Eficácia da desativação dos pontos-gatilho miofasciais para o controle do zumbido

Desativação de pontos-gatilho miofasciais no tratamento do zumbido

Eficácia da desativação dos pontos-gatilho miofasciais para o controle do zumbido

Carina Bezerra RochaI; Tanit Ganz SanchezII

IPhD (Fisioterapeuta)
IIProfessora Livre-Docente (Professora Associada da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP)


RESUMO

Dor crônica nas imediações do ouvido pode influenciar o zumbido.
OBJETIVO: Investigar a eficácia da desativação de pontos-gatilho miofasciais na melhora do zumbido.
MÉTODO: Ensaio clínico randomizado com 71 pacientes com zumbido e síndrome dolorosa miofascial. O Grupo Experimental (n = 37) foi submetido a 10 sessões de desativação dos pontos-gatilho miofasciais e o Grupo Controle (n = 34), a 10 sessões de desativação placebo.
RESULTADOS: O tratamento do Grupo Experimental foi eficaz para o controle do zumbido (p < 0,001). Houve associação entre as melhoras de dor e zumbido (p = 0,013) e entre os lados da orelha com pior zumbido e do corpo com mais dor (p < 0,001). A presença de modulação (aumento ou diminuição) temporária do zumbido durante a palpação inicial dos pontos foi frequente em ambos os grupos, mas a diminuição temporária foi associada à melhora persistente do zumbido ao fim do tratamento (p = 0,002).
CONCLUSÃO: Além da avaliação médica e audiológica, os pacientes com zumbido devem ser avaliados para: 1) presença de dor miofascial próxima à orelha; 2) lateralidade entre ambos os sintomas; 3) diminuição temporária do zumbido durante a palpação do músculo dolorido. O tratamento deste subgrupo de pacientes pode ter melhor prognóstico que os demais.

Palavras-chave: ensaio clínico, síndromes da dor miofascial, zumbido.


INTRODUÇÃO

Zumbido é a percepção de som no ouvido ou na cabeça na ausência de sons externos, que ocorre em 10% a 15% da população adulta do mundo1. O início do zumbido pode ser associado a distúrbios do sistema auditivo e outros fora dele. Portanto, a associação entre zumbido e dor tem sido discutida em vários periódicos médicos recentemente2-4. Além disso, alguns relatos de caso sugerem associação entre zumbido e pontos de gatilho miofasciais (GMF)5-8.

GMF são pequenas áreas hipersensíveis localizadas em faixas mais endurecidas e palpáveis de músculo esquelético (músculo, fáscia ou tendão), que podem estar presentes ou não em indivíduos sem dor, mas que estão sempre presentes em indivíduos com síndrome da dor miofascial9. Espontaneamente ou sob estimulação mecânica, os GMF causam dor local e referida com um padrão bem definido para cada músculo10. Nossa experiência clínica prévia nos mostrou que os pacientes sofrendo de síndrome de dor miofascial em regiões da cabeça e pescoço também queixam de zumbido. Após a desativação dos GMF através de pressão digital, os pacientes comumente relatam alívio total ou parcial do zumbido, em alguns casos.

Após tal evidência clínica, fizemos um estudo caso-controle prévio e descobrimos que pacientes com zumbido têm cinco vezes maior propensão de terem GMF, e três vezes maior probabilidade de se queixarem de dor miofascial quando comparados a indivíduos sem sintomas. Além disso, 55,9% dos pacientes foram capazes de modular a sonoridade ou o tom do zumbido sob palpação dos GMF4. Tais pacientes foram rotulados como tendo zumbido somatossensorial.

Juntamente com nossas experiências prévias, nasceu um crescente interesse em zumbido somatossensorial, que começou a ser estudado a partir do ponto de vista de conexões neurais entre os sistemas auditivo e somatossensorial4. Mais do que esperado, descobriu-se que o zumbido era provocado ou modulado por estímulos advindos do sistema somatossensorial, semelhante àqueles que aconteciam sob palpação dos GMF4, contração muscular forçada da cabeça, pescoço e membros11,12 e estímulos cutâneos de regiões da mão e pontas dos dedos13.

Alguns estudos já se concentraram nos métodos de avaliação para o zumbido somatossensorial, mas parece ainda faltar pesquisas sobre o tratamento14. Assim, o objetivo desse trabalho é avaliar a eficácia da desativação dos GMF para o alívio do zumbido em pacientes com síndrome de dor miofascial por meio (i) de investigação sobre se o alívio do zumbido estaria associado ao alívio da dor; (ii) avaliação da localização e lateralidade de ambos os sintomas e (iii) investigação sobre se pacientes que modulam o zumbido têm melhor prognóstico após desativação dos GMF.

