Teste Muscular Manual: Adução Horizontal no Ombro

Teste Muscular Manual: Adução Horizontal no Ombro

Muscles Involved:

Pectoralis Major

Patient Positioning

  • Supine with elbow flexed to 90 degrees & shoulder abducted to either 90, 60 or 120 degrees depending on desired target fibres to be tested.
  • For grades 0 to 2 patient is in sitting (‘gravity minimal’ position)

GENERAL FUNCTIONAL SCREENING TEST

  • shoulder abduction to 90 degrees

CLAVICULAR HEAD – C5 + C6 nerve root innervation, superior 1/3 of muscle fibres

  • shoulder abduction to 60°

STERNAL HEAD – C7, C8 + T1 nerve root innervation, inferior 2/3 of muscle fibres

  • shoulder abduction to 120°

Therapist Position

  • Therapist is standing at test side

To Test

  • Patient actively horizontally adducts the shoulder through full available range.
  • The difference between this test as a general screen or specifically for clavicular or sternal head will be direction of movement against resistance

GENERAL SCREENING
starting at 90 degrees abduction, arm horizontally across chest

CLAVICULAR HEAD
starting from 60 degrees abduction, arm will move up and across chest

STERNAL HEAD
starting from 120 degrees abduction, arm will move down and across chest

  • For grades 4 to 5 apply resistance to forearm, just proximal to wrist in a direction opposite to horizontal adduction[1]
  • To satisfy grade 5 ‘normal muscle’ performance criteria, the patient must have the ability to move through complete range of motion (active resistance testing) OR maintain an end point range (break testing) against maximum resistance.

References

  1. ↑ Hislop H, Avers D, Brown M. Daniels and Worthingham’s muscle Testing-E-Book: Techniques of manual examination and performance testing. Elsevier Health Sciences; 2013 Sep 27.

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O teste muscular manual para a adução horizontal do ombro é uma ferramenta valiosa na avaliação da força do peitoral maior, um músculo chave para movimentos como empurrar e cruzar o braço sobre o corpo. A escolha do ângulo de abdução inicial (60°, 90° ou 120°) permite isolar seletivamente as diferentes porções do músculo: a cabeça clavicular, que atua mais na elevação e adução horizontal a partir de 60°, e a cabeça esternal, que é mais recrutada em ângulos maiores, como 120°, onde o braço se move para baixo e através do tórax.

Durante a execução, é essencial que o paciente realize o movimento de forma ativa e controlada, sem compensações, como elevação do ombro ou rotação do tronco. O terapeuta deve estabilizar o tronco do paciente para evitar que ele use impulso ou movimentos acessórios. A resistência, aplicada no antebraço proximal ao punho, deve ser gradual e proporcional à força do paciente, permitindo uma avaliação precisa da capacidade muscular.

Para classificar a força, utiliza-se a escala de 0 a 5, onde graus 0 a 2 são testados em posição sentada (gravidade minimizada), e graus 3 a 5 em decúbito dorsal, com resistência manual. No grau 5, o paciente deve ser capaz de manter a posição final contra resistência máxima ou completar a amplitude de movimento com resistência. Essa avaliação é fundamental para identificar fraquezas musculares, planejar intervenções e monitorar a evolução do paciente em reabilitações de ombro.

Fontes consultadas

Teste muscular manual: elevação da escápula

Teste muscular manual: elevação da escápula

Muscles Involved:

Trapezius (upper)

Levator scapulae

Patient Positioning

Seated with arms relaxed in lap, patient to have head turned away from test-side
For grades 0-2 gravity eliminated, patient in prone.

Therapist Position

Therapist to stand behind the patient

  • Palpation over scapular elevators
  • For grades 4 and 5: provide resistance downward at the top of the shoulder

To Test

  • Patient actively elevates scapula
  • For grades 4 and 5: therapist to give resistance downwards in the direction opposite to elevation. [1]
  • Note: as with all resisted testing of vertebroscapular muscles, the preferred resistance point is that which constitutes the longest lever as this more closely reflects the functional demands of the limb. To satisfy grade 5 ‘normal muscle’ performance criteria, the patient must have the ability to move through complete range of motion (active resistance testing) OR maintain an end point range (break testing) against maximum resistance.

