Equoterapia

Equoterapia: indicações, benefícios e contraindicações

 Equoterapia – Para que serve, benefícios e contra indicações

A equoterapia também é conhecida como hipoterapia, é um método terapêutico que utiliza os cavalos para a reabilitação física e mental de pessoas portadoras de necessidades especiais. Nesse tratamento, o animal é um grande estimulador dos ganhos, já que os treinos exigem um trabalho muscular intenso para melhorar toda a parte de coordenação motora e equilíbrio.

Nesse artigo, você vai saber tudo sobre a equoterapia, para que serve, seus reais benefícios e contra indicações. Continue lendo.

Para que serve a equoterapia

Nessa atividade, o praticante interage com o cavalo e nessa ação ocorre o relaxamento da tensão muscular, fator que favorece o domínio sobre os movimentos e a força para manter o equilíbrio enquanto estiver montado.

Essa técnica é utilizada desde a década de 70  e demonstrou grandes avanços em pessoas portadoras de problemas neurológicos, diplegia, tetraplegia, ataxia, Dow, Relf, etc. Outras questões de saúde que também podem ser tratadas com a equoterapia são:

  • Autismo
  • Lesões medulares
  • Traumatismo craniano encefálico
  • Esclerose múltipla
  • Problemas posturais ( hipercifose, hiperlordose, escoliose)
  • Microcefalia
  • Mal de Parkinson
  • Distúrbios de insônia, estresse e ansiedade
  • Deficiência sensorial ( visual e auditiva)
  • Alterações de comportamento e aprendizado
  • Problemas com tônus muscular ( hiper ou hipotonia)
  • Amputações
  • Patologias neuromusculares
  • Patologias ortopédicas
  • Patologias cardiovasculares e respiratórias

A equoterapia só pode ser realizada em pessoas que passaram por uma avaliação médica, fisioterapeutica e psicológica. Desse modo, é possível assegurar os ganhos na reabilitação.

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Benefícios da equoterapia

Através dos movimentos do cavalo que são o passo, trote e galope os cavaleiros são forçados se segurar e manter o equilíbrio contribuindo para a sua reabilitação. Os principais benefícios da equoterapia são:

  • Melhora na coordenação motora
  • Aumenta a confiança do praticante
  • Conscientização corporal
  • Estimula o equilíbrio
  • Proporciona modulação no tônus muscular
  • Melhora o padrão de marcha
  • Estimula o convívio social
  • Aumenta a independência
  • Desenvolvimento da motricidade
  • Estimulação do afeto devido o contato com o animal
  • Promoção do bem estar
  • Melhora da auto estima
  • Melhora a sensibilidade tátil, auditiva e visual

Contra indicações

A lista de indicações da equoterapia realmente é muito grande, mas é importante a avaliação clínica antes do início das atividades, pois existe algumas contra indicações, que são:

  • Cardiopatias agudas
  • Pacientes com epilepsia não controlada
  • Instabilidade aguda na coluna
  • Lassidão nas vertebrais cervicais
  • Problemas graves na coluna cervical
  • Alto grau de escoliose
  • Problemas nos ombros e quadris
  • Estágio avançado de epífises
  • Contusões
  • Instabilidade comportamental que implique riscos ao praticante

As considerações gerais sobre a equoterapia são extremamente positivas, é considerada uma das mais valiosas práticas para melhorar a qualidade de vida dos pacientes portadores de necessidades especiais.

É extremamente importante que o paciente seja acompanhado por uma abordagem terapêutica especializada, desse modo, é possível aproveitar todos os benefícios da equoterapia para a reabilitação dos estímulos do corpo e da mente.

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Curso de Fisioterapia

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Curso de Fisioterapia

Descubra como funciona o curso de Fisioterapia quais são as principais disciplinas onde estudar e como está o mercado de trabalho!

Physical TherapyO curso de Fisioterapia é do tipo bacharelado dura entre 4 e 5 anos e forma profissionais capazes de diagnosticar e tratar distúrbios relacionados ao movimento do corpo humano.

Os fisioterapeutas podem por exemplo reabilitar uma pessoa acidentada até que ela volte a andar ou ajudar uma criança com paralisia cerebral a ampliar seus movimentos por exemplo. O profissional de fisioterapia apoia seus pacientes no processo de prevenir aperfeiçoar ou reabilitar a capacidade física e funcional.

Para poder exercer a profissão de fisioterapeuta o profissional deve ter diploma de um curso superior de Fisioterapia reconhecido pelo MEC e estar registrado junto ao Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO).

Conheça mais sobre o curso de Fisioterapia descubra onde estudar e como está o mercado de trabalho para quem se forma neste curso!

O curso de Fisioterapia

Fisioterapia é um curso da área da Saúde e que tem duração de 4 a 5 anos. Na maior parte das instituições é oferecido na modalidade presencial. No entanto é possível fazer a graduação em Fisioterapia a distância.

