Artigo Cientifico Completo sobre a Quiropraxia

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RESUMO:

Este artigo de revisão apresenta a quiropraxia, uma profissão na área da saúde que se ocupa do diagnóstico, tratamento e prevenção de condições neuro musculoesqueléticas, em especial algias vertebrais e sintomas associados. São abordadas inicialmente a definição e área da atuação, seguindo-se uma revisão da história da profissão no Brasil e no mundo. A formação profissional, que consiste de cursos superiores com quatro anos de duração é discutida. São apresentados os dois cursos superiores de Quiropraxia em atividade no Brasil, sua história e importância

para a implantação da profissão no país. A avaliação biomecânica realizada por quiropraxistas é descrita, em especial técnicas de palpação articular, bem como os métodos terapêuticos utilizados por quiropraxistas, em especial a utilização de técnicas de terapia manual. A terapia de manipulação articular e seus efeitos fisiológicos são detalhados. Contra indicações e complicações são discutidos. Por fim, é feita uma breve revisão da literatura relativa a estudos clínicos sobre a eficácia do tratamento com quiropraxia.

 

Artigo Cientifico Completo sobre a Quiropraxia – INTRODUÇÃO

 

Dores musculoesqueléticas estão entre as principais causas de incapacidade física no mundo. Entre estas destaca-se a lombalgia, considerada a principal causa de anos vividos com incapacidade, seguindo-se distúrbios depressivos maiores, outras condições musculoesqueléticas e cervicalgias. A dor vertebral é um problema que tende a aumentar com o envelhecimento da população, com elevação de custos individuais e governamentais.

Desde 1990, diretrizes clínicas vêm sendo publicadas com o objetivo de direcionar o tratamento destas condições. Entre as modalidades terapêuticas mais utilizadas atualmente encontram-se a prescrição de medicamentos, orientação de exercícios e a manipulação articular, realizada predominantemente por quiropraxistas. A terapia de manipulação articular (TMA) é foco contínuo de estudos clínicos, realizados por pesquisadores em colaboração com profissionais da saúde de diversas áreas incluindo a quiropraxia, fisioterapia e osteopatia.

A Quiropraxia é uma profissão originada nos Estados Unidos da América (EUA) há mais de 100 anos, cuja prática é voltada para o tratamento de condições musculoesqueléticas, em especial algias vertebrais. Nas últimas décadas, estudos criteriosos evidenciam a eficácia clínica do tratamento com quiropraxia para o tratamento de diversas afecções musculoesqueléticas. A satisfação de pacientes e a redução de custos também estão associadas ao tratamento com Quiropraxia 6,7,8

A Quiropraxia é atualmente regulamentada como uma profissão independente em diversos países e atua em integrada sistemas públicos de saúde em países como Dinamarca, Suíça, Canadá e EUA, entre outros 9. Nos EUA, calcula-se que metade dos ortopedistas encaminham pacientes para tratamento quiroprático 10

A Quiropraxia surgiu nos Estados Unidos na década de 1890. Hoje, após 120 anos de existência, a formação de quiropraxistas ocorre em instituições de ensino superior estabelecidas em 16 países (Tabela 1). Calcula-se que atualmente mais de 95 mil profissionais em atividade tratam pacientes com algias musculoesqueléticas nos cinco continentes. A Federação Mundial de Quiropraxia ( World Federation of Chiropractic – WFC ) congrega noventa associações nacionais e representa a profissão junto a órgãos internacionais, como Organização Mundial da Saúde (OMS), com a qual mantém relações oficiais desde 1997.

Com o objetivo de salvaguardar a segurança dos pacientes, A OMS publicou em 2008 um documento com o objetivo de estabelecer diretrizes para a educação em quiropraxia e os padrões de segurança para a prática da profissão. Este documento sugere que a formação completa em quiropraxia deve consistir de um curso de nível universitário com 4.200 horas de contato entre estudante e professor, e deve incluir não menos do que 1.000 horas de treinamento clínico supervisionado. O modelo proposto pela OMS tem sido seguido pelas faculdades de quiropraxia globalmente. A Figura 1 descreve a definição de quiropraxia proposta pela OMS 11

 

Artigo Cientifico Completo sobre a Quiropraxia – HISTÓRIA DA QUIROPRAXIA

 

O início da profissão é atribuído ao canadense Daniel David Palmer. Em 1895 Palmer cunhou o termo quiropraxia, que significa “prática com as mãos”, a partir dos radicais gregos “keirós” , mãos, e “práxis”, prática (Figura 2). Palmer fundou a primeira escola de quiropraxia em Davenpor, Iowa, em 1897, e deu início ao estudo e desenvolvimento sistemático de técnicas de manipulação articular 12

O século XX vivenciou uma gradual sistematização do conhecimento, educação e prática desta profissão. A formação de quiropraxistas assumiu sua forma atual de educação de nível superior e a pesquisa em quiropraxia desenvolveu-se no meio acadêmico e a partir da colaboração interdisciplinar. Paralelamente, a profissão foi legalizada em todos os estados dos EUA, sendo a Louisiana o último a fazê-lo, em 1974. Em 1993, a prática da quiropraxia tornou-se também regulamentada em todas as províncias do Canadá 12

Com o amadurecimento da profissão, surgiram associações nacionais nos países em que a Quiropraxia estava inserida. A WFC foi fundada em 1998, como representante das associações nacionais, e suprindo a necessidade de investigar e acompanhar o desenvolvimento mundial da profissão 13. A Federação Latino Americana de Quiropraxia (FLAQ), fundada em 1988, representa a profissão na América Latina e tem com o objetivo unificar as associações locais e promover o desenvolvimento da profissão destes países.

Os EUA concentram atualmente o maior número de quiropraxistas (75.000), seguido pelo Canadá (7.250), Austrália (4.250) e Reino Unido (3.000). Atualmente a profissão está presente em 104 países, porém a regulamentação do exercício profissional da quiropraxia varia  consideravelmente entre os países 9,5. No Canadá, por exemplo, a prática está inserida no sistema nacional de saúde pública. Na Dinamarca, quiropraxistas estão integrados às equipes de saúde em hospitais públicos, realizam atendimentos de convênios particulares e participam das equipes esportivas em grandes eventos 14.

Nos Estados Unidos, a quiropraxia está inserida nos principais serviços governamentais de saúde, como Medicare e Medicaid, e a estruturas privadas, como Organizações de Manutenção à saúde (Health maintenance Organization – HMO) e ao sistema de saúde das forças armadas norte-americanas. Com relação à prática esportiva de elite, quiropraxistas integram atualmente equipes de saúde de comitês olímpicos de países como Inglaterra, Dinamarca, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Estados Unidos, Canadá e Brasil 9

Após 118 anos do seu surgimento, os quiropraxistas permanecem fiéis ao princípio de proporcionar o bem-estar aos pacientes através de uma prática não invasiva e baseada em terapias manuais, em especial a terapia de manipulação articular (TMA) 15

 

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Artigo Cientifico Completo sobre a Quiropraxia – A QUIROPRAXIA NO BRASIL

 

Não existem referências organizadas sobre o início da história da Quiropraxia no Brasil. Relatos evidenciam as primeiras práticas relacionadas à profissão a partir de 1922. Durante a primeira metade do século XX, vários quiropraxistas vieram ao país como missionários religiosos e é possível que alguns desses profissionais tenham ensinado rudimentos da profissão para brasileiros 5,16,17

A Associação Brasileira de Quiropraxia (ABQ) foi fundada em 1992, com apenas 4 membros. Durante a década de 1990, instituições de ensino superior brasileiras demonstraram interesse na criação de cursos de quiropraxia no Brasil. Com o auxílio da WFC foram realizados contatos com instituições de ensino internacionais 5 . Em 1999, o Centro Universitário FEEVALE (hoje Universidade FEEVALE), em parceria com a faculdade norte-americana “Palmer College of Chiropractic” ofereceu um curso de capacitação em Quiropraxia com dois anos

de duração, direcionado para a formação de professores.

