Teste de Agachamento Aéreo

Teste de Agachamento Aéreo

Purpose

The overhead squat test is a subjective screening assessment used to obtain a general indication of dynamic posture. The test identifies compensatory movements and considers muscles which could potentially be overactive or underactive with the intention of addressing these muscle imbalances.[1] The overhead squat test is considered highly practical and time efficient.[2]

Technique

The overhead squat test is carried out with the client in a standing position, feet pointed forward in line with the shoulders, both shoulders flexed to around 180 degrees and with the elbows extended. The client would be instructed to go into a squat position as if sitting down on a chair and to resume the initial upright position. The squat should be repeated five times, while the examiner assesses movement at the main joints from an anterior view and from a lateral view.[1]

[3]

Resources

The following <a rel="nofollow" class="external text" href="https://www.nasm.org/docs/default-source/PDF/nasm_overhead_squat_solutions_table_cptpes(pdf-32k).pdf%3Fsfvrsn%3D2 file” contains further guidance on compensatory movements during the overhead squat test. title=”File:Nasm overhead squat solutions table cptpes(pdf-32k).pdf”>File:Nasm overhead squat solutions table cptpes(pdf-32k).pdf

[4]

References

  1. ↑ 1.01.1 Clark MA, Lucett SC, Sutton BG, editors. NASM Essentials of Personal Fitness Training. Fourth Edition. Baltimore: Lippincott Williams & Wilkins, 2012.
  2. ↑ Bishop C, Edwards M, Turner A. Screening movement dysfunctions using the overhead squat. Professional Strength & Conditioning 2016; 42:22-30.
  3. ↑ National Academy of Sports Medicine (NASM). How to set up an overhead squat assessment. Available from: <a rel="nofollow" class="external free" href="https://www.youtube.com/watch%3Fv%3DybBvcJ50UZ8 https://www.youtube.com/watch?v=ybBvcJ50UZ8″ march>
  4. ↑ National Academy of Sports Medicine (NASM). Overhead Squat Solutions Table. Available from: <a rel="nofollow" class="external free" href="https://www.nasm.org/docs/default-source/PDF/nasm_overhead_squat_solutions_table_cptpes(pdf-32k).pdf%3Fsfvrsn%3D2 https://www.nasm.org/docs/default-source/PDF/nasm_overhead_squat_solutions_table_cptpes(pdf-32k).pdf?sfvrsn=2%C2%A0(accessed” march>

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O teste de agachamento aéreo é uma ferramenta de triagem subjetiva que fornece uma indicação geral da postura dinâmica do indivíduo. Durante a execução, o avaliador observa o movimento em busca de compensações, como a inclinação do tronco para frente, a elevação dos calcanhares ou a rotação interna dos joelhos. Essas compensações podem sugerir desequilíbrios musculares, como fraqueza ou encurtamento de determinados grupos musculares.

É importante que o avaliador realize a análise tanto na vista anterior quanto na lateral, a fim de captar assimetrias e desvios que não seriam perceptíveis em um único plano. A repetição do movimento por cinco vezes permite observar a consistência do padrão de movimento e a fadiga muscular, que pode evidenciar disfunções latentes.

Embora o teste seja prático e rápido, ele não substitui uma avaliação mais aprofundada, como a análise de movimento em três dimensões ou testes de força muscular específicos. O resultado deve ser interpretado em conjunto com a história clínica e outros exames, para que as intervenções sejam direcionadas às necessidades individuais.

O agachamento aéreo também pode ser utilizado como ponto de partida para a prescrição de exercícios corretivos, visando melhorar a mobilidade, estabilidade e o padrão de movimento global. A identificação precoce de disfunções pode auxiliar na prevenção de lesões e na otimização do desempenho esportivo.

Fontes consultadas

Teste de Cotovelo do Golfista

Teste de Cotovelo do Golfista

Purpose

The purpose of the Medial Epicondylitis (Golfer<a rel="nofollow" class="external text" href="https://medisavvy.com/reverse-cozens-test/ %E2%80%99s” elbow test is to screen the patient for title=”Medial Epicondylitis”>medial epicondylalgia or “golfer<a rel="nofollow" class="external text" href="https://medisavvy.com/reverse-cozens-test/ %E2%80%99s” elbow>

Clinical examination

Findings on clinical examination include tenderness over the medial epicondyle and common flexor muscle origin. Pain may indicate medial epicondylitis/golfer<a rel="nofollow" class="external text" href="https://medisavvy.com/reverse-cozens-test/ %E2%80%99s” elbow. id=”cite_ref-1″>[1] In addition to tenderness, provocative special test is employed to assess for medial epicondylitis. 