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Prefeitura de Bento Gonçalves – RS abre inscrições para Concurso com mais de 100 vagas

Concurso Público em Bento Gonçalves/RS oferece mais de 100 vagas

 

A Prefeitura de Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, divulgou a realização de um novo Concurso Público.

As vagas do certame estão distribuídas de acordo com os seguintes níveis de escolaridade:

  • Nível Fundamental Completo e Incompleto: Auxiliar de Serviços de Obras (2); Eletricista (1); Motorista (1); Motorista de Ambulância (CR); Operador de Máquina (2); Servente (CR); Auxiliar Administrativo (5); Higienizador (2); e Mecânico (CR).
  • Nível Médio Completo e Incompleto: Auxiliar de Odontologia (1); Agente Municipal de Trânsito (5); Agente Tributário (1); Assessor Administrativo (2); Auxiliar de Educação Infantil (16); Auxiliar de Farmácia (1); Cuidador (5); Educador Social (2); Fiscal de Obras e Posturas (1); Fiscal do Meio Ambiente (1); Fiscal Sanitário (1); Fiscal Tributário (1); Técnico Tributário (1); e Tesoureiro (CR).
  • Nível Técnico: Fiscal Epidemiológico (CR); Técnico em Contabilidade (CR); Técnico em Enfermagem (2); Técnico em Informática (1); Técnico em Radiologia (CR); Técnico em Segurança do Trabalho (1); Técnico em Turismo (CR); e Topógrafo (CR).
  • Nível Superior: Advogado (CR); Analista de Sistemas e Programas (1); Arquiteto (1); Assistente Social (1); Auditor de Tributos Municipais (1); Biblioteconomista (CR); Biólogo (CR); Bioquímico (CR); Contador (1); Educador de Escola Infantil (1); Enfermeiro (2); Enfermeiro do Trabalho (CR); Engenheiro Agrônomo (CR); Engenheiro Ambiental (CR); Engenheiro Civil (1); Engenheiro Químico (CR); Farmacêutico (CR); Fisioterapeuta (CR); Fonoaudiólogo (CR); Geólogo (CR); Gestor Público (CR); Médico nas especialidades de Anestesista (1); Cardiologista (1); Cirurgião Geral (1); Clínica Médica (2); Dermatologista (1); do Trabalho (1); Endocrinologista (CR); Gastroenterologista (CR); Geral Comunitário (7); Ginecologista/Obstetra (2); Infectologista (CR); Neurologista (1); Oftalmologista (1); Ortopedista/Traumatologista (3); Otorrinolaringologista (1); Pediatra (2); Pneumologista (1); Psiquiatra (1); Radiologista (1); Urologista (1); Museólogo (CR); Nutricionista (1); Odontólogo (1); Orientador Educacional (1); Professor de Anos Finais nas disciplinas de Artes (1); Ciências (1); Educação Física (1); Geografia (1); História (1); Inglês (1); Matemática (1); Português (1); Anos Iniciais (1); Anos Iniciais – Educação Física (1); Psicólogo (2); Publicitário (CR); Supervisor Escolar (1); e Terapeuta Ocupacional (1).

As jornadas dos profissionais serão desempenhadas em até 40 horas, e os salários variam de R$ 809,39 a R$ 4.678,07.

Os interessados devem se inscrever no site www.fdrh.rs.gov.br, até 28 de abril de 2016. As taxas custam R$ 50,00, R$ 70,00 e R$ 100,00 e o pagamento deve ser efetuado via boleto bancário.

A classificação dos candidatos ocorre por meio de Provas Objetivas, de Títulos e Prática

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Taping: tipos, aplicações e evidências na fisioterapia

Taping: tipos, aplicações e evidências na fisioterapia

Introdução

A taping é comumente usada por fisioterapeutas para:

alivie sua dor
melhorar a estabilidade da articulação
aumentar a confiança do atleta
reduzir a recorrência de lesões
prevenir ferimentos

Existem diferentes tipos de taping que podem ser utilizados:

A taping de cintagem rígida comumente usada em bandas ou cintas é freqüentemente referida como “taping esportiva” ou “taping atlética” e é mais frequentemente um estilo rígido de taping de cintagem.
A taping de cintagem elástica também pode ser usada quando menos rigidez ou suporte são necessários.
A taping cinesiológica é uma versão aprimorada da fita elástica esportiva que atua para auxiliar dinamicamente a função muscular.

taping como aplicar

A taping pode ser usada para:

estabilizar ou apoiar uma lesão
aliviar a dor descarregando estruturas vulneráveis ​​ou doloridas
facilitar o movimento normal, a ação muscular ou os padrões posturais.
Tipos de gravação
Kinesio Taping


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Teste de Yeoman

Bandagem elástica: descubra para que serve esse acessório


Kinesiology taping (KT) é uma ferramenta terapêutica e tem se tornado cada vez mais popular na arena esportiva. A fita adesiva tem sido usada há muito tempo para a prevenção e tratamento de lesões esportivas. KT não é usado apenas para lesões esportivas, mas para uma variedade de outras condições. Foi desenvolvido pelo quiroprático japonês na década de 1970 com a intenção de aliviar a dor [1] e melhorar a cicatrização dos tecidos moles [2]. Existem muitos benefícios propostos para KT, incluindo: facilitação proprioceptiva; fadiga muscular reduzida; facilitação muscular; redução da dor muscular de início tardio; inibição da dor; cura intensificada, como redução do edema e melhora da drenagem linfática e do fluxo sanguíneo [3].

