Técnicas de Mobilização Articular

Técnicas de Mobilização Articular

Saiba mais sobre as Técnicas de Mobilização Articular

Mobilização Articular

Alívio da Dor Articular versus Rigidez Articular

Os dois principais problemas comuns são:

  • Dor nas articulações
  • Rigidez articular

Estes dois sintomas podem ocorrer isoladamente ou podem ocorrer simultaneamente, o que significa que você pode ter rigidez e dor articulares.

mobilização articular

Quanto o movimento comum é normal?

Para um movimento cheio e sem dor, suas articulações precisam se mover livremente em todas as direções para as quais foram projetadas. Se eles ficam trancados ou restritos em qualquer direção particular, você pode sofrer dor e / ou rigidez.

Felizmente, com a ajuda de um fisioterapeuta habilidoso que entende suas articulações, você pode recuperar rápida e facilmente a amplitude total das articulações e o movimento livre de dor. Para conseguir isso, seu fisioterapeuta irá avaliar qual das suas articulações são:

 

  • Dolorosas (mas movimenta normal)
  • rígidas
  • Dolorosa e rígida
  • Hipermóvel
  • Dolorosa e hipermóvel

O tratamento de mobilização articular varia dependendo da rigidez articular / hipermobilidade e da dor associada ao movimento da articulação. Seu fisioterapeuta especializado é o profissional de saúde ideal treinado para avaliar e tratar sua disfunção articular de forma eficaz.

Quais são técnicas de mobilização articular?

As técnicas de mobilização articular se concentram na obtenção de uma amplitude normal do movimento das articulações sem dor. Quase todas as restrições de movimento podem ser recuperadas por uma técnica articular específica realizada por um fisioterapeuta musculoesquelético experiente. E a boa notícia é … as técnicas de mobilização articular certamente melhoraram ao longo dos anos.


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Por que as articulações se estriam ou bloqueiam?

A rigidez articular ou uma articulação bloqueada podem ser associadas a lesões articulares, musculares, tendíneas e ligamentares. Além disso, as articulações podem bloquear e ficar presas em uma posição aberta ou fechada. Muito parecido com uma porta que não se abre nem se fecha completamente, ela corre em algo e torna-se rígida e / ou dolorosa.

Normalmente, um problema de alinhamento ou controle simples fez com que a articulação se movesse em uma direção estranha e não natural. Como resultado, o método de tratamento conjunto usado para corrigir as articulações trancadas variará de acordo com o diagnóstico do fisioterapeuta.

Após uma avaliação diligente, seu fisioterapeuta irá discutir com você quais técnicas seriam as mais eficazes, seguras e sem dor. Então, eles rapidamente começarão a corrigir seu problema.

Exemplos comuns de técnicas de mobilização articular e alívio da dor podem incluir:

  • Técnicas de Mobilização Articulares (por exemplo, Maitland, Mulligan, técnicas de Kaltenborn)
  • Exercícios de mobilidade (por exemplo, exercícios McKenzie)
  • Técnicas de Energia Mínima (técnicas de reposicionamento de articulação ativa baseadas em osteopáticos)
  • Manipulação Conjunta
  • Técnicas de Tração / Distracção

Confira esse vídeo sobre a Mobilização Articular 

 

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O que é?

A fisioterapia Dermatofuncional é responsável pela avaliação e tratamento de distúrbios de alteração da funcionalidade do sistema tegumentar. Este tipo de fisioterapia tem por objetivo proporcionar um tratamento eficaz e seguro aos pacientes com doenças dermatológicas e problemas estéticos que afetam diretamente a auto-estima. Os efeitos psicoemocionais são mais graves que as alterações físicas que determinada patologia possa ter causado.

Fisioterapia dermatofuncional

A fisioterapia dermatofuncional estuda as reações do homem perante os estímulos corporais recebidos, seja de resultados de alterações patológicas ou psíquicas e orgânicas. Foi reconhecida como uma especialidade apenas em 2009 pelo Conselho Federal de Fisioterapia, e estuda os efeitos terapêuticos com ênfase na restauração das funções dos tecidos tratados, melhora e restaura a aparência atingindo os objetivos do paciente. O especialista de dermatofuncional está preparado para cuidar dos problemas relacionados a acne, gordura localizada, celulites, rugas, manchas, cicatrizes, queimaduras e outras. Além claro, de possuir um papel fundamental durante acompanhamento pré e pós-operatório das cirurgias plásticas.

São analisadas peso, medidas e hábitos de vida e alimentares dos pacientes com o intuito de preparar o protocolo para um tratamento que esteja de acordo com o perfil do paciente, essa avaliação determina os recursos terapêuticos, a duração e a freqüência do tratamento.


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Como Funciona e Pra que serve?

A profissional responsável pela fisioterapia dermatofuncional não pode prescrever ou administrar medicações farmacológicas e sequer pode realizar qualquer procedimento como esfoliações profundas, injeções de substâncias, uso de LASER ablativos ou qualquer procedimento que necessite de anestesia. A fisioterapeuta responsável pela dermato-funcional não substitui um Médico Dermatologista, por esse motivo, o ideal é que o trabalho seja feito por ambos profissionais sinergicamente, para que os melhores resultados possíveis com menor custo possível ao paciente sejam alcançados sem que a segurança do mesmo seja colocada em risco.

Áreas da Fisioterapia Dermatofuncional

Como já sabemos, uma doença dermatológica por afetar a auto-estima de uma pessoa, interferindo até mesmo em sua qualidade de vida. O bem estar e a qualidade de vida destes pacientes devem ser prioridade para profissionais desta área da fisioterapia.

Existem duas grandes áreas dentro da fisioterapia dermatofuncional. A reparadora e a estética. Conheça os problemas que fazem parte de cada uma delas.

Reparadora:

  • Úlceras;
  • Cicatrizes;
  • Feridas;

Estética:

  • Envelhecimento Cutâneo (rugas, manchas e pele desvitalizada);
  • Acne;
  • Rosácea;
  • Fibro edema gelóie (celulite);
  • Hiperlipodistrofia (gordura localizada);
  • Flacidez (dérmica e muscular);
  • Estrias;
  • Edemas linfáticos e venosos;
  • Pré e pós operatório.

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O que é Manipulação de Tecidos Moles?

O que é Manipulação de Tecidos Moles?

Os tecidos moles incluem, músculos, tendões, ligamentos e nervos.

Manipulação dos tecidos moles abrange uma gama de tratamentos que visam melhorar a mobilidade dos tecidos moles, imóveis rígidos e aqueles com má circulação devido à inatividade ou aumento da tensão. É também utilizado para a mobilização de tecido cicatricial, impedindo assim a longo prazo de recorrência da inflamação.

Será que vai doer?

Algumas técnicas de manipulação dos tecidos moles pode ser bastante desconfortável como o fisioterapeuta move os tecidos afetados, especialmente se eles são muito apertado, ou estruturas muito profundas. Se você manter o seu fisioterapeuta informados durante toda a sessão, eles serão capazes de orientar o tratamento a um nível que você é capaz de tolerar. Nós nunca vai fazer qualquer tratamento sem o seu consentimento.

Vou ter que remover a roupa?

O fisioterapeuta terá de ver a pele da área a ser tratada. Se você concordar em ter a manipulação dos tecidos moles, você deve trazer roupa que fará exame e tratamento da área mais confortável para você. O fisioterapeuta, às vezes precisa usar o creme ou óleo para evitar o atrito e dor da pele durante o tratamento. Certifique-se de que você deixe o fisioterapeuta saber se você tem algum tipo de alergia de pele, ou se você é intolerante a certos óleos ou cremes.

Quem faz a manipulação dos tecidos moles?

Um fisioterapeuta qualificado.

Quantas sessões eu vou ter?

Isso varia e dependerá das conclusões no momento da sua avaliação e será acordado com o seu fisioterapeuta, após avaliação.

Vou estar recebendo massagem?

A massagem é uma forma de manipulação dos tecidos moles que podem ser dada dentro do departamento após discussão e aprovação por um fisioterapeuta qualificado. A massagem é sempre apenas oferecido quando se pensa que ele irá contribuir para um bom benefício a longo prazo. Na maioria dos casos, exercícios sob a forma de um plano de exercícios em casa são recomendados como uma maneira mais eficiente e benéfica de gerir os sintomas a longo prazo. Massagem raramente remove a causa da dor e por isso raramente é recomendada como a primeira opção de tratamento.

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Artigo Cientifico Completo sobre a Quiropraxia

Artigo Cientifico Completo sobre a Quiropraxia

Confira esse Artigo Cientifico Completo sobre a Quiropraxia:

RESUMO:

Este artigo de revisão apresenta a quiropraxia, uma profissão na área da saúde que se ocupa do diagnóstico, tratamento e prevenção de condições neuro musculoesqueléticas, em especial algias vertebrais e sintomas associados. São abordadas inicialmente a definição e área da atuação, seguindo-se uma revisão da história da profissão no Brasil e no mundo. A formação profissional, que consiste de cursos superiores com quatro anos de duração é discutida. São apresentados os dois cursos superiores de Quiropraxia em atividade no Brasil, sua história e importância

para a implantação da profissão no país. A avaliação biomecânica realizada por quiropraxistas é descrita, em especial técnicas de palpação articular, bem como os métodos terapêuticos utilizados por quiropraxistas, em especial a utilização de técnicas de terapia manual. A terapia de manipulação articular e seus efeitos fisiológicos são detalhados. Contra indicações e complicações são discutidos. Por fim, é feita uma breve revisão da literatura relativa a estudos clínicos sobre a eficácia do tratamento com quiropraxia.

 

Artigo Cientifico Completo sobre a Quiropraxia – INTRODUÇÃO

 

Dores musculoesqueléticas estão entre as principais causas de incapacidade física no mundo. Entre estas destaca-se a lombalgia, considerada a principal causa de anos vividos com incapacidade, seguindo-se distúrbios depressivos maiores, outras condições musculoesqueléticas e cervicalgias. A dor vertebral é um problema que tende a aumentar com o envelhecimento da população, com elevação de custos individuais e governamentais.

Desde 1990, diretrizes clínicas vêm sendo publicadas com o objetivo de direcionar o tratamento destas condições. Entre as modalidades terapêuticas mais utilizadas atualmente encontram-se a prescrição de medicamentos, orientação de exercícios e a manipulação articular, realizada predominantemente por quiropraxistas. A terapia de manipulação articular (TMA) é foco contínuo de estudos clínicos, realizados por pesquisadores em colaboração com profissionais da saúde de diversas áreas incluindo a quiropraxia, fisioterapia e osteopatia.

A Quiropraxia é uma profissão originada nos Estados Unidos da América (EUA) há mais de 100 anos, cuja prática é voltada para o tratamento de condições musculoesqueléticas, em especial algias vertebrais. Nas últimas décadas, estudos criteriosos evidenciam a eficácia clínica do tratamento com quiropraxia para o tratamento de diversas afecções musculoesqueléticas. A satisfação de pacientes e a redução de custos também estão associadas ao tratamento com Quiropraxia 6,7,8

A Quiropraxia é atualmente regulamentada como uma profissão independente em diversos países e atua em integrada sistemas públicos de saúde em países como Dinamarca, Suíça, Canadá e EUA, entre outros 9. Nos EUA, calcula-se que metade dos ortopedistas encaminham pacientes para tratamento quiroprático 10

A Quiropraxia surgiu nos Estados Unidos na década de 1890. Hoje, após 120 anos de existência, a formação de quiropraxistas ocorre em instituições de ensino superior estabelecidas em 16 países (Tabela 1). Calcula-se que atualmente mais de 95 mil profissionais em atividade tratam pacientes com algias musculoesqueléticas nos cinco continentes. A Federação Mundial de Quiropraxia ( World Federation of Chiropractic – WFC ) congrega noventa associações nacionais e representa a profissão junto a órgãos internacionais, como Organização Mundial da Saúde (OMS), com a qual mantém relações oficiais desde 1997.