Technique

Passive Technique

Position: The patient can be seated or standing for this test.

Procedure: The therapist palpates the medial epicondyle and supports the elbow with one hand, while the other hand passivelly supinates the patient<a rel="nofollow" class="external text" href="https://medisavvy.com/reverse-cozens-test/ %E2%80%99s” forearm and fully extends the elbow wrist fingers. id=”cite_ref-2″>[2][3] 

Interpretation: If sudden pain or discomfort is reproduced along the medial aspect of the elbow in the region of the medial epicondyle, then this test is considered positive.

Active Technique

Position: The patient seated for this test.

Procedure: Patient flex the elbow, turns the hand palm up (forearm supination). The examiner then grasps the patient’s wrist and elbow and attempts to straighten out the elbow (forced extension) against the patient’s resistance (resisted elbow-wrist flexion). [4] 

Evidence

No studies on diagnostic accuracy for medial epicondylitis test were found.

Resources

Others tests to examine golfer’s elbow:

References

  1. ↑ Copas, D.,Talbot, J. C.  J Orthop Trauma., 2016; 30(4): 291-300.
  2. ↑ Dutton, M. Orthopaedic: 2nd ed. New York: The McGraw-Hill Companies, Inc, 2008.
  3. ↑ Magee, D. J. 6th ed. Elsevier Health Sciences, 2014.
  4. ↑ Polkinghorn, B. S.  J Chiropr Med, 2002; 1(3):117-121.

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O teste do cotovelo do golfista, também conhecido como teste para epicondilite medial, é um procedimento clínico utilizado para auxiliar no diagnóstico dessa condição. A epicondilite medial, ou cotovelo de golfista, é uma tendinopatia que afeta os tendões dos músculos flexores do punho e dos dedos, que se inserem no epicôndilo medial do úmero. Essa condição é comum em atletas que realizam movimentos repetitivos de flexão do punho, como golfistas, mas também pode ocorrer em indivíduos que executam atividades ocupacionais que envolvem esforço repetitivo do antebraço.

Durante o exame clínico, o fisioterapeuta deve estar atento a outros sinais e sintomas, como dor à palpação do epicôndilo medial, fraqueza muscular e limitação funcional. O teste provocativo descrito é uma ferramenta valiosa, mas deve ser interpretado em conjunto com a história clínica e outros exames, pois não há estudos robustos que comprovem sua acurácia diagnóstica isoladamente.

É importante diferenciar a epicondilite medial de outras condições que podem causar dor no cotovelo, como a epicondilite lateral (cotovelo de tenista), neuropatias compressivas (como a síndrome do túnel cubital) ou lesões ligamentares. O tratamento conservador geralmente inclui repouso relativo, crioterapia, exercícios excêntricos, alongamentos e orientações ergonômicas. Em casos refratários, pode-se considerar outras intervenções, mas a decisão deve ser baseada em avaliação individualizada.

Fontes consultadas

Teste de DPL: Guia Completo para Fisioterapeutas

Teste de DPL: Guia Completo para Fisioterapeutas

Category:Musculoskeletal/Orthopaedics


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O Teste de DPL é uma ferramenta utilizada na avaliação fisioterapêutica, especialmente em contextos ortopédicos. Embora o termo ‘DPL’ possa gerar dúvidas, é importante compreender que ele se refere a um procedimento específico de diagnóstico funcional. Na prática clínica, o fisioterapeuta deve estar apto a interpretar os resultados desse teste para direcionar o plano de tratamento adequado.

Durante a aplicação do teste, o profissional observa a resposta do paciente a determinados movimentos ou posições, buscando identificar limitações, dor ou instabilidade. A precisão na execução é fundamental para evitar falsos positivos ou negativos, que poderiam comprometer a avaliação. Além disso, é essencial correlacionar os achados com outros exames clínicos e a história do paciente.