Mulligan Taping

A Mobilização com Movimento (MWM) desenvolvida por Brian Mulligan FNZSP (Hon) da Nova Zelândia é reconhecida mundialmente em abordagens de terapia manual. Seu conceito é a aplicação de deslizamento articular acessório aplicado manualmente com movimento ativo sem dor concomitante. Durante o desenvolvimento dos MWMs, Brian Mulligan descobriu que o tratamento em alguns pacientes foi aprimorado quando ele utilizou a fita adesiva para complementar as forças direcionais fornecidas após a sessão de tratamento com MWM. A bandagem é aplicada em direções que complementam a força passiva MWM aplicada a uma articulação ou tecido mole.

McConnell Taping

A bandagem McConnell (também conhecida como bandagem patelar) é frequentemente usada para tratar pacientes com dor anterior do joelho, mais especificamente com pacientes com condromalácia patelar e síndrome da dor patelofemoral [4]. A fita corrige o rastreamento da patela dentro do sulco patelar medializando a patela. A técnica também alonga os tecidos moles laterais e fortalece o vasto medial oblíquo [5].

Referências

  1. Liu YH, Chen SM, Lin CH, Huang CI, Sun YN. Rastreamento de movimento no tecido do cotovelo a partir da sequência de imagens ultrassônicas para pacientes com epicondilite alteral. Procedimentos da 29ª Conferência Internacional Anual do IEEE EMBS Cite Interbationale, Lyon, França, 2007.
  2. Kahanov L. Kinesio taping, Part 1: Uma visão geral de seu uso em atletas.Athletic Therapy Today 2007; 12: 17-18.
  3. Basset KT, Lingman SA, Ellis RF. O uso e a eficácia do tratamento com bandagem cinestésica para doenças musculoesqueléticas: uma revisão sistemática. New Zealand Journal of Physiotherapy 2010; 38 (2): 56-62.
  4. Derasari A. et al. A bandagem de McConnell desloca a patela inferiormente em pacientes com dor patelofemoral: um estudo de imagem por ressonância magnética dinâmica. Jornal da associação americana de fisioterapia. Março de 2010. 90 (3): 411-419
  5. Naoko Aminaka e Phillip A Gribble; Uma revisão sistemática dos efeitos da bandagem terapêutica na síndrome da dor femoropatelar; Jornal de treinamento atlético; 2005 out – dez; 40 (4): 341-351

Confira um artigo sobre a taping

Evidência preliminar de que a taping não otimiza o acoplamento das articulações do pé e tornozelo em pacientes com instabilidade crônica do tornozelo.

Objetivo:

O movimento pé-tornozelo é afetado pela instabilidade crônica do tornozelo (IAC) em termos de cinemática alterada. Este estudo centra-se na multissegmentar pé-tornozelo movimento e junta de acoplamento em descalço e CAI gravadas pacientes durante os três subfases de postura em correr.

MÉTODOS:

Os dados do movimento segmentar do pé de 12 controles e 15 participantes do CAI durante a corrida com um padrão de golpe de calcanhar foram coletados por meio da análise da marcha. Os participantes do CAI realizaram testes de corrida em três condições, corrida descalça e corrida com alta e baixa concentração de corante. As variáveis ​​dependentes foram a amplitude de movimento (RoM) ocorrendo nos diferentes ângulos intersegmentos, bem como os coeficientes de correlação cruzada entre segmentos predeterminados.

RESULTADOS:

Não houve diferenças significativas de RoM para corrida descalça entre pacientes com CAI e controles. Em condições com taping, as duas primeiras subfases mostraram apenas alterações de RoM no mediopé sem redução aparente de RoM em comparação com a condição CAI descalço. Na última subfase, houve redução limitada de RoM no meio e no retropé. Os coeficientes de correlação cruzada destacaram uma tendência para um acoplamento articular mais fraco na condição CAI descalço em comparação com os controles. O acoplamento da junta nas condições CAI gravadas não mostrou otimização em comparação com a condição CAI descalço.