Com o objetivo de salvaguardar a segurança dos pacientes, A OMS publicou em 2008 um documento com o objetivo de estabelecer diretrizes para a educação em quiropraxia e os padrões de segurança para a prática da profissão. Este documento sugere que a formação completa em quiropraxia deve consistir de um curso de nível universitário com 4.200 horas de contato entre estudante e professor, e deve incluir não menos do que 1.000 horas de treinamento clínico supervisionado. O modelo proposto pela OMS tem sido seguido pelas faculdades de quiropraxia globalmente. A Figura 1 descreve a definição de quiropraxia proposta pela OMS 11

 

Artigo Cientifico Completo sobre a Quiropraxia – HISTÓRIA DA QUIROPRAXIA

 

O início da profissão é atribuído ao canadense Daniel David Palmer. Em 1895 Palmer cunhou o termo quiropraxia, que significa “prática com as mãos”, a partir dos radicais gregos “keirós” , mãos, e “práxis”, prática (Figura 2). Palmer fundou a primeira escola de quiropraxia em Davenpor, Iowa, em 1897, e deu início ao estudo e desenvolvimento sistemático de técnicas de manipulação articular 12

O século XX vivenciou uma gradual sistematização do conhecimento, educação e prática desta profissão. A formação de quiropraxistas assumiu sua forma atual de educação de nível superior e a pesquisa em quiropraxia desenvolveu-se no meio acadêmico e a partir da colaboração interdisciplinar. Paralelamente, a profissão foi legalizada em todos os estados dos EUA, sendo a Louisiana o último a fazê-lo, em 1974. Em 1993, a prática da quiropraxia tornou-se também regulamentada em todas as províncias do Canadá 12

Com o amadurecimento da profissão, surgiram associações nacionais nos países em que a Quiropraxia estava inserida. A WFC foi fundada em 1998, como representante das associações nacionais, e suprindo a necessidade de investigar e acompanhar o desenvolvimento mundial da profissão 13. A Federação Latino Americana de Quiropraxia (FLAQ), fundada em 1988, representa a profissão na América Latina e tem com o objetivo unificar as associações locais e promover o desenvolvimento da profissão destes países.

Os EUA concentram atualmente o maior número de quiropraxistas (75.000), seguido pelo Canadá (7.250), Austrália (4.250) e Reino Unido (3.000). Atualmente a profissão está presente em 104 países, porém a regulamentação do exercício profissional da quiropraxia varia  consideravelmente entre os países 9,5. No Canadá, por exemplo, a prática está inserida no sistema nacional de saúde pública. Na Dinamarca, quiropraxistas estão integrados às equipes de saúde em hospitais públicos, realizam atendimentos de convênios particulares e participam das equipes esportivas em grandes eventos 14.

Nos Estados Unidos, a quiropraxia está inserida nos principais serviços governamentais de saúde, como Medicare e Medicaid, e a estruturas privadas, como Organizações de Manutenção à saúde (Health maintenance Organization – HMO) e ao sistema de saúde das forças armadas norte-americanas. Com relação à prática esportiva de elite, quiropraxistas integram atualmente equipes de saúde de comitês olímpicos de países como Inglaterra, Dinamarca, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Estados Unidos, Canadá e Brasil 9

Após 118 anos do seu surgimento, os quiropraxistas permanecem fiéis ao princípio de proporcionar o bem-estar aos pacientes através de uma prática não invasiva e baseada em terapias manuais, em especial a terapia de manipulação articular (TMA) 15

 

Artigo Cientifico Completo sobre a Quiropraxia

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Artigo Cientifico Completo sobre a Quiropraxia – A QUIROPRAXIA NO BRASIL

 

Não existem referências organizadas sobre o início da história da Quiropraxia no Brasil. Relatos evidenciam as primeiras práticas relacionadas à profissão a partir de 1922. Durante a primeira metade do século XX, vários quiropraxistas vieram ao país como missionários religiosos e é possível que alguns desses profissionais tenham ensinado rudimentos da profissão para brasileiros 5,16,17

A Associação Brasileira de Quiropraxia (ABQ) foi fundada em 1992, com apenas 4 membros. Durante a década de 1990, instituições de ensino superior brasileiras demonstraram interesse na criação de cursos de quiropraxia no Brasil. Com o auxílio da WFC foram realizados contatos com instituições de ensino internacionais 5 . Em 1999, o Centro Universitário FEEVALE (hoje Universidade FEEVALE), em parceria com a faculdade norte-americana “Palmer College of Chiropractic” ofereceu um curso de capacitação em Quiropraxia com dois anos

de duração, direcionado para a formação de professores.

Estes profissionais já eram graduados na área da saúde e foram preparados para auxiliar na educação das primeiras turmas de graduação do país 5,16,17

Em 2000, duas universidades brasileiras iniciaram concomitantemente cursos de Bacharelado em Quiropraxia, em parceria com instituições norte-americanas. Em São Paulo, o curso de quiropraxia da Universidade Anhembi Morumbi contou com a colaboração do “Western States College of Chiropractic”, enquanto no Rio Grande do Sul o curso de quiropraxia do Centro Universitário Feevale foi estruturado em associação com o “Palmer College of Chiropractic” . Ambas as instituições brasileiras permanecem ativamente engajadas na formação e aprimoramento do ensino da quiropraxia no Brasil, através de programas de bacharelado em quiropraxia e cursos pós-graduação. A estrutura curricular básica do curso de quiropraxia da Universidade Anhembi Morumbi está representada na Figura3. Atualmente, 714 quiropraxistas graduados trabalham em território nacional e estão associados à ABQ.

A formação de quiropraxistas no Brasil segue diretrizes clínicas que preconizam uma formação com extensa prática clínica sob supervisão. O Centro Integrado de Saúde da Universidade Anhembi Morumbi, por exemplo, proporciona a oportunidade de que estudantes de quiropraxia realizam atendimentos supervisionados em conjunto com estudantes de Medicina, Fisioterapia, Podologia, Naturologia, Farmácia, Nutrição, Educação Física e Enfermagem. Esta clínica de atendimento público registra uma média de 480 atendimentos mensais de quiropraxia 18

Apesar do rápido crescimento e da formação consistente de profissionais no país, não existe ainda uma regulamentação oficial da profissão. Desde 2001, a ABQ trabalha para aprovar um projeto de lei no Congresso Nacional que regulamente a Quiropraxia no Brasil.

Artigo Cientifico Completo sobre a Quiropraxia – A PRÁTICA DE QUIROPRAXIA

Os principais motivos pelos quais as pessoas procuram um quiropraxista são dores musculoesqueléticas, destacando-se algias vertebrais

As etapas de uma consulta quiroprática são semelhantes a várias outras profissões na área da saúde. Inicialmente o quiropraxista realiza uma anamnese completa, visando conhecer detalhes da condição atual, antecedentes pessoais e familiares, bem como circunstâncias do paciente que possam ter importância na eventual instituição de um protocolo de tratamento. A história clínica inicial, seguida pelo exame físico, permitem ao quiropraxista formular hipóteses sobre a condição clínica apresentada e desta forma decidir-se pela instituição de um protocolo de tratamento ou pelo encaminhamento do paciente a um outro profissional da saúde, que esteja melhora habilitado para o tratamento da condição específica 15,20

 

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O exame físico concentra-se na avaliação dos sistemas locomotor e neurológico periférico. Adicionalmente à realização de testes ortopédicos e do exame neurológico, há uma grande ênfase em técnicas específicas de palpação estática e dinâmica de articulações e demais estruturas musculoesqueléticas 15,20,21

A palpação articular procura identificar a presença de restrição ou disfunção das articulações, músculos, fáscias, ligamentos e outros tecidos moles. Métodos de avaliação quiroprática incluem a avaliação postural, análise da marcha, palpação articular estática e dinâmica e avaliação da amplitude de movimento das articulações afetadas.

Técnicas específicas de avaliação por meio de palpação estática e dinâmica permitem localizar alterações de posicionamento e mobilidade articular denominadas disfunção articular (DA) ou complexo de subluxação vertebral (CSV).

A DA ou CSV são caracterizados por uma disfunção em um segmento articular em que o alinhamento, integridade de movimento e função da articulação estão alterados, embora a congruência entre as superfícies articulares esteja mantida. Técnicas específicas de palpação permitem verificar se uma articulação afetada apresenta restrição à sua mobilidade normal dentro da mobilidade anatômica e quando levada ao limite da amplitude de movimento passiva. A reprodução de dor durante a palpação de uma estrutura específica é também um sintoma importante para o diagnóstico da DA ou CSV 15,20,22

Artigo Cientifico Completo sobre a Quiropraxia

 

VEJA TAMBÉM

 

Artigo Cientifico Completo sobre a Quiropraxia – TERAPIA DE MANIPULAÇÃO ARTICULAR

Um grande número de técnicas específicas desenvolvidas por quiropraxistas podem ser aplicadas com o objetivo principal de restaurar a mobilidade de um segmento articular. Entre estas técnicas, a terapia de manipulação articular (TMA), ou ajuste articular, é o procedimento utilizado com maior frequência 19
O ajuste quiroprático é um procedimento preciso e específico, direcionada à articulações que apresentam alterações biomecânicas específicas. Tem o propósito de restaurar a mobilidade, reduzir a dor e restabelecer a função articular normal. Outros procedimentos manuais como mobilização articular, orientação de exercícios, correção postural e técnicas de relaxamento muscular também são utilizados no tratamento dos pacientes 15,20,22
A manipulação pode ser definida como a movimentação passiva de uma vértebra com alta velocidade e baixa amplitude, além da amplitude de movimento fisiológico e dentro da integridade anatômica 11,23

A manipulação pode ser definida como a movimentação passiva de uma vértebra com alta velocidade e baixa amplitude, além da amplitude de movimento fisiológico e dentro da integridade anatômica 11,23
Entende-se por jogo articular a movimentação passiva de uma articulação, próximo à sua posição neutra ou de repouso. A amplitude de movimento é o arco de movimento normal realizado pela articulação, tanto através da ação intrínseca dos músculos, quanto passivamente, pela aplicação de uma força externa. O movimento terminal (MT) é a mobilidade observada através da aplicação de uma força externa. É caracterizado pela resistência elástica dos tecidos periarticulares, quando a articulação encontra se no limite de sua amplitude de movimento passivo. O espaço para fisiológico é uma zona de mobilidade restrita, além das forças de coaptação das superfícies articulares. O movimento articular progride para o espaço para fisiológico apenas quando ocorre a a redução da força de coaptação entre as superfícies articulares. A manipulação articular é o procedimento que leva a articulação ao espaço para fisiológico. A barreira anatômica consiste no limite do movimento articular, além do qual há comprometimento da integridade anatômica da articulação 23
A manipulação articular é comumente acompanhada por uma onda sonora, percebida como um estalido. Esta onda sonora corresponde ao mecanismo de cavitação articular que ocorre durante uma manobra de manipulação. A cavitação consiste em um fenômeno físico, cujas propriedades podem ser replicadas em uma articulação sinovial 24.
A cavitação articular pode ser explicada da seguinte forma: quando a articulação é submetida a uma força de tração, a separação das superfícies articulares leva à redução da pressão intraarticular do líquido sinovial. Como o conteúdo do espaço articular não é expansível, observa-se a invaginação da cápsula articular e a redução da pressão intraarticular. A queda da pressão intraarticular abaixo da pressão parcial de dissolução do gás carbônico determina a formação de bolhas de gás carbônico neste espaço. Isto determina ruptura da força de coaptação entre as superfícies articulares apostas, gerando uma rápida separação entre as mesmas. Esta rápida separação leva ao súbito tensionamento da cápsula articular. Isto determina a vibração dos tecidos periarticulares, o que gera a emissão de uma onda sonora (Figura 5) 25.
A manipulação provoca efeitos fisiológicos locais e sistêmicos. Entre estes, pode-se citar a diminuição de sintomas dolorosos, o aumento da amplitude de movimento, aumento do limiar de dor à pressão, diminuição da tensão muscular e da atividade elétrica da musculatura, aumento do fluxo sanguíneo periférico, diminuição da pressão sanguínea, maiores níveis plasmáticos de beta-endorfina e aumento da atividade metabólica dos neutrófilos 23,26-30
Efeitos adversos podem ocorrer após a manipulação da coluna vertebral, porém tais efeitos costumam ser de baixa intensidade e curta duração, não ultrapassando 48 horas. Geralmente estes efeitos não influenciam na prática da atividade diária e tendem a remitir de maneiras esponânea. Entre os efeitos observados são relatados desconforto local, dor irradiada, contratura muscular, tontura, cansaço, dor de cabeça e náusea 31,32
A ocorrência de casos de dissecção da artéria vertebral (DAV) em associação à realização de manobras de TMA é um tópico bastante debatido, e vários relatos de caso sugerem a existência desta associação 33,34. Entretanto, dados recentes sugerem que não há evidências claras de uma relação causal entre estes dois fenômenos 35. Um rigoroso estudo caso-controle canadense sobre o tema, incluindo 109 milhões de pessoas-ano, estudou a ocorrência de DAV no período de uma semana após uma visita ao quiropraxista ou ao clínico geral. Concluiu, surpreendentemente, que o risco de ocorrência de DAV em até uma semana após a consulta é maior quando o paciente visita um clínico geral comparativamente à visita a um quiropraxista. Os autores 36 concluem que é provável que pacientes com de DAV em evolução procurem frequentemente um médico ou uma quiropraxista para o tratamento de sintomas associados ao episódio, criando assim fator de confusão, ou uma falsa relação causal.
Como qualquer outro método terapêutico, a TMA apresenta indicações e contra indicações específicas. A seleção adequada de pacientes que tem menor risco e maior probabilidade de benefício com o tratamento depende do exame criterioso e habilitação adequada do profissional que realizará o tratamento. Entre as contra-indicações absolutas e relativas mais importantes pode-se citar a presença de déficit neurológico progressivo, fratura ou luxações em fase de consolidação, instabilidade segmentar das articulações vertebrais, uso de anticoagulantes e desmineralização óssea, entre outros 23,26

