A fisioterapia pélvica no tratamento de mulheres portadoras de vaginismo

Fisioterapia pélvica no tratamento do vaginismo: revisão de literatura

The pelvic-floor physical therapy for the treatment of woman suffering from vaginismus

 

R E S U M O

O vaginismo é uma desordem sexual caracterizada por espasmos involuntários persistentes ou recorrentes da musculatura perineal e que interferem na relação sexual, levando ao comprometimento das relações interpessoais e conjugais da mulher. A fisioterapia é um recurso terapêutico recente na área da urologia e ginecologia e ainda são raros os estudos os quais abordam este tratamento para o vaginismo. Por causa disso, objetivou-se pesquisar a importância da fisioterapia pélvica e os recursos utilizados no tratamento de mulheres portadoras de vaginismo. Foi realizada uma revisão bibliográfica, tendo como base de dados Lilacs, PubMed e SciELO e incluindo teses, documentos legais e livros sobre o tema, entre os anos de 2001 e 2014. Quanto ao manejo da problemática, o fisioterapeuta se encontra preparado para abordar e tratar a queixa, pois é envolto de vários recursos e técnicas para compreender e abordar o vaginismo, ressaltando a importância do diagnóstico e de uma avaliação completa. Concluiu-se que a fisioterapia pélvica promove efeito significativo sobre a qualidade de vida e satisfação sexual de mulheres portadoras dessa desordem sexual.

Palavras-chave: Fisioterapia. Reabilitação. Vaginismo.

. A TOMEN et al. Rev. Ciênc. Méd., Campinas, 24(3):121-130, set./dez., 2015 122 A B S T R A C T Vaginismus is a sexual disorder characterized by persistent or recurrent involuntary spasms of the perineal muscles that interfere with sexual intercourse, leading to impairment of marital and interpersonal relationships of women. Physical therapy is a new therapeutic approach in the field of urology and gynecology and, as yet, there are relatively few studies addressing the treatment for this sexual dysfunction. As a result, the objective of this study was to discuss about the importance of physical therapy for pelvic floor disorders and also to examine the resources used in the treatment of women with vaginismus. It was held a review of articles in the databases Lilacs, PubMed and SciELO, published between 2001 and 2014; in addition to theses, legal documents and books that address the issue. The results show that concerning the management of this disturbance, the physiotherapist is prepared to address and treat this complaint. It was also found that the practitioner is surrounded by multiple resources and techniques to understand and address the vaginismus, to carry out the diagnosis as well as the assessment process. To sum up, it was concluded that the pelvic-floor physical therapy promotes significant effect on the quality of life and on the sexual satisfaction of women with this dysfunction. Keywords: Physical therapy speciality. Rehabilitation. Vaginismus.

I N T R O D U Ç Ã O

As disfunções sexuais e os distúrbios da resposta sexual podem trazer consequências para a saúde física e mental da mulher, levando à diminuição da qualidade de vida. Esses transtornos podem ser classificados em vaginismo, inapetência sexual, anorgasmia e dispareunia1 .

Vaginismo é uma desordem sexual caracterizada por espasmos involuntários persistentes ou recorrentes da musculatura perineal e que interferem na relação sexual2. Esses espasmos impedem total ou parcialmente a penetração ou introdução do pênis, dedos, tampão, espéculo ginecológico ou outros objetos no canal vaginal, o que impossibilita e dificulta o coito ou mesmo o exame ginecológico1,3. Apesar da mulher apresentar o desejo em ser penetrada, a ansiedade fóbica antes da penetração pode levar a contrações involuntárias dos músculos da pelve, dos adutores e de todo o corpo4 .

Essa disfunção é um forte fator preditivo de problemas sociais, psicológicos, psiquiátricos, ginecológicos, psicanalíticos e sexológicos3. As mulheres portadoras do vaginismo relatam dor no momento ou depois da penetração e outros sintomas como náusea, sudorese, dispneia e taquicardia em decorrência do medo, da tensão e do espasmo muscular involuntário5,6.

O diagnóstico do vaginismo é feito por meio do exame físico, onde são verificadas alterações anatômicas, causas infecciosas, lubrificação inadequada e fatores psicológicos. A realização do exame torna-se dificultosa devido ao espasmo muscular decorrente da patologia5 . Os estudos sobre o tratamento do vaginismo ainda são restritos e, por se tratar de uma disfunção que se apresenta como uma desordem muscular com um componente eminentemente cinesiológico-funcional, um dos tratamentos sugeridos é a fisioterapia pélvica4,6.

A fisioterapia é um recurso terapêutico recente na área da urologia e ginecologia, por conseguinte são ainda raros os estudos que abordam este tratamento para o vaginismo7 . Ainda, a ausência de um guia de prática clínica no tratamento dessa disfunção pelo fisioterapeuta pélvico abre espaço para um consenso pouco claro na literatura atual a respeito das técnicas a serem utilizadas clinicamente para esses casos. Estas últimas observações foram, por fim, a razão do presente estudo, que objetivou levantar as técnicas mais utilizadas atualmente em fisioterapia pélvica para o tratamento do vaginismo.

