para evitar o refluxo da linfa), uso de bombas pneumáticas – recurso também conhecido como pressoterapia (drenagem obtida pela utilização de sistema de compressão seqüencial)–, cinesioterapia (indicada desde o início do tratamento, pois as contrações musculares irão exercer compressão no tecido, favorecendo a drenagem linfática)3,60-62. CONCLUSÃO Por ser uma área de atuação muito recente, a pesquisa científica efetuada por profissionais que aí atuam ainda é escassa. No entanto, este levantamento bibliográfico permitiu observar que há na literatura científica embasamento para justificar a escolha dos diversos recursos utilizados nas patologias englobadas por essa área da fisioterapia. Há necessidade de se ampliar o número de pesquisas científicas, consolidando assim a fisioterapia dermato-funcional como uma área relevante no contexto da saúde brasileira

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Terapia Neural: O Que É e Quem Pode Se Beneficiar?

Terapia Neural: O Que É e Quem Pode Se Beneficiar?

Introdução à Terapia Neural

A Terapia Neural é uma abordagem terapêutica que tem suas raízes na Alemanha e busca tratar o indivíduo de forma integral, considerando a interconexão entre corpo e mente. Diferente de tratamentos convencionais que focam apenas nos sintomas, a Terapia Neural atua na raiz dos problemas, buscando restabelecer o equilíbrio do sistema nervoso autônomo (SNA) e, consequentemente, a capacidade de autorregulação do organismo.

O Que É Terapia Neural?

Em sua essência, a Terapia Neural utiliza injeções de anestésicos locais, como a procaína, em baixas concentrações, em pontos específicos do corpo. Esses pontos são conhecidos como “campos de interferência” e podem ser áreas onde ocorreram traumas, cicatrizes, inflamações, infecções ou dor crônica. Acredita-se que esses campos podem perturbar a comunicação normal entre os nervos, levando a disfunções e enfermidades em diferentes partes do corpo.

O objetivo principal da Terapia Neural é neutralizar essas irritações no sistema nervoso vegetativo, permitindo que o corpo ative seus próprios mecanismos de autocura. Ao desprogramar a memória celular de eventos passados que geraram desequilíbrios, a Terapia Neural facilita o fluxo de informação e energia necessárias para que o organismo retorne ao seu estado de saúde e bem-estar.

Para Que Serve a Terapia Neural? Indicações e Benefícios

A Terapia Neural é indicada para uma ampla gama de condições, atuando tanto no alívio de sintomas quanto na promoção da saúde a longo prazo. Seus benefícios são diversos e abrangem diferentes sistemas do corpo. Entre as principais indicações e benefícios, destacam-se:

•Alívio da Dor Crônica: É amplamente utilizada para tratar dores crônicas, como lombalgia, cervicalgia, dores articulares, dor neuropática, fibromialgia e enxaquecas. A aplicação da procaína nos campos de interferência ajuda a interromper os ciclos de dor e inflamação.

•Redução de Inflamações: A Terapia Neural contribui para a eliminação de processos inflamatórios, promovendo a cicatrização de tecidos e a recuperação de lesões.

•Melhora do Funcionamento do Sistema Nervoso: Ao modular o sistema nervoso autônomo, a terapia neural otimiza o funcionamento da microcirculação e melhora a comunicação entre as células, o que impacta positivamente a saúde geral.

•Tratamento de Distúrbios Diversos: Pode ser eficaz no tratamento de ansiedade, estresse, insônia, problemas na tireoide, tendinite, alergias, fadiga crônica, distúrbios digestivos, problemas de pele, e até mesmo como tratamento complementar em casos de doenças autoimunes e oncológicas.

•Abordagem Holística: A terapia neural considera o paciente como um todo, buscando não apenas tratar a doença, mas também restaurar o equilíbrio físico e emocional, promovendo uma melhora na qualidade de vida.

Quem Pode Fazer Terapia Neural?