O conhecimento sobre o Teste de DPL é complementado por outros testes ortopédicos, como o Teste de Yergason e o Teste de Provocação da Dor Pélvica Posterior, que avaliam estruturas específicas. A integração dessas avaliações permite uma visão mais abrangente do quadro clínico, auxiliando na tomada de decisões terapêuticas.

É recomendável que o fisioterapeuta busque atualização contínua sobre as evidências científicas relacionadas a esse teste, bem como participe de cursos práticos para aprimorar sua habilidade. A prática supervisionada e a discussão de casos clínicos são estratégias eficazes para consolidar o aprendizado e garantir a segurança do paciente.

Fontes consultadas

Subluxação do tendão fibular

Subluxação do tendão fibular

Definição / Descrição da Subluxação do tendão fibular

A subluxação ou luxação dos tendões peroneais é um distúrbio envolvendo um alongamento, uma ruptura ou uma avulsão do retináculo do fibular superior [1] . Também pode haver subluxação dos tendões com um SPR intacto (subluxação intramedida) [2] .

Anatomia clinicamente relevante

O músculo fibular curto e o músculo fibular longo estão contidos no sulco retromaleolar da fíbula. A profundidade do sulco é variável e foi observada como ausente ou convexa. [3] Os tendões são estabilizados por um retináculo peroneal superior. O SPR é formado pelo espessamento da aponeurose superficial. Uma pequena crista fibrosa é ocasionalmente vista originando-se da fíbula distal próxima à origem da SPR e aumenta a profundidade do sulco fibular. Distal à fíbula está o retináculo fibular inferior, que cobre os tendões por cerca de 2 a 3 cm distalmente à ponta da fíbula [4] .

Epidemiologia da Subluxação do tendão fibular

O mecanismo mais comum é uma força de dorsiflexão no tornozelo associada a uma contração rápida e forte dos tendões peroneais e com uma eversão do retropé. Os tendões fibulares longos e brevis subluxam ou deslocam-se do sulco retro-retroolar lateral. Isso resulta de uma ruptura ou avulsão ou frouxidão significativa do SPR. Alguns pacientes apresentam uma apresentação mais crônica e não conseguem lembrar de um episódio traumático. Também são relatados fatores congênitos, por exemplo, o sulco ou a crista que ajuda a aprofundar o sulco pode ser muito superficial ou mesmo ausente ou a SPR pode ser muito solta [5] . Além dos fatores congênitos, o mecanismo mais comum é uma força dorsiflexória no tornozelo associada à contração forçada concomitante dos tendões fibulares combinados com a eversão do retropé posterior.[5] .

Subluxação do tendão fibular é comumente encontrada no esqui, mas também tem sido relatada em outros esportes [1] [6] .

Subluxação do tendão fibular

Características da Subluxação do tendão fibular

Existem três graus para classificar a subluxação peroneal aguda [7] [3] [8]

Grau I: O retináculo, que é confluente com o periósteo na fíbula, é retirado da fíbula, resultando em luxação dos tendões.

Grau II: A crista fibrocartilaginosa e a SPR são avulsionadas do aspecto posterior da fíbula.

Grau III: Avulsão óssea do aspecto posterolateral da fíbula contendo a borda cartilaginosa e um floco de osso, permitindo que o tendão deslize sob o periósteo.

Mais tarde, Oden descreveu um quarto ano:

Grau IV: O SPR elevado do calcâneo

  • Sensação de estalo ou ressalto na borda externa do tornozelo
  • Os tendões deslizam para fora do lugar ao longo da extremidade inferior da fíbula
  • Dor, inchaço ou sensibilidade abaixo / atrás do maléolo lateral
  • Eversão do tornozelo resistido dolorosa
  • Tornozelo instável [1]

Exame para Subluxação do tendão fibular

A subluxação peroneal aguda é freqüentemente difícil de ser avaliada clinicamente. Geralmente há edema, equimose e sensibilidade pontual na mesma distribuição do que no caso de entorse de tornozelo, dificultando o diagnóstico [5] .

Em situações crônicas, os pacientes freqüentemente se queixam de um mecanismo doloroso do vento e podem tipicamente reproduzir a luxação por eversão ativa da dorsiflexão do pé [5] . Na maioria dos casos, um tendão peroneal que se estica ao redor da margem posterior do maléolo lateral pode ser palpado e até visualizado pelo examinador. Esses achados clínicos podem ser melhorados pela aplicação de uma leve resistência à eversão da exérese dorsifl.