CONCLUSÕES:

A RoM não foi significativamente alterada para corrida descalça entre pacientes com CAI e controles. Em condições com taping, não houve tendência distinta para valores de RoM médios mais baixos devido às restrições mecânicas da taping. O acoplamento da articulação em pacientes com CAI não foi otimizado por bandagem.

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Espirometria: Guia Completo para Fisioterapeutas

Espirometria: Guia Completo para Fisioterapeutas

Descrição

Spirometry1.jpg EspirometriaIr para: navegação, pesquisa 300px Spirometry1

A espirometria é um dos testes de função pulmonar ; são investigações úteis no manejo de pacientes com doença respiratória ou fraqueza respiratória secundária a comprometimento neurológico. Eles auxiliam no diagnóstico, ajudam a monitorar a resposta ao tratamento e podem orientar as decisões sobre tratamentos e intervenções adicionais. [1] A espirometria pode medir todos os volumes pulmonares, exceto o volume residual.

Indicação

  • Investigação de pacientes com sintomas/sinais/investigações que sugiram doença pulmonar (por exemplo, tosse, sibilos, falta de ar, crepitações ou anormal )
  • Monitorar pacientes com doença pulmonar conhecida quanto à progressão e resposta ao tratamento (por exemplo , fibrose intersticial , DPOC , asma ou )
  • Investigação de pacientes com doenças que podem ter complicações respiratórias (por exemplo, distúrbios do tecido conjuntivo ou doenças neuromusculares)
  • Avaliação pré-operatória prévia à ressecção pulmonar, cirurgia abdominal ou cirurgia cardiotorácica.
  • Avaliar pacientes em risco de doenças pulmonares (por exemplo, exposição a toxinas pulmonares, como radiação, medicação ou exposição ambiental ou ocupacional)
  • Vigilância após transplante de pulmão para avaliar rejeição aguda, infecção ou bronquiolite obliterante [1]

Contra-indicações

  • Aneurisma
  • Hemoptise de origem desconhecida
  • Pneumotórax
  • Estado cardiovascular instável, infarto do miocárdio recente ou
  • Distúrbios agudos que afetam o desempenho do teste, como náusea ou vômito
  • Procedimentos cirúrgicos torácicos ou abdominais recentes
  • Cirurgia ocular
  • Derrame pleural
  • Pós-MI. [1] [2] [3]

Protocolo

Calibração

Antes de realizar a espirometria, o equipamento utilizado deve ser calibrado, ou pelo menos a calibração verificada no início da sessão. Os procedimentos de calibração diferem entre os dispositivos. Leia as instruções associadas ao seu espirômetro para obter mais informações. Alguns medidores precisam ser devolvidos ao fabricante para reparo se a calibração estiver incorreta. É uma boa prática que os valores espirométricos sejam verificados semanalmente usando um controle biológico (uma pessoa saudável trabalhando em sua equipe). [3]

Posicionamento do paciente

A postura correta de medição é a seguinte:

  • Sentado na posição vertical: há uma diferença na quantidade de ar que o paciente pode exalar da posição sentada em comparação com a posição em pé, desde que esteja sentado em linha reta e não haja restrições [4] e a posição em pé é melhor que a deitada mentindo [5]
  • Pés apoiados no chão com as pernas descruzadas: não há uso dos músculos abdominais para a posição das pernas.
  • Afrouxe roupas apertadas
  • Dentaduras normalmente deixadas: é melhor ter alguma estrutura na área da boca, a menos que as dentaduras estejam muito soltas.
  • Use uma cadeira com braços: ao expirar ao máximo, os pacientes podem ficar tontos e possivelmente oscilar ou desmaiar.

No ambiente hospitalar, pode ser impossível para o paciente sentar em uma cadeira, portanto, a posição do paciente (geralmente em decúbito dorsal) deve ser a mesma e documentada para testes futuros. [3]

Técnica

Existem várias técnicas diferentes para realizar a espirometria. No entanto, mais comumente o paciente inspira profundamente, o mais forte possível, e sopra o mais forte e rápido possível e continua até que não haja mais ar. O PEF é obtido a partir da manobra FEV1 e FVC.

O incentivo faz uma grande diferença, então não tenha medo de levantar a voz para encorajar o paciente, principalmente perto do final da manobra. O paciente precisa continuar soprando até que não saia mais ar. Alguns pacientes, particularmente aqueles com doença obstrutiva, podem achar difícil expirar completamente em uma manobra forçada. [3]

Qualidade

Uma manobra aceitável é definida como segue:

  • Um início explosivo (sem hesitação ou curva sigmóide) com um volume de retroextrapolação [1]
  • A manobra foi realizada com inspiração e expiração máximas.
  • Não ocorreu fechamento da glote ou interrupção do fluxo aéreo durante a manobra (por exemplo, por hesitação ou bloqueio do bocal).
  • Sem tosse (principalmente durante o primeiro segundo), inspirações durante o rastreamento ou evidência de vazamentos.