Estes profissionais já eram graduados na área da saúde e foram preparados para auxiliar na educação das primeiras turmas de graduação do país 5,16,17

Em 2000, duas universidades brasileiras iniciaram concomitantemente cursos de Bacharelado em Quiropraxia, em parceria com instituições norte-americanas. Em São Paulo, o curso de quiropraxia da Universidade Anhembi Morumbi contou com a colaboração do “Western States College of Chiropractic”, enquanto no Rio Grande do Sul o curso de quiropraxia do Centro Universitário Feevale foi estruturado em associação com o “Palmer College of Chiropractic” . Ambas as instituições brasileiras permanecem ativamente engajadas na formação e aprimoramento do ensino da quiropraxia no Brasil, através de programas de bacharelado em quiropraxia e cursos pós-graduação. A estrutura curricular básica do curso de quiropraxia da Universidade Anhembi Morumbi está representada na Figura3. Atualmente, 714 quiropraxistas graduados trabalham em território nacional e estão associados à ABQ.

A formação de quiropraxistas no Brasil segue diretrizes clínicas que preconizam uma formação com extensa prática clínica sob supervisão. O Centro Integrado de Saúde da Universidade Anhembi Morumbi, por exemplo, proporciona a oportunidade de que estudantes de quiropraxia realizam atendimentos supervisionados em conjunto com estudantes de Medicina, Fisioterapia, Podologia, Naturologia, Farmácia, Nutrição, Educação Física e Enfermagem. Esta clínica de atendimento público registra uma média de 480 atendimentos mensais de quiropraxia 18

Apesar do rápido crescimento e da formação consistente de profissionais no país, não existe ainda uma regulamentação oficial da profissão. Desde 2001, a ABQ trabalha para aprovar um projeto de lei no Congresso Nacional que regulamente a Quiropraxia no Brasil.

Artigo Cientifico Completo sobre a Quiropraxia – A PRÁTICA DE QUIROPRAXIA

Os principais motivos pelos quais as pessoas procuram um quiropraxista são dores musculoesqueléticas, destacando-se algias vertebrais

As etapas de uma consulta quiroprática são semelhantes a várias outras profissões na área da saúde. Inicialmente o quiropraxista realiza uma anamnese completa, visando conhecer detalhes da condição atual, antecedentes pessoais e familiares, bem como circunstâncias do paciente que possam ter importância na eventual instituição de um protocolo de tratamento. A história clínica inicial, seguida pelo exame físico, permitem ao quiropraxista formular hipóteses sobre a condição clínica apresentada e desta forma decidir-se pela instituição de um protocolo de tratamento ou pelo encaminhamento do paciente a um outro profissional da saúde, que esteja melhora habilitado para o tratamento da condição específica 15,20

 

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O exame físico concentra-se na avaliação dos sistemas locomotor e neurológico periférico. Adicionalmente à realização de testes ortopédicos e do exame neurológico, há uma grande ênfase em técnicas específicas de palpação estática e dinâmica de articulações e demais estruturas musculoesqueléticas 15,20,21

A palpação articular procura identificar a presença de restrição ou disfunção das articulações, músculos, fáscias, ligamentos e outros tecidos moles. Métodos de avaliação quiroprática incluem a avaliação postural, análise da marcha, palpação articular estática e dinâmica e avaliação da amplitude de movimento das articulações afetadas.

Técnicas específicas de avaliação por meio de palpação estática e dinâmica permitem localizar alterações de posicionamento e mobilidade articular denominadas disfunção articular (DA) ou complexo de subluxação vertebral (CSV).

A DA ou CSV são caracterizados por uma disfunção em um segmento articular em que o alinhamento, integridade de movimento e função da articulação estão alterados, embora a congruência entre as superfícies articulares esteja mantida. Técnicas específicas de palpação permitem verificar se uma articulação afetada apresenta restrição à sua mobilidade normal dentro da mobilidade anatômica e quando levada ao limite da amplitude de movimento passiva. A reprodução de dor durante a palpação de uma estrutura específica é também um sintoma importante para o diagnóstico da DA ou CSV 15,20,22

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VEJA TAMBÉM

 

Artigo Cientifico Completo sobre a Quiropraxia – TERAPIA DE MANIPULAÇÃO ARTICULAR

Um grande número de técnicas específicas desenvolvidas por quiropraxistas podem ser aplicadas com o objetivo principal de restaurar a mobilidade de um segmento articular. Entre estas técnicas, a terapia de manipulação articular (TMA), ou ajuste articular, é o procedimento utilizado com maior frequência 19
O ajuste quiroprático é um procedimento preciso e específico, direcionada à articulações que apresentam alterações biomecânicas específicas. Tem o propósito de restaurar a mobilidade, reduzir a dor e restabelecer a função articular normal. Outros procedimentos manuais como mobilização articular, orientação de exercícios, correção postural e técnicas de relaxamento muscular também são utilizados no tratamento dos pacientes 15,20,22
A manipulação pode ser definida como a movimentação passiva de uma vértebra com alta velocidade e baixa amplitude, além da amplitude de movimento fisiológico e dentro da integridade anatômica 11,23