References

  1. ↑ Hislop H, Avers D, Brown M. Daniels and Worthingham’s muscle Testing-E-Book: Techniques of manual examination and performance testing. Elsevier Health Sciences; 2013 Sep 27.

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A elevação da escápula é um movimento fundamental para a funcionalidade do membro superior, pois posiciona a escápula para permitir a elevação do braço e a realização de atividades como alcançar objetos acima da cabeça. O teste muscular manual descrito avalia principalmente os músculos trapézio superior e elevador da escápula, que atuam em sinergia para elevar a escápula. É importante que o terapeuta observe a qualidade do movimento, verificando se há compensações, como a elevação do ombro ou a inclinação lateral da cabeça, que podem indicar fraqueza ou desequilíbrio muscular.

Durante a execução do teste, a posição do paciente é crucial para isolar os músculos alvo. Na posição sentada, com a cabeça virada para o lado oposto ao testado, o terapeuta deve palpar os elevadores da escápula para sentir a contração muscular. Para graus de força 4 e 5, a resistência é aplicada para baixo, na direção oposta à elevação, no ponto de maior alavanca, que é o topo do ombro. Essa abordagem reflete as demandas funcionais do membro, como em atividades de empurrar ou levantar.

O critério para grau 5 (força normal) exige que o paciente seja capaz de realizar o movimento completo contra resistência máxima ou manter a posição final (teste de quebra). A avaliação deve ser bilateral para comparar a força entre os lados e identificar possíveis assimetrias. Além disso, o teste pode ser adaptado para diferentes níveis de força, utilizando a posição de decúbito ventral para eliminar a gravidade nos graus mais baixos (0-2).

É essencial que o terapeuta explique o procedimento ao paciente e forneça instruções claras para garantir uma contração muscular adequada. A interpretação dos resultados deve considerar a presença de dor, limitação de amplitude ou fadiga, que podem influenciar o desempenho. Este teste é uma ferramenta valiosa na avaliação de disfunções do ombro, como lesões do manguito rotador ou alterações posturais, auxiliando no planejamento do tratamento fisioterapêutico.

Fontes consultadas

Músculo flexor ulnar do carpo

Músculo flexor ulnar do carpo

O músculo flexor ulnar do carpo (FCU) é uma estrutura fundamental do antebraço, sendo o flexor mais medial do compartimento superficial. Ele desempenha um papel essencial na biomecânica do punho, permitindo movimentos combinados de flexão e adução. Compreender sua anatomia, inervação e função é indispensável para fisioterapeutas que atuam na avaliação e reabilitação de disfunções musculoesqueléticas do membro superior.

Anatomia do músculo flexor ulnar do carpo

O FCU localiza-se na região medial do antebraço e é o único músculo do compartimento anterior totalmente inervado pelo nervo ulnar. Sua posição superficial facilita a palpação e a avaliação clínica.

Origem

O músculo flexor ulnar do carpo possui duas cabeças de origem:

  • Cabeça umeral: origina-se no epicôndilo medial do úmero.
  • Cabeça ulnar: apresenta uma origem longa e linear a partir do olécrano e da borda posterior da ulna.

Essa dupla origem cria um arco aponeurótico por onde o nervo ulnar penetra no antebraço, um detalhe anatômico de grande relevância clínica.

Inserção

O tendão do FCU se insere em três pontos principais:

  • Base do osso pisiforme.
  • Gancho do hamato.
  • Base do quinto metacarpo.

Essas inserções são utilizadas como referência para localizar o nervo e a artéria ulnar no punho, que se situam lateralmente ao tendão.

Inervação e vascularização

O músculo flexor ulnar do carpo é inervado pelo nervo ulnar, com raízes de C7, C8 e T1. Essa inervação exclusiva o diferencia dos demais flexores superficiais do antebraço, que recebem contribuição do nervo mediano.