Artigo Cientifico Completo sobre a Quiropraxia – EFICÁCIA CLÍNICA

Estudos sobre a eficácia clínica da quiropraxia ou do tratamento com TMA concentram-se na avaliação das condições mais comumente tratadas por quiropraxistas, bem como naquelas com maior impacto sócio-econômico. Desta maneira, a lombalgia é a condição clínica melhor estudada, seguindo-se cervicalgias e cefaléias. Adicionalmente, há considerável evidência sobre vantagens de custo-benefício com a instituição de quiropraxia em sistemas de saúde, bem como sobre a satisfação de pacientes com o tratamento quiroprático.
A TMA é uma das modalidades terapêuticas melhor estudadas para o tratamento de lombalgias. Estudos de revisão sistemática tendem a indicar melhores resultados com o tratamento TMA isoladamente ou em associação a outras modalidades, como programas de exercícios ou tratamento médico convencional 37-39
Uma extensa revisão realizada pelo “American College of Physicians” e “American Pain Society” indica que há evidências que a manipulação articular é benéfica para o tratamento de lombalgia aguda, subaguda ou crônica 38
Um criterioso estudo clínico randomizado realizado junto ao sistema de saúde pública do Reino Unido observou que pacientes com lombalgia tratados com TMA apresentaram melhora consistente dos sintomas, a qual se manteve doze meses após o término do tratamento. Os resultados obtidos com TMA foram superiores aos obtidos com tratamento médico convencional ou com tratamento médico associado a um programa de exercícios 40.

Adicionalmente, evidências recentes indicam uma melhora significativa da dor e incapacidade associada à lombalgia, quando o tratamento quiroprático é associado ao tratamento médico convencional 41
Revisões sistemáticas também indicam que a TMA é benéfica para o tratamento de cervicalgia persistente, associada ou não a cefaléias 39,42
Um recente estudo clínico comparouou a eficácia da TMA realizada por quiropraxistas com o uso de medicamentos (anti-inflamatórios não hormonais, paracetamol ou opióides), para o tratamento de pessoas com cervicalgias agudas ou subagudas, e observou que o grupo tratado com TMA apresentou maior redução da dor em 8,12, 16 e 52 semanas 43.
Cefaléias são comumente tratadas com quiropraxia. Nestes casos, supõe-se que a normalização do tônus muscular e da mobilidade articular de estruturas cervicais, em especial os segmentos cervicais superiores, determinam uma redução de estímulos nociceptivos para os núcleos do nervo trigêmeo, e consequente alívio de sintomas dolorosos no território de inervação deste nervo 44. Há evidências de que a TMA pode ser eficaz para o tratamento de enxaquecas, cefaléias do tipo tensional e cefaléias cervicogênicas 45,46,47
Revisões sistemáticas sugerem que a TMA pode ser um método eficaz para o tratamento de cefaléias, mas quesão necessários ensaios clíncos adicionais com maior rigor metodológico para avaliar este método terapêutico 48,49
Adicionalmente à melhora clínica dos pacientes, a introdução da opção de tratamento com quiropraxia em instituições de assistência à saúde podem resultar em uma redução significativa de custos. Um estudo de análise comparativa de custos em uma grande organização de manutenção de saúde avaliou os custos associados ao tratamento de lombalgia. Um milhão de assegurados não tinham direito ao tratamento com quiropraxia, enquanto este tratamento era oferecido a 700.000 assegurados. O grupo que tinha acesso ao tratamento com quiropraxia apresentou custos significativamente inferiores por paciente, por episódio de lombalgia e relativos à realização de exames complementares. Adicionalmente, observou-se também um índice inferior de hospitalizações e de realizações de cirurgias no grupo de pacientes que tinha a opção de tratamento quiroprático 50
Vários estudos indicam que pacientes relatam estar satisfeitos com o tratamento com Quiropraxia 51,52. Uma revisão da literatura sugere que o índice de satisfação com o tratamento quiroprático atinge mais de 80% dos pacientes atendidos 53. Vários fatores são citados para explicar a satisfação referida por pacientes, entre eles a disponibilidade de quiropraxistas em proporcionar informação sobre o qudroclínico observada, e conselhos sobre como melhor conduzir e administrar a sua condição 54.
A satisfação de pacientes com o tratamento quiroprático pode também conferir benefícios clínicos de curto prazo e influir na percepção da melhora proporcionada pelo tratamento 55

 

Artigo Cientifico Completo sobre a Quiropraxia – CONCLUSÃO

A quiropraxia é uma profissão na área da saúde que se ocupa do tratamento e prevenção de condições neuromusculoesqueléticas, em especial algias vertebrais e sintomas associados. O tratamento consiste em na aplicação de métodos não invasivos, destacando-se técnicas de terapia manual, em especial a terapia de manipulação articular. A formação de quiropraxistas, através de cursos superiores com quatro anos de duração, é bastante uniformizada entre as 43 universidades distribuídas nos cinco continentes.
Evidências clínicas consistentes indicam que a quiropraxia é eficaz para o tratamento de algias vertebrais e cefaléias, e que apresenta uma relação de custo-benefício favorável, bem como boa aceitação por parte dos pacientes.
No Brasil, a quiropraxia é uma profissão relativamente nova, mas já solidamente instalada, com dois cursos de graduação oferecidos em instituições universitários, e mais de 700 profissionais qualificados atuando em território nacional com o mesmo padrão de qualidade observado internacionalmente.

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Manipulação da coluna cervical: Riscos e Benefícios

Manipulação da coluna cervical: Riscos e Benefícios

Abstrato

Manipulação da coluna cervical (MCS) é utilizado no tratamento de pessoas com dor no pescoço e dor de cabeça de tensão muscular. Os efeitos do presente artigo são para rever casos previamente relatados em que os danos foram atribuídos a MCS, para identificar casos de lesão envolvendo o tratamento por fisioterapeutas, e descrever os riscos e benefícios do MCS. Cento e setenta e sete casos publicados de lesão relatada em 116 artigos foram revisados. Os casos foram publicados entre 1925 e 1997. As lesões mais frequentemente relatados envolvidos dissecção arterial ou espasmo e lesões do tronco cerebral. A morte ocorreu em 32 (18%) dos casos. fisioterapeutas foram envolvidos em menos do que 2% dos casos, e não houve mortes foram atribuídas a MCS fornecidas pelos fisioterapeutas. Embora o risco de lesões associada com o MCS parece ser pequeno, este tipo de terapia tem o potencial para expor os pacientes a danos da artéria vertebral que pode ser evitado com o uso de mobilização (nonthrust movimentos passivos). A literatura não demonstra que os benefícios da MCS superam os riscos. Várias recomendações para futuros estudos e para a prática de MCS são discutidos.


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Manipulação da coluna vertebral (MTS) é uma forma de terapia manual que é utilizada num esforço para reduzir a dor e melhorar o alcance de motion.1 O uso da manipulação da coluna para o tratamento de pacientes com dor envolve um impulso de alta velocidade que é exercida quer através de uma longa ou curta alavanca de arm.2-6 as técnicas de “longo de alavanca” mover muitas articulações vertebrais simultaneamente (por exemplo, manipulação de rotação da coluna tóraco-lombar), 7-9 ao passo que as técnicas “de curto alavanca” envolvem um baixo empuxo -amplitude que é dirigido a um nível específico da coluna vertebral. Manipulação da coluna difere da mobilização da coluna vertebral, porque, em princípio, durante a manipulação da coluna, a taxa de deslocamento da articulação vertebral não permite que o paciente para evitar Mobilização movement.10 conjunto da coluna cervical envolve a baixa velocidade (nonthrust) passiva movimento que pode ser interrompido pelo patient.10 a velocidade da técnica (não necessariamente a quantidade de força), por conseguinte, diferencia manipulação de mobilização.

Manipulação da coluna vertebral tem sido usado no tratamento de pacientes com distúrbios da cabeça e pescoço, incluindo a dor e rigidez do pescoço, dor de cabeça de tensão muscular, e migraine.11 Devido à proximidade da artéria vertebral para as articulações cervicais laterais, cuidado deve ser utilizada durante a manipulação da coluna cervical (MCS). Pensa-se que o AVC pode ser induzida como um resultado de MCS por compressão mecânica ou estiramento excessivo das paredes arteriais, 12 mas a patogênese da isquemia é unknown.13 Leboeuf-Yde et al14 manter algumas lesões vasculares que ocorrem após MCS pode ter acontecido , em qualquer caso, como consequência natural de alguma condição médica subjacente. Ladermann levantou questões sobre a ligação entre MCS e os acidentes vasculares cerebrais e afirmou que em alguns casos “não é apenas uma coincidência temporal entre a manipulação e ao desenvolvimento da síndrome do tronco cerebral.” 15 (p63)

Frisoni e Anzola13 propôs uma teoria que representaram o atraso nos sintomas que às vezes é relatado após MCS. Eles sugeriram que a isquemia vertebrobasilar após a manipulação do pescoço pode começar com danos subclínica da íntima ou túnica média. sintomas progressivos ou atrasados são possíveis quando um trombo ou lentamente progressivas formas de dissecação e propaga ao basilar, carótida interna, ou arteries.13,16 cerebral posterior Com base em uma avaliação de lesões relacionadas com a MCS, Frisoni e Anzola13 também sugeriu que a dissecção arterial aguda pode resultar inesperadamente manipulações cervicais bem sucedidas, mesmo após repetidas. Sua teoria é apoiada pela observação de que indivíduos jovens sem patologia sistémica ou vascular conhecido que recebem MCS às vezes têm infartos cerebrais subsequentes no distribution.17,18 artéria vertebrobasilar

Os efeitos do meu estudo foram rever casos anteriormente relatados de lesão atribuída a MCS, para identificar casos de lesão envolvendo o tratamento por fisioterapeutas, e descrever os riscos e benefícios do MCS. Antes de analisar os relatórios de caso, vou discutir a eficácia dos exames de triagem para pacientes com deficiência do colo do útero e descrever o uso atual de MCS por fisioterapeutas. Após a análise de lesões atribuídas ao MCS, vou propor uma série de recomendações para a prática e investigação relacionada com MCS.


