Objetivo
O teste de Ely, ou teste de Duncan-Ely, é utilizado para avaliar a espasticidade ou encurtamento do músculo reto femoral.
Técnica
O paciente permanece em decúbito ventral, em estado relaxado. O terapeuta posiciona-se ao lado do paciente, no lado da perna a ser testada. Uma mão deve ser colocada sobre a região lombar, e a outra segurando a perna pelo calcanhar. Realize a flexão passiva do joelho de forma rápida. O calcanhar deve tocar os glúteos. Teste ambos os lados para comparação.
O teste é considerado positivo quando o calcanhar não consegue tocar os glúteos, o quadril do lado testado eleva-se da maca, ou o paciente relata dor ou formigamento nas costas ou pernas.
Evidências
Estudos mostram que o teste de Ely apresenta sensibilidade variando de 56% a 59% e especificidade de 64% a 85%.
Revisão Crítica
Embora o teste de Duncan-Ely seja comumente realizado na prática clínica, a importância de um resultado positivo para espasticidade do reto femoral é incerta. Perry e colaboradores demonstraram que o teste de Duncan-Ely não é um indicador específico de encurtamento ou espasticidade do reto femoral, pois provoca respostas eletromiográficas (EMG) tanto no reto femoral quanto no iliaco em muitos indivíduos com paralisia cerebral. Chambers e colaboradores relataram que o teste de Ely não tem valor preditivo para atividade EMG anormal do reto femoral.
Fontes consultadas
- www.physio-pedia.com
- translate.google.com
- teste.campcursos.com.br
- teste.campcursos.com.br
- teste.campcursos.com.br
Conteúdo educativo. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento realizado por profissional habilitado.
O teste de Ely é um procedimento clínico simples, mas sua interpretação exige cautela. Na prática, o terapeuta deve observar não apenas a elevação do quadril, mas também a resposta do paciente, como dor ou desconforto, que pode indicar outras condições, como compressão radicular ou estiramento muscular. A literatura sugere que o teste pode ser mais útil como parte de uma avaliação abrangente, combinado com outros testes e com a análise da marcha, especialmente em pacientes com paralisia cerebral.
É importante destacar que a espasticidade do reto femoral é frequentemente avaliada em conjunto com a flexão do quadril durante a fase de balanço da marcha. Um teste de Ely positivo pode levar a intervenções como alongamentos, toxina botulínica ou até mesmo cirurgia, mas a decisão deve ser baseada em múltiplos fatores, incluindo a funcionalidade do paciente e a resposta ao tratamento conservador.
Além disso, o teste deve ser realizado de forma padronizada, com o paciente relaxado e o terapeuta garantindo que a pelve não seja compensada. A comparação bilateral é essencial para identificar assimetrias. Em casos de dúvida, a eletromiografia dinâmica pode ser utilizada para confirmar a atividade muscular, embora não seja rotineira na prática clínica.
Por fim, o teste de Ely não deve ser usado isoladamente para diagnóstico, mas sim como um componente de uma avaliação fisioterapêutica completa, que inclui história clínica, exame físico e, quando necessário, exames de imagem. O profissional deve sempre correlacionar os achados com a queixa principal e os objetivos funcionais do paciente.
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