O melhor VEF 1 e CVF podem ser obtidos em diferentes manobras.

Pode haver problemas de reprodutibilidade: a expiração forçada pode causar broncoconstrição, portanto, deve haver ≥30 segundos entre as manobras. Para alguns pacientes, particularmente asmáticos, podem ser necessários vários minutos. [3]

Definições de medição [3]

Volume expiratório forçado em um segundo (VEF 1 ) O volume de ar que é exalado à força após inspiração completa no primeiro segundo.
Capacidade vital forçada (CVF) O volume de ar que é exalado à força após inspiração completa.
A proporção dos dois volumes (VEF1/CVF) Este cálculo permite a identificação de defeitos ventilatórios obstrutivos ou restritivos. FEV1/FVC 70% onde a FVC é mais reduzida do que o FEV1 é visto na patologia restritiva.
Capacidade vital (VC) A quantidade máxima de ar que pode ser exalada ao soprar o mais rápido possível
Pico de fluxo expiratório (PFE) O fluxo máximo que pode ser exalado ao soprar a uma taxa constante

Referências

  1. ↑ 1,0 1,1 1,2 1,3 Ranu, H., Wilde, M., & Madden, B. (2011). Testes de Função Pulmonar. The Ulster Medical Journal ,  80 (2), 84-90.
  2. ↑ Cooper BG Uma atualização sobre as contraindicações para testes de função pulmonar Thorax 2011;66:714-723.
  3. ↑ 3,0 3,1 3,2 3,3 3,4 3,5 Moore VC. Espirometria: passo a passo. Respirar. 1 de março de 2012;8(3):232-40.
  4. ↑ Patel AK, Thakar HM. Valores espirométricos na posição sentada, em pé e supina. J Pulm Pulm Respir Res. 2015; 2(1): 00026. DOI: 10.15406/jlprr.2015.02.00026
  5. ↑ Melam G, Buragadda S, Alhusaini A, Alghamdi M, Alghamdi M, Kaushal P. Efeito de diferentes posições nas medições de CVF e VEF1 de pacientes asmáticos. Jornal da ciência da fisioterapia.2014; 26(4) 591-593. 10.1589/jpts.26.591.

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Papel dos Fisioterapeutas na UTI

Papel dos Fisioterapeutas na UTI

Introdução

Cuidados críticos são os cuidados especializados de pacientes cujas condições ameaçam a vida e que requerem atenção integral e monitoramento constante, geralmente em unidades de terapia intensiva (UTI).

Pacientes críticos frequentemente sofrem complicações físicas e psicológicas de longo prazo. Eles estão em ventilação mecânica de longo prazo e, como resultado, 25% apresentam fraqueza muscular significativa e aproximadamente 90% dos sobreviventes de UTI de longo prazo terão fraqueza muscular contínua. Permanências prolongadas na unidade de terapia intensiva também estão associadas a qualidade de vida prejudicada, declínio funcional e aumento da morbidade, mortalidade, custo dos cuidados e tempo de internação hospitalar. [1]

Portanto, eles exigem uma equipe multidisciplinar em cuidados intensivos, que é exclusivamente qualificada com habilidades e conhecimentos para trabalhar com a avaliação e manejo de complicações respiratórias, descondicionamento físico e condições neuromusculares e musculoesqueléticas.

O tratamento fisioterapêutico como parte de uma abordagem multidisciplinar do cuidado é integral na promoção da função pulmonar, reduzindo a incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica, facilitando o desmame e promovendo alta segura e precoce da unidade de terapia intensiva.

Fisioterapia Reabilitação em UTI

A fisioterapia é uma intervenção importante que previne e atenua os efeitos adversos do repouso prolongado no leito e ventilação mecânica durante a doença crítica. A reabilitação fornecida pelo fisioterapeuta é adaptada às necessidades do paciente e depende do estado de consciência, estado psicológico e força física do paciente. Incorpora qualquer terapia ativa e passiva que promova o movimento e inclua a mobilização. A fisioterapia progressiva precoce, com foco na mobilidade e na marcha ventilada, é essencial para minimizar o declínio funcional.

Efeitos adversos da permanência na UTI:

  • Inatividade física levando a atrofia muscular e fraqueza generalizada
  • Fraqueza diafragmática devido à ventilação mecânica prolongada
  • Úlceras de Pressão
  • função cardíaca e respiratória comprometida
  • trombose venosa profunda
  • infecções

O fisioterapeuta trabalha para manter e melhorar as funções respiratórias e cardíacas e posteriormente auxiliar na reabilitação.