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Curso de Fisioterapia

Curso de Fisioterapia

Curso de Fisioterapia

Descubra como funciona o curso de Fisioterapia quais são as principais disciplinas onde estudar e como está o mercado de trabalho!

Physical TherapyO curso de Fisioterapia é do tipo bacharelado dura entre 4 e 5 anos e forma profissionais capazes de diagnosticar e tratar distúrbios relacionados ao movimento do corpo humano.

Os fisioterapeutas podem por exemplo reabilitar uma pessoa acidentada até que ela volte a andar ou ajudar uma criança com paralisia cerebral a ampliar seus movimentos por exemplo. O profissional de fisioterapia apoia seus pacientes no processo de prevenir aperfeiçoar ou reabilitar a capacidade física e funcional.

Para poder exercer a profissão de fisioterapeuta o profissional deve ter diploma de um curso superior de Fisioterapia reconhecido pelo MEC e estar registrado junto ao Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO).

Conheça mais sobre o curso de Fisioterapia descubra onde estudar e como está o mercado de trabalho para quem se forma neste curso!

O curso de Fisioterapia

Fisioterapia é um curso da área da Saúde e que tem duração de 4 a 5 anos. Na maior parte das instituições é oferecido na modalidade presencial. No entanto é possível fazer a graduação em Fisioterapia a distância.

Com habilitação em bacharelado o curso oferece uma formação generalista a partir da qual os profissionais podem atuar em vários campos como saúde coletiva fisioterapia clínica e outros.

Nos primeiros semestres do curso de Fisioterapia o estudante terá contato com as disciplinas que formam a base da profissão como Anatomia Biologia Saúde Pública e Fisiologia.

Ao longo da graduação diversas disciplinas preparam o estudante para atuar nas diferentes áreas da Fisioterapia: Pediatria Geriatria Ginecologia Obstetrícia Cardiologia Neurologia e Pneumologia.

O estudante irá aprender a realizar diferentes técnicas de tratamento tais como: massoterapia (aplicação de massagem) termoterapia (aplicação de calor e frio) fototerapia (aplicação de luz) hidroterapia e eletroterapia.

O estágio é obrigatório e ajuda o estudante a ampliar sua visão sobre os locais onde poderá exercer a profissão e vivenciar na prática o contato com os pacientes.

Grade curricular

A estrutura curricular do curso de Fisioterapia pode variar de acordo com cada universidade. Confira abaixo algumas disciplinas que costumam aparecer no curso de Fisioterapia:

  • Anatomia
  • Biologia Celular e Molecular
  • Biomecânica do Movimento Humano
  • Cinesiologia Clínica
  • Controle Neural do Movimento
  • Desenvolvimento Humano
  • Farmacologia
  • Fisiologia Humana
  • Fisioterapia Aplicada à Ginecologia Obstetrícia e Urologia
  • Fisioterapia Dermatofuncional
  • Fisioterapia em: Geriatria Neurologia Pediatria Pneumologia Terapia Intensiva
  • Genética
  • Hidroterapia Termoterapia Eletroterapia Fototerapia
  • Histologia e Embriologia
  • Imagenologia Aplicada à Fisioterapia
  • Métodos de Avaliação Clínica e Funcional
  • Neurofisiologia
  • Patologia Geral
  • Prótese e Órteses
  • Psicologia

Perfil do profissional

Um dos principais requisitos para quem se forma no curso de Fisioterapia é gostar de lidar com pessoas pois o contato humano é um dos fundamentos desta profissão. Seu público pode ser de crianças adultos e idosos com as mais diferentes necessidades.

O profissional deve ter conhecimento técnico e desenvolver a sensibilidade para identificar os distúrbios do movimento de seu paciente indicar o tratamento adequado e acompanhar seu progresso.

Além das ações de prevenção e proteção dos pacientes o fisioterapeuta estará muitas vezes envolvido em ações de reabilitação. Estas requerem do profissional paciência e perseverança pois nem sempre os resultados são rápidos. Por isso é preciso saber lidar com a ansiedade e as expectativas dos pacientes.

Mercado de trabalho

Para quem se forma em Fisioterapia as oportunidades de trabalho podem estar nas cidades de médio e pequeno porte que ainda não contam com um grande número de profissionais. As áreas de atuação consideradas tradicionais são a Fisioterapia Respiratória Ortopédica e Neurológica.

O mercado também se mostra promissor para os profissionais que depois de formados fazem uma especialização. Atualmente o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) reconhece as seguintes especialidades:

  • Acupuntura
  • Fisioterapia Aquática
  • Fisioterapia Dermatofuncional
  • Fisioterapia Esportiva
  • Fisioterapia do Trabalho
  • Fisioterapia Neurofuncional
  • Fisioterapia em Oncologia
  • Fisioterapia Respiratória
  • Fisioterapia Traumato-Ortopédica
  • Fisioterapia em Osteopatia
  • Fisioterapia em Quiropraxia
  • Fisioterapia em Saúde da Mulher
  • Fisioterapia em Terapia Intensiva

Nos últimos anos um dos mercados de maior crescimento é o da Fisioterapia Dermatofuncional. Além disso o profissional pode encontrar trabalhos em unidades de tratamento intensivo (UTIs) de hospitais postos de saúde centros de reabilitação clínicas e terapias domiciliares. Na área esportiva as oportunidades podem estar em clubes profissionais escolas e academias de ginástica.

 

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Tensão muscular na panturrilha

Tensão muscular na panturrilha

Tensão muscular na panturrilha – Descrição:

A parte inferior da perna é um elemento biomecânico vital durante a locomoção, especialmente durante movimentos que precisam de força e resistência explosivas. O complexo de panturrilha é um componente essencial durante as atividades de locomotivas, e o peso e as lesões nessa área afetam várias disciplinas esportivas e populações atléticas. Lesões por esforços musculares na panturrilha (CMSI) ocorrem comumente em esportes que envolvem corrida em alta velocidade ou volumes aumentados de carga de corrida, aceleração e desaceleração, bem como durante condições fatigantes de jogo ou desempenho.

A lesão na panturrilha é uma lesão muscular comum e, se não for administrada adequadamente, existe o risco de nova lesão e recuperação prolongada.As cepas musculares ocorrem comumente na cabeça medial do gastrocnêmio ou próximo à junção musculotendinosa.O músculo gastrocnêmio é mais suscetível a lesões, pois é um músculo biartrodial que se estende sobre o joelho e o tornozelo.Explosões repentinas de aceleração podem precipitar lesões, assim como um súbito alongamento excêntrico do músculo envolvido.

Anatomia clinicamente relevante

Tensão muscular na panturrilha

Músculos do complexo da panturrilha

O músculo da panturrilha, na face posterior da perna, é composto por três músculos: gastrocnêmio , sóleo e plantar , que juntos constituem o tríceps sural . Esses músculos se juntam como o tendão de Aquiles e todos os três músculos se inserem no calcâneo. Gastrocnêmio , em conjunto com sóleo , fornece principalmente flexão plantar da articulação do tornozelo e flexão na articulação do joelho. Esse músculo fornece a força propulsora da locomoção. Embora se estenda por duas articulações, o gastrocnêmio não é capaz de exercer sua força máxima em ambas as articulações simultaneamente. Se o joelho estiver flexionado, o gastrocnêmio não pode produzir potência máxima na articulação do tornozelo e vice-versa.

Sóleo está localizado abaixo do músculo gastrocnêmio no compartimento posterior superficial da parte inferior da perna. Sua função principal é a flexão plantar do tornozelo e a estabilização da tíbia no calcâneo, limitando a oscilação para frente.

Plantaris está localizado no compartimento posterossuperficial da panturrilha. Funcionalmente, o plantar não é um dos principais contribuintes e atua com gastrocnêmio tanto como flexor do joelho como como flexor plantar do tornozelo.

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– Curso de Quiropraxia Clinica

– Curso de Reabilitação de Joelho e Quadril

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Epidemiologia / Etiologia

As cepas musculares ocorrem mais comumente nos músculos biarticulares, como os isquiotibiais, reto femoral e gastrocnêmio.Durante atividades esportivas, como o sprint, esses músculos longos e biarticulares têm que lidar com forças internas altas e mudanças rápidas no comprimento do músculo e no modo de contração.No entanto, cepas musculares também foram relatadas durante ações musculares de alongamento lento, como aquelas realizadas por bailarinas, mas também durante atividades diárias comuns. gastrocnêmio é considerado de alto risco para cepas porque atravessa duas articulações (joelho e tornozelo) e tem alta densidade de fibras musculares de contração rápida do tipo dois. Uma ruptura da cabeça medial do músculo gastrocnêmio é devida a uma força excêntrica aplicada ao músculo quando o joelho é estendido e o tornozelo é dorsiflexionado. O músculo gastrocnêmio tenta contrair-se no estado já alongado, levando ao rompimento do músculo. O músculo sóleo, por outro lado, é lesionado enquanto o joelho está em flexão. As cepas da junção musculotendinosa medial proximal são o tipo mais comum de lesão do músculo sóleo. Ao contrário do gastrocnêmio, o sóleo é considerado de baixo risco para lesão. Cruza apenas o tornozelo e é em grande parte composta por fibras musculares de contração lenta do tipo um. As cepas de sóleo também tendem a ser menos dramáticas na apresentação clínica e mais subagudas quando comparadas às lesões do gastrocnêmio. This condition frequently occurs in the middle-aged, poorly conditioned and/or physically active patient. Essa condição freqüentemente ocorre em pacientes de meia-idade, mal condicionados e / ou fisicamente ativos.

Vários códigos esportivos, como rúgbi, futebol, tênis, atletismo e dança são afetados por lesões causadas por músculos da panturrilha. No futebol, 92% das lesões são lesões musculares, 13% são lesões na panturrilha. No futebol australiano, o CMSI representou uma das maiores incidências de lesões nos tecidos moles (3,00 por clube por ano) e houve uma taxa de recorrência de 16%.

Sintomas

Estirpe Gastrocnemius

Os sintomas de uma cepa de gastrocnêmio podem incluir queixas do paciente, como uma dor súbita e aguda ou uma sensação de laceração ou laceração na parte posterior da perna, geralmente no ventre medial do gastrocnêmio ou na junção musculotendinosa. O músculo da panturrilha geralmente fica sensível ao toque no ponto da lesão, e o inchaço e os hematomas podem aparecer em questão de horas ou dias. O alongamento do músculo irá reproduzir a dor e resistir à flexão plantar também provocará dor no local da tensão muscular.

Dependendo da extensão da lesão, o indivíduo pode continuar a se exercitar, embora tenha algum desconforto e / ou aperto durante ou após a atividade.Quando as lesões são mais graves, o mecanismo exato da lesão é mais fácil de lembrar e / ou o indivíduo pode não conseguir andar devido a dores intensas.

A ruptura do músculo da panturrilha é graduada de I a III, sendo o grau III o mais grave.O tratamento e a reabilitação dependem da gravidade da tensão muscular.

Classificação de linhagens de panturrilha

Grau Sintomas Sinais Tempo médio de retorno ao esporte
Eu Dor aguda no momento da atividade ou após

Pode ter uma sensação de aperto

Pode ser capaz de continuar a atividade, sem dor ou com

leve desconforto

Pós-tensão de atividade e / ou dor

Dor no aumento unilateral da panturrilha ou hop 10 a 12 dias
II Dor aguda no momento da atividade em bezerro

Não é possível continuar a atividade

Dor significativa com a caminhada depois

Pode ter inchaço no músculo

Contusões leves a moderadas podem estar presentes

Dor com flexão plantar ativa

Dor e fraqueza com resistência

flexão plantar

Perda de flexão dorsal

Bilateral aumento da dor na panturrilha

16 – 21 dias
III Dor severa e imediata na panturrilha, muitas vezes em

junção musculotendinosa

Não é possível continuar com a atividade

Pode apresentar contusões e inchaços consideráveis

dentro de horas de lesão

Incapacidade de contrair músculo da panturrilha

Pode ter um defeito palpável

Teste de Thomson positivo

6 meses após a cirurgia

Características / Apresentação Clínica

É importante diferenciar as cepas musculares do complexo da panturrilha para formular um prognóstico correto, um programa de tratamento adequado e prevenção de lesões recorrentes.

