Dry Needling: A Técnica de Agulhamento Seco na Fisioterapia

Dry Needling: A Técnica de Agulhamento Seco na Fisioterapia

dry needling, ou agulhamento seco, é uma técnica terapêutica inovadora e minimamente invasiva que tem ganhado destaque na fisioterapia moderna. Considerada de baixo risco, essa abordagem utiliza agulhas finas para tratar pontos-gatilho miofasciais (PGM), que são áreas de tensão nos músculos que podem causar dor e desconforto. Neste artigo, exploraremos em profundidade o que é o dry needling, como funciona, suas aplicações, evidências científicas e considerações práticas para fisioterapeutas.

O que é Dry Needling?

O dry needling é uma técnica que envolve a inserção de uma agulha fina diretamente em pontos-gatilho miofasciais ativos. Esses pontos são áreas de hipersensibilidade que podem resultar em dor referida, limitando a mobilidade e a funcionalidade do paciente. O procedimento é realizado com o objetivo de desativar esses pontos, proporcionando alívio da dor e melhorando a função muscular.

Compreendendo os Pontos-Gatilho Miofasciais

Os pontos-gatilho miofasciais são nódulos palpáveis que se formam em bandas musculares tensas. Eles podem ser classificados em dois tipos:

  • Ponto-Gatilho Ativo: Este tipo de ponto-gatilho provoca dor espontânea e pode causar dor referida em outras áreas do corpo.
  • Ponto-Gatilho Latente: Embora não cause dor espontânea, esse ponto é doloroso ao toque e pode limitar a amplitude de movimento.

Estudos indicam que os PGMs são responsáveis por uma significativa porcentagem de dores musculoesqueléticas, variando de 30% a 85% dos casos. A presença de PGMs pode estar associada a fatores como estresse, má postura, lesões e sobrecarga muscular.

Dry needling acupuncture needles used by acupuncturist physiotherapist on patient in pain and injury treatment, close up macro photo.

Como o Dry Needling Funciona?

O mecanismo de ação do dry needling ainda está sendo estudado, mas acredita-se que a técnica induza respostas locais e centrais que promovem a homeostase na região afetada. A inserção da agulha provoca uma resposta inflamatória controlada, que pode resultar em:

  • Redução da Sensibilização da Dor: O agulhamento pode diminuir a sensibilização periférica e central, aliviando a dor.
  • Aumento do Fluxo Sanguíneo: A técnica pode melhorar a circulação na área tratada, promovendo a recuperação muscular.
  • Normalização da Atividade Neuromuscular: O dry needling pode ajudar a restaurar o equilíbrio neuromuscular, reduzindo o tônus muscular excessivo.

Evidências Científicas sobre o Dry Needling

A eficácia do dry needling tem sido objeto de várias pesquisas. Uma revisão sistemática recente analisou a eficácia da técnica em pontos-gatilho na região do pescoço e ombros, concluindo que o dry needling é eficaz para aliviar a dor e melhorar a função. Os resultados sugerem que a técnica pode ter efeitos comparáveis a intervenções farmacológicas.

Outra meta-análise avaliou o dry needling no tratamento de PGMs associados à lombalgia, comparando-o a outras terapias, como laserterapia e acupuntura. Os resultados mostraram que o dry needling, especialmente quando combinado com outras intervenções, é significativamente mais eficaz na redução da intensidade da dor.

"Entenda os Pontos-Gatilho Miofasciais e Como o Dry Needling Pode Ajudar"

Considerações Práticas para Fisioterapeutas

Para os fisioterapeutas, o dry needling representa uma ferramenta valiosa na abordagem de pacientes com disfunções musculoesqueléticas. Algumas considerações práticas incluem:

  • Avaliação Completa: Antes de aplicar o dry needling, é essencial realizar uma avaliação detalhada do paciente, identificando a presença de PGMs e outras disfunções musculoesqueléticas.
  • Técnica Adequada: A formação adequada na técnica de dry needling é crucial para garantir a segurança e a eficácia do tratamento. Fisioterapeutas devem estar cientes das contraindicações e precauções.
  • Integração com Outras Terapias: O dry needling pode ser utilizado em conjunto com outras modalidades terapêuticas, como exercícios terapêuticos, terapia manual e educação do paciente, para otimizar os resultados.

Conclusão

O dry needling é uma técnica eficaz e segura que pode proporcionar alívio significativo da dor e melhorar a funcionalidade em pacientes com disfunções musculoesqueléticas. Ao integrar essa abordagem na prática clínica, os fisioterapeutas podem oferecer intervenções mais completas e personalizadas, promovendo a recuperação e a qualidade de vida dos pacientes. Com base nas evidências científicas disponíveis, o dry needling se destaca como uma ferramenta importante no arsenal terapêutico da fisioterapia moderna.

Descubra a Liberação Miofascial

Além do dry needling, outra técnica eficaz para o alívio da dor e melhoria da função muscular é a liberação miofascial. Essa abordagem manual foca na liberação de tensões e restrições na fáscia, o tecido conectivo que envolve músculos e órgãos. A liberação miofascial ajuda a restaurar a mobilidade, reduzir a dor e melhorar a circulação sanguínea.

Durante uma sessão de liberação miofascial, o fisioterapeuta aplica pressão suave e sustentada em áreas específicas do corpo, permitindo que a fáscia se relaxe e se alongue. Essa técnica é especialmente benéfica para pessoas que sofrem de dores crônicas, lesões esportivas ou tensão muscular.

Se você está buscando uma abordagem complementar ao dry needling, a liberação miofascial pode ser a solução ideal. Consulte um fisioterapeuta qualificado para saber como essas técnicas podem trabalhar juntas para otimizar sua recuperação e bem-estar.

Confira esses artigos abaixo sobre o tema

Artigo 1 – Physiologic Effects of Dry Needling

Artigo 2 – Dry needling: a literature review with implications for clinical practice guidelines

Artigo 3 – Effectiveness of Dry Needling for Upper-Quarter Myofascial Pain: A Systematic Review and Meta-analysis

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Dry Needling ou Agulhamento Seco – O que você precisa saber

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O dry needling, ou agulhamento seco, tem emergido como uma técnica significativa no campo da fisioterapia. Comumente usado para o tratamento de dores e disfunções musculoesqueléticas, esta técnica pode oferecer alívio rápido e eficaz para uma variedade de condições. Este post é dedicado a esclarecer as dúvidas mais comuns sobre o dry needling, ajudando fisioterapeutas a compreender melhor sua aplicação, benefícios e diferenciações, como a acupuntura.

O que é e qual é o objetivo do dry needling?

Dry needling, também conhecido como agulhamento a seco, é uma abordagem terapêutica minimamente invasiva que envolve a inserção de agulhas filiformes finas em partes específicas do tecido muscular. Essas agulhas são direcionadas aos pontos gatilhos miofasciais, que são áreas tensas dentro do músculo que podem contribuir para a dor persistente e limitação do movimento. Esses pontos gatilhos podem ser identificados por um profissional de saúde treinado através da palpação e observação dos padrões de dor.

O procedimento visa desativar esses pontos gatilhos, buscando aliviar a dor, reduzir a tensão muscular, melhorar a amplitude de movimento e promover a recuperação dos tecidos. Ao inserir a agulha nos pontos específicos, acredita-se que ocorra uma liberação de tensão através da ruptura mecânica dos nódulos musculares, estimulando também respostas biológicas que facilitam processos de cura natural do corpo.

O dry needling é muitas vezes utilizado por fisioterapeutas como parte de um plano de tratamento mais amplo, que pode incluir outras formas de terapia manual, exercícios e orientações sobre postura e movimento. O objetivo principal é restaurar a funcionalidade muscular, permitindo que o indivíduo retome suas atividades diárias ou esportivas com menos desconforto e melhor desempenho.

É importante destacar que o dry needling difere da acupuntura tradicional, embora ambas as técnicas utilizem agulhas. A principal diferença reside em suas bases teóricas e objetivos; enquanto a acupuntura é baseada em conceitos da medicina tradicional chinesa e busca equilibrar a energia vital do corpo (Qi), o dry needling tem fundamentação na anatomia e fisiologia ocidental, focando especificamente no tratamento de disfunções musculares.

Antes de se submeter ao dry needling, é recomendado que o paciente procure um profissional qualificado e experiente, que possa avaliar adequadamente sua condição e determinar se essa técnica é a mais indicada para o seu caso. A segurança e a eficácia do procedimento dependem em grande parte da habilidade do terapeuta e do cumprimento de protocolos de higiene e segurança.

O que é o agulhamento a seco?

O agulhamento a seco é sinônimo de dry needling, descrito acima, e é uma técnica que não utiliza injeção de substâncias. É realizado apenas com a penetração da agulha no tecido muscular.