Metas de curto prazo:

  • Atividade precoce – Tanto passiva quanto ativa para manter a integridade do sistema musculoesquelético
  • Posicionamento de pacientes: Para permitir que a gravidade ajude a drenagem do escarro dos pulmões.
  • Técnicas manuais, como agitação e vibrações: são aplicadas nas costelas para tentar soltar e limpar o escarro.
  • Sucção: Colocando um pequeno tubo nos pulmões para sugar o excesso de escarro.
  • Eles desempenham um papel vital no desmame de um paciente da ventilação.

Objetivos de longo prazo:

  • Eles planejam um extenso programa de reabilitação para integrar e reiniciar o paciente na sociedade.
  • Eles estabelecem metas em conjunto com a equipe médica para reabilitar o paciente.

As metas de reabilitação são estabelecidas em comunicação com o paciente, família do paciente e equipe médica e são divididas em curto, médio ou longo prazo e mudam ao longo da recuperação do paciente de uma doença crítica. Eles podem ser tanto físicos quanto psicológicos, mas estão preocupados com as necessidades funcionais do paciente. As metas precisarão ser alcançáveis ​​e baseadas em uma avaliação regular do paciente das consequências físicas e não físicas da doença crítica ao longo de sua recuperação e mudar de acordo com o progresso. [2]

Técnicas de fisioterapia em UTI

Fisioterapia Respiratória:

O papel do fisioterapeuta respiratório é auxiliar na desobstrução das vias aéreas dos pacientes, mantendo e melhorando a integridade do sistema respiratório. As intervenções de tratamento incluem:

  • Posicionamento,
  • Educação,
  • Hiperinsuflação manual e ventilatória,
  • Desmame da ventilação mecânica,
  • Ventilação não invasiva,
  • Percussão, vibração, sucção,
  • Fortalecimento dos músculos respiratórios,
  • Exercícios respiratórios e mobilização [3]

Reabilitação

A Mobilização Precoce com foco no retorno às atividades funcionais auxilia na redução do tempo de internação e minimiza o declínio funcional.

As metas são mapeadas com base no estado físico e psicológico do paciente. Durante sua permanência na unidade de terapia intensiva, os fisioterapeutas devem realizar uma breve avaliação clínica

  • determinar o risco do paciente de desenvolver morbidade física e não física.
  • para identificar suas necessidades atuais de reabilitação
  • Para pacientes em risco, iniciar a reabilitação o mais cedo possível clinicamente, que deve incluir:
  1. Medidas para prevenir a morbidade física e não física evitável,
  2. Suporte nutricional
  3. Um programa de reabilitação individualizado e estruturado com revisões de acompanhamento frequentes. Os detalhes do programa de reabilitação estruturado e as revisões devem ser coletados e documentados nos registros clínicos do paciente. [4]

Impacto da Fisioterapia

A intervenção precoce de fisioterapeutas na UTI ajuda

  • Reduza a permanência do paciente na UTI e a permanência hospitalar geral.
  • Prevenir complicações relacionadas à UTI
  • Para melhorar a função e a qualidade de vida a longo prazo [5]

Estudos mostraram que a intervenção da Fisioterapia em Cuidados Intensivos ajudou a reduzir a taxa de mortalidade em 25%. [6]

Referências

  1. ↑ Chartered Society of Physiotherapy, Fisioterapia funciona: cuidados intensivos. Acessado em 06/02/19↑ Rahimi RA, Skrzat J, Reddy DR, Zanni JM, Fan E, Stephens RS, Needham DM. Fisioterapia. 1 de fevereiro de 2013;93(2):248-55.
  2. ↑ Denehy L, Berney S. Revisões de Fisioterapia. 2006;11(1):49.
  3. ↑ Diretriz clínica NICE 83 Desenvolvido pelo Center for Clinical Practice at NICE Data de publicação:  
  4. ↑ ↑ Tomasi CD, Figueiredo F, Constantino L, Grandi R, Topanotti MFL, Giombelli V, Dal-Pizzol F, Ritter C. Efeito benéfico da fisioterapia respiratória em pacientes críticos ventilados por mais de 48 horas: Um ensaio clínico randomizado. Medicina Intensiva. Conferência 23º Congresso Anual da Sociedade Europeia de Medicina Intensiva, ESICM Barcelona Espanha. Data de publicação: setembro de 2010.

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Anatomia dos Pulmões: Estrutura, Pleura e Relevância Clínica

Anatomia dos Pulmões: Estrutura, Pleura e Relevância Clínica

Introduction and Location

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The lungs, which is the organ for respiration is a paired cone shaped organs lying in the thoracic cavity separated from each other by the heart and other structures in the mediastinum.

Each lung has a base resting on the diaphragm and an apex extending superiorly to a point approximately 2.5 cm superior to the clavicle[1]. It also has a medial surface and with three borders- anterior, posterior and inferior. The broad coastal surface of the lungs is pressed against the rib cage, while the smaller mediastinal surface faces medially. The lungs receives the bronchus, blood vessels, lymphatic vessels and nerves through a slit in the mediastinal surface called the helium, and the structures entering the helium constitutes the lungs root[2].