A manipulação pode ser definida como a movimentação passiva de uma vértebra com alta velocidade e baixa amplitude, além da amplitude de movimento fisiológico e dentro da integridade anatômica 11,23
Entende-se por jogo articular a movimentação passiva de uma articulação, próximo à sua posição neutra ou de repouso. A amplitude de movimento é o arco de movimento normal realizado pela articulação, tanto através da ação intrínseca dos músculos, quanto passivamente, pela aplicação de uma força externa. O movimento terminal (MT) é a mobilidade observada através da aplicação de uma força externa. É caracterizado pela resistência elástica dos tecidos periarticulares, quando a articulação encontra se no limite de sua amplitude de movimento passivo. O espaço para fisiológico é uma zona de mobilidade restrita, além das forças de coaptação das superfícies articulares. O movimento articular progride para o espaço para fisiológico apenas quando ocorre a a redução da força de coaptação entre as superfícies articulares. A manipulação articular é o procedimento que leva a articulação ao espaço para fisiológico. A barreira anatômica consiste no limite do movimento articular, além do qual há comprometimento da integridade anatômica da articulação 23
A manipulação articular é comumente acompanhada por uma onda sonora, percebida como um estalido. Esta onda sonora corresponde ao mecanismo de cavitação articular que ocorre durante uma manobra de manipulação. A cavitação consiste em um fenômeno físico, cujas propriedades podem ser replicadas em uma articulação sinovial 24.
A cavitação articular pode ser explicada da seguinte forma: quando a articulação é submetida a uma força de tração, a separação das superfícies articulares leva à redução da pressão intraarticular do líquido sinovial. Como o conteúdo do espaço articular não é expansível, observa-se a invaginação da cápsula articular e a redução da pressão intraarticular. A queda da pressão intraarticular abaixo da pressão parcial de dissolução do gás carbônico determina a formação de bolhas de gás carbônico neste espaço. Isto determina ruptura da força de coaptação entre as superfícies articulares apostas, gerando uma rápida separação entre as mesmas. Esta rápida separação leva ao súbito tensionamento da cápsula articular. Isto determina a vibração dos tecidos periarticulares, o que gera a emissão de uma onda sonora (Figura 5) 25.
A manipulação provoca efeitos fisiológicos locais e sistêmicos. Entre estes, pode-se citar a diminuição de sintomas dolorosos, o aumento da amplitude de movimento, aumento do limiar de dor à pressão, diminuição da tensão muscular e da atividade elétrica da musculatura, aumento do fluxo sanguíneo periférico, diminuição da pressão sanguínea, maiores níveis plasmáticos de beta-endorfina e aumento da atividade metabólica dos neutrófilos 23,26-30
Efeitos adversos podem ocorrer após a manipulação da coluna vertebral, porém tais efeitos costumam ser de baixa intensidade e curta duração, não ultrapassando 48 horas. Geralmente estes efeitos não influenciam na prática da atividade diária e tendem a remitir de maneiras esponânea. Entre os efeitos observados são relatados desconforto local, dor irradiada, contratura muscular, tontura, cansaço, dor de cabeça e náusea 31,32
A ocorrência de casos de dissecção da artéria vertebral (DAV) em associação à realização de manobras de TMA é um tópico bastante debatido, e vários relatos de caso sugerem a existência desta associação 33,34. Entretanto, dados recentes sugerem que não há evidências claras de uma relação causal entre estes dois fenômenos 35. Um rigoroso estudo caso-controle canadense sobre o tema, incluindo 109 milhões de pessoas-ano, estudou a ocorrência de DAV no período de uma semana após uma visita ao quiropraxista ou ao clínico geral. Concluiu, surpreendentemente, que o risco de ocorrência de DAV em até uma semana após a consulta é maior quando o paciente visita um clínico geral comparativamente à visita a um quiropraxista. Os autores 36 concluem que é provável que pacientes com de DAV em evolução procurem frequentemente um médico ou uma quiropraxista para o tratamento de sintomas associados ao episódio, criando assim fator de confusão, ou uma falsa relação causal.
Como qualquer outro método terapêutico, a TMA apresenta indicações e contra indicações específicas. A seleção adequada de pacientes que tem menor risco e maior probabilidade de benefício com o tratamento depende do exame criterioso e habilitação adequada do profissional que realizará o tratamento. Entre as contra-indicações absolutas e relativas mais importantes pode-se citar a presença de déficit neurológico progressivo, fratura ou luxações em fase de consolidação, instabilidade segmentar das articulações vertebrais, uso de anticoagulantes e desmineralização óssea, entre outros 23,26

Artigo Cientifico Completo sobre a Quiropraxia – EFICÁCIA CLÍNICA

Estudos sobre a eficácia clínica da quiropraxia ou do tratamento com TMA concentram-se na avaliação das condições mais comumente tratadas por quiropraxistas, bem como naquelas com maior impacto sócio-econômico. Desta maneira, a lombalgia é a condição clínica melhor estudada, seguindo-se cervicalgias e cefaléias. Adicionalmente, há considerável evidência sobre vantagens de custo-benefício com a instituição de quiropraxia em sistemas de saúde, bem como sobre a satisfação de pacientes com o tratamento quiroprático.
A TMA é uma das modalidades terapêuticas melhor estudadas para o tratamento de lombalgias. Estudos de revisão sistemática tendem a indicar melhores resultados com o tratamento TMA isoladamente ou em associação a outras modalidades, como programas de exercícios ou tratamento médico convencional 37-39
Uma extensa revisão realizada pelo “American College of Physicians” e “American Pain Society” indica que há evidências que a manipulação articular é benéfica para o tratamento de lombalgia aguda, subaguda ou crônica 38
Um criterioso estudo clínico randomizado realizado junto ao sistema de saúde pública do Reino Unido observou que pacientes com lombalgia tratados com TMA apresentaram melhora consistente dos sintomas, a qual se manteve doze meses após o término do tratamento. Os resultados obtidos com TMA foram superiores aos obtidos com tratamento médico convencional ou com tratamento médico associado a um programa de exercícios 40.

Adicionalmente, evidências recentes indicam uma melhora significativa da dor e incapacidade associada à lombalgia, quando o tratamento quiroprático é associado ao tratamento médico convencional 41
Revisões sistemáticas também indicam que a TMA é benéfica para o tratamento de cervicalgia persistente, associada ou não a cefaléias 39,42
Um recente estudo clínico comparouou a eficácia da TMA realizada por quiropraxistas com o uso de medicamentos (anti-inflamatórios não hormonais, paracetamol ou opióides), para o tratamento de pessoas com cervicalgias agudas ou subagudas, e observou que o grupo tratado com TMA apresentou maior redução da dor em 8,12, 16 e 52 semanas 43.
Cefaléias são comumente tratadas com quiropraxia. Nestes casos, supõe-se que a normalização do tônus muscular e da mobilidade articular de estruturas cervicais, em especial os segmentos cervicais superiores, determinam uma redução de estímulos nociceptivos para os núcleos do nervo trigêmeo, e consequente alívio de sintomas dolorosos no território de inervação deste nervo 44. Há evidências de que a TMA pode ser eficaz para o tratamento de enxaquecas, cefaléias do tipo tensional e cefaléias cervicogênicas 45,46,47
Revisões sistemáticas sugerem que a TMA pode ser um método eficaz para o tratamento de cefaléias, mas quesão necessários ensaios clíncos adicionais com maior rigor metodológico para avaliar este método terapêutico 48,49
Adicionalmente à melhora clínica dos pacientes, a introdução da opção de tratamento com quiropraxia em instituições de assistência à saúde podem resultar em uma redução significativa de custos. Um estudo de análise comparativa de custos em uma grande organização de manutenção de saúde avaliou os custos associados ao tratamento de lombalgia. Um milhão de assegurados não tinham direito ao tratamento com quiropraxia, enquanto este tratamento era oferecido a 700.000 assegurados. O grupo que tinha acesso ao tratamento com quiropraxia apresentou custos significativamente inferiores por paciente, por episódio de lombalgia e relativos à realização de exames complementares. Adicionalmente, observou-se também um índice inferior de hospitalizações e de realizações de cirurgias no grupo de pacientes que tinha a opção de tratamento quiroprático 50
Vários estudos indicam que pacientes relatam estar satisfeitos com o tratamento com Quiropraxia 51,52. Uma revisão da literatura sugere que o índice de satisfação com o tratamento quiroprático atinge mais de 80% dos pacientes atendidos 53. Vários fatores são citados para explicar a satisfação referida por pacientes, entre eles a disponibilidade de quiropraxistas em proporcionar informação sobre o qudroclínico observada, e conselhos sobre como melhor conduzir e administrar a sua condição 54.
A satisfação de pacientes com o tratamento quiroprático pode também conferir benefícios clínicos de curto prazo e influir na percepção da melhora proporcionada pelo tratamento 55

 

Artigo Cientifico Completo sobre a Quiropraxia – CONCLUSÃO

A quiropraxia é uma profissão na área da saúde que se ocupa do tratamento e prevenção de condições neuromusculoesqueléticas, em especial algias vertebrais e sintomas associados. O tratamento consiste em na aplicação de métodos não invasivos, destacando-se técnicas de terapia manual, em especial a terapia de manipulação articular. A formação de quiropraxistas, através de cursos superiores com quatro anos de duração, é bastante uniformizada entre as 43 universidades distribuídas nos cinco continentes.
Evidências clínicas consistentes indicam que a quiropraxia é eficaz para o tratamento de algias vertebrais e cefaléias, e que apresenta uma relação de custo-benefício favorável, bem como boa aceitação por parte dos pacientes.
No Brasil, a quiropraxia é uma profissão relativamente nova, mas já solidamente instalada, com dois cursos de graduação oferecidos em instituições universitários, e mais de 700 profissionais qualificados atuando em território nacional com o mesmo padrão de qualidade observado internacionalmente.