O que o agulhamento seco faz?

Ele estimula os pontos gatilhos, que são nódulos tensos em bandas tensas de músculos. Esses pontos podem gerar dor referida, disfunção e autônoma.

Formação de pontos gatilhos

A formação de pontos gatilhos é um fenômeno complexo e relevante no contexto das disfunções musculares e da dor miofascial. Estes pontos são essencialmente áreas hiperirritáveis localizadas em um tecido muscular tenso, que podem gerar padrões característicos de dor e desconforto quando estimulados. Os pontos gatilhos são classificados em dois tipos principais, cada um com suas peculiaridades e implicações clínicas:

Pontos Gatilho Ativos

Os pontos gatilho ativos são notoriamente conhecidos por causarem dor de forma espontânea ou quando submetidos a pressão. Esta dor é geralmente aguda, penetrante e pode irradiar para áreas distantes no corpo, seguindo padrões específicos. Esses pontos não apenas provocam desconforto direto, mas também podem levar a uma diminuição significativa da amplitude de movimento e à alteração da funcionalidade do músculo afetado. Além disso, os pontos gatilho ativos podem desencadear reações autonômicas, como sudorese, tontura e até mesmo náuseas, em casos mais severos.

Pontos Gatilho Latentes

Por outro lado, os pontos gatilho latentes diferem dos ativos principalmente porque não produzem dor espontânea. No entanto, sua presença no músculo não é inofensiva; podem contribuir para uma sensação de rigidez muscular, restringir a amplitude de movimento e causar fraqueza muscular. Quando esses pontos latentes são pressionados, podem se tornar ativos, desencadeando dor e desconforto. Portanto, a identificação e o tratamento desses pontos, mesmo quando latentes, são cruciais para prevenir a evolução para um quadro mais doloroso e debilitante.

A formação desses pontos gatilhos pode ser atribuída a diversas causas, incluindo, mas não se limitando a, estresse muscular repetitivo, posturas inadequadas, desequilíbrios musculares, trauma direto e até fatores emocionais como o estresse crônico. A compreensão desses mecanismos é fundamental para o desenvolvimento de estratégias eficazes de tratamento e prevenção.

O manejo dos pontos gatilhos envolve uma combinação de técnicas, incluindo terapias manuais, como o agulhamento a seco (dry needling) e massagem, além de exercícios específicos de alongamento e fortalecimento. O objetivo é aliviar a dor, restaurar a funcionalidade muscular e, em última análise, melhorar a qualidade de vida do paciente. É imprescindível que o tratamento seja personalizado e conduzido por um profissional de saúde qualificado, capaz de avaliar a complexidade do quadro clínico do paciente e determinar a abordagem terapêutica mais adequada.

    Como funciona o dry needling?

    Qual é a agulha usada no dry needling?

    Usa-se uma agulha filiforme fina que penetra na pele e no músculo atingindo o ponto gatilho.

    Efeitos mecânicos do dry needling

    Os efeitos mecânicos do dry needling sobre os pontos gatilhos miofasciais são fundamentais para entender como essa técnica pode aliviar a dor e melhorar a funcionalidade muscular. Uma das respostas mais significativas durante a aplicação do dry needling é a ocorrência da Resposta de Espasmo Local (REL). Esse fenômeno é caracterizado por uma contração súbita e involuntária das fibras musculares no local onde a agulha é inserida.

    A REL é considerada um indicador de que a agulha atingiu efetivamente o ponto gatilho. Essa contração muscular instantânea contribui para o processo de desativação do ponto gatilho, promovendo um alívio imediato da tensão muscular e da dor associada. O mecanismo por trás da REL e da desativação dos pontos gatilhos ainda é objeto de estudo, mas acredita-se que a inserção da agulha cause uma alteração na química local do músculo, liberando substâncias que reduzem a dor e a inflamação.

    Além disso, o processo de inserção da agulha e a subsequente REL podem ajudar a melhorar a circulação sanguínea na área afetada, facilitando a oxigenação e a remoção de metabólitos que contribuem para a dor muscular. Esse aumento no fluxo sanguíneo também pode acelerar os processos de reparação e recuperação do tecido muscular, contribuindo para a restauração da funcionalidade muscular e a prevenção de futuras lesões.

    Portanto, os efeitos mecânicos do dry needling, particularmente a indução da Resposta de Espasmo Local, desempenham um papel crucial na eficácia da técnica para o tratamento de disfunções musculoesqueléticas. Ao desativar os pontos gatilhos e aliviar a tensão muscular, o dry needling oferece uma abordagem valiosa para o manejo da dor e a melhoria da mobilidade e qualidade de vida dos pacientes.

    O que o agulhamento seco é capaz de tratar?

    Dry needling tem mostrado eficácia em diversas condições, incluindo:

    • Síndrome Dolorosa Miofascial
    • Dores de cabeça tipo tensão
    • Enxaquecas
    • Dores da articulação temporo mandibular
    • Dores musculares do exercício
    • Dores por overtraining
    • Transtornos relacionados ao uso excessivo de computador
    • Distúrbios associados com lesão por chicote (whiplash)
    • Dor pélvica e outras síndromes urológicas
    • Tendinopatias do ombro

    Agulhamento a seco e acupuntura são a mesma coisa?

    Não. Apesar de ambas as técnicas utilizarem agulhas, o dry needling foca nos pontos gatilhos musculares, enquanto a acupuntura se baseia em liberar energia em pontos meridianos segundo a medicina tradicional chinesa.

    Resumo sobre agulhamento seco e dry needling

    O agulhamento seco, conhecido internacionalmente como dry needling, é uma técnica terapêutica fundamentada em evidências científicas, que se destaca por sua eficácia no tratamento de diversas condições musculoesqueléticas. A prática envolve a inserção de agulhas filiformes muito finas através da pele, diretamente nos pontos gatilhos miofasciais, que são áreas tensas e dolorosas dentro dos músculos, responsáveis por gerar dor e disfunção muscular.

    Esta técnica tem como objetivo principal aliviar a dor, reduzir a tensão muscular, melhorar a amplitude de movimento e facilitar a recuperação muscular, promovendo assim uma melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes. O dry needling é especialmente indicado para o tratamento de dor crônica, espasmos musculares, síndromes de dor miofascial, e condições como a dor lombar, cefaleias tensionais e tendinite, entre outras.

    A eficácia do agulhamento seco depende crucialmente da habilidade e do conhecimento do profissional que o executa. Por isso, é fundamental que seja realizado por profissionais de saúde qualificados e devidamente treinados na técnica, como fisioterapeutas, para assegurar a segurança do procedimento e maximizar seus benefícios. O sucesso do tratamento com dry needling baseia-se não apenas na técnica propriamente dita, mas também em uma avaliação precisa e um plano de tratamento individualizado, que pode incluir, além do agulhamento, orientações de exercícios específicos e outras intervenções terapêuticas.

    Referências Bibliográficas

    “Dry needling é uma ferramenta valiosa no arsenal do fisioterapeuta para o manejo da dor neuromusculoesquelética e das disfunções de movimento.” – Associação Americana de Fisioterapia (APTA)

    “A prática do dry needling exige uma compreensão aprofundada da anatomia, fisiologia e neurologia para alcançar resultados seguros e eficazes.” – Dr. Jan Dommerholt, PT, DPT

    “Quando usado em conjunto com outros tratamentos de fisioterapia, o dry needling pode reduzir significativamente a dor e melhorar o movimento.” – Dr. David G. Baker, PT, DPT, OCS

    “É importante que os fisioterapeutas busquem educação e treinamento de alta qualidade em dry needling para garantir a segurança do paciente e os melhores resultados.” – Academia Internacional de Medicina Ortopédica-US (IAOM-US)

    “Dry needling não é um remédio para todas as dores, mas quando integrado a uma abordagem abrangente da fisioterapia, pode ser um divisor de águas para muitos pacientes.” – Dr. Todd S. Ellenbecker, PT, DPT, MS, SCS, OCS, CSCS

    Lembre-se, a segurança e a efetividade do tratamento com dry needling dependem crucialmente do conhecimento e formação do fisioterapeuta. Continue a se educar e esteja informado sobre as melhores práticas para garantir o máximo benefício aos seus pacientes.

    FAQ: Agulhamento a Seco (Dry Needling)

    Para que serve o dry needling?
    O dry needling é uma técnica terapêutica utilizada para tratar dor e disfunções musculares. Ele é aplicado inserindo agulhas finas em pontos gatilhos miofasciais específicos nos músculos, com o objetivo de desativar estes pontos, aliviar a dor, reduzir a tensão muscular, melhorar a amplitude de movimento e facilitar a recuperação muscular.