The right lung is larger and weighs more than the left lung[3][2]. Since the heart tilts to the left, the left lung is smaller than the right and has an indentation called the cardiac impression to accommodate the heart. This indentation shapes the inferior and anterior parts of the superior lobe into a thin tongue-like process called the lingual.

Pleura

Each lung is invested by and enclosed in a serous pleural sac that consists of two continuous membranes.

The visceral or pulmonary pleura invest the lungs,

The parietal pleura line the pulmonary cavities and adhere to the thoracic wall, mediastinum and diaphragm.

Lung pleura.jpg

The parietal pleura consist of four parts: coastal pleura which lines the internal surface of the thoracic wall, mediastinal pleura which lines the lateral aspect of the mediastinum, diaphragmatic pleura which lines the superior surface of the diaphragm on each side of the mediastinum, cervical pleura extends through the superior thoracic aperture into the root of the neck, forming a cup-shaped dome over the apex of the lung[2].

Pleural Cavity

The pleural cavity is the potential space between the visceral and parietal layers of the pleural and it contains a capillary layer of serous pleural fluid which lubricates the pleural surfaces and allows the layers to slide smoothly over each other during respiration. Surface tension created by the pleural cavity provides the cohesion that keeps the lung surface in contact with the thoracic wall[1].  

Lobes and Fissures of the Lungs

Lung Lobes.jpg

Each lung is divided into lobes by fissures.

Both lungs have oblique fissure and the right is further divided by a transverse fissure. The oblique fissure in the left lung separates the superior and the inferior lobe. The oblique and horizontal fissure divides the lungs into superior, middle and inferior lobes. Thus the right lung has three lobes while the left has two.

Each lobe is supplied by a lobar bronchus. The lobes are subdivided by bronchopulmonary segments which are supplied by the segmental bronchi.

Bronchial Tree

All the respiratory passages from the trachea to the respiratory bronchioles are called the tracheobronchial tree[1][2][3]. The trachea divides at the sternal angle into right and left primary bronchus which goes into the right and left lungs. Each bronchus enters the lung at a notch called the hilum. Blood vessels and nerves also connect with the lungs here and together with the bronchus forms a region called the root of the lungs.

The right main bronchus is larger in diameter and more vertical making it directly in line with the trachea than the left main bronchus[2]. Thus swallowed objects that accidentally enter the lower respiratory tract are most likely to become lodged in the right main bronchus[4].

Lung anatomy.jpg

The main bronchi divide into lobar or secondary bronchi within each lung. Two lobar bronchi exist in the left lung, and three exist in the right lung. The lobar bronchi, in turn give rise to segmental or tertiary bronchi. The tertiary bronchi supply the bronchopulmonary segments.

Bronchopulomonary Segment

Functionally, the lung is divided into a series of bronchopulmonary segments. The bronchopulmonary segments are the largest subdivision of a lobe. They are separated from adjacent segments by connective tissue septa and are also surgically resectable. They are 10 bronchopulmonary segments in the left lung and 8-10 in the left lung[5].

The bronchi further divides, finally giving rise to the bronchioles which are less than 1mm in diameter. Each bronchioles divides into 50 to 80 terminal bronchioles, the final branches of respiratory bronchioles. The functional unit of the lungs which is the acinus includes the respiratory bronchioles, alveolar ducts, and sacs and the alveolar[1]. Approximately 16 generations of branching occur from the trachea to the terminal bronchioles[1]. As the air passageways of the lungs become smaller, the structure of their walls changes[3].

Histology of Bronchopulomonary Segment

The major airways from the trachea through the ten generations of bronchi have descending amounts of cartilaginous support surrounded by smooth muscles and elastic fibres, they have goblet cells for mucus production and are lined with ciliated columnar epithelium to facilitate secretion clearance.

The next five generation of bronchioles have no cartilage or goblet cells, but still have elastic tissue and smooth muscle fibres. They lined with ciliated cuboidal epithelium. Relaxation and contraction of the smooth muscles of the bronchi and bronchioles can change the diameter of the air passageways and so change the volume of air moving through them. The alveoli provide a large surface area for gas exchange. The alveolar walls consist of simple squamous epithelium. Also the tissues surrounding the alveoli contain elastic fibres which allow the alveoli to expand during inspiration and recoil during expiration.

The epithelium of the respiratory zone is not ciliated but debris from the air can be removed by macrophages that move over the surface of the cells. Approximately 300 million alveoli are in the lungs. The average diameter of the alveoli is approximately 250um and their walls are extremely thin. There are two types of cells in the alveoli: type I pneumocytes which are thin squamous epithelia cells that forms 90% of the alveoli surface. Most of the gas exchange take place between these cells. Type II pneumocytes are round secretory that produce surfactant, which makes it easier for the alveoli to expand during inspiration[5].