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Tensão muscular na panturrilha

Tensão muscular na panturrilha

Tensão muscular na panturrilha – Descrição:

A parte inferior da perna é um elemento biomecânico vital durante a locomoção, especialmente durante movimentos que precisam de força e resistência explosivas. O complexo de panturrilha é um componente essencial durante as atividades de locomotivas, e o peso e as lesões nessa área afetam várias disciplinas esportivas e populações atléticas. Lesões por esforços musculares na panturrilha (CMSI) ocorrem comumente em esportes que envolvem corrida em alta velocidade ou volumes aumentados de carga de corrida, aceleração e desaceleração, bem como durante condições fatigantes de jogo ou desempenho.

A lesão na panturrilha é uma lesão muscular comum e, se não for administrada adequadamente, existe o risco de nova lesão e recuperação prolongada.As cepas musculares ocorrem comumente na cabeça medial do gastrocnêmio ou próximo à junção musculotendinosa.O músculo gastrocnêmio é mais suscetível a lesões, pois é um músculo biartrodial que se estende sobre o joelho e o tornozelo.Explosões repentinas de aceleração podem precipitar lesões, assim como um súbito alongamento excêntrico do músculo envolvido.

Anatomia clinicamente relevante

Tensão muscular na panturrilha

Músculos do complexo da panturrilha

O músculo da panturrilha, na face posterior da perna, é composto por três músculos: gastrocnêmio , sóleo e plantar , que juntos constituem o tríceps sural . Esses músculos se juntam como o tendão de Aquiles e todos os três músculos se inserem no calcâneo. Gastrocnêmio , em conjunto com sóleo , fornece principalmente flexão plantar da articulação do tornozelo e flexão na articulação do joelho. Esse músculo fornece a força propulsora da locomoção. Embora se estenda por duas articulações, o gastrocnêmio não é capaz de exercer sua força máxima em ambas as articulações simultaneamente. Se o joelho estiver flexionado, o gastrocnêmio não pode produzir potência máxima na articulação do tornozelo e vice-versa.

Sóleo está localizado abaixo do músculo gastrocnêmio no compartimento posterior superficial da parte inferior da perna. Sua função principal é a flexão plantar do tornozelo e a estabilização da tíbia no calcâneo, limitando a oscilação para frente.

Plantaris está localizado no compartimento posterossuperficial da panturrilha. Funcionalmente, o plantar não é um dos principais contribuintes e atua com gastrocnêmio tanto como flexor do joelho como como flexor plantar do tornozelo.

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Epidemiologia / Etiologia

As cepas musculares ocorrem mais comumente nos músculos biarticulares, como os isquiotibiais, reto femoral e gastrocnêmio.Durante atividades esportivas, como o sprint, esses músculos longos e biarticulares têm que lidar com forças internas altas e mudanças rápidas no comprimento do músculo e no modo de contração.No entanto, cepas musculares também foram relatadas durante ações musculares de alongamento lento, como aquelas realizadas por bailarinas, mas também durante atividades diárias comuns. gastrocnêmio é considerado de alto risco para cepas porque atravessa duas articulações (joelho e tornozelo) e tem alta densidade de fibras musculares de contração rápida do tipo dois. Uma ruptura da cabeça medial do músculo gastrocnêmio é devida a uma força excêntrica aplicada ao músculo quando o joelho é estendido e o tornozelo é dorsiflexionado. O músculo gastrocnêmio tenta contrair-se no estado já alongado, levando ao rompimento do músculo. O músculo sóleo, por outro lado, é lesionado enquanto o joelho está em flexão. As cepas da junção musculotendinosa medial proximal são o tipo mais comum de lesão do músculo sóleo. Ao contrário do gastrocnêmio, o sóleo é considerado de baixo risco para lesão. Cruza apenas o tornozelo e é em grande parte composta por fibras musculares de contração lenta do tipo um. As cepas de sóleo também tendem a ser menos dramáticas na apresentação clínica e mais subagudas quando comparadas às lesões do gastrocnêmio. This condition frequently occurs in the middle-aged, poorly conditioned and/or physically active patient. Essa condição freqüentemente ocorre em pacientes de meia-idade, mal condicionados e / ou fisicamente ativos.

Vários códigos esportivos, como rúgbi, futebol, tênis, atletismo e dança são afetados por lesões causadas por músculos da panturrilha. No futebol, 92% das lesões são lesões musculares, 13% são lesões na panturrilha. No futebol australiano, o CMSI representou uma das maiores incidências de lesões nos tecidos moles (3,00 por clube por ano) e houve uma taxa de recorrência de 16%.

Sintomas

Estirpe Gastrocnemius

Os sintomas de uma cepa de gastrocnêmio podem incluir queixas do paciente, como uma dor súbita e aguda ou uma sensação de laceração ou laceração na parte posterior da perna, geralmente no ventre medial do gastrocnêmio ou na junção musculotendinosa. O músculo da panturrilha geralmente fica sensível ao toque no ponto da lesão, e o inchaço e os hematomas podem aparecer em questão de horas ou dias. O alongamento do músculo irá reproduzir a dor e resistir à flexão plantar também provocará dor no local da tensão muscular.

Dependendo da extensão da lesão, o indivíduo pode continuar a se exercitar, embora tenha algum desconforto e / ou aperto durante ou após a atividade.Quando as lesões são mais graves, o mecanismo exato da lesão é mais fácil de lembrar e / ou o indivíduo pode não conseguir andar devido a dores intensas.

A ruptura do músculo da panturrilha é graduada de I a III, sendo o grau III o mais grave.O tratamento e a reabilitação dependem da gravidade da tensão muscular.

Classificação de linhagens de panturrilha

Grau Sintomas Sinais Tempo médio de retorno ao esporte
Eu Dor aguda no momento da atividade ou após

Pode ter uma sensação de aperto

Pode ser capaz de continuar a atividade, sem dor ou com

leve desconforto

Pós-tensão de atividade e / ou dor

Dor no aumento unilateral da panturrilha ou hop 10 a 12 dias
II Dor aguda no momento da atividade em bezerro

Não é possível continuar a atividade

Dor significativa com a caminhada depois

Pode ter inchaço no músculo

Contusões leves a moderadas podem estar presentes

Dor com flexão plantar ativa

Dor e fraqueza com resistência

flexão plantar

Perda de flexão dorsal

Bilateral aumento da dor na panturrilha

16 – 21 dias
III Dor severa e imediata na panturrilha, muitas vezes em

junção musculotendinosa

Não é possível continuar com a atividade

Pode apresentar contusões e inchaços consideráveis

dentro de horas de lesão

Incapacidade de contrair músculo da panturrilha

Pode ter um defeito palpável

Teste de Thomson positivo

6 meses após a cirurgia

Características / Apresentação Clínica

É importante diferenciar as cepas musculares do complexo da panturrilha para formular um prognóstico correto, um programa de tratamento adequado e prevenção de lesões recorrentes.