M É T O D O S O estudo foi desenvolvido por meio da revisão bibliográfica. A coleta dos dados foi realizada nos meses de maio a julho de 2014 nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), PubMed, Scientific Eletronic Library Online (SciELO), em artigos científicos, monografias, dissertações, teses, documentos legais e livros que abordam o tema. Foram encontrados artigos científicos nos idiomas inglês, português e espanhol no período de 2001 a 2014. Nas bases Lilacs, PubMed e SciELO, foram pesquisadas as palavras-chave “vaginismo”, “fisioterapia” e “reabilitação”, bem como suas variáveis em inglês. Após leitura do resumo e/ou artigos, foram excluídos os textos de revisão que abordavam outras doenças além do vaginismo, bem como todos aqueles em que a reabilitação foi baseada em métodos invasivos não praticados por fisioterapeutas. Os artigos selecionados foram analisados nos tipos de intervenção fisioterápica e nos resultados encontrados. Na base SciELO, foram encontrados 410 artigos sobre vaginismo, sendo incluídos somente 24 – 386 foram excluídos por não apresentarem tratamento fisioterápico -, 5 monografias e 3 teses. Na base PubMed, foram encontrados 25 artigos, dos quais apenas 2 foram incluídos – 23 foram excluídos por serem artigos sobre tratamento médico. Na base Lilacs, a pesquisa apontou 47 artigos, sendo incluídos apenas 4 e 43 descartados por tratarem, em sua maioria, outras doenças. R E S U L T A D O S Classificação e etiologia O vaginismo pode ser classificado em primário e secundário, segundo McGuire & Hawton8. O primário é determinado quando a mulher é incapaz de manter relações sexuais devido às contrações involuntárias da parede da vagina. Já o secundário ocorre quando a mulher eventualmente teve relações sexuais, porém não é mais hábil a mantê-las devido à mesma etiologia. É neste caso que o vaginismo, geralmente, vem acompanhado de dispareunia. Essa disfunção não possui uma causa exclusiva e sim fatores para seu desenvolvimento. Dentre eles, podem ser citados: razões religiosas, traumas de infância, escutar ou assistir os pais tendo relação sexual e abuso sexual. Tudo isso pode despertar na mulher medo de ter relação sexual3,6,9,10. De acordo com Almeida et al.1 , a etiologia do vaginismo também está ligada a causas orgânicas, como: geniturinárias, infecciosas, neurológicas, vasculares, hematológicas, problemas psicológicos e genéticos. Ademais, também são considerados fatores etiológicos drogas com efeitos diuréticos, hormonais, tranquilizantes, sedativos, hipnóticos, bem como drogas ilícitas. Dentre as causas orgânicas e de grande interesse para fisioterapia, destaca-se a fraqueza da musculatura do assoalho pélvico que, dependendo da origem (constipação intestinal, tosse crônica, elevação constante de peso), também provoca disfunções sexuais devido à redução do tônus e o trofismo da musculatura11. Segundo autores12,13, existem ainda outros fatores, como a idade, raça, idade do parceiro, nível educativo, renda, condição marital, tabagismo, ingestão de bebidas alcoólicas, exercícios físicos, paridade, uso de anticoncepcional oral, menopausa, reposição hormonal, diabetes, hipertensão, depressão, doenças cardíacas, uso de drogas, cirurgias ginecológicas e presença de outra disfunção sexual. Ressalta-se que fatores de ordem relacional, como a falta de estimulação apropriada do companheiro e a ausência de diálogo podem intervir negativamente na excitação sexual. Em um estudo14 realizado na Inglaterra com uma amostra de 979 mulheres, foi encontrada dificuldade de excitação sexual, apontando os companheiros como responsáveis. Epidemiologia Nos Estados Unidos da América, o National Social and Health Life Survey, um estudo desenvolvido A TOMEN et al. Rev. Ciênc. Méd., Campinas, 24(3):121-130, set./dez., 2015 124 por Laumann et al. 15 sobre as disfunções sexuais em 1.749 mulheres com idade entre 18 e 54 anos, apontou que 22% das participantes apresentavam disfunção do desejo sexual. Além disso, o estudo mostrou que essa alteração tende a decrescer com o aumento da idade. Catorze porcento da amostra exibiu perturbação da excitação sexual e 24% reportou queixas de anorgasmia. Entre 10 e 15% das entrevistadas referiu dor sexual. De acordo com um estudo realizado no Brasil por Abdo et al. 16 com uma amostra de 1.219 mulheres, foi observado que a disfunção sexual atinge 49% delas com pelo menos uma queixa, tendo 23% relatado dispareunia. Na área de fisioterapia, no estudo de Reissing et al. 17 foi citado que 10 a 15% das mulheres tiveram experiência de algum tipo de dor na relação sexual, levando à suspeita de vaginismo. Outra investigação na mesma área constatou que aproximadamente 10 a 20% das mulheres que procuram assistência devido a alguma disfunção sexual padecem de vaginismo18. Consequências para a mulher A Organização Mundial de Saúde (OMS) caracteriza a felicidade sexual como uma condição essencial para a saúde e indispensável para a qualidade de vida da população mundial. Afirma ainda que a falta de prazer pode trazer danos, como insônia, mau humor, depressão e tensão constante19. Além das consequências negativas trazidas por uma atividade sexual desagradável, como a depressão, angústias, raiva por motivos irrelevantes e brigas constantes, a mulher pode chegar a um quadro de verdadeira aversão sexual pela falta de prazer, podendo ter relações sexuais dolorosas ou mesmo evoluindo para um quadro de vaginismo20. Em geral, considera-se que a mulher pouco sabe sobre os seus órgãos sexuais, conhecendo menos ainda os músculos do assoalho pélvico e o imenso valor que representam16. Abordagem fisioterapêutica O fisioterapeuta deve iniciar sua abordagem com uma boa avaliação, identificando as queixas de sua paciente. Isso com o objetivo de descobrir a causa da disfunção4 . Deve-se solicitar informações sobre o desejo sexual, nível de excitação, grau de lubrificação a qualquer percepção na área genital durante o ato sexual e sensação de entorpecimento, capacidade de atingir o orgasmo, presença de dor no momento do ato sexual, grau de satisfação com a relação, forma como é estimulada e sentimentos de intimidade emocional no ato sexual21. Para uma avaliação determinante seguida de objetivos e condutas justificáveis, a realização do exame físico deve ocorrer e todas as etapas devem ser realizadas: inspeção no repouso e durante o movimento, palpação e provas de função muscular22. A atuação fisioterapêutica se dá ao trabalhar a musculatura do assoalho pélvico de forma a conscientizar as mulheres da contração voluntária destes músculos, estimulando seu fortalecimento e relaxamento, bem como um maior ganho proprioceptivo6,23,24. Em sua performance, esse profissional deve planejar programas específicos de intervenção para eliminação dos fatores de risco relacionados à incapacidade funcional e, dessa maneira, melhorar a qualidade de vida25. O enfoque do tratamento comumente versa sobre a avaliação e o tratamento com a terapia cognitivocomportamental, exercícios de fortalecimento muscular, terapia manual e de outras técnicas e modalidades24. Na pesquisa de Van Lankveld et al. 26 os achados constataram que a maioria dos terapeutas e das mulheres avaliaram que a cura foi alcançada quando é obtida a penetração sexual. O índice de cura baseado exclusivamente na penetração vaginal variou de 93,3 a 100,0%, mas, considerando a resposta sexual como um todo, esse índice diminuiu para 25,0%. Abdo & Fleury27 afirmam que, para a fisioterapia alcançar bons resultados no tratamento de patologias do assoalho pélvico, é necessária a cooperação das mulheres durante o tratamento. Cinesioterapia A cinesioterapia consiste na realização de exercícios perineais com objetivo de restaurar a força, Rev. Ciênc. Méd., Campinas, 24(3):121-130, set./dez., 2015 FISIOTERAPIA PÉLVICA E VAGINISMO 125 função e conscientização da musculatura do assoalho pélvico, o que reflete na melhora da qualidade de vida, do estado psicológico e do bem-estar28,29. O tratamento fisioterapêutico para o vaginismo incide no relaxamento da musculatura do assoalho pélvico e dos músculos acessórios, como: adutores de coxa, obturadores internos e externos, piriforme, glúteo, abdominais e lombares. O relaxamento pode ser realizado por meio de alongamentos e de exercícios respiratórios, conforme a necessidade da paciente4 . De acordo com Bianco & Braz30, os exercícios de contração voluntária do assoalho pélvico levam a uma melhora da percepção e da consciência corporal e vascularização da região pélvica. A contração de um grupo muscular pode ser complexa, pois os músculos não estão visíveis; mas, por meio da visualização de uma representação simples da anatomia feminina, esse trabalho pode ser concretizado com êxito. Outra maneira interessante de melhorar a consciência dos Músculos do Assoalho Pélvico (MAP) é solicitar que a mulher coloque os dedos sob o centro tendíneo do períneo e realize uma contração seguida de um relaxamento do mesmo31. Os exercícios de percepção local também podem ser ajudados por um espelho, pela bola terapêutica, por uma almofada pélvica e pelo fisioterapeuta, associando-os à respiração32. O aprendizado ajuda a alcançar maior controle da musculatura vaginal e esses exercícios são essenciais para o prazer sexual da mulher e do homem, pois esta pode descobrir os movimentos, a intensidade e a velocidade que mais proporcionam prazer33. Os exercícios devem feitos de varias formas e dependem dos problemas encontrados na avaliação, como a apresentação de sinergismos musculares ou contrações acessórias que evitem a contração isolada dos MAP. A posição exata da mulher centra na busca do isolamento da ação muscular do períneo, mantendo-o em posição de alongamento para melhorar a percepção da região32. Matheus et al. 34 citam que de 30 a 50% das mulheres são impossibilitadas de contrair somente o assoalho pélvico imediatamente e que a conscientização da musculatura é de difícil aprendizado. A investigação evidenciou que as participantes utilizaram de contrações acessórias, mesmo quando o ensino era de contrair somente a musculatura do assoalho pélvico, e que a consciência perineal está relacionada com o aprendizado por meio da imagem, da vivência, do movimento e da percepção dos diferentes grupos musculares perineais. Para Moreno35, a cinesioterapia do assoalho pélvico baseia-se no princípio de que contrações voluntárias recorrentes aumentam a força muscular. Esse resultado de força é obtido através da combinação do recrutamento de um grande número de unidades motoras, frequências pequenas e contrações sucessivamente mais fortes, com raras repetições diárias e aumento gradativo da intensidade da força e do tempo de contração. A cinesioterapia é o único método que não possui contraindicações. Arnold Kegel, em 1948, propôs a reeducação perineal para o tratamento da hipotonia do diafragma pélvico. O autor estudou o músculo pubococcígeo para o tratamento da incontinência urinária de esforço e constatou que a disfunção orgasmica da mulher poderia ser imposta pela redução da força muscular. O exercício de Kegel pode ser associado ao uso de cones – pequenas cápsulas introduzidas na vagina para fornecer resistência e feedback sensorial aos músculos do assoalho pélvico à medida que se contraem35,36. Estudos idênticos foram concretizados por Rett et al. 37 e Capelinni et al. 38, que empregaram exercícios do assoalho pélvico associados ao biofeedback eletromiográfico como recursos fisioterapêuticos na reabilitação perineal. Ambos descobriram melhora significativa, especialmente no que diz respeito à consciência corporal. Segundo Moreno35, a frequência do tratamento varia de duas a três vezes por semana, por um mínimo de três meses, tempo necessário para aquisição de hipertrofia e, por conseguinte, força muscular. Para conservar os resultados alcançados pela cinesioterapia, é importante que a mulher constitua um programa rotineiro após a conscientização dos grupos musculares envolvidos39,40. A TOMEN et al. Rev. Ciênc. Méd., Campinas, 24(3):121-130, set./dez., 2015 126 Eletroestimulação Sobre o tratamento fisioterápico baseado na eletroestimulação, Kitchen41 afirma que se trata do emprego de correntes elétricas para fortalecer e reeducar os músculos, diminuir edema, aliviar a dor e restaurar feridas. Segundo Moreno35, esse é o tratamento mais usado como complemento aos exercícios cinesiológicos e é recomendado como estímulo para despertar a consciência corporal, auxiliando a contração apropriada dos músculos do assoalho pélvico. Rossella et al. 42, ao pesquisarem os efeitos da eletroestimulação do assoalho pélvico no tratamento das dores sexuais, observaram que a capacidade de contração, bem como a capacidade de repouso e dor melhoraram, especialmente em mulheres com vaginismo. Também é possível que os efeitos positivos da eletroestimulação para a função sexual tenham ocorrido devido não só a uma maior eficácia na contração, mas a uma progressiva dessensibilização à dor. Apesar de no princípio da terapêutica a mulher se apresentar preocupada com o emprego da corrente elétrica, no transcorrer das sessões, a eletroestimulação se revelou eficiente na diminuição da dor e na percepção da contração muscular, causando grande melhora. Antonioli & Simões43 afirmam que a eletroestimulação deve ser considerada eficaz para proporcionar a conscientização do assoalho pélvico e para o reforço muscular. Sua maior vantagem é a de não apresentar efeitos colaterais quando comparado ao tratamento medicamentoso, apesar de algumas mulheres descreveram pequeno desconforto e irritação local. No estudo sobre vaginismo realizado por Seo et al. 44, a eletroestimulação foi utilizada com um aparelho eletromiográfico associado simultaneamente ao biofeedback. Fizeram parte da pesquisa 12 mulheres avaliadas ao longo de 12 semanas em sessões de 15 minutos de duração. As participantes recebiam dilatadores vaginais de silicone de vários diâmetros para prática em domicílio, sendo orientadas a fazer os exercícios de dessensibilização da região vulvar/vaginal. Aquelas que completaram o programa descreveram melhora significativa na satisfação sexual. Na pesquisa feita por Nappi et al45, empregou-se a eletroestimulação funcional em 29 mulheres com vaginismo ou dispareunia. O tratamento durou 10 semanas com sessões semanais de 20 minutos e orientações de treinos para os músculos do assoalho pélvico, os quais precisariam ser feitos em casa, durante 20 minutos, três vezes por semana. Foi observada melhora na contração e no relaxamento da musculatura de assoalho pélvico em todas as participantes e redução da dor durante a relação sexual e retorno à atividade sexual em 50% das mulheres com vaginismo. Biofeedback Biofeedback, exposto por Kegel em 1948, é basicamente todo e qualquer enfoque que o fisioterapeuta emprega para conscientizar um doente de seu corpo e suas funções através de estímulos táteis, visuais, auditivos ou elétricos. É considerado um aparelho que mede, avalia e trata as disfunções neuromusculares, sendo competente na avaliação dos músculos do assoalho pélvico por monitorar o tônus em repouso, a força, a sustentação e outros padrões de atividade. Por causa disso, é eficaz para orientar a mulher no que diz respeito à melhora das contrações voluntárias da musculatura, beneficiando a prática do relaxamento35,46,47. Essas técnicas são igualmente empregadas para conscientizar a paciente de seu corpo e suas funções. Emprega-se ainda a eletroestimulação, pois é adequada para captar as fibras musculares de uma maneira mais acelerada. No vaginismo, de acordo com a corrente utilizada, ela pode auxiliar no relaxamento e alívio da dor48,49. De todas as intervenções de fisioterapia, somente o biofeedback passou por pesquisas controladas. Autores investigaram e concluíram que há aumento do tônus e diminuição da estabilidade muscular do pavimento pélvico em síndromes de dor vulvar. Foi evidenciada 50% de eficácia na redução Rev. Ciênc. Méd., Campinas, 24(3):121-130, set./dez., 2015 FISIOTERAPIA PÉLVICA E VAGINISMO 127 da dor vulvar utilizando esse método. Estudos posteriores obtiveram resultados similares50. Uma investigação coreana apontou que a estimulação elétrica combinada com biofeedback, realizada em 12 mulheres com vaginismo, revelou que as pacientes obtiveram sucesso nas relações sexuais durante e após o tratamento44. Terapia manual Terapia manual é constituída por um conjunto de métodos com intenção terapêutica ou preventiva, onde é aplicado toque ou manobra manual sobre os tecidos musculares, ósseos, conjuntivos e nervosos. Na maioria das vezes, é mais empregada no alívio de tensões (mobilização de pontos gatilhos), restrição de mobilidade, desvios mecânicos ou bloqueios funcionais51. No caso do vaginismo, podem ser recomendados métodos manuais com a finalidade de desativar os pontos gatilhos, mas não devem ser a primeira opção de tratamento, pois as mulheres que têm essas patologias mencionam muita dor ao toque. O mais recomendado seria empregá-la após outro procedimento, como a eletroanalgesia, pois, dessa maneira, tem-se o alcance do alívio da dor e a retirada de tensão muscular, que são as principais causas dos sintomas6 . Segundo Prendergast et al.51, o fisioterapeuta deve analisar a existência de pontos gatilho e se estão cooperando para os sintomas. Os músculos identificados como principais determinantes de dor nos tecidos da vagina ou da vulva, por possuírem maior número de pontos gatilhos, são ísquiocavernoso, bulboesponjoso e elevador do ânus. Após a localização dos pontos gatilho, existem métodos a serem seguidos para sua diminuição, dentre elas a compressão isquêmica, onde o fisioterapeuta comprime manualmente o ponto de dor por 60 a 90 segundos ou até sentir sua liberação. Dilatadores vaginais Na técnica de dilatação gradual, são colocados dilatadores de silicone ou de material emborrachado lubrificados no canal vaginal como sondas que podem ser insufladas. Primeiramente, os dilatadores devem ser pequenos; seu tamanho deve ser aumentado gradualmente, à medida que a tolerância da mulher também aumente. A técnica de dilatação também pode ser praticada usando os dedos51,52. No momento em que os dilatadores estão inseridos na vagina, exercícios de fortalecimento da MAP podem ser realizados. Dessa maneira, o uso da técnica nos episódios de vaginismo pode cooperar para melhora do quadro, atenuando a sensibilidade à penetração e beneficiando a percepção da MAP pela mulher, o que lhe permite controle e relaxamento6 . Encontraram-se alguns estudos citando o uso de dilatadores vaginais como opção de tratamento6,25 e, no entanto, os mesmos não forneceram evidências consistentes de intervenção no vaginismo. Dessensibilização gradual De acordo com Serra10, a dessensibilização é feita de forma progressiva, para não expor a mulher a situações que causem ansiedade. Esse processo é a terapêutica mais recomendada nos episódios de vaginismo e deve ser feito por meio de massagem (digito pressão e deslizamento), onde manobras miofasciais podem ser empregadas para relaxar os MAP e facilitar a penetração4 . Da mesma maneira, Lara et al. 53, em um estudo de revisão bibliográfica, verificaram que o tratamento do vaginismo deve ser feito pela dessensibilização lenta/contínua da musculatura perineal, de forma a conseguir o relaxamento muscular e, em seguida, seu fortalecimento. Em seu estudo, Basson54 relata que a experiência da fisioterapia recomenda exercícios de dessensibilização nos casos de vaginismo. Por meio de massagem intra-vaginal, busca-se relaxar os músculos do assoalho pélvico para promover a penetração. Os resultados conseguidos com a técnica no tratamento foram consideráveis no relaxamento e na dilatação vaginal, o que justifica o seu emprego. A TOMEN et al. Rev. Ciênc. Méd., Campinas, 24(3):121-130, set./dez., 2015 128 C O N C L U S Ã O Os resultados do estudo demonstraram que a fisioterapia promove efeito significativo sobre a qualidade de vida e satisfação sexual de mulheres com vaginismo. Foram encontradas diversas formas de tratamento para essas mulheres, ressaltando a importância do diagnóstico e de uma avaliação completa. Compreender e abordar esse tema deve fazer parte da rotina de atendimento à saúde da mulher, contribuindo para a melhora da qualidade de vida destas pacientes. Também foi possível observar que existe a necessidade de mais estudos para a discussão do tema abordado, especialmente a organização de ensaios clínicos controlados testando e comparando a eficácia das técnicas para que a prática clínica possa realmente ser baseada em evidência e, dessa forma, mais eficaz. C O L A B O R A D O R E S A TOMEN e G FRACARO colaboraram com o levantamento dos dados, EFC NUNES colaborou na análise dos resultados e revisão geral do artigo. G LATORRE fez a orientação do projeto. R E F E R Ê N C I A S 1. Almeida NAM, Silva LA, Araújo N. Conhecimento de acadêmicas de enfermagem sobre disfunções sexuais femininas. Rev Eletrôn Enferm. 2005 [acesso 2014 maio 15]; 7(2):138-47. Disponível em: http:// www.revistas.ufg.br/index.php/fen 2. Frasson E, Graziottin A, Priori A, Dall’Ora E, Didonè G, Garbin EL, et al. Central nervous system abnormalities in vaginismus. Clin Neurophysiol. 2009; 120(1):177-22. 3. Moreira RLBD. Vaginismo. Rev Med Minas Gerais. 2013; 23(3):336-42. 4. Etienne MA, Waitman MC. Disfunções sexuais femininas: a fisioterapia como recurso terapêutico. São Paulo: Livraria Médica Paulista; 2006. 5. Brosens C, Terrasa S, Astolfi E. Actualización: vaginismo. Evid Act Pract Ambul. 2009; 12(3):102-3. 6. Pinheiro MAO. O casal com vaginismo: um olhar Gestalt-terapia. Rev IGT Rede. 2009; 6(10):91-143. 7. Girard AL. Vaginismo. In: Palma PCR, organizador. Urofisioterapia: aplicações clinicas da técnica fisioterápicas nas disfunções miccionais e do assoalho pélvico. 2ª ed. São Paulo: Personal Link Comunicações; 2014. 8. McGuire H, Hawton K. Interventions for vaginismus. Cochrane Database Syst Rev. 2001; 2:CD001760. http://doi.org/10.1002/14651858 9. Walker D. Introdução ao estudo da sexologia. 2006 [acesso 2014 nov 28]. Disponível em: http:// www.sitededanielwalker.com/p/livros.html 10. Serra M. Qualidade de vida e disfunção sexual: vaginismo [dissertação]. São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo; 2009. 11. Moura RVA, Brito TPC. Avaliação do grau de força do assoalho pélvico em mulheres com anorgasmia secundária [monografia]. Pará: Universidade da Amazônia; 2006. 12. Thiel R, Thiel M, Palma P. Urologia feminina e medicina sexual: o que os médicos precisam saber. Prat Hosp. 2008; (56):37-9. 13. Bessa ARS. Fatores associados às disfunções sexuais entre mulheres de meia idade da região norte do Brasil [tese]. São Paulo: Universidade de São Paulo; 2013. 14. Luz JAA. A fisioterapia na disfunção sexual feminina [monografia]. Barcarena: Universidade Atlântica; 2009. 15. Laumann EO, Paik A, Rosen RC. Sexual dysfunction in the United States: Prevalence and predictors. JAMA.1999; 281(6):537-44. 16. Abdo CH, Oliveira WM, Moreira ED. Prevalence of sexual dysfunction and correlated conditions in a sample of Brazilian women: Results of the Brazilian Study on Sexual Behavior (BSSB). Int J Impot Res. 2004; 16(2):160-6. 17. Reissing ED, Binik YM, Khalifé S. Does vaginismus exist? A critical review of the literature. J Nerv Ment Dis. 1999;187(5):261-74. 18. Hawton K, Catalan J. Prognostic factors in sex therapy. Behav Res Ther. 1986; 24(44):377-85. 19. Medeiros MW, Braz MM, Brongholi K. Efeitos da fisioterapia no aprimoramento da vida sexual feminina. Fisioter Bras. 2004; 5(3):188-93. 20. Rojtenberg C. Anorgasmia. 2004 [acesso 2014 abr 17]. Disponível em: http://www.sexologia.com.br/ fanorgasmia.htm 21. Veiga AP. Orgasmo: querer e poder. Rev IGT Rede. 2007; 4(6):22-31. 22. Palma PCR, Berghmans B, Seleme MR. Urofisioterapia: aplicações clinicas da técnica fisioterápicas nas disfunções miccionais e do assoalho pélvico. 2ª ed. São Paulo: AB Editora; 2014. Rev. Ciênc. Méd., Campinas, 24(3):121-130, set./dez., 2015 FISIOTERAPIA PÉLVICA E VAGINISMO 129 23. Moreira Junior ED, Glasser D, Santos DB, Gingell C. Prevalence of sexual problems and related helpseeking behaviors among mature adults in Brazil: Data from the global study of sexual attitudes and Behaviors. São Paulo Med J. 2005; 123(5):234-41. 24. Rosenbaum T. Physiotherapy treatment of sexual pain disorders. J Sex Marital Ther. 2005; 31(4):329-30. 25. Aveiro MC, Garcia APU, Driusso P. Efetividade de intervenções fisioterapêuticas para o vaginismo: uma revisão de literatura. Rev Fisioter Pesq. 2009; 16(3):279-83. 26. Van Lankveld J, Kuile MM, Groot HE, Melles R, Nefs J, Zanderbergen M. Cognitive-behavioral therapy for women with lifelong vaginismus: A randomizae witing-list controlled trial of efficacy. J Consult Clin Psychol. 2006, 74(1):168-78. 27. Abdo CHN, Fleury HJ. Aspectos diagnósticos e terapêuticos das disfunções sexuais femininas. Rev Psiquiatr Clín. 2006; 33(3):162-7. http://dx.doi.org/ 10.1590/S0101-60832006000300006 28. Rett MT. Incontinência urinária de esforço em mulheres no menacme: tratamento com exercícios do assoalho pélvico associados ao biofeedback eletromiográfico [dissertação]. Campinas: Universidade Estadual de Campinas; 2004. 29. Barbosa LMA, Lós DB, Silva IB, Anselmo CWSF. The effectiveness of biofeedback in treatment of women with stress urinary incontinence: A systematic review. Rev Bras Saúde Mater Infant. 2011; 11(3):217-25. 30. Bianco G, Braz MM. Efeitos dos exercícios do assoalho pélvico na sexualidade feminina. Universidade do Sul de Santa Catarina; 2004 [acesso 2014 maio 15]. Disponível em: www.fisiotb.unisul.br./Tccs/04b/ geovana/artigogeovanabianco.pdf 31. Piassarolli VP, Hardy E, Andrade NF, Ferreira NO, Osis MJD. Treinamento dos músculos do assoalho pélvico nas disfunções sexuais femininas. Rev Bras Ginecol Obstet. 2010; 33(5):234-40. 32. Henscher U. Fisioterapia em ginecologia. São Paulo: Santos; 2007. 33. Fluckiger K. Mulher e orgasmo. [acesso 2014 ago 13]. Disponível em: http://www.escelsanet.com.br/ sitesaude/artigos_cadastrados/artigo.asp?art=732 34. Matheus LM, Mazzari CF, Mesquita RA, Oliveira J. Influência dos exercícios perineais e dos cones vaginais, associados à correção postural, no tratamento da incontinência urinária feminina. Rev Bras Fisioter. 2006; 10(4):387-92. 35. Moreno AL. Biofeedback. In: Moreno AL. Fisioterapia em uroginecologia. Barueri: Manole; 2004. 36. Santos IA. Tratamento fisioterapêutico da incontinência urinária em pacientes submetidos a prostatectomia radical: revisão de literatura [monografia]. São Luís: Faculdade Santa Terezinha; 2004. 37. Rett MT, Simões JÁ, Herrmann V. Incontinência urinária de esforço em mulheres no menacme: tratamento com exercícios do assoalho pélvico associados ao biofeedback eletromiográfico. Rev Bras Ginecol Obstet. 2005; 27(4):228. 38. Capelinni MVMA, Riccetto CLZ, Palma PCR. Tratamento da incontinência urinária de esforço com biofeedback: análise objetiva e impacto sobre a qualidade de vida. Rev Bras Ginecol Obstet. 2005; 27(4):230. 39. Freitas F, Menke CH, Rivoire WA, Passos EP. Rotinas em ginecologia. 5ª ed. Porto Alegre. Artmed; 2006. 40. Baracho E. Fisioterapia aplicada à saúde da mulher. 5ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2012. 41. Kitchen S. Eletroterapia prática baseada em evidências. São Paulo: Manole; 2003. 42. Rossella EM, Ferdeghini F, Abbiati I, Vercesi C, Farina C, Polatti F. Electrical Stimulation (ES) in the management of sexual pain disorders. J Sex Marital Ther. 2003; 29(1):103-10. 43. Antonioli RS, Simões D. Abordagem fisioterapêutica nas disfunções sexuais femininas. Rev Neurociênc. 2010; 18(2):267-74. 44. Seo TJ, Choe JH, Lee WS, Kim KH. Efficacy of functional electrical simulation-biofeedback with sexual cognitive-behavioral therapy as treatment of vaginismus. J Urol. 2005; 66(1):77-81. 45. Nappi RE, Ferdeghini F, Abbiati I, Vercesi C, Farina C, Polatti F. Electrical Stimulation (ES) in the management of sexual pain disorders. J Sex Marital Ther. 2003; 29(Suppl. 1):103-10. 46. Nagib ABL. Avaliação da sinergia da musculatura abdomino-pélvica em nulíparas com eletromiografia e biofeedback perineal. Rev Bras Ginecol Obstet. 2005; 24(4):210-5. 47. Nolasco J, Martins l, Berquo M, Sandoval RA. Atuação da cinesioterapia no fortalecimento muscular do assoalho pélvico feminino: revisão bibliográfica. Rev Digital. 2008 [acesso 2014 dez 2]; 12(117). Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd117fortalecimento -muscular-do-assoalho-pelvico-feminino.htm 48. Grosse D, Sengler J. Reeducação perineal: concepção, realização e transcrição em prática liberal e hospitalar. São Paulo: Manole; 2002. 49. Etienne AM, Waitman CM. Disfunções sexuais femininas: a fisioterapia como recurso terapêutico. São Paulo: LMP; 2006. 50. Bergeron S, Binik YM, Khalife S, Pagidas K, Glazer HI, Meana M, et al. A randomized comparison of group cognitive-behavioral therapy, surface electromyographic</ericarneiro@yahoo.com.br>