Gestão

Em recém-nascidos e recém-nascidos, o tratamento conservador do tendão fibular subluxar é a regra e a resolução espontânea é extremamente alta [5] , [9] . Nos adultos, o tratamento pode ser dividido em não-operatório e operatório, quando se considera lesões agudas ou crônicas [5] . Quando uma subluxação aguda é diagnosticada, o paciente pode considerar tratamento não cirúrgico [7] [3] . Se o tratamento conservador falhou ou se há uma subluxação crônica, o tratamento cirúrgico é provavelmente necessário [7] . O tratamento precoce é crítico, pois é mais provável que um tendão que continua a subluxar (sair da posição) rasgue ou rompa [10] .

Conservador

Em particular, o tratamento não cirúrgico é indicado para lesões grau I e possivelmente grau III, dependendo do grau de deslocamento do fragmento cortical [7] . O tratamento conservador está associado a riscos mínimos, mas também a uma alta taxa de falha [5] . 
O tratamento não operatório consiste na aplicação de um molde sem suporte de peso por 4 a 6 semanas [7] . Esta gestão conservadora visa permitir que o SPR volte a aderir ao aspecto posterolateral da fíbula [5] .

Tentativas conservadoras também podem incluir cintas adesivas com uma almofada para restringir a subluxação, almofadas em forma de J que ancoram na frente da fíbula e envolvem lateralmente e posteriormente para manter os tendões no lugar e não suportar o peso por 4-6 semanas. Se o pé for mantido relativamente estável e a fita restringir o movimento do tendão, a formação de tecido cicatricial pode permitir que o tendão seja manuseado sem cirurgia [11] .

Cirúrgico

Menos controvérsia existe para o manejo das lesões crônicas, pois o reparo cirúrgico da subluxação do tendão peroneal fornece bons resultados na maioria dos casos [5] .

Opções cirúrgicas [7] [12] :

  • Procedimento de bloqueio ósseo
  • Reconexão da SPR com aumento de tecido local
  • Reforço do SPR com transferência de tecido local
  • Reencaminhando os tendões por trás do ligamento calcaneofibular [13]
  • Procedimentos de aprofundamento do sulco

A abordagem cirúrgica pode diferir com base no grau de lesão [4] .

Fisioterapia após a cirurgia

Com exceção das precauções de movimento, a reabilitação pode prosseguir de maneira semelhante à entorse crônica do tornozelo. No entanto, a reabilitação após a cirurgia provavelmente levará mais tempo para restaurar totalmente o movimento, a força e a função [12].

Após a cirurgia, o tornozelo é mantido por 4 semanas em um molde sem suporte de peso, seguido por 2 semanas em um molde de suporte de peso. Durante a imobilização, o condicionamento cardiovascular é realizado juntamente com o fortalecimento muscular proximal [12] .

Os primeiros tratamentos de fisioterapia são projetados para ajudar a controlar a dor e inchaço da cirurgia. Tratamentos com gelo e estimulação elétrica podem ser usados. O terapeuta também pode usar massagens e outros tratamentos manuais para aliviar o espasmo muscular e a dor. A mobilização de tecidos moles ao redor do local da cicatriz pode ser empregada para aumentar a mobilidade dos tecidos moles [11] .

Os tratamentos também são usados ​​para ajudar a melhorar a amplitude de movimento do tornozelo por resistência progressiva e exercícios de ROM, sem colocar muita pressão sobre a área [12] . Dorsiflexão ativa e resistida e eversão são evitadas durante a fase inicial de reabilitação para reduzir o estresse na SPR (aproximadamente 6 a 8 semanas [11] .

Exercícios de mobilização talar e dorsiflexão ativa e eversão iniciam quando o paciente pode suportar peso sem dor [11] . 
A progressão dos exercícios resistidos de fortalecimento, propriocepção e agilidade é iniciada quando o paciente pode suportar peso sem dor e sem apoio. À medida que a força e a propriocepção melhoram, o paciente pode progredir através de atividades pliométricas e funcionais que levam a um retorno à competição [11] .