Cepas Gastrocnemius
Estirpes de panturrilha são mais comumente encontradas na cabeça medial do gastrocnêmio. Em um esforço para contrair, as forças do movimento excêntrico no músculo gastrocnêmio já alongado levam à lesão na junção miotendínea. O exame físico imediatamente após a lesão revela um defeito palpável no ventre medial do gastrocnêmio logo acima da junção musculotendinosa. Uma dor repentina é sentida na panturrilha, e o paciente frequentemente relata um “pop” audível ou palpável no aspecto medial da panturrilha posterior, ou eles têm a sensação de que alguém os chutou na parte de trás da perna. . A dor substancial e o inchaço geralmente se desenvolvem durante as 24 horas seguintes. As cepas no gastrocnêmio também são chamadas de “perna de tênis”, já que a apresentação clássica era um tenista de meia idade que subitamente estendeu o joelho

Estirpes de Soleus
Soleus é considerado de baixo risco para lesão em contraste com o gastrocnêmio, uma vez que atravessa apenas o tornozelo e é em grande parte composto de fibras musculares de contração lenta do tipo um. As cepas de sóleo tendem a ser menos dramáticas na apresentação clínica e mais subagudas quando comparadas às lesões do gastrocnêmio. A lesão do músculo sóleo pode estar sendo relatada devido a um diagnóstico errôneo de tromboflebite ou formação de cepas de sóleo com cepas do gastrocnêmio. Uma cepa sóleo causa dor ao ativar o músculo da panturrilha ou ao aplicar pressão no tendão de Aquiles aproximadamente 4 cm acima do ponto de inserção no osso do calcanhar ou mais acima no músculo da panturrilha. Esticar o tendão e andar na ponta dos pés também agravará a dor.

Estirpes de P lantaris
Plantaris é considerado largamente vestigial e raramente envolvido em estirpes de bezerro, embora cruze o joelho e a articulação do tornozelo também. A ruptura do músculo plantar pode ocorrer na junção miotendínea, com ou sem um hematoma associado ou ruptura parcial da cabeça medial do músculo gastrocnêmio ou sóleo. Lesões no músculo plantar podem apresentar características clínicas semelhantes às do gastrocnêmio e músculo sóleo.

Diagnóstico diferencial

As cepas são mais comuns durante a atividade esportiva, mas a dor na parte inferior da perna pode indicar síndrome do estresse tibial medial, tendinite de Aquiles, fascite plantar, distensões musculares e / ou torções articulares que podem ser causadas pela falta de extensibilidade dos flexores plantares e diminuição dorsiflexão do tornozelo. Outras lesões na parte inferior das pernas relacionadas a esportes com os mesmos sintomas e tratamento da linhagem da panturrilha são discutidas abaixo.

Os corredores freqüentemente se queixam da dor na parte inferior das pernas ao longo da borda posteromedial da tíbia. Esta é a síndrome do estresse tibial medial (MTSS) ou comumente conhecida como shin splints. A dor é descrita como sensibilidade localizada alguns centímetros proximalmente ao maléolo medial, espalhando-se proximalmente por cerca de 4 a 10 centímetros.A causa de MTSS pode estar associada a estresse repetitivo ou a uma lesão por uso excessivo.

A dor localizada anterior ou ântero-medial da tíbia poderia indicar uma fratura de estresse tibial, uma lesão típica vista em corredores e futebolistas. Pode ocorrer após mudanças abruptas de intensidade, duração e frequência de treinamento, mas outros fatores pessoais e ambientais também pode contribuir para essa lesão. As radiografias são inicialmente negativas, mas com o tempo, as linhas de fratura tornam-se visíveis. O tratamento cirúrgico pode ocasionalmente ser necessário, mas pode ser tratado da mesma forma que uma cepa de vitelo: repouso, restrição de atividade agravante, fortalecimento da musculatura dos membros inferiores, AINEs e calçados apropriados.

Exercício repetitivo sem repouso adequado para recuperação pode causar síndrome do compartimento de esforço crônico (SCEC). O CECS começa com dor leve durante os períodos de treinamento e pode desaparecer após o treinamento.Nos últimos estágios, a dor se apresenta mais cedo, tornando-se mais dolorosa e de maior duração forçando a interrupção da atividade.Queixas comuns são;cólicas, parestesia, dormência e fraqueza na parte inferior da perna.O CECS é causado pelo aumento do fluxo sanguíneo intramuscular durante o exercício, de forma que a pressão compartimental surge, os capilares se comprimem e a isquemia se desenvolve.

A dor na perna em torno da mesma área que uma cepa gastrocnêmica pode ser causada pela Síndrome do Aprisionamento da Artéria Poplítea (PAES), um curso anormal da artéria poplítea.A migração medial e cranial da cabeça medial do gastrocnêmio pode pegar a artéria poplítea e passar medialmente.Isso é chamado de PAES anatômico, uma relação anormal entre a artéria poplítea e as estruturas miofasciais circundantes.O PAES funcional é causado por contração muscular, freqüentemente flexão plantar ativa do tornozelo que comprime a artéria entre o músculo e o osso subjacente.

Veja também:

Tendinopatia de Aquiles

Fascite plantar

Dor posterior do joelho

Procedimentos de diagnóstico

Um exame clínico completo e histórico podem ser suficientes para concluir um diagnóstico, mas muitas vezes é difícil chegar a um diagnóstico preciso devido ao quadro clínico ser compartilhado com outras condições patológicas. A imagem diagnóstica é geralmente necessária e a ultrassonografia (US) é considerada o padrão ouro. Também pode ser usado para avaliar o grau e a extensão da lesão muscular e para excluir outras patologias, como cisto de Baker roto e trombose venosa profunda.

As rupturas geralmente estão associadas à presença de coleta de líquido entre o músculo sóleo e a cabeça medial do gastrocnêmio. Isso pode ocorrer com ou sem hemorragia. A medição da coleta de fluido informa sobre a extensão da lesão. O grau da lesão (ruptura parcial ou completa) pode ser definido pela distância entre os dois músculos. A US axial scans é a mais útil para diferenciar entre a ruptura parcial e completa, já que é possível descrever toda a barriga muscular em uma única imagem.

A ruptura do músculo da panturrilha é mais comum em esportes que exigem aceleração rápida e mudanças de direção, como corrida, vôlei e tênis. As cepas musculares são classificadas de I a III. Quanto mais severa a tensão, maior o tempo de recuperação. Os sintomas típicos são rigidez, descoloração e hematomas ao redor do músculo esticado.

Grau I: Um primeiro grau ou lesão leve é ​​o mais comum e o menor. Uma dor aguda é sentida no momento da lesão ou dor com atividade. Há pouca ou nenhuma perda de força e amplitude de movimento com ruptura da fibra muscular inferior a 10%. Um retorno ao esporte seria esperado dentro de 1 a 3 semanas.

Grau II: Um segundo grau ou lesão moderada é uma atividade de parada parcial do músculo. Há uma clara perda de força e amplitude de movimento com dor acentuada, inchaço e frequentemente contusões. Ruptura da fibra muscular entre 10 e 50%. 3 a 6 semanas é um período de recuperação usual para um retorno à atividade completa.

Grau III: Um terceiro grau ou lesão grave resulta em uma ruptura completa do músculo e é freqüentemente concomitante com um hematoma. Dor, inchaço, sensibilidade e hematomas geralmente estão presentes. A recuperação é altamente individualizada e pode levar meses até que você esteja totalmente recuperado para um retorno completo à atividade.

Medidas de resultado

  • LEFS : Escala Funcional da Extremidade Inferior
  • VAS : escala visual analógica
  • NPRS : escala numérica de classificação de dor
  • Teste de força muscular : o grau 0 é o grau mais baixo em que o paciente não é capaz de fazer nenhuma contração do músculo. O grau 5 é o grau mais alto em que o paciente é capaz de mover a perna contra uma resistência máxima dada pelo terapeuta.

Exame

O exame físico isola o local e a gravidade da lesão. Uma combinação de palpação, teste de força e amplitude de movimento passiva e ativa é necessária para ajudar a distinguir entre as cepas dos músculos sóleo e gastrocnêmio.

A palpação do bezerro deve ocorrer ao longo de toda a extensão dos músculos e das aponeuroses. Isso é necessário para identificar inchaço, espessamento, sensibilidade, defeitos e massas, se presentes. As cepas do músculo gastrocnêmio costumam apresentar sensibilidade no ventre medial ou na junção musculotendinosa, enquanto as cepas do sóleo geralmente ocorrem com dor lateral.

Como a origem do gastrocnêmio está situada acima do joelho (epicondylus lateralis e medialis femoris) e a origem do soleus está abaixo do joelho (caput fibulae), a ativação dos músculos pode ser isolada pela variação do grau de flexão do joelho. Sóleo se torna a principal fonte de força na flexão plantar, com o joelho em maior flexão. Com o joelho em extensão total, é o gastrocnêmio que fornece mais força. Essa relação permite um teste de força mais preciso dos músculos da panturrilha e permite ao examinador descrever qual músculo foi lesado.

Testes adicionais incluem o teste de Thompson para interromper completamente o tendão de Aquiles. Lágrimas simultâneas do gastrocnêmio e sóleo são possíveis, o que pode complicar o quadro clínico.

O paciente também é observado em posições em pé e de bruços, observando de perto o inchaço, hematomas e deformidades, bem como possíveis problemas posturais, como pronação excessiva.

Gerenciamento médico

As cepas de panturrilha raramente requerem cirurgia, mas são realizadas em casos extremos. como em uma ruptura completa. O tratamento conservador recomendado inclui o RICE, a injeção de anestésico local e a cortisona dentro e ao redor da área e o tratamento de recuperação gradual e ativo. Quando um hematoma está presente, a sua remoção o mais rápido possível é essencial, caso contrário podem ocorrer complicações como a miosite ossificante.

Uma bandagem de compressão pode ser aplicada imediatamente para ajudar a parar o inchaço, mas só deve ser aplicada por 10 minutos de cada vez, pois restringir completamente o fluxo sangüíneo aos tecidos pode causar mais danos, enquanto o apoio da panturrilha pode ser aplicado por mais tempo.

No caso de uma lesão mais grave, um calcanhar temporário para encurtar o músculo da panturrilha para reduzir a tensão no músculo enquanto cura pode ser útil. Pode ser aconselhável colocar calcanhares em ambos os sapatos, no entanto, para evitar a criação de um desequilíbrio de marcha.

Prevenção :

O alongamento regular garante uma boa mobilidade articular. Sob a extensão, uma força maior também pode ser liberada e os músculos ficam menos tensos, melhorando o fluxo sanguíneo.