Conteúdos relacionados

O que é a Fisioterapia – Descrição da fisioterapia

O que é a Fisioterapia – Descrição da fisioterapia

Descrição da fisioterapia

A Confederação Mundial de Fisioterapia (WCPT) defende que a profissão de fisioterapia é responsável por articular o âmbito da prática e definir os papéis dos fisioterapeutas. As associações nacionais de fisioterapia são responsáveis ​​por definir os papéis da fisioterapia e dos fisioterapeutas relevantes para as necessidades de prestação de serviços de saúde da sua nação, assegurando-se de que são consistentes com as diretrizes internacionais aceitas estabelecidas pela WCPT. As associações nacionais de fisioterapia têm a responsabilidade de procurar apoio à legislação / regulamentação / reconhecimento que defina o caráter distintivo e autônomo da prática da fisioterapia, incluindo o campo de atuação da profissão. 1, 2

O âmbito da prática de fisioterapia é dinâmico e responde às necessidades de saúde do paciente / cliente e da sociedade. Com o desenvolvimento de conhecimentos e avanços tecnológicos, é necessária uma revisão periódica para garantir que o escopo da prática reflita a base de evidências mais recente e continue a ser consistente com as necessidades de saúde atuais. A pesquisa fornece continuamente novas provas sobre quais práticas serão construídas. Em parte alguma isso é mais aparente do que na compreensão do movimento humano, que é central para as habilidades e conhecimentos do fisioterapeuta.

O que é fisioterapia?

Fisioterapia é serviços prestados por fisioterapeutas a indivíduos e populações para desenvolver, manter e restaurar o máximo movimento e capacidade funcional ao longo da vida útil. O serviço é prestado em circunstâncias em que o movimento e a função são ameaçados pelo envelhecimento, lesões, dor, doenças, distúrbios, condições ou fatores ambientais e com a compreensão de que o movimento funcional é central para o que significa ser saudável.

A fisioterapia envolve a interação entre o fisioterapeuta, pacientes / clientes, outros profissionais de saúde, famílias, cuidadores e comunidades em um processo onde o potencial de movimento é examinado / avaliado e as metas são acordadas, usando conhecimentos e habilidades exclusivas aos fisioterapeutas 1). Os terapeutas físicos estão preocupados em identificar e maximizar a qualidade de vida e o potencial de movimento nas esferas de promoção, prevenção, tratamento / intervenção, habilitação e reabilitação. Essas esferas abrangem o bem-estar físico, psicológico, emocional e social.

Os fisioterapeutas são qualificados e profissionalmente exigidos para:

  • Realizar um exame / avaliação abrangente do paciente / cliente ou das necessidades de um grupo de clientes
  • Avaliar os resultados do exame / avaliação para fazer julgamentos clínicos sobre pacientes / clientes
  • Formular um diagnóstico, prognóstico e plano
  • Fornecer consultoria dentro da sua perícia e determinar quando pacientes / clientes precisam ser encaminhados para outro profissional
  • Implementar um programa de intervenção / tratamento de fisioterapeuta
  • Determinar os resultados de quaisquer intervenções / tratamentos
  • Fazer recomendações para auto-gestão

O vasto conhecimento do corpo físico e suas necessidades e potencial de movimento é fundamental para a determinação de estratégias de diagnóstico e intervenção. Os ambientes de prática variam de acordo com se a fisioterapia está relacionada à promoção da saúde, prevenção, tratamento / intervenção, habilitação ou reabilitação.

O âmbito da prática do fisioterapeuta não se limita ao atendimento direto do paciente / cliente, mas também inclui:

  • Estratégias de saúde pública
  • Para os pacientes / clientes e para a saúde
  • Supervisionar e delegar a outros
  • Gestão
  • Ensino
  • Pesquisa
  • Desenvolvimento e implementação da política de saúde nos níveis local, nacional e internacional

Os fisioterapeutas são guiados por seu próprio código de princípios éticos. Assim, podem ter qualquer um dos seguintes propósitos:

  • Promover a saúde e o bem-estar dos indivíduos e do público em geral / sociedade, enfatizando a importância da atividade física e do exercício
  • Limitações de atividade, restrições participativas e incapacidades em indivíduos em risco de comportamentos alterados de movimento devido a fatores de saúde, estressores sócio-econômicos, fatores ambientais e fatores de estilo de vida
  • Proporcionando intervenções / tratamento para restaurar a integridade dos sistemas corporais essenciais ao movimento, maximizar a função e recuperação, minimizar a incapacidade e melhorar a qualidade de vida, a vida independente e trabalhabilidade em indivíduos e grupos de indivíduos com comportamentos alterados de movimento resultantes de deficiências, Restrições participativas e deficiências
  • Modificando o acesso ao ambiente, ao domicílio e ao trabalho e barreiras para garantir a plena participação nos papéis sociais normais e esperados

A educação e a prática clínica dos fisioterapeutas variam de acordo com os contextos sociais, econômicos, culturais e políticos nos quais eles praticam. No entanto, é uma profissão única, e a primeira qualificação profissional, obtida em qualquer país, representa a conclusão de um currículo que qualifica o fisioterapeuta para usar o título profissional e para a prática como um profissional independente. 6-8

Onde é praticada a fisioterapia?

A fisioterapia é uma parte essencial dos sistemas de prestação de serviços de saúde e comunidade / bem-estar. Os fisioterapeutas praticam independentemente de outros prestadores de serviços de saúde e também em colaboração com programas interdisciplinares de reabilitação / habilitação que visam prevenir distúrbios do movimento ou manter / restaurar a função ideal e a qualidade de vida em indivíduos com distúrbios do movimento. Fisioterapeutas prática em uma ampla variedade de configurações.

O que caracteriza a fisioterapia?

As seguintes suposições estão embutidas nesta descrição e refletem as preocupações centrais da fisioterapia.

  • O movimento é um elemento essencial da saúde e do bem-estar e depende da função integrada e coordenada do corpo humano em vários níveis. O movimento é proposital e é afetado por fatores internos e externos. A fisioterapia está voltada para as necessidades e potencialidades do movimento de indivíduos e populações.
  • Os indivíduos têm a capacidade de mudar como resultado de suas respostas aos fatores físicos, psicológicos, sociais e ambientais. Corpo, mente e espírito contribuem para as opiniões dos indivíduos sobre si mesmos e capacitá-los a desenvolver uma consciência de suas próprias necessidades de movimento e metas. Os princípios éticos exigem que o fisioterapeuta reconheça a autonomia do paciente / cliente ou responsável legal na busca de seus serviços. 3, 4
  • Fisioterapeutas podem direcionar suas intervenções para populações específicas. Populações podem ser nações, estados e territórios, regiões, grupos minoritários ou outros grupos específicos (por exemplo, programas de triagem para escoliose entre crianças em idade escolar e programas de prevenção de quedas para o envelhecimento).
  • Uma parte integral da terapia física é a interação entre o fisioterapeuta eo paciente / cliente / família ou cuidador para desenvolver uma compreensão mútua de suas necessidades. Este tipo de interação é necessária para mudar positivamente a consciência do corpo e os comportamentos de movimento que podem promover a saúde e o bem-estar. Os membros das equipes interdisciplinares também precisam interagir uns com os outros e com os pacientes / clientes / famílias e cuidadores para determinar as necessidades e formular metas para a intervenção fisioterapêutica / tratamento. Os fisioterapeutas também interagem com as estruturas de administração e governança para informar, desenvolver e / ou implementar políticas e estratégias de saúde adequadas.
  • Os fisioterapeutas são profissionais autônomos preparados através da educação profissional de fisioterapia de nível inicial. 6Os fisioterapeutas exercem seu julgamento profissional para alcançar um diagnóstico que direcionará suas intervenções / tratamento fisioterapêutico, habilitação e reabilitação de pacientes / clientes / populações.
  • O diagnóstico em fisioterapia é o resultado de um processo de raciocínio clínico que resulta na identificação de deficiências existentes ou potenciais, limitações de atividade, restrições de participação, influências ambientais ou habilidades / incapacidades. O objetivo do diagnóstico é orientar os fisioterapeutas na determinação do prognóstico e estratégias de intervenção / tratamento mais adequadas para pacientes / clientes e compartilhar informações com eles. Na realização do processo de diagnóstico, os fisioterapeutas podem precisar obter informações adicionais de outros profissionais. Se o processo de diagnóstico revelar achados que não estão dentro do escopo do conhecimento, experiência ou especialização do fisioterapeuta, o fisioterapeuta encaminhará o paciente / cliente a outro profissional apropriado.

Princípios que suportam a descrição da fisioterapia

A WCPT desenvolveu esta descrição internacional da fisioterapia com base nos seguintes princípios, que encoraja suas organizações membros a usarem para definir a prática de fisioterapia nacional.

WCPT defende que uma descrição deve:

Respeitar e reconhecer a história e as raízes da profissão

Basear-se na realidade da prática contemporânea e no corpo de pesquisa existente e crescente

Permitir a variação de: culturas, valores e crenças; Necessidades de saúde das pessoas e das sociedades; E a estrutura dos sistemas de saúde em todo o mundo

Utilizar terminologia que seja amplamente compreendida e adequadamente definida

Reconhecer modelos e definições aceites internacionalmente (por exemplo, definição da Organização Mundial de Saúde, saúde, Classificação Internacional da Função da Organização Mundial da Saúde) 9, 10

Prever o crescimento e o desenvolvimento contínuo da profissão e a identificação da contribuição única da fisioterapia

Reconhecem a importância das ciências do movimento dentro dos currículos de fisioterapia em todos os níveis

Enfatizar a necessidade de que a prática seja baseada em evidências sempre que possível

Apreciar a interdependência da prática, da pesquisa e da educação dentro da profissão

Reconhecer a necessidade de rever continuamente a descrição à medida que a profissão muda em resposta às necessidades de saúde da sociedade e ao desenvolvimento do conhecimento em fisioterapia

Antecipar que o trabalho decorrerá desta descrição, uma vez que é utilizado para auxiliar no desenvolvimento de currículos e na identificação de áreas de pesquisa

Conteúdos relacionados

HIDROTERAPIA – Confira sobre a Hidroterapia e seus Benefícios

HIDROTERAPIA – Confira sobre a Hidroterapia e seus Benefícios

O que é hidroterapia?