The bronchial arteries arising from the aorta provide blood supply to the non-respiratory airways, pleura, and connective tissue while the pulmonary arteries supply the respiratory units (acini) and participate in gas exchange.

Venous drainage is mainly by the pulmonary veins (right and left superior and inferior pulmonary veins), though the venous of drainage from the walls of the larger bronchi is carried out by the bronchial veins. All four veins (pulmonary veins) drain into the left atrium.

Nerves supply[3]

The lungs and airways are innervated by the branches of sympathetic trunk and vagus nerve[2]. Sympathetic nervous stimulation results in bronchodilation and slight vasoconstriction, while parasympathetic nervous system stimulation results in bronchoconstriction and indirect vasodilation. The function of the lungs is controlled through the respiratory centre with groups of neurons located at the pons and the medulla oblongata, and complex interactions of specialized peripheral central chemoreceptors.

Relevance to Physiotherapy[3][4]

Auscultation of the lungs and percussion of the thorax are important techniques used during physical examination. Auscultation assesses airflow through the tracheobronchial tree into the lungs.

Percussion helps establish whether the underlining tissues are air filled (resonant sound), fluid filled (dull sound) or solid (flat sound).

Based on the anatomy of the bronchial tree, gravity can be used to assist the clearance of bronchial secretions through the use of positioning. Also Bronchial disorders such as tumour and abscesses may be localized in a bronchopulmonary segments and may be surgically removed without disrupting the surrounding lung tissue.

Defences of the Lungs

There are a number of structures that protects the lungs from inhaled organisms and particles:

  • Nasal mucosa and hairs: warm and humidify inhaled air and filter out particle.
  • Goblet cell and bronchial seromucous glands: produce mucous which contain immunoglobulin A, cytokines, and other cytolytic substances, with extensive mucosal production of nitric oxide by the nose and paranasal sinuses; all of these have potent antimicrobial activity, to protect underlining tissues and trap organisms and particles. Bacteria are destroyed by lysozyme in the mucus.  Also additional protection against bacteria is contributed by lymphocytes which populate the lamina propria in large numbers. The lamina propria contain large blood vessels that help to warm the air.
  • Furthermore, the inferior concha has an especially large venous plexus called the erectile tissue. Every 30 to 60 minutes, the erectile tissue on one side becomes engorged and restricts air flow through that fossa, causing air to be redirected through the other nostrils and fossa thus allowing the engorged side to time to recover from drying. The flow of air shifts between the right and the left nostrils once or twice each hour.   Mucous production is increased by inflammation (e.g. in conditions like asthma and bronchitis) and its composition can be altered by diseases.
  • Cilia: structures move nucleus up the carina and the throat through mucocilliary transport.   Mucocilliary transport is impaired by inhalation of toxic gases (e,g cigarete smoke and air pollution), acute inflammation, infection, anaesthesia, etc[6].
  • Type II pneumocytes: produces surfactant which protects underlining tissue and repairs damaged alveoli epithelium.
  • Alveoli macrophages: engulfs foreign matter and bacteria. Their activity can be hindered by cigeret smoke, air pollution, alveolar hypoxia, radiation, corticosteroid therapy, and ingestion of alcohol.
  • B lymphocytes: produce gamma globulin for the production of antibodies to resist infections.
  • Polymorphonuclear leukocytes engulf and kill blood borne gram negative organisms.

Respiratory Membrane and Gaseous Exchange

Resources

References

  1. ↑ 1.01.11.21.31.4 Scanlon, VC, anders, T. Essentials of anatomy and physiology. 6th eds. F.A. Davis. Philadelphia, 2011
  2. ↑ 2.02.12.22.32.42.52.6 Drake, RL, Vogl, W, Mitchell, AW, Gray, H. Gray’s anatomy for Students 2nd ed.  Philadelphia : Churchill Livingstone/Elsevier, 2010.
  3. ↑ 3.03.13.23.33.43.5 Moore, KL, Dalley, AF, Agur, AM. Clinically oriented anatomy. 7th ed. Baltimore, MD: Lippincott Williams & Wilkins, 2014
  4. ↑ 4.04.1 Watchie, J. Cardiovascular and pulmonary physical therapy. A Clinical manual. 2nd eds. Saunders Elservier, 2010
  5. ↑ 5.05.1 Seeley, RR, Stephens, TD, Tate, P. Essentials of anatomy and physiology. 6th eds. Mc Graw-Hill, 2006
  6. ↑ Gaga, M, Viginola, AM, Chanez, P. Upper and lower airways: similarities and differences. European Respiratory Journal. 2001; 18: 1-15.

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