A Terapia Neural é uma prática que deve ser realizada por profissionais da saúde devidamente qualificados e com formação específica na área. Geralmente, médicos, fisioterapeutas, dentistas e outros profissionais da saúde que buscam expandir seus conhecimentos em terapias integrativas podem se especializar em Terapia Neural. É fundamental que o profissional tenha um profundo conhecimento do sistema nervoso e da anatomia humana para identificar corretamente os campos de interferência e aplicar a técnica de forma segura e eficaz.

Para os pacientes, a Terapia Neural é uma opção para aqueles que buscam tratamentos menos invasivos e que visam a autocura do organismo. É importante ressaltar que, como qualquer tratamento, a Terapia Neural deve ser indicada e acompanhada por um profissional de saúde, que avaliará cada caso individualmente para determinar a melhor abordagem e garantir a segurança do paciente.

Conclusão

A Terapia Neural representa uma promissora abordagem no campo das terapias integrativas, oferecendo um caminho para o reequilíbrio do organismo e a promoção da saúde de forma holística. Ao focar na regulação do sistema nervoso autônomo e na neutralização de campos de interferência, essa técnica permite que o corpo ative seus próprios mecanismos de cura, proporcionando alívio da dor, redução de inflamações e melhora geral do bem-estar. Se você busca uma alternativa para tratar condições crônicas e otimizar sua saúde, a Terapia Neural pode ser uma excelente opção, desde que realizada por um profissional qualificado.

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Ventosaterapia o que é, para que serve

Ventosaterapia o que é, para que serve

O que você precisa saber sobre a Técnica de Ventosaterapia

Existem evidências que sugerem que a terapia de ventosas pode ser benéfica para certas condições de saúde. No entanto, a pesquisa sobre a Técnica de Ventosaterapia tende a ser de baixa qualidade. Mais estudos são necessários para entender como a terapia de ventosa funciona, se funciona, e em que situações ela pode ajudar.

A terapia de ventosaterapia é uma prática tradicional chinesa e do Oriente Médio que as pessoas usam para tratar uma variedade de condições.

Envolve colocar ventosas em certos pontos da pele de uma pessoa. Um praticante cria sucção nos copos, que puxa contra a pele de uma pessoa.

As ventosas podem estar secas ou molhadas. A ventosa úmida envolve perfurar a pele antes de iniciar a sucção, o que remove parte do sangue da pessoa durante o procedimento.

Ventosaterapia o que é, para que serve

A escavação geralmente deixa contusões redondas na pele de uma pessoa, onde seus vasos sanguíneos se rompem após a exposição aos efeitos de sucção do procedimento.

Funciona a Ventosaterapia?

A Técnica de Ventosaterapia  pode ajudar a aumentar ou diminuir o fluxo sanguíneo.
De acordo com um artigo de estudo da revista PLoS One, os profissionais de ventosa afirmam que ele funciona criando hiperemia ou hemostasia ao redor da pele de uma pessoa. Isso significa que ele aumenta ou diminui o fluxo sanguíneo de uma pessoa sob os copos.

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A ventosa também tem links para pontos de acupuntura no corpo de uma pessoa, que são essenciais para a prática da acupuntura.

Muitos médicos consideram a terapia de ventosa uma terapia complementar, o que significa que muitos não a reconhecem como parte da medicina ocidental. Isso não significa que não seja eficaz, no entanto.

Terapias complementares com pesquisas de apoio podem ser um complemento à medicina ocidental. No entanto, como observa o Centro Nacional de Saúde Integrativa e Complementar (NCCIH), ainda não há pesquisas de alta qualidade suficientes para provar a eficácia das escavações.

Ventosaterapia

Os cientistas associaram a terapia de ventosaterapia a uma variedade de benefícios à saúde, embora seja necessário mais pesquisas para determinar se ela é eficaz como tratamento.

A Ventosaterapia Alívia a dor?

As pessoas freqüentemente citam a terapia de ventosaterapia como uma forma de alívio da dor. No entanto, embora exista alguma evidência de sua eficácia, os cientistas precisam realizar mais estudos de alta qualidade para demonstrar isso completamente.