Hidroterapia
Hidroterapia, também conhecida como fisioterapia aquática, é uma forma específica de tratamento de fisioterapia realizada em uma piscina aquecida. O tratamento de fisioterapia aquática (individualmente ou em grupo) incorpora avaliação individual, diagnóstico e o uso de habilidades de raciocínio clínico para formular um programa de tratamento adequado às necessidades de cada paciente. Ao combinar as técnicas de tratamento de fisioterapia com base em piscina e os exercícios especificamente concebidos supervisionados por fisioterapeutas com formação específica em Fisioterapia Aquática, a hidroterapia ajuda a recuperar ou melhorar o bem-estar físico num ambiente relaxante e caloroso. Uma série de exercícios terapêuticos suaves (distintos de natação ou aqua-aeróbica) realizados em uma piscina aquecida permitem maior conforto e amplitude de movimento como a água suporta o peso corporal. Exercícios terapêuticos podem ser progredidos com segurança usando a resistência da água para fortalecer os músculos e melhorar a estabilidade.


VEJA SOBRE NOSSO CURSOS DE HIDROTERAPIA

Curso de Hidroterapia Cardiorrespiratório

Curso de Hidroterapia na Neurologia

Curso de Hidroterapia na Ortopedia


Benefícios da Hidroterapia

Fisioterapia aquática pode ajudar a aliviar a dor, promover o relaxamento, mobilizar articulações, fortalecer os músculos, desenvolver o equilíbrio e coordenação, e melhorar a aptidão geral.

Quais são os benefícios terapêuticos da hidroterapia e exercício em água morna?

  • Relaxamento muscular e espasmo muscular diminuído.
  • Diminuição da dor devido ao calor e apoio.
  • A gravidade é contrabalançada pela flutuabilidade.
  • Aumento da força muscular e resistência devido à maior resistência na água.
  • Melhoria do inchaço, devido à pressão hidrostática.
  • Maior equilíbrio e estabilização.
  • Melhoria do prazer e da confiança para se mover melhor.

Como funciona a Hidroterapia?

O calor aumenta a circulação, reduz o espasmo muscular e ajuda a aliviar a dor. Os pacientes não precisam ser capazes de nadar, a fim de beneficiar de fisioterapia aquática. A Fisioterapia Aquática pode ser utilizada isoladamente ou em conjunto com outros programas de reabilitação. Um programa aquático é frequentemente um trampolim para que os pacientes progridam em ginásio ou em programas de exercícios terrestres. O programa de reabilitação também pode incluir exercícios adequados para manter a aptidão, enquanto se recupera de lesões esportivas ou cirurgia ortopédica.

Quais as condições que a hidroterapia pode beneficiar?

Algumas das muitas condições que podem se beneficiar de um programa individualizado de fisioterapia aquática incluem:

  • Dor nas costas / ciática / instabilidade lombar
  • Whiplash e outras dores no pescoço
  • Lesões desportivas
  • Tendinopatia
  • Problemas de equilíbrio / coordenação
  • Dor no ombro e no braço
  • Osteoartrite
  • Artrite Reumatóide e Fibromialgia
  • Espondilite anquilosante
  • Mal de Parkinson
  • Acidente vascular encefálico
  • Paralisia cerebral
  • Dor lombar e pélvica durante a gravidez
  • Acidentes de trabalho e acidentes
  • Reabilitação após fraturas ósseas, substituição das articulações ou reparação dos tendões

Fisioterapia aquática tem demonstrado trazer alívio da dor, combinada com melhorias duradouras na mobilidade articular e força muscular.

Conteúdos relacionados

Raciocínio Clínico: O Processo de Pensamento por Trás do Diagnóstico em Fisioterapia

Raciocínio Clínico em Fisioterapia: Como o Terapeuta Pensa e Decide

O raciocínio clínico é a espinha dorsal da prática em saúde. Em outras palavras, é o processo mental que guia cada decisão do terapeuta. Este artigo explora esse conceito fundamental, essencial para um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz.

Definição: O raciocínio clínico é um processo inferencial. Os profissionais o usam para coletar e avaliar dados. O objetivo final é fazer julgamentos sobre o diagnóstico e o manejo dos problemas do paciente [1].

Resumindo, ele representa a soma dos processos de pensamento e tomada de decisão na prática clínica [2]. Durante esse processo, o fisioterapeuta analisa múltiplas variáveis. Ele considera desde a capacidade física (executar uma tarefa em um ambiente padrão) até o desempenho (o que o paciente realmente faz em seu ambiente atual).

O terapeuta interage com o paciente e sua rede de apoio. Juntos, definem metas significativas e estratégias de manejo da saúde [3]. Todas as ações devem seguir a ética profissional.

A Importância do Raciocínio Clínico na Prática

O raciocínio clínico é integral à fisioterapia. Como conceito, parece simples. No entanto, na prática, é complexo e sujeito a erros. Seu principal objetivo é prevenir desvios e má direção no tratamento [4].

Um processo robusto é vital. Ele ajusta o nível de suspeita para patologias sérias. A forma como o terapeuta interpreta os achados influencia diretamente o caso. Consequentemente, isso afeta como os sinais de alerta (“red flags”) são ponderados [6].

O Processo: Como Funciona na Realidade?

O raciocínio deve começar no primeiro contato. O comportamento do paciente já fornece informações [5]. A coleta de dados é contínua, não terminando após a avaliação inicial.

O modelo mais comum na fisioterapia é o raciocínio hipotético-dedutivo [7]. Nele, pistas da entrevista (avaliação subjetiva) formam hipóteses iniciais. Em seguida, o exame físico (avaliação objetiva) testa essas hipóteses. Elas podem ser confirmadas ou refutadas.

A geração de hipóteses continua durante todo o tratamento. A reavaliação é parte crucial desse ciclo.

O Papel da Reflexão e do Reconhecimento de Padrões

A reflexão após cada sessão é um catalisador. Ela ajuda o terapeuta a reconhecer padrões e aprimorar seu raciocínio [4,5].

O reconhecimento de padrões é um componente importante. Contudo, é limitado em estudantes e recém-formados [4,7]. A experiência constrói um repertório mental de casos. Isso agiliza o processo.

Especialista vs. Iniciante: Uma Diferença de Processo

Existem diferenças claras entre terapeutas novatos e experientes. Um terapeuta recém-formado tem mais hipóteses potenciais em mente. Isso ocorre por falta de conhecimento consolidado e experiência em padrões [4].

Estudos mostram que o processo do especialista (com mais de 3 anos de experiência) é mais rápido e integrado. O novato (menos de 3 anos ou estudante) percorre um caminho mais longo e metódico [7]. Ambos buscam a mesma meta, mas com eficiência diferente.

O Paciente como Parte Ativa do Processo

O paciente deve ser parte integrante do raciocínio clínico. Sua participação ajuda a formular hipóteses mais precisas. Além disso, direciona a revisão dos resultados pós-intervenção [4].

Em resumo, a colaboração garante que o plano de cuidado seja relevante. Ele deve fazer sentido para a vida real do paciente.

Ferramentas e Estruturas de Apoio

Para auxiliar esse processo complexo, existem ferramentas estruturadas. Dois exemplos importantes são:

  • HOAC II (Hypothesis-Oriented Algorithm for Clinicians II): Um algoritmo que guia a tomada de decisão baseada em hipóteses.
  • CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde): Uma estrutura da OMS que integra aspectos biológicos, individuais e sociais. Ela ajuda a expandir o olhar para além da doença, focando na funcionalidade.

Em conclusão, o raciocínio clínico é dinâmico e iterativo. Ele combina ciência, ética e a arte da escuta. Dominá-lo é um caminho contínuo de aprendizado. É a base para uma prática de fisioterapia segura, eficaz e centrada no paciente.

Referências: [1] Higgs J, Jones M. (2008). [2] Edwards I et al. (2004). [3] Atkinson HL, Nixon-Cave K. (2011). [4] Jones, M. (1995). [5] Greenhalgh, S. [6] Greenhalgh, S. and Selfe, J. (2004). [7] Doody, C. and McAteer, M. (2002).

Conteúdos relacionados

Teste de Phalen

Teste de Phalen para Síndrome do Túnel do Carpo

Propósito do Teste de Phalen

Testar a síndrome do túnel do carpo

Anatomia clinicamente relevante

Nervo mediano

Formada pelas raízes espinais C6, C7, C8, T1.

  • C6 inerva -> antebraço lateral -> extensores do punho
  • C7 inerva -> dedo médio -> flexores do punho
  • C8 inerva -> lado medial do antebraço, dedo anular e pequenos dedos – flexores como
  • T1 inerva -> lado medial do braço
  • Inervação: pronador redondo, palmar longo, flexor radial do carpo, flexor superficial dos dedos, flexor profundo dos dedos (metade lateral), pronador quadrado, flexor curto do polegar, abdutor curto do polegar, oponência do polegar, flexor curto do polegar e lumbrica 1 e 2

Resumo

O teste do phalen é um teste provocativo usado no diagnóstico da síndrome do túnel do carpo. Isso ocorre quando o nervo mediano é comprimido ou espremido no pulso. [4C, 5F] A dor geralmente é pior à noite. Atividades diárias, como dirigir e digitar, podem aumentar os sintomas. [5F] As queixas mais comuns são;

  • dor e formigamento de mãos e dedos
  • dormência nos dedos (especificamente o polegar, dedo indicador e uma parte do dedo médio)
  • dor dentro ou perto do pulso. [9F]
  • dor que se estende no braço (menos frequente)
  • lesões de pele no território do nervo mediano são possíveis devido à compressão dos vasos sanguíneos no túnel do carpo [6C]

Teste de Phalen

 

Sobre o Teste de Phalen  

A paciente coloca os cotovelos flexionados em uma mesa, permitindo que seus pulsos caiam em flexão máxima. O paciente é solicitado a empurrar a superfície dorsal das mãos e manter essa posição por 30 a 60 segundos. Essa posição aumentará a pressão no túnel do carpo, comprimindo o nervo mediano entre o ligamento transverso do carpo e a borda anterior da extremidade distal do rádio.

Outra maneira de descrever o teste padrão de Phalen: o paciente deixa os cotovelos dobrados entre 0 ° -30 °. Então o terapeuta pede ao paciente para supinar seu antebraço. Depois disso, o terapeuta carrega uma flexão palmar máxima do punho e o segura por 60 segundos. Durante o teste, o paciente será solicitado a explicar a cada 15 segundos o que sente. [7C]

Teste de Phalen reverso. O paciente mantém uma posição de pulso total e extensão do dedo por dois minutos. A pressão no túnel do carpo aumenta após 10 segundos (em comparação com 20 a 30 segundos para o teste padrão de Phalen). Quanto mais tempo a posição é mantida, maior a pressão no punho e no túnel do carpo.

Em um estudo comparando as mudanças de pressão entre os testes de Phalen e Reverse Phalen, notou-se que a mudança de pressão média para o teste de Phalen foi de 4 mmHg em dois minutos versus 34 mmHg em um minuto e 42 mmHg em dois minutos para o teste de Phalen Reverso. 1C] O teste de Phalen Reverso pode, portanto, ser um teste clínico mais apropriado para realmente comprimir o túnel do carpo e provocar sintomas de STC.

Confira os outros teste ortopédicos

Teste de Hoover

Teste de Yergason

Teste de Finkelstein

Teste de Neer 

Teste positivo: Tanto o teste de Phalen quanto o teste de Reverse Phalen são considerados positivos quando os sintomas do paciente são reproduzidos, o teste dá os mesmos sintomas da síndrome do túnel do carpo, parestesia (enterramento, formigamento, dormência) na distribuição do nervo mediano.

Teste negativo: o paciente não sente dor ou qualquer outro sintoma, mesmo que o movimento seja mantido por três minutos ou mais. [2A]

Confiabilidade do Teste de Phalen

Confiabilidade: Um estudo mostrou que o padrão de confiabilidade intra-taxa é moderado e que a confiabilidade entre avaliadores parece ser boa. [10C] Em outro estudo, foram mensuradas a sensibilidade do teste de Phalen (0,64), especificidade (0,75), razão de verossimilhança positiva (2,54) e razão de verossimilhança negativa (0,49). 

Portanto, quando um teste positivo de Phalen está descobrindo, é mais provável que essas alterações estejam associadas a estudos de condução nervosa de acordo com a síndrome do túnel do carpo. [11C]

Sensibilidade: 51% -91%

Especificidade: 33% -88%

Devido às amplas variações de Sen e Sp na literatura, concluiu-se que a manobra de Phalen deve ser usada apenas de forma adjuvante no diagnóstico da síndrome do túnel do carpo.

Referências

  1. Ir para cima↑ Magee DJ. 2002, Avaliação Física Ortopédica, 4ª edição, Philadephia: Saunders
  2. ↑ Ir para:2,0 2,1 Urbano, FL. O sinal de Tinel e a manobra de Phalen: sinais físicos da síndrome do túnel do carpo. Médico de Hospitais 2000; Jul, 39-44. http://www.turner-white.com/pdf/hp_jul00_tinel.pdf (acedido a 20Dec2009)
  3. ↑ Ir para:3.0 3.1 3.2 Manobra de Wikipedia-Phalens. http://www.enwikipedia.org/wiki/Phalen’s_maneuver (acedido 20 de dez de 2009)
  4. Ir para cima↑ Fisioterapeutas. Teste de Phalen Síndrome do Túnel de Carpa. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=rQJNrkq7tIs

Conteúdos relacionados

O Que é o RPG? Reeducação Postural Global

O Que é o RPG? Reeducação Postural Global

O Que é o RPG?

O Que é o RPG? Reeducação Postural Global

Imagine você terminando um longo dia de trabalho e sentindo aquela rigidez nos ombros, dores nas costas ou até mesmo um cansaço inexplicável. Um desconforto que aos poucos se torna parte da rotina e chega a ser ignorado. Foi pensando nesses sintomas, comuns a muitas pessoas, que o RPG – ou Reeducação Postural Global – começou a chamar atenção como uma abordagem inovadora para nossa saúde postural.

Neste guia, exploraremos o que é o RPG, seus benefícios e como ele pode transformar sua relação com seu corpo e sua qualidade de vida.

Introdução ao Conceito e Origem do RPG

A Reeducação Postural Global foi desenvolvida na década de 1980 pelo fisioterapeuta francês Philippe Souchard. Durante suas observações, ele percebeu que, em vez de tratar dores e desalinhamentos posturais de forma isolada, era mais eficaz olhar para o corpo como um todo, considerando que todos os músculos estão interligados. Foi a partir dessa visão global que nasceu o conceito do RPG.

Souchard acreditava que tensões acumuladas, maus hábitos posturais e padrões de movimento inadequados precisavam de uma abordagem mais holística para serem corrigidos, e não apenas de soluções pontuais.

O Que é o RPG?

O Que é a Reeducação Postural Global?

O RPG é uma técnica fisioterapêutica que busca corrigir problemas posturais e desequilíbrios musculares por meio de posturas específicas e alongamentos gradativos. Seu grande diferencial está na forma como trata o corpo de maneira integrada, respeitando as características individuais de cada paciente.

O objetivo principal é realinhar o corpo, reduzir tensões e promover equilíbrio, tanto funcional quanto estético. Por isso, ele vai muito além de apenas aliviar dores – é uma forma de conscientização sobre o corpo.