Tratamento da Fisioterapia

O tratamento visa:

  • Reduzir a dor
  • Restaurar a flexibilidade
  • Restaurar a força

O tratamento principal de uma cepa de panturrilha consiste no repouso e permite um tempo de cicatrização adequado, mas, em casos graves, a cirurgia é necessária. O tratamento conservador inclui alongamento passivo suave, isométrico, em seguida, passando para exercícios concêntricos. [L4] Nos últimos estágios, a massagem e a eletroterapia podem ser usadas. [L4]

O tratamento inicial visa limitar o sangramento, a dor e prevenir complicações. [L4] crioterapia pode ser usada para diminuir a inflamação, a dor e o metabolismo celular. Fita ou um envoltório compressivo pode ser aplicado e a perna elevada quando possível. [L4] Se ocorreu sangramento importante, o uso de AINEs deve ser cuidadosamente controlado, pois eles têm um efeito antiplaquetário que pode aumentar o sangramento, assim como o aplicação prematura de calor e massagem também pode. [L4]

Exercícios de alongamento passivo suave sem dor para manter a amplitude de movimento nos flexores plantares, que podem se tornar limitados pelo encurtamento e contraturas. [L1b] Nos últimos estágios, uma vez que a inflamação tenha se resolvido, a aplicação de calor superficial simultaneamente com um alongamento estático de baixa carga melhora a flexibilidade dos músculos. [L4]

Exercícios isotônicos para os antagonistas tibial anterior e os fibulares são recomendados, bem como exercícios leves para o músculo lesionado. Movimentos suaves, dentro das limitações da dor, nos primeiros dias após a lesão, ajudarão a promover a cicatrização, [L4] A falta de extensibilidade dos flexores plantares afetará a dorsiflexão do tornozelo e causará distúrbios na marcha. Sapatos com salto baixo são recomendados para incentivar a marcha melhorada no calcanhar. [L1b]

Após 48 horas, o gelo não é mais um analgésico eficaz. A diatermia por ondas curtas pode ser usada como alternativa. Uma cepa com edema anormal e hematomas pode ser tratada com terapia interferencial. O objetivo é aliviar a dor e estimular as fibras musculares. [L4]

Quando os músculos da panturrilha podem ser totalmente estendidos sem dor, uma troca feita pode ser de alongamento passivo suave até alongamentos ativos, tanto na posição do joelho fletido (sóleo) quanto na posição esticada do joelho (gastrocnêmio). [L4]

Dependendo do grau de tensão e do tempo de cura de um indivíduo, são introduzidos exercícios isométricos, isotônicos e dinâmicos para recuperar a resistência à tração no músculo. [L4] Tratamentos alternativos consistem em terapia vibratória (VT). A terapia de vibração é aplicada especificamente à área da lesão e trata as tensões musculares e outras lesões mio-tendíneas que envolvem pontos-gatilho. [L4] Broadbent et al. sugeriram que a TV estimula os receptores sensoriais, mas também provoca uma diminuição nas células inflamatórias e receptores como a IL6 e a histamina. [L1b] O objetivo dessa terapia é aumentar a força muscular, a flexibilidade e a extensibilidade. Após um tratamento com VT, no entanto, o pulo e a corrida não são permitidos por pelo menos 3 a 6 semanas e os AINEs são desencorajados, mas outras rotinas de tratamento podem ser continuadas. Uma vantagem em comparação com outras terapias, como a terapia por ondas sonoras e os tratamentos com ESWT, é que a TV pode ser aplicada com mais frequência. [L1a]

As cepas podem causar dor de longa duração, apesar de um tratamento precoce adequado. O resultado do tratamento é bem sucedido quando: a dor é resolvida, o músculo da panturrilha pode ser totalmente estendido, a força volta ao normal, a ADM do joelho e tornozelo é normal e quando a sensibilidade excessiva desaparece. [L4]

Linha de Resultado Clínico

A dor no músculo da panturrilha é muitas vezes devido a uma tensão, no entanto, existem outras condições que podem causar sintomas semelhantes, incluindo trombose venosa profunda e contusões. O tempo de cura é extremamente variável, dependendo da gravidade da cepa e da resposta individual ao tratamento. O manejo conservador de um programa de exercício gradual normalmente tem o resultado desejado para o grau 1 e 2 cepas, mas, no caso de ruptura, a cirurgia é necessária. Massagem e estimulação elétrica também podem ser um complemento útil para exercícios de força e condicionamento.

Tensão muscular na panturrilha – Referências:

  1. Green B, Pizzari T. Calf muscle strain injuries in sport: a systematic review of risk factors for injury. Green B, Lesão por esforço muscular de Pizzari T. Calf no esporte: uma revisão sistemática dos fatores de risco para lesão. Br J Sports Med 2017; 51: 1189-1194
  2. Abe T , Kumagai K , Brechue WF . Abe T, Kumagai K, Brechue WF. O comprimento do fascículo dos músculos da perna é maior nos velocistas do que nos corredores de longa distância. Med Sci Sports Exerc 2000; 32: 1125–9 (acessado a 24 de julho de 2018)
  3. Abe T , Fukashiro S , Harada Y , et al . Abe T, Fukashiro S, Harada Y, et al. Relação entre o desempenho no sprint e o comprimento do fascículo muscular em velocistas. J Physiol Anthropol Appl Human Sci 2001; 20: 141-7.
  4. Bengtsson H , Ekstrand J , Hägglund M . Bengtsson H, Ekstrand J, Hägglund M. As taxas de lesões musculares no futebol profissional aumentam com o congestionamento dos jogos: um acompanhamento de 11 anos do estudo de lesões da Liga dos Campeões da UEFA. Br J Sports Med 2013; 47: 743–7.
  5. Brukner P, Khan K. Clinical sports medicine.3rd ed. Brukner P, Khan K. Medicina esportiva clínica. 3ª ed. Sydney: McGraw Hill, 2006.
  6. Wikimedia Commons contributors, “File:1123 Muscles of the Leg that Move the Foot and Toes b.png,” Wikimedia Commons, the free media repository, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=File:1123_Muscles_of_the_Leg_that_Move_the_Foot_and_Toes_b.png&oldid=276846515 (accessed July 25, 2018). Contrib Colaboradores do Wikimedia Commons, “Arquivo: 1123 Músculos da Perna que Movem o Pé e os Dedos dos Pés b.png,” Wikimedia Commons, o repositório de mídia gratuito, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title= Arquivo: 1123_Muscles_of_the_Leg_that_Move_the_Foot_and_Toes_b.png & oldid = 276846515 (acessado em 25 de julho de 2018).
  7. Palastanga N, Field D, Soames R. Anatomy and human movement: structure and function. Palastanga N, campo D, Soames R. Anatomia e movimento humano: estrutura e função. 5º Ed.Edinurgh: Elsevier, 2006.
  8. Bryan Dixon J. Gastrocnemius vs. soleus strain: how to differentiate and deal with calf muscle injuries.  Bryan Dixon J. Gastrocnemius versus sóleo: como diferenciar e lidar com as lesões musculares da panturrilha. Comentários atuais em Medicina Musculosquelética. 2009; 2 (2): 74-77
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Teste de caminhada de 10 metros

Teste de caminhada de 10 metros

O Teste de Caminhada de 10 Metros (TC10) é uma avaliação simples e rápida utilizada para medir a mobilidade, função e capacidade de locomoção de um indivíduo. É amplamente aplicado em ambientes clínicos e de reabilitação para avaliar pacientes com diversas condições, incluindo lesões neurológicas, ortopédicas e cardiovasculares. Aqui está uma visão geral de como o teste é realizado e o que ele mede:

Como o Teste de Caminhada de 10 Metros é Realizado

  1. Preparação: O local do teste deve ser preparado com uma pista reta e nivelada de pelo menos 14 metros de comprimento para permitir aceleração e desaceleração antes e depois do segmento de 10 metros que será cronometrado.
  2. Marcação: Marcar claramente o início e o fim dos 10 metros centrais da pista. Essa é a área onde o tempo será cronometrado.
  3. Instrução ao Paciente: O paciente deve ser instruído a caminhar a uma velocidade confortável, mas tão rápido quanto possível, sem correr. O uso de dispositivos de auxílio à marcha (como andadores ou bengalas) é permitido se necessário, e isso deve ser consistentemente documentado para comparações futuras.
  4. Realização do Teste: O paciente começa a caminhar antes da marca de início dos 10 metros para garantir uma velocidade constante ao entrar na área cronometrada. O tempo começa quando o primeiro pé cruza a linha de início e para quando o primeiro pé cruza a linha de chegada.
  5. Repetições: O teste é normalmente repetido várias vezes (geralmente três tentativas) para garantir consistência nos resultados. O melhor tempo das tentativas é frequentemente usado para análise.

Teste de Caminhada

O que o TC10 Mede

  • Velocidade de Marcha: A principal medida obtida com o TC10 é a velocidade de marcha, calculada dividindo a distância pelo tempo (normalmente em metros por segundo). A velocidade de marcha é um indicador importante da capacidade funcional de um indivíduo e tem sido associada a vários desfechos importantes, como independência, risco de queda e até longevidade.
  • Capacidade Funcional e Mobilidade: Além da velocidade de marcha, o teste pode fornecer insights sobre a capacidade funcional e a mobilidade do paciente, especialmente quando comparado a padrões de referência ou medições anteriores do mesmo indivíduo.

Considerações

  • O TC10 é valorizado por sua simplicidade e praticidade, podendo ser facilmente implementado em diversos ambientes.
  • A interpretação dos resultados deve considerar a condição clínica do paciente, o uso de dispositivos de auxílio e qualquer intervenção terapêutica que esteja em curso.
  • Padrões de referência para a velocidade de marcha podem variar com base em idade, sexo e condições de saúde, portanto, é importante usar os critérios apropriados para interpretação.

O Teste de Caminhada de 10 Metros fornece informações valiosas para profissionais de saúde na avaliação da função locomotora e no planejamento de intervenções de reabilitação.

Teste de CT10

FAQ: Teste de Caminhada de 10 Metros

1. Para que serve o teste de caminhada de 10 metros? O Teste de Caminhada de 10 Metros (TC10) é uma avaliação prática e eficaz destinada a medir a mobilidade, função e capacidade de locomoção de uma pessoa. Este teste é especialmente útil em contextos clínicos e de reabilitação, fornecendo informações valiosas sobre a velocidade de marcha de pacientes com diversas condições, incluindo lesões neurológicas, ortopédicas e cardiovasculares. Além disso, ajuda a avaliar a eficácia de tratamentos e intervenções, bem como a prever desfechos importantes relacionados à independência e risco de queda.

2. Como é feito o teste de caminhada? O teste de caminhada de 10 metros é realizado em um espaço preparado com uma pista reta e nivelada de no mínimo 14 metros, para permitir a aceleração e desaceleração antes e após o segmento de 10 metros cronometrado. Marca-se claramente o início e o fim dos 10 metros centrais, onde o tempo é cronometrado. O paciente é instruído a caminhar nesta distância a uma velocidade confortável, mas tão rápido quanto possível, sem correr. O uso de dispositivos de auxílio à marcha é permitido se necessário. O tempo que o paciente leva para percorrer os 10 metros é cronometrado, sendo o teste normalmente repetido várias vezes para garantir consistência nos resultados.

3. Como fazer um teste de marcha? Para realizar um teste de marcha, como o TC10, primeiro prepare o ambiente com uma pista adequada. Instrua o paciente sobre como ele deve executar o teste, enfatizando a necessidade de caminhar a uma velocidade confortável, porém rápida. Inicie a medição do tempo assim que o primeiro pé do paciente cruzar a linha de início e pare quando o primeiro pé cruzar a linha de chegada. É recomendável repetir o teste algumas vezes para obter uma medida consistente da velocidade de marcha, utilizando o melhor tempo das tentativas para análise.

4. Quais os testes de marcha? Além do Teste de Caminhada de 10 Metros, existem outros testes de marcha utilizados para avaliar a capacidade de locomoção e função motora de pacientes, incluindo:

  • Teste de Caminhada de 6 Minutos (TC6M): Mede a distância que um indivíduo consegue caminhar em um período de 6 minutos. É útil para avaliar a capacidade funcional do sistema cardiovascular e respiratório.
  • Timed Up and Go (TUG): Avalia a mobilidade, equilíbrio e risco de queda. O paciente é solicitado a levantar-se de uma cadeira, caminhar até um ponto pré-determinado, retornar e sentar-se novamente, sendo o tempo necessário cronometrado.
  • Teste de Caminhada com Mudança de Direção: Avalia a capacidade de mudar de direção enquanto caminha, útil para entender melhor o equilíbrio e a coordenação.

Cada um desses testes fornece informações específicas sobre diferentes aspectos da locomoção e capacidade funcional, sendo escolhidos de acordo com os objetivos da avaliação e as condições do paciente.

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VPPB: sintomas, diagnóstico e tratamento da vertigem posicional

VPPB: sintomas, diagnóstico e tratamento da vertigem posicional

VPPB: sintomas, diagnóstico e tratamento da vertigem posicional

A vertigem posicional paroxística benigna, conhecida pela sigla VPPB, é uma alteração do ouvido interno caracterizada por episódios breves de vertigem provocados por determinadas mudanças na posição da cabeça.