Cepas Gastrocnemius
Estirpes de panturrilha são mais comumente encontradas na cabeça medial do gastrocnêmio. Em um esforço para contrair, as forças do movimento excêntrico no músculo gastrocnêmio já alongado levam à lesão na junção miotendínea. O exame físico imediatamente após a lesão revela um defeito palpável no ventre medial do gastrocnêmio logo acima da junção musculotendinosa. Uma dor repentina é sentida na panturrilha, e o paciente frequentemente relata um “pop” audível ou palpável no aspecto medial da panturrilha posterior, ou eles têm a sensação de que alguém os chutou na parte de trás da perna. . A dor substancial e o inchaço geralmente se desenvolvem durante as 24 horas seguintes. As cepas no gastrocnêmio também são chamadas de “perna de tênis”, já que a apresentação clássica era um tenista de meia idade que subitamente estendeu o joelho

Estirpes de Soleus
Soleus é considerado de baixo risco para lesão em contraste com o gastrocnêmio, uma vez que atravessa apenas o tornozelo e é em grande parte composto de fibras musculares de contração lenta do tipo um. As cepas de sóleo tendem a ser menos dramáticas na apresentação clínica e mais subagudas quando comparadas às lesões do gastrocnêmio. A lesão do músculo sóleo pode estar sendo relatada devido a um diagnóstico errôneo de tromboflebite ou formação de cepas de sóleo com cepas do gastrocnêmio. Uma cepa sóleo causa dor ao ativar o músculo da panturrilha ou ao aplicar pressão no tendão de Aquiles aproximadamente 4 cm acima do ponto de inserção no osso do calcanhar ou mais acima no músculo da panturrilha. Esticar o tendão e andar na ponta dos pés também agravará a dor.

Estirpes de P lantaris
Plantaris é considerado largamente vestigial e raramente envolvido em estirpes de bezerro, embora cruze o joelho e a articulação do tornozelo também. A ruptura do músculo plantar pode ocorrer na junção miotendínea, com ou sem um hematoma associado ou ruptura parcial da cabeça medial do músculo gastrocnêmio ou sóleo. Lesões no músculo plantar podem apresentar características clínicas semelhantes às do gastrocnêmio e músculo sóleo.

Diagnóstico diferencial

As cepas são mais comuns durante a atividade esportiva, mas a dor na parte inferior da perna pode indicar síndrome do estresse tibial medial, tendinite de Aquiles, fascite plantar, distensões musculares e / ou torções articulares que podem ser causadas pela falta de extensibilidade dos flexores plantares e diminuição dorsiflexão do tornozelo. Outras lesões na parte inferior das pernas relacionadas a esportes com os mesmos sintomas e tratamento da linhagem da panturrilha são discutidas abaixo.

Os corredores freqüentemente se queixam da dor na parte inferior das pernas ao longo da borda posteromedial da tíbia. Esta é a síndrome do estresse tibial medial (MTSS) ou comumente conhecida como shin splints. A dor é descrita como sensibilidade localizada alguns centímetros proximalmente ao maléolo medial, espalhando-se proximalmente por cerca de 4 a 10 centímetros.A causa de MTSS pode estar associada a estresse repetitivo ou a uma lesão por uso excessivo.

A dor localizada anterior ou ântero-medial da tíbia poderia indicar uma fratura de estresse tibial, uma lesão típica vista em corredores e futebolistas. Pode ocorrer após mudanças abruptas de intensidade, duração e frequência de treinamento, mas outros fatores pessoais e ambientais também pode contribuir para essa lesão. As radiografias são inicialmente negativas, mas com o tempo, as linhas de fratura tornam-se visíveis. O tratamento cirúrgico pode ocasionalmente ser necessário, mas pode ser tratado da mesma forma que uma cepa de vitelo: repouso, restrição de atividade agravante, fortalecimento da musculatura dos membros inferiores, AINEs e calçados apropriados.

Exercício repetitivo sem repouso adequado para recuperação pode causar síndrome do compartimento de esforço crônico (SCEC). O CECS começa com dor leve durante os períodos de treinamento e pode desaparecer após o treinamento.Nos últimos estágios, a dor se apresenta mais cedo, tornando-se mais dolorosa e de maior duração forçando a interrupção da atividade.Queixas comuns são;cólicas, parestesia, dormência e fraqueza na parte inferior da perna.O CECS é causado pelo aumento do fluxo sanguíneo intramuscular durante o exercício, de forma que a pressão compartimental surge, os capilares se comprimem e a isquemia se desenvolve.

A dor na perna em torno da mesma área que uma cepa gastrocnêmica pode ser causada pela Síndrome do Aprisionamento da Artéria Poplítea (PAES), um curso anormal da artéria poplítea.A migração medial e cranial da cabeça medial do gastrocnêmio pode pegar a artéria poplítea e passar medialmente.Isso é chamado de PAES anatômico, uma relação anormal entre a artéria poplítea e as estruturas miofasciais circundantes.O PAES funcional é causado por contração muscular, freqüentemente flexão plantar ativa do tornozelo que comprime a artéria entre o músculo e o osso subjacente.

Veja também:

Tendinopatia de Aquiles

Fascite plantar

Dor posterior do joelho

Procedimentos de diagnóstico

Um exame clínico completo e histórico podem ser suficientes para concluir um diagnóstico, mas muitas vezes é difícil chegar a um diagnóstico preciso devido ao quadro clínico ser compartilhado com outras condições patológicas. A imagem diagnóstica é geralmente necessária e a ultrassonografia (US) é considerada o padrão ouro. Também pode ser usado para avaliar o grau e a extensão da lesão muscular e para excluir outras patologias, como cisto de Baker roto e trombose venosa profunda.

As rupturas geralmente estão associadas à presença de coleta de líquido entre o músculo sóleo e a cabeça medial do gastrocnêmio. Isso pode ocorrer com ou sem hemorragia. A medição da coleta de fluido informa sobre a extensão da lesão. O grau da lesão (ruptura parcial ou completa) pode ser definido pela distância entre os dois músculos. A US axial scans é a mais útil para diferenciar entre a ruptura parcial e completa, já que é possível descrever toda a barriga muscular em uma única imagem.

A ruptura do músculo da panturrilha é mais comum em esportes que exigem aceleração rápida e mudanças de direção, como corrida, vôlei e tênis. As cepas musculares são classificadas de I a III. Quanto mais severa a tensão, maior o tempo de recuperação. Os sintomas típicos são rigidez, descoloração e hematomas ao redor do músculo esticado.

Grau I: Um primeiro grau ou lesão leve é ​​o mais comum e o menor. Uma dor aguda é sentida no momento da lesão ou dor com atividade. Há pouca ou nenhuma perda de força e amplitude de movimento com ruptura da fibra muscular inferior a 10%. Um retorno ao esporte seria esperado dentro de 1 a 3 semanas.

Grau II: Um segundo grau ou lesão moderada é uma atividade de parada parcial do músculo. Há uma clara perda de força e amplitude de movimento com dor acentuada, inchaço e frequentemente contusões. Ruptura da fibra muscular entre 10 e 50%. 3 a 6 semanas é um período de recuperação usual para um retorno à atividade completa.

Grau III: Um terceiro grau ou lesão grave resulta em uma ruptura completa do músculo e é freqüentemente concomitante com um hematoma. Dor, inchaço, sensibilidade e hematomas geralmente estão presentes. A recuperação é altamente individualizada e pode levar meses até que você esteja totalmente recuperado para um retorno completo à atividade.

Medidas de resultado

  • LEFS : Escala Funcional da Extremidade Inferior
  • VAS : escala visual analógica
  • NPRS : escala numérica de classificação de dor
  • Teste de força muscular : o grau 0 é o grau mais baixo em que o paciente não é capaz de fazer nenhuma contração do músculo. O grau 5 é o grau mais alto em que o paciente é capaz de mover a perna contra uma resistência máxima dada pelo terapeuta.

Exame

O exame físico isola o local e a gravidade da lesão. Uma combinação de palpação, teste de força e amplitude de movimento passiva e ativa é necessária para ajudar a distinguir entre as cepas dos músculos sóleo e gastrocnêmio.