Por exemplo, um artigo de estudo na revista Medicina Alternativa e Complementar baseada em evidências encontrou algumas evidências para sugerir que a Técnica de Ventosaterapia podem reduzir a dor. No entanto, seus autores observam que havia limites para a qualidade dos estudos que demonstraram isso.

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Uma meta-análise que aparece na revista Revista Latina-Americano De Enfermagem alega que pode haver evidências de que o ventosaterapia seja eficaz no tratamento de dores nas costas. No entanto, novamente, os pesquisadores observam que a maioria dos estudos é de baixa qualidade e que há necessidade de mais padronização em estudos futuros.

Ventosaterapia o que é, para que serve

Um artigo de estudo da revista BMJ Open chegou a uma conclusão semelhante para a eficácia de escavação para dor de garganta. Os pesquisadores observam que são necessários estudos de melhor qualidade para determinar se a terapia de degustação é realmente eficaz.

Condições da pele

Um estudo da revista PLoS One descobriu que havia alguma evidência de que a terapia por ventosas era eficaz no tratamento de herpes zoster e acne .

No entanto, observa que os estudos que apoiaram esses achados estavam em alto risco de viés. Portanto, são necessários estudos mais rigorosos e de alta qualidade para verificar os resultados.

Recuperação de esportes

Um estudo publicado no Journal of Alternative and Complementary Medicine observa que os atletas profissionais estão cada vez mais usando a Técnica de Ventosaterapia como parte de suas práticas de recuperação.

 

No entanto, o estudo não encontrou evidências consistentes para mostrar que era eficaz para qualquer coisa relacionada à recuperação esportiva.

Quais os efeitos colaterais e riscos

De acordo com o NCCIH , os efeitos colaterais da escavação podem incluir:

  • descoloração duradoura da pele
  • cicatrizes
  • queimaduras
  • infecção

Se uma pessoa tem uma condição de pele, como eczema ou psoríase , o uso de ventos pode piorar a área onde o praticante aplica os copos.

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Em casos raros, uma pessoa pode sofrer hemorragia interna ou anemia mais significativa se o praticante coletar muito sangue durante as ventosas úmidas.

De acordo com um estudo publicado no Journal of Acupuncture and Meridian Studies , a escavação também pode causar:

  • dores de cabeça
  • cansaço
  • tontura
  • desmaio
  • náusea
  • insônia

Devido à baixa qualidade dos estudos que investigam a escavação, é difícil saber quão comuns são esses efeitos colaterais.

Se uma pessoa tiver algum desses efeitos colaterais após Técnica de Ventosaterapia deve falar com um profissional. Algumas pessoas podem ter problemas de saúde, como problemas com a coagulação do sangue, que tornam as ventosas abaixo do ideal.

Conclusão sobre a ventosaterapia

Existem algumas evidências que sugerem que a terapia com ventosas pode ajudar uma pessoa com certos problemas de saúde. No entanto, não há estudos de alta qualidade suficientes para apoiar isso.

Para entender se a terapia de ventosaterapia é eficaz, como funciona e para quais questões é melhor, os cientistas precisam realizar e publicar mais pesquisas de alta qualidade.

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Se uma pessoa achar que a terapia de ventosaterapia alivia sua dor ou ajuda sua saúde de outra maneira, e se eles não experimentam efeitos colaterais adversos, a ventosaterapia pode ser uma escolha muito boa. No entanto, algumas terapias têm melhores evidências de sua eficácia. 

Uma pessoa pode optar por usar Técnica de Ventosaterapia  juntamente com terapias mais evidenciadas. Se for esse o caso, é importante que eles informem um profissional.

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Fisioterapia Dermato funcional em Queimados

Fisioterapia Dermato funcional em Queimados

Um dos órgãos mais complexos do corpo humano, sem dúvida, é a pele. Por ser um membro muito extenso, é preciso ter bastante cuidado com essa parte do organismo, principalmente, quando acidentes ocorrem como, por exemplo, queimaduras. Uma das melhores opções para tratar esse problema é o dermato funcional.