O suprimento sanguíneo é garantido pelas artérias colaterais ulnares e pelas artérias recorrentes ulnares anterior e posterior, assegurando a nutrição adequada do tecido muscular.

Função do músculo flexor ulnar do carpo

A ação primária do FCU é a flexão e adução da mão na articulação do punho. Ele atua sinergicamente com outros músculos:

  • Com o flexor radial do carpo (FCR), realiza a flexão pura do punho.
  • Com o extensor ulnar do carpo, promove a adução (desvio ulnar) do punho.

Essa capacidade de combinar movimentos é crucial para atividades como segurar objetos, escrever ou realizar gestos esportivos.

Relevância clínica do flexor ulnar do carpo

O conhecimento detalhado do FCU é vital para o diagnóstico e tratamento de diversas condições. A passagem do nervo ulnar entre as duas cabeças do músculo o torna suscetível à compressão no túnel cubital. O encarceramento do nervo pode ocorrer pela aponeurose que une as cabeças umeral e ulnar, levando a sintomas como parestesia e fraqueza na mão.

Além disso, as inserções tendinosas do músculo flexor ulnar do carpo servem como guia para localizar o nervo e a artéria ulnar no punho, auxiliando em procedimentos de terapia manual e injeções. Curso de Anatomia Palpatória

Avaliação fisioterapêutica

O teste muscular manual é uma ferramenta essencial para avaliar a integridade e a força do FCU. O procedimento descrito na literatura envolve:

  • Posicionamento do paciente: sentado, com a face posterior do antebraço e a mão espalmada sobre a mesa, em supinação e extensão.
  • Posicionamento do terapeuta: sentado ao lado do membro a ser testado. Uma mão estabiliza o antebraço do paciente e palpa o músculo e seu tendão. A outra mão posiciona dois a três dedos no lado radial da mão, sobre o quinto metacarpo e a articulação metacarpofalangeana.
  • Instrução ao paciente: realizar a abdução do dedo mínimo enquanto flexiona o punho contra a resistência imposta pelo terapeuta.

Esse teste permite identificar fraquezas, desequilíbrios musculares e auxiliar no planejamento terapêutico.

Aplicações na prática fisioterapêutica

Na reabilitação, o fortalecimento e o alongamento do FCU são indicados em casos de epicondilite medial, síndrome do túnel cubital e lesões por esforço repetitivo. Técnicas de terapia manual, como liberação miofascial e mobilização neural, podem ser empregadas para aliviar a compressão do nervo ulnar.

O entendimento da anatomia palpatória do FCU é fundamental para a aplicação segura de recursos como agulhamento seco e bandagens funcionais. A avaliação precisa da função muscular orienta a progressão dos exercícios e a alta do paciente.

Conclusão

O músculo flexor ulnar do carpo é uma peça-chave na biomecânica do punho e na proteção do nervo ulnar. Seu estudo aprofundado permite ao fisioterapeuta realizar avaliações precisas, identificar disfunções e aplicar intervenções eficazes. A integração entre anatomia, função e clínica é essencial para a excelência no cuidado ao paciente.

Perguntas frequentes

Qual a origem do músculo flexor ulnar do carpo?

O músculo flexor ulnar do carpo tem duas cabeças: a cabeça umeral origina-se no epicôndilo medial do úmero, e a cabeça ulnar origina-se do olécrano e da borda posterior da ulna.

Qual a função do músculo flexor ulnar do carpo?

O músculo flexor ulnar do carpo flexiona e aduz a mão na articulação do punho, atuando em conjunto com outros músculos para esses movimentos.

Como é feita a avaliação do músculo flexor ulnar do carpo?

A avaliação é feita por teste muscular manual, com o paciente sentado, antebraço em supinação e extensão. O terapeuta resiste à flexão do punho e abdução do dedo mínimo enquanto palpa o músculo.

Qual a relevância clínica do músculo flexor ulnar do carpo?

O nervo ulnar passa entre as duas cabeças do músculo, podendo ser comprimido no túnel cubital. As inserções do tendão servem como referência para localizar o nervo e a artéria ulnar no punho.