A palpação do bezerro deve ocorrer ao longo de toda a extensão dos músculos e das aponeuroses. Isso é necessário para identificar inchaço, espessamento, sensibilidade, defeitos e massas, se presentes. As cepas do músculo gastrocnêmio costumam apresentar sensibilidade no ventre medial ou na junção musculotendinosa, enquanto as cepas do sóleo geralmente ocorrem com dor lateral.

Como a origem do gastrocnêmio está situada acima do joelho (epicondylus lateralis e medialis femoris) e a origem do soleus está abaixo do joelho (caput fibulae), a ativação dos músculos pode ser isolada pela variação do grau de flexão do joelho. Sóleo se torna a principal fonte de força na flexão plantar, com o joelho em maior flexão. Com o joelho em extensão total, é o gastrocnêmio que fornece mais força. Essa relação permite um teste de força mais preciso dos músculos da panturrilha e permite ao examinador descrever qual músculo foi lesado.

Testes adicionais incluem o teste de Thompson para interromper completamente o tendão de Aquiles. Lágrimas simultâneas do gastrocnêmio e sóleo são possíveis, o que pode complicar o quadro clínico.

O paciente também é observado em posições em pé e de bruços, observando de perto o inchaço, hematomas e deformidades, bem como possíveis problemas posturais, como pronação excessiva.

Gerenciamento médico

As cepas de panturrilha raramente requerem cirurgia, mas são realizadas em casos extremos. como em uma ruptura completa. O tratamento conservador recomendado inclui o RICE, a injeção de anestésico local e a cortisona dentro e ao redor da área e o tratamento de recuperação gradual e ativo. Quando um hematoma está presente, a sua remoção o mais rápido possível é essencial, caso contrário podem ocorrer complicações como a miosite ossificante.

Uma bandagem de compressão pode ser aplicada imediatamente para ajudar a parar o inchaço, mas só deve ser aplicada por 10 minutos de cada vez, pois restringir completamente o fluxo sangüíneo aos tecidos pode causar mais danos, enquanto o apoio da panturrilha pode ser aplicado por mais tempo.

No caso de uma lesão mais grave, um calcanhar temporário para encurtar o músculo da panturrilha para reduzir a tensão no músculo enquanto cura pode ser útil. Pode ser aconselhável colocar calcanhares em ambos os sapatos, no entanto, para evitar a criação de um desequilíbrio de marcha.

Prevenção :

O alongamento regular garante uma boa mobilidade articular. Sob a extensão, uma força maior também pode ser liberada e os músculos ficam menos tensos, melhorando o fluxo sanguíneo.

Tratamento da Fisioterapia

O tratamento visa:

  • Reduzir a dor
  • Restaurar a flexibilidade
  • Restaurar a força

O tratamento principal de uma cepa de panturrilha consiste no repouso e permite um tempo de cicatrização adequado, mas, em casos graves, a cirurgia é necessária. O tratamento conservador inclui alongamento passivo suave, isométrico, em seguida, passando para exercícios concêntricos. [L4] Nos últimos estágios, a massagem e a eletroterapia podem ser usadas. [L4]

O tratamento inicial visa limitar o sangramento, a dor e prevenir complicações. [L4] crioterapia pode ser usada para diminuir a inflamação, a dor e o metabolismo celular. Fita ou um envoltório compressivo pode ser aplicado e a perna elevada quando possível. [L4] Se ocorreu sangramento importante, o uso de AINEs deve ser cuidadosamente controlado, pois eles têm um efeito antiplaquetário que pode aumentar o sangramento, assim como o aplicação prematura de calor e massagem também pode. [L4]

Exercícios de alongamento passivo suave sem dor para manter a amplitude de movimento nos flexores plantares, que podem se tornar limitados pelo encurtamento e contraturas. [L1b] Nos últimos estágios, uma vez que a inflamação tenha se resolvido, a aplicação de calor superficial simultaneamente com um alongamento estático de baixa carga melhora a flexibilidade dos músculos. [L4]

Exercícios isotônicos para os antagonistas tibial anterior e os fibulares são recomendados, bem como exercícios leves para o músculo lesionado. Movimentos suaves, dentro das limitações da dor, nos primeiros dias após a lesão, ajudarão a promover a cicatrização, [L4] A falta de extensibilidade dos flexores plantares afetará a dorsiflexão do tornozelo e causará distúrbios na marcha. Sapatos com salto baixo são recomendados para incentivar a marcha melhorada no calcanhar. [L1b]

Após 48 horas, o gelo não é mais um analgésico eficaz. A diatermia por ondas curtas pode ser usada como alternativa. Uma cepa com edema anormal e hematomas pode ser tratada com terapia interferencial. O objetivo é aliviar a dor e estimular as fibras musculares. [L4]

Quando os músculos da panturrilha podem ser totalmente estendidos sem dor, uma troca feita pode ser de alongamento passivo suave até alongamentos ativos, tanto na posição do joelho fletido (sóleo) quanto na posição esticada do joelho (gastrocnêmio). [L4]

Dependendo do grau de tensão e do tempo de cura de um indivíduo, são introduzidos exercícios isométricos, isotônicos e dinâmicos para recuperar a resistência à tração no músculo. [L4] Tratamentos alternativos consistem em terapia vibratória (VT). A terapia de vibração é aplicada especificamente à área da lesão e trata as tensões musculares e outras lesões mio-tendíneas que envolvem pontos-gatilho. [L4] Broadbent et al. sugeriram que a TV estimula os receptores sensoriais, mas também provoca uma diminuição nas células inflamatórias e receptores como a IL6 e a histamina. [L1b] O objetivo dessa terapia é aumentar a força muscular, a flexibilidade e a extensibilidade. Após um tratamento com VT, no entanto, o pulo e a corrida não são permitidos por pelo menos 3 a 6 semanas e os AINEs são desencorajados, mas outras rotinas de tratamento podem ser continuadas. Uma vantagem em comparação com outras terapias, como a terapia por ondas sonoras e os tratamentos com ESWT, é que a TV pode ser aplicada com mais frequência. [L1a]

As cepas podem causar dor de longa duração, apesar de um tratamento precoce adequado. O resultado do tratamento é bem sucedido quando: a dor é resolvida, o músculo da panturrilha pode ser totalmente estendido, a força volta ao normal, a ADM do joelho e tornozelo é normal e quando a sensibilidade excessiva desaparece. [L4]

Linha de Resultado Clínico

A dor no músculo da panturrilha é muitas vezes devido a uma tensão, no entanto, existem outras condições que podem causar sintomas semelhantes, incluindo trombose venosa profunda e contusões. O tempo de cura é extremamente variável, dependendo da gravidade da cepa e da resposta individual ao tratamento. O manejo conservador de um programa de exercício gradual normalmente tem o resultado desejado para o grau 1 e 2 cepas, mas, no caso de ruptura, a cirurgia é necessária. Massagem e estimulação elétrica também podem ser um complemento útil para exercícios de força e condicionamento.

Tensão muscular na panturrilha – Referências:

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O que é a Mobilização Articular ?

O que é a Mobilização Articular ?

A mobilização articular é uma forma de terapia manual cuja intenção é aumentar a mobilidade de uma articulação. Infelizmente, por várias definições e diferentes usos do termo por diferentes profissões, há muita confusão quanto ao que é exatamente a mobilização articular.