    Qual a diferença entre acupuntura e dry needling?
    Embora ambas as técnicas utilizem agulhas, elas têm fundamentos e objetivos distintos. A acupuntura é uma prática da medicina tradicional chinesa que visa equilibrar a energia vital do corpo (Qi) através da inserção de agulhas em pontos específicos dos meridianos energéticos. O dry needling, por outro lado, é baseado na anatomia e fisiologia ocidental e foca no tratamento de disfunções musculares, inserindo agulhas diretamente nos pontos gatilhos miofasciais para aliviar a dor e melhorar a função muscular.

    Quais os benefícios do agulhamento a seco?
    O agulhamento a seco oferece vários benefícios, incluindo alívio da dor, redução da tensão muscular, aumento da amplitude de movimento, melhora da circulação sanguínea local, aceleração dos processos de reparação e recuperação muscular, além de auxiliar na prevenção de novas lesões musculares.

    Quanto tempo fica o dry needling?
    A duração de cada sessão de dry needling pode variar dependendo do caso específico e do objetivo do tratamento. Em geral, a agulha é mantida no ponto gatilho por um período curto, que pode variar de alguns segundos a vários minutos. O número de sessões necessárias também varia de acordo com a resposta individual do paciente ao tratamento e a gravidade da condição sendo tratada.

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    Esta é particularmente relevante porque foi relatado que o nervo propriedades (por exemplo, área de seção transversal) são alteradas em certas neuropatias periféricas (Lee e Dauphinee, 2005), e no membro superior síndromes de compressão nervosa (Hough et al., 2007; Kantarci et al.,2013). Essas mudanças nas propriedades do nervo podem estar associadas com uma função nervosa comprometida (Li e Shi, 2007; Rickett et al.,2010). Além disso, também foi demonstrado que as pessoas com neuropatia periférica têm uma mecanossensibilidade mais elevada no quadrante inferior do corpo (Boyd et al., 2010). Consequentemente, as técnicas de mobilização neural são usados ​​como tratamento para diferentes doenças neuromusculares.


    Estudos realizados em participantes com dor cervicobraquial (Allison et al., 2002; Nee et al., 2012), epicondilalgia lateral (Vicenzino et al., 1996) e síndrome do túnel do carpo (Pinar et al.,2005) mostraram efeitos positivos das intervenções de mobilização neural no alívio da dor. Alguns desses estudos também encontraram um efeito positivo em medicamentos sem dor força de preensão (Vicenzino et al., 1996; Pinar et al., 2005), e em limitações de atividades autorreferidas (Nee et al., 2012). O positivo efeitos de NM relatados nestes estudos estão relacionados ao
    distúrbios do quadrante corporal (ou seja, coluna cervical, ombro, cotovelo e pulso). Ainda assim, poucos estudos examinaram os efeitos da mobilização neural sobre os quadrante corporal (ou seja, tronco, coxa, perna e pé).


    A dor lombar (LBP) é um problema comum no quadrante inferior do corpo, e representa uma importante causa de deficiência com forte economia impacto (Hoy et al., 2012; Global Burden of Disease Study, 2013 Colaboradores, 2015). Várias intervenções, como terapia por exercício (Hayden, 2005), massagem (Furlan et al., 2009), ou estabilização lombar técnicas (Haladay et al., 2013) são usadas para tratar pessoas com lombalgia, mas com evidências limitadas sobre sua eficácia. Além disso, mobilização neural também foi usado para tratar a lombalgia (Sch € afer et al., 2011; Colakovi c e Avdic, 2013), com o objetivo de reduzir a mecanossensibilidade do quadrante inferior do corpo do paciente (Coppieters et al., 2005).

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    Revisões sistemáticas anteriores (Ellis e Hing, 2008; Su e Lim, 2016) examinou os efeitos das intervenções NM exclusivamente em populações clínicas, e principalmente nas disfunções do quadrante superior do corpo. Considerando os estudos recentes sobre a mobilização neural publicados em ambos populações saudáveis ​​e com LBP, e a falta de dados meta-analíticos apoiando os efeitos da mobilização neural, o objetivo deste estudo foi revisar sistematicamente os ensaios controlados randomizados apropriados (RCTs) que visavam determinar a eficácia das técnicas de mobilização neural visando o quadrante inferior do corpo. Especificamente, analisamos o efeitos da  mobilização neural na flexibilidade em adultos saudáveis ​​e os efeitos da mobilização neural sobre dor e incapacidade em pessoas com lombalgia.

     

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    O teste Straight Leg Raise ou Slump para avaliar o sistema neuroimune fornecerá informações valiosas sobre a apresentação clínica ( Urban et al. 2015 ).

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    Se o sistema nervoso estiver envolvido, a mobilização neural têm se mostrado úteis para a dor ciática ( Basson et al. 2017 , Neto et al. 2017 ). A aplicação de tratamento específico para tecidos moles pode ajudar a diminuir o edema intraneural e / ou pressão por meio da mobilização de tubos neurais ( Gilbert et al. 2015 ). 

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    Testes para envolvimento da articulação sacroilíaca. Mais especificamente, se a dor for na região sacroilíaca, pode estar relacionada à patologia do ligamento sacroilíaco anterior. Se for na coxa, pode estar relacionado à rigidez da musculatura do quadril ou tensão do nervo femoral e, se estiver na região lombar, pode ser devido ao envolvimento lombar [1]

    Teste de Yeoman

    Como realizar o Teste de Yeoman

    Posicão inicial

    O paciente fica deitado

    Procedimento

    O examinador fica do lado dolorido e flexiona o joelho do paciente a 90 ° e estende o quadril

    Quando o teste de Teste de Yeoman for positivo

    Dor localizada na articulação sacroilíaca indica patologia no ligamento sacroilíaco anterior

    A parestesia anterior da coxa pode indicar um estiramento do nervo femoral [1] [2]


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    Provas

    O teste de Teste de Yeoman ou impulso da coxa é mais sensível e o teste de distração é o mais específico. Apenas o teste de impulso de coxa atinge mais de 80% de sensibilidade e especificidade. Na ausência de centralização, se três testes provocativos forem positivos, a sensibilidade, a especificidade e a razão de verossimilhança positiva são 93%, 89% e 6,97%, respectivamente. Portanto, é praticamente suficiente fazer o teste de impulso de coxa, o teste de distração sacroilíaca e o teste FABERE para se chegar a um diagnóstico. [3] [4]

    Referências

    1.01.1 Konin JG, Wiksten DL, Isear Jr. JA, Brader H. Special Test for Orthopaedic Examination 3rd ed. Thorofare, NJ: SLACK incorporado; 2006.
    ↑ Magee, D. Avaliação física ortopédica. 4ª ed. St. Louis, Missouri: Saunders Elsevier, p.603.
    ↑ Laslett M, Young SB, Aprill CN, McDonald B. Diagnosticando articulações sacroilíacas dolorosas: um estudo de validade de uma avaliação de McKenzie e testes de provocação da articulação sacroilíaca. Australian Journal of Physiotherapy 2003; 49: 89–97.
    ↑ Mark Lasletta, Charles N. Aprill, Barry McDonald, Sharon B. Young. Diagnóstico da dor nas articulações sacroilíacas: Teste de Yeoman Validade dos testes de provocação individual e composição dos testes. Manual Therapy 10 (2005) 207–218.

    Artigo completo sobre o Teste de Yeoman

    Avaliação do teste ortopédico da região lombar para dor lombar inespecífica
    Walsh, MJ . 
    J Manipulative Physiol Ther ; 21 (4): 232-6, maio de 1998.
    Artigo em Inglês | MEDLINE | ID: mdl-9608377

    OBJETIVO:

    Para avaliar o valor de alguns testes ortopédicos comumente usados para avaliar a dor lombar inespecífica, onde não há déficits patológicos ou neurológicos demonstráveis.

    PROJETO:

    Análise retrospectiva de prontuários de pacientes .

    CONTEXTO:

    Clínica de ensino de Quiropraxia, Royal Melbourne Institute of Technology .

    ASSUNTOS:

    Quinhentos e sessenta e quatro prontuários de pacientes que se apresentaram à clínica acima com dor lombar inespecífica foram analisados. DADOS

    ANÁLISE:

    Os dados foram digitados em uma planilha, tabelas de contingência foram criadas e os dados foram analisados ​​por meio de testes de chi 2. A significância estatística foi estabelecida em p <0,05.

    RESULTADOS:

    Os testes de Kemp e o Teste Yeoman foram mais comumente positivos, enquanto os testes de compressão axial e de Adams de Bonnet mostraram resultados positivos relativamente baixos. Os fatores estudados que afetaram a taxa de respostas positivas foram idade, sexo , local da dor , duração e causa. O número de episódios anteriores de dor lombar não teve efeito nas taxas de teste positivo.