Benefícios do RPG para a Postura e Qualidade de Vida

Praticar RPG pode trazer transformações profundas, tanto no curto quanto no longo prazo. Aqui estão os principais benefícios:

  • Melhora da Postura: Realinha o corpo, prevenindo sobrecargas nas articulações e músculos.
  • Alívio de Dores Crônicas: Atua diretamente na origem das dores nas costas, ombros, pescoço e joelhos.
  • Prevenção de Lesões: Corrigir a postura reduz o risco de lesões decorrentes de movimentos inadequados ou repetitivos.
  • Respiração Aprimorada: Trabalhar postura e alinhamento libera o diafragma, facilitando a respiração.
  • Aumento da Qualidade de Vida: Um corpo equilibrado reflete em mais bem-estar e disposição no dia a dia.

Princípios e Fundamentos do RPG

A base do RPG é simples, mas poderosa. Ele se fundamenta nos seguintes princípios:

  1. Globalidade: Analisa o corpo como um todo, considerando a interligação das cadeias musculares.
  2. Individualidade: Respeita as particularidades de cada indivíduo, personalizando as sessões de acordo com suas necessidades.
  3. Causalidade: Foca no tratamento da causa do problema, e não apenas nos sintomas.

Esses princípios garantem que o tratamento seja eficiente e duradouro.

Como é Feita a Avaliação Postural no RPG?

O processo começa com uma avaliação postural detalhada. O fisioterapeuta observa a posição do corpo, a forma como você se movimenta e possíveis tensões acumuladas nos músculos. Além disso, há um diálogo importante para entender suas queixas e hábitos diários.

Baseando-se nessa avaliação, o terapeuta identifica os padrões de desalinhamentos e desenvolve um plano personalizado de reeducação corporal.

Exercícios e Técnicas Comuns no RPG

Durante as sessões de RPG, o fisioterapeuta utiliza posturas específicas e alongamentos suaves para liberar tensões e corrigir desequilíbrios. Entre os exercícios mais comuns, estão:

  • Posturas de Alongamento Global: Trabalham grandes cadeias musculares ao mesmo tempo.
  • Respiração Disciplinada: Auxilia no relaxamento e no reposicionamento do corpo.
  • Correção Postural Ativa: O paciente aprende a ativar músculos específicos para melhorar sua estabilidade.

Esses exercícios são realizados com paciência e progressão gradual, respeitando os limites de cada indivíduo.

Dicas Para Uma Boa Postura no Dia a Dia

Sabemos que apenas praticar RPG não é suficiente – pequenos hábitos diários também fazem a diferença. Aqui estão algumas dicas práticas:

  • Ajuste Seu Trabalho: Use uma cadeira ergonômica e mantenha a altura da tela do computador na linha dos olhos.
  • Alterne Suas Posições: Não fique sentado por muitas horas seguidas; levante e se alongue a cada uma hora.
  • Carregue Peso Com Moderação: Distribua cargas equilibradamente, como mochilas com duas alças.
  • Preste Atenção à Respiração: Respirar corretamente ajuda a aliviar tensões acumuladas.

Mitos Comuns Sobre o RPG

Apesar de sua eficácia, ainda existem muitos mitos sobre o RPG. Vamos esclarecer alguns:

  • “É só alongamento”: Errado. O RPG é uma técnica terapêutica completa que vai muito além de simples alongamentos.
  • “Serve apenas para quem tem dor”: Não. O RPG também é preventivo e pode melhorar a postura, mesmo sem queixas de dores.
  • “Os resultados são rápidos e permanentes”: Embora o RPG seja eficaz, a continuidade do tratamento e a prática de bons hábitos são essenciais para manter os resultados.
Problemas Postural

Por Que a Regularidade é Essencial no RPG

A prática do RPG exige consistência. O corpo precisa de tempo para se adaptar às mudanças posturais e musculares. Com sessões regulares e dedicação, os resultados se tornam mais perceptíveis e duradouros.

Conclusão

Cuidar da postura não é apenas uma questão de estética, mas uma poderosa forma de promover saúde e qualidade de vida a longo prazo. A Reeducação Postural Global é uma técnica que vai além do alívio momentâneo, oferecendo um caminho para o autoconhecimento corporal e o bem-estar.

Se você busca um corpo mais equilibrado e saudável, considere praticar RPG. Afinal, como dizia Philippe Souchard, “tratar sintomas é interessante, mas tratar causas é indispensável”. Que tal começar agora a transformar sua relação com o próprio corpo?

Conteúdos relacionados

Acupuntura o que é para que serve e como funcional

Acupuntura o que é para que serve e como funcional

Qual é o significado de acupuntura?

Acupuntura é uma terapia alternativa que se originou na China há mais de 2.500 anos. É uma forma de medicina tradicional que utiliza agulhas finas e leves para estimular pontos específicos no corpo, conhecidos como pontos de acupuntura. O objetivo da acupuntura é equilibrar o fluxo de energia, ou “Qi” (pronunciado como “chee”), que percorre o corpo através de canais, ou “meridianos”.

Na medicina tradicional chinesa, o Qi é visto como o responsável pelo bem-estar e saúde do corpo. Se o Qi estiver bloqueado ou desequilibrado, pode levar a problemas de saúde, incluindo dor, ansiedade, insônia, depressão, entre outros. A acupuntura visa ajudar a restaurar o equilíbrio do Qi e promover a cura natural, ajudando a melhorar a saúde e bem-estar geral.

A acupuntura é uma forma de tratamento não invasiva e segura e é amplamente utilizada em todo o mundo para tratar uma ampla gama de condições, incluindo dor crônica, dor de cabeça, enxaqueca, dor nas costas, dor muscular, insônia, ansiedade, depressão, entre outros. Além disso, a acupuntura é frequentemente combinada com outras formas de terapia, como massagem, exercícios físicos e alimentação saudável, para promover uma abordagem mais holística e integral para a saúde e bem-estar.

Qual é o significado de acupuntura?

O que a acupuntura pode fazer por você?

Pode ajudar a tratar uma ampla gama de condições e problemas de saúde, incluindo:

  1. Dor crônica: É eficaz para aliviar a dor crônica, incluindo dor nas costas, dor lombar, dor no pescoço, dor de cabeça, dor menstrual, entre outros.
  2. Ansiedade e estresse: A acupuntura pode ajudar a reduzir a ansiedade e o estresse, melhorando o bem-estar emocional e a qualidade de vida.
  3. Insônia: É eficaz para tratar a insônia e ajudar a melhorar a qualidade do sono.
  4. Depressão:  Pode ser útil no tratamento da depressão, ajudando a melhorar o humor e a reduzir os sintomas.
  5. Enxaqueca e dor de cabeça: A acupuntura é eficaz para tratar enxaqueca e dor de cabeça, ajudando a reduzir a frequência e intensidade dos ataques.
  6. Síndrome do Intestino Irritável (SII): A acupuntura pode ajudar a aliviar os sintomas da SII, incluindo dor abdominal, diarreia, constipação, entre outros.
  7. Problemas de saúde feminina: A acupuntura pode ser útil no tratamento de problemas de saúde feminina, incluindo dismenorreia, síndrome pré-menstrual (TPM), menopausa, entre outros.
  8. Outras condições: A acupuntura também pode ser útil no tratamento de outras condições, incluindo asma, doenças cardíacas, fadiga, síndrome do túnel do carpo, entre outros.

Em geral, a acupuntura é uma forma segura e eficaz de tratar uma ampla gama de condições e problemas de saúde. Além disso, a acupuntura pode ser combinada com outras formas de terapia, como massagem, exercícios físicos e alimentação saudável, para promover uma abordagem mais holística e integral para a saúde e bem-estar.

A acupuntura é uma técnica milenar de medicina tradicional chinesa que foi criada há mais de 2.500 anos. Ela se baseia na filosofia de que existe um fluxo de energia vital, conhecido como “Qi”, que circula pelo corpo humano através de meridianos ou canais específicos. Quando o equilíbrio deste fluxo de energia é perturbado, isto pode levar a uma variedade de condições de saúde, incluindo dor, doenças e desordens emocionais.

A acupuntura é realizada inserindo agulhas muito finas em pontos específicos ao longo dos meridianos do corpo, a fim de restaurar o equilíbrio do fluxo de energia e promover a cura natural. Além disso, a acupuntura também pode incluir a estimulação de pontos de pressão, moxabustão (queimadura de ervas medicinais), ou outras técnicas complementares.

A acupuntura é utilizada para tratar uma ampla variedade de condições de saúde, incluindo dor crônica, enxaqueca, insônia, ansiedade, depressão, problemas digestivos, síndrome da fadiga crônica, entre outros. Além disso, a acupuntura também é utilizada como uma forma complementar de tratamento para doenças graves, tais como câncer e doenças cardiovasculares.

Em geral, é considerada uma terapia segura e eficaz, com poucos efeitos colaterais. No entanto, é importante procurar um acupunturista qualificado e licenciado para garantir que a terapia seja realizada de forma adequada e segura. Além disso, é importante lembrar que a acupuntura não deve ser utilizada como substituto para o tratamento convencional recomendado por um médico, mas sim como uma forma complementar de cuidado de saúde.

Você sabe a diferença entre a acupuntura e a auriculoterapia

A acupuntura e a auriculoterapia são duas técnicas de medicina alternativa baseadas na filosofia da medicina tradicional chinesa. Embora compartilhem algumas similaridades, existem algumas diferenças importantes entre elas.

A acupuntura se concentra na inserção de agulhas em pontos específicos ao longo dos meridianos do corpo para restaurar o equilíbrio do fluxo de energia e promover a cura natural. Por outro lado, a auriculoterapia se concentra na estimulação dos pontos de acupuntura na orelha externa, que são considerados reflexos dos órgãos e sistemas do corpo.

A auriculoterapia é geralmente considerada uma forma menos invasiva de acupuntura e é especialmente útil para tratar condições relacionadas ao sistema nervoso central e ao sistema endócrino. Além disso, a auriculoterapia também é utilizada para tratar uma ampla gama de outras condições de saúde, incluindo dor crônica, problemas de sono, ansiedade, depressão, entre outros.

Em resumo, a acupuntura e a auriculoterapia são duas técnicas complementares, cada uma com suas próprias aplicações e vantagens. É importante consultar um profissional de saúde qualificado para determinar qual técnica é a mais adequada para cada indivíduo e condição de saúde.

A acupuntura doi?

A acupuntura geralmente não é dolorosa, e muitas pessoas descrevem a sensação como um leve formigamento ou pressão. Algumas pessoas podem sentir uma sensação de picada no momento da inserção da agulha, mas isso é geralmente breve e se dissipa rapidamente.

O grau de sensibilidade varia de pessoa para pessoa, e algumas pessoas podem ser mais sensíveis ao toque ou à estimulação do que outras. No entanto, os acupunturistas são treinados para inserir as agulhas de maneira segura e confortável, e muitas vezes podem usar técnicas para minimizar a dor.

Se você tiver medo de agulhas ou é sensível ao toque, é importante discutir suas preocupações com seu acupunturista antes de iniciar a terapia. Eles podem trabalhar com você para encontrar a melhor maneira de tornar a terapia confortável e eficaz para você.

E o que é acupuntura sistemica? para que ela serve?

A acupuntura sistêmica é uma abordagem de acupuntura que se concentra na avaliação e tratamento dos sistemas corporais como um todo, em vez de apenas tratar uma condição específica. Em vez de se concentrar em um único sintoma ou problema, a acupuntura sistêmica procura compreender como o corpo como um todo está funcionando e onde há desequilíbrios ou bloqueios de energia.

Ela baseada na filosofia da medicina tradicional chinesa, que acredita que todos os aspectos da saúde mental, emocional e física estão interconectados. Por esse motivo, a acupuntura sistêmica pode ser uma abordagem eficaz para tratar uma ampla gama de condições, desde problemas de saúde comuns como dor de cabeça, dor nas costas e dor muscular, até condições mais complexas, como ansiedade, insônia, depressão, entre outras.

A acupuntura sistêmica pode ser especialmente útil para pessoas que estão procurando uma abordagem mais holística e integral para a saúde e bem-estar. Ao trabalhar com o corpo como um todo, é possível restaurar o equilíbrio do fluxo de energia e promover a cura natural, ajudando a melhorar a saúde e bem-estar geral.

Pode realizar acupuntura no pé?

Sim, é possível realizar. A auriculoterapia, ou acupuntura auricular, é uma forma de acupuntura que se concentra na orelha e é muito eficaz para tratar uma ampla gama de condições, incluindo dor, ansiedade, insônia, estresse, entre outros.

A auriculoterapia é baseada na ideia de que a orelha é uma representação miniatura do corpo humano, com cada ponto na orelha correspondendo a uma parte específica do corpo. Ao estimular esses pontos, é possível equilibrar o fluxo de energia e promover a cura natural.

Além da auriculoterapia, pode ser realizada em outras áreas do pé, incluindo o arco do pé e as solas dos pés. Essas áreas são ricas em terminações nervosas e são consideradas importantes para a circulação de energia e a saúde geral do corpo.

A acupuntura no pé é uma forma eficaz de tratar uma ampla gama de condições, incluindo dor, ansiedade, insônia, estresse, entre outros, e pode ser uma opção eficaz para pessoas que buscam uma abordagem mais holística e integral para a saúde e bem-estar.

Você deve gostar tambem

Conheça sobre o Manguito Rotador e suas Funções

Curso de Auriculoterapia

Auriculoterapia para que Serve

Pós-graduação em Ortopedia com ênfase em Terapia Manual

Que roupa usar na sessão de acupuntura?

Nas sessões de acupuntura, é recomendável vestir roupas confortáveis e fáceis de remover, especialmente se a acupuntura for realizada nas pernas, braços ou costas. Alguns acupunturistas podem precisar acessar áreas do corpo que exigem a remoção de roupas, por isso é importante levar em consideração o conforto durante a sessão.

No geral, roupas soltas e leves são as melhores, pois permitem que o acupunturista acesse facilmente as áreas do corpo que precisam ser tratadas. Se a acupuntura for realizada no abdômen ou na região lombar, é possível que seja necessário remover a roupa superior, por isso é importante levar em consideração essas questões ao escolher as roupas para a sessão.

Em geral, o objetivo é se sentir o mais confortável possível durante a sessão, para que você possa se concentrar nas sensações e obter o máximo de benefícios da acupuntura.

Por que acupuntura relaxa?

A acupuntura pode relaxar o corpo e a mente de várias maneiras. Aqui estão algumas das razões pelas quais a acupuntura pode ser relaxante:

  1. Estimulação dos pontos: a estimulação dos pontos de acupuntura através da inserção de agulhas pode estimular a liberação de endorfinas e outras substâncias químicas no corpo que são conhecidas por ajudar a aliviar a dor e reduzir o estresse.
  2. Relaxamento muscular: pode ajudar a aliviar a tensão muscular, o que pode ajudar a relaxar o corpo e a mente.
  3. Redução do estresse: a acupuntura pode ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade, o que pode ter um efeito positivo sobre o bem-estar geral e a capacidade de relaxar.
  4. Estimulação do sistema nervoso parassimpático: a acupuntura pode estimular o sistema nervoso parassimpático, que é responsável por regular o equilíbrio entre o sistema nervoso simpático e o sistema nervoso parassimpático. Quando o sistema nervoso parassimpático é estimulado, pode ajudar a reduzir o estresse e promover o relaxamento.
  5. Efeito placebo: a acupuntura pode ter um efeito placebo positivo, o que significa que o efeito benéfico pode ser atribuído ao poder da sugestão e da crença no tratamento.