Com habilitação em bacharelado o curso oferece uma formação generalista a partir da qual os profissionais podem atuar em vários campos como saúde coletiva fisioterapia clínica e outros.

Nos primeiros semestres do curso de Fisioterapia o estudante terá contato com as disciplinas que formam a base da profissão como Anatomia Biologia Saúde Pública e Fisiologia.

Ao longo da graduação diversas disciplinas preparam o estudante para atuar nas diferentes áreas da Fisioterapia: Pediatria Geriatria Ginecologia Obstetrícia Cardiologia Neurologia e Pneumologia.

O estudante irá aprender a realizar diferentes técnicas de tratamento tais como: massoterapia (aplicação de massagem) termoterapia (aplicação de calor e frio) fototerapia (aplicação de luz) hidroterapia e eletroterapia.

O estágio é obrigatório e ajuda o estudante a ampliar sua visão sobre os locais onde poderá exercer a profissão e vivenciar na prática o contato com os pacientes.

Grade curricular

A estrutura curricular do curso de Fisioterapia pode variar de acordo com cada universidade. Confira abaixo algumas disciplinas que costumam aparecer no curso de Fisioterapia:

  • Anatomia
  • Biologia Celular e Molecular
  • Biomecânica do Movimento Humano
  • Cinesiologia Clínica
  • Controle Neural do Movimento
  • Desenvolvimento Humano
  • Farmacologia
  • Fisiologia Humana
  • Fisioterapia Aplicada à Ginecologia Obstetrícia e Urologia
  • Fisioterapia Dermatofuncional
  • Fisioterapia em: Geriatria Neurologia Pediatria Pneumologia Terapia Intensiva
  • Genética
  • Hidroterapia Termoterapia Eletroterapia Fototerapia
  • Histologia e Embriologia
  • Imagenologia Aplicada à Fisioterapia
  • Métodos de Avaliação Clínica e Funcional
  • Neurofisiologia
  • Patologia Geral
  • Prótese e Órteses
  • Psicologia

Perfil do profissional

Um dos principais requisitos para quem se forma no curso de Fisioterapia é gostar de lidar com pessoas pois o contato humano é um dos fundamentos desta profissão. Seu público pode ser de crianças adultos e idosos com as mais diferentes necessidades.

O profissional deve ter conhecimento técnico e desenvolver a sensibilidade para identificar os distúrbios do movimento de seu paciente indicar o tratamento adequado e acompanhar seu progresso.

Além das ações de prevenção e proteção dos pacientes o fisioterapeuta estará muitas vezes envolvido em ações de reabilitação. Estas requerem do profissional paciência e perseverança pois nem sempre os resultados são rápidos. Por isso é preciso saber lidar com a ansiedade e as expectativas dos pacientes.

Mercado de trabalho

Para quem se forma em Fisioterapia as oportunidades de trabalho podem estar nas cidades de médio e pequeno porte que ainda não contam com um grande número de profissionais. As áreas de atuação consideradas tradicionais são a Fisioterapia Respiratória Ortopédica e Neurológica.

O mercado também se mostra promissor para os profissionais que depois de formados fazem uma especialização. Atualmente o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) reconhece as seguintes especialidades:

  • Acupuntura
  • Fisioterapia Aquática
  • Fisioterapia Dermatofuncional
  • Fisioterapia Esportiva
  • Fisioterapia do Trabalho
  • Fisioterapia Neurofuncional
  • Fisioterapia em Oncologia
  • Fisioterapia Respiratória
  • Fisioterapia Traumato-Ortopédica
  • Fisioterapia em Osteopatia
  • Fisioterapia em Quiropraxia
  • Fisioterapia em Saúde da Mulher
  • Fisioterapia em Terapia Intensiva

Nos últimos anos um dos mercados de maior crescimento é o da Fisioterapia Dermatofuncional. Além disso o profissional pode encontrar trabalhos em unidades de tratamento intensivo (UTIs) de hospitais postos de saúde centros de reabilitação clínicas e terapias domiciliares. Na área esportiva as oportunidades podem estar em clubes profissionais escolas e academias de ginástica.

 

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sinal da fóvea

sinal da fóvea

O sinal da fóvea é um teste clínico provocativo utilizado para especificar a causa da dor no punho no lado ulnar. Ele é particularmente útil em pacientes sintomáticos que não apresentam evidências claras de patologia no punho e que continuam a sofrer dor apesar de intervenções não cirúrgicas. Nesses casos, o teste pode indicar a necessidade de artroscopia do punho como exame seguinte.

Propósito e aplicação do sinal da fóvea

O sinal da fóvea ulnar é indicativo de ruptura foveal dos ligamentos radioulnares distais e lesões do ligamento ulnotriquetral. O teste examina a presença ou ausência de ruptura da fóvea ulnar, sendo uma ferramenta importante no exame objetivo de pacientes com queixas no lado ulnar do punho. Ele não é útil em pacientes que apresentam dor global no punho.