    CONCLUSÃO:

    Para os casos de inespecífica, mecânica menor dor nas ortopédica testes tem valor clínico limitado uma vez que os problemas da raiz nervosa e patologias foram descartadas. Os testes de Kemp e Yeoman foram os mais freqüentemente positivos e pareciam ser os mais úteis no diagnóstico de dores lombares inespecíficas. Ao selecionar os testes mais adequados para usar, é preciso levar em consideração o perfil e o histórico do paciente .

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    Tendinopatia de Aquiles

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    Definição e mecanismo de lesão

    A tendinopatia de Aquiles é uma lesão de uso excessivo comum causada pelo armazenamento repetitivo de energia e liberação com compressão excessiva. Isso pode levar a uma lesão súbita ou, no pior dos casos, pode causar uma ruptura do tendão de Aquiles. Em ambos os casos, a falta de flexibilidade ou um tendão de Aquiles rígido pode aumentar o risco dessas lesões [1]

    O termo atual que é recomendado para descrever essa coorte de pacientes é “tendinopatia”. Cook e Purdum [2] propuseram uma nova estratégia ao abordar a dor do tendão, e isso é chamado de tendão contínuo . O modelo de continuum propôs um modelo para o estadiamento da tendinopatia com base nas alterações e distribuição da desorganização dentro do tendão. Os 3 estágios são: tendinopatia reativa, déficit tendinoso e tendinopatia degenerativa. Tem sido sugerido que o tendão pode mover-se para cima e para baixo neste continuum e isso pode ser conseguido através da adição ou remoção de carga para o tendão, especialmente nos estágios iniciais de uma tendinopatia.

    Tendinopatia de Aquiles pode ser descrita como inserção ou porção média, a diferença está na localização. A forma de inserção está situada no nível de transição entre o tendão de Aquiles e o osso, a forma de porção média está localizada no nível do corpo do tendão.

    Os espécimes cirúrgicos mostram uma série de alterações degenerativas do tendão afetado, como na estrutura e arranjo da fibra do tendão, bem como um aumento nos glicosaminoglicanos, o que pode explicar o inchaço do tendão. [3] A causa precisa da tendinite ainda não está clara. Embora a tendinite do tendão de Aquiles esteja frequentemente ligada a atividades esportivas, a doença também é freqüentemente encontrada em pessoas que não praticam esportes. A maior causa é a sobrecarga excessiva do tendão. Uma leve degeneração do tendão de Aquiles pode estar presente latentemente, mas a dor só aparece quando o tendão está sobrecarregado. Também é notado que a doença geralmente não é precedida por um trauma [4][5] .

    Anatomia clinicamente relevante

    O tendão de Aquiles é o maior e mais forte tendão do corpo humano.

    Aquiles tendon.jpg

    O tendão tem a capacidade de resistir a grandes forças de tração. Ela deriva de uma confluência distal do músculo gastrocnêmio e sóleo e se insere no fundo do calcâneo.

    Uma estrutura típica de tendão consiste em células cilíndricas finas e uma matriz extracelular. As células do tendão, respectivamente os tenoblastos dos tenócitos, são responsáveis ​​pela síntese de todos os componentes da matriz extracelular. Dentro da matriz encontramos feixes de colágeno tipo I e elastina. Este tipo de colágeno é responsável pela força do tendão. Entre o colágeno existe uma substância básica localizada que é composta por proteoglicanos e glicosaminoglicanos. [6]

    O tendão de Aquiles é cercado por partenon, que funciona como uma luva elástica ao redor do tendão que permite que o tendão se mova livremente entre o tecido circundante. O partenon consiste em uma camada de células e é responsável pelo transporte de sangue do tendão. As camadas que são formadas sob o partenon estão em ordem cronológica: o epitênio que é uma membrana fina e o endotenon que envolve as fibras de colágeno que resulta em feixes [7]

    O suprimento sangüíneo ao longo do comprimento do tendão é ruim, como mostrado pelo pequeno número de vasos sangüíneos por área transversal, especialmente a região 4-6cm acima do calcâneo. Uma vascularização deficiente pode caracterizar uma taxa de cicatrização lenta após trauma [8][9] .

    Etiologia

    Um tendão reativo é o primeiro estágio do tendão contínuo e é uma resposta proliferativa não inflamatória na matriz celular. Isto é como resultado de sobrecarga compressiva ou de tração. Esticar o tendão durante o exercício físico tem sido visto como um dos maiores estímulos patológicos e sobrecarga sistemática do tendão de Aquiles acima do limite fisiológico pode causar um micro-trauma. Microtraumas repetitivos que estão ligados a uma tensão não uniforme entre o gastrocnêmio e o sóleo, causam forças de atrito entre as fibras e concentrações anormais da carga no tendão de Aquiles. Isso tem consequências, como a inflamação da bainha do tendão, a degeneração ou a combinação de ambas. Sem o tempo mínimo de recuperação, isso pode levar a uma tendinopatia [10] .

    Diminuição do fluxo sanguíneo arterial, hipóxia local, diminuição da atividade metabólica, nutrição e resposta inflamatória persistente têm sido sugeridos como possíveis fatores que podem levar a lesões crônicas por uso excessivo de tendão e degeneração tendínea.

    O mais comum e talvez o mais importante desalinhamento é o do tornozelo causado pela hiperpronação do pé. Aumento da pronação do pé tem sido proposto para ser associado com tendinopatia de Aquiles.

    No trauma agudo, os fatores externos dominam, enquanto os danos causados ​​pelo uso excessivo geralmente têm uma origem multifatorial. A fase aguda da tendinopatia de Aquiles é causada por sobrecarga aguda, trauma contuso ou fadiga muscular aguda, e é caracterizada por uma reação inflamatória e formação de edema. Se o tratamento da fase aguda falhar ou se negligenciar, pode causar fibrina e formar aderências no tendão.

    A progressão da tendinopatia reativa para a recuperação da disfunção pode ocorrer se o tendão não for descarregado e retornar ao estado normal. Durante esta fase, há a continuação do aumento da produção de proteínas, que se mostrou resultar na separação do colágeno e na desorganização da matriz celular. Esta é a tentativa de cura do tendão como na 1ª fase, mas com maior envolvimento e degradação fisiológica.

    A tendinopatia degenerativa é o estágio final no continuum e sugere-se que nesse estágio haja um mau prognóstico para o tendão e que as alterações sejam agora irreversíveis. Muitas vezes, a degeneração do tendão é encontrada em combinação com aderências peritendíneas, mas isso não significa que uma condição cause a outra.

    Em resumo, os efeitos do uso excessivo, má circulação, falta de flexibilidade, gênero, fatores endócrinos ou metabólicos podem levar a tendinopatias. A estrutura do tendão é perturbada por esse esforço repetitivo (muitas vezes de natureza excêntrica) e as fibras de colágeno vão juntas, quebram as ligações cruzadas e a desnaturação da lâmina causa o tecido, causando inflamação. Supõe-se que esse microtrauma cumulativo não só enfraqueça a ligação cruzada de colágeno, mas também a matriz colagenosa e os elementos vasculares que influenciam o tendão, o que, em última instância, leva à tendinopatia [11].

    Além disso, pesquisas recentes mostraram que uma idade mais avançada, maior proporção de massa gorda andróide e circunferência da cintura> 83cm, em homens, estão associadas a uma maior chance de ter Tendinopatia de Aquiles [12][13] . A presença da variante do gene COL5A1 também foi considerada um possível fator de risco. Este gene é normalmente responsável pela produção da proteína do tendão, mas os pacientes com essa condição mostraram ter freqüências alélicas significativamente diferentes do RFLP B5R1 de COL5A1 em comparação com indivíduos normais [14][15] . Portanto, além do uso excessivo e degeneração, propôs-se que a Tendinopatia de Aquiles tivesse uma forte influência metabólica [16][17] devido à baixa vascularização anatômica, associação com a gordura corporal e o fator genético.

    Apresentação clínica

    A dor da manhã é um sintoma característico, porque o tendão de Aquiles deve tolerar toda a amplitude de movimento, incluindo o alongamento imediatamente após levantar-se pela manhã. Os sintomas são tipicamente localizados no tendão e na área circundante imediata.

    Inchaço e dor são menos comuns. O tendão pode parecer ter mudanças sutis no contorno, tornando-se mais espesso nos planos AP e ML. [18]

    Com pessoas que têm uma tendinopatia do tendão de Aquiles que tem uma zona sensível, combinada com inchaço intratendinoso, que se move junto com o tendão e cuja sensibilidade aumenta ou diminui quando o tendão é colocado sob pressão, haverá um alto valor preditivo que nesta situação, há um caso de tendinose. [19] O lado afetado do tendão apresenta maior diâmetro, maior rigidez e menor deformação em comparação ao lado não afetado.