Em resumo, pode ser relaxante devido à combinação de estímulo dos pontos de acupuntura, relaxamento muscular, redução do estresse, estimulação do sistema nervoso parassimpático e efeito placebo.

Conteúdos relacionados

O efeito de exercícios de estabilização lombar e mobilização torácica e exercícios em pacientes com dor lombar crônica .

O efeito de exercícios de estabilização lombar e mobilização torácica e exercícios em pacientes com dor lombar crônica .

 
Abstrato

[Objetivo] Investigar se a dor, o equilíbrio e a estabilização da região lombar podem ser melhorados através da mobilização torácica, além de exercícios de estabilização lombar. [Sujeitos e métodos] Este estudo recrutou 36 indivíduos com dor lombar crônica com duração superior a 12 semanas. Os sujeitos recrutados para este estudo participaram voluntariamente e deram seu consentimento assinado à participação. [Resultados] A melhora no equilíbrio foi maior no grupo de exercícios de estabilização lombar, seguido pelo grupo de mobilização e exercícios torácicos e o grupo de fisioterapia tradicional, em ordem decrescente de efeito. [Conclusão] Em conclusão, os exercícios de estabilização lombar combinados à mobilização torácica tiveram maiores efeitos na estabilização do alívio da dor na região lombar,

Palavras-chave: Exercícios de estabilização lombar, Exercícios de mobilização torácica, Dor lombar crônica

INTRODUÇÃO

A dor lombar é uma das doenças mais comuns e cerca de 70 a 80% da população a experimenta uma ou mais vezes na sociedade moderna 1 ) , e sua incidência e os gastos sociais relacionados a ela estão aumentando 2 ) . Existem várias causas de dor nas costas e, entre elas, hérnia de discos intervertebrais e fraqueza muscular causada por dano muscular são as principais causas de dor lombar 3 ) .

A dor lombar é causada pela perda da estabilização segmentar e da capacidade de equilíbrio e limita a amplitude de movimento 4 ) . Os pacientes são designados como tendo dor lombar crônica, quando a dor lombar com causas inespecíficas dura mais de 12 semanas 5 ) . Nos últimos anos, as causas mecânicas da dor são responsáveis ​​pelo maior número de casos. Após analisar o movimento de cada segmento da coluna vertebral de pacientes com disco degenerado, nosso grupo de estudo relatou que a causa mais comum de dor nas costas é a instabilidade da coluna vertebral 6 ) .

No movimento humano em um modelo de múltiplos componentes, o movimento do segmento mais flexível gera o maior ângulo. Portanto, a maioria das disfunções espinhais é causada pela flexibilidade excessiva de um segmento em particular, e não pela flexibilidade 7 ) .

Ao realizar atividades funcionais, a mobilização das articulações adjacentes a um segmento instável é relativamente aumentada, e a diminuição da hipermobilidade por meio da estabilização do segmento hipermóvel pode promover a cicatrização 8 ) . Assim, a mobilização torácica pode ajudar a promover a estabilização da região lombar.

Segundo estudo recente, a instabilidade da coluna lombar é a causa mais importante de lombalgia crônica 9 ) . Se essa instabilidade aumentar, pode provocar reações posturais anormais no equilíbrio estático e resultar na incapacidade de realizar atividades normais devido à perda do equilíbrio sensorial em pacientes com dor lombar crônica. A perda de equilíbrio também pode ser causada pela perda da força muscular ou desequilíbrios neurológicos.

Muitos estudos relataram que os exercícios de estabilização lombar proporcionam estabilização, fortalecendo os músculos profundos lombares de pacientes com dor lombar crônica, mas poucos estudos investigaram a estabilização mecânica lombar por mobilização torácica. Portanto, este estudo investigou se a dor, o equilíbrio e a estabilização da lombar podem ser melhorados através da mobilização torácica, além de exercícios de estabilização lombar.

Estabilização Lombar

 

ASSUNTOS E MÉTODOS

Este estudo recrutou indivíduos com dor lombar crônica com duração superior a 12 semanas. Quarenta e cinco sujeitos preencheram os critérios de seleção e 36 deles participaram do estudo. Eles foram divididos em 3 grupos; um grupo tradicional de fisioterapia (TPG), um grupo de exercícios de estabilização lombar (LSEG) e um grupo de exercícios de mobilização torácica (TMEG).

Fisioterapia tradicional, exercícios de estabilização lombar ou mobilização e exercícios torácicos foram realizados três vezes por semana, durante 12 semanas. As medidas de desfecho foram uma avaliação visual em escala analógica da dor, o índice de equilíbrio e o comprimento da tradução lombar. Os critérios de seleção foram: experiência de lombalgia ao longo de 12 semanas e participantes que não conseguiam sentar muito tempo em uma posição, que sentiam dor toda vez que mudavam de posição e também frequentemente mudavam sua postura sentada. Os sujeitos escolhidos para este estudo participaram voluntariamente e assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido, de acordo com os princípios éticos da Declaração de Helsinque. Todos os indivíduos receberam fisioterapia tradicional, composta por tratamento com compressa quente por 20 minutos, terapia por ultrassom por 5 minutos,

O grupo de exercícios de estabilização lombar, realizou adicionalmente exercícios para estabilizar os músculos multifidus e o transverso abdominal, após receber fisioterapia tradicional. O programa de exercícios de estabilização lombar consistiu em três exercícios. Cada exercício foi repetido 12 vezes em 1 série, e 5 séries, com um intervalo de 3 minutos entre as séries, foram realizadas em uma sessão de terapia. Os três exercícios foram: semi-abdominais, segurando as pernas na posição de pernas cruzadas, com o rosto voltado para baixo e de lado, mantendo a perna levantada.

O grupo de mobilização torácica e exercício realizou adicionalmente dois programas de exercícios e recebeu mobilização passiva de tecidos moles torácicos para aumentar a mobilidade torácica após a fisioterapia tradicional. O programa de exercícios de mobilidade torácica consistiu em 2 exercícios. Cada exercício foi repetido 12 vezes em 1 série, e um total de 5 séries, com um intervalo de três minutos entre as séries, foram realizadas em uma sessão de terapia.

A mobilização de tecidos moles torácicos foi realizada por 5 minutos após a realização dos exercícios de tecidos moles torácicos. Isso envolveu mover a parte superior do corpo, colocar apenas um travesseiro na área torácica, mover a área torácica e mobilizar com a parte superior do corpo e a parte inferior do corpo cruzadas. Os níveis de dor foram avaliados usando uma escala visual analógica (EVA). Neste estudo, o equilíbrio foi avaliado como o melhor escore de três ensaios em uma postura em pé em um instrumento de medição da balança (MICROSWIMG 5.0, HAIDER BIOSWING, Alemanha) conectado a um computador usando o software Posturomed.

Confira tambem

Curso de Estabilização Segmentar

Artigo Sobre Osteopatia

Teste de Yeoman

 

O teste do comprimento da translação lombar é um teste objetivo da instabilidade lombar. Se qualquer segmento da coluna funcional estiver em um estado instável durante a medição da translação da coluna funcional sob uma força física, ele traduzirá mais do que um segmento estável nas forças físicas da época. No caso de o deslocamento do plano sagital ter sido transferido mais de pelo menos 3 mm em qualquer segmento da curva ou expansão ao realizar a inspeção por raios-X, chamamos de instabilidade da lombar quando mais de 9% do diâmetro do corpo vertebral adjacente foi transferido 10 ) .

O tempo de translação dos segmentos instáveis ​​foi medido da mesma maneira antes e após a intervenção para testar a distância de translação dos segmentos dos pacientes com lombalgia crônica. Para medir a distância, foi traçada uma linha na superfície superior das vértebras inferiores do segmento a ser medida no plano sagital do raio X, juntamente com uma linha vertical. Em seguida, a superfície inferior das vértebras superiores e a parte final da placa final da superfície superior das vértebras inferiores foram conectadas verticalmente a essa linha, e a distância entre as duas linhas foi medida.

Todos os dados obtidos neste estudo foram processados ​​no SPSS para 20.0 Windows. Após a intervenção, as diferenças de estabilidade lombar, equilíbrio e dor entre os grupos foram examinadas pelo teste t pareado. O nível de significância estatística α utilizado foi de 0,05.

RESULTADOS

As características gerais do sujeito são mostradas na Tabela 1 .

Tabela 1.

As características gerais dos sujeitos
Variáveis TPG (N = 12) LSEG (N = 12) TMEG (N = 12)
Duração da dor lombar (anos) 3.3±1.1 2.8±2.2 2.9±1.3
Género masculino (%) 11 (91.7) 10 (83.3) 8 (66.7)
Anos de idade) 45.4±6.4 43.0±6.3 43.0±5.4

Os valores de estabilidade lombar medidos em raios-X são mostrados na Tabela 2 . O grupo de mobilização torácica e exercício e o grupo de exercício de estabilização lombar mostraram melhorias significativas no teste de estabilização lombar.

Mesa 2.

Comparação da estabilização lombar, índice de equilíbrio, dor entre os três grupos
Grupo Estabilização lombar (N = 12) Unidade (mm) Índice de saldo (N = 12) Unidade (pontuação) Dor (N = 12) Unidade (escore)



para postar para postar para postar
lseg 3.7±0.6 1.2±0.5* 179.7±62.3 597.5±40.4* 6.9±0.6 3.1±0.3*
TMEG 3.7±0.7 1.54±0.5* 167.9±47.6 450.6±50.5* 7.1±0.6 3.0±0.4*
TPG 3.5±0.4 3.29±0.4 179.5±41.0 261.9±41.1 7.1±0.5 3.2±0.2*

* p <0,05, teste t pareado

LSEG: grupo de exercícios de estabilização lombar, TMEG: grupo de exercícios de mobilização torácica, TPG: grupo de fisioterapia tradicional

As pontuações do índice de saldo são mostradas na Tabela 2 . A melhora do equilíbrio foi maior no grupo de exercícios de estabilização lombar, seguido pelo grupo de mobilização torácica e exercícios e fisioterapia tradicional, em ordem decrescente de efeito. Os escores da dor na EVA também são mostrados na Tabela 2 . A dor mostrou melhorias em todos os grupos.

DISCUSSÃO SOBRE O ARTIGO DE ESTABILIZAÇÃO LOMBAR

Hoje, a maioria das pessoas experimenta dores nas costas causadas por danos lombares pelo menos uma vez na vida. Dura de 2 a 3 meses e tem probabilidade de recorrência 11 ) .

Atualmente, tratamentos passivos para pacientes com dor lombar estão perdendo o favor, e tratamentos com exercícios, tratamentos ativos que são eficazes para promover uma vida normal, melhorar a capacidade e prevenir a recorrência, estão sendo usados ​​para a reabilitação de pacientes com dor lombar crônica 12 ) .

É relatado frequentemente que o exercício de estabilização lombar, que tem sido extensivamente estudado entre os programas de tratamento, incluindo o exercício, é um método de tratamento eficaz 13 ) . Realizamos a verificação de pé em uma perna, visando os pacientes com dor lombar, e o resultado é relatado que eles não eram bons em manter um equilíbrio em comparação com as pessoas normais porque a capacidade dos músculos era ruim. Também foi relatado que pacientes com dor lombar crônica têm pior capacidade de pé com uma perna em uma superfície instável do que pessoas saudáveis, e houve uma diferença na distribuição de peso em pé com duas pernas entre a presença e a ausência de visão. Diz-se que distúrbios músculo-esqueléticos, como lombalgia, limitam a capacidade de manter o equilíbrio 14 ).

Pacientes com dor lombar crônica precisam manter a postura do tronco e gerar estabilidade lombar contraindo músculos como o transverus abdominis e o multifidus, responsáveis ​​pela estabilidade da região lombar. Portanto, exercícios de estabilização lombar envolvendo o multifídeo e o transverus abdominis resultam em melhorias no equilíbrio postural em pacientes com lombalgia crônica 15 ) .

Apenas alguns estudos investigaram outros programas de tratamento para instabilidade lombar. Recentemente, foi introduzido um método de tratamento que pode aliviar a dor e melhorar as limitações funcionais da dor nas costas. Esse método reduz o estresse causado pelo movimento excessivo de segmentos que exibem instabilidade lombar por meio da mobilização dos segmentos que restringiram o movimento 16 ) .

O presente estudo mostra que o exercício de estabilização lombar foi mais eficaz para a estabilização lombar, seguido pelo exercício de mobilização torácica e fisioterapia tradicional, em ordem decrescente de efeito. Em outras palavras, exercícios de estabilização lombar e mobilização torácica melhoraram a estabilidade lombar.

Estabilização Segmentar Lombar

Considerando esse resultado, parece estar intimamente relacionado entre movimentos anormais dos segmentos lombares e exercícios de estabilização lombar, e uma redução nos movimentos anormais de segmentos com instabilidade segmentar lombar foi alcançada pela realização de exercícios de estabilização lombar ou de mobilização torácica, resultando em melhora da dor lombar. Após a intervenção, os escores do índice de equilíbrio mostraram melhorias significativas nos três grupos.

Este estudo demonstrou que os exercícios de estabilização lombar e mobilização torácica melhoraram o equilíbrio de pacientes com lombalgia crônica, e a lombalgia crônica causada por lesão lombar está intimamente relacionada ao equilíbrio do tronco. A dor avaliada pela escala visual analógica mostrou reduções significativas entre antes e após a intervenção em todo o grupo, e não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos após a intervenção.

De acordo com os resultados, a fisioterapia tradicional não reduziu os movimentos anormais dos segmentos instáveis ​​ou enfraqueceu os músculos profundos dos pacientes com dor lombar crônica causada pela instabilidade lombar. Portanto, houve redução da dor e melhora do equilíbrio, mas houve a possibilidade de recorrência da lombalgia devido à falta de correção da instabilidade lombar. Os exercícios de estabilização lombar melhoraram a estabilidade lombar, ajustando os movimentos anormais da região lombar, fortalecendo o multifídeo e o transverus abdominis, que são músculos profundos lombares.

Esse resultado é consistente com a redução significativa da dor e melhora funcional após a intervenção dos exercícios de estabilização lombar que foram realizados para fortalecer os multifídeos e transverus abdominis, que são os músculos profundos lombares 17 ) . A intervenção para melhorar a mobilização torácica do grupo de exercícios de mobilização torácica aumentou a mobilidade torácica, melhorou a estabilidade lombar, diminuindo o movimento excessivo anormal dos segmentos lombares instáveis ​​e melhorou a incapacidade física, reduzindo a dor e melhorando o equilíbrio.