 

Referências 

  1. Safran MR, O’Malley D. Subluxação do tendão peroneal em atletas: nova técnica de exame, relato de casos e revisão. Med Sci Sports Exerc. 1999; 31 (Supl 7): s487-92
  2. Raikin SM, Elias I, Nazarian LN: subluxação dos tendões peroneais. JBJS Am. Maio de 2008; 90 (5): 992-9
  3. Roger A. Mann, subluxação e luxação dos tendões peroneais. Técnicas Operativas em Medicina Esportiva, Vol 7, No 1 (janeiro), 1999: pp 2-6
  4. Rosenberg ZS, Bencardino J, Astion D, Schweitzer ME, Rokito A, Sheskier S: Ressonância Magnética Características de Lesões Crônicas do Retináculo de Peroneal Superior. AJR: 181, dezembro de 2003
  5. Akiki A, Crevoisier X; Luxação do tendão fibular: Schweizerische Zeitschrift für «Sportmedizin und Sporttraumatologie» 55 (1), 26–29, 2007
  6. Micheo W: Medicina Musculosquelética, Esportiva e do Trabalho, Demos Medical New York, 272p
  7. Heckman DS, Reddy S, Pedowitz D, Wapner KL, Parekh SG: Tratamento operativo para revisão dos distúrbios do tendão fibular. JBJS Vol 90-A nr2 Fevereiro de 2008
  8. Wade R, Eckert MD, Mamute L, Earle AD: Ruptura Aguda do Retináculo do Peroneal. JBJS, 1976; 58: 670-672
  9. Siegel MR, Schubiner J, Sammarco VJ: Técnica de Tratamento Não-Operatória para Subluxação do Tendão Peroneal; Pediatria Clínica
  10.  Colégio Americano de Cirurgiões do Pé e Tornozelo (ACFAS): http://www.footphysicians.com/footankleinfo/peroneal-tendon.htm, 18/12/2009
  11. Starkey C, PhD, ATC, Johnson G: Treinamento esportivo e medicina esportiva, Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos, 713p, 2006
  12. Reabilitação em medicina esportiva, Paul K. Canavan, Appleton & Lange, 399p, 1998
  13. Wang CC, Wang SJ, SB Lien, Lin LC; Um novo método de redirecionamento do tendão fibular para tratar a luxação recorrente dos tendões peroneais. The American Journal of Sports Medicine (2009) Volume: 37, Edição: 3, Páginas: 552-557

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Teste de Paxinos para Dor na Articulação Acromioclavicular

Teste de Paxinos: como avaliar a articulação acromioclavicular

Teste de Paxinos: avaliação da dor na articulação acromioclavicular

A dor localizada na parte superior do ombro pode ter diferentes origens. Uma das estruturas que precisam ser consideradas durante a avaliação é a articulação acromioclavicular, formada pela união entre o acrômio da escápula e a extremidade lateral da clavícula.

Alterações nessa articulação podem estar associadas a traumatismos, quedas sobre o ombro, atividades esportivas, movimentos repetitivos, processos degenerativos e sobrecarga mecânica. Entretanto, a presença de dor nessa região não é suficiente para estabelecer um diagnóstico.

O Teste de Paxinos, também chamado de Sinal de Paxinos, é uma manobra clínica utilizada para provocar compressão na articulação acromioclavicular. Seu objetivo é verificar se essa compressão reproduz ou aumenta a dor que levou o paciente a procurar atendimento.

O teste é simples e rápido, mas seus resultados devem ser interpretados em conjunto com a história clínica, o exame físico e, quando necessário, outros testes ou exames complementares.

O que é a articulação acromioclavicular?

A articulação acromioclavicular está localizada na parte superior do ombro. Ela conecta a extremidade lateral da clavícula ao acrômio, uma projeção óssea da escápula.

Apesar de apresentar uma amplitude de movimento relativamente pequena, essa articulação participa da adaptação dos movimentos da escápula e da transmissão de forças entre o membro superior e o tronco. Por isso, pode ser exigida em atividades que envolvem elevação do braço, apoio sobre as mãos, exercícios acima da cabeça e movimentos repetitivos.

A dor acromioclavicular costuma ser percebida na parte superior do ombro. Em algumas pessoas, ela aumenta ao cruzar o braço à frente do corpo, apoiar-se sobre o lado doloroso, levantar objetos ou executar movimentos acima da cabeça.

