Teste de Kemp para Avaliação das Articulações Facetárias Lombares

Teste de Kemp para Avaliação das Articulações Facetárias Lombares

Introdução

O teste de Kemp é um teste para avaliar as articulações facetárias da coluna lombar. É um teste provocativo para detectar dor, que pode ser local, referida ou radicular.

Anatomia Clínica

As articulações facetárias (AF) ou articulações zigapofisárias desempenham um papel importante na transmissão de carga. A função dessas AF é estabilizar o segmento de movimento em flexão, extensão e também restringir a rotação axial. Elas também fornecem um suporte de carga posterior.

As AF lombares são articulações sinoviais verdadeiras, pareadas, que compreendem a articulação posterolateral entre os níveis vertebrais. A orientação das AF no plano transverso varia do nível superior ao inferior da coluna lombar.

As AF lombares contêm cartilagem hialina, membrana sinovial, cápsula fibrosa e um espaço articular com capacidade potencial de 1 a 2 mL. A existência de meniscos nas AF lombares tem sido enfatizada em inúmeras publicações.

Objetivo do Teste

O objetivo deste teste é avaliar as articulações facetárias da coluna lombar. O teste de Kemp usa o tronco do paciente tanto como alavanca para induzir tensão quanto como força compressiva. Este teste é usado na diferenciação e diagnóstico da síndrome facetária posterior lombar, embora seja inespecífico.

O teste de Kemp é um teste de provocação para detectar dor. Dor local sugere causa facetária, enquanto dor irradiada para a perna é mais sugestiva de irritação da raiz nervosa, especialmente se a dor for abaixo do joelho.

Técnica

Pode ser realizado tanto na posição em pé quanto sentada.

Fontes consultadas

Conteúdo educativo. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento realizado por profissional habilitado.

O teste de Kemp é frequentemente utilizado na prática clínica para auxiliar na identificação de dor de origem facetária lombar. Durante a execução, o paciente pode estar em pé ou sentado, e o terapeuta realiza uma extensão combinada com rotação e inclinação lateral do tronco para o lado sintomático. Essa manobra provoca compressão das articulações facetárias e pode reproduzir os sintomas do paciente.

É importante ressaltar que o teste de Kemp não é específico, pois também pode estressar outras estruturas, como raízes nervosas, disco intervertebral e músculos paravertebrais. Portanto, um resultado positivo deve ser interpretado em conjunto com outros achados clínicos, como história do paciente, exame físico e exames de imagem, quando necessários.

A dor localizada na região lombar durante o teste sugere envolvimento facetário, enquanto a dor irradiada para o membro inferior, especialmente abaixo do joelho, pode indicar irritação radicular. Essa distinção é útil para direcionar o diagnóstico e o tratamento, mas não é definitiva.

O teste deve ser realizado com cuidado, especialmente em pacientes com suspeita de fratura, infecção ou instabilidade vertebral. A aplicação deve ser suave e progressiva, evitando movimentos bruscos que possam causar lesões adicionais.

Em resumo, o teste de Kemp é uma ferramenta valiosa na avaliação da dor lombar, mas deve ser usado como parte de uma avaliação abrangente, e não isoladamente, para estabelecer um diagnóstico preciso.

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