Em conclusão, os estudos existentes investigaram principalmente exercícios de estabilização lombar conhecidos como tratamento para instabilidade lombar em pacientes com dor lombar crônica. Neste estudo, um método de tratamento indireto para o tratamento de segmentos instáveis ​​em pacientes com lombalgia crônica foi investigado. A estabilidade lombar melhorou e o estresse causado por movimentos excessivos dos segmentos lombares relativamente instáveis ​​foi reduzido pelo aumento da mobilização de segmentos torácicos que mostraram movimentos restritos. Portanto, é nossa opinião que o tratamento clínico dos exercícios de estabilização lombar combinados à mobilização torácica tem um efeito maior na estabilidade da região lombar, aliviando a dor e melhorando a função dos pacientes com lombalgia crônica.

REFERÊNCIAS DO ARTIGO SOBRE ESTABILIZAÇÃO LOMBAR

1. Grabiner MD, Jeziorowski JJ, Divekar AD: Medidas isocinéticas do desempenho da extensão e flexão do tronco coletadas com a estação de dados clínicos do biodex . J Orthop Sports Phys Ther , 1990, 11 : 590–598. 
2. O’Sullivan PB: ‘Instabilidade’ segmentar lombar: apresentação clínica e manejo específico do exercício estabilizador . Man Ther , 2000, 5 : 2–12. 
3.  Balagué F, Mannion AF, Pellisé F, et al. :  Dor lombar inespecífica  . Lancet  , 2012,  379  : 482-491. [
4. Alexander KM, LaPier TL: Diferenças no equilíbrio estático e distribuição de peso entre indivíduos normais e indivíduos com dor lombar crônica unilateral . J Orthop Sports Phys Ther , 1998, 28 : 378–383. 
5. Wheeler AH: Diagnóstico e tratamento da dor lombar e ciática . Am Fam Physician , 1995, 52 : 1333–1341, 1347–1348. 
6. Seligman JV, Gertzbein SD, Tile M, et al. : Análise computacional do movimento do segmento espinhal na doença degenerativa do disco com e sem carga axial . Spine , 1984, 9 : 566-573. 
7. Sahrmann SA: Diagnóstico e tratamento de síndromes de comprometimento do movimento. Mosby, 2002, pp 51-120.
8. Johansson F: Confiabilidade interexaminador dos testes de mobilidade segmentar lombar . Man Ther , 2006, 11 : 331–336.
9. Panjabi MM: O sistema estabilizador da coluna vertebral. Parte I. Função, disfunção, adaptação e aprimoramento . J Spinal Disord , 1992, 5 : 383–389, discussão 397.
10. Panjabi MM: Instabilidade espinhal clínica e dor lombar . J Electromyogr Kinesiol , 2003, 13 : 371–379. 
11. Esconde JA, Richardson CA, Jull GA: A recuperação do músculo multifídeo não é automática após a resolução da dor lombar aguda no primeiro episódio . Spine , 1996, 21 : 2763-2769.
12. Deyo RA: Dor lombar aguda: um novo paradigma para o gerenciamento . BMJ , 1996, 313 : 1343–1344. [ Artigo livre do PMC da Europa ] 
13. Luoto S, Aalto H, Taimela S, et al. : Controle postural de um pé e distúrbio externo de dois pés em pacientes com dor lombar crônica e indivíduos saudáveis. Um estudo controlado com acompanhamento . Spine , 1998, 23 : 2081-2089, discussão 2089-2090. 
14. Nies N, Sinnott PL: Variações no equilíbrio e oscilação corporal em adultos de meia idade. Indivíduos com costas saudáveis ​​em comparação com indivíduos com disfunção lombar . Spine , 1991, 16 : 325-330. 
15. Hodges PW, Richardson CA: Contração dos músculos abdominais associados ao movimento do membro inferior . Phys Ther , 1997, 77 : 132-142, discussão 142-144.
16. Sung YB, Lee JH, Park YH: Efeitos da mobilização e manipulação torácicas na função e estado mental na dor lombar crônica . J Phys Ther Sci , 2014, 26 : 1711-1714. [ Artigo livre do PMC da Europa ] 
17. O’Sullivan PB, Phyty GD, Twomey LT, et al. : Avaliação do exercício estabilizador específico no tratamento da lombalgia crônica com diagnóstico radiológico de espondilólise ou espondilolistese . Spine , 1997, 22 : 2959-2967. 

Os artigos sobre Estabilização Lombar Segmentar são do Journal of Physical Therapy Science e são fornecidos aqui, cortesia da Society of Physical Therapy Science

Conteúdos relacionados

Deficiência sensório-motora na dor cervical

Deficiência sensório-motora na dor cervical

Função sensório-motora

A coluna cervical tem numerosos mecanorreceptores responsáveis ​​pela entrada proprioceptiva. Esses receptores têm conexão central e reflexa com os sistemas vestibular e visual e com o sistema nervoso central. [1] A entrada de mecanorreceptores da região cervical superior e dos músculos leva a uma coordenação entre a visão e o movimento do pescoço. [2]

Uma quantidade muito elevada de fusos musculares é encontrada na área suboccipital. Os músculos desta área, em particular os músculos suboccipitais, são responsáveis ​​por receber e enviar informações de e para o sistema nervoso central. [1]

3 Os reflexos também influenciam o controle sensório-motor: [2]

  • Reflexo cervicocólico [2]
    • trabalha com o reflexo vestibulocólico
    • leva à ativação do músculo do pescoço
    • evita a rotação excessiva do pescoço
  • Cervico-ocular reflex [2]
    • trabalha com os reflexos vestíbulo-oculares e optocinéticos
    • controlar os músculos extraoculares
    • responsável pela visão clara ao mover a cabeça
  • Reflexo tônico do pescoço [2]
    • integrado com o reflexo vestibuloespinhal
    • ajudam a manter uma posição estável da cabeça quando o corpo está em movimento, alterando a atividade muscular nos membros

Comprometimento sensório-motor

Os receptores cervicais podem tornar-se disfuncionais, por exemplo, com trauma no pescoço, como em uma lesão de chicotada. [1] A sensibilidade do receptor é afetada por alterações químicas, por exemplo, com inflamação. [2] A dor (SNC) e o estresse psicossocial (SNS) podem alterar a sensibilidade do fuso muscular. [2] Deficiências e alterações nos músculos do pescoço (por exemplo, atrofia, degeneração, infiltração gordurosa, fadiga) afetam a entrada aferente cervical alterando a propriocepção, a mecânica articular e a sensibilidade dos fusos musculares. [2]

Quando os receptores cervicais estão disfuncionais, ocorre o seguinte: [1] [2]

  • A entrada aferente desses receptores é alterada
  • Os receptores tornam-se funcionalmente prejudicados
  • Alteração da sensibilidade do fuso muscular
  • “Grandes efeitos da dor em muitos níveis do sistema nervoso”
  • Isso altera a “integração, temporização e ajuste do controle sensório-motor” [1]

Ocorre mais disfunção sensório-motora com lesão na região cervical superior do que na região cervical inferior, porque a região superior contém mais fusos musculares, tem maior conexão com os sistemas visual e vestibular e mais atividade reflexa. [2] [3]

As alterações da estabilidade postural acontecem por causa de alterações na entrada sensorial entre a coluna cervical superior e as estruturas vestibulares. Assim, as estruturas vestibulares do paciente são incapazes de distinguir entre as informações imprecisas, resultando em uma incompatibilidade sensorial que leva a sentimentos de tontura/instabilidade. [2] Pacientes com dor no pescoço podem ter um aumento na atividade/rigidez muscular à medida que o corpo tenta compensar a perda de equilíbrio. [2]

com crônica[4]

3 pilares da deficiência sensório-motora:

A pesquisa não encontrou nenhuma associação entre esses 3 pilares e uso de medicamentos, idade, ansiedade ou status de compensação. [4]

Sintomas de deficiência sensório-motora

Alterações no controle sensório-motor em pacientes com cervicalgia podem levar aos seguintes sintomas: [1]

  • Sentido alterado da posição da articulação cervical (propriocepção)
  • Mudanças no controle do movimento dos olhos
  • Alterações na estabilidade postural
  • Tontura sutil
  • Instabilidade sutil
  • Tonto [2]
  • Sensação de girar na cabeça (não o ambiente girando como com vertigem) [2]
  • Má consciência da postura cabeça-pescoço (alguns pacientes sentem que sua cabeça “balança”) [2]
  • Distúrbios visuais (visão embaçada, campo visual menor, visão de manchas cinzentas, cegueira temporária, fotofobia e deficiências visuais) – alguns pacientes com dor no pescoço têm dificuldade para ler.

Os sintomas subjetivos são mais proeminentes no início do dia, quando o pescoço do paciente está rígido, e mais tarde durante o dia, quando os músculos estão fatigados. [2] Os sintomas também podem ser provocados com movimentos rápidos da cabeça, observação de um objeto em movimento ou ao caminhar no escuro. [2]

Testes

Propriocepção

  • Também chamado de erro de posição da articulação cervical (JPE) [4]
  • Considerada uma medida primária de entrada aferente cervical incompatível, levando a anormalidades no controle sensório-motor [4]
  • Positivo em pacientes com efeito chicote [4]
  • Teste [2]
    • ponto de laser fixado em uma faixa de cabeça
    • sentado a 90 -100 cm de distância de uma parede
    • cabeça do paciente em ponto morto, paciente fecha os olhos e então gira a cabeça e então retorna ao ponto morto
    • medir a diferença média entre a posição inicial e final após 3 tentativas para cada lado
    • uma diferença de mais de 6,5 cm mostra uma disfunção (teste positivo) – o normal é de aproximadamente 3-5 cm.
    • os pacientes podem ter movimentos bruscos, “procurar” a posição correta ou ultrapassar (sinal de reflexo cervicocólico alterado)
    • alguns pacientes podem queixar-se de tonturas ou instabilidade durante o teste

Controle de movimento dos olhos

Teste de perseguição suave

  • Testa o controle do movimento dos olhos com a cabeça e o tronco em ponto morto e depois compara com o próximo teste quando o tronco é girado [2]
  • Teste
    • Paciente em posição sentada. Um objeto é movido lentamente de um lado para o outro na frente do paciente e o paciente deve acompanhar apenas com os olhos.
  • Sintomas [2]
    • Movimentos oculares sacádicos rápidos – parece que o olho está tentando alcançar o objeto, especialmente no alcance médio
    • Reprodução dos sintomas do paciente, como tontura ou visão embaçada

Teste de Torção do Pescoço de Perseguição Suave (SPNT)

  • Detectará alterações nos movimentos oculares devido a alterações na entrada aferente cervical [2]
  • Controle de movimento dos olhos influenciado pelo pescoço 8
  • Teste
    • A cabeça permanece em ponto morto enquanto o tronco é girado 45 graus [4] em qualquer direção [2]
    • repita o teste anterior
  • Positivo:
    • mudança no controle do movimento dos olhos quando o tronco é girado [4] , aumento nos movimentos sacádicos dos olhos [2]
    • geralmente visto em pacientes com dor no pescoço devido a whiplash [2]
  • Se o paciente tiver um desempenho ruim no primeiro teste e o desempenho permanecer o mesmo no segundo teste, é mais provável que seja um distúrbio do SNC e não um comprometimento sensório-motor [2]

Estabilidade do olhar [2]

  • Mover a cabeça enquanto focaliza um objeto.
  • Paciente em posição sentada
  • Olhando para um ponto em frente
  • Continue olhando para este ponto enquanto move a cabeça para a esquerda e para a direita, ou em flexão e extensão
  • Pacientes com dor no pescoço lutam para realizar o teste com precisão, não conseguem manter os olhos fixos no ponto ou têm menos velocidade e alcance (

Equilíbrio e estabilidade postural

Geralmente os pacientes não percebem que seu equilíbrio é afetado até que seja testado [2]

Testes [4] [2]

  • Postura bilateral
    • posição confortável e estreita com os olhos abertos e fechados, por 30 segundos
    • primeiro em uma superfície firme e depois em uma superfície macia (espuma de 10 cm)
  • Posição tandem e de membro único
    • superfície firme
    • olhos abertos e fechados e segure por 30 segundos
    • tandem normalmente prejudicado em pessoas com 45 anos de idade ou mais
    • olhos abertos e fechados e segure por 30 segundos
  • Positivo [2] [4]
    • grande balanço em posição confortável
    • oscilação ântero-posterior na postura estreita
    • dificuldade em corrigir ou impedir a oscilação (sinais de rigidez)
    • mantendo a postura para
  • Mudanças na entrada aferente cervical podem ser responsáveis ​​pela oscilação que as pessoas têm em uma postura confortável após uma lesão de chicotada [4]

Diferenciação

  • Danos vestibulares periféricos [4] (incluem vertigem posicional paroxística benigna, dano ao saco endolinfático ou fístula perilinfática) [10]
    • 35% dos pacientes que têm dor cervical traumática devido a um incidente de alta força podem ter dano vestibular [10]
    • O teste SPNT diferencia entre patologia vestibular e disfunção aferente cervical devido à dor no pescoço
    • É preciso haver coordenação entre a entrada cervical e vestibular para que o tronco encefálico possa determinar onde está a posição da cabeça no espaço
    • estabilidade postural: mais distúrbios nas posições mais desafiadoras, como ficar em pé em uma superfície macia com os olhos fechados
    • vertigem pronunciada
  • Neuroma acústico (envolvimento vestibular) [4]
    • teste SPNT negativo
    • mais distúrbios na estabilidade postural quando em pé em uma superfície macia com uma base de apoio estreita com os olhos fechados, mas mais estável em posições de postura confortáveis ​​do que alguém com dor no pescoço e deficiência sensório-motora
    • Os sintomas de zumbido, visão embaçada, confusão e perda de audição são exacerbados quando o paciente caminha em um local lotado, faz movimentos bruscos ou quando se sente estressado.
  • Insuficiência vertebrobasilar / Disfunção arterial cervical
    • Descartar VBI
    • Os pacientes podem queixar-se de visão dupla (a visão dupla não é tão evidente com distúrbios somatossensoriais) [2]
    • A dissecção da artéria vertebral é rara, mas deve sempre ser considerada ao avaliar um paciente com alterações sensório-motoras e, particularmente, se ele se queixa de dor cervical intensa e cefaleia em um lado e tem “disfunção neurológica específica transitória ou contínua”. [10]
  • Distúrbio do SNC
    • Os sintomas permanecem inalterados ao fazer o teste SPNT
    • Deve ser considerado com um golpe direto na cabeça [10]
  • Vertigem posicional paroxística benigna
    • Os sintomas são episódicos, ao mudar a posição da cabeça, como mover-se na cama ou curvar-se
    • Vertigem e tontura com duração de 1 minuto ou menos
  • Ansiedade, medicação, estresse

Quaisquer sinais ou sintomas do sistema nervoso central sem diagnóstico/motivo são uma bandeira vermelha e o paciente deve ser encaminhado a um médico. [2]

Para obter mais informações, consulte a página 6 deste artigo da revista para ler sobre testes específicos para diferenciação.