Esse tipo de tratamento é bastante indicado visto que ajuda a combater as agressões externas sofridas, principalmente, em ocasiões em que a pele sofre algum trauma como, por exemplo, queimado.

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Queimadura

Durante o dia a dia existem algumas situações que são difíceis de serem evitadas como é o caso das queimaduras. Além de causarem muita dor, elas não são nada desejáveis esteticamente, pois quase sempre geram marcas na pele e prejudica autoestima dando uma sensação de mal-estar.

No entanto, você já pode ficar mais tranquilo visto que pode corrigir as manchas causadas por queimaduras com ajuda do tratamento fisioterapêutico conhecido como dermato funcional. Esse é um procedimento que o ajudará a manter a sua pele saudável e livre dos indesejáveis traumas sofridos.

Dermato funcional

Esse tratamento é uma especialidade da área de fisioterapia que tem como principais princípios realizar trabalhos de prevenção, promoção e, claro, recuperado da pele. Logo, as vítimas de queimadura podem se submeter aos procedimentos dessa técnica para tentar corrigir os problemas com manchas causadas pelo acidente.

Além desse caso, é interessante destacar que a técnica dermato funcional também oferece outras possibilidades de aplicações como, por exemplo, para situações de obesidade, flacidez de pele, estrias, gordura localizada e até mesmo pode ajudar a eliminar as marcas de cicatrizes.

Para garantir o sucesso do tratamento, a técnica fisioterapêutica procurar integrar várias áreas de conhecimento para garantir a qualidade funcional do paciente. Logo, o grande diferencial dessa forma de tratamento se deve a abordagem multidisciplinar que visa associar as noções da fisioterapia nutricionista com educadores físicos e dermatologistas.

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Benefícios

Além de causarem muita dor, as queimaduras quando não tratadas corretamente costumam deixar marcas na pele. Do ponto de vista estético essas manchas não são nenhum um pouco bem-vindas e, por isso, fazem com que os pacientes demonstrem certos sentimentos de insatisfação com o próprio corpo.

Diante dessa situação, não há dúvidas de que a melhor solução para enfrentar esse problema é consultar um profissional especializado em realizar o procedimento de dermato funcional para corrigir as cicatrizes causadas pela queimadura.

Além de eliminar as manchas na pele, o paciente ainda pode desfrutar de outros benefícios como, por exemplo:

  • Melhoria considerável na qualidade de vida uma vez que o paciente também pode tratar problemas como os que foram destacados a pouco.
  • Como consequência disso, também será possível notar uma melhora na autoestima e na sensação de bem-estar.
  • Ao contrário do que grande parte das pessoas pensam, o tratamento fisioterapêutico dermato funcional é totalmente externo, ou seja, não é invasivo.

Como visto os resultados da técnica são muito interessantes e, sem dúvida, o ajudará a conquistar o equilíbrio emocional novamente, além de corrigir os problemas causados por queimados. No entanto, isso só é possível com a ajuda de profissionais especializados em dermato funcional.

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Fisioterapia Dermatofuncional

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O que é?

A fisioterapia Dermatofuncional é responsável pela avaliação e tratamento de distúrbios de alteração da funcionalidade do sistema tegumentar. Este tipo de fisioterapia tem por objetivo proporcionar um tratamento eficaz e seguro aos pacientes com doenças dermatológicas e problemas estéticos que afetam diretamente a auto-estima. Os efeitos psicoemocionais são mais graves que as alterações físicas que determinada patologia possa ter causado.