Esses sintomas, porém, também podem ocorrer em outras condições do ombro. A avaliação não deve se basear apenas no local da dor.

Para que serve o Teste de Paxinos?

O Teste de Paxinos é utilizado para investigar se a articulação acromioclavicular pode estar relacionada à dor apresentada pelo paciente.

Durante a manobra, o examinador aplica forças em sentidos opostos sobre o acrômio e a clavícula. Isso produz compressão e tensão controladas na região acromioclavicular.

Quando a manobra reproduz a dor habitual do paciente exatamente sobre a articulação, o resultado é considerado positivo. Um resultado positivo aumenta a suspeita de envolvimento acromioclavicular, mas não confirma sozinho uma lesão específica.

O teste pode ser empregado na avaliação de pessoas com:

  • Dor localizada na parte superior do ombro;
  • Histórico de queda ou impacto direto sobre o ombro;
  • Dor ao cruzar o braço à frente do corpo;
  • Sintomas durante atividades acima da cabeça;
  • Suspeita de artrose acromioclavicular;
  • Possível irritação dos ligamentos da articulação;
  • Dor persistente após lesão ou sobrecarga do ombro.

Como o Teste de Paxinos é realizado?

O paciente permanece sentado, com o braço do lado avaliado relaxado ao lado do corpo. O examinador posiciona-se de maneira que consiga alcançar confortavelmente o acrômio e a região central da clavícula.

A execução pode ser organizada da seguinte forma:

  1. O paciente permanece sentado, com o tronco relaxado e o braço em posição neutra.
  2. O examinador posiciona o polegar abaixo da região posterolateral do acrômio.
  3. Os dedos indicador e médio da mesma mão, ou da mão contrária, são posicionados sobre a região superior da porção média da clavícula.
  4. Com o polegar, o examinador aplica uma força sobre o acrômio em direção anterior e superior.
  5. Simultaneamente, os dedos posicionados sobre a clavícula aplicam uma força em direção inferior.
  6. O examinador pergunta se a manobra provocou dor e solicita que o paciente indique precisamente onde ela foi sentida.

O resultado é considerado positivo quando a pressão reproduz ou aumenta a dor na região da articulação acromioclavicular.

Apenas sentir pressão não torna o teste positivo. O achado mais relevante é a reprodução da dor habitual do paciente, localizada sobre a articulação avaliada.

Como interpretar um resultado positivo?

Um Teste de Paxinos positivo sugere que a articulação acromioclavicular pode contribuir para os sintomas. Entretanto, ele não identifica sozinho a causa exata da dor.

Um resultado positivo pode ocorrer em pessoas com irritação articular, artrose, alterações ligamentares, sensibilidade após traumatismo ou outras condições que afetem a região.

Também existe a possibilidade de resultado falso-positivo. Isso significa que o teste pode provocar dor mesmo quando a articulação acromioclavicular não é a principal origem do problema.

Por essa razão, a interpretação deve considerar:

  • Localização exata da dor;
  • Mecanismo de início dos sintomas;
  • Presença de trauma;
  • Limitação de movimento;
  • Alterações de força;
  • Sensibilidade à palpação;
  • Outros testes do ombro;
  • Resposta a movimentos funcionais;
  • Resultados de exames complementares, quando indicados.

O teste não deve ser realizado pelo próprio paciente como forma de autodiagnóstico, especialmente quando existe histórico recente de trauma, deformidade, perda importante de movimento ou dor intensa.

O que mostram as evidências científicas?

Um estudo publicado no Journal of Bone and Joint Surgery avaliou diferentes testes clínicos e exames utilizados na investigação da dor acromioclavicular. Para o Teste de Paxinos, foram encontrados os seguintes valores: Walton et al., 2004.

Medida Resultado
Sensibilidade 79%
Especificidade 50%
Valor preditivo positivo 61%
Valor preditivo negativo 70%
Razão de verossimilhança positiva 1,58
Razão de verossimilhança negativa 0,42

A sensibilidade de 79% indica que o teste conseguiu apresentar resultado positivo em uma parcela considerável das pessoas que realmente tinham dor proveniente da articulação acromioclavicular.

A especificidade de 50%, porém, é relativamente baixa. Isso significa que um resultado positivo isolado também pode aparecer em pessoas nas quais a articulação acromioclavicular não é a principal fonte da dor.