A pessoa pode sentir que o ambiente está girando ao se deitar, levantar-se, virar na cama, olhar para cima ou inclinar a cabeça para frente. Embora cada episódio geralmente dure menos de um minuto, os sintomas podem causar insegurança, náusea, desequilíbrio e medo de cair.

A VPPB está entre as causas mais frequentes de vertigem periférica. Ela pode desaparecer espontaneamente, mas também pode persistir ou retornar após um tratamento inicialmente bem-sucedido.

O diagnóstico correto é importante porque existem manobras específicas capazes de reposicionar as partículas do ouvido interno responsáveis pelos sintomas. Entretanto, nem toda tontura provocada por movimento é VPPB, e algumas apresentações exigem investigação médica.

Como funciona o equilíbrio no ouvido interno?

O ouvido interno contém estruturas relacionadas à audição e ao equilíbrio. A cóclea participa da audição, enquanto o sistema vestibular informa ao cérebro a posição e os movimentos da cabeça.

Esse sistema inclui o utrículo, o sáculo e três canais semicirculares em cada ouvido:

  • Canal anterior;
  • Canal posterior;
  • Canal horizontal ou lateral.

Os canais semicirculares ficam posicionados em planos diferentes e detectam movimentos de rotação da cabeça. Dentro deles existe um líquido chamado endolinfa.

Quando a cabeça se movimenta, a endolinfa se desloca e estimula receptores sensoriais. Essas informações são enviadas ao cérebro e combinadas com sinais provenientes da visão, músculos e articulações.

O utrículo e o sáculo possuem pequenos cristais de carbonato de cálcio chamados otocônias. Em condições normais, essas partículas permanecem aderidas a uma membrana especializada e ajudam na percepção da gravidade e das acelerações lineares.

O que provoca a VPPB?

A VPPB ocorre quando algumas otocônias se desprendem e entram indevidamente em um canal semicircular.

Ao mudar a posição da cabeça, essas partículas alteram o movimento da endolinfa. O cérebro recebe então um sinal vestibular que não corresponde adequadamente às informações visuais e corporais. Essa incompatibilidade produz vertigem e movimentos involuntários dos olhos, chamados de nistagmo.

Existem dois mecanismos principais:

Canalitíase

Na canalitíase, as partículas permanecem livres dentro do canal. Quando a cabeça muda de posição, elas se deslocam por alguns segundos e movimentam a endolinfa.

Por isso, os sintomas costumam surgir após uma breve latência, durar pouco tempo e diminuir quando as partículas param de se mover.

Cupulolitíase

Na cupulolitíase, as partículas ficam aderidas à cúpula, estrutura sensorial localizada na região ampliada do canal. Essa condição pode produzir resposta mais persistente enquanto a cabeça permanece na posição provocadora.

A diferenciação depende do padrão e da duração do nistagmo. Ela deve ser feita por profissional com treinamento em avaliação vestibular.

Quais canais podem ser afetados?

O canal posterior é o mais frequentemente envolvido. O canal horizontal também pode ser afetado e apresenta um padrão diferente de vertigem e nistagmo.

O comprometimento do canal anterior é menos comum. Algumas pessoas podem apresentar envolvimento de mais de um canal ou dos dois ouvidos.

Identificar corretamente o canal e o lado afetado é fundamental, pois a escolha da manobra terapêutica depende dessas informações. Fazer uma manobra inadequada pode não resolver os sintomas e, em algumas situações, deslocar as partículas para outro canal.

Quais são as causas?

Em muitos pacientes, não é possível identificar uma causa específica. Nesses casos, a VPPB é considerada idiopática.

Entre as situações associadas estão:

  • Envelhecimento;
  • Traumatismo craniano;
  • Cirurgias ou períodos prolongados de imobilização;
  • Doenças do ouvido interno;
  • Neurite vestibular;
  • Enxaqueca;
  • Osteoporose ou deficiência de vitamina D;
  • Episódios anteriores de VPPB.

A ocorrência aumenta com a idade, mas a condição também pode afetar adultos jovens, especialmente após um traumatismo craniano.

Sintomas da VPPB

O sintoma mais característico é a vertigem breve desencadeada por uma mudança na posição da cabeça. A pessoa pode descrever que o quarto gira, que está caindo ou que o próprio corpo está se movimentando.

Os sintomas podem aparecer ao:

  • Virar-se na cama;
  • Deitar ou levantar;
  • Olhar para cima;
  • Inclinar-se para amarrar o calçado;
  • Lavar o cabelo;
  • Buscar um objeto em uma prateleira alta;
  • Realizar determinados exercícios;
  • Movimentar rapidamente a cabeça.

Além da vertigem, podem ocorrer:

  • Náusea;
  • Desequilíbrio;
  • Insegurança para caminhar;
  • Visão borrada durante a crise;
  • Nistagmo;
  • Sensação residual de instabilidade;
  • Medo de realizar movimentos;
  • Redução das atividades cotidianas.

A VPPB típica não costuma provocar perda auditiva, desmaio, fraqueza muscular, alteração persistente da fala ou perda de sensibilidade.

Quando a tontura exige atendimento urgente?

Nem toda vertigem é causada por uma alteração benigna no ouvido interno. A avaliação de urgência é especialmente importante quando a tontura surge acompanhada de:

  • Fraqueza ou dormência em um lado do corpo;
  • Dificuldade para falar;
  • Assimetria facial;
  • Visão dupla persistente;
  • Dor de cabeça súbita e muito intensa;
  • Desmaio;
  • Dor no peito;
  • Incapacidade de permanecer em pé;
  • Perda importante de coordenação;
  • Perda auditiva súbita;
  • Febre ou rigidez de nuca;
  • Traumatismo craniano importante;
  • Nistagmo incompatível com um padrão vestibular periférico.

Esses sinais podem indicar condições neurológicas, cardiovasculares ou otológicas que precisam de investigação imediata.

Como é realizado o diagnóstico?

O diagnóstico começa com uma entrevista detalhada. O profissional investiga a duração, frequência, intensidade e os movimentos que provocam os sintomas.

Também é importante perguntar sobre perda auditiva, zumbido, dor de cabeça, alterações neurológicas, uso de medicamentos, quedas e histórico de trauma.

A história clínica pode levantar a suspeita de VPPB, mas o diagnóstico geralmente precisa ser confirmado por uma manobra posicional que provoque o padrão esperado de vertigem e nistagmo.

A diretriz clínica da Academia Americana de Otorrinolaringologia recomenda a utilização de manobras posicionais e desencoraja exames de imagem quando o paciente apresenta critérios típicos de VPPB e não possui sinais adicionais que justifiquem investigação. Diretriz clínica para VPPB.

Manobra de Dix-Hallpike

A manobra de Dix-Hallpike é o principal procedimento utilizado para investigar VPPB do canal posterior.

O profissional movimenta o paciente de uma posição sentada para uma posição deitada, mantendo a cabeça rodada e levemente estendida. Durante o teste, observa os olhos e pergunta sobre a sensação de vertigem.

Um resultado compatível apresenta vertigem acompanhada de um padrão característico de nistagmo. A direção dos movimentos oculares ajuda a identificar o ouvido e o canal envolvidos.

Um teste negativo não exclui todas as formas de VPPB. Os sintomas podem variar, o canal horizontal pode estar envolvido ou a resposta pode não aparecer naquela avaliação.

A manobra exige cuidado em pessoas com limitações cervicais, problemas vasculares, cirurgia recente, instabilidade do pescoço ou dificuldade para realizar mudanças rápidas de posição.

Teste de rotação da cabeça em decúbito

Quando existe suspeita de VPPB do canal horizontal, utiliza-se o teste de rotação da cabeça em decúbito, também conhecido como supine roll test.

Com o paciente deitado, a cabeça é girada para cada lado enquanto o examinador observa o nistagmo. A direção e a intensidade da resposta ajudam a diferenciar os padrões geotrópico e apogeotrópico e a estimar o lado envolvido.

Essa interpretação pode ser complexa. A presença de nistagmo horizontal não deve ser avaliada apenas pela intensidade subjetiva da tontura.

São necessários exames de imagem?

Exames de imagem geralmente não são necessários quando a história e as manobras posicionais apresentam um padrão típico de VPPB e não existem sinais de outra condição.

Ressonância magnética, tomografia ou outros exames podem ser indicados quando:

  • O padrão é atípico;
  • Existem sinais neurológicos;
  • O nistagmo não corresponde ao esperado;
  • O tratamento não produz a resposta prevista;
  • Há perda auditiva ou outros sintomas associados;
  • O profissional suspeita de uma causa central.

As próprias partículas responsáveis pela VPPB normalmente não são visualizadas nos exames convencionais.

Tratamento com manobras de reposicionamento

O tratamento de primeira escolha é composto por manobras de reposicionamento. Elas utilizam movimentos sequenciais da cabeça e do corpo para conduzir as partículas para fora do canal afetado.

Para a VPPB do canal posterior, a manobra de Epley é uma das mais utilizadas. A manobra de Semont pode ser considerada em determinadas situações. Para o canal horizontal, são necessárias outras sequências, escolhidas conforme o padrão identificado.

Uma revisão Cochrane encontrou evidências de que a manobra de Epley é segura e eficaz no tratamento da VPPB do canal posterior, embora grande parte dos estudos tenha apresentado amostras pequenas e acompanhamento curto. Revisão sobre a manobra de Epley.

As manobras podem provocar temporariamente vertigem, náusea e sensação de desequilíbrio. Pessoas com problemas importantes na coluna cervical, restrições vasculares ou determinadas condições clínicas precisam de adaptações.

É possível fazer a manobra em casa?

Alguns pacientes podem receber orientação para repetir uma manobra em casa quando o diagnóstico, o lado e o canal afetado já foram confirmados.

Não é recomendável escolher uma manobra apenas com base em vídeos da internet. Sintomas semelhantes podem ter outras causas, e técnicas diferentes são necessárias para canais distintos.

A primeira avaliação deve ser realizada por médico, fisioterapeuta vestibular, fonoaudiólogo especializado ou outro profissional devidamente habilitado.

Medicamentos tratam a causa?

Medicamentos para náusea ou supressão vestibular podem ser considerados em situações específicas para alívio temporário, mas não reposicionam as partículas e não corrigem o mecanismo da VPPB.

O uso rotineiro e prolongado de supressores vestibulares não é recomendado para tratar uma VPPB típica. Além de não remover a causa mecânica, alguns medicamentos podem provocar sonolência e aumentar o risco de quedas.

VPPB e risco de quedas

Durante e após os episódios, algumas pessoas apresentam instabilidade residual. Em idosos, isso pode se somar a fraqueza, alterações visuais, neuropatias, uso de medicamentos e problemas de equilíbrio já existentes.

O medo de provocar a vertigem também pode levar à restrição de movimentos e redução das atividades. Com o tempo, essa estratégia pode contribuir para perda de condicionamento e maior insegurança.

Além das manobras de reposicionamento, alguns pacientes podem necessitar de exercícios vestibulares, treinamento de equilíbrio, fortalecimento, orientação ambiental e avaliação do risco de quedas.

A VPPB pode voltar?

A recorrência é possível mesmo após um tratamento bem-sucedido. O retorno dos sintomas não significa necessariamente que a primeira intervenção foi realizada incorretamente.

Quando a vertigem reaparece, o canal e o lado afetado devem ser reavaliados. O padrão pode ser diferente do episódio anterior.

Uma nova avaliação também é necessária quando os sintomas mudam, tornam-se contínuos ou aparecem acompanhados de sinais que não faziam parte do quadro inicial.

Conclusão

A vertigem posicional paroxística benigna é uma condição do ouvido interno causada pelo deslocamento de partículas para os canais semicirculares. Ela provoca episódios breves de vertigem relacionados a movimentos da cabeça.

O diagnóstico é realizado pela história clínica e por manobras posicionais, como Dix-Hallpike e o teste de rotação em decúbito. O tratamento utiliza manobras de reposicionamento escolhidas de acordo com o canal e o lado envolvidos.