Fisioterapia dermatofuncional

A fisioterapia dermatofuncional estuda as reações do homem perante os estímulos corporais recebidos, seja de resultados de alterações patológicas ou psíquicas e orgânicas. Foi reconhecida como uma especialidade apenas em 2009 pelo Conselho Federal de Fisioterapia, e estuda os efeitos terapêuticos com ênfase na restauração das funções dos tecidos tratados, melhora e restaura a aparência atingindo os objetivos do paciente. O especialista de dermatofuncional está preparado para cuidar dos problemas relacionados a acne, gordura localizada, celulites, rugas, manchas, cicatrizes, queimaduras e outras. Além claro, de possuir um papel fundamental durante acompanhamento pré e pós-operatório das cirurgias plásticas.

São analisadas peso, medidas e hábitos de vida e alimentares dos pacientes com o intuito de preparar o protocolo para um tratamento que esteja de acordo com o perfil do paciente, essa avaliação determina os recursos terapêuticos, a duração e a freqüência do tratamento.


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Como Funciona e Pra que serve?

A profissional responsável pela fisioterapia dermatofuncional não pode prescrever ou administrar medicações farmacológicas e sequer pode realizar qualquer procedimento como esfoliações profundas, injeções de substâncias, uso de LASER ablativos ou qualquer procedimento que necessite de anestesia. A fisioterapeuta responsável pela dermato-funcional não substitui um Médico Dermatologista, por esse motivo, o ideal é que o trabalho seja feito por ambos profissionais sinergicamente, para que os melhores resultados possíveis com menor custo possível ao paciente sejam alcançados sem que a segurança do mesmo seja colocada em risco.

Áreas da Fisioterapia Dermatofuncional

Como já sabemos, uma doença dermatológica por afetar a auto-estima de uma pessoa, interferindo até mesmo em sua qualidade de vida. O bem estar e a qualidade de vida destes pacientes devem ser prioridade para profissionais desta área da fisioterapia.

Existem duas grandes áreas dentro da fisioterapia dermatofuncional. A reparadora e a estética. Conheça os problemas que fazem parte de cada uma delas.

Reparadora:

  • Úlceras;
  • Cicatrizes;
  • Feridas;

Estética:

  • Envelhecimento Cutâneo (rugas, manchas e pele desvitalizada);
  • Acne;
  • Rosácea;
  • Fibro edema gelóie (celulite);
  • Hiperlipodistrofia (gordura localizada);
  • Flacidez (dérmica e muscular);
  • Estrias;
  • Edemas linfáticos e venosos;
  • Pré e pós operatório.

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Importancia da Microagulhamento na fisioterapia

Importancia da Microagulhamento na fisioterapia

O microagulhamento é um procedimento estético e terapêutico que utiliza um dispositivo com pequenas agulhas finas e estéreis para criar microperfurações na pele. Essas perfurações são superficiais e não causam danos significativos, mas são suficientes para estimular uma resposta de cura natural do corpo. Na fisioterapia, o microagulhamento tem ganhado destaque por suas diversas aplicações, que vão além da estética, contribuindo para a reabilitação funcional e o bem-estar dos pacientes.

O que é o microagulhamento e como ele atua na pele

O microagulhamento, também conhecido como terapia de indução de colágeno, baseia-se no princípio de que microlesões controladas ativam os mecanismos naturais de reparo tecidual. Ao perfurar a epiderme e a derme superficial, o organismo inicia uma cascata de eventos que inclui a liberação de fatores de crescimento, a migração de fibroblastos e a síntese de novas fibras de colágeno e elastina. Esse processo é fundamental para a renovação da matriz extracelular, melhorando a qualidade da pele e de tecidos subjacentes.

Estimulação da produção de colágeno

Um dos principais benefícios do microagulhamento é a estimulação da produção de colágeno, uma proteína essencial para a elasticidade e firmeza da pele. Com o envelhecimento ou em condições como cicatrizes de acne e flacidez, a produção de colágeno diminui. O procedimento induz a neocolagênese, ajudando a restaurar a estrutura da pele. Na fisioterapia dermatofuncional, essa propriedade é explorada para tratar sequelas de queimaduras, cicatrizes hipertróficas e atróficas, além de melhorar o aspecto de estrias.