    Diagnóstico diferencial

    Exame

    Como sempre, uma avaliação subjetiva é importante para fornecer pistas relacionadas ao mecanicismo da lesão e à história da doença. Os médicos podem usar um relatório subjetivo de dor localizado de 2 a 6 cm proximal à inserção do tendão de Aquiles que começou gradualmente e dor com palpação para diagnosticar a tendinopatia de Aquiles [21] .

    No exame objetivo, é importante avaliar totalmente o membro inferior. A avaliação do quadril e do joelho dará clausuras para contribuições biomecânicas e desequilíbrios musculares. No pé e no tornozelo, procuramos mais fatores contributivos e resultantes locais:

    • Observação de atrofia muscular, inchaço, assimetria, derrames articulares e eritema. A atrofia é uma pista importante para a duração da tendinopatia e está freqüentemente presente em condições crônicas. Inchaço, assimetria e eritema nos tendões patológicos são frequentemente observados no exame. Os derrames articulares são incomuns com tendinopatia e sugerem a possibilidade de patologia intra-articular.
    • Os testes de amplitude de movimento, força e flexibilidade são freqüentemente limitados no lado da tendinopatia [22][23] .
    • A palpação tende a provocar uma sensibilidade bem localizada que é semelhante em qualidade e localização à dor sentida durante a atividade [24] Os exames físicos do tendão de Aquiles freqüentemente revelam nódulos palpáveis ​​e espessamento.
    • Deformidades anatômicas, como antepé, calcanhar varo, pes planus excessivo ou pronação do pé, devem receber atenção especial. Essas deformidades anatômicas são frequentemente associadas a esse problema [25][26] .
    • um sinal de arco positivo e resultados positivos no teste do Royal London Hospital [21]

    Os médicos devem usar medidas de desempenho físico, incluindo testes de resistência ao salto e salto, conforme apropriado, para avaliar o status funcional de um paciente e documentar os achados. Ao avaliar o comprometimento físico em um episódio de tratamento para aqueles com tendinopatia de Aquiles, deve-se medir a amplitude de movimento da dorsiflexão do tornozelo, amplitude de movimento da articulação subtalar, força e resistência da flexão plantar, altura do arco estático, alinhamento do antepé e dor à palpação [21]

    Estudos de imagem não são necessários para diagnosticar a tendinite de Aquiles, mas podem ser úteis para o diagnóstico diferencial. O ultrassom é a modalidade de imagem de primeira escolha, pois fornece uma indicação clara da largura dos tendões, mudanças no conteúdo de água dentro da integridade do tendão e do colágeno, bem como inchaço da bolsa. Uma ressonância magnética pode ser indicada se o diagnóstico não for claro ou se os sintomas forem atípicos. A ressonância magnética pode mostrar um aumento do sinal dentro do Aquiles [27] O uso de métodos não invasivos de formação de imagem para a avaliação do tendão de Aquiles (características mecânicas, estruturais e biomecânicas) in vivo é relativamente jovem. A ultra-sonografia elastográfica e ultra-alta campo de ressonância magnética (MRI UHF) surgiram recentemente como potenciais poderosas técnicas para examinar os tecidos do tendão. [28]

    Medidas de resultado

    Paciente relatou medidas de resultado, tais como:

    • Uma medida global da função dos membros inferiores: por exemplo, a Escala Funcional de Extremidade Inferior (LEFS) – não específica para tendinopatia de Aquiles
    • Questionário detalhado, específico para tendinopatia de Aquiles, por exemplo, o questionário VISA-A [29][30]

    Medida de resultado funcional específico do paciente, como:

    • Quanto peso pode ser aplicado ao pé flexionado plantar em uma balança antes do início da dor
    • O número de saltos aumenta antes do início da dor
    • O número de heel cai antes do início da dor
    • O número de heel cai com um peso específico em uma mochila antes do início da dor
    • Até onde o cliente pode caminhar ou correr antes do início da dor

    Recentemente, foi sugerido que os médicos usassem o Victorian Institute of Sport Assessment-Achilles (VISA-A) para avaliar a dor e a rigidez, e a Medida de Habilidade do Pé e Tornozelo (FAAM) ou a Escala Funcional de Extremidade Inferior (LEFS) para avaliar atividade e participação em pacientes com diagnóstico tendinopatia de Aquiles. [21]

    Gestão de Fisioterapia

    É bom educar seus pacientes na modificação da atividade e aconselhá-los apropriadamente. Para pacientes com tendinopatia de Aquiles não aguda, os médicos devem informar que o repouso completo não está indicado e que devem continuar com sua atividade recreativa dentro de sua tolerância à dor enquanto participam da reabilitação. Os médicos podem aconselhar pacientes com tendinopatia de Aquiles. Os principais elementos do aconselhamento ao paciente podem incluir [21] ;

    • teorias que apóiam o uso da fisioterapia e o papel da carga mecânica
    • fatores de risco modificáveis, incluindo índice de massa corporal e desgaste de calçados
    • curso de tempo típico para recuperação dos sintomas.

    O Kit de Ferramentas de Tendinopatia de Aquiles é uma decisão clínica baseada em evidências que ajuda a auxiliar os médicos no manejo da tendinopatia de Aquiles.

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    Otimize a biomecânica

    Indivíduos que apresentam tendinopatia de Aquiles devem ter uma avaliação biomecânica completa. O BC Fisioterapia Tendinopatia Task [31] Força sugerem que há uma pequena quantidade de evidência clínica para apoiar o uso de órteses na fase aguda e uma quantidade moderada de evidência clínica para apoiar o uso de órteses na fase crônica. Clinicamente considere o uso de órteses, talvez usando primeiro a gravação, no estágio agudo; considere o uso de órteses no estágio crônico.

    Carregamento de tendão controlado

    Atividades menos sobrecarregadas devem ser encorajadas para que a carga sobre o tendão diminua, no entanto a imobilização completa deve ser evitada, pois pode causar atrofia. [32][33] A Força-Tarefa de Tendinopatia da Fisioterapia BC [31] sugere que há uma grande quantidade de evidência clínica para apoiar o uso do exercício na fase crônica, mas os parâmetros precisos para garantir a eficácia não são claros. O exercício excêntrico, em particular, é suportado, embora alguns protocolos usem exercícios concêntricos e excêntricos. Um RCT mostrou que o treinamento pesado de resistência lenta é tão eficaz quanto o treinamento excêntrico.

    Tem sido demonstrado que o treinamento de força, que é estimulado externamente e está ligado a tarefas funcionais, não apenas ajuda a reduzir a dor do tendão, mas também modula o controle excitatório e inibitório do músculo e, portanto, potencialmente a carga tendínea [34] . Uma opção popular e eficaz é o treinamento de força excêntrico [35] . Na última década, exercícios excêntricos mostraram ter efeitos positivos da tendopatia de Aquiles e se tornaram a principal escolha não cirúrgica de tratamento para tendinopatia de Aquiles [36][37][38]

    Não há evidências convincentes de que o regime de exercícios mais eficaz. Uma recente revisão sistemática concluiu que há poucas evidências clínicas e mecanicistas que apoiam o uso do componente excêntrico e comparam os estudos bem conduzidos de diferentes programas de carga que são amplamente inexistentes [38] . Novos regimes de exercícios baseados em carga, como exercício concêntrico isolado, treinamento pesado de resistência lenta (HSR) e excêntrico-concêntrico foram propostos mais recentemente, mas carecem de evidências científicas sólidas para sua eficácia na tendinopatia de Aquiles [39] . As diretrizes completas de tratamento para a tendinopatia de Aquiles são abordadas em detalhes no Kit de Ferramentas para Tendinopatias de Aquiles .

    Terapias adjuvantes

    Em combinação com abordagens para otimizar a biomecânica e prescrever a terapia com exercícios, terapias adjuntas podem ser usadas. Essas formas de terapia geralmente não podem resolver ou evitar lesões, elas são usadas mais para o gerenciamento de sintomas.

    Terapia manual

    Não há evidência clínica, mas há consenso em nível de especialista para apoiar o uso de mobilizações articulares na fase aguda, se a avaliação revelar restrição articular. Existe uma pequena quantidade de evidência clínica e consenso de nível mais substancial de especialistas para apoiar o uso de mobilizações articulares na fase crônica se a avaliação revela restrição articular [31] Pode considerar o uso de terapia manual após uma avaliação abrangente do quadril, joelho, pé e tornozelo revela disfunção articular. Nas mobilizações do tornozelo pode ser usado para limitação da dorsiflexão da articulação talocrural e limitação em varo ou valgo da articulação subtalar [40][41] .

    A eficácia de fricções transversais profundas não é cientificamente comprovada e dá resultados limitados [42][43][44][45] Há uma pequena quantidade de evidências clínicas para apoiar o uso de técnicas de tecidos moles, tais como fricções, na crônica palco. Pode considerar uma tentativa de técnicas de tecidos moles, como fricções, no estágio crônico [31] .