Classificação da mobilização articular

Talvez a maneira mais fácil de definir a mobilização articular seja dividi-la em diferentes “Graus” de movimento. O método mais fácil e intuitivo é dividir a mobilização articular em cinco graus diferentes, usando números romanos como designações. Usando este método de nomeação, temos as seguintes definições de classificações de mobilização conjunta:

  • Grau I – qualquer intervalo inicial de movimento (pequena amplitude)
  • Grau II – amplitude de movimento ativa completa (grande amplitude)
  • Grau III – amplitude de movimento passiva completa (grande amplitude)
  • Grau IV – amplitude de movimento na jogada conjunta (geralmente movimento não-axial) com oscilações lentas (pequena amplitude)
  • Grau V – intervalo de movimento na jogada articulada (geralmente movimento não-axial) com impulso rápido (pequena amplitude)

Os graus IV e V são idênticos, exceto pela velocidade da mobilização (oscilações lentas vs. impulso rápido). A mobilização de grau V é frequentemente descrita como uma manipulação ou ajuste de quiropraxia, ou mobilização / manipulação de impulso de baixa amplitude de alta velocidade.

Definição rápida de “Mobilização Articular”

Para uma definição rápida e fácil de mobilização articular, quando o termo “mobilização articular” é usado, normalmente é entendido como mobilização articular de grau IV; realizado pelo terapeuta com oscilações lentas do movimento não-axial no final da amplitude passiva do movimento da articulação. Mas, como vimos acima, qualquer movimento em uma articulação é tecnicamente definido como mobilização articular.

Mobilização Articular versus Manipulação Articular

Tecnicamente, os termos “mobilização articular” e “manipulação articular” são sinônimos. No entanto, quando o termo manipulação articular é usado, geralmente é implícito que é uma mobilização articular rápida de Grau V que está sendo realizada. Uma mobilização / manipulação de grau V geralmente é descrita como uma manipulação quiroprática ou ajuste de quiropraxia, ou uma mobilização / manipulação de impulso de baixa amplitude de alta velocidade.

Quem pode realizar Mobilização Articular?

A mobilização das articulações rápidas de grau V é geralmente realizada por médicos fisioterapeutas quiropráticos e fisioterapeutas osteopáticos, bem como fisioterapeutas.

Como é realizada a Mobilização Articular?

O osso “A” é fixado (estabilizado) e, em seguida, o osso “B” é movido em relação ao osso “A”. Os contatos para o grau IV e a categoria V devem ser tão próximos de cada osso (“A” e “B”) na superfície da junção quanto possível para conseguir a mobilização de deslizamento não axial (se o contato estiver mais distante da superfície da articulação, um grau axial regular III mobilização em vez disso).

Portanto, a mobilização articular de grau IV (e V) é realmente uma forma de alongamento. É uma forma muito específica de alongamento que visa esticar o tecido intrínseco da articulação. O tecido intrínseco articular é composto da cápsula articular fibrosa, dos ligamentos da articulação e dos músculos intrínsecos, se presente (por exemplo, rotatores e intertransversais e interspinais da coluna vertebral).

A mobilização articular de grau IV geralmente é realizada com uma série de oscilações lentas, sendo cada movimento uma amplitude muito pequena, uma fração de polegada / centímetro (literalmente um milímetro ou dois) mantida por uma fração de segundo. A articulação é trazida para uma barreira de tensão de tecido no final da amplitude de movimento da articulação passiva e, em seguida, a força de mobilização articular é aplicada. Essas oscilações de Grau IV geralmente são repetidas para alguns conjuntos de 3-5 repetições; ou talvez 10-15 segundos de oscilações sejam realizadas. Como com qualquer forma de terapia manual, exatamente como a técnica é realizada é baseada nas necessidades e respostas do paciente naquele momento.

Com a mobilização das articulares de grau V, um impulso rápido geralmente é realizado. As mobilizações são repetidas para todas e quaisquer direções de movimento indicadas.

Quando a mobilização articular deve ser realizada durante uma sessão de terapia manual?

Dado que a mobilização articular é um tipo de alongamento, como com todos os alongamentos, provavelmente será mais efetivo se realizada após a manipulação de tecidos macios e o calor serem feitos pela primeira vez para a área, de modo que os tecidos moles da região sejam soltos e aquecidos, melhorando a mobilização das articulações. A mobilização articular visa esticar o tecido intrínseco da articulação, mas os tecidos moles extrínsecos (extra-articulares / periarticulares) devem ser flexíveis o suficiente para permitir o movimento de mobilização articular, de modo que devem primeiro ser aquecidos.

Qual é o som quando um fisioterapeuta ajusta sua coluna?

Durante uma mobilização / manipulação de impulso rápido de Grau V, muitas vezes é ouvido um som “que aparece” (muitas vezes chamado de “rachadura”). Isso pode ser denominado “cavitação da articulação” ou uma “liberação articular”. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, este não é o som de um osso quebrando contra o outro. Pelo contrário, é o oposto; é o som da abertura das juntas.

Nas uniões (sinoviais), há fluido totalmente fechado dentro da cápsula articular. Durante a mobilização, um osso é esticado do outro osso, aumentando o volume na articulação, o que diminui a pressão dentro da cápsula. Para igualar esta diminuição da pressão, os gases dissolvidos no fluido da articulação sinovial saem da solução, criando o som estalando. Isto é análogo à abertura de uma garrafa de vinho espumante (por exemplo, Champagne). Quando a cortiça é removida, a pressão diminui e os gases saem da solução, tornando o som característico de “abrir uma garrafa de champanhe”. Se você colocar a rolha de volta e imediatamente removê-la novamente, não haverá som estourante. Mas se você colocá-lo de volta e aguarde um período de tempo (talvez uma hora ou mais), e depois remova-o novamente, porque os gases tiveram tempo para voltar a solução, o som emergente ocorrerá de novo.

É o mesmo com as nossas juntas. Se você “estalar” uma articulação, talvez a articulação do dedo (juntas de junção / metacarpofalangeal ou interfalangeana), você terá um som estaladiço. Tente repetir imediatamente esse movimento e não haverá som estourante. Mas espere um pouco e, em seguida, repita este movimento e você ouvirá o som estourando novamente. Tal como acontece com o Champagne, a junta precisa de tempo para que os gases voltem à solução.

O som aparente não é importante por si só. O que é importante é que os tecidos intrínsecos da articulação (cápsula e ligamentos das articulações fibrosas, e talvez músculos intrínsecos, se presentes) são esticados. Lembre-se, esta é uma mobilização conjunta e a mobilização ocorre quando os tecidos macios são esticados para permitir o movimento! O som aparente é simplesmente confirmação de que houve uma súbita mudança de pressão, indicando o alongamento bem sucedido dos tecidos intrínsecos.

A razão pela qual o método de impulso rápido da mobilização das articulações é tão eficaz é que ele cria uma força maior do que uma câmera lenta para superar o coeficiente de atrito para mover as superfícies; e porque é tão rápido, não há chance de ocorrer um reflexo de estiramento do fuso muscular, o que, de outra forma, resultaria em aperto dos músculos, o que pararia o alongamento da mobilização. Tal como acontece com a técnica de terapia manual, existem sempre indicações, precauções e contra-indicações.

Indicações para a mobilização articular

Existe essencialmente apenas uma indicação para a mobilização articular: é uma disfunção articular hipo-móvel. Dado que a mobilização conjunta mobiliza uma articulação, só seria necessário que a articulação tenha perdido mobilidade, ou seja, é hipomóvel. Uma disfunção da articulação hipomoda é muitas vezes descrita em termos estáticos de ser uma subluxação, desalinhamento ou osso fora de lugar. Normalmente, a perda de mobilidade e a malposição estática correlacionam-se entre si. Mas, em última instância, a decisão de indicar mobilização articular é a perda de mobilidade conjunta.