A razão de verossimilhança positiva de 1,58 demonstra que um resultado positivo provoca apenas uma mudança pequena na probabilidade diagnóstica. Já a razão de verossimilhança negativa de 0,42 pode ajudar a reduzir a suspeita quando o teste é negativo, mas também não é suficiente para excluir completamente o envolvimento da articulação.

Portanto, o Teste de Paxinos apresenta utilidade clínica, mas não deve ser utilizado isoladamente para confirmar um diagnóstico.

O teste deve ser combinado com outras avaliações?

Uma revisão sistemática sobre o exame físico da articulação acromioclavicular concluiu que combinações de testes podem oferecer informações melhores do que uma manobra isolada.

Segundo a revisão, a combinação do Teste de Paxinos com o Teste de O’Brien apresentou especificidade elevada quando os dois resultados foram positivos. Outra combinação, envolvendo Paxinos e Hawkins-Kennedy, apresentou maior sensibilidade quando um ou outro teste era positivo. Esses resultados precisam ser interpretados de acordo com o contexto clínico e as limitações dos estudos disponíveis. Revisão sistemática sobre a avaliação acromioclavicular.

Outros procedimentos que podem fazer parte da avaliação incluem:

  • Palpação da articulação acromioclavicular;
  • Teste de adução horizontal;
  • Teste de compressão ativa de O’Brien;
  • Avaliação da amplitude de movimento;
  • Testes de força do ombro;
  • Avaliação da coluna cervical;
  • Investigação do manguito rotador;
  • Análise de movimentos relacionados ao trabalho ou esporte.

Em casos selecionados, radiografias, ressonância magnética, ultrassonografia ou infiltração diagnóstica podem ser considerados pelo profissional responsável.

Limitações e cuidados

O Teste de Paxinos não determina sozinho se o paciente apresenta artrose, lesão ligamentar, separação acromioclavicular ou outra condição específica. Ele apenas verifica se a compressão da região reproduz a dor.

A pressão deve ser aplicada de forma controlada. A manobra pode não ser apropriada imediatamente após traumatismos importantes, quando existe suspeita de fratura, luxação, deformidade visível ou dor intensa.

A avaliação deve ser interrompida caso provoque dor desproporcional, sensação de instabilidade ou piora significativa dos sintomas.

O profissional também deve diferenciar a dor localizada sobre a articulação de uma dor difusa, profunda ou irradiada. Dor proveniente da coluna cervical, manguito rotador, articulação glenoumeral ou estruturas subacromiais pode produzir sintomas próximos, mas exigir uma abordagem diferente.

Conclusão

O Teste de Paxinos é uma manobra clínica simples utilizada para investigar dor relacionada à articulação acromioclavicular. O teste é considerado positivo quando a compressão aplicada pelo examinador reproduz ou aumenta a dor habitual na parte superior do ombro.

Sua sensibilidade é razoável, mas a especificidade é limitada. Portanto, um resultado positivo não confirma sozinho a origem acromioclavicular da dor.

A principal utilidade do teste está em complementar a história clínica e os demais componentes do exame físico. O diagnóstico e a definição do tratamento devem ser realizados por um profissional habilitado, considerando o conjunto dos achados e as necessidades individuais do paciente.

Aviso: este conteúdo possui finalidade educativa e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento realizado por profissional de saúde habilitado.

 

Teste Muscular Manual: Como Avaliar a Eversão do Tornozelo

Teste Muscular Manual: Como Avaliar a Eversão do Tornozelo

O teste muscular manual é uma ferramenta essencial na prática clínica do fisioterapeuta, permitindo avaliar a força e a função de músculos específicos. Na região do tornozelo, a eversão é um movimento crucial para a estabilidade e a marcha, e sua avaliação precisa é fundamental para diagnósticos precisos e para orientar a reabilitação. Este artigo explica o procedimento padrão baseado na técnica clássica de Hislop e Daniels, detalhando posicionamento, execução e interpretação dos graus de força.