    Modalidades de eletroterapia [31]

    Há evidências conflitantes para apoiar o uso da terapia extracorpórea por ondas de choque (TOC) no estágio crônico. Há evidências sugerindo que os resultados dependem da dosagem da energia da onda de choque (EFD – densidade de fluxo de energia = mJ / mm²), ao invés do tipo de geração de ondas de choque (focado vs. radial ESWT). Há também evidências de que o uso de anestésico requerido em protocolos de alta energia diminui a eficácia da ESWT. Portanto, o uso de protocolos de ESWT de baixa energia, sem a necessidade de anestesia, é recomendado como mais prático, mais tolerável e menos dispendioso, com resultados equivalentes. Os protocolos ESWT de baixa energia podem ser aplicados tanto a ESWT focalizada quanto radial. Considere uma tentativa de ESWT na fase crônica, especialmente se outras intervenções falharam, nos seguintes parâmetros:

    • SWT de baixa energia: EFD = 0,18 – 0,3 mJ / mm² (2-4 Barras)
    • 2000-3000 choques
    • 15 a 30 Hz
    • 3-5 sessões, intervalos semanais.

    Não há evidência clínica para apoiar o uso de ultra-som e terapia a laser de baixo nível .

    Iontoforese

    Existe uma pequena quantidade de evidências para apoiar a aplicação de iontoforese usando dexametasona no estágio agudo, mas não no estágio crônico. O papel da iontoforese ainda é investigacional. Pode-se considerar, na fase aguda, um teste de iontoforese, 0,4% de dexametasona (aquosa), 80 mA-min; 6 sessões durante 3 semanas. Um programa de exercícios excêntricos concêntricos deve ser continuado em combinação com iontoforese, se a carga de exercício for tolerada.

    Taping

    A gravação antipronatória é apoiada por opinião especializada e não por evidência clínica. Pode considerar o uso de bandagens, possivelmente antes de ortóticas no estágio agudo [31] . Os médicos não devem usar fita elástica terapêutica para reduzir a dor ou melhorar o desempenho funcional em pacientes com tendinopatia de Aquiles. Os médicos podem usar fita rígida para diminuir a tensão no tendão de Aquiles e / ou alterar a postura do pé em pacientes com tendinopatia de Aquiles. [21]

    Talas noturnas

    Há opinião de especialistas para apoiar o uso de talas noturnas e aparelhos no estágio agudo e uma quantidade moderada de evidências contra o uso de talas noturnas e aparelhos no estágio crônico. Considere uma tentativa de imobilização noturna e aparelho ortodôntico na fase aguda, mas NÃO usando órteses noturnas e aparelhos ortodônticos na fase crônica em conjunto com o exercício [31] .

    Agulha Seca

    Os médicos podem usar terapia combinada de agulhamento seco com injeção sob orientação ultrassônica e exercício excêntrico para diminuir a dor em indivíduos com sintomas maiores que 3 meses e aumento da espessura do tendão. [21]

    Gerenciamento médico

    Medicação

    A inflamação é necessária para iniciar um processo de restauração no tecido danificado, mas o uso de certos medicamentos, como corticosteróides e quinolonas, contraria a inflamação e, como resultado, também o processo de restauração. Mesmo quando o paciente não toma este medicamento, a tendinopatia é também uma consequência de um processo de restauração interrompido [46]

    Injeções de corticosteróides

    A injecção de corticosteróides (CSI) parece ter efeitos de alívio da dor a curto prazo, mas nenhum efeito ou efeitos prejudiciais a longo prazo. O efeito de curto prazo de CSI foi mostrado no tendão de Aquiles, com melhora na marcha e redução no diâmetro do tendão, medido pela ultra-sonografia. A injeção intratendínea é contraindicada por causa dos efeitos catabólicos, embora um estudo recente de ISC em vasos intratendinosos em seis tendões tenha mostrado resultados promissores. A injeção peritendínea tem menos efeitos no tendão e pode ser um complemento valioso para um programa de manejo considerado. CSI pode ser mais benéfico quando usado para aliviar a dor enquanto continua a realizar programas de exercícios [47] .

    Injeções de escorificação

    O papel da neovascularização na dor do tendão foi examinado em um estudo piloto em que um esclerosante vascular (Polidocanol – uma substância alifática não-ionizada isenta de nitrogênio, com efeito esclerosante e anestésico) foi injetado na área com neovascularização anterior ao tendão. . A avaliação de curto prazo (6 meses) deste tratamento mostrou que a clara maioria estava sem dor após uma média de dois tratamentos. Os tendões que estavam sem dor não tinham neovascularização tanto do lado de fora quanto do lado de dentro. Um acompanhamento de 2 anos desses pacientes mostrou que os mesmos oito pacientes permaneceram sem dor e sem vasos no tendão. Ultrassonograficamente, a espessura do tendão diminuiu e a estrutura pareceu bastante normal [47] .

    Reabilitação depois de uma injeção esclerosante compõe-se em 1 – 3 dias do resto; depois, a atividade de carga do tendão aumenta gradualmente, evitando o carregamento máximo. Após 2 semanas a atividade de carga do tendão é permitida (saltos, corridas rápidas, treinamento de força). Esta pesquisa sugere um papel clínico para a terapia esclerosante para aqueles que não respondem ao exercício excêntrico [47] .

    Injeções de plasma rico em plaquetas

    Pesquisas mostram que injeções de Plasma Rico em Plaquetas (PRP) durante um período de 3 meses em pessoas com Tendinopatia de Aquiles crônica não têm efeito positivo em comparação ao placebo (solução salina). O único efeito significativo das injeções de PRP comparado ao placebo foi uma mudança na espessura do tendão: essa diferença indica que uma injeção de PRP pode aumentar a espessura do tendão em comparação com a injeção de solução salina [47].

    Cirurgia operatória

    O objetivo do tratamento cirúrgico da tendinopatia é irritar o tendão para iniciar uma reação de reação quimicamente mediada. A cirurgia pode consistir em procedimentos simples, tenotomia percutânea, procedimentos abertos e remoção da parte do tendão infectado. Em 75% dos indivíduos que foram submetidos a tenotomia tiveram um resultado positivo após 18 meses. Um procedimento aberto do tendão de Aquiles resultou em melhores resultados dos tendões sem lesão focal [47]

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    34. Rio, Ebonie, et al. Rio, Ebonie e outros. “Treinamento neuroplástico tendão: mudando a maneira como pensamos sobre a reabilitação tendínea: uma revisão narrativa.” Jornal britânico de medicina esportiva 50.4 (2016): 209-215.
    35. John J. Wilson, TM (2005). John J. Wilson, TM (2005). Problemas comuns de tendão de uso excessivo: Uma revisão e recomendações para tratamento. Faculdade de Medicina da Universidade de Wisconsin, Madison, Wisconsin, 1-8.fckLR
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    40. Alex Scott, RP (2011). Alex Scott, RP (2011). Tratamento conservador da tendinopatia de Aquiles crônica. CMAJ, 183 (10): 1159-1165.fckLR
    41. ohn J. Wilson, TM (2005). ohn J. Wilson, TM (2005). Problemas comuns de tendão de uso excessivo: Uma revisão e recomendações para tratamento. Faculdade de Medicina da Universidade de Wisconsin, Madison, Wisconsin, 1-8.fckLR
    42. Hammer, WI (1999). Hammer, WI (1999). Exame funcional de tecidos moles e tratamento por métodos manuais. Aspen: Jones Bartlett Aprendizagem.
    43. Stasinopoulos D, SI (2004). Stasinopoulos D, SI (2004). Comparação dos efeitos do programa de exercícios, ultrassom pulsado e atrito transversal no tratamento da tendinopatia patelar crônica. Clin Rehabil, 18 (4): 347-52.fckLR Nível 1B
    44. James Henry Cyriax, PJ (1993). James Henry Cyriax, PJ (1993). Manual ilustrado de medicina ortopédica. Oxford: Elsevier Health Sciences.
    45. Joseph MF, TK (2012). Joseph MF, TK (2012). Massagem de fricção profunda para tratar tendinopatia: uma revisão sistemática de um tratamento clássico em face de um novo paradigma de compreensão. J Sport Rehabil. , 21 (4): 343-53.fckLR Nível 3A
    46. MIKA PAAVOLA, MP (2002). MIKA PAAVOLA, MP (2002). Revisão de conceitos atuais Tendinopatia de Aquiles. O JORNAL DE OSSOS E CIRURGIA CONJUNTA, INCORPORADA, 2062-2076.
    47. Alfredson, Håkan, and Jill Cook. 47,047,147,247,347,4 Alfredson, Håkan e Jill Cook. “Um algoritmo de tratamento para o tratamento da tendinopatia de Aquiles: novas opções de tratamento.” Revista britânica de medicina esportiva 41.4 (2007): 211-216.