Para determinar se a mobilização articular é apropriada para qualquer condição patológica musculoesquelética específica (neuro-mio-fascio-esquelética), precisamos entender e observar a “patomecânica” da condição. Se houver envolvimento de hipomobilidade articular, a mobilização articular é indicada.

Precauções e Contra-indicações para Mobilização Articular

Existe essencialmente apenas uma precaução / contra-indicação para a mobilização articular; essa é uma disfunção articular hipermóvel ou outro tecido instável. Dado que a mobilização conjunta mobiliza uma articulação, em outras palavras, aumenta seu movimento, então, se a articulação já é hipermóvel, ou seja, instável, então seria contra-indicado (ou pelo menos cauteloso) mobilizá-la ainda mais.

Dado que a mobilização de uma articulação requer colocar uma força física no corpo, o que afeta outros tecidos adjacentes do corpo, qualquer instabilidade tecidual na região contraindicaria (ou pelo menos a precaução) realizando o tratamento de mobilização. Por exemplo, um cliente / paciente com osteoporose ou uma hérnia de disco pode não tolerar a força física necessária para realizar a técnica de mobilização. Como as mobilizações da categoria V geram mais força, as precauções e as contra-indicações são maiores para elas.

Compreensão mais completa da mobilização articular

Para entender melhor / plenamente a mobilização articular, vamos definir alguns termos.

Gama de movimento

O termo intervalo de movimento significa exatamente isso; é a amplitude de movimento em uma articulação. Em outras palavras, até que ponto um osso de uma articulação pode se mover em relação ao outro osso dessa articulação. Dependendo da articulação, pode haver RsOM variável possível. Por exemplo, uma articulação triaxial, como a articulação glenohumeral (ombro), teria mais RsOM do que a articulação do cotovelo, que é uma articulação uniaxial.

RsOM são geralmente nomeados para os movimentos dos componentes do plano cardinal (sagital, frontal, transversal). Assim, a articulação do cotovelo pode se mover para flexão e extensão no plano sagital; enquanto que a articulação glenoumeral pode se mover para flexão e extensão no plano sagital, abdução e adução no plano frontal, e rotação lateral (externa) e rotação medial (interna) no plano transversal. Certamente, também podemos descrever variações de movimento de planos oblíquos também. Assim, quando é descrita uma amplitude de movimento de uma articulação, a direção (por exemplo, flexão, rotação lateral) dessa amplitude de movimento também é indicada.

Jogo conjunto

  • Joint Play é definido como a pequena quantidade de deslizamento não-axial que é possível em uma junta no final da PROM.
  • Além da jogada conjunta é a deslocação.
  • O movimento no jogo conjunto geralmente não é axial.

Movimento axial versus não-axial

O movimento axial ocorre em torno de um eixo; o movimento não-axial não faz.

Movimento axial

Um movimento axial é um movimento no qual um osso se move ao redor de um eixo. Um eixo é uma linha imaginária, geralmente passando pelo centro da articulação, em torno do qual ocorre o movimento. Como o movimento é “em torno” do eixo, o movimento é circular. Os movimentos axiais também são conhecidos como movimentos circulares ou angulares. A maioria dos movimentos articulares que os terapeutas pensam são axiais; por exemplo, flexão, adução, rotação direta, para citar alguns. Com um movimento axial, diferentes pontos ao longo do osso que se movem moveriam quantidades diferentes. Os pontos mais próximos do eixo (ou seja, a junção) transcrevem um círculo menor do que os pontos que estão mais distantes do eixo. Uma analogia poderia ser feita para um gravador de vinil antiquado. Um ponto mais próximo do centro do registro gira em torno do eixo / centro e transcreve um círculo menor do que um ponto mais próximo da periferia do registro.

Movimento não axial

Um movimento não axial é um movimento no qual o osso não se move em torno de um eixo. Portanto, cada ponto no osso que se move move-se exatamente a mesma quantidade. Os movimentos não-axiais também são conhecidos como movimentos de deslizamento, deslizamento ou planar.

Componentes Fundamentais do Movimento

Embora a maioria dos terapeutas conheça termos de movimento, como flexão e abdução, existem movimentos fundamentais que estão subjacentes a esses movimentos mais conhecidos. Os três tipos fundamentais de movimento que estão subjacentes a todos os movimentos são spin, roll e glide.

Girar

Spin é uma rotação pura, geralmente uma rotação de eixo longo, em que um osso gira sobre o outro osso em torno do eixo longo da articulação.

Rolamento

O rolamento e deslizamento geralmente são considerados em conjunto, porque quando o rolo ocorre, ele deve ser acompanhado por deslizamento para que o movimento das articulações saudável ocorra. O rolamento é um movimento axial; deslizar é um movimento não-axial. Essencialmente, quando a superfície articular de um osso rola na superfície articular do outro osso, ele rolaria “fora” do outro osso (em outras palavras, desligue) se não houvesse algum deslizamento compensatório. Mesmo que um osso não rolasse todo o caminho “fora” do outro osso, se ele fizesse um movimento de rolo puro, não seria mais centrado na superfície articular do outro osso.

O termo “central” descreve o posicionamento ótimo de um osso centrado no outro. Isso é ideal porque a cartilagem articular é geralmente mais espessa no centro das superfícies articulares. A cartilagem articular é necessária para amortecer as forças de compressão dos dois ossos umas contra as outras. Existem dois tipos de deslizamento compensatório que acompanham um rolo de movimento.

Quando um osso convexo se move em um côncavo (denominado convexo em cinemática côncava), o deslizamento está na direção oposta do rolo. Um exemplo seria a cabeça do úmero (convexo) movendo-se ao longo da fossa glenoide da escápula (côncava). Quando um osso côncavo se move em um convexo (denominado côncavo em cinemática convexa), o deslizamento está na mesma direção que o rolamento. Um exemplo seria a extremidade proximal (base) da falange proximal (côncava) movendo-se ao longo da extremidade distal (cabeça) do metacarpiano em uma articulação metacarpofalangeal (convexa).

Como é avaliada a Mobilização Articular?

A mobilização articular é uma técnica de tratamento de terapia manual. A técnica de avaliação manual da terapia pode ser chamada de palpação de movimento. A técnica de avaliação da palpação de movimentos e a técnica de tratamento de mobilização articular são idênticas entre si. A única diferença é a intenção. A intenção da avaliação é avaliar / diagnosticar, em outras palavras, determinar a integridade / saúde do movimento conjunto. Em outras palavras, a articulação possui amplitude de movimento total e sem dor? A intenção do tratamento, em outras palavras, para melhorar a integridade / saúde do movimento conjunto.

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Perguntas frequentes

O que é mobilização articular?

É uma forma de terapia manual que visa aumentar a mobilidade de uma articulação, geralmente realizada com oscilações lentas no final da amplitude passiva do movimento.

Quais são os graus de mobilização articular?

São cinco graus: Grau I (pequena amplitude inicial), Grau II (amplitude ativa completa), Grau III (amplitude passiva completa), Grau IV (oscilações lentas na jogada conjunta) e Grau V (impulso rápido na jogada conjunta).

Qual a diferença entre mobilização e manipulação articular?

Tecnicamente são sinônimos, mas manipulação geralmente se refere à mobilização de Grau V, com impulso rápido e de baixa amplitude.

Quando a mobilização articular é indicada?

É indicada quando há disfunção articular hipomóvel, ou seja, perda de mobilidade na articulação.

Quais são as contraindicações da mobilização articular?

A principal contraindicação é a hipermobilidade ou instabilidade articular, além de condições como osteoporose ou hérnia de disco que podem não tolerar a força aplicada.