Embora a VPPB seja tratável, outras doenças podem produzir sintomas semelhantes. Por isso, a avaliação profissional e a identificação de sinais de alerta são essenciais.

Aviso: este conteúdo possui finalidade educativa e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento realizado por profissional habilitado.

Índice de Barthel

Índice de Barthel: como aplicar e interpretar a escala

ndice de Barthel: como avaliar a independência nas atividades da vida diária

O Índice de Barthel é um instrumento utilizado para avaliar o grau de independência de uma pessoa na realização de atividades básicas da vida diária. Ele permite registrar quanta ajuda física ou supervisão o indivíduo necessita para cuidar de si e se movimentar em situações cotidianas.

A escala é muito utilizada na fisioterapia, terapia ocupacional, enfermagem, geriatria, neurologia e medicina de reabilitação. Sua aplicação é especialmente frequente em pacientes que sofreram acidente vascular cerebral, mas também pode ser útil em pessoas com doenças neurológicas, alterações musculoesqueléticas, câncer, trauma, perda funcional relacionada ao envelhecimento ou internações prolongadas.

O resultado fornece uma medida objetiva da capacidade funcional naquele momento. Quando aplicado repetidamente, o Índice de Barthel também ajuda a acompanhar a evolução durante a reabilitação.

O que é o Índice de Barthel?

O Índice de Barthel foi apresentado por Florence Mahoney e Dorothea Barthel em 1965. Seu objetivo original era registrar o desempenho funcional de pacientes com doenças neuromusculares e musculoesqueléticas durante a reabilitação.

A versão tradicional avalia dez atividades relacionadas ao autocuidado, continência e mobilidade. O profissional observa ou investiga o que o paciente realmente realiza, e não apenas aquilo que teoricamente seria capaz de fazer.

Cada atividade recebe uma pontuação conforme o nível de ajuda necessário. A soma representa o grau geral de independência funcional: quanto maior a pontuação, maior a capacidade de realizar as atividades avaliadas sem assistência.

O instrumento original e suas condições de utilização são identificados pela Mapi Research Trust, que também alerta para a existência de versões modificadas com sistemas de pontuação diferentes.

Quais atividades são avaliadas?

O Índice de Barthel considera dez atividades básicas:

  1. Alimentação;
  2. Banho;
  3. Higiene pessoal;
  4. Vestir-se;
  5. Controle intestinal;
  6. Controle urinário;
  7. Uso do banheiro;
  8. Transferência entre cama e cadeira;
  9. Mobilidade em superfície plana;
  10. Subir e descer escadas.

Esses itens representam tarefas fundamentais para o cuidado pessoal e a mobilidade cotidiana. O instrumento não avalia diretamente atividades mais complexas, como preparar refeições, fazer compras, administrar dinheiro, utilizar transporte público ou organizar medicamentos.

Essas tarefas mais elaboradas são chamadas de atividades instrumentais da vida diária e exigem instrumentos complementares.

Como o Índice de Barthel é aplicado?

A avaliação pode ser realizada por observação direta, entrevista com o paciente ou coleta de informações com familiares e cuidadores. Sempre que possível, a observação do desempenho real oferece informações importantes sobre segurança, esforço e necessidade de ajuda.

O avaliador deve registrar o que aconteceu no período definido pelo serviço, geralmente considerando o desempenho recente. Não se deve atribuir uma pontuação com base apenas no que o paciente poderia realizar em condições ideais.

Se uma pessoa possui força para caminhar, mas necessita de supervisão constante por causa de desequilíbrio ou risco de queda, essa necessidade deve ser considerada. Da mesma forma, alguém que consegue vestir parte das roupas, mas depende de ajuda para concluir a tarefa não deve ser classificado como completamente independente.

Durante a aplicação, alguns princípios são importantes:

  • Registrar o desempenho real;
  • Considerar ajuda física e orientação verbal;
  • Contabilizar a necessidade de supervisão;
  • Permitir o uso habitual de dispositivos auxiliares;
  • Avaliar a segurança da execução;
  • Utilizar sempre a mesma versão da escala;
  • Documentar alterações nas condições de aplicação.

Bengala, andador, cadeira de rodas adaptada e outros recursos não significam automaticamente dependência. Uma pessoa pode utilizar um dispositivo e ainda realizar determinada atividade com independência.

Como funciona a pontuação?

Existem diferentes versões do Índice de Barthel. Na versão mais conhecida, o resultado varia de zero a 100 pontos. Também existe uma versão que utiliza pontuação total de zero a 20, além do Índice de Barthel Modificado e de formulários reduzidos.

As versões não devem ser misturadas. Um resultado de 15 pontos possui significado completamente diferente dependendo de a escala utilizada variar até 20 ou até 100.

Em geral, a pontuação mais baixa representa dependência completa nas atividades avaliadas. A pontuação máxima indica independência funcional dentro dos limites do instrumento.

Algumas publicações dividem os resultados em categorias como dependência total, grave, moderada, leve e independência. Entretanto, os pontos de corte podem variar entre serviços e estudos.

Por isso, o relatório deve informar:

  • Nome e versão do instrumento;
  • Intervalo possível de pontuação;
  • Resultado total;
  • Data da avaliação;
  • Forma de aplicação;
  • Itens nos quais existe dependência;
  • Mudanças observadas em relação à avaliação anterior.

Mais importante do que apresentar somente o total é analisar quais atividades estão comprometidas. Dois pacientes podem obter a mesma pontuação e apresentar necessidades completamente diferentes.

O que significa uma pontuação elevada?

Uma pontuação elevada indica que o paciente realiza a maior parte das atividades básicas com pouca ou nenhuma ajuda. Isso não significa necessariamente que esteja apto a morar sozinho, retornar ao trabalho ou realizar todas as atividades comunitárias.

O Índice de Barthel não avalia de maneira abrangente cognição, comunicação, visão, comportamento, equilíbrio avançado, participação social, atividades domésticas ou capacidade de tomar decisões.

Uma pessoa pode obter pontuação elevada e ainda apresentar:

  • Dificuldade para administrar medicamentos;
  • Alterações de memória;
  • Risco de queda;
  • Fadiga;
  • Problemas de comunicação;
  • Limitações para cozinhar ou fazer compras;
  • Incapacidade para utilizar transporte;
  • Necessidade de adaptações domiciliares.

Portanto, uma pontuação elevada deve ser interpretada em conjunto com outras avaliações.

O que significa uma pontuação reduzida?

Uma pontuação baixa indica maior necessidade de ajuda nas atividades básicas avaliadas. Isso pode refletir limitações motoras, fraqueza, alterações de equilíbrio, dor, incontinência, comprometimento cognitivo ou diferentes combinações desses fatores.

O resultado ajuda a equipe a identificar necessidades como:

  • Assistência durante transferências;
  • Treinamento de marcha;
  • Adaptação do banheiro;
  • Orientação ao cuidador;
  • Prevenção de quedas;
  • Prescrição de tecnologia assistiva;
  • Treino de alimentação e higiene;
  • Planejamento da alta;
  • Continuidade da reabilitação.

A pontuação não deve ser interpretada como uma medida permanente. O desempenho pode melhorar ou piorar conforme a recuperação, progressão da doença, presença de complicações, ambiente e acesso à assistência.

Uso após o acidente vascular cerebral

O Índice de Barthel é amplamente empregado para acompanhar pessoas após um acidente vascular cerebral. Ele pode ser utilizado durante a internação, na reabilitação e no acompanhamento ambulatorial.

Nessa população, permite registrar mudanças na mobilidade, transferências, continência e autocuidado. Uma revisão sistemática com metanálise encontrou excelente confiabilidade entre avaliadores quando a administração padronizada foi utilizada em sobreviventes de AVC. O valor global de concordância relatado foi elevado, embora os estudos apresentassem diferenças metodológicas e amostras relativamente pequenas. Revisão sobre a confiabilidade do Índice de Barthel.

O instrumento também é utilizado como medida de resultado em pesquisas sobre AVC. Entretanto, não substitui escalas específicas para avaliar déficit neurológico, equilíbrio, função dos membros superiores, linguagem, qualidade de vida ou participação social.

Vantagens do Índice de Barthel

Uma das principais vantagens é a simplicidade. A escala pode ser aplicada em diferentes ambientes e não exige equipamentos sofisticados.

Outros benefícios incluem:

  • Aplicação relativamente rápida;
  • Facilidade de compreensão;
  • Uso por diferentes profissionais;
  • Possibilidade de acompanhar mudanças;
  • Ampla utilização em reabilitação;
  • Boa confiabilidade quando aplicada de forma padronizada;
  • Foco em atividades relevantes para o cotidiano.

A ampla utilização também facilita a comunicação entre hospitais, clínicas, serviços domiciliares e pesquisadores.

Limitações do instrumento

O Índice de Barthel apresenta limitações que precisam ser reconhecidas.

Uma delas é o efeito teto. Pessoas com boa capacidade funcional podem alcançar uma pontuação elevada mesmo mantendo dificuldades importantes em tarefas mais complexas. Nesses casos, o instrumento pode não ser suficientemente sensível para demonstrar pequenas melhorias.

Também pode ocorrer efeito piso em pacientes com comprometimentos muito graves. Quando a pessoa depende completamente de ajuda em quase todas as atividades, pequenas mudanças iniciais podem não produzir uma alteração expressiva na pontuação.

Outras limitações incluem:

  • Não investigar detalhadamente a qualidade do movimento;
  • Não medir participação social;
  • Não avaliar cognição de forma específica;
  • Não identificar sozinho o risco de queda;
  • Não determinar a causa da dependência;
  • Não substituir uma avaliação funcional completa;
  • Possibilidade de diferenças entre observação e autorrelato.

Estudos sobre versões reduzidas encontraram correlações importantes com a escala tradicional, mas o uso de formulários diferentes pode dificultar comparações. Uma pesquisa com dados de milhares de participantes com AVC encontrou validade para uma versão reduzida de três itens, mas isso não torna todas as versões intercambiáveis. Estudo sobre versões abreviadas.

O Índice de Barthel pode prever a recuperação?

A pontuação pode contribuir para estimativas de necessidade de cuidados, evolução funcional e planejamento da alta. No entanto, ela não deve ser utilizada isoladamente para prever o futuro do paciente.

A recuperação depende de diversos fatores:

  • Diagnóstico e gravidade da condição;
  • Idade e doenças associadas;
  • Função cognitiva;
  • Apoio familiar;
  • Ambiente domiciliar;
  • Acesso à reabilitação;
  • Presença de dor;
  • Motivação e participação;
  • Complicações clínicas;
  • Objetivos individuais.

O resultado deve ser considerado uma fotografia do desempenho funcional em determinado momento, não uma sentença definitiva sobre o potencial de recuperação.

Cuidados ao usar diferentes versões

O material original do Índice de Barthel possui direitos associados, e algumas adaptações não são reconhecidas pelos autores como equivalentes. A reprodução integral, modificação ou utilização comercial pode exigir autorização.

Para uso clínico ou institucional, é importante verificar a origem da versão, a validação para o idioma e a população atendida, além das condições de utilização.

Em publicações, prontuários e pesquisas, o profissional deve informar claramente qual versão aplicou. Isso evita erros de interpretação e comparações inadequadas.

Conclusão

O Índice de Barthel é uma medida de independência nas atividades básicas da vida diária. Ele avalia alimentação, higiene, banho, vestuário, continência, uso do banheiro, transferências, mobilidade e escadas.

Sua aplicação ajuda a registrar necessidades de assistência, acompanhar a recuperação e orientar o planejamento da reabilitação. Contudo, o resultado não deve ser analisado isoladamente.

Uma avaliação funcional completa também precisa considerar cognição, comunicação, equilíbrio, ambiente, atividades instrumentais, participação social e objetivos do paciente.

Aviso: este conteúdo possui finalidade educativa. A aplicação e interpretação de instrumentos funcionais devem ser realizadas por profissional habilitado e com uma versão validada do instrumento.