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    Fisiologia do Exercício

    Fisiologia do Exercício

    O que é fisiologia do exercício e qual a sua importância?

    A fisiologia do exercício é um estudo detalhado sobre o corpo humano, seus órgãos, sistemas e processos. Também estuda como o corpo reage e se adapta fisiologicamente a prática de exercício físico.

    Especialistas que possuem conhecimento sobre a fisiologia do exercício, estão aptos a prescrever o treino físico ideal para cada tipo de pessoa, desde uma pessoa cardíaca, até um atleta.

    Para alcançar um conhecimento avançado sobre a fisiologia do exercício, muitas universidades oferecem o curso de pós graduação nessa área. Os principais profissionais interessados são os formados em Educação Física, que através de um grande conhecimento em bioquímica, endocrinologia, função cardiopulmonar, hematologia, biomecânica, fisiologia do músculo esquelético, a função do sistema neuroendócrino e nervoso, em nível central e periférico, poderão desenvolver um melhor potencial de auxílio para atletas.

    Fisiologia do exercicio

    A importância da fisiologia do exercício

    Antes de um profissional de educação física pensar em como montar uma rotina de exercícios físicos ideal para o seu aluno, é necessário que ele entenda a fundo como funciona o corpo humano e a fisiologia do exercício. Pois, não é possível pensar em resistência ou força muscular se não tiver um amplo conhecimento na estrutura do corpo e como funciona a adaptação dos músculos aos exercícios físicos.

    A escolha de um profissional capacitado em fisiologia do exercício pode fazer a diferença na realização do exercício físico, sempre respeitando as limitações do seu corpo e escolhendo atividades que vão beneficiar a sua saúde e que podem trazer resultados mais rápidos de acordo com o seu objetivo.

    Porque fazer exercício físico com acompanhamento de um profissional?

    O exercício físico traz vários benefícios à saúde, seja mental ou física.

    Mas a prática incorreta da atividade física pode ocasionar diversas lesões musculares e articulatórias, por realizar movimentos incorretos e o levantamento de peso incompatível.

    A prática de exercícios físicos requer cuidados e acompanhamento de profissionais capacitados. Antes de realizar exercícios aeróbicos, como a corrida, é importante fazer exames preliminares com um médico para fazer uma avaliação do condicionamento físico e verificar se não há alguma contraindicação.

    A importância da fisiologia do exercício

    Já os exercícios físicos que exigem sobrecarga corporal, como a musculação, é de extrema importância ter o acompanhamento de um profissional de educação física para orientar os melhores exercícios físicos e a postura correta para realizar os movimentos. Sem o acompanhamento de um profissional que entenda a fisiologia do exercício, o praticante da atividade física estará correndo o risco de ter sérias lesões no corpo, como na coluna, joelhos, ombros, tornozelos, além das lesões musculares.


    Veja também outros artigos

    Teste de Neer

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    Cada pessoa possui uma necessidade fisiológica diferente, além de possuir objetivos diferentes com a prática de exercício físico.

    Sendo assim, um profissional que estudou a fisiologia do exercício estará preparado para orientar de forma correta os melhores exercícios físicos para alcançar os determinados objetivos e sempre respeitando as características individuais de cada pessoa.

    Realizar atividades físicas é uma ótima maneira de se manter saudável, mas antes de praticar, lembre-se de procurar a orientação de um profissional capacitado e que entenda sobre a fisiologia do exercício físico para garantir bons resultados.

     

    Confira aqui um vídeo sobre a Fisiologia do Exercício

     

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    Fisioterapia na Atm – Disfunção temporomandibular (DTM)

    Fisioterapia na Atm – Disfunção temporomandibular (DTM)

    Definição

    Disfunção temporomandibular (DTM) é nome das desordens dolorosas orofaciais, que envolve queixas de dor sobre a da mandíbula ao crânio ATM significa Articulação Temporomandibular, é uma das articulações mais utilizadas de todo o corpo, ela abre e fecha aproximadamente 1500 a 2000 vezes ao dia, durante os movimentos de falar, mastigar, deglutir, bocejar e ressonar.

    A ATM tem como principais sintomas, dor articular, cefaleia, ruídos e rangidos , dificuldade de abrir a boca, dificuldade de mastigar, alteações posturais, dores(de ouvido, muscular, articular), zumbidos, alterações odontológicas.

    Os principais fatores causadores de DTM são :  ma oclusão, fatores psicológicos, postura inadequada, hábitos parafuncionais.

    A Fisioterapia atua no tratamento de DTM’s com o objetivo de restaurar ou manter a função da articulação comprometida e dos sistemas neuromusculares; visando harmonizar os sistemas e a oclusão dentária com os profissionais da odontologia.

    Para realização de um diagnostico adequado é necessário : histórico do paciente, do inicio dos sintomas, exame físico através da palpação e inspeção ;

    – palpação muscular e da ATM ;

    – inspeção de movimento mandibular ;

    – avaliação de ruídos articulares nas ATMs ;

    Nas disfunções musculares temos: dor miofascial, espasmos muscular, contratura, miosite, miofibrose, distensão, tendinite;

    Doença Secundária do Colágeno : as doenças auto imune, escleroderma, artrite reumatóide, lúpus eritematoso, etc.

    Disfunções Articulares :Quando ocorre a sobrecarga na ATM ela mostra através de ruidos, excesso de movimentos as dores ; suas principais  aréas afetadas são : disco articular deslocado com redução, disco articular deslocado sem redução, deslocamento da ATM.

    Disfunções Inflamatórias : Nos processos inflamatórios destacamos, capsulite inflamação nos ombros, retrodiscite inflamação dos tecidos retrodiscais, poliartrite inflamação de cinco ou mais articulações.

    Doenças Não Inflamatórias : Osteoartrite primaria, Osteartrite Secundaria, Anquilose


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    Equipe Multidisciplinar

    Odontologia: avaliação dos níveis de resinas e do bruxismo o tratamento mais indicado são de placas interoclusais porém estudos comprovam que ocorre uma diminuição da hiperatividade muscular, e essa diminuição pode levar à uma hipoatividade, fraqueza e atrofia dos músculos do sistema mastigatório, primordial a atuação fisioterapêutica.

    Fonoaudiologia: a tonicidade e mobilidade muscular adaptando as funções estomagnáticas – sucção, mastigação, deglutição, fala e fonação para que não ocorra dor em momentos de atividade assim como em repouso essencial atuação fisioterapêutica.

    Psicologia : acompanhamento e reconhecimentos alterações psíquicas.

    Fisioterapia ; o tratamento fisioterapêutico em conjunto com o tratamento multidisciplinar, proporciona um alívio das condições sintomatológicas do paciente.

    Os tratamentos fisioterápicos :

    Massoterapia: é a estimulação mecânica dos tecidos por aplicação rítmica de pressão e estiramento. A massagem tem como efeito a sedação, favorece a circulação de retorno, elimina adesões entre as fibras musculares, entre outros.

    Eletroterapia:

    IONTOFORESE – É a introdução de íons fisiologicamente ativos através da epiderme e membrana mucosa do corpo pelo uso de corrente contínua direta.

    TENS – Estimulação Elétrica Neuromuscular Transcutânea, promove relaxamento muscular e induz a mandíbula a realizar movimentos de rotação

    ULTRA-SOM- São vibrações mecânicas, acústicas, inaudíveis e de alta frequência, diminui a inflamação, estimula o metabolismo

    FONOFORESE- é a aplicação de ultra-som com agentes medicamentosos, antiinflamatórios ou analgésicos.

    INFRA-VERMELHO- é a aplicação efetuada por intermédio de uma lâmpada infra-vermelha a uma distância de 50cm de área afligida por 10 a 15 minuto esse e tipo de calor promove analgesia, relaxamento muscular.

    CALOR ÚMIDO- São compressas umedecidas com água quente ou bolsas térmicas na região facial em média 15 minutos, 3 vezes ao dia.

    CRIOTERAPIA- é a aplicação de gelo em sacos ou bolsas especiais na região afetada durante 10 a 15 minutos, 3 vezes ao dia. Os efeitos são: analgesia local, vaso constrição, diminuição do espasmo muscular, efeito antiinflamatório, entre outros.

    CONTRASTE- É a aplicação alternada e repetida de calor úmido e compressa fria durante 15 minutos, iniciando com aplicação de calor por 3 minutos e em seguida, compressa fria de 1 minuto. A importância dessa forma de terapia é a de promover a reabsorção de edemas crônicos, além de somar os efeitos analgésicos e relaxantes dos dois tipos de tratamento.