Gestão Geral [2]

Em pacientes com comprometimento mínimo da propriocepção sensório-motora, o manejo convencional pode ser suficiente. [4]

  • Terapia manipulativa – melhora a tontura e a propriocepção cervical
  • Treinamento com foco no controle neuromuscular – melhora a propriocepção cervical
  • Treino com foco na resistência muscular cervical – melhora o equilíbrio
  • Acupuntura – melhora o equilíbrio e a propriocepção cervical
  • Estabilidade do olhar, propriocepção e treinamento de coordenação olho-pescoço – melhora os déficits sensório-motores, bem como ADM e dor e incapacidade no pescoço.
  • Reabilitação vestibular – pode melhorar os problemas de equilíbrio e tonturas em pacientes com lesão cervical
  • Retreinamento de equilíbrio
  • Terapia de ponto-gatilho
  • Exercícios de ROM e propriocepção do pescoço
  • PNF
  • Fortalecimento de flexores profundos do pescoço

Esses tratamentos sozinhos não podem melhorar todas as disfunções sensório-motoras.

Paciente com um comprometimento significativo da propriocepção sensório-motora com dor no pescoço precisaria de gerenciamento focado das áreas afetadas para ajudar a manter os sintomas, evitar recaídas e agravamento dos sintomas. [4]

As abordagens combinadas demonstraram funcionar melhor para esses pacientes. [2]

Intervenção específica de controle sensório-motor [2]

Desenvolva um programa específico com abordagens combinadas para a disfunção que o paciente apresenta. Trabalhe os aspectos que ativam a tontura começando devagar com pequenos movimentos e depois progredindo.

O paciente não deve sentir aumento da dor ou dor de cabeça, se isso acontecer, os exercícios devem ser menos desafiadores e em uma posição mais apoiada, como deitado. Durante os exercícios vestibulares, os pacientes podem apresentar um aumento temporário de sintomas como náuseas, tontura/instabilidade sutil ou distúrbios visuais.

Os exercícios devem ser feitos 1-2x por dia, 3-5 repetições cada e progredindo para 10 repetições . Comece em uma posição estável mais fácil e a uma velocidade em que o paciente possa se mover com precisão. Aumente o alcance e a velocidade à medida que o paciente melhora e progride para superfícies mais macias ou posições mais difíceis (como tandem).

Diretrizes gerais: [11]

  • “Trabalhe no que ativa a tontura” [11]
  • Comece na posição sentada, progrida para em pé, em pé em tandem e andando
  • Progredir a duração do exercício para 30 segundos 2x dia, depois 1-2 min 3x dia até 5 min 5x dia
  • A visão deve ser irrestrita inicialmente e depois progredir para visão periférica restrita
  • Ao praticar o movimento dos olhos ou a estabilidade do olhar, você pode começar com um ponto, depois uma palavra e depois um cartão de visita

Propriocepção/Erro de Posição da Articulação Cervical (JPE) [2]

  • Paciente sentado em frente a uma parede com um apontador laser fixado em uma faixa de cabeça (como a avaliação)
    • O paciente precisa trazer a cabeça de volta para o neutro de qualquer direção, por exemplo, rotação ou extensão
    • Treine a direção mais difícil/sintomática girando em direção ou a partir do lado prejudicado
    • olhos abertos e, em seguida, progrida para os olhos fechados e, em seguida, abra para verificar a posição
    • progresso para deixar o paciente parar em determinados intervalos, por exemplo, a 20 graus ou 40 graus
    • progredir fazendo o exercício em diferentes posições em pé
    • progresso traçando uma figura de 8 com o laser

Controle de movimento dos olhos

Perseguição suave

  • Praticando a perseguição suave com os olhos enquanto a cabeça está parada e depois gire o tronco e repita o exercício [2]
  • O paciente pode praticar isso em casa movendo o polegar na frente dele e seguindo o movimento com os olhos.
  • Comece com o corpo e a cabeça em ponto morto, progrida para 30 graus e 45 graus de torção [11]

Estabilidade do olhar [2]

  • O treinamento deve se concentrar no movimento que cria mais sintomas
  • O paciente deve focar em um ponto na parede à sua frente e então o paciente move a cabeça enquanto ainda focaliza os olhos no ponto.
  • O paciente pode mover o tronco ou o terapeuta pode mover o tronco se o paciente estiver sentado em um banquinho enquanto o paciente mantém os olhos fixos no objeto
  • Progredir alterando o objeto em que o paciente foca, alterando o fundo para listras ou cheques, aumenta a velocidade e a ADM, restringe a visão periférica, ficando em pé em vez de sentado

Equilíbrio e estabilidade postural [2]

O treinamento de equilíbrio pode levar a um aumento de tontura e rigidez muscular. Ambos são indesejáveis ​​para um paciente com dor no pescoço, pois aumentarão seus sintomas, levando a uma maior exacerbação. Assim, o terapeuta deve monitorar o paciente e progredir lentamente para evitar a exacerbação dos sintomas e rigidez muscular.

  • O treino de equilíbrio deve começar no nível em que o paciente estava durante a avaliação e com o objetivo de atingir 30 segundos de equilíbrio estático em pé
    • Progredir mudando a posição de pé ou a superfície e fechando os olhos
  • Tarefas funcionais – caminhar enquanto muda a posição da cabeça (girada, olhando para cima ou para baixo) mantendo a mesma velocidade e direção.
    • Progresso alterando a superfície e a velocidade de caminhada

O paciente pode praticar esses exercícios em casa, de preferência em um cantinho da casa onde possa corrigir quando perder o equilíbrio. [1]

Algumas pesquisas mostraram que, após os exercícios de coordenação do pescoço, os participantes melhoraram o equilíbrio. [21]

Recursos

  • Consulte as páginas 8 e 9 para exercícios sensório-motores adicionais e diretrizes de terapia Kristjansson E, Treleaven J. Função sensório-motora e tontura na dor no pescoço: implicações para avaliação e tratamento . Revista de fisioterapia ortopédica e esportiva. 2009 maio;39(5):364-77.
  • Elsig S, Luomajoki H, Sattelmayer M, Taeymans J, Tal-Akabi A, Hilfiker R. Testes sensório-motores, como controle de movimento e precisão de julgamento de lateralidade, em pessoas com dores no pescoço recorrentes e controles. Um estudo caso-controle. Terapia manual. 1º de dezembro de 2014;19(6):555-61.
  • Treleaven J. Tonturas, instabilidade, distúrbios visuais e controle sensório-motor na dor cervical traumática . Revista de fisioterapia ortopédica e esportiva. 2017 jul;47(7):492-502.

Referências

  1. ↑ 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 1,6 Treleaven J. Distúrbios sensório-motores em distúrbios do pescoço que afetam a estabilidade postural, controle do movimento da cabeça e dos olhos. Terapia manual. 1 de fevereiro de 2008;13(1):2-11. [Acessado em 26 de junho de 2018] Disponível em: https://scholar.google.com/scholar_url?url=http://www.redbalance.com/data/datashare_doc/datashare_doc_9798948046.pdf&hl=en&sa=T&oi=gsb-gga&ct=res&cd =0&d=12080988430151964005&ei=vJY1W6OrOo_gygSOvL2ACw&scisig=AAGBfm3p5N13mElWYXM2kbG0dgWaWiNeEg
  2. ↑ 2.002.012.022.032.042.052.062.072.082.092.102.112.122.132.142.152.162.172.182.192.202.212.222.232.242.252.262.272.282.292.302.312.322.332.342.352.362.37 Kristjansson E, Treleaven J. Função sensório-motora e tontura na dor no pescoço: implicações para avaliação e tratamento. Revista de fisioterapia ortopédica e esportiva. 2009 maio;39(5):364-77. [Acessado em 26 de junho de 2018] Disponível em: http://www.neckcare.com/wp-content/uploads/Sensorimotor-function-and-dizziness-in-neck-pain_Implication-for-assessment-and-management.pdf
  3. ↑ Treleaven J, Clamaron-Cheers C, Jull G. A região da dor influencia a presença de distúrbios sensório-motores em distúrbios cervicais?. Terapia manual. 1º de dezembro de 2011;16(6):636-40. Resumo: [Acessado em 26 de junho de 2018] Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1356689X11001214
  4. ↑ 4,00 4,01 4,02 4,03 4,04 4,05 4,06 4,07 4,08 4,09 4,10 4,11 4,12 4,13 Treleaven J, LowChoy N, Darnell R, Panizza B, Brown-Rothwell D, Jull G. Comparação de distúrbios sensório-motores entre indivíduos com transtorno persistente associado a chicotadas e indivíduos com patologia vestibular associada ao neuroma acústico. Arquivos de medicina física e reabilitação. 1 de março de 2008;89(3):522-30. [Acessado em 26 de junho de 2018] Disponível em: http://www.academia.edu/download/46453369/j.apmr.2007.11.00220160613-3910-fl8vmw.pdf
  5. ↑ Chris Worsfold Avaliando a propriocepção do pescoço – YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=SFjAMaAdqXY [último acesso em 28/06/18]
  6. ↑ Chris Worsfold Avaliando o movimento ocular de perseguição suave (controle oculomotor) – YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=5CdbCpGF1HQ [último acesso em 28/06/18]
  7. ↑ Chris Worsfold Lesão de chicote: teste de torção de pescoço de perseguição suave (SPNT) em ponto morto (Parte 1) – YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=1ThzWu6hbak [último acesso em 28/06/18]
  8. ↑ Chris Worsfold Lesão de chicote: teste de torção do pescoço de perseguição suave (SPNT) (Parte 2) – YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=LN85vCboaao [último acesso em 28/06/18]
  9. ↑ Chris Worsfold Avaliando a estabilidade do olhar na dor no pescoço – YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=CuCiVc1ykWM [último acesso em 28/06/18]
  10. ↑ 10,0 10,1 10,2 10,3 Treleaven J. Tonturas, instabilidade, distúrbios visuais e controle sensório-motor na cervicalgia traumática. Revista de fisioterapia ortopédica e esportiva. 2017 jul;47(7):492-502. [Acessado em 26 de junho de 2018] Disponível em: https://www.jospt.org/doi/pdf/10.2519/jospt.2017.7052
  11. ↑ 11,0 11,1 11,2 Worsfold, C. PhysioUK Evening Lecture Series Novembro 2013 ‘Sensorimotor Impairment in Neck Pain & Whiplash Injury’ [Acessado em 5 de julho de 2018] Disponível em: http://www.chrisworsfold.com/conference-powerpoint-slides/
  12. ↑ Rehab Meu Paciente Propriocepção Cervical LASER Pontos no Alcance Rotação Olhos Abertos 2
    – YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=h-0ny-oJLXM [último acesso em 28/06/18]
  13. ↑ Reabilitação Meu Paciente Propriocepção Cervical LASER Pontos no Alcance Rotação Olhos Fechados
    – YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Lvn-7szFuxQ [último acesso em 28/06/18]
  14. ↑ Reabilitação Meu Paciente Propriocepção Cervical LASER Pontos na Extensão de Alcance Olhos Abertos 2 – YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8e21TaQm70w [último acesso em 28/06/18]
  15. ↑ Rehab My Patient Sessão de torção do pescoço com perseguição horizontal suave – YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=KwoINGT6dCs [último acesso em 28/06/18]
  16. ↑ Rehab My Patient Perseguição horizontal de torção de pescoço suave – YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=LdvdY8i9ivg [último acesso em 28/06/18]
  17. ↑ Rehab My Patient Sessão de torção do pescoço com perseguição vertical suave – YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=w5IQyZzKiqs [último acesso em 28/06/18]
  18. ↑ Rehab My Patient Gaze estabilidade de rotação do pescoço sentado – YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=6FBQShXjbRE [último acesso em 28/06/18]
  19. ↑ Rehab My Patient Gaze estabilidade pescoço rotação única perna em pé – YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=qBT-hcP9GLU [último acesso em 28/06/18]
  20. ↑ Rehab My Patient Gaze estabilidade pescoço torção flexão extensão pés juntos – YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=tVED9yLnLoQ [último acesso em 28/06/18]
  21. ↑ Beinert K, Taube W. O efeito do treinamento de equilíbrio na função sensório-motora cervical e dor no pescoço. Revista de comportamento motor. 1 de maio de 2013;45(3):271-8. [Acessado em 26 de junho de 2018] Disponível em: https://pdfs.semanticscholar.org/e86a/c3b4a55adc1841d801afb744220a0c4b226e.pdf
  22. ↑ Wright Physiotherapy LLC Retreinamento do equilíbrio sensório -motor
    – YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=WepFpg8x5uI [último acesso em 28/06/18]

Conteúdos relacionados

Escala de Avaliação da Ataxia Cooperativa Internacional

Escala de Avaliação da Ataxia Cooperativa Internacional

Objective

The International Cooperative Ataxia Rating Scale (ICARS) is an outcome measure that was created in 1997 by the Committee of the World Federation of Neurology with the goal of standardizing the quantification of impairment due to cerebellar ataxia. The scale is scored out of 100 with 19 items and 4 subscales of postural and gait disturbances, limb ataxia, dysarthria, and oculomotor disorders. Higher scores indicate higher levels of impairment.

Intended Population

Clients suffering from cerebellar ataxia. The ICARS has been validated for use in patients with focal cerebellar lesions [1] and hereditary spinocerebellar and Friedrich’s ataxia. [2] [3]

Time taken to complete the test – 30 minutes

Method of Use

The International Cooperative Ataxia Rating Scale (ICARS) (Trouillas et al., 1997) is a 100-point semi-quantitative scale. It is divided into four parts, on the basis of the compartmentalization of cerebellar symptoms (Babinski & Tournay, 1913):

ICARS.JPG

Postural and stance disturbances (subscore: /34)
Limb movement disturbances (subscore: /52)
Speech disorders (subscore: /8)
Oculomotor deficits (subscore: /6)

Posture and Gait Score (total of scores A to G)

A. Walking capacities: 10-m test including half-turn, near a wall

0 Normal
1 Almost normal naturally, unable to walk with feet in tandem
2 Walking without support, but abnormal and irregular
3 Walking without support but with considerable staggering; difficulties in half-turn
4 Walking with autonomous support impossible; episodic support of the wall for a 10-m test
5 Walking only possible with one stick
6 Walking only possible with two special sticks or with a stroller
7 Walking only with accompanying person
8 Walking impossible, even with accompanying person (wheelchair)and so on.

PG: 34 Min.: 0 Max.: 100

Grading for ataxia. Balance assessed using posture and gait (PG) subcomponent

Reference

Cerebellar Disorders – A Practical Approach to Diagnosis and Management; Mario Ubaldo Manto, 4 – Clinical scales: 53-68

Evidence

High inter-rater reliability (ICC50.95)

High test–re-test reliability (ICC50.97)

Adequate internal consistency(Cronbach’s a50.94)

Good internal structural validity

Links

References

References will automatically be added here, see adding references tutorial.

  1. ↑ Schoch, B; et al. (Nov 2007). “Reliability and validity of ICARS in focal cerebellar lesions”. Movement Disorders 22 (15): 2162–2169.
  2. ↑ Schmitz-Hubsch, T; et al. (May 2006). “Reliability and validity of the International Cooperative Ataxia Rating Scale: a study in 156 spinocerebellar ataxia patients”. Movement Disorders 21 (5): 699–704
  3. ↑ Storey, E; Tuck, K.; Hester, R.; Hughes, A.; Churchyard, A. (Feb 2004). “Inter-rater reliability of the International Cooperative Ataxia Rating Scale (ICARS)”. Movement Disorders 19 (2): 190–192.

Conteúdos relacionados