Melhora da textura da pele

O microagulhamento também promove a melhora da textura geral da pele, tornando-a mais suave e uniforme. As microperfurações estimulam a renovação celular e a descamação natural, reduzindo irregularidades como poros dilatados, rugas finas e asperezas. Em contextos de reabilitação, essa melhora estética pode ter impacto psicológico positivo, auxiliando na autoestima de pacientes que sofreram traumas ou cirurgias.

Aumento da absorção de produtos tópicos

Outra vantagem significativa é o aumento da absorção de produtos tópicos. As microperfurações criam canais temporários que permitem que soros, cremes terapêuticos ou medicamentos penetrem mais profundamente na pele, potencializando seus efeitos. Na fisioterapia, isso pode ser combinado com ativos como fatores de crescimento, vitaminas ou anti-inflamatórios, otimizando o tratamento de lesões cutâneas ou musculares. Curso de Microagulhamento

Melhora da circulação sanguínea local

O processo de microperfuração também aumenta a circulação sanguínea na área tratada. A resposta inflamatória localizada traz maior fluxo de oxigênio e nutrientes, acelerando a cicatrização e a recuperação tecidual. Esse efeito é benéfico em protocolos de reabilitação de lesões esportivas ou pós-cirúrgicas, onde a vascularização adequada é crucial para a regeneração.

Redução de dor e tensão muscular

Na fisioterapia, o microagulhamento pode ser aplicado no tratamento de pontos de gatilho musculares, áreas dolorosas e tensas que limitam o movimento. As microperfurações ajudam a liberar a tensão muscular e aliviar a dor, promovendo relaxamento local. Essa técnica é especialmente útil em disfunções miofasciais, complementando outras abordagens manuais e instrumentais.

Objetivos e aplicações gerais na fisioterapia

Os objetivos do microagulhamento na fisioterapia incluem a regeneração tecidual, o alívio da dor, a melhora funcional e a recuperação estética. Suas aplicações abrangem desde a dermatofuncional até a traumato-ortopedia, passando pelo tratamento de cicatrizes, flacidez, estrias, rugas e disfunções musculares. A versatilidade do método permite sua integração em programas de reabilitação individualizados.

Contexto profissional e segurança

É importante observar que o microagulhamento deve ser realizado por um profissional treinado e em um ambiente estéril para garantir a segurança do paciente. O fisioterapeuta habilitado avalia a indicação, contraindicações e parâmetros como profundidade das agulhas, número de sessões e intervalos. A técnica exige conhecimento anatômico e domínio dos equipamentos, minimizando riscos de infecção ou efeitos adversos.

Conclusão

O microagulhamento representa uma ferramenta valiosa na fisioterapia, unindo benefícios estéticos e funcionais. Seja para estimular colágeno, melhorar a textura da pele, potencializar a absorção de ativos, aumentar a circulação ou aliviar dores musculares, o procedimento oferece resultados significativos quando bem indicado. A consulta com um fisioterapeuta é fundamental para avaliar a adequação do método às necessidades individuais, garantindo um tratamento seguro e eficaz.

Perguntas frequentes

O que é microagulhamento?

O microagulhamento é um procedimento que utiliza um dispositivo com pequenas agulhas finas e estéreis para criar microperfurações na pele, estimulando a resposta de cura natural do corpo.

Quais os benefícios do microagulhamento na fisioterapia?

Os benefícios incluem estimulação da produção de colágeno, melhora da textura da pele, aumento da absorção de produtos tópicos, melhora da circulação sanguínea local e redução de dor e tensão muscular.

O microagulhamento pode ser usado para tratar dores musculares?

Sim, na fisioterapia o microagulhamento pode ser usado para tratar pontos de gatilho musculares, ajudando a liberar a tensão e aliviar a dor.

Quem pode realizar o microagulhamento?

O microagulhamento deve ser realizado por um profissional treinado, como um fisioterapeuta, em ambiente estéril para garantir a segurança do paciente.