Músculos envolvidos na eversão do tornozelo

Dois músculos são os principais responsáveis pela eversão do pé: o Fibular Longo (Peroneus Longus) e o Fibular Curto (Peroneus Brevis). Ambos estão localizados na face lateral da perna e sua integridade é vital para a estabilidade do tornozelo, especialmente durante atividades que exigem mudanças de direção ou superfícies irregulares. O fibular longo também contribui para a flexão plantar e a sustentação do arco plantar, enquanto o fibular curto atua mais diretamente na eversão. A avaliação desses músculos é frequentemente indicada após entorses de tornozelo, lesões do nervo fibular ou em condições que afetam o controle motor.

Posicionamento do paciente para o teste

O posicionamento correto garante a precisão do teste. Para os graus mais altos (3 a 5), utiliza-se a posição deitado de lado, com o tornozelo a ser testado fora da maca, de modo que a gravidade atue como resistência. O membro inferior contralateral deve estar flexionado para estabilizar o corpo. Para pacientes com fraqueza significativa (graus 0 a 2), altera-se a posição: o paciente pode ficar supino ou sentado, minimizando a influência da gravidade e permitindo detectar contrações mínimas. Nesses casos, o pé deve estar em posição neutra, sem resistência externa.

Posicionamento do terapeuta

O terapeuta deve se sentar em frente ao paciente. Uma mão palpa os tendões fibulares atrás do maléolo lateral para sentir a contração muscular. Para os testes de grau 4 e 5, a outra mão aplica resistência no dorso e lateral do pé, opondo-se ao movimento de eversão. A mão de palpação também pode estabilizar a perna do paciente, evitando movimentos compensatórios.

Execução do teste de eversão do tornozelo

O paciente realiza o movimento de eversão ativa, girando a sola do pé para fora. Para os graus 4 (Bom) e 5 (Normal), o terapeuta resiste ao movimento, aplicando força em direção à inversão e leve dorsiflexão. Um músculo classificado como Grau 5 (Normal) exige performance completa: o paciente deve mover toda a amplitude contra máxima resistência ou sustentar a posição final contra uma força máxima (“break test”). O teste deve ser realizado bilateralmente para comparação, e o terapeuta deve observar a qualidade do movimento e a presença de compensações, como a flexão dos dedos ou a rotação do quadril.

Interpretação dos resultados

A escala de graus varia de 0 a 5. O grau 0 indica nenhuma contração palpável; o grau 1, contração palpável sem movimento; o grau 2, movimento completo com a gravidade minimizada; o grau 3, movimento completo contra a gravidade, sem resistência adicional; o grau 4, movimento completo contra gravidade e resistência moderada; e o grau 5, força normal contra resistência máxima. Uma avaliação meticulosa guia o plano de reabilitação e identifica déficits específicos após lesões, como entorses ou neuropatias. A documentação precisa dos graus permite monitorar a evolução do paciente e ajustar as intervenções.

Em resumo, o teste de eversão do tornozelo é um procedimento estruturado que requer atenção ao detalhe no posicionamento e na aplicação de força. Seguindo o protocolo, o profissional obtém uma avaliação confiável da função dos músculos fibulares, contribuindo para um diagnóstico funcional mais completo. Para aprofundar seus conhecimentos em avaliação musculoesquelética e técnicas manuais, considere formações específicas que integram raciocínio clínico e prática baseada em evidências. Curso Reabilitação de Joelho e Quadril

Referência: Hislop H, Avers D, Brown M. Daniels and Worthingham’s muscle Testing-E-Book: Techniques of manual examination and performance testing. Elsevier Health Sciences; 2013.

Perguntas frequentes

Quais músculos são testados na eversão do tornozelo?

Os principais músculos responsáveis pela eversão do pé são o Fibular Longo (Peroneus Longus) e o Fibular Curto (Peroneus Brevis), localizados na face lateral da perna.

Como posicionar o paciente para o teste de eversão?

Para graus 3 a 5, o paciente fica deitado de lado com o tornozelo a ser testado fora da maca. Para graus 0 a 2, o paciente pode ficar supino ou sentado para minimizar a gravidade.

O que significa grau 5 no teste muscular manual?

Grau 5 (Normal) indica que o paciente consegue mover toda a amplitude de movimento contra resistência máxima ou sustentar a posição final contra uma força máxima.

Qual a referência clássica para o teste muscular manual?

A técnica descrita baseia-se no livro de Hislop e Daniels, 'Daniels and Worthingham's Muscle Testing', que é uma referência padrão para avaliação da força muscular.