    LASER- Trata-se de calor superficial que para ser produtivo no corpo humano, necessita que a mesma sofra integração com as células dos tecidos irradiados. Os efeitos são:, analgésico, anti-inflamatório, antiedematoso e cicatrizante.

    Fisioterapia na ATM


    Confiras nossos cursos de mobilização articular

    Curso de Fisioterapia na ATM

    Curso de Maitland

    Curso de Estabilização Segmentar


    CINESIOTERAPIA – Os exercícios aplicados no tratamento das disfunções da ATM, proporcionam melhores condições de atuação do sistema :

    Exercícios de Contração Isotônica:

    Exercícios de Contração Isométrica:

    Exercícios para aumentar a amplitude de movimento

    Técnicas de mobilização articular também são feitas usando as mãos com luvas.

    Separação unilateral :

    Separação unilateral com deslizamento:

    Separação bilateral:

    Técnicas de relaxamento muscular

    Exercícios para alongar os músculos escalenos

    Exercícios para alongar os músculos subocipitais encurtados

    Exercícios auto-resistidos para fortalecer os flexores cervicais

    Flexão:

    Inclinação lateral:

    Extensão axial:

    Rotação:

    Tração manual da coluna cervical

    Mesmo com tantos estudos ressalta-se a grande importância do trabalho em equipe com multiprofissionais para alem de melhorar a qualidade de vida amenizar a sintomatologias.

    Confira uma vídeo sobre a Disfunção Temporomandibular

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    Fisioterapia Buco Maxilo

    Fisioterapia Buco Maxilo

    Confira esse artigo sobre Fisioterapia Buco Maxilo

    Com o passar do tempo algumas patologias referentes ao rosto foram descobertas e assim surgiram tratamentos. É normal achar e pensar que fisioterapeutas trabalhem apenas os membros inferiores ou superiores, afinal isso é mais frequente, porém não é apenas isso.

    Existem também a crença que o rosto não possuí músculos, pode parecer não lógico, mas muitas pessoas não sabem que nos nossos rostos existem vários músculos e também existe a crença que não se pode fazer fisioterapia para melhora-los.

    Fisioterapia buco maxiloSem contar que se pararmos para pensar a fundo, a fonoaudiologia também pode ser considerada uma terapia. Pois, através de exercícios consegue fazer com a voz melhore, a dicção e até outras funções.

    Recentemente o cantor Netinho, ficou alguns meses em coma e sem falar, quando acordou não conseguia sequer dizer uma palavra. E nesse momento é que a fonoaudióloga conseguiu através de exercícios fazer com que ele voltasse a falar. E logo após esse processo, Netinho conseguiu até voltar a cantar, o que mostra mais uma vez a importância da terapia.

    Mas hoje nós iremos falar sobre a fisioterapia buco maxilo e isso com certeza te interessa, agora vamos deixar de muita conversa e ir direto ao ponto.


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    Fisioterapia buco maxilo- Definição

    Tecnicamente a fisioterapia buco-maxilo-facial ou fisioterapia orofacial foi definida em 2004 pela Câmara técnica de fisioterapia orofacial como sendo uma “especialidade da fisioterapia com conhecimentos e técnicas específicas para aliviar dores na face, região oral, cabeça e região cervical, além de restabelecer a função das articulações temporomandibulares, dos músculos mastigatórios e as regiões citadas”.

    Nos últimos anos, está especialidade teve uma maior divulgação devido a sua atuação nas disfunções temporomandibulares, mais conhecidas como disfunção de ATM, e nas cefaleias tensionais. Porém, esta vai muito mais além disso, podendo atuar na no pós-operatório de cirurgia buco-maxilo-facias, implantes dentários, cirurgias decorrentes de trauma de face, dentre outras.

    Fisioterapia buco maxilo- exemplos

    Desordem temporomandibular- No passado está opção também era muito utilizado, porém atualmente não é mais tão comum, já que o próprio procedimento cirúrgico na articulação pode ser motivo de agravamento de alguns problemas.

    • Antrocentrese– Nesse caso a cirurgia vai causar dor e edema logo após o procedimento, então essa dor poderá até fazer com o que o paciente não mexa a boca. Porém, com o começo da fisioterapia logo após o procedimento, o paciente poderá manter a movimentação da boca, até o ponto que essa movimentação mandibular esteja em estado considerado como normal.
    • Ortognática– Logo após a cirurgia o paciente fica com o rosto inchado, e nesse caso a fisioterapia é liberada e assim o paciente começa a movimentar a região da face.
    • Trauma- Também são normais e nesse caso poderá afetar a movimentação, sendo assim, o fisioterapeuta terá que ter cuidado. Já que em alguns casos esses traumas vão afetar até a mastigação do paciente.
    • Neoplasias– Aqui também requer muita atenção, já que esse tipo de cirurgia poderá fazer com o que o paciente tenha sequelas terríveis. Isso poderá apetar a musculatura e até articulação, neste caso, os fisioterapeutas terão que ter sempre muito cuidado.

    Talvez o mais importante seja a avaliação, pois é nela que deverá ser feito o planejamento e as etapas do tratamento. Não deve nunca ser descartado a ajuda de algum terapeuta especializado, já que existem certos tipos de procedimentos que podem prejudicar.

    Vale ressaltar que citamos apenas os principais, mas podem existir outros casos em que a fisioterapia buco maxilar possa ser necessária.

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    O que é terapia Manual

    O que é terapia Manual

    TERAPIA MANUAL

         A terapia manual é um ramo de uma ampla gama de abordagens fornecidas pelos fisioterapeutas, mas não se limita apenas a esta disciplina. A terapia manual é reivindicada também por outras disciplinas, como quiropráticos, osteopatas, bioenergoterapêuticos, etc. Teóricamente, qualquer abordagem terapêutica fornecida pelas mãos pode ser rotulada como Terapia Manual. Na Fisioterapia, a abordagem manual é limitada pelo escopo da prática ao tratamento dos sistemas esquelético, articular, muscular e neural. Na Terapia Manual há muitos conceitos diferentes criados por muitos praticantes que contribuíram para o desenvolvimento desta abordagem.

    Podemos citar alguns dos muitos, como Cyriax, Maitland, Mulligan, Kaltenborn e Paris. Cada um deles tinha diferentes conceitos e técnicas. Naturalmente, eles criaram seus próprios métodos de terapia, Seus nomes são sinônimos da terapia manual na vida comum. É muito comum que os terapeutas chamem as técnicas realizadas após seus nomes, como “eu fiz alguns Maitland para L4”, ou “ele pode se beneficiar da mobilização do ombro de Mulligan”.

    Uma abordagem de terapia manual é mobilização e / ou manipulação, o que também traz muita confusão. Cyriax definiu a manipulação como “… simplesmente definida como um movimento passivo em uma articulação com propósito terapêutico, usando as mãos”. Paris declarou em 1983: “O termo mobilização é idêntico ao significado com a palavra manipulação. Eles são intercambiáveis. A mobilização tem sido o termo mais comum nos Estados Unidos devido ao fisioterapeuta que deseja evitar a manipulação de palavras que tem para alguma associação implícita Com quiropraxia.      Embora um de nossos terapeutas seja um terapeuta manual ortopedista certificado em um método desenvolvido por Maitland e Mulligan, também estamos fornecendo técnicas desenvolvidas por outros profissionais, que foram mencionados acima.       O Maitland Concept baseia-se principalmente na evidência clínica, mas a consideração diagnóstica / teórica também influenciará um modo de intervenção.Maitland Principles of Treatment diz que: “O conhecimento biomecânico é obrigatório para entender quais estruturas são potencialmente relevantes para os sintomas do paciente, porém as técnicas específicas de avaliação e tratamento são escolhidas usando o raciocínio clínico e a apresentação de sinais e sintomas”. Também estamos fornecendo técnicas desenvolvidas por outros profissionais, que foram mencionados acima. O Maitland Concept baseia-se principalmente na evidência clínica, mas a consideração diagnóstica / teórica também influenciará um modo de intervenção. Maitland Principles of Treatment diz que: “O conhecimento biomecânico é obrigatório para entender quais estruturas são potencialmente relevantes para os sintomas do paciente, porém as técnicas específicas de avaliação e tratamento são escolhidas usando o raciocínio clínico e a apresentação de sinais e sintomas”. Também estamos fornecendo técnicas desenvolvidas por outros profissionais, que foram mencionados acima. O Maitland Concept baseia-se principalmente na evidência clínica, mas a consideração diagnóstica / teórica também influenciará um modo de intervenção. Maitland Principles of Treatment diz que: “O conhecimento biomecânico é obrigatório para entender quais estruturas são potencialmente relevantes para os sintomas do paciente, porém as técnicas específicas de avaliação e tratamento são escolhidas usando o raciocínio clínico e a apresentação de sinais e sintomas”.

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