Em um estudo de validação, o sinal da fóvea ulnar demonstrou alta sensibilidade e especificidade. Para localizar ruptura foveal e lesões ligamentares ulnotriquetrais, o teste foi 95% sensível e 87% específico. Na detecção de rupturas de divisão longitudinal do ligamento ulnotriquetral, a sensibilidade foi de 90% e a especificidade de 88%.

Anatomia relevante

A fóvea está situada entre o processo estiloide ulnar e o tendão flexor ulnar do carpo. As estruturas ligamentares nessa região, quando o antebraço está em posição neutra, formam as inserções foveais dos ligamentos conjugados palmar e radioulnar dorsal e os ligamentos ulnocarpo.

Técnica do sinal da fóvea

Para realizar o teste, o paciente fica de frente para o terapeuta com o cotovelo apoiado em uma mesa ou pedestal. O cotovelo deve estar em 90° a 110° de flexão, com o antebraço e o punho em posição neutra. O polegar do terapeuta é pressionado profundamente no espaço mole entre o processo estilóide ulnar e o tendão flexor ulnar do carpo distalmente, entre a superfície palmar da cabeça ulnar e o pisiforme.

Um sinal da fóvea ulnar positivo é caracterizado por dor que pode fazer o paciente fazer uma careta durante o teste. A gravidade da dor reproduz os distúrbios do paciente. Após obter um sinal positivo, a estabilidade da articulação radioulnar distal deve ser identificada. A estabilidade está intacta quando as superfícies articulares são congruentes e os ligamentos radioulnares estão fortes e fixos. Uma radiografia ou tomografia computadorizada pode identificar a extensão da lesão e a área de instabilidade.

Um exame completo do punho deve ser realizado em conjunto com o teste do sinal da fóvea em casos de dor no punho no lado ulnar. Os componentes objetivos devem incluir força ativa em todos os movimentos funcionais, força de preensão e amplitude de movimento do punho, além de pronação e supinação do antebraço.

Diagnóstico diferencial

Quando um sinal positivo da fóvea ulnar é estabelecido, há duas condições possíveis: ruptura longitudinal do ligamento ulnotriquetral e ruptura foveal. A diferença entre elas é feita clinicamente, radiograficamente ou por tomografia computadorizada. Um teste positivo com articulação do ligamento radioulnar dorsal instável sugere ruptura longitudinal do ligamento ulnotriquetral. Já um teste positivo com articulação do ligamento radioulnar dorsal estável indica ruptura foveal como diagnóstico provável.

Mecanismo de lesão

O mecanismo de lesão foveal envolve tração excessiva dos ligamentos ulnocarpais, provocada por extensão hiper-radial ou hiperextensão do punho em combinação com carga axial e/ou rotação do antebraço. Esse mecanismo transmite forças para a região da fóvea. Quando o ligamento ulnotriquetral sofre tração extrema, a inserção estilóide ulnar se rompe antes que a inserção foveal o faça.

O domínio de testes especiais como o sinal da fóvea é essencial para o raciocínio clínico em terapia manual. Curso de Terapia Manual

Considerações finais

O sinal da fóvea é um teste clínico valioso para a avaliação da dor ulnar no punho, com alta sensibilidade e especificidade para lesões ligamentares específicas. Sua correta execução e interpretação, aliada a um exame completo, auxilia o fisioterapeuta na tomada de decisão clínica e no encaminhamento adequado para exames complementares, como a artroscopia.

Perguntas frequentes

O que é o sinal da fóvea?

O sinal da fóvea é um teste clínico provocativo usado para especificar a causa da dor no punho no lado ulnar, indicando ruptura foveal dos ligamentos radioulnares distais ou lesões do ligamento ulnotriquetral.

Como é realizada a técnica do sinal da fóvea?

O paciente fica com o cotovelo apoiado em 90° a 110° de flexão, antebraço e punho neutros. O terapeuta pressiona o polegar no espaço entre o processo estilóide ulnar e o tendão flexor ulnar do carpo, distalmente entre a cabeça ulnar e o pisiforme.

Qual a sensibilidade e especificidade do sinal da fóvea?

Para ruptura foveal e lesões ligamentares ulnotriquetrais, a sensibilidade é de 95% e a especificidade de 87%. Para rupturas longitudinais do ligamento ulnotriquetral, a sensibilidade é de 90% e a especificidade de 88%.

Quais diagnósticos diferenciais são considerados com o sinal da fóvea positivo?

Um sinal positivo pode indicar ruptura longitudinal do ligamento ulnotriquetral (se houver instabilidade radioulnar dorsal) ou ruptura foveal (se a articulação radioulnar